{"id":82061,"date":"2026-01-15T18:43:31","date_gmt":"2026-01-15T18:43:31","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=82061"},"modified":"2026-01-19T11:53:28","modified_gmt":"2026-01-19T11:53:28","slug":"estados-unidos-uma-nova-ordem-mundial-para-o-ano-novo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2026\/01\/15\/estados-unidos-uma-nova-ordem-mundial-para-o-ano-novo\/","title":{"rendered":"Estados Unidos: Uma nova ordem mundial para o ano novo?"},"content":{"rendered":"\n<p>O final de 2025 trouxe tr\u00eas importantes documentos estrat\u00e9gicos redigidos pelos planejadores do imperialismo estadunidense. Tratava-se da National Security Strategy (NSS, Estrat\u00e9gia de Seguran\u00e7a Nacional) do presidente para 2025, o Relat\u00f3rio n.\u00ba 83 do Grupo de Trabalho sobre Seguran\u00e7a Econ\u00f4mica do Conselho de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores, intitulado \u00abVencer a corrida pelas tecnologias do amanh\u00e3\u00bb, e o \u00abRelat\u00f3rio anual ao Congresso sobre os avan\u00e7os militares e de seguran\u00e7a relacionados com a Rep\u00fablica Popular da China\u00bb do Departamento de Defesa\/Guerra.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Em conjunto, os tr\u00eas relat\u00f3rios pintam um panorama em que a posi\u00e7\u00e3o internacional do imperialismo estadunidense passa de um dom\u00ednio indiscut\u00edvel a ser obrigado a negociar seu lugar em uma nova ordem mundial. Embora os Estados Unidos mantenham sua superioridade econ\u00f4mica e militar, os grandes avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos da China e seu controle de setores estrat\u00e9gicos est\u00e3o encurtando rapidamente as dist\u00e2ncias. Todos os relat\u00f3rios apontam para um sistema econ\u00f4mico mundial que enfrenta o estagnamento e conflitos cada vez mais agudos entre as grandes pot\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p>O Conselho de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores reconhece que, para todos os pa\u00edses, \u00abcada vez mais, a economia e a seguran\u00e7a nacional convergiram\u2026\u00bb. As economias nacionais est\u00e3o sendo refor\u00e7adas pelo investimento estatal e pela \u00abpol\u00edtica industrial\u00bb, principalmente nos setores de armamento e defesa. Tamb\u00e9m houve um forte aumento do uso de restri\u00e7\u00f5es \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o desde 2018, o que indica um aumento da agressividade econ\u00f4mica.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Os pre\u00e7os das a\u00e7\u00f5es e o crescimento econ\u00f4mico dos Estados Unidos t\u00eam se mantido em grande parte gra\u00e7as ao investimento especulativo em \u00abintelig\u00eancia artificial\u00bb, a constru\u00e7\u00e3o de centros de dados e as tecnologias de vigil\u00e2ncia em massa. Apesar da import\u00e2ncia desses setores hipermodernos, os Estados Unidos est\u00e3o ficando muito atr\u00e1s em mat\u00e9ria de investimento. Como detalha o relat\u00f3rio do Conselho, nos \u00faltimos dez anos, \u00abo Governo chin\u00eas gastou aproximadamente 900 bilh\u00f5es de d\u00f3lares em intelig\u00eancia artificial, tecnologia qu\u00e2ntica e biotecnologia, mais do que o triplo do que o Governo americano destinou a essas tecnologias durante o mesmo per\u00edodo\u00bb.<br>Prev\u00ea-se que o status dos Estados Unidos como l\u00edder na produ\u00e7\u00e3o de semicondutores chegue em breve ao fim. Em 17 de dezembro, a Reuters informou sobre um ato de espionagem industrial aparentemente bem-sucedido que levou as empresas chinesas a construir m\u00e1quinas de litografia ultravioleta extrema que antes estavam fora de seu alcance. A China tamb\u00e9m est\u00e1 muito \u00e0 frente dos Estados Unidos em ve\u00edculos el\u00e9tricos e baterias de l\u00edtio, pain\u00e9is solares e ve\u00edculos a\u00e9reos n\u00e3o tripulados (drones).