{"id":82262,"date":"2026-02-13T00:24:00","date_gmt":"2026-02-13T00:24:00","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=82262"},"modified":"2026-02-13T00:38:44","modified_gmt":"2026-02-13T00:38:44","slug":"crise-ambiental-na-africa-oriental","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2026\/02\/13\/crise-ambiental-na-africa-oriental\/","title":{"rendered":"Crise ambiental na \u00c1frica Oriental"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Introdu\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>Em maio de 2025 foi publicado o estudo denominado \u201cEstado do Clima na \u00c1frica &#8211; 2024\u201d, o qual mostra que 2024 foi o ano mais quente j\u00e1 registrado no continente e que esse aumento da temperatura veio acompanhado de inunda\u00e7\u00f5es devastadoras, secas e ondas de calor marinhas. Neste in\u00edcio de ano o Qu\u00eania e Mo\u00e7ambique, pa\u00edses banhados pelo Oceano Indico, s\u00e3o dois exemplos que comprovam os efeitos da Crise Ambiental provocada pelo capitalismo e suas consequ\u00eancias para a classe trabalhadora.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No Qu\u00eania, ap\u00f3s o fracasso do per\u00edodo de chuvas curtas entre outubro e dezembro, com precipita\u00e7\u00e3o 2\/3 abaixo da m\u00e9dia, a seca est\u00e1 matando o gado, cabras e planta\u00e7\u00f5es. Mais de 2 milh\u00f5es de pessoas est\u00e3o \u00e0 beira da fome. \u201cNossos filhos ser\u00e3o os pr\u00f3ximos a morrer\u201d diz o agricultor queniano olhando o gado morrendo de sede.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em Mo\u00e7ambique, a atual temporada de chuvas est\u00e1 entre as piores j\u00e1 vividas no pa\u00eds. O sistema meteorol\u00f3gico do pa\u00eds teme que o n\u00famero de v\u00edtimas possa aumentar ainda mais com a previs\u00e3o de mais chuvas fortes. Um alerta vermelho, o n\u00edvel mais alto, foi emitido em todo o pa\u00eds devido \u00e0s condi\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas. O porta voz da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, Inoc\u00eancio Impissa, analisando os efeitos das inunda\u00e7\u00f5es reconheceu que: \u201cestamos perante uma cat\u00e1strofe\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Qu\u00eania: seca no Norte e, na \u00e9poca das chuvas, inunda\u00e7\u00f5es no sul<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No final de dezembro de 2024 um relat\u00f3rio das Na\u00e7\u00f5es Unidas afirma que grande parte das terras do planeta est\u00e1 secando e prejudicando a capacidade de sobreviv\u00eancia da vida vegetal e animal. O relat\u00f3rio trata sobre o combate \u00e0 desertifica\u00e7\u00e3o \u2014 a transforma\u00e7\u00e3o de terras antes f\u00e9rteis em desertos devido ao aumento das temperaturas causado pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas provocadas pelo capitalismo, \u00e0 falta de \u00e1gua e ao desmatamento. E mais, o estudo constatou que mais de tr\u00eas quartos das terras do mundo experimentaram condi\u00e7\u00f5es mais secas entre 1970 e 2020 do que no per\u00edodo de trinta anos anterior.<\/p>\n\n\n\n<p>No Qu\u00eania a seca prolongada est\u00e1 deixando milh\u00f5es de pessoas em condi\u00e7\u00f5es de vulnerabilidade extrema. No nordeste do pa\u00eds, na regi\u00e3o mais atingida pela seca, os moradores foram obrigados a arrastar seus animais mortos para campos distantes para serem queimados, a fim de evitar o mau cheiro e manter as hienas necr\u00f3fagas longe de suas casas.<\/p>\n\n\n\n<p>A Rede de Sistemas de Alerta Precoce de Fome afirmou recentemente que entre 20 e 25 milh\u00f5es de pessoas no Qu\u00eania, Som\u00e1lia e Eti\u00f3pia precisam de assist\u00eancia alimentar humanit\u00e1ria, mais da metade devido \u00e0 seca. As crian\u00e7as n\u00e3o est\u00e3o recebendo uma dieta adequada por causa desta seca. Elas dependem de leite de camelo e de cabra, mas n\u00e3o h\u00e1 nenhum dispon\u00edvel. Rebanhos de cabras, gado e camelos agora precisam percorrer at\u00e9 30 quil\u00f4metros at\u00e9 o bebedouro mais pr\u00f3ximo, disputando a \u00e1gua restante que as autoridades est\u00e3o racionando.