{"id":82148,"date":"2026-02-05T15:16:14","date_gmt":"2026-02-05T15:16:14","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=82148"},"modified":"2026-02-09T21:24:10","modified_gmt":"2026-02-09T21:24:10","slug":"equador-imperialismo-e-soberania-a-ofensiva-geopolitica-dos-estados-unidos-no-contexto-da-seguranca-hemisferica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2026\/02\/05\/equador-imperialismo-e-soberania-a-ofensiva-geopolitica-dos-estados-unidos-no-contexto-da-seguranca-hemisferica\/","title":{"rendered":"Equador, imperialismo e soberania: a ofensiva geopol\u00edtica dos Estados Unidos no contexto da seguran\u00e7a hemisf\u00e9rica"},"content":{"rendered":"\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>Militariza\u00e7\u00e3o, extra\u00e7\u00e3o de recursos e controle geopol\u00edtico<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p>A pol\u00edtica externa dos Estados Unidos na Am\u00e9rica Latina entrou numa fase aberta de agressividade militar e de submiss\u00e3o pol\u00edtica for\u00e7ada. Sob o pretexto da \u201cluta contra o narcotr\u00e1fico\u201d, Trump aprofunda a militariza\u00e7\u00e3o do continente e busca reinstalar uma l\u00f3gica colonial de controle territorial, econ\u00f4mico e pol\u00edtico em diversos pa\u00edses. Sob a presid\u00eancia de Daniel Noboa, um fantoche de Trump, o Equador se converteu em uma das plataformas desse projeto.<\/p>\n\n\n\n<p>O governo Noboa justifica sua entrega com a narrativa do combate ao crime e ao narcotr\u00e1fico, que, nos \u00faltimos anos, transformou o Equador no pa\u00eds com a maior taxa de homic\u00eddios da Am\u00e9rica Latina. Essa narrativa coaduna com a ret\u00f3rica estadunidense de que o pa\u00eds se tornou um importante ponto de tr\u00e2nsito de drogas e de que a coopera\u00e7\u00e3o militar e a presen\u00e7a de bases estrangeiras seriam \u201cessenciais\u201d para desmantelar redes criminosas de alcance regional.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nenhuma iniciativa do governo estadunidense \u00e9 \u201ccoincid\u00eancia\u201d nem \u201ccoopera\u00e7\u00e3o desinteressada\u201d. A seguran\u00e7a dos povos latino-americanos n\u00e3o \u00e9 prioridade: a prioridade \u00e9 garantir rotas militares, influ\u00eancia pol\u00edtica e controle dos recursos naturais com a ajuda dos governos d\u00f3ceis e entreguistas.<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>Submiss\u00e3o ao imperialismo<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p>Desde o in\u00edcio de seu mandato, Daniel Noboa passou a governar com uma agenda centrada na ret\u00f3rica da \u201cseguran\u00e7a\u201d, na militariza\u00e7\u00e3o do pa\u00eds e no alinhamento expl\u00edcito com os Estados Unidos, tratando a Constitui\u00e7\u00e3o de 2008 como um obst\u00e1culo a esse objetivo. Ainda nos primeiros meses de governo, o Executivo intensificou o uso de decretos de estado de exce\u00e7\u00e3o e o envio de projetos de lei que ampliavam o papel das For\u00e7as Armadas e restringiam direitos fundamentais, de forma t\u00e3o expl\u00edcita que a Corte Constitucional foi obrigada a questionar, gerando um conflito com o governo.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse conflito institucional se aprofundou ao longo de 2025, quando Noboa passou a atacar publicamente a Corte, acusando-a de \u201cfavorecer o crime\u201d e de agir contra a \u201cvontade popular\u201d. Paralelamente, o governo come\u00e7ou a defender abertamente mudan\u00e7as constitucionais estruturais, incluindo a flexibiliza\u00e7\u00e3o da proibi\u00e7\u00e3o de bases militares estrangeiras, abrindo um confronto direto com os movimentos sociais organizados, que se posicionaram contra uma nova constitui\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que o objetivo de retirada da soberania do pa\u00eds e de direitos conquistados na Constitui\u00e7\u00e3o de 2008 estava abertamente por detr\u00e1s da inten\u00e7\u00e3o do governo<\/p>\n\n\n\n<p>Em junho de 2025, a Assembleia Nacional, com maioria alinhada ao governo, chegou a aprovar uma proposta de reforma constitucional que permitiria a instala\u00e7\u00e3o de bases militares estrangeiras no pa\u00eds com o argumento de que o narcotr\u00e1fico teria se intensificado ap\u00f3s o fechamento da base militar dos Estados Unidos em Manta, em 2009.