{"id":82669,"date":"2026-05-29T03:11:35","date_gmt":"2026-05-29T03:11:35","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=82669"},"modified":"2026-05-29T03:13:49","modified_gmt":"2026-05-29T03:13:49","slug":"o-futuro-do-libano-e-o-impasse-no-golfo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2026\/05\/29\/o-futuro-do-libano-e-o-impasse-no-golfo\/","title":{"rendered":"O futuro do L\u00edbano e o impasse no golfo"},"content":{"rendered":"\n<p>Desde o dia 2 de mar\u00e7o o estado de Israel tem se dedicado em promover ataques devastadores contra o L\u00edbano, em particular contra a regi\u00e3o sul e o sul de Beirute. J\u00e1 s\u00e3o mais de 3100 mortos, mais de um milh\u00e3o de deslocados e muitas \u00e1reas devastadas. At\u00e9 onde vai Israel?<\/p>\n\n\n\n<p>Para entender esses ataques, \u00e9 necess\u00e1rio entender qual \u00e9 a vis\u00e3o hist\u00f3rica dos sionistas quanto ao L\u00edbano. Em 16 de maio de 1955, o primeiro-ministro israelense Moshe Sharett descreveu em seu di\u00e1rio a reuni\u00e3o que teve com Ben Gurion, ent\u00e3o ministro da Defesa, e seu chefe de Estado-Maior, Moshe Dayan:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Segundo ele [Dayan], tudo o que \u00e9 necess\u00e1rio \u00e9 encontrar um oficial, mesmo que seja apenas um major. Devemos conquistar seu cora\u00e7\u00e3o ou compr\u00e1-lo com dinheiro, para faz\u00ea-lo concordar em se declarar o salvador da popula\u00e7\u00e3o maronita. Ent\u00e3o o ex\u00e9rcito israelense entrar\u00e1 no L\u00edbano, ocupar\u00e1 o territ\u00f3rio necess\u00e1rio e criar\u00e1 um regime crist\u00e3o que se aliar\u00e1 a Israel. O territ\u00f3rio do Litani para o sul ser\u00e1 totalmente anexado a Israel\u2026&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse plano foi experimentado em 1978 quando Israel invadiu o sul do L\u00edbano e constituiu um ex\u00e9rcito t\u00edtere liderado pelo major Saad Haddad, substitu\u00eddo ap\u00f3s sua morte pelo general Antoine Lahad, ambos crist\u00e3os maronitas. Quatro anos depois, as for\u00e7as israelenses avan\u00e7aram at\u00e9 a capital Beirute para expulsar as for\u00e7as palestinas, derrotar as for\u00e7as de esquerda e impor o aliado Bashir Gemayel na presid\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Gemayel defendia uma agenda israelense: a expuls\u00e3o dos palestinos a quem ele considerava uma \u201cpopula\u00e7\u00e3o excedente\u201d, e a imposi\u00e7\u00e3o de um governo autorit\u00e1rio para impor os interesses da burguesia libanesa crist\u00e3.<\/p>\n\n\n\n<p>Para isso, Gemayel precisava de tempo para expulsar os palestinos e for\u00e7as s\u00edrias antes de normalizar as rela\u00e7\u00f5es com o estado sionista. Esse foi o pacto entre Gemayel e o general israelense Ariel Sharon em Bikfaya dois dias antes de sua execu\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da explos\u00e3o do edif\u00edcio onde se encontrava a sede de seu partido.<\/p>\n\n\n\n<p>Posteriormente, em 1983, a resist\u00eancia libanesa hegemonizada pelos partidos de esquerda, expulsou as for\u00e7as israelenses de Beirute para o sul. Em 2000, a resist\u00eancia libanesa j\u00e1 sob hegemonia do Hezbollah, expulsou as for\u00e7as israelenses e seu ex\u00e9rcito fantoche.<\/p>\n\n\n\n<p>A segunda tentativa de impor um plano colonial ao L\u00edbano foi iniciada em outubro de 2024 com ataques devastadores contra o territ\u00f3rio liban\u00eas, particularmente o sul e o sul da capital, mas tamb\u00e9m vilas e cidades no vale do Beka. Essa agress\u00e3o foi suspensa por imposi\u00e7\u00e3o de Trump mas o cessar-fogo foi rompido por Israel 15.000 vezes at\u00e9 2 de mar\u00e7o de 2026, quando Israel retomou a agress\u00e3o em larga escala.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas negocia\u00e7\u00f5es impostas pelo imperialismo estadunidense, os objetivos israelenses s\u00e3o claros: obrigar o governo liban\u00eas a impulsionar uma guerra civil para desarmar o Hezbollah enquanto as for\u00e7as israelenses ocupam o sul do pa\u00eds, podendo atacar qualquer ponto do territ\u00f3rio liban\u00eas a qualquer momento. O plano israelense transformaria o governo liban\u00eas em um representante dos seus interesses de coloniza\u00e7\u00e3o das terras \u00e1rabes.