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse quadro de seca e desola\u00e7\u00e3o as pessoas dependem de doa\u00e7\u00f5es de organiza\u00e7\u00f5es como o Programa Mundial de Alimentos das Na\u00e7\u00f5es Unidas, mas os pa\u00edses imperialistas, os que mais doavam, est\u00e3o cortando seus gastos e reduziram drasticamente os or\u00e7amentos de ajuda humanit\u00e1ria no \u00faltimo ano. Assim, o Qu\u00eania n\u00e3o recebeu nenhum suprimento nos \u00faltimos seis meses.<\/p>\n\n\n\n<p>O governo queniano e grupos de ajuda humanit\u00e1ria, como a Cruz Vermelha, intensificaram os esfor\u00e7os de distribui\u00e7\u00e3o de \u00e1gua por caminh\u00f5es-pipa, assist\u00eancia alimentar e apoio financeiro, por\u00e9m frente a imensid\u00e3o da seca e de dois milh\u00f5es de atingidos, essa ajuda \u00e9 uma gota de agua no oceano.<\/p>\n\n\n\n<p>Mo\u00e7ambique, um diluvio destr\u00f3i o pa\u00eds e ainda h\u00e1 amea\u00e7a de ciclones<\/p>\n\n\n\n<p>Duas semanas de chuvas intensas no centro e no sul do pa\u00eds, os dados mostram mais de 700 mil pessoas atingidas, 20 mortos, duzentas mil casas inundadas, cinco mil casas totalmente destru\u00eddas, 250 mil alunos sem escolas pois, mas de 350 escolas est\u00e3o sob as aguas. \u201cA economia de subsist\u00eancia sofreu um duro golpe, coma perda 285 mil hectares de terras agr\u00edcolas e a morte de mais 325 mil animais entre bovinos, caprinos e aves\u201d, segundo o jornal Integrity.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A crise pode aumentar para um cen\u00e1rio ainda pior devido a situa\u00e7\u00e3o cr\u00edtica da barragem Senteeko, na \u00c1frica do Sul que est\u00e1 em vias de romper. &nbsp; Al\u00e9m do risco de rompimento das barragens alguns meteorologistas alertam para a entrada no per\u00edodo de ciclones&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para Guy Taylor, da Unicef: \u201cAs inunda\u00e7\u00f5es que estamos presenciando n\u00e3o est\u00e3o destruindo apenas casas, centros dessa\u00fade e estradas\u201d Taylor vai mais al\u00e9m: \u201cA agua contaminada, os surtos de doen\u00e7as e a desnutri\u00e7\u00e3o est\u00e3o realmente se transformando em uma amea\u00e7a mortal para as crian\u00e7as. O fato de Mo\u00e7ambique estar entrando em sua temporada de ciclones cria o risco de uma crise dupla\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;No Qu\u00e9nia, seca. Em Mo\u00e7ambique, inunda\u00e7\u00f5es. Fen\u00f4menos que se repetem em outros pais<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00f3s estamos tomando como exemplo dois fen\u00f4menos muito atuais. Por\u00e9m poder\u00edamos exemplificar com Marrocos onde a seca diminuiu em 45% a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, ou o Sud\u00e3o Sul onde anualmente vem sofrendo com secas imensas no ver\u00e3o e inunda\u00e7\u00f5es no tempo chuva, o que faz deste pa\u00eds um dos mais \u201cpobres\u201d do mundo. Kinshasa, capital da Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo a cada dois anos \u00e9 invadida por verdadeiros rios de enxurrada.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Oriente M\u00e9dio e o norte da \u00c1frica, regi\u00e3o conhecida como MENA est\u00e1 aquecendo muito mais r\u00e1pido que a m\u00e9dia global, com os maiores picos na Pen\u00ednsula Ar\u00e1bica e na Arg\u00e9lia. O Sud\u00e3o e a Som\u00e1lia sofreram ondas calor em 2024, com temperaturas acima de45 graus. Na Tanz\u00e2nia, tamb\u00e9m em 2024, sofreu o ano mais chuvoso dos \u00faltimos 50 anos. A precipita\u00e7\u00e3o de 1.354,6 representa 28% acima da m\u00e9dia anual.