{"id":82709,"date":"2026-06-10T00:31:27","date_gmt":"2026-06-10T00:31:27","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=82709"},"modified":"2026-06-10T00:31:59","modified_gmt":"2026-06-10T00:31:59","slug":"palestina-quem-acende-o-pavio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2026\/06\/10\/palestina-quem-acende-o-pavio\/","title":{"rendered":"Palestina: quem acende o pavio"},"content":{"rendered":"\n<p>Mil\u00e3o, 16 de maio de 2026: manifesta\u00e7\u00e3o pelo anivers\u00e1rio da Nakba.<\/p>\n\n\n\n<p>Os marxistas, diferente dos p\u00f3s-modernistas, sabem que trocar as palavras n\u00e3o muda o mundo. Apenas a luta de classes \u2013 e o seu cl\u00edmax, a revolu\u00e7\u00e3o \u2013 muda a sociedade. No entanto, as palavras s\u00e3o uma parte do campo de batalha ideol\u00f3gico. Isso vale muito mais pela chamada \u201cquest\u00e3o palestina\u201d que est\u00e1 entre as mais falsificadas pelo sionismo, imperialismo e reformismo. No ano passado \u201cIsrael\u201d investiu 800 milh\u00f5es na \u201chasbara\u201d<a href=\"#_ftn1\" id=\"_ftnref1\">[1]<\/a>, a atividade de propaganda para apresentar a entidade sionista sob uma boa apar\u00eancia. A esta pr\u00e1tica sionista se junta a propaganda pela qual os governos imperialistas cobrem os crimes de \u201cIsrael\u201d, ajudados pelas organiza\u00e7\u00f5es reformistas nesse trabalho. Tentaremos mostrar alguns dos truques sem\u00e2nticos utilizados com esse objetivo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00abPaz entre os dois povos\u00bb<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Geralmente ouvimos falar que se trata de pacificar os dois povos. \u00c9 a grande mentira que anuncia a solu\u00e7\u00e3o \u201cdois povos, dois Estados\u201d. O engano consiste em dissimular que na Palestina n\u00e3o existe \u201cdois povos\u201d: h\u00e1 um povo oprimido, o palestino, e existem os colonos que os oprimem, os \u201cisraelenses\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u201creconhecimento\u201d do Estado palestino que \u00e9 feito hipocritamente por alguns governos com finalidade eleitoral (pensemos no governo Sanches, no Estado Espanhol) significa reconhecer um hipot\u00e9tico mini-Estado que deveria ser concedido aos palestinos. Um mini-Estado formado pela Cisjordania&nbsp; e pela Faixa de Gaza que, somando, possuem cerca de um quinto da Palestina. Esta hip\u00f3tese fantasiosa exclui o retorno de seis milh\u00f5es de refugiados \u00e0s suas casas e deixaria para a col\u00f4nia sionista dominar esta \u201creserva ind\u00edgena\u201d<a href=\"#_ftn2\" id=\"_ftnref2\">[2]<\/a> e os quase dois milh\u00f5es de palestinos que vivem dentro do \u201cEstado hebraico\u201d, submetidos a dezenas de leis raciais. Melhor alguma coisa do que nada, diz algu\u00e9m. Pena que essa \u201calguma coisa\u201d seja s\u00f3 fuma\u00e7a: uma concess\u00e3o verbal de um futuro Estado em troca de uma renuncia concreta por recuperar a Palestina \u201cdo rio ao mar\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Um engano reapresentado enquanto os sionistas, depois de t\u00ea-la arrasada, est\u00e3o ocupando toda a Faixa de Gaza, estendendo, metro a metro, o controle sobre a Cisjordania, estendendo as suas garras sobre a parte sul do L\u00edbano (\u201copera\u00e7\u00e3o obscuridade eterna\u201d) e sobre uma parte da S\u00edria. Como declarou recentemente um comandante do IDF: \u201cestamos matando palestinos com um ritmo que n\u00e3o alcan\u00e7\u00e1vamos desde a guerra de 1967\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00abTerrit\u00f3rios ocupados\u00bb, \u00abIsrael\u00bb e \u00abisraelenses\u00bb<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Um segundo erro sem\u00e2ntico \u00e9 utilizado pela ONU e por toda a esquerda reformista. \u00c0s vezes \u00e9 usado, de boa f\u00e9, tamb\u00e9m por quem realmente tem a causa palestina no cora\u00e7\u00e3o. A defini\u00e7\u00e3o de \u201cterrit\u00f3rio palestino ocupado\u201d \u00e9 um erro por referir-se apenas \u00e0quela pequena parte da Palestina (Gaza e Cisjord\u00e2nia) onde deveria nascer o assim chamado \u201cEstado da Palestina\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A trapa\u00e7a consiste em indicar apenas estas partes da Palestina como \u201cocupadas\u201d: implicitamente afirmando que o resto do territ\u00f3rio, cerca de 80% da Palestina, que em <em>seus<\/em> mapas geogr\u00e1ficos \u00e9 indicado como \u201cIsrael\u201d, n\u00e3o estaria ocupado.