{"id":82419,"date":"2026-03-29T13:59:19","date_gmt":"2026-03-29T13:59:19","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=82419"},"modified":"2026-03-29T13:59:34","modified_gmt":"2026-03-29T13:59:34","slug":"especial-50-anos-do-golpe-de-1976","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2026\/03\/29\/especial-50-anos-do-golpe-de-1976\/","title":{"rendered":"Especial 50 anos do golpe de 1976"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Nossa pol\u00edtica durante a Ditadura<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A derrota pol\u00edtica, econ\u00f4mica e social que produziu o golpe militar em mar\u00e7o de 1976 significou para o PST se preparar para v\u00e1rios anos de\u00a0tarefas clandestinas, com sua milit\u00e2ncia trabalhando em empresas para acompanhar\u00a0a nossa classe\u00a0l\u00e1\u00a0como \u00faltima trincheira da resist\u00eancia. Para romper o isolamento e ganhar e integrar novos membros, organizou-se fortes ferramentas ao servi\u00e7o do jornal -como instrumento central-, folhetos educativos, panfletos, publica\u00e7\u00f5es da Internacional.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Analisava que o regime militar iria a uma crise porque a classe trabalhadora -embora derrotada- em poucos anos iniciaria sua contraofensiva, no marco da primeira derrota militar dos Estados Unidos (Vietn\u00e3, 1975). A consigna central foi \u00a1Abaixo a Ditadura!, ligando todas as demais tarefas a este objetivo. Com a crise econ\u00f4mica e pol\u00edtica do in\u00edcio de 1981, o partido a levou a um plano mais agitativo, com a necessidade de um \u201cargentinazo\u201d, ou seja, derrubar o governo e o regime por uma via insurreccional, superando os \u201ccordobazos\u201d que haviam liquidado a ditadura anterior.<\/p>\n\n\n\n<p>O partido n\u00e3o se limitou a uma linha economicista, de desenvolver as lutas parciais, mas subordin\u00e1-las ao central: \u00a1Abaixo a Ditadura! Propunha&nbsp;<em>\u201clevantamento do estado de s\u00edtio&nbsp;e&nbsp;de toda a legisla\u00e7\u00e3o repressiva\u201d, \u201capari\u00e7\u00e3o com vida dos desaparecidos e vig\u00eancia da Constitui\u00e7\u00e3o de 1853\u201d<\/em>&nbsp;mas n\u00e3o com um sentido democratista, e sim apontando contra o regime. Por mais que a melhor consigna objetiva fosse a de&nbsp;<em>\u201cjulgamento dos assassinos pelas M\u00e3es\u201d<\/em>, o partido levantava a das M\u00e3es da Pra\u00e7a de Maio, porque apoiava incondicionalmente toda luta progressiva, sem deixar de polemizar por seu programa, o que lhe permitiu enfrentar com sucesso a situa\u00e7\u00e3o&nbsp;que se abriu com a guerra das Malvinas em abril de 1982.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Na guerra das Malvinas.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O partido compreendeu rapidamente com a LIT-QI rec\u00e9m-fundada que a tarefa principal passava a ser o apoio total \u00e0 guerra, o enfrentamento ao imperialismo ingl\u00eas e ianque, e se inserir na massiva ascens\u00e3o que havia conquistado de fato liberdades democr\u00e1ticas favor\u00e1veis para organizar e se construir. A den\u00fancia do governo continuava sendo essencial, mas mudando seu car\u00e1ter, atacando-o por sua incapacidade de levar a guerra de forma consequente, at\u00e9 o fim, enfrentando o imperialismo em todos os terrenos. Combinando com a defesa do n\u00edvel de vida dos trabalhadores e dos setores oprimidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a derrota das Malvinas em junho de 1982, o imperialismo se fortaleceu instalando uma base militar da OTAN nas ilhas, ou seja, uma dupla cadeia que fortifica o aparato repressivo sobre a classe trabalhadora superexplorada na Argentina saqueada. Mas a mobiliza\u00e7\u00e3o oper\u00e1ria e popular n\u00e3o parou e derrubou a Junta de Comandantes, a principal institui\u00e7\u00e3o do regime militar.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Contra o governo do General Bignone e a Multipartid\u00e1ria.