<\/p>\n\n\n\n<p>Friederike Otto, do Imperial College, de Londres afirma que: \u201cos frequentes per\u00edodos de chuvas intensas est\u00e3o destruindo casas, devastando planta\u00e7\u00f5es e anulando ganhos econ\u00f4micos. A cada fra\u00e7\u00e3o de grau de aquecimento causado pelos combust\u00edveis f\u00f3sseis, o clima se tornar\u00e1 mais violento, criando um mundo mais desigual\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00c1frica n\u00e3o polui e \u00e9 ponto cr\u00edtico da emerg\u00eancia clim\u00e1tica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>China, Uni\u00e3o Europeia e Estados Unidos s\u00e3o os maiores emissores de Gases de Efeito Estufa contribuindo com 42,6% das emiss\u00f5es globais. Ao mesmo tempo outros 100 pa\u00edses representam apenas 2,9%. Considerando os dez maiores emissores (China, EEUU, \u00cdndia, Uni\u00e3o Europeia, R\u00fassia, Jap\u00e3o, Brasil, Indon\u00e9sia, Ir\u00e3 e Canad\u00e1) juntos s\u00e3o respons\u00e1veis por 2\/3 das emiss\u00f5es mundiais de G\u00e1s de Efeito Estufa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A disparidade na emiss\u00e3o de Gases de Efeito Estufa \u00e9 tal que a \u00c1frica subsaariana contribuiu com apenas 1,9% no per\u00edodo de 1750 a 2021. A \u00c1frica do Sul contribuiu com 1,3% enquanto os outros 48 pa\u00edses contribu\u00edram com apenas 0,6%<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o State of Africa\u2019s Environment: Mesmo tento contribu\u00eddo com t\u00e3o pouco, hoje a \u00c1frica \u00e9 o ponto cr\u00edtico da emerg\u00eancia clim\u00e1tica planet\u00e1ria. Das dez na\u00e7\u00f5es mais vulner\u00e1veis ao clima no mundo sete est\u00e3o localizadas na \u00c1frica. Dados divulgados em agosto de 2021, demonstrou que: \u201cNos \u00faltimos 60 anos, a \u00c1frica registrou uma tend\u00eancia de aquecimento que, em geral, foi mais r\u00e1pida do que a m\u00e9dia global&#8230; o clima mudou a taxas sem precedentes em pelo menos 2.000 anos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa tend\u00eancia ao aquecimento explica por que a cada 3 mortes causadas por condi\u00e7\u00f5es extremas ou estress h\u00eddricos, nos \u00faltimos 50 anos, uma dela ocorreu na \u00c1frica. Exatamente, sendo o continente que menos polui, mesmo assim, 33% das mortes s\u00e3o no continente.<\/p>\n\n\n\n<p>2011 a 2025 os quinze anos mais mort\u00edferos em toda \u00c1frica<\/p>\n\n\n\n<p>De 2011 a 2025, dos quase 1 bilh\u00e3o e duzentos mil Africanos, 412 milh\u00f5es foram atingidos. No mesmo per\u00edodo tivemos 42.000 mortes. Ou seja 1\/3 da popula\u00e7\u00e3o africana foi afetada por desastres relacionados aos eventos clim\u00e1ticos extremos, incluindo secas, inunda\u00e7\u00f5es, ciclones, deslizamentos de terra, ondas de frio e ondas de calor.<\/p>\n\n\n\n<p>O per\u00edodo 2021 \u00e0 2025 foi o quinqu\u00eanio mais devastador para a vida humana causadas pelo desastres clim\u00e1ticos. Dos 412 milh\u00f5es de atingidos nos \u00faltimos quinze anos, o ultimo quinqu\u00eanio contribuiu com 221 milh\u00f5es. As mortes no per\u00edodo 2011 a 2025, foram 42 mil, porem no ultimo quinqu\u00eanio foram de 29.000 pessoas, pr\u00f3ximo dos 70% de todas as mortes. Estes dados servem para demonstrar que os acidentes est\u00e3o sendo cada vez mais abrangentes pois afeta toda a \u00c1frica e mais mort\u00edferos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Um Programa Oper\u00e1rio e Socialista para enfrentar a cat\u00e1strofe ambiental<\/p>\n\n\n\n<p><strong>FIM DOS COMBUST\u00cdVEIS F\u00d3SSEIS E TRANSI\u00c7\u00c3O ENERG\u00c9TICA SOB CONTROLE DOS TRABALHADORES<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Redu\u00e7\u00e3o imediata das emiss\u00f5es de gases de efeito estufa e fim dos combust\u00edveis f\u00f3sseis<\/p>\n\n\n\n<p>Nenhuma nova fronteira petrol\u00edfera.&nbsp; Basta de termoel\u00e9tricas<\/p>\n\n\n\n<p>Expropria\u00e7\u00e3o sem indeniza\u00e7\u00e3o de todas as empresas de energia e dos recursos energ\u00e9ticos e coloca-los sob controle oper\u00e1rio<\/p>\n\n\n\n<p>Elabora\u00e7\u00e3o de um plano de transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica democr\u00e1tico, controlado por trabalhadores e comunidades, com base em energias renov\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>RUPTURA COM O AGRONEG\u00d3CIO E A MINERA\u00c7\u00c3O PREDAT\u00d3RIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Expropria\u00e7\u00e3o sem indeniza\u00e7\u00e3o do agroneg\u00f3cio, da grande minera\u00e7\u00e3o e de todas as empresas poluidoras e destruidoras dos biomas<\/p>\n\n\n\n<p>Fim dos cr\u00e9ditos p\u00fablicos e dos subs\u00eddios estatais ao