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Israel como posto avan\u00e7ado do imperialismo estadunidense<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Esse plano de Israel depende diretamente do seu principal patrocinador: o imperialismo estadunidense. Desde 1973, o imperialismo estadunidense tornou o estado de Israel em seu posto avan\u00e7ado para controlar toda a regi\u00e3o do Levante, Iraque e pen\u00ednsula ar\u00e1bica. Para isso, Israel recebe, gratuitamente, armamento moderno superior a qualquer outro na regi\u00e3o, para quem os Estados Unidos vende armamento insuficiente para fazer frente aos sionistas. Desde o governo Obama, Israel recebe USD 3,8 bilh\u00f5es anualmente, e at\u00e9 mais quando necess\u00e1rio, como foi o caso do genoc\u00eddio contra os palestinos em Gaza.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o imperialismo estadunidense desenvolveu uma s\u00e9rie de estrat\u00e9gias diplom\u00e1ticas para obrigar os pa\u00edses \u00e1rabes a normalizar as rela\u00e7\u00f5es com Israel. Foi assim em 1979 com o Egito, e depois com a Jord\u00e2nia. Tamb\u00e9m em 1993, os acordos de Oslo transformava a OLP em gerente da ocupa\u00e7\u00e3o israelense; e em 2020, os acordos de Abrah\u00e3o com os Emirados \u00c1rabes Unidos, Bahrein, Marrocos e Sud\u00e3o, al\u00e9m de processos de normaliza\u00e7\u00e3o com quase todos os regimes \u00e1rabes, \u00e0 exce\u00e7\u00e3o da Arg\u00e9lia, Tun\u00edsia e Kuwait.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse processo de normaliza\u00e7\u00e3o ampliada foi interrompido pela a\u00e7\u00e3o da resist\u00eancia Palestina, liderada pelo Hamas, de 07 de outubro de 2023, que recolocou a quest\u00e3o Palestina na agenda internacional, congelou as negocia\u00e7\u00f5es de normaliza\u00e7\u00e3o em curso, em particular com a Ar\u00e1bia Saudita, e quebrou a auto-confian\u00e7a sionista em seu esquema de seguran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde ent\u00e3o, os Estados Unidos, sob Biden e Trump, d\u00e3o apoio incondicional ao estado de Israel no genoc\u00eddio em Gaza, e na limpeza \u00e9tnica na Cisjord\u00e2nia e no apartheid nos territ\u00f3rios palestinos ocupados em 1948.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Os objetivos fracassados na agress\u00e3o contra o Ir\u00e3<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s uma agress\u00e3o de 12 dias em 2025, o imperialismo estadunidense e as for\u00e7as israelenses iniciaram uma agress\u00e3o brutal contra o Ir\u00e3 em 28 de fevereiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Seu plano era imp\u00f4r um governo aliado para atender os objetivos estadunidenses na disputa interimperialista com a China, e eliminar as ambi\u00e7\u00f5es regionais do regime iraniano, deixando o espa\u00e7o aberto para as ambi\u00e7\u00f5es hegem\u00f4nicas de Israel.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse plano fracassou devido ao sucesso do plano iraniano de bloquear o estreito de Ormuz, e estrangular a economia internacional. Neste momento, h\u00e1 um impasse e Trump busca uma sa\u00edda para reabrir Ormuz para evitar uma queda maior na economia mundial, afetando os interesses das corpora\u00e7\u00f5es e da popula\u00e7\u00e3o estadunidense, e de pa\u00edses aliados.<\/p>\n\n\n\n<p>Simultaneamente est\u00e1 em curso, um plano B por parte dos Estados Unidos atrav\u00e9s de seu representante, Tom Barrack, que est\u00e1 visitando todas as capitais \u00e1rabes com o objetivo de construir uma alian\u00e7a regional contra o Ir\u00e3. Este objetivo j\u00e1 teve avan\u00e7os com a alian\u00e7a militar em negocia\u00e7\u00e3o entre Israel e os Emirados \u00c1rabes Unidos, e na substitui\u00e7\u00e3o do primeiro-ministro iraquiano.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>As ambi\u00e7\u00f5es sauditas e a constru\u00e7\u00e3o da terceira via<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, esse plano enfrenta resist\u00eancias. Em primeiro lugar do l\u00edder da Liga \u00c1rabe, o regime saudita, que tem suas pr\u00f3prias ambi\u00e7\u00f5es de se tornar a pot\u00eancia regional hegem\u00f4nica, em alternativa ao Ir\u00e3 e a Israel.