{"id":82162,"date":"2026-01-31T14:51:51","date_gmt":"2026-01-31T14:51:51","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=82162"},"modified":"2026-02-06T15:44:10","modified_gmt":"2026-02-06T15:44:10","slug":"a-boliburguesia-um-novo-setor-burgues","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2026\/01\/31\/a-boliburguesia-um-novo-setor-burgues\/","title":{"rendered":"A \u201cboliburguesia\u201d: um novo setor burgu\u00eas"},"content":{"rendered":"\n<p>De: <em>Correio Internacional,<\/em> dezembro 2015.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Uma burguesia que nasce parasitando o Estado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Estado venezuelano tem sido frut\u00edfero em dar origem e alavancar o surgimento de poderosos grupos econ\u00f4micos e setores burgueses. N\u00e3o \u00e9 o objetivo deste artigo descrever historicamente esse processo (para isso seria necess\u00e1rio um trabalho muito mais amplo), mas \u00e9 ineg\u00e1vel mencionar que quase todos os grupos econ\u00f4micos e setores burgueses existentes (e alguns desaparecidos) surgiram a partir de parasitar a renda petrol\u00edfera, de usufruir o or\u00e7amento nacional e dos favores recebidos do Estado pelos governos de turno. Exemplo disso foram os grupos Alfonzo Rivas (extinto ao ser adquirido pela americana Cargill), Delfino e Mendoza, para mencionar apenas alguns. Sob o regime chavista, isso n\u00e3o foi uma exce\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Boliburguesia \u00e9 um voc\u00e1bulo formado pela combina\u00e7\u00e3o das palavras \u201cbolivariano\u201d e \u201cburguesia\u201d. Foi o termo cunhado pelo jornalista Juan Carlos Zapata para designar um novo setor burgu\u00eas surgido no decorrer dos anos de governo de Ch\u00e1vez (continuando com o de Maduro) e estreitamente ligado ao seu regime. A express\u00e3o engloba tanto aqueles que, tendo uma origem de classe distinta, se tornaram empres\u00e1rios bilion\u00e1rios a partir de neg\u00f3cios l\u00edcitos ou il\u00edcitos facilitados pelos governos Ch\u00e1vez-Maduro, como os que, j\u00e1 sendo empres\u00e1rios de alta, m\u00e9dia ou pouca monta, desde seus in\u00edcios fizeram parte do projeto chavista e aumentaram suas fortunas a partir dos mesmos neg\u00f3cios.<\/p>\n\n\n\n<p>Quais s\u00e3o as origens deste novo setor burgu\u00eas? Quais s\u00e3o suas caracter\u00edsticas? Que setores o integram? S\u00e3o todas perguntas \u00e0s quais este artigo tentar\u00e1 se aproximar.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>As bases materiais para o surgimento da boliburguesia e seus mecanismos de acumula\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Um elemento a considerar \u00e9 a heterogeneidade da composi\u00e7\u00e3o social do movimento chavista desde seus in\u00edcios. Tal como em qualquer movimento com uma estrat\u00e9gia eleitoral e um programa reformista, isso \u00e9 o que explica a coexist\u00eancia em um mesmo movimento de setores t\u00e3o d\u00edspares como ativistas do movimento popular, militantes dos partidos de esquerda reformista, velhos pol\u00edticos reciclados dos partidos da direita tradicional, militares, banqueiros, empres\u00e1rios e burocratas sindicais, entre outros.