<\/p>\n\n\n\n<p>Em nossa publica\u00e7\u00e3o colocamos a palavras \u201cIsrael\u201d entre aspas porque n\u00e3o faz\u00ea-lo implica aceitar, \u00e0s vezes involuntariamente, que exista um leg\u00edtimo Estado e uma leg\u00edtima popula\u00e7\u00e3o. Enquanto o que existe realmente \u00e9 uma col\u00f4nia e colonos (estes s\u00e3o todos os \u201cisraelenses\u201d).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00abO governo reacion\u00e1rio de Netanyahu\u00bb<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Entre os erros sem\u00e2nticos, este \u00e9 um daqueles aos quais mais frequentemente recorrem os reformistas, aqueles partidos que continuam a defender os \u201cdois povos, dois Estados\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A tentativa \u00e9 de defender que o problema n\u00e3o est\u00e1 na col\u00f4nia \u201cIsrael\u201d, mas no seu atual governo. Que o governo Netanyahu seja reacion\u00e1rio, n\u00e3o h\u00e1 evidentemente d\u00favidas. Mas esta \u00e9 uma meia verdade: porque nunca existiu e nunca poder\u00e1 existir um governo n\u00e3o reacion\u00e1rio de uma entidade colonial e racista. Para que funcione essa armadilha que alude a um suposto sionismo bom (tese defendida por v\u00e1rios intelectuais da chamada esquerda) \u00e9 necess\u00e1rio apagar a hist\u00f3ria da col\u00f4nia fundada com o terror, as bombas, os estupros, mesmo daqueles sionistas que se pretendiam \u201cbons\u201d, isto \u00e9, pelos \u201ctrabalhistas\u201d. Foram esses \u00faltimos a expulsarem 800 mil palestinos de suas casas, fazendo evaporar mais de 500 vilas, durante aquilo que os palestinos chamam de Nakba, a cat\u00e1strofe. Nas escolas \u201cisraelenses\u201d esta hist\u00f3ria \u00e9 falsificada e o \u00eaxodo de milhares de palestinos \u00e9 explicado como um \u201cafastamento volunt\u00e1rio\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, basta ler os jornais para saber que mesmo nos \u00faltimos dias a Knesset, o parlamento colonial, tentou instituir um tribunal militar especial onde seriam processados os combatentes de 7 de outubro e a medida foi votata por <em>unanimidade<\/em>. Incluindo tamb\u00e9m os sionistas bons que existem apenas nas fantasias encomendadas a jornalistas e burocratas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00abPermanece sempre uma democracia\u00bb<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ocorre ainda hoje, h\u00e1 dois anos e meio do in\u00edcio do \u00faltimo massacre de palestinos, ouvir alguns desses intelectuais org\u00e2nicos do capitalismo dizer, depois de ter retirado toda a responsabilidade do \u201cgoverno reacion\u00e1rio de Netanyahu\u201d, que \u201cIsrael permanece, apesar de tudo, uma democracia\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Dado que esses senhores tamb\u00e9m sabem que se trata de uma entidade estatal declaradamente teocr\u00e1tica e baseada na supremacia \u00e9tnica, que bombardeia qualquer pa\u00eds que queira bombardear, que pratica com regularidade a tortura e o estupro de prisioneiros, que ataca as embarca\u00e7\u00f5es de ajuda humanit\u00e1ria da Flotilha h\u00e1 milhares de quil\u00f4metros da costa que considera sua (a costa da Palestina)&#8230; A \u00fanica explica\u00e7\u00e3o para afirma\u00e7\u00f5es similares \u00e9 a de que \u201cIsrael\u201d e os seus amigos sabem bem retribuir quem o defende&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00abS\u00e3o antissemitas\u00bb<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio alongar-se, para os leitores desse jornal, sobre a falsa equa\u00e7\u00e3o antissionismo-antissemitismo. Mas \u00e9 um tema importante a esclarecer entre os setores mais amplos dos trabalhadores e da juventude. \u00c9 bom recordar que ser \u201cantissemita\u201d significa ser racista. E que essa acusa\u00e7\u00e3o \u00e9 dirigida contra n\u00f3s pelo sionismo, uma ideologia racista, e pelos descendentes dos fascistas que mataram milh\u00f5es de judeus. Gente que tem em casa o busto daquele antissemita que os <em>partisans<\/em> penduraram pelo pesco\u00e7o na pra\u00e7a Loreto. Mas na It\u00e1lia n\u00e3o apenas os partidos do governo usam esse jogo de palavras (com consequ\u00eancias criminais). A esse coro participam expoentes daquele \u201ccampo amplo\u201d que abriram os campos de concentra\u00e7\u00e3o para imigrantes e no parlamento votam a favor (ou pior, se abst\u00eam) sobre o DDL Romeo que d\u00e1 a magistratura amplos poderes para definir como antissemita toda declara\u00e7\u00e3o antissionista. E estamos falando daquela magistratura que tem colocado na pris\u00e3o Hannoun e outros companheiros, condenou Anan Yaeesh a 6 anos de pris\u00e3o e h\u00e1 alguns dias atr\u00e1s emitiu medidas contra os jovens que em setembro se manifestaram em Mil\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00abA culpa \u00e9 do 7 outubro\u00bb<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Um outro truque ret\u00f3rico \u00e9 aquele de quem continua a repetir a falsidade sobre o 7 de outubro. Aquele dia uma d\u00fazia de organiza\u00e7\u00f5es da Resist\u00eancia, seguidos por centenas de jovens, romperam a gaiola\/os arames de Gaza para pegarem ref\u00e9ns para trocarem pelos milhares de prisioneiros do sionismo.<\/p>\n\n\n\n<p>A quase totalidade das organiza\u00e7\u00f5es da esquerda, inclusive algumas que se definem \u201crevolucion\u00e1rias\u201d, criticaram de modo mais ou menos rude aquela a\u00e7\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 o caso do PdAC e da nossa Internacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais sutil, mas igualmente falso, \u00e9 o argumento de quem disse que aquela a\u00e7\u00e3o de guerra foi \u201cleg\u00edtima mas contraproducente\u201d, porque teria provocado a rea\u00e7\u00e3o sionista. A verdade \u00e9 que n\u00e3o apenas o sionismo mata e bombardeia os palestinos h\u00e1 d\u00e9cadas, mas devemos acrescentar que \u00e9 sempre reacion\u00e1rio o argumento segundo o qual se o agredido reage, a culpa \u00e9 sempre do agressor.<\/p>\n\n\n\n<p><br>N\u00e3o apenas: se hoje \u201cIsrael\u201d est\u00e1 isolado como nunca esteve, se se desenvolveu um movimento internacional de apoio \u00e0 Palestina que n\u00e3o tem precedentes em extens\u00e3o e dimens\u00f5es, se hoje podemos falar de \u201cgera\u00e7\u00e3o Gaza\u201d, de milhares de jovens que atrav\u00e9s da causa Palestina compreendem o que \u00e9 efetivamente o sistema capitalista no qual vivemos e come\u00e7am a se opor a ele, se isso ocorre, o m\u00e9rito principal \u00e9 dos palestinos e da sua Resist\u00eancia que dura h\u00e1 mais de um s\u00e9culo e viu no 7 de outubro um acontecimento heroico.<\/p>\n\n\n\n<p><br><strong>PCR e Rede dos Comunistas alimentam a confus\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Quanto mais cresce o descredito de \u201cIsrael\u201d, ainda mais para aqueles que negaram o genoc\u00eddio por dois anos, come\u00e7am a usar aquela palavra. Quanto mais crescem as mobiliza\u00e7\u00f5es pela Palestina, mais encontramos partidos reformistas, incialmente ausentes das pra\u00e7as, participando das manifesta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma a\u00e7\u00e3o unit\u00e1ria \u00e9 necess\u00e1ria e desde sempre criticamos toda tentativa de dividir as manifesta\u00e7\u00f5es e greves. Mas isso n\u00e3o significa remover as diferen\u00e7as. Ao contr\u00e1rio: o debate sobre as reais perspectivas que cada um defende \u00e9 fundamental e por muito tempo foi removido em nome de uma unidade falsa que s\u00f3 faz o jogo das burocracias.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;<br>Em outros n\u00fameros desse jornal e o seu <em>Trotskismo Oggi<\/em>, revista te\u00f3rica do nosso partido, assim como em um livro rec\u00e9m publicado (1), examinamos em profundidade as posi\u00e7\u00f5es que, em nossa opini\u00e3o falsas, emergem no debate da esquerda.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Aqui nos limitaremos a uma breve lista dessas posi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDois povos, dois Estados\u201d, que \u00e9 muito comum em grande parte do reformismo italiano (por exemplo, na Refunda\u00e7\u00e3o Comunista) e mundial, ainda que seja frequentemente desacreditada entre os ativistas mais informados. \u201cSolu\u00e7\u00e3o de um \u00fanico Estado\u201d, um substituto dos \u201cdois Estados\u201d, do mesmo modo sem fundamento. O \u201creconhecimento das resolu\u00e7\u00f5es da ONU\u201d, muito comum em quase todas as for\u00e7as inclusive aquelas que se definem comunistas, que assim implicitamente aceitam a divis\u00e3o de 1947.