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O alinhamento com Washington ganhou um marco simb\u00f3lico em 4 de setembro de 2025, quando o secret\u00e1rio de Estado dos EUA, Marco Rubio, visitou Quito e declarou publicamente que, caso o Equador \u201cnecessitasse\u201d, os EUA \u201cavaliariam\u201d o retorno de bases militares ao pa\u00eds. O objetivo expl\u00edcito era avan\u00e7ar em acordos de seguran\u00e7a que permitissem opera\u00e7\u00f5es conjuntas por ar, mar e terra, inclusive com garantias de imunidade jur\u00eddica para militares norte-americanos, aprofundando a submiss\u00e3o estrat\u00e9gica do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante das resist\u00eancias institucionais impostas pela Corte Constitucional e da press\u00e3o crescente do movimento social, que se mobilizou contra qualquer mudan\u00e7a na Constitui\u00e7\u00e3o de 2008 e fincou bandeira na defesa da soberania nacional, o governo optou por levar o conflito ao terreno do plebiscito, convocando um referendo nacional.<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>O povo disse N\u00c3O ao protetorado militar<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p>A tentativa de consolidar a submiss\u00e3o ocorreu no referendo de 16 de novembro de 2025, quando o governo Noboa incluiu uma pergunta central sobre a revoga\u00e7\u00e3o do artigo 5\u00ba da Constitui\u00e7\u00e3o do Equador, que, desde 2008, pro\u00edbe expressamente a instala\u00e7\u00e3o de bases militares estrangeiras no territ\u00f3rio nacional. A resposta popular foi contundente: mais de 60% do eleitorado votou <strong>N\u00c3O<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>No mesmo plebiscito, a popula\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m rejeitou outras propostas do Executivo. O resultado representou uma derrota pol\u00edtica significativa para o governo e uma vit\u00f3ria hist\u00f3rica da soberania popular.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse \u201cn\u00e3o\u201d foi mais do que um resultado eleitoral: foi uma afirma\u00e7\u00e3o de mem\u00f3ria, dignidade e resist\u00eancia anti-imperialista. Foi a recusa do povo equatoriano ao projeto de transformar o pa\u00eds em uma plataforma militar dos Estados Unidos e \u00e0 tentativa de impor, por meio de for\u00e7a institucional e repressiva, um modelo de submiss\u00e3o que j\u00e1 havia sido rejeitado em suas lutas recentes.<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>Manta: a volta disfar\u00e7ada da presen\u00e7a militar<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p>Mesmo derrotado no papel, o plano n\u00e3o recuou. Em dezembro de 2025, foi anunciada uma opera\u00e7\u00e3o conjunta na Base A\u00e9rea de Manta, com presen\u00e7a direta de tropas dos EUA. Essa mesma base foi utilizada entre 1999 e 2009 por Washington e hoje volta \u00e0 cena com outro nome e outra narrativa, mas com o mesmo objetivo: garantir a posi\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica dos Estados Unidos no Pac\u00edfico Sul.