{"id":82077,"date":"2026-01-19T22:10:20","date_gmt":"2026-01-19T22:10:20","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=82077"},"modified":"2026-01-19T22:10:21","modified_gmt":"2026-01-19T22:10:21","slug":"licoes-de-uma-greve-historica-dos-trabalhadores-da-petrobras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2026\/01\/19\/licoes-de-uma-greve-historica-dos-trabalhadores-da-petrobras\/","title":{"rendered":"Li\u00e7\u00f5es de uma greve hist\u00f3rica dos trabalhadores da Petrobras"},"content":{"rendered":"\n<h6 class=\"wp-block-heading\"><\/h6>\n\n\n\n<p>Com a luta, os petroleiros arrancaram novas propostas que a empresa afirmava serem imposs\u00edveis. Ainda assim, o resultado final ficou aqu\u00e9m do que poderia ter sido conquistado, considerando a for\u00e7a extraordin\u00e1ria da greve. Mesmo com esse resultado, o movimento revelou aquilo que os ricos e poderosos tentam ocultar: sem os trabalhadores, nada funciona.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante a greve, os petroleiros enfrentaram n\u00e3o apenas a empresa e o governo Lula, mas tamb\u00e9m setores pelegos do movimento sindical petroleiro, especialmente ligados \u00e0 FUP (Federa\u00e7\u00e3o \u00danica dos Petroleiros), ligada \u00e0 CUT, que atuaram para frear a mobiliza\u00e7\u00e3o e conduzir a categoria \u00e0 capitula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A magnitude do movimento n\u00e3o se mediu apenas em dias parados, mas no impacto concreto sobre a produ\u00e7\u00e3o. Refinarias, terminais, bases terrestres e, sobretudo, plataformas offshore foram o principal palco da luta. Os trabalhadores em alto-mar, fundamentais para a produ\u00e7\u00e3o nacional, transformaram unidades inteiras em pontos de resist\u00eancia. Foram eles que seguraram a produ\u00e7\u00e3o e impediram que o capital seguisse operando normalmente. A plataforma P-78, por exemplo, s\u00f3 iniciou opera\u00e7\u00e3o e produziu o primeiro \u00f3leo ap\u00f3s o fim da greve, um indicador cristalino do poder da a\u00e7\u00e3o coletiva dos trabalhadores.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar disso, o ACT aprovado n\u00e3o pode ser apresentado como uma vit\u00f3ria econ\u00f4mica expressiva. Houve concess\u00f5es arrancadas pela for\u00e7a da greve, mas elas ainda expressam perdas e limites diante das necessidades reais da categoria.<\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o central permanece: por que uma greve hist\u00f3rica e t\u00e3o forte n\u00e3o conseguiu arrancar conquistas maiores?<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Afiar as armas contra a dire\u00e7\u00e3o da Petrobras<\/h4>\n\n\n\n<p>A dire\u00e7\u00e3o da Petrobras, sob a lideran\u00e7a de Magda Chambriard, adotou uma postura intransigente. Enquanto mant\u00e9m uma pol\u00edtica de pagamento de dividendos bilion\u00e1rios, majoritariamente destinados a acionistas estrangeiros, recusou-se a atender reivindica\u00e7\u00f5es que representam uma fra\u00e7\u00e3o m\u00ednima do que \u00e9 distribu\u00eddo ao capital financeiro. Apenas nos \u00faltimos cinco anos, mais de R$ 400 bilh\u00f5es foram repassados aos acionistas, um valor muito superior a tudo o que foi reivindicado pela categoria.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao mesmo tempo, a empresa intensificou pr\u00e1ticas de ass\u00e9dio nas unidades, tentou desmobilizar a greve, restringiu a atividade sindical e ampliou o controle sobre informa\u00e7\u00f5es operacionais. A Petrobras chegou a recusar a media\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho (MPT), mesmo quando essa alternativa foi apresentada pelo Sindipetro-RJ e pela CSP-Conlutas como forma de abrir canais de negocia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em vez disso, a empresa optou pela judicializa\u00e7\u00e3o, recorrendo ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) e abrindo diss\u00eddio coletivo. Com audi\u00eancia de concilia\u00e7\u00e3o marcada para 2 de janeiro e julgamento previsto para 6 de janeiro, o calend\u00e1rio judicial foi utilizado como instrumento de press\u00e3o contra a greve. A hist\u00f3ria do movimento oper\u00e1rio demonstra que os tribunais atuam para preservar a ordem social, a propriedade privada e os lucros dos capitalistas, n\u00e3o os direitos da classe trabalhadora. Confiar na justi\u00e7a burguesa \u00e9 entregar ao inimigo o controle sobre os rumos da luta.<\/p>\n\n\n\n<p>A recusa da media\u00e7\u00e3o do MPT confirma que a estrat\u00e9gia da dire\u00e7\u00e3o da Petrobras foi impor ritmos e condi\u00e7\u00f5es que atendessem aos interesses dos acionistas. A experi\u00eancia refor\u00e7a que a defesa dos direitos s\u00f3 pode vir da mobiliza\u00e7\u00e3o direta, da press\u00e3o social e da organiza\u00e7\u00e3o independente dos trabalhadores.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.opiniaosocialista.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/WhatsApp-Image-2025-12-15-at-09.10.00-1024x576.