<\/p>\n\n\n\n<p><h1 class=\"wp-block-heading\">Esferas de influ\u00eancia e a queda da Europa<\/h1><\/p>\n\n\n\n<p>A Estrat\u00e9gia de Seguran\u00e7a Nacional \u00e9 especialmente clara ao afirmar sobre o refor\u00e7o das esferas de influ\u00eancia entre as \u00abgrandes\u00bb pot\u00eancias. O documento declara que os Estados Unidos \u00abafirmar\u00e3o e aplicar\u00e3o um \u201ccorol\u00e1rio Trump\u201d \u00e0 Doutrina Monroe\u00bb. A Doutrina Monroe \u00e9 uma ideia tradicional segundo a qual toda a Am\u00e9rica, o Caribe e as ilhas mais pr\u00f3ximas do Pac\u00edfico devem estar dominadas pelos Estados Unidos. Provavelmente, milh\u00f5es de pessoas morreram como consequ\u00eancia direta dessa pol\u00edtica. O grande temor dos planejadores da classe dirigente americana \u00e9 a crescente presen\u00e7a da China e, em menor medida, da R\u00fassia, na regi\u00e3o e no mundo. P\u00f4r fim a essa presen\u00e7a \u00e9 o que a NSS entende quando define o \u00abCorol\u00e1rio Trump\u00bb como negar \u00abaos competidores n\u00e3o hemisf\u00e9ricos a capacidade de posicionar for\u00e7as ou outras capacidades amea\u00e7adoras, ou de possuir ou controlar ativos estrategicamente vitais\u00bb no hemisf\u00e9rio ocidental. As campanhas militares contra a Venezuela e outros pa\u00edses da Am\u00e9rica Central e do Sul fazem parte dessa estrat\u00e9gia.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Tamb\u00e9m \u00e9 importante a marginaliza\u00e7\u00e3o da Europa como bloco importante e parceiro dos Estados Unidos. Segundo o economista Michael Roberts, \u00abespera-se que o crescimento da zona do euro desacelere em 0,2 pontos percentuais no pr\u00f3ximo ano, at\u00e9 1,2% em 2026\u00bb. Isso est\u00e1 muito abaixo do crescimento do PIB mundial, estimado em torno de 2,6%. O imperialismo europeu est\u00e1 perdendo rapidamente os \u00faltimos vest\u00edgios de suas posses coloniais formais, especialmente na \u00c1frica, o que coloca mais partes do mundo em jogo na nova luta interimperialista pelo territ\u00f3rio.Uma mudan\u00e7a importante no momento atual \u00e9 que a capacidade da Europa de se defender da R\u00fassia \u00e9 muito mais fraca do que antes. Os Estados Unidos fizeram gest\u00f5es ao governo russo indicando sua disposi\u00e7\u00e3o a aceitar linhas divis\u00f3rias de influ\u00eancia dentro da Ucr\u00e2nia e al\u00e9m. O apoio dos Estados Unidos \u00e0 R\u00fassia, ao conceder-lhe sua esfera de influ\u00eancia, deixa a Europa em sua posi\u00e7\u00e3o mais vulner\u00e1vel desde a Segunda Guerra Mundial.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Hoje em dia, a R\u00fassia realiza a\u00e7\u00f5es militares de \u00absabotagem\u00bb limitadas na Europa com um alcance sem precedentes, com pouca resposta europeia, exceto a tentativa dos pa\u00edses da UE de melhorar sua postura defensiva por meio de um maior gasto. Os Estados Unidos n\u00e3o v\u00e3o apoiar as a\u00e7\u00f5es da OTAN contra a R\u00fassia e anunciaram seus planos de se retirar da OTAN no prazo de uma d\u00e9cada. Tudo isso \u00e9 complicado pelo fato de que a perda do petr\u00f3leo russo tem sido devastadora para a economia alem\u00e3 e outras. Os pa\u00edses europeus dependem cada vez mais do fornecimento energ\u00e9tico dos Estados Unidos. Essa crescente depend\u00eancia pode contribuir para manobr\u00e1-los, e at\u00e9 mesmo potencialmente \u00e0 R\u00fassia, cada vez mais firmemente para uma posi\u00e7\u00e3o em que sintam que devem aceitar os acordos comerciais dos Estados Unidos.