<\/p>\n\n\n\n<p>O contexto geopol\u00edtico \u00e9 central para compreender essa ofensiva. A tentativa de reintrodu\u00e7\u00e3o de bases militares no Equador insere-se na estrat\u00e9gia de controle hemisf\u00e9rico dos Estados Unidos, marcada pela disputa com a China, pelo interesse em rotas estrat\u00e9gicas do Pac\u00edfico Sul e pela consolida\u00e7\u00e3o de pontos de apoio militar na Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>Noboa abre as portas para o imperialismo saquear os recursos naturais\u00a0<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p>No mesmo caminho do alinhamento aos interesses do imperialismo, o governo de Daniel Noboa manteve uma postura de sil\u00eancio e ina\u00e7\u00e3o diante da arbitragem internacional favor\u00e1vel \u00e0 Chevron, que voltou a beneficiar a petroleira norte-americana no hist\u00f3rico conflito judicial contra o Estado equatoriano e as comunidades amaz\u00f4nicas. A decis\u00e3o arbitral, emitida em inst\u00e2ncias internacionais de prote\u00e7\u00e3o ao capital transnacional, reafirmou a anula\u00e7\u00e3o da condena\u00e7\u00e3o ambiental imposta \u00e0 empresa no Equador, ignorando d\u00e9cadas de contamina\u00e7\u00e3o, viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos e danos irrevers\u00edveis causados nos territ\u00f3rios ind\u00edgenas. Ao n\u00e3o reagir, nem sequer questionar, politicamente, diplomaticamente ou juridicamente, a essa decis\u00e3o, Noboa se submete aos mecanismos internacionais que blindam as corpora\u00e7\u00f5es e enfraquecem a soberania nacional, abandonando as v\u00edtimas da devasta\u00e7\u00e3o ambiental e refor\u00e7ando a l\u00f3gica de que os interesses das multinacionais est\u00e3o acima da justi\u00e7a social e ambiental.<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>Dep\u00f3sito de imigrantes<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p>Para completar a submiss\u00e3o de Noboa, houve, em setembro de 2025, uma negocia\u00e7\u00e3o com Washington, confirmada pelo Minist\u00e9rio de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores equatoriano, para um plano de receber pessoas deportadas de terceiros pa\u00edses, como parte de um acordo discutido durante a visita do secret\u00e1rio de Estado dos EUA, Marco Rubio, ao Equador. A disposi\u00e7\u00e3o do governo de Daniel Noboa em negociar com os Estados Unidos a aceita\u00e7\u00e3o de imigrantes deportados ou solicitantes de asilo revela mais uma face da submiss\u00e3o do Equador \u00e0 agenda imperial. Ao transformar o pa\u00eds em pe\u00e7a auxiliar da pol\u00edtica migrat\u00f3ria estadunidense, Noboa aceita a l\u00f3gica de externaliza\u00e7\u00e3o de fronteiras, na qual as na\u00e7\u00f5es dependentes assumem os custos humanos, sociais e econ\u00f4micos de uma crise criada pelo pr\u00f3prio imperialismo. Em um contexto de profunda crise social, desemprego e precariza\u00e7\u00e3o, essa possibilidade n\u00e3o atende a nenhuma necessidade do povo equatoriano, mas atende aos interesses de Washington, convertendo o Equador em dep\u00f3sito humano e refor\u00e7ando sua posi\u00e7\u00e3o subalterna na hierarquia geopol\u00edtica regional.<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>Enquanto se submete ao imperialismo, Noboa utiliza da for\u00e7a, repress\u00e3o e assassinatos contra a resist\u00eancia do movimento social<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p>A submiss\u00e3o do governo de Daniel Noboa aos interesses estrat\u00e9gicos dos Estados Unidos caminha lado a lado com o endurecimento autorit\u00e1rio no plano interno. A intensifica\u00e7\u00e3o da coopera\u00e7\u00e3o securit\u00e1ria com Washington \u2014 expressa em acordos militares, presen\u00e7a de assessorias estrangeiras, treinamento de for\u00e7as de seguran\u00e7a e ado\u00e7\u00e3o da doutrina do \u201cnarcoterrorismo\u201d \u2014 criou o marco pol\u00edtico e ideol\u00f3gico que legitimou a repress\u00e3o contra o movimento social. Embora n\u00e3o existam provas p\u00fablicas de participa\u00e7\u00e3o operacional direta de agentes estadunidenses na repress\u00e3o aos protestos, meios comunit\u00e1rios, organiza\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas e coletivos de direitos humanos denunciam que esse alinhamento forneceu respaldo pol\u00edtico, discursivo e estrat\u00e9gico \u00e0 militariza\u00e7\u00e3o no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante a Paralisa\u00e7\u00e3o Nacional de 2025, essa l\u00f3gica tornou-se expl\u00edcita. O governo respondeu \u00e0s mobiliza\u00e7\u00f5es populares com o deslocamento do Ex\u00e9rcito, opera\u00e7\u00f5es militares em territ\u00f3rios ind\u00edgenas e urbanos, estados de exce\u00e7\u00e3o encobertos e o uso sistem\u00e1tico da for\u00e7a policial. Protestos massivos e majoritariamente pac\u00edficos foram enquadrados como amea\u00e7as \u00e0 \u201cseguran\u00e7a nacional\u201d, enquanto dirigentes ind\u00edgenas, sindicais e estudantis passaram a ser acusados de terrorismo, em evidente tentativa de associar a luta social ao narcotr\u00e1fico e \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es criminosas. Essa estrat\u00e9gia de criminaliza\u00e7\u00e3o, amplamente denunciada por meios comunit\u00e1rios e organiza\u00e7\u00f5es internacionais, violou garantias constitucionais e direitos humanos.<\/p>\n\n\n\n<p>A repress\u00e3o n\u00e3o se limitou \u00e0 judicializa\u00e7\u00e3o e \u00e0 estigmatiza\u00e7\u00e3o, houve pris\u00f5es arbitr\u00e1rias, persegui\u00e7\u00e3o judicial, congelamento de contas banc\u00e1rias de lideran\u00e7as, ataques \u00e0 imprensa comunit\u00e1ria e assassinatos de lutadores sociais, revelando um padr\u00e3o de viol\u00eancia pol\u00edtica que busca desarticular a resist\u00eancia popular pelo medo e pela for\u00e7a.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Essa escalada repressiva n\u00e3o \u00e9 um desvio, mas parte estrutural do projeto de governo. Enquanto Noboa aprofunda a entrega da soberania nacional \u2014 seja na abertura ao capital transnacional, na aceita\u00e7\u00e3o da arbitragem internacional favor\u00e1vel \u00e0s corpora\u00e7\u00f5es ou na disposi\u00e7\u00e3o de transformar o Equador em plataforma militar e migrat\u00f3ria dos Estados Unidos \u2014 ele refor\u00e7a internamente um Estado repressor com submiss\u00e3o externa ao imperialismo e em guerra contra os setores populares, ind\u00edgenas, juventude e trabalhadores\/as que resistem \u00e0 espolia\u00e7\u00e3o, \u00e0 militariza\u00e7\u00e3o e \u00e0 perda de direitos.<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>Unir a Am\u00e9rica Latina contra o imperialismo: soberania, unidade e resist\u00eancia popular<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p>A ofensiva imperialista em curso no Equador n\u00e3o \u00e9 um fen\u00f4meno isolado, mas parte de uma estrat\u00e9gia regional que busca transformar a Am\u00e9rica Latina em territ\u00f3rio subordinado, militarizado e funcional aos interesses do capital transnacional e dos Estados Unidos. A experi\u00eancia equatoriana \u2014 marcada pela resist\u00eancia popular ao protetorado militar, pela rejei\u00e7\u00e3o nas urnas \u00e0 entrega da soberania e pela mobiliza\u00e7\u00e3o permanente de povos ind\u00edgenas, trabalhadores\/as e juventudes \u2014 demonstra que os povos n\u00e3o est\u00e3o derrotados. Mesmo sob repress\u00e3o, criminaliza\u00e7\u00e3o e viol\u00eancia estatal, os movimentos sociais seguem sendo a principal trincheira de defesa da autodetermina\u00e7\u00e3o, dos bens comuns e da dignidade coletiva.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, a correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as imposta pelo imperialismo exige mais do que resist\u00eancias nacionais isoladas. Diante de governos fantoches que administram a depend\u00eancia e governam contra seus pr\u00f3prios povos, torna-se urgente construir unidade latino-americana desde baixo, articulando lutas, organiza\u00e7\u00f5es e projetos pol\u00edticos capazes de enfrentar o imperialismo em todas as suas dimens\u00f5es \u2014 militar, econ\u00f4mica, jur\u00eddica e ideol\u00f3gica. Defender o Equador hoje \u00e9 defender a Am\u00e9rica Latina inteira: \u00e9 afirmar que nossos povos t\u00eam o direito de decidir seus destinos sem tutela externa, sem bases militares estrangeiras, sem tribunais do capital e sem Estados que apontem suas armas contra a pr\u00f3pria popula\u00e7\u00e3o. A hist\u00f3ria do continente mostra que somente a organiza\u00e7\u00e3o, a solidariedade internacionalista e a luta coletiva poder\u00e3o romper o ciclo de submiss\u00e3o e abrir caminho para uma Am\u00e9rica Latina soberana, socialista e livre do imperialismo.