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos primeiros oito anos do chavismo (em 2006 come\u00e7ou-se a falar pela primeira vez da exist\u00eancia de uma boliburguesia), tornou-se evidente a tend\u00eancia, diretamente como parte da dire\u00e7\u00e3o chavista ou de setores pr\u00f3ximos a ela, de parasitar o Estado em benef\u00edcio pr\u00f3prio e como forma de enriquecimento, tendo um papel privilegiado nisso os militares, os banqueiros e o empresariado. Este processo, que continuou at\u00e9 agora, teve como base material a abund\u00e2ncia fiscal que come\u00e7ou em 1999, quando Ch\u00e1vez encontrou o petr\u00f3leo a nove d\u00f3lares o barril, e veio depois a sequ\u00eancia de alta que o colocaria a sessenta e dois d\u00f3lares e que, ap\u00f3s 2006, o elevaria a mais de cem d\u00f3lares o barril. Hoje, quando a din\u00e2mica \u00e9 a contr\u00e1ria \u2014o pre\u00e7o do petr\u00f3leo est\u00e1 em baixa e as contas fiscais s\u00e3o deficit\u00e1rias\u2014, o parasitismo e a rapina est\u00e3o aumentando.<\/p>\n\n\n\n<p>Os mecanismos de enriquecimento t\u00eam sido diversos: servir como intermedi\u00e1rios nos neg\u00f3cios entre as empresas privadas e o imperialismo com o Estado, receber subornos e favores para a concess\u00e3o de contratos p\u00fablicos, as \u201cempresas de malet\u00edn\u201d (de fachada), o desvio de verbas or\u00e7ament\u00e1rias, a corrup\u00e7\u00e3o, a fraude cometida principalmente a partir das ger\u00eancias das empresas estatais com a concess\u00e3o de divisas para importa\u00e7\u00f5es de alimentos, pe\u00e7as de reposi\u00e7\u00e3o e demais (quest\u00e3o que tamb\u00e9m ocorre em empresas privadas), t\u00eam sido, entre outros, os meios empregados para acumular ou aumentar fortunas.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde a dire\u00e7\u00e3o de minist\u00e9rios, institui\u00e7\u00f5es, PDVSA (estatal petrol\u00edfera), empresas b\u00e1sicas e outras empresas estatais, bancos p\u00fablicos e privados, seguradoras, todos t\u00eam sido espa\u00e7os prop\u00edcios para o enriquecimento e a constitui\u00e7\u00e3o de poderosos grupos econ\u00f4micos, cujas fortunas s\u00e3o imposs\u00edveis de justificar licitamente.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sua g\u00eanese, setores e caracter\u00edsticas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O economista de esquerda, jornalista e historiador Domingo Alberto Rangel1 assinalava a exist\u00eancia de tr\u00eas grandes grupos econ\u00f4micos. O primeiro e mais forte gira em torno a Diosdado Cabello e Rafael Sarr\u00eda, ambos militares aposentados. As propriedades desse grupo incluiriam bancos, v\u00e1rias plantas industriais e participa\u00e7\u00e3o como acionistas em empresas de servi\u00e7os. Possivelmente, depois do Grupo Polar, \u00e9 o primeiro imp\u00e9rio financeiro do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Um segundo grupo \u00e9 o esbo\u00e7ado em torno a outro militar aposentado, Jesse Chac\u00f3n. Seu irm\u00e3o seria o dono ou l\u00edder aparente deste grupo, que nos primeiros oito anos de chavismo teria adquirido um banco, uma das  maiores f\u00e1bricas de leite em p\u00f3 da Am\u00e9rica do Sul, e v\u00e1rias fazendas.<\/p>\n\n\n\n<p>Por \u00faltimo, referia-se a um terceiro grupo olig\u00e1rquico cujos cabe\u00e7as seriam Ronald Blanco La Cruz e Edgar Hern\u00e1ndez Behrens, militares aposentados ambos, governador do Estado T\u00e1chira o primeiro (2006), e o outro, banqueiro, presidente do Fundo de Garantias de Dep\u00f3sitos (Fogade), da CADIVI (Comiss\u00e3o de Administra\u00e7\u00e3o de Divisas) e da SUDEBAN Superintend\u00eancia de Bancos) durante um longo per\u00edodo. Naquele momento, eram os tr\u00eas grupos econ\u00f4micos entre os quais se repartiam seus efetivos a ent\u00e3o nascente boliburguesia.