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-104835\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">O governo Lula n\u00e3o \u00e9 aliado dos petroleiros<\/h4>\n\n\n\n<p>Avan\u00e7ar na luta petroleira exige compreender quem define a pol\u00edtica da Petrobras. Muitos petroleiros votaram em Lula na expectativa de mudan\u00e7a, acreditando que um novo governo garantiria a recomposi\u00e7\u00e3o salarial e a recupera\u00e7\u00e3o de direitos.<\/p>\n\n\n\n<p>Se \u00e9 verdade que o governo Bolsonaro e a extrema direita aprofundaram a privatiza\u00e7\u00e3o e destru\u00edram direitos, tamb\u00e9m \u00e9 verdade que, sob o governo Lula, esses direitos n\u00e3o foram todos recuperados. De maneira diferente, a l\u00f3gica privatista se mant\u00e9m e os ataques continuam.<\/p>\n\n\n\n<p>A pr\u00f3pria necessidade de fazer greve demonstra que o governo n\u00e3o concede nada aos trabalhadores. O m\u00ednimo de avan\u00e7o s\u00f3 veio pela luta. Durante toda a greve, o governo n\u00e3o tomou nenhuma medida para apoiar os petroleiros, deixando evidente de que lado est\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>A dire\u00e7\u00e3o da Petrobras n\u00e3o caiu do c\u00e9u. Foi escolhida pelo governo Lula, e a pol\u00edtica da empresa obedece \u00e0s diretrizes do governo. Al\u00e9m dos dividendos bilion\u00e1rios, seguem os leil\u00f5es, as concess\u00f5es e a subordina\u00e7\u00e3o aos interesses privados em \u00e1reas estrat\u00e9gicas.<\/p>\n\n\n\n<p>A li\u00e7\u00e3o fundamental \u00e9 que a luta n\u00e3o se d\u00e1 apenas contra a dire\u00e7\u00e3o da empresa e seus acionistas, mas tamb\u00e9m contra o governo de turno que garante que os neg\u00f3cios capitalistas sigam gerando lucros para os bilion\u00e1rios. E mesmo o governo Lula, que diz defender os trabalhadores, na verdade n\u00e3o defende. E ainda que tenha um projeto diferente de Bolsonaro e da extrema direita, este projeto est\u00e1 nos marcos de governar para os bilion\u00e1rios capitalistas.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Mais uma trai\u00e7\u00e3o da FUP\/CUT e a necessidade de super\u00e1-la<\/h4>\n\n\n\n<p>Desde o in\u00edcio, a dire\u00e7\u00e3o da FUP resistiu \u00e0 greve, relutando em impulsionar a mobiliza\u00e7\u00e3o exigida pela base. A paralisa\u00e7\u00e3o s\u00f3 se concretizou pela press\u00e3o das unidades e dos sindicatos combativos, n\u00e3o por iniciativa da c\u00fapula da federa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando a greve ganhou for\u00e7a, a FUP passou \u00e0 capitula\u00e7\u00e3o, aceitando uma proposta rebaixada e convocando assembleias para suspender a paralisa\u00e7\u00e3o, em decis\u00f5es tomadas de cima para baixo e sem real legitima\u00e7\u00e3o das bases.<\/p>\n\n\n\n<p>Um fato novo desta greve foi o n\u00edvel in\u00e9dito de desgaste da FUP. A assembleia do Sindipetro-NF, ligado \u00e0 FUP, rejeitou a primeira orienta\u00e7\u00e3o de aceita\u00e7\u00e3o do acordo e manteve a greve, unificando-se objetivamente com os sindicatos da FNP (Federa\u00e7\u00e3o Nacional dos Petroleiros). Em Caxias, onde a dire\u00e7\u00e3o do sindicato, que ainda \u00e9 filiado a FUP, conseguiu encerrar a greve, a assembleia aprovou uma nota de rep\u00fadio \u00e0 condu\u00e7\u00e3o pelega da federa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Fica evidente o papel que impediu que a greve avan\u00e7asse ainda mais. Se a FUP n\u00e3o tivesse dividido a categoria e capitulado ao governo e \u00e0 empresa, os petroleiros poderiam ter se mantido unidos, enfrentando a empresa, a justi\u00e7a e o governo, e sa\u00eddo da negocia\u00e7\u00e3o com conquistas muito maiores.<\/p>\n\n\n\n<p>A atua\u00e7\u00e3o da FUP est\u00e1 diretamente ligada \u00e0 sua orienta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Trata-se de uma federa\u00e7\u00e3o comprometida com o apoio acr\u00edtico ao governo Lula e com a dire\u00e7\u00e3o da empresa, funcionando como correia de transmiss\u00e3o de seus interesses dentro do movimento sindical petroleiro. Por isso atua contra a luta da categoria.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa experi\u00eancia refor\u00e7a a necessidade da independ\u00eancia de classe, para que os trabalhadores n\u00e3o fiquem ref\u00e9ns de acordos que preservam os lucros em detrimento dos direitos.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Independ\u00eancia de classe como li\u00e7\u00e3o central<\/h4>\n\n\n\n<p>A combina\u00e7\u00e3o entre os ataques da dire\u00e7\u00e3o da empresa, a pol\u00edtica do governo Lula em defesa dos acionistas e a atua\u00e7\u00e3o conciliadora de setores sindicais evidencia que a constru\u00e7\u00e3o do poder dos trabalhadores exige autonomia. A greve criou mecanismos de decis\u00e3o direta, plen\u00e1rias de base, piquetes controlados pelas assembleias, que garantiram a sustenta\u00e7\u00e3o do movimento onde essa din\u00e2mica se imp\u00f4s.