<\/p>\n\n\n\n<p>Refer\u00eancias:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Reuters \u2014 <em>Ecuador legislature backs reform allowing foreign military bases<\/em> (sobre a aprova\u00e7\u00e3o da reforma que permitiria a instala\u00e7\u00e3o de bases estrangeiras no Equador). <a href=\"https:\/\/noticias.uol.com.br\/ultimas-noticias\/reuters\/2025\/06\/03\/assembleia-do-equador-aprova-permissao-a-bases-militares-estrangeiras-no-pais.htm?utm_source=chatgpt.com\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">UOL Not\u00edcias <\/a><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Reuters \u2014 <em>Ecuador to vote in November on whether to allow foreign military bases<\/em> (referendo programado para novembro de 2025). <a href=\"https:\/\/www.reuters.com\/world\/americas\/ecuador-vote-november-whether-allow-foreign-military-bases-says-electoral-2025-09-21\/?utm_source=chatgpt.com\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Reuters<br><\/a>\u2022 Agence France-Presse \/ UOL \u2014 <em>Equador negocia para receber refugiados dos EUA<\/em> (negocia\u00e7\u00f5es migrat\u00f3rias com os EUA). <a href=\"https:\/\/noticias.uol.com.br\/ultimas-noticias\/afp\/2025\/09\/01\/equador-negocia-para-receber-300-refugiados-por-ano-dos-eua.htm?utm_source=chatgpt.com\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">UOL Not\u00edcias<br><\/a>\u2022 Reuters \/ AP \u2014 <em>Measure to allow foreign military bases in Ecuador fails in vote<\/em> (resultado do referendo que rejeitou permitir bases estrangeiras). <a href=\"https:\/\/www.reuters.com\/world\/americas\/measure-allow-foreign-military-bases-ecuador-fails-vote-2025-11-17\/?utm_source=chatgpt.com\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Reuters<br><\/a>\u2022 Euronews \/ Reuters \u2014 <em>Eleitores equatorianos rejeitam propostas de bases militares estrangeiras<\/em> (resultados detalhados do referendo). <a href=\"https:\/\/pt.euronews.com\/2025\/11\/17\/eleitores-equatorianos-rejeitam-proposta-para-acolher-bases-militares-estrangeiras-e-uma-n?utm_source=chatgpt.com\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">euronews<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Amnesty International \u2014 <em>Ecuador: Alert over repression of protests<\/em> (relat\u00f3rio sobre uso excessivo da for\u00e7a, deten\u00e7\u00f5es arbitr\u00e1rias e acusa\u00e7\u00e3o de terrorismo contra l\u00edderes sociais). <a href=\"https:\/\/www.amnesty.org\/en\/latest\/news\/2025\/10\/ecuador-alerta-por-represion-a-protestas-independencia-judicial-y-desapariciones-forzadas\/?utm_source=chatgpt.com\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Amnesty International<br><\/a>\u2022 Human Rights Watch \u2014 <em>Abusive Response to Protests in Ecuador<\/em> (documenta\u00e7\u00e3o de restri\u00e7\u00f5es a direitos de reuni\u00e3o e uso excessivo de for\u00e7a, congelamento de contas e ataques a m\u00eddias comunit\u00e1rias). <a href=\"https:\/\/www.hrw.org\/news\/2025\/10\/21\/ecuador-abusive-response-to-protests?utm_source=chatgpt.com\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Human Rights Watch<br><\/a>\u2022 ESCR-Net \u2014 <em>Urgent call from the international community for an immediate end to repression\u2026<\/em> (dados sobre feridos, mortos, desaparecidos e criminaliza\u00e7\u00e3o de organiza\u00e7\u00f5es sociais). <a href=\"https:\/\/www.escr-net.org\/news\/2025\/llamado-urgente-de-la-comunidad-internacional-al-cese-inmediato-de-la-represion-la-militarizacion-y-el-uso-excesivo-de-la-fuerza-en-ecuador\/?utm_source=chatgpt.com\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ESCR-Net<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 