<\/p>\n\n\n\n<p>A esses grupos dev\u00edamos somar os empres\u00e1rios e banqueiros que acompanharam Ch\u00e1vez desde seus in\u00edcios (ou que se aproximaram em seus primeiros anos) e que, com o chavismo, viram aumentar sua fortuna. Entre eles est\u00e3o Alberto Cudemus, presidente da FEPORCINA; Alberto Vollmer, dono da Ron Santa Teresa e hoje representante da Venezuela no Mercosul; Miguel P\u00e9rez Abad, presidente da FEDEINDUSTRIA; V\u00edctor Vargas Irasq\u00fc\u00edn, dono do Banco Ocidental de Desconto (BOD), chamado em seu momento \u201co banqueiro preferido de Ch\u00e1vez\u201d, e sogro de Luis Alfonso de Borb\u00f3n (duque de Anjou e bisneto do ditador Franco); V\u00edctor Gil, presidente do extinto banco Fundo Comum; Wilmer Ruperti, multimilion\u00e1rio armador petrol\u00edfero, que ap\u00f3s ajudar Ch\u00e1vez durante a paralisa\u00e7\u00e3o petrol\u00edfera de 2002, viu sua fortuna crescer at\u00e9 10 bilh\u00f5es de d\u00f3lares; Luis Van Dam, empres\u00e1rio metal\u00fargico, chavista desde 2005 (em 1988 esteve envolvido em um esc\u00e2ndalo por uma suposta fraude \u00e0 Na\u00e7\u00e3o da ordem de 70 milh\u00f5es de d\u00f3lares, no caso de um contrato para a repotencializa\u00e7\u00e3o de uns tanques AMX30), e hoje no neg\u00f3cio petrol\u00edfero e el\u00e9trico.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m s\u00e3o apontados pelos meios como \u201cboliburgueses\u201d Jos\u00e9 David Cabello (irm\u00e3o de Diosdado), ministro da Infraestrutura de 2006 at\u00e9 2008 e, desde ent\u00e3o, diretor do SENIAT (Servi\u00e7o de Impostos e Aduanas). Todo o com\u00e9rcio exterior de entrada e sa\u00edda de mercadorias est\u00e1 em suas m\u00e3os; todos os impostos, taxas, desacordos, lit\u00edgios e processos s\u00e3o geridos por ele. Rafael Ram\u00edrez Carre\u00f1o (ex-presidente da PDVSA e ex-ministro de Energia e Petr\u00f3leo at\u00e9 sua destitui\u00e7\u00e3o por parte de Maduro) participava do programa de alimenta\u00e7\u00e3o do governo que importa a comida atrav\u00e9s da PDVAL, da constru\u00e7\u00e3o de moradias (Grande Miss\u00e3o Moradia) e do financiamento das miss\u00f5es sociais, tudo isso junto ao neg\u00f3cio energ\u00e9tico. Estima-se que gerenciava pelo menos 150.000 milh\u00f5es de d\u00f3lares anuais.<\/p>\n\n\n\n<p>Muitos se beneficiaram de parasitar a renda petrol\u00edfera e o or\u00e7amento nacional (constitu\u00eddo majoritariamente por receitas fiscais). Milh\u00f5es de regionais surgiram gra\u00e7as \u00e0 sua rela\u00e7\u00e3o com o regime chavista. E tamb\u00e9m est\u00e3o aqueles cujas fortunas e neg\u00f3cios transcendem as fronteiras nacionais, tornando-se verdadeiros \u201cmagnatas boliburgueses\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Diversos meios (como os opositores Reportero24 e Sexto Poder) apontam os seguintes como parte dos principais expoentes da boliburguesia: Diego Salazar Carre\u00f1o, conhecido como o \u201cRojo de Oro\u201d, filho de um guerrilheiro e poeta dos anos 60 e primo do mencionado Rafael Ram\u00edrez Carre\u00f1o, que lhe concedeu o contrato multimilion\u00e1rio da ap\u00f3lice de seguros e resseguros da PDVSA, passando de vendedor de ap\u00f3lices de seguros a ser um dos homens mais ricos do pa\u00eds. Alejandro Jos\u00e9 Andrade Cede\u00f1o (tenente do Ex\u00e9rcito, participou da tentativa de golpe de 1992).\u00a0 Calcula-se que ele tenha\u00a0 uma\u00a0 fortuna\u00a0 de 5 bilh\u00f5es de d\u00f3lares. Pedro Torres Ciliberto, com um patrim\u00f4nio de 700 milh\u00f5es de d\u00f3lares. \u00c9 apontado como laranja do jornalista chavista Jos\u00e9 Vicente Rangel. Leonardo Gonz\u00e1lez Dell\u00e1n, ex-presidente do Banco Industrial da Venezuela (de capital misto entre o Estado e a banca privada); calcula-se que tenha uma fortuna de 1 bilh\u00e3o de d\u00f3lares. Eudo Carrullo Perozo (filho de Eudomaro Carrullo, ex-diretor da PDVSA que prestou colabora\u00e7\u00e3o a Ch\u00e1vez durante a paralisa\u00e7\u00e3o petrol\u00edfera), aparentemente possui um patrim\u00f4nio de 500 milh\u00f5es de d\u00f3lares. A Baldo Sans\u00f3n, ex-assessor financeiro da PDVSA, calcula-se que tenha uma fortuna de 600 milh\u00f5es de d\u00f3lares. Armando Capriles Capriles (vinculado \u00e0s empresas da fam\u00edlia, amigo do ex-ministro de Finan\u00e7as Nelson Merentes e primo do opositor Henrique Capriles Radonsky) \u00e9 estimado com uma fortuna de 2 bilh\u00f5es de d\u00f3lares.