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 onze anos, o regime saudita iniciou uma guerra contra os iemenitas houthis sem sucesso, que terminou ap\u00f3s dois drones atingirem o principal complexo petrol\u00edfero do pa\u00eds em 2019.<\/p>\n\n\n\n<p>Simultaneamente, o regime lan\u00e7ou o projeto 2030 para diversificar a economia saudita, tornando-a menos dependente do petr\u00f3leo. No entanto, esse plano n\u00e3o conseguiu reunir todos os recursos necess\u00e1rios para sua viabiliza\u00e7\u00e3o, e agora se encontra questionado a partir da agress\u00e3o imperialista contra o Ir\u00e3, que atingiu em cheio os pa\u00edses do Golfo.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje o regime saudita busca uma alian\u00e7a regional alternativa a Israel e ao Ir\u00e3, aliando seus enormes recursos econ\u00f4micos \u00e0 Turquia e sua ind\u00fastria armamentista, ao Egito e sua enorme popula\u00e7\u00e3o, e ao Paquist\u00e3o e suas bombas at\u00f4micas: uma alian\u00e7a explosiva. Essa alian\u00e7a se mant\u00e9m como aliada aos Estados Unidos, mas mant\u00e9m uma \u00f3tima rela\u00e7\u00e3o com o imperialismo chin\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma das suas bandeiras \u00e9 congelar a normaliza\u00e7\u00e3o com Israel subortinando-a \u00e0 chamada iniciativa \u00e1rabe de 2002, que exige o reconhecimento de um estado palestino nos territ\u00f3rios ocupados por Israel em 1967. O regime saudita j\u00e1 est\u00e1 ativo no L\u00edbano buscando impedir a normaliza\u00e7\u00e3o de rela\u00e7\u00f5es com Israel.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>L\u00edbano dividido<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A opini\u00e3o majorit\u00e1ria da burguesia libanesa e da popula\u00e7\u00e3o libanesa \u00e9 contr\u00e1ria \u00e0 normaliza\u00e7\u00e3o plena com Israel. Mas est\u00e1 dividida por grupos religiosos quanto \u00e0 forma de terminar com a agress\u00e3o israelense.<\/p>\n\n\n\n<p>A burguesia crist\u00e3 quer um acordo de cessar-fogo com Israel e o desarmamento do Hezbollah. A burguesia xiita rejeita as negocia\u00e7\u00f5es com Israel pois representam a subordina\u00e7\u00e3o colonialista do L\u00edbano, e apoia a resist\u00eancia armada hoje liderada pelo Hezbollah, que precisa de armas para faz\u00ea-la. Entre essas duas posi\u00e7\u00f5es est\u00e3o a burguesia sunita e drusa: querem um cessar-fogo com Israel sem que isso implique em normaliza\u00e7\u00e3o, e um desarmamento negociado do Hezbollah.<\/p>\n\n\n\n<p>A divis\u00e3o entre a popula\u00e7\u00e3o \u00e9 um pouco diferente. Segundo a pesquisa de opini\u00e3o p\u00fablica feito pelo canal local Al-Jadeed a maioria dos crist\u00e3os, drusos e sunitas querem o desarmamento do Hezbollah, enquanto 87% dos xiitas se op\u00f5em. Quanto \u00e0s negocia\u00e7\u00f5es diretas com Israel, crist\u00e3os e drusos apoiam em mais de 70%. Os sunitas est\u00e3o divididos: 52% apoiam a paz com Israel mas 46% a rejeitam. E 53% dos sunitas rejeitam uma negocia\u00e7\u00e3o entre Netanyahu e o presidente liban\u00eas Joseph Aoun.<br>Entre os xiitas, 93% rejeitam, demonstrando que o div\u00f3rcio entre o Hezbollah e a popula\u00e7\u00e3o xiita n\u00e3o ocorreu, ainda que haja descontentamento quanto \u00e0s pol\u00edticas do partido desde a invas\u00e3o da S\u00edria em 2013 at\u00e9 os recentes ataques israelenses ao pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto \u00e0 normaliza\u00e7\u00e3o com Israel, apenas os drusos s\u00e3o majoritariamente favor\u00e1veis: 70% apoiam a abertura de embaixada israelense em Beirute. Essa aproxima\u00e7\u00e3o da comunidade drusa com Israel ocorreu ap\u00f3s os conflitos em Suwayda entre as for\u00e7as do governo s\u00edrio e as for\u00e7as lideradas pelo sheikh al-Hijri. \u00c9 interessante o div\u00f3rcio entre a principal lideran\u00e7a drusa, Walid Jumblatt, e a popula\u00e7\u00e3o Drusa. Jumblatt prega uma reaproxima\u00e7\u00e3o entre o governo s\u00edrio e a popula\u00e7\u00e3o drusa em Suwayda, e o afastamento de Israel.