{"id":82126,"date":"2026-02-05T12:44:38","date_gmt":"2026-02-05T12:44:38","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=82126"},"modified":"2026-02-05T12:45:58","modified_gmt":"2026-02-05T12:45:58","slug":"a-dominacao-imperialista-norte-americana-sobre-a-colombia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2026\/02\/05\/a-dominacao-imperialista-norte-americana-sobre-a-colombia\/","title":{"rendered":"A domina\u00e7\u00e3o imperialista norte-americana sobre a Col\u00f4mbia"},"content":{"rendered":"\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><em>Assim paga o diabo a quem bem lhe serve<\/em><\/h5>\n\n\n\n<p>A agress\u00e3o militar de Trump contra a Venezuela atingiu seu ponto mais alto com o sequestro de Nicol\u00e1s Maduro e a exig\u00eancia ao chavismo de converter o pa\u00eds em seu colaborador para impor um regime colonial, como modelo para a domina\u00e7\u00e3o imperialista da Am\u00e9rica Latina. Com essa l\u00f3gica, tem acontecido a domina\u00e7\u00e3o imperialista estadunidense sobre a Col\u00f4mbia, historicamente um \u201caliado\u201d incondicional e estrat\u00e9gico na regi\u00e3o para os Estados Unidos, e\u00a0 a amea\u00e7a direta de Trump contra Petro e a soberania da Col\u00f4mbia.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Um aliado incondicional contra os ascensos do p\u00f3s-guerra<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ao longo do s\u00e9culo XX, a burguesia colombiana, tanto liberal quanto conservadora, se preocupou em manter uma rela\u00e7\u00e3o de subordina\u00e7\u00e3o com o imperialismo norte-americano. As prec\u00e1rias institui\u00e7\u00f5es colombianas, a economia e as for\u00e7as armadas foram se moldando de acordo com os modelos estadunidenses, e se tornaram um apoio incondicional aos interesses norte-americanos, especialmente ap\u00f3s o triunfo da revolu\u00e7\u00e3o bolchevique e da amea\u00e7a de que a mesma se espalhasse pelo mundo.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a Segunda Guerra Mundial, houve um grande ascenso de massas em diversas partes do mundo; a Am\u00e9rica Latina n\u00e3o foi a exce\u00e7\u00e3o. Quando o mundo foi repartido por meio dos tratados de Yalta e Potsdam, processos revolucion\u00e1rios amea\u00e7aram romper a estabilidade alcan\u00e7ada. Em 1949, triunfou a Revolu\u00e7\u00e3o chinesa, processo que se estendeu \u00e0 Coreia. De fato, a Col\u00f4mbia colaborou com os Estados Unidos enviando tropas para a guerra de 1950.<\/p>\n\n\n\n<p>Na Am\u00e9rica Latina, o ascenso do p\u00f3s-guerra foi enfrentado pelo imperialismo norte-americano, que patrocinou diretamente golpes de Estado, junto com a chamada <em>Alian\u00e7a para o Progresso<\/em>, pol\u00edtica assistencialista impulsionada por Kennedy para conter a crescente influ\u00eancia da Revolu\u00e7\u00e3o cubana no continente. Utilizava o discurso da democracia e dos direitos humanos, enquanto organizava, atrav\u00e9s da CIA, golpes de Estado, grupos contrarrevolucion\u00e1rios, como na Am\u00e9rica Central, e doutrinava as for\u00e7as armadas do continente em t\u00e9cnicas de tortura e guerra suja.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O narcotr\u00e1fico, pretexto para a interven\u00e7\u00e3o imperialista&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Durante as d\u00e9cadas de 60, a produ\u00e7\u00e3o de narc\u00f3ticos encontrou terreno f\u00e9rtil para prosperar gra\u00e7as \u00e0 voca\u00e7\u00e3o das fra\u00e7\u00f5es burguesas na Col\u00f4mbia, acostumadas a enriquecer-se com as bonan\u00e7as.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O crescimento do fen\u00f4meno das drogas n\u00e3o demorou a entrar na \u00f3rbita dos problemas de \u201cseguran\u00e7a nacional\u201d e novo pretexto para a pol\u00edtica imperialista. Foi Nixon quem, em 1968, cunhou a frase \u201cguerra contra as drogas\u201d, manifestando assim o car\u00e1ter b\u00e9lico e de \u201cseguran\u00e7a nacional\u201d que se concretizaria, sob Reagan e Bush, no final dos anos 80, no tratamento militar do problema das drogas.