<\/p>\n\n\n\n<p>A lista continua: Samark Jos\u00e9 L\u00f3pez Bello (de origem humilde com pais professores), \u00e9 atualmente o presidente da Profit Corporation (empresa cujos principais clientes s\u00e3o PDVSA, PDVSA GAS e o Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Interiores). Est\u00e1 envolvido nos esc\u00e2ndalos da importa\u00e7\u00e3o de alimentos estragados atrav\u00e9s da PDVAL. Possui um capital de 1 bilh\u00e3o de d\u00f3lares. Ra\u00fal Antonio Gorr\u00edn Belisario (\u201cO homem dos guisos na Venezuela\u201d). Associado a neg\u00f3cios il\u00edcitos, com o apoio de homens poderosos do governo, diz-se que atua como laranja de donos de meios. Aparece como comprador do canal Globovisi\u00f3n por um montante de 68 milh\u00f5es de d\u00f3lares. \u00c9 dono da Seguros La Vitalicia, e sua riqueza ascende a 2 bilh\u00f5es de d\u00f3lares.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 outros como Walid Makled (chegou a comprar a companhia a\u00e9rea AEROPOSTAL); Eligio Cede\u00f1o, Leopoldo Castillo Bozo (dono da Banvalor, corretora de valores), e Miguel Mawad, todos eles possuidores de riquezas exorbitantes e relacionados com funcion\u00e1rios e ex-funcion\u00e1rios governamentais (Freddy Bernal, Arist\u00f3bulo Ist\u00fariz e Luis Felipe Acosta Carles, entre outros).<\/p>\n\n\n\n<p>Cometeram atos il\u00edcitos t\u00e3o escandalosos que o governo, para n\u00e3o ser salpicado por eles, abriu processos judiciais contra eles (tamb\u00e9m motivados por faltar \u00e0 sua \u201clealdade\u201d ao governo). Por exemplo, Makled amea\u00e7ou o governo de revelar nomes e segredos de altos oficiais vinculados ao \u201ccartel dos s\u00f3is\u201d (relacionado com o narcotr\u00e1fico), e Cede\u00f1o financiou a fuga de Carlos Ortega (ex-presidente da CTV e l\u00edder da greve petroleira patronal de 2002-2003). Hoje s\u00e3o foragidos da justi\u00e7a venezuelana. Suas rela\u00e7\u00f5es giravam em torno de empresas estatais como PEQUIVEN e o BANDES (Banco Nacional de Desenvolvimento).<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 dois fen\u00f4menos mais recentes, ainda pouco conhecidos: o surgimento dos chamados \u201cbolichicos\u201d e os \u201cbolichoros\u201d. O primeiro se trata de um conjunto de jovens de entre&nbsp; vinte e trinta anos, convertidos em milion\u00e1rios por jugosos contratos com as empresas do Estado. Em alguns casos, mais que contratantes s\u00e3o laranjas de altos funcion\u00e1rios do regime. Em geral, s\u00e3o jovens de gostos refinados, provenientes de fam\u00edlias abastadas, que estudaram nas melhores escolas e universidades do pa\u00eds e se desenrolam na alta sociedade. Nada tem a ver com algo que se pare\u00e7a ao antiimperialismo e\/ou socialismo. O segundo \u00e9 o de militares que se dedicam ao narcotr\u00e1fico, \u00e0 extors\u00e3o e at\u00e9 mesmo a manejar redes de criminalidade organizada, atividades atrav\u00e9s das quais acumulam grandes quantidades de dinheiro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De: Correio Internacional, dezembro 2015. Uma burguesia que nasce parasitando o Estado O Estado venezuelano tem sido frut\u00edfero em dar origem e alavancar o surgimento de poderosos grupos econ\u00f4micos e setores burgueses. 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