CIMI \u2014 <em>Organiza\u00e7\u00f5es latino-americanas repudiam persegui\u00e7\u00e3o a Guardas Ind\u00edgenas no Equador<\/em> (rep\u00fadio \u00e0 criminaliza\u00e7\u00e3o de Guardas Ind\u00edgenas e acusa\u00e7\u00f5es de terrorismo). <a href=\"https:\/\/cimi.org.br\/2025\/11\/criminalizacao-guardas-indigenas-equador-internacional-america-latina\/?utm_source=chatgpt.com\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Conselho Indigenista Mission\u00e1rio<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Ag\u00eancia de not\u00edcias AFP \/ UOL \u2014 <em>Presidente do Equador viaja aos EUA para discutir seguran\u00e7a e migra\u00e7\u00e3o<\/em> (visita de Noboa aos EUA para tratar de seguran\u00e7a e migra\u00e7\u00e3o). <a href=\"https:\/\/noticias.uol.com.br\/ultimas-noticias\/afp\/2025\/03\/28\/presidente-do-equador-viaja-aos-eua-para-discutir-seguranca-e-migracao-com-trump.htm?utm_source=chatgpt.com\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">UOL Not\u00edcias<br><\/a>\u2022 AFP \/ UOL \u2014 <em>Equador negocia para receber 300 refugiados por ano dos EUA<\/em> (acordo migrat\u00f3rio em negocia\u00e7\u00e3o entre Quito e Washington). <a href=\"https:\/\/noticias.uol.com.br\/ultimas-noticias\/afp\/2025\/09\/01\/equador-negocia-para-receber-300-refugiados-por-ano-dos-eua.htm?utm_source=chatgpt.com\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">UOL Not\u00edcias<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Wambra Medio Comunitario \u2014 <em>Militarizaci\u00f3n, criminalizaci\u00f3n y protesta social en el gobierno de Noboa<\/em> (coberturas e an\u00e1lises sobre repress\u00e3o, estado de exce\u00e7\u00e3o e criminaliza\u00e7\u00e3o dos movimentos sociais).<br><a href=\"https:\/\/wambra.ec\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/wambra.ec<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Radio Pichincha \u2014 <em>Gobierno de Noboa, seguridad y militarizaci\u00f3n: impactos en derechos humanos<\/em> (an\u00e1lises cr\u00edticas sobre pol\u00edtica de seguran\u00e7a e repress\u00e3o).<br>https:\/\/www.pichinchacomunicaciones.com.ec<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Primicias (se\u00e7\u00e3o an\u00e1lise cr\u00edtica) \u2014 <em>Refer\u00e9ndum, bases militares y soberan\u00eda nacional<\/em> (contexto pol\u00edtico do referendo e debates sobre soberania).<br><a href=\"https:\/\/www.primicias.ec\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.primicias.ec<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 CONAIE \u2013 Confederaci\u00f3n de Nacionalidades Ind\u00edgenas del Ecuador \u2014 <em>Pronunciamientos y denuncias sobre el Paro Nacional y la represi\u00f3n estatal<\/em> (comunicados oficiais).<br><a href=\"https:\/\/conaie.org\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/conaie.org<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Revista Crisis (Argentina) \u2014 <em>Ecuador: seguridad, militarizaci\u00f3n y disciplinamiento social<\/em> (editoriais e an\u00e1lises regionais sobre o Equador no contexto imperial).<br><a href=\"https:\/\/www.revistacrisis.com?utm_source=chatgpt.com\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.revistacrisis.com<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 P\u00e1gina\/12 \u2014 <em>Noboa, militarizaci\u00f3n y alineamiento con Estados Unidos<\/em> (cobertura cr\u00edtica de la pol\u00edtica externa y la repressi\u00f3n).<br><a href=\"https:\/\/www.pagina12.com.ar\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.pagina12.com.ar<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 CLACSO \u2014 <em>Militarizaci\u00f3n, extractivismo y criminalizaci\u00f3n de la protesta en Am\u00e9rica Latina<\/em> (artigos anal\u00edticos e dossi\u00eas regionais).