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, enquanto os lucros do tr\u00e1fico gozaram de impunidade nos Estados Unidos, na Col\u00f4mbia a interven\u00e7\u00e3o militar\u00a0 aumentou, combinando a contra insurg\u00eancia com a persegui\u00e7\u00e3o ao narcotr\u00e1fico. Os agentes da DEA tiveram via livre para atuar na Col\u00f4mbia, com plena imunidade \u00e0s leis locais e internacionais. A guerra contra as drogas n\u00e3o tem sido mais do que um pretexto para a interven\u00e7\u00e3o imperialista.<\/p>\n\n\n\n<p>Em dezembro de 1989, Bush invadiu o Panam\u00e1, derrubando seu presidente, Manuel Antonio Noriega, sob o pretexto de sua vincula\u00e7\u00e3o com o narcotr\u00e1fico.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O neg\u00f3cio do narcotr\u00e1fico injetou milh\u00f5es de d\u00f3lares na economia colombiana, e, tamb\u00e9m, alimentou os aparelhos armados das guerrilhas e dos paramilitares, ao mesmo tempo que permeou e corrompeu praticamente todas as institui\u00e7\u00f5es do regime pol\u00edtico colombiano. A incid\u00eancia do narcotr\u00e1fico na pol\u00edtica chegou a um importante ponto de crise com as den\u00fancias de financiamento do cartel de Cali \u00e0 campanha presidencial do liberal Ernesto Samper, gra\u00e7as \u00e0 filtragem de grava\u00e7\u00f5es feitas pela DEA, o que, junto\u00a0 ao fortalecimento militar das FARC, levou a uma importante desestabiliza\u00e7\u00e3o do regime em 1996, que terminou preparando o terreno aos governos conservadores de Andr\u00e9s Pastrana e depois \u00c1lvaro Uribe V\u00e9lez.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>No ano 2000, sob a presid\u00eancia de Bill Clinton, os EUA lan\u00e7aram o Plano Col\u00f4mbia para enfrentar essa crise e modernizaram novamente o aparato militar e as institui\u00e7\u00f5es do regime pol\u00edtico colombiano sob o modelo e as necessidades norte-americanas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mas seu objetivo ia al\u00e9m das fronteiras da Col\u00f4mbia. Tamb\u00e9m significou um plano preventivo de conten\u00e7\u00e3o diante da grande instabilidade pol\u00edtica na regi\u00e3o. Naqueles anos, ocorreu uma onda de insurrei\u00e7\u00f5es que derrubou v\u00e1rios governos na Am\u00e9rica Latina, ao mesmo tempo em que governos \u201cprogressistas\u201d amea\u00e7avam a estabilidade da domina\u00e7\u00e3o imperialista no continente. Contar com um pa\u00eds incondicionalmente subordinado, como a Col\u00f4mbia, servia aos Estados Unidos como conten\u00e7\u00e3o e preven\u00e7\u00e3o diante de uma situa\u00e7\u00e3o altamente inst\u00e1vel, enquanto, com o Tratado de \u00c1rea de Livre Com\u00e9rcio das Am\u00e9ricas (Alca, que, diante de seu fracasso, foi substitu\u00eddo por TLC bilaterais), buscou-se uma nova ofensiva de submiss\u00e3o econ\u00f4mica a servi\u00e7o dos Estados Unidos. Nesse contexto, a Col\u00f4mbia recebeu o desonroso apelido de \u201cIsrael (o Caim) da Am\u00e9rica Latina\u201d, o que ilustra o papel que historicamente tem desempenhado a burguesia deste pa\u00eds. De fato, o montante de ajuda militar \u00e0 Col\u00f4mbia entre 2001 e 2016 superou os 10 bilh\u00f5es de d\u00f3lares, o que a colocou como o terceiro pa\u00eds a receber ajuda militar dos Estados Unidos, depois de Israel e Egito.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O primeiro governo de Trump&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Com o triunfo de Donald Trump em 2016, e sua pol\u00edtica de Am\u00e9rica Primeiro, a pol\u00edtica externa foi redirecionada para a Am\u00e9rica Latina. Na Col\u00f4mbia, a rela\u00e7\u00e3o com Trump permaneceu estreita e harm\u00f4nica, dado o car\u00e1ter abertamente proimperialista dos governos de Juan Manuel Santos e Iv\u00e1n Duque, apesar do maior desinteresse e desprezo de Trump pela regi\u00e3o, que, al\u00e9m disso, colocou no mesmo plano do terrorismo e do narcotr\u00e1fico os crescentes fen\u00f4menos migrat\u00f3rios, como problemas de seguran\u00e7a nacional, o que levou a pol\u00edticas mais agressivas, especialmente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Am\u00e9rica Central.