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os partidos patronais aglutinados na Multipartid\u00e1ria, a Igreja e o Partido Comunista concordaram em apoiar a assun\u00e7\u00e3o do General Reynaldo Bignone como governo de transi\u00e7\u00e3o para convocar elei\u00e7\u00f5es em 1983. O partido &#8211; que poucos meses depois mudou seu nome para MAS (Movimento ao Socialismo), ordenando seu programa com eixo em lutar por um governo revolucion\u00e1rio oper\u00e1rio e popular &#8211; os enfrentou propondo:\u00a0<em>Abaixo o governo, j\u00e1! Elei\u00e7\u00f5es imediatas!<\/em>\u00a0Adaptando esta consigna central a cada setor:\u00a0<em>Abaixo os interventores militares dos sindicatos! \u00a1Fora as autoridades universit\u00e1rias impostas pelo regime militar!\u00a0<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O partido tamb\u00e9m prop\u00f4s lutar\u00a0<em>\u201cpela imediata liberdade de todos os presos antiditatoriais e antiimperialistas, independentemente de nossa condena\u00e7\u00e3o metodol\u00f3gica e pol\u00edtica \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es guerrilheiras, alheias ao movimento oper\u00e1rio, que atuaram durante a \u00faltima d\u00e9cada no pa\u00eds<\/em>.\u00a0<em>Garantia plena e amplia\u00e7\u00e3o das liberdades individuais, abolindo toda forma de discrimina\u00e7\u00e3o e persegui\u00e7\u00e3o por raz\u00f5es sindicais, pol\u00edticas, ideol\u00f3gicas, raciais e sexuais. Destrui\u00e7\u00e3o dos prontu\u00e1rios confeccionados pelos organismos repressivos. (\u2026) Plena liberdade para se organizar em partidos pol\u00edticos ou constituindo sindicatos sem a inger\u00eancia do Estado\u201d.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>E ante a \u201cautoanistia\u201d dos genocidas que tentou Bignone:\u00a0<em>\u201cInvestiga\u00e7\u00e3o, julgamento e puni\u00e7\u00e3o para todos os genocidas. (\u2026) Por Tribunais com jurados populares diante dos quais os acusados membros do \u00abProcesso\u00bb dever\u00e3o demonstrar sua inoc\u00eancia (dado que o car\u00e1ter genocida do regime compromete e culpabiliza em princ\u00edpio a todos os seus funcion\u00e1rios, rege a \u00abinvers\u00e3o da prova\u00bb). (\u2026) \u00c9 preciso identificar e localizar toda a \u00abm\u00e3o de obra desocupada\u00bb colocando-a sob o controle permanente das organiza\u00e7\u00f5es populares. Os \u00abservi\u00e7os\u00bb como a SIDE, SIE, SIPBA, Coordena\u00e7\u00e3o Federal e semelhantes devem ser dissolvidos imediatamente, porque s\u00f3 servem aos prop\u00f3sitos de persegui\u00e7\u00e3o e repress\u00e3o contra a esquerda e os trabalhadores\u201d.\u00a0<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Este programa se baseou na compreens\u00e3o de que as conquistas democr\u00e1ticas n\u00e3o s\u00e3o concess\u00f5es gratuitas da burguesia e do imperialismo. Pelo contr\u00e1rio, apoiaram o golpe e a Ditadura&nbsp;<em>\u201cporque este lhes garantiu a superexplora\u00e7\u00e3o dos trabalhadores e a coloniza\u00e7\u00e3o do pa\u00eds. Com a mesma frieza querem utilizar agora a \u00abdemocracia\u00bb para alcan\u00e7ar fins id\u00eanticos e, no dia de amanh\u00e3, recorrer\u00e3o novamente ao totalitarismo se lhes convier.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Essa luta contra o genoc\u00eddio, pelo Julgamento e Castigo, pelo desmantelamento do aparato repressivo estatal, como parte do programa pela Revolu\u00e7\u00e3o Socialista e um governo oper\u00e1rio e popular, \u00e9 a guia at\u00e9 o dia de hoje de quem nos consideramos herdeiros orgulhosos dessa tradi\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nossa pol\u00edtica durante a Ditadura A derrota pol\u00edtica, econ\u00f4mica e social que produziu o golpe militar em mar\u00e7o de 1976 significou para o PST se preparar para v\u00e1rios anos de\u00a0tarefas clandestinas, com sua milit\u00e2ncia trabalhando em empresas para acompanhar\u00a0a nossa classe\u00a0l\u00e1\u00a0como \u00faltima trincheira da resist\u00eancia. 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