agroneg\u00f3cio<\/p>\n\n\n\n<p>Recupera\u00e7\u00e3o das \u00e1reas desmatadas e dos biomas devastados pelo agroneg\u00f3cio<\/p>\n\n\n\n<p>Por uma agricultura popular, agroecol\u00f3gica e livre de agrot\u00f3xicos, voltada a soberania alimentar do povo<\/p>\n\n\n\n<p><strong>AGUA E BENS COMUNS FORA DO MERCADO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A agua n\u00e3o \u00e9 mercadoria<\/p>\n\n\n\n<p>Reestatiza\u00e7\u00e3o sem indeniza\u00e7\u00e3o das empresas p\u00fablicas de agua e saneamento privatizadas<\/p>\n\n\n\n<p>Fim dos projetos que privatizam aqu\u00edferos e recursos h\u00eddricos em favor das grandes corpora\u00e7\u00f5es<\/p>\n\n\n\n<p>Contra a instala\u00e7\u00e3o de Data Centers que consomem energia e agua em larga escala, agravando a crise h\u00eddrica e energ\u00e9tica<\/p>\n\n\n\n<p><strong>CONTRA A \u201cFINANCEIRIZA\u00c7\u00c3O\u201d DA NATUREZA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Rejei\u00e7\u00e3o total aos cr\u00e9ditos de carbono e outros mecanismos de \u201ccompensa\u00e7\u00e3o verde\u201d que transformam os ecossistemas em ativos financeiros e expulsam comunidades de seus territ\u00f3rios<\/p>\n\n\n\n<p>Nenhum acordo com o capital especulativo \u201cverde\u201d: a natureza n\u00e3o \u00e9 um neg\u00f3cio, \u00e9 base da vida.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>PLANEJAMENTO ECOLOGICO E URBANO SOCIALISTA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Elabora\u00e7\u00e3o de um plano popular de adapta\u00e7\u00e3o as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, com investimento p\u00fablico em infraestrutura e preven\u00e7\u00e3o de desastres<\/p>\n\n\n\n<p>Combate aos inc\u00eandios florestais, deslizamentos, inunda\u00e7\u00f5es e crises de abastecimento, com trabalho coordenado entre comunidades, cientistas e trabalhadores<\/p>\n\n\n\n<p>Uma revolu\u00e7\u00e3o verde nas cidades: replanejamento urbano ecol\u00f3gico, transporte p\u00fablico e gratuito e de qualidade, amplia\u00e7\u00e3o das \u00e1reas verdes e habita\u00e7\u00e3o digna para a classe trabalhadora<\/p>\n\n\n\n<p><strong>CONTRA A OBSOLESCENCIA PROGRAMADA E PELO CONTROLE SOCIAL DA PRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Proibi\u00e7\u00e3o da obsolesc\u00eancia programada em todos os setores da ind\u00fastria, com controle oper\u00e1rio e popular sobre a produ\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Plano de reindustrializa\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica para produtos dur\u00e1veis e recicl\u00e1veis, reduzindo o uso de recursos<\/p>\n\n\n\n<p>Garantia de direito a repara\u00e7\u00e3o, com livre acesso a pe\u00e7as e manuais, combatendo monop\u00f3lios tecnol\u00f3gicos<\/p>\n\n\n\n<p>Pesquisa e inova\u00e7\u00e3o sob controle p\u00fablico e coletivo, voltadas a efici\u00eancia material, a redu\u00e7\u00e3o do consumo de recursos naturais e \u00e0 amplia\u00e7\u00e3o da durabilidade dos produtos.<\/p>\n\n\n\n<p>Para enfrentar a crise clim\u00e1tica africana reivindicamos e adaptamos uma parte importante do documento \u201cO Colapso Ambiental \u00e9 Capitalista\u201d material difundido durante a COP30 pela Liga Internacional dos Trabalhadores, PSTU e REBELDIA. Entendemos que esse \u00e9 um programa imediato, por\u00e9m temos a firme convic\u00e7\u00e3o que os desastres ambientais s\u00e3o consequ\u00eancias da anarquia na produ\u00e7\u00e3o capitalista, e mais, que somente a revolu\u00e7\u00e3o socialista e a planifica\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o democraticamente discutida, aprovada e gerida pelos trabalhadores poder\u00e1 planificar a economia e enfrentar-se com a trag\u00e9dia ambiental que cresce de forma vertiginosa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Introdu\u00e7\u00e3o: Em maio de 2025 foi publicado o estudo denominado \u201cEstado do Clima na \u00c1frica &#8211; 2024\u201d, o qual mostra que 2024 foi o ano mais quente j\u00e1 registrado no continente e que esse aumento da temperatura veio acompanhado de inunda\u00e7\u00f5es devastadoras, secas e ondas de calor marinhas. 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