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre este \u00faltimo tema, tendem a sucumbir tamb\u00e9m organiza\u00e7\u00f5es que apresentam uma apar\u00eancia mais radical, como por exemplo a Rede Comunista (que participa a Pap e dirige USB e v\u00e1rias estruturas da juventude nas primeiras fileiras das mobiliza\u00e7\u00f5es, como OSA e Cambiare Rotta). Se trata daquelas organiza\u00e7\u00f5es que reivindicam o \u201ccomunismo novecentista\u201d, compreendendo n\u00e3o (como n\u00f3s) o Outubro de 1917 e a batalha anti-stalinista &nbsp;&nbsp;do trotskismo para defender o bolchevismo, mas um stalinismo criticado superficialmente. Organiza\u00e7\u00f5es que v\u00eam na Venezuela o \u201csocialismo do s\u00e9culo XXI\u201d (2). S\u00e3o as mesmas for\u00e7as que reivindicam o castro-chavismo e sustentam um \u201cmultipolarismo\u201d no qual China e R\u00fassia (isto \u00e9, dois saqueadores imperialistas, como teria definido L\u00eanin) desenvolveriam um papel progressista em contraposi\u00e7\u00e3o ao outros saqueadores imperialistas liderados pelos Estados Unidos.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Existem ainda organiza\u00e7\u00f5es que se definem \u201ctrotskistas\u201d, como \u00e9 o caso do PCR (ex Falcemartello), que em nome de uma suposta pureza \u201cclassista\u201d (mas \u00e9 apenas uma incompreens\u00e3o da posi\u00e7\u00e3o leninista), partindo da (falsa) premissa segundo a qual \u201cIsrael \u00e9 uma na\u00e7\u00e3o e n\u00e3o podemos fazer um chamado \u00e0 sua aboli\u00e7\u00e3o\u201d (3), invocando a cria\u00e7\u00e3o de \u201cuma frente \u00fanica entre o povo palestino e a classe oper\u00e1ria e os setores progressistas (sic) da sociedade israelense\u201d (4). Classe oper\u00e1ria que obviamente existe em \u201cIsrael\u201d, mas \u00e9 constitu\u00edda por uma casta que goza de privil\u00e9gios coloniais, aos quais talvez um dia renuncie a uma pequena parte deles (assim nos ensina a hist\u00f3ria de outras lutas por liberta\u00e7\u00e3o), mas quando for destru\u00eddo o Estado de \u201cIsrael\u201d, s\u00f3 uma minoria absoluta de ex \u201cisraelenses\u201d aceitar\u00e3o viver em paz na Palestina.<\/p>\n\n\n\n<p><br>A realidade \u00e9 que, desde o nascimento desse monstro que chamaram \u201cIsrael\u201d, apenas os trotskistas consequentes defenderam que a \u00fanica perspectiva revolucion\u00e1ria passava pelo fim deste enclave colonial e a liberta\u00e7\u00e3o de toda a Palestina \u201cdo rio ao mar\u201d (5), como parte de um programa de \u201crevolu\u00e7\u00e3o permanente\u201d para construir os Estados Unidos Socialistas do Oriente M\u00e9dio.<\/p>\n\n\n\n<p>Inclusive por isso um partido realmente marxista, isto \u00e9, trotskista, na It\u00e1lia e em escala internacional, \u00e9 o objetivo ao qual devem colocar-se todos aqueles jovens e trabalhadores que lutam pela Palestina, lutam para construir uma alternativa ao capitalismo em putrefa\u00e7\u00e3o. Uma alternativa que s\u00f3 pode ser comunista. &nbsp;<br>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Notas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>(1) Veja o nosso&nbsp;<em>Dal fiume al mare. <\/em><em>Dalla parte della Resistenza palestinese<\/em>&nbsp;(ed. Rjazanov, 2025).<\/p>\n\n\n\n<p>(2) A Rede dos Comunistas apoiou entusiasticamente o regime (ultra-repressivo) de Maduro, enviando delega\u00e7\u00f5es a Caracas e participando do lan\u00e7amento da \u00abInternacional Antifascista\u00bb promovida pelo regime. Veja por exemplo.