<\/p>\n\n\n\n<p>A CSP-Conlutas, ao apoiar a mobiliza\u00e7\u00e3o e defender a independ\u00eancia de classe, cumpriu papel estrat\u00e9gico, assim como os sindicatos da FNP,&nbsp; impulsionada pela milit\u00e2ncia do PSTU, principalmente nas bases do Rio de Janeiro, Santos, S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, Betim, Sergipe e no Par\u00e1. A li\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica \u00e9 que somente a organiza\u00e7\u00e3o com independencia, democr\u00e1tica e combativa permite transformar for\u00e7a produtiva em poder pol\u00edtico.<\/p>\n\n\n\n<p>O balan\u00e7o da greve \u00e9 n\u00edtido. Houve avan\u00e7os econ\u00f4micos parciais, aqu\u00e9m do necess\u00e1rio e do poss\u00edvel, mas o saldo pol\u00edtico e organizativo \u00e9 significativo. Fortaleceu-se um sindicalismo independente, disposto a enfrentar a empresa, a extrema direita e tamb\u00e9m os governos do PT, sem subordina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 preciso avan\u00e7ar na unidade pela base, refor\u00e7ar plen\u00e1rias, comit\u00eas e piquetes como escolas de autodetermina\u00e7\u00e3o. Esse ser\u00e1 o combust\u00edvel das pr\u00f3ximas batalhas.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">A luta petroleira como parte da luta geral dos trabalhadores<\/h4>\n\n\n\n<p>A greve de 16 dias demonstrou que aqueles que produzem a riqueza podem afetar profundamente o funcionamento da sociedade capitalista. Se s\u00e3o os trabalhadores que geram os recursos estrat\u00e9gicos do pa\u00eds, \u00e9 leg\u00edtimo que decidam sobre sua gest\u00e3o e utiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, sob um regime em que a riqueza \u00e9 apropriada por uma minoria de acionistas, a alternativa \u00e9 evidente. Organiza\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias dos trabalhadores devem decidir o que produzir, como produzir e como distribuir os frutos da produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa disputa vai muito al\u00e9m de um ACT. Trata-se de quem controla a energia, o emprego, os recursos naturais e a soberania nacional. A greve fortalece a luta pela soberania, pela transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica e por um projeto de pa\u00eds que enfrente os capitalistas. Para isso a greve petroleira deve ser parte da luta geral dos trabalhadores por uma alternativa pol\u00edtica revolucion\u00e1ria e socialista.<\/p>\n\n\n\n<p>O PSTU esteve presente nos piquetes, assembleias e bases, defendendo que a luta imediata se conecte a um projeto de transforma\u00e7\u00e3o social. Convidamos os trabalhadores a debater e construir esse projeto, para que a Petrobras e suas riquezas sirvam ao povo brasileiro, sob controle e gest\u00e3o de quem diariamente coloca essa ind\u00fastria para funcionar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com a luta, os petroleiros arrancaram novas propostas que a empresa afirmava serem imposs\u00edveis. Ainda assim, o resultado final ficou aqu\u00e9m do que poderia ter sido conquistado, considerando a for\u00e7a extraordin\u00e1ria da greve. Mesmo com esse resultado, o movimento revelou aquilo que os ricos e poderosos tentam ocultar: sem os trabalhadores, nada funciona. Durante a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":82079,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"litci_post_political_author":"PSTU - Brasil","footnotes":""},"categories":[121,3541],"tags":[],"class_list":["post-82077","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil","category-movimento-operario"],"fimg_url":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/petroleiros-1024x464-1.png","categories_names":["Brasil","Movimento Oper\u00e1rio"],"author_info":{"name":"lena","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/b9eb35b4c023b96c29c4a145a82c6c381b68f2c889c5427106ad5aab6df45b9d?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":"PSTU - Brasil","tagline":"A greve nacional dos petroleiros, iniciada em 15 de dezembro e mantida por 16 dias, foi deflagrada contra uma proposta rebaixada de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) apresentada pela Petrobras, que impunha perdas salariais e retirada de direitos. A categoria exigia a reposi\u00e7\u00e3o das perdas acumuladas em 2019 e 2020, reajuste salarial com ganhos reais, garantia dos direitos dos aposentados e a retirada dos ataques presentes na proposta da empresa, como a supress\u00e3o de folgas.","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/82077","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=82077"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/82077\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":82080,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/82077\/revisions\/82080"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/82079"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=82077"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=82077"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=82077"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}