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Petro e Estados Unidos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Entre 2019 e 2021, na Col\u00f4mbia, houve um importante ascenso das lutas, parte de uma onda que convulsionou principalmente o Equador e o Chile, na qual as massas se mobilizaram contra os governos e suas pol\u00edticas insuport\u00e1veis para as massas. Fruto desse ascenso, novamente triunfaram governos \u201cprogressistas\u201d, e no caso da Col\u00f4mbia, com a chegada de Gustavo Petro ao governo em 2022, ocorreu pela primeira vez no pa\u00eds um governo de frente popular, rompendo dois s\u00e9culos de hegemonia da burguesia liberal conservadora.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos Estados Unidos, Petro contou no in\u00edcio com um terreno favor\u00e1vel para seu projeto de \u201ccapitalismo humano\u201d, al\u00e9m disso, contava com o benepl\u00e1cito de Joe Biden, na medida em que n\u00e3o questionava de fundo os pilares da domina\u00e7\u00e3o imperialista dos Estados Unidos sobre a Col\u00f4mbia. Pelo contr\u00e1rio, renovou o papel da Col\u00f4mbia como s\u00f3cio privilegiado dos Estados Unidos na regi\u00e3o, desempenhando um papel importante na estrat\u00e9gia de negociar uma transi\u00e7\u00e3o na Venezuela. Suas inten\u00e7\u00f5es de renegociar o TLC, buscar mudan\u00e7a de d\u00edvida por cuidar da Amaz\u00f4nia e apaziguar a luta de classes exaltada no continente receberam elogios por parte de Biden. Inclusive, Petro prop\u00f4s a Biden reativar a Alian\u00e7a para o Progresso de Kennedy. No entanto, por parte dos Estados Unidos n\u00e3o houve mudan\u00e7as significativas em sua pol\u00edtica antidrogas, no interc\u00e2mbio comercial nem em sua inger\u00eancia nos processos pol\u00edticos no continente. Ao contr\u00e1rio dos desejos de Petro, Biden continuou com a redu\u00e7\u00e3o da ajuda americana e a repress\u00e3o \u00e0 imigra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O retorno de Trump ao governo, assim como o recrudescimento do genoc\u00eddio de Israel contra Gaza, colocaram fric\u00e7\u00f5es importantes na rela\u00e7\u00e3o com os Estados Unidos, alimentadas pelo lobby da direita colombiana, que contou com interlocutores importantes entre os republicanos, especialmente com Marco Rubio. Esse lobby se concentrou em buscar o apoio da direita na Col\u00f4mbia e em enfraquecer politicamente o governo de Petro, pressionando-o pela quest\u00e3o do narcotr\u00e1fico.<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua parte, Petro manifestou diferen\u00e7as abertas com Trump no terreno da crise clim\u00e1tica, a mudan\u00e7a da matriz energ\u00e9tica, a imigra\u00e7\u00e3o e o narcotr\u00e1fico, mas sobretudo com sua postura contra o genoc\u00eddio em Gaza e a ruptura de rela\u00e7\u00f5es com Israel.<\/p>\n\n\n\n<p>A cr\u00edtica \u00e0 agressiva deporta\u00e7\u00e3o de imigrantes colombianos foi respondida por Trump com amea\u00e7as de impor maiores tarifas sobre os produtos colombianos. Petro denunciou Trump por seu car\u00e1ter negacionista diante da ci\u00eancia e da mudan\u00e7a clim\u00e1tica. No entanto, essas contradi\u00e7\u00f5es n\u00e3o minaram os pilares da domina\u00e7\u00e3o imperialista norte-americana sobre a Col\u00f4mbia.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>O que realmente tem sido qualitativo prov\u00e9m do pr\u00f3prio Trump e sua mudan\u00e7a na pol\u00edtica externa condensada na nova Estrat\u00e9gia de Seguran\u00e7a Nacional dos Estados Unidos, com a qual retoma abertamente a doutrina Monroe, propondo inclusive seu \u201cCorol\u00e1rio Trump\u201d, com a qual retoma uma pol\u00edtica de maior presen\u00e7a militar na Am\u00e9rica Latina, a expuls\u00e3o de pot\u00eancias que disputam sua hegemonia, uma rela\u00e7\u00e3o abertamente transacional com os estados e governos (obter vantagens e ganhos evidentes para os Estados Unidos).<\/p>\n\n\n\n<p>Com essa nova estrat\u00e9gia, h\u00e1 meses, o discurso se endureceu em rela\u00e7\u00e3o aos governos de Maduro e de Petro, usando a ret\u00f3rica do narcotr\u00e1fico como pretexto para avan\u00e7ar a ofensiva militar no Caribe, especificamente direcionada contra a Venezuela e a Col\u00f4mbia.