&nbsp;<a href=\"https:\/\/contropiano.org\/documenti\/2025\/01\/13\/internazionale-antifascista-il-programma-0179279\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/contropiano.org\/documenti\/2025\/01\/13\/internazionale-antifascista-il-programma-0179279<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Nem mesmo a capitula\u00e7\u00e3o explic\u00edta da \u00abcara amiga\u00bb Delcy Rodriguez (como a definiu Trump) aos Usa parece ter provocado uma reavalia\u00e7\u00e3o. Tudo explicado como \u00abastucia t\u00e1tica\u00bb do regime<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/contropiano.org\/news\/internazionale-news\/2026\/03\/09\/ritirate-tattiche-perche-la-rivoluzione-venezuelana-resiste-ancora-0192761\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/contropiano.org\/news\/internazionale-news\/2026\/03\/09\/ritirate-tattiche-perche-la-rivoluzione-venezuelana-resiste-ancora-0192761<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>(3) V. Alan Woods e Ted Grant,&nbsp;<em>Il marxismo e la questione nazionale<\/em>, aqui em tradu\u00e7\u00e3o italiana&nbsp;<a href=\"https:\/\/rivoluzione.red\/il-marxismo-e-la-questione-nazionale\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/rivoluzione.red\/il-marxismo-e-la-questione-nazionale\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>(4) V. \u201cBasta de hipocrisia! Defender Gaza!\u201d (11\/10\/23)&nbsp;<a href=\"https:\/\/rivoluzione.red\/basta-ipocrisia-difendere-gaza-la-dichiarazione-della-tmi\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/rivoluzione.red\/basta-ipocrisia-difendere-gaza-la-dichiarazione-della-tmi\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>(5) N\u00e3o \u00e9 por acaso que o PCR, que n\u00e3o \u00e9 consequente com a pr\u00f3pria auto defini\u00e7\u00e3o como \u201ctrotskista\u201d, recusa essa reivindica\u00e7\u00e3o. Veja a nossa pol\u00eamica:<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/partitodialternativacomunista.it\/politica\/nazionale\/palestina-perche-al-pcr-non-piace-dal-fiume-al-mare\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/partitodialternativacomunista.it\/politica\/nazionale\/palestina-perche-al-pcr-non-piace-dal-fiume-al-mare<\/a><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\">[1]<\/a> <em>Hasbara<\/em>, um termo hebraico que significa \u201cexplica\u00e7\u00e3o\u201d, trata-se da maneira pela qual o sionismo faz propaganda ideol\u00f3gica com o uso de desinforma\u00e7\u00e3o para justificar suas a\u00e7\u00f5es genocidas e de limpeza \u00e9tnica na Palestina.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref2\" id=\"_ftn2\">[2]<\/a> Nos EUA e Canad\u00e1, essas \u00e1reas foram institu\u00eddas no s\u00e9culo XIX por seus governos para confinar as popula\u00e7\u00f5es locais com a finalidade de favorecer a expans\u00e3o territorial dos colonos. (Dicion\u00e1rio Treccani)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mil\u00e3o, 16 de maio de 2026: manifesta\u00e7\u00e3o pelo anivers\u00e1rio da Nakba. Os marxistas, diferente dos p\u00f3s-modernistas, sabem que trocar as palavras n\u00e3o muda o mundo. Apenas a luta de classes \u2013 e o seu cl\u00edmax, a revolu\u00e7\u00e3o \u2013 muda a sociedade. No entanto, as palavras s\u00e3o uma parte do campo de batalha ideol\u00f3gico. Isso vale [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":82712,"menu_order":11,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"litci_post_political_author":"Francesco Ricci","footnotes":""},"categories":[228,8068],"tags":[],"class_list":["post-82709","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-palestina","category-especial-palestina"],"fimg_url":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Manifestazione_Milano_16_maggio_2026.jpg","categories_names":["Especial Palestina","Palestina"],"author_info":{"name":"lena","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/b9eb35b4c023b96c29c4a145a82c6c381b68f2c889c5427106ad5aab6df45b9d?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":"Francesco Ricci","tagline":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/82709","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=82709"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/82709\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":82713,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/82709\/revisions\/82713"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/82712"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=82709"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=82709"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=82709"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}