{"id":82315,"date":"2026-02-21T13:06:24","date_gmt":"2026-02-21T13:06:24","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=82315"},"modified":"2026-02-21T13:06:24","modified_gmt":"2026-02-21T13:06:24","slug":"o-congresso-extraordinario-da-corriente-roja-reafirma-seu-compromisso-revolucionario-e-internacionalista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2026\/02\/21\/o-congresso-extraordinario-da-corriente-roja-reafirma-seu-compromisso-revolucionario-e-internacionalista\/","title":{"rendered":"O congresso extraordin\u00e1rio da Corriente Roja reafirma seu compromisso revolucion\u00e1rio e internacionalista"},"content":{"rendered":"\n<p>Nos dias 31 de janeiro e 1\u00ba de fevereiro, a Corriente Roja realizou seu Congresso Extraordin\u00e1rio, marcado pela cis\u00e3o de um setor minorit\u00e1rio, em Madri, em torno a um militante hist\u00f3rico do partido que, algumas semanas antes, decidiu deixar a organiza\u00e7\u00e3o e se recusou a participar do debate do congresso. Por nossa parte, militantes da Corriente Roja aproveitamos ao m\u00e1ximo o debate pr\u00e9-congressual, bem como esses dois dias do congresso, para discutir em profundidade o balan\u00e7o da Corriente Roja, a situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica internacional e nacional e as tarefas que os revolucion\u00e1rios v\u00e3o enfrentar nesta nova fase.<\/p>\n\n\n\n<p>O Congresso foi presidido por Yolanda Gonz\u00e1lez e dedicado \u00e0 luta dos povos contra o imperialismo, personificada na resist\u00eancia palestina contra o genoc\u00eddio israelense, na resist\u00eancia ucraniana que, ap\u00f3s quase quatro anos de invas\u00e3o militar, continua a se defender da agress\u00e3o imperialista russa, e nos imigrantes americanos que enfrentam as pol\u00edticas racistas e terroristas de Trump e do ICE.<\/p>\n\n\n\n<p>Nossas se\u00e7\u00f5es irm\u00e3s da LIT-QI, como a Liga Socialista Internacional (Inglaterra), a Voz dos Trabalhadores (Estados Unidos), o Partido Socialista dos Trabalhadores (Col\u00f4mbia), o PSTU da Argentina, o PSTU do Brasil, a Liga Comunista Oper\u00e1ria (B\u00e9lgica) e a Corrente Socialista Oper\u00e1ria (M\u00e9xico), enviaram sauda\u00e7\u00f5es ao nosso encontro. Recebemos sauda\u00e7\u00f5es muito especiais de camaradas ucranianos na resist\u00eancia contra a invas\u00e3o de Putin e contamos com a presen\u00e7a de ativistas da Em Luta (Portugal) e do PdAC (It\u00e1lia), que reafirmam nosso compromisso revolucion\u00e1rio e internacionalista e nossa convic\u00e7\u00e3o de construir uma organiza\u00e7\u00e3o internacional que enfrente a burguesia imperialista em todo o mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>A primeira sess\u00e3o do Congresso concentrou-se em revisar nossa trajet\u00f3ria de ativismo nos \u00faltimos 25 anos, incluindo nossos acertos e erros. Os delegados consideraram necess\u00e1rio aprofundar essa avalia\u00e7\u00e3o nos pr\u00f3ximos meses e fazer um debate coletivo com toda a nossa milit\u00e2ncia e simpatizantes. O Congresso prosseguiu com a discuss\u00e3o de um plano de trabalho que reafirma nosso compromisso de nos construirmos dentro e com a classe trabalhadora e a juventude e suas lutas, com foco nos principais acontecimentos da luta de classes na Espanha e no mundo: solidariedade com a Palestina e a resist\u00eancia ucraniana, com os imigrantes e os povos latino-americanos atacados por Trump, e a luta por moradia digna e em defesa dos servi\u00e7os p\u00fablicos.<\/p>\n\n\n\n<p>A segunda sess\u00e3o foi aberta no domingo, 1\u00ba de fevereiro, com uma comovente homenagem a Yolanda Gonz\u00e1lez, militante do PST assassinada h\u00e1 46 anos por um comando fascista, com a cumplicidade de policiais e da Guarda Civil. Para n\u00f3s, \u00e9 muito importante homenage\u00e1-la todos os anos para transmitir seu legado \u00e0s novas gera\u00e7\u00f5es: o legado da unidade oper\u00e1rio-estudantil e a necessidade urgente de construir um partido revolucion\u00e1rio e socialista dedicado \u00e0 reconstru\u00e7\u00e3o da Quarta Internacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a homenagem, o Congresso passou a discutir a atual situa\u00e7\u00e3o internacional e nacional. Os delegados debateram a crise do governo S\u00e1nchez, que n\u00e3o consegue conter a extrema-direita, mas a alimenta, em meio \u00e0 agonia existencial da Uni\u00e3o Europeia e a uma ordem mundial em plena decad\u00eancia, com a destrui\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os p\u00fablicos, o acesso cada vez mais dif\u00edcil \u00e0 habita\u00e7\u00e3o e o aumento do racismo. Assistimos ao choque entre a ret\u00f3rica de progresso social do governo de coliga\u00e7\u00e3o de S\u00e1nchez e a dura realidade enfrentada pela classe trabalhadora e pela juventude, que contradiz diretamente essa narrativa triunfalista. Isso gera ainda mais descontentamento e alimenta a direita e a extrema-direita, diante de uma &#8220;esquerda&#8221; institucional que n\u00e3o cumpre suas promessas.