<br><a href=\"https:\/\/www.clacso.org\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.clacso.org<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 ALAI \u2013 Am\u00e9rica Latina en Movimiento \u2014 <em>Equador: entre el autoritarismo y la resistencia popular<\/em> (an\u00e1lises pol\u00edticas e sociais).<br><a href=\"https:\/\/www.alainet.org\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.alainet.org<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Amnist\u00eda Internacional \u2013 Am\u00e9rica Latina \u2014 <em>Ecuador: represi\u00f3n, uso excesivo de la fuerza y criminalizaci\u00f3n de la protesta<\/em> (relatorios e alertas).<br><a href=\"https:\/\/www.amnesty.org\/es\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.amnesty.org\/es<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 CIDH\/OEA \u2014 <em>Comunicados sobre protestas sociales y uso de la fuerza en Ecuador<\/em> (observaciones regionales).<br><a href=\"https:\/\/www.oas.org\/es\/cidh\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.oas.org\/es\/cidh<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 RSF \u2013 Reporteros Sin Fronteras (Espa\u00f1ol) \u2014 <em>Agresiones contra periodistas durante protestas en Ecuador<\/em>.<br><a href=\"https:\/\/rsf.org\/es\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/rsf.org\/es<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 CELAG \u2013 Centro Estrat\u00e9gico Latinoamericano de Geopol\u00edtica \u2014 <em>Estados Unidos, la seguridad hemisf\u00e9rica y el control pol\u00edtico en Ecuador<\/em>.<br><a href=\"https:\/\/www.celag.org\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.celag.org<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Observatorio Latinoamericano de Geopol\u00edtica \u2014 <em>Bases militares, cooperaci\u00f3n securitaria y dependencia<\/em>.<br><a href=\"https:\/\/geopolitica.iiec.unam.mx\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/geopolitica.iiec.unam.mx<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Militariza\u00e7\u00e3o, extra\u00e7\u00e3o de recursos e controle geopol\u00edtico A pol\u00edtica externa dos Estados Unidos na Am\u00e9rica Latina entrou numa fase aberta de agressividade militar e de submiss\u00e3o pol\u00edtica for\u00e7ada. Sob o pretexto da \u201cluta contra o narcotr\u00e1fico\u201d, Trump aprofunda a militariza\u00e7\u00e3o do continente e busca reinstalar uma l\u00f3gica colonial de controle territorial, econ\u00f4mico e pol\u00edtico em [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":82149,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"litci_post_political_author":"Lena Souza \/ PSTU - Brasil","footnotes":""},"categories":[4280],"tags":[9450,9432,9447,9448,9449],"class_list":["post-82148","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-revista-correio-internacional","tag-base-de-manata","tag-ci28","tag-equador-e-trump","tag-noboa-e-trump","tag-plebiscito-equador"],"fimg_url":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Captura-de-tela_5-2-2026_171451_www.semana.com_.jpeg","categories_names":["Correio Internacional"],"author_info":{"name":"lena","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/b9eb35b4c023b96c29c4a145a82c6c381b68f2c889c5427106ad5aab6df45b9d?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":"Lena Souza \/ PSTU - Brasil","tagline":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/82148","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=82148"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/82148\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":82152,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/82148\/revisions\/82152"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/82149"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=82148"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=82148"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=82148"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}