<\/p>\n\n\n\n<p>Como demonstrou a incurs\u00e3o militar de 3 de janeiro sobre Caracas e o sequestro de Nicol\u00e1s Maduro e sua esposa, a atual campanha militar naval de Trump no mar do Caribe e no Pac\u00edfico colombiano, em que bombardearam pequenas embarca\u00e7\u00f5es e sequestraram barcos petroleiros, obedecia principalmente ao plano de Trump de derrubar Maduro e apropriar-se do Petr\u00f3leo venezuelano, e para amarga surpresa da oposi\u00e7\u00e3o burguesa de direita, liderada por Corina Machado, o controle de Trump sobre a Venezuela ser\u00e1 executado pelo pr\u00f3prio chavismo.<\/p>\n\n\n\n<p>O sequestro de Maduro tamb\u00e9m tem sido, abertamente, um aviso para Petro. Diz Trump que, se n\u00e3o seguir seus ditados&nbsp; \u00e0 risca, ter\u00e1 a mesma sorte.<\/p>\n\n\n\n<p>As horas e os dias posteriores \u00e0 a\u00e7\u00e3o contra Maduro foram de apreens\u00e3o e ang\u00fastia para Petro, pois Trump insinuou v\u00e1rias vezes que ele seria o pr\u00f3ximo. Assim como a direita em todo o continente, a maioria da burguesia oposicionista colombiana de direita n\u00e3o apenas aplaudiu a interven\u00e7\u00e3o norte-americana, mas tamb\u00e9m pediu a Trump que continuasse com Petro.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem negar nem minimizar a gravidade da amea\u00e7a atual de interven\u00e7\u00e3o, a situa\u00e7\u00e3o na Col\u00f4mbia n\u00e3o \u00e9 a mesma que na Venezuela, pois enquanto Maduro personaliza a decad\u00eancia do projeto nacionalista burgu\u00eas do chavismo, com o qual j\u00e1 romperam na sua maioria as massas venezuelanas, Petro ainda conta com um importante apoio de massas que, diante de um eventual ataque contra a Col\u00f4mbia, pode desencadear novamente um ascenso de lutas, desta vez com um componente anti-imperialista que pode desestabilizar ainda mais a regi\u00e3o. A aposta de Trump por uma transi\u00e7\u00e3o controlada pelo autoritarismo chavista na Venezuela mostra que lhe importa minimizar custos, por isso uma poss\u00edvel interven\u00e7\u00e3o na Col\u00f4mbia dever\u00e1 levar em conta muito mais o fator da luta de classes.<\/p>\n\n\n\n<p>Em meio a essas circunst\u00e2ncias, Petro recorreu ao discurso anti-imperialista, n\u00e3o apenas para denunciar o sequestro de Maduro, mas tamb\u00e9m a amea\u00e7a contra seu governo e contra a Col\u00f4mbia, apontando a grave viola\u00e7\u00e3o \u00e0 soberania da Venezuela e o precedente que significava para qualquer pa\u00eds. Convocou uma mobiliza\u00e7\u00e3o anti-imperialista para o dia 7 de janeiro, chamando inclusive a enfrentar, se necess\u00e1rio, com as armas uma poss\u00edvel interven\u00e7\u00e3o na Col\u00f4mbia. No entanto, a diplomacia colombiana buscou intensamente aproxima\u00e7\u00f5es com o Departamento de Estado para estabelecer um di\u00e1logo direto com Trump. Este se concretizou com uma chamada telef\u00f4nica que, antes da mobiliza\u00e7\u00e3o, conseguiu distensionar a situa\u00e7\u00e3o, ao que parece, estabelecendo compromissos por parte do governo colombiano frente ao narcotr\u00e1fico.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s esta chamada e de m\u00fatuos elogios, o discurso anti-imperialista de Petro diminuiu. Mas, no fundo, \u00e9 evidente que a amea\u00e7a de Trump sobre a Col\u00f4mbia \u00e9 real. Se vai se concretizar em uma a\u00e7\u00e3o militar direta contra Petro, ou se vai permanecer como uma amea\u00e7a dissuas\u00f3ria, depender\u00e1 em grande medida da resposta de Petro diante das crescentes exig\u00eancias de Trump e da resposta das massas nas ruas diante de uma agress\u00e3o imperialista.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Sem uma nitidez do curso dessa crise, j\u00e1 \u00e9 evidente que a atual ofensiva imperialista sobre a Col\u00f4mbia \u00e9 a mais grave desde a separa\u00e7\u00e3o do Panam\u00e1, o que coloca a rela\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica de domina\u00e7\u00e3o sobre a Col\u00f4mbia no plano de uma nova ofensiva de aprofundamento da semicoloniza\u00e7\u00e3o sobre o pa\u00eds e o continente.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Assim paga o diabo a quem bem lhe serve A agress\u00e3o militar de Trump contra a Venezuela atingiu seu ponto mais alto com o sequestro de Nicol\u00e1s Maduro e a exig\u00eancia ao chavismo de converter o pa\u00eds em seu colaborador para impor um regime colonial, como modelo para a domina\u00e7\u00e3o imperialista da Am\u00e9rica Latina. 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