<\/p>\n\n\n\n<p>O Congresso encerrou com a vota\u00e7\u00e3o de uma nova dire\u00e7\u00e3o para a Corriente Roja. Essa nova dire\u00e7\u00e3o substitui a dire\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, que trilhou seu caminho durante as lutas da chamada Transi\u00e7\u00e3o, por uma nova gera\u00e7\u00e3o de jovens dirigentes experientes nas lutas do ciclo que terminou com a integra\u00e7\u00e3o do Podemos ao cen\u00e1rio institucional. Uma dire\u00e7\u00e3o que representa os setores oprimidos da classe trabalhadora e aqueles setores onde a Corriente Roja est\u00e1 presente: nas lutas sindicais, na defesa dos servi\u00e7os p\u00fablicos, nas lutas contra a opress\u00e3o das mulheres, dos imigrantes e da comunidade LGBTQ+, e na luta por moradia digna.<\/p>\n\n\n\n<p>O encerramento do congresso enfatizou a import\u00e2ncia de ser revolucion\u00e1rio quando n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil, quando as condi\u00e7\u00f5es para a luta direta e de massas ainda n\u00e3o est\u00e3o maduras. Portanto, ao encerrar o congresso, agradecemos a cada um de nossas militantes que tornou esta celebra\u00e7\u00e3o poss\u00edvel. E esta gratid\u00e3o n\u00e3o \u00e9 mera formalidade, mas assume um significado especial, visto que os nossa milit\u00e2ncia assumiu a responsabilidade de garantir a sua prepara\u00e7\u00e3o e celebra\u00e7\u00e3o face \u00e0 amea\u00e7a fracionalista que pairava sobre n\u00f3s. Por todas estas raz\u00f5es, a celebra\u00e7\u00e3o do Congresso, em si mesma, \u00e9 uma grande vit\u00f3ria para a Corriente Roja e para a LIT-QI, porque sa\u00edmos fortalecidos e reafirmamos o nosso compromisso revolucion\u00e1rio e internacionalista.<\/p>\n\n\n\n<p>Num mundo onde os tra\u00e7os da barb\u00e1rie s\u00e3o cada vez mais terr\u00edveis, num sistema profundamente injusto, a luta de classes \u00e9 implac\u00e1vel. \u00c9 uma guerra b\u00e1rbara em que a nossa classe fornece os mortos. Mas, paradoxalmente, esta batalha sangrenta \u00e9 tamb\u00e9m a mais motivadora e bela da hist\u00f3ria, porque temos a tarefa hist\u00f3rica de libertar a humanidade. Nesta guerra que se desenrola num campo de batalha t\u00e3o cruel, o encerramento do Congresso Extraordin\u00e1rio da Corriente Roja serviu de alerta de que n\u00e3o estamos sozinhos. Para a milit\u00e2ncia, a Corriente Roja \u00e9 uma ferramenta que nos permite compreender por que o mundo funciona da maneira que funciona e de onde v\u00eam os golpes que enfrentamos, para que possamos sustentar a luta com maior intelig\u00eancia \u2014 uma intelig\u00eancia coletiva que se torna uma trincheira.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa trincheira, por menor que pare\u00e7a, abrange o mundo inteiro. A milit\u00e2ncia da Corriente Roja, tem a convic\u00e7\u00e3o de que hoje \u00e9 mais importante do que nunca construir uma organiza\u00e7\u00e3o internacional que conduza a classe oper\u00e1ria \u00e0 tomada do poder e \u00e0 constru\u00e7\u00e3o do socialismo. Felizmente, h\u00e1 muitas pessoas que compartilham esse prop\u00f3sito. O Congresso enfatizou o desejo de se encontrar com todos esses revolucion\u00e1rios, de dialogar com eles e de ampliar essa trincheira e aprofundar seu ref\u00fagio, entendendo o internacionalismo como uma ferramenta a servi\u00e7o da classe trabalhadora e n\u00e3o como uma bandeira abstrata.<\/p>\n\n\n\n<p>Somos chamados a reconstruir a Quarta Internacional, uma Internacional \u00fatil a toda a classe trabalhadora e que una os revolucion\u00e1rios do mundo. Uma Internacional que se solidariza com o povo trabalhador ucraniano, com a resist\u00eancia palestina, com os povos que se levantam contra o imperialismo, com os trabalhadores e a juventude que saem \u00e0s ruas para lutar por suas reivindica\u00e7\u00f5es e contra a barb\u00e1rie capitalista.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 hora de sair pelo mundo e explicar que esta trincheira existe, que ela se estende por todo o globo, que se chama Liga Internacional dos Trabalhadores e que, juntamente com as outras se\u00e7\u00f5es da LIT, continuaremos trabalhando pela reconstru\u00e7\u00e3o da Quarta Internacional. Continuaremos trabalhando pelo socialismo. Com estas palavras comoventes, encerrou-se o nosso Congresso Extraordin\u00e1rio e, como \u00e9 tradi\u00e7\u00e3o, n\u00e3o partimos sem antes cantar, com os punhos cerrados, A Internacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Viva a Corriente Roja e viva a Liga Internacional dos Trabalhadores!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos dias 31 de janeiro e 1\u00ba de fevereiro, a Corriente Roja realizou seu Congresso Extraordin\u00e1rio, marcado pela cis\u00e3o de um setor minorit\u00e1rio, em Madri, em torno a um militante hist\u00f3rico do partido que, algumas semanas antes, decidiu deixar a organiza\u00e7\u00e3o e se recusou a participar do debate do congresso. 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