<\/p>\n\n\n\n<p>A rela\u00e7\u00e3o do p\u00fablico de esquerda com o Hezbollah tamb\u00e9m \u00e9 complexa. O acad\u00eamico Ziad Majed avalia que a esquerda libanesa est\u00e1 dividida em quatro grupos: o primeiro ap\u00f3ia o Hezbollah pelo seu papel de resist\u00eancia \u00e0 Israel. O segundo grupo critica duramente o Hezbollah pela sua pol\u00edtica interna mas coloca a luta contra Israel acima dos desacordos. O terceiro grupo se op\u00f5e ao Hezbollah quanto \u00e0 rela\u00e7\u00e3o com o Ir\u00e3 e a invas\u00e3o da S\u00edria, mas n\u00e3o se alinha com as for\u00e7as anti-Hezbollah e entende que Israel \u00e9 a maior amea\u00e7a ao L\u00edbano. O quarto grupo acredita que \u00e9 necess\u00e1rio um acordo com Israel para acabar com a agress\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Outros pa\u00edses imperialistas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ainda na ordem internacional, o imperialismo europeu, outrora muito influente no Oriente M\u00e9dio, hoje se limita a declara\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas criticando os excessos israelenses \u2014 criticando, por exemplo, a a\u00e7\u00e3o israelense no L\u00edbano \u2014, mas majoritariamente se omitindo perante o genoc\u00eddio palestino e mantendo todos os canais diplom\u00e1ticos e comerciais com o Estado de Israel.<\/p>\n\n\n\n<p>A China se coloca como aliada de Israel, do Ir\u00e3 e da Ar\u00e1bia Saudita ao mesmo tempo, e n\u00e3o tem interesse na queda dos regimes de nenhum desses pa\u00edses. J\u00e1 a R\u00fassia mant\u00e9m rela\u00e7\u00f5es importantes com o Ir\u00e3 e com Israel, mas neste momento tem sua a\u00e7\u00e3o limitada pelo tremendo esfor\u00e7o de guerra contra a Ucr\u00e2nia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Expulsar Israel e derrubar o regime sect\u00e1rio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nessa situa\u00e7\u00e3o, \u00e9 importante identificar qual \u00e9 a orienta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica para a classe trabalhadora libanesa, que necessariamente come\u00e7a pela necessidade da expuls\u00e3o das for\u00e7as israelenses do territ\u00f3rio liban\u00eas e pela participa\u00e7\u00e3o, da forma que for poss\u00edvel, na resist\u00eancia. Para que isso seja concretizado, o principal obst\u00e1culo \u00e9 o Estado sect\u00e1rio e a maioria de seus partidos burgueses. O Estado sect\u00e1rio foi o fruto de uma maquina\u00e7\u00e3o imperialista para dividir a classe trabalhadora libanesa em ilus\u00f3rios interesses comunit\u00e1rios liderados pelos respectivos setores burgueses. Esse Estado sect\u00e1rio esteve prestes a ser derrotado no in\u00edcio da guerra civil libanesa, o que n\u00e3o aconteceu devido \u00e0 interfer\u00eancia militar s\u00edria em 1976, que impediu a derrota da extrema-direita crist\u00e3.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse Estado capitalista sect\u00e1rio \u00e9 o respons\u00e1vel pela decad\u00eancia econ\u00f4mica do pa\u00eds. Ele \u00e9 incapaz de garantir servi\u00e7os b\u00e1sicos como a coleta de lixo ou o provimento de energia el\u00e9trica por 24 horas. Al\u00e9m disso, em 2019, a burguesia libanesa retirou seus capitais do pa\u00eds, levando a uma queda abrupta da lira libanesa e da economia em geral, seguida de uma criminosa explos\u00e3o no porto de Beirute que, al\u00e9m de uma destrui\u00e7\u00e3o total da \u00e1rea, ceifou a vida de 300 pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p>Contra o Estado sect\u00e1rio se ergueu, uma vez mais, o levante de 19 de outubro de 2019. Esse levante defendia o fim do Estado sect\u00e1rio e juntou setores diferentes, desde um setor prolet\u00e1rio radicalizado, centrado na cidade de Trablous (Tr\u00edpoli), at\u00e9 setores m\u00e9dios centrados na cidade de Beirute. A orienta\u00e7\u00e3o para o movimento oper\u00e1rio deve partir da luta contra Israel, construindo um campo independente da classe trabalhadora e da juventude, separado dos partidos sect\u00e1rios, e inspirado na juventude prolet\u00e1ria de Trablous (Tr\u00edpoli).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde o dia 2 de mar\u00e7o o estado de Israel tem se dedicado em promover ataques devastadores contra o L\u00edbano, em particular contra a regi\u00e3o sul e o sul de Beirute. J\u00e1 s\u00e3o mais de 3100 mortos, mais de um milh\u00e3o de deslocados e muitas \u00e1reas devastadas. At\u00e9 onde vai Israel? 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