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Ao mesmo tempo que defende uma OTAN mais fraca e a dissolu\u00e7\u00e3o da UE, a NSS e sua vers\u00e3o mais longa n\u00e3o publicada apontam para a cria\u00e7\u00e3o ou revitaliza\u00e7\u00e3o de diversos organismos de coordena\u00e7\u00e3o multilateral. Isso inclui a ideia de criar uma coaliz\u00e3o &#8220;Core 5&#8221; (C5) formada pelos Estados Unidos, China, R\u00fassia, \u00cdndia e Jap\u00e3o. A ideia da C5 indica que os Estados Unidos n\u00e3o querem mais governar globalmente com a UE. A classe dirigente americana v\u00ea cada vez mais a UE como um obst\u00e1culo para reorganizar as rela\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas com a R\u00fassia e a China, cada uma em suas esferas de influ\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Contradi\u00e7\u00f5es da &#8220;decad\u00eancia<\/h2>\n\n\n\n<p><br>Na Estrat\u00e9gia de Seguran\u00e7a Nacional e em muitas declara\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, a administra\u00e7\u00e3o Trump repete a frase &#8220;paz atrav\u00e9s da for\u00e7a&#8221;. A frase \u00e9 uma tentativa de conectar-se com a crescente rejei\u00e7\u00e3o \u00e0s &#8220;guerras eternas&#8221; e \u00e0s interven\u00e7\u00f5es americanas no exterior em nome da &#8220;democracia&#8221;. No entanto, qualquer sentimento antimilitarista aparente da administra\u00e7\u00e3o \u00e9 uma fraude \u00f3bvia e c\u00ednica, como deixam claro as a\u00e7\u00f5es de Trump frente \u00e0 Venezuela.<br>Mais fundamentalmente, &#8220;a paz atrav\u00e9s da for\u00e7a&#8221; sinaliza o compromisso com uma suposta estrat\u00e9gia de dissuas\u00e3o e distens\u00e3o, especialmente no que diz respeito \u00e0s rela\u00e7\u00f5es com a China na esfera asi\u00e1tica e do Pac\u00edfico. Ou seja, assim como com a antiga URSS, armar-se at\u00e9 os dentes com a esperan\u00e7a de que a China renuncie a alterar o equil\u00edbrio de poder. Obviamente, a estrat\u00e9gia se aplica de maneira diferente na Am\u00e9rica Latina do que no Pac\u00edfico. Na Am\u00e9rica, e em menor medida na \u00c1frica, os Estados Unidos n\u00e3o temem empreender a\u00e7\u00f5es militares, que acreditam que ganhar\u00e3o, j\u00e1 que seu dom\u00ednio militar nessas \u00e1reas do mundo n\u00e3o foi enfrentado.<\/p>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\"><\/h6>\n\n\n\n<p>O documento da NSS parece favorecer a imposi\u00e7\u00e3o de uma mentalidade de \u00abfortaleza\u00bb na pol\u00edtica americana, o que poderia fazer com que os Estados Unidos fossem mais seletivos em suas interven\u00e7\u00f5es militares e de \u00abpoder brando\u00bb, pelo menos em compara\u00e7\u00e3o com princ\u00edpios de s\u00e9culo, quando o pa\u00eds iniciou duas ocupa\u00e7\u00f5es militares abertas. Ao mesmo tempo, como mostram o relat\u00f3rio anual do Departamento de Defesa sobre a China e os relat\u00f3rios do Grupo de Trabalho do Conselho de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores, a China est\u00e1 se aproximando rapidamente do ponto de alcan\u00e7ar a paridade militar b\u00e1sica em \u00e1reas-chave de conflito, incluindo o mar da China Meridional.<\/p>\n\n\n\n<p><br>De uma perspectiva regional, v\u00ea-se imediatamente que o apelo \u00e0 \u00abpaz atrav\u00e9s da for\u00e7a\u00bb significa na verdade adotar posturas militares ofensivas em todo o mundo. A paz n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel atrav\u00e9s da \u00abfor\u00e7a\u00bb imperialista, da \u00abdiplomacia\u00bb ou qualquer outro meio enquanto o capitalismo continuar existindo no mundo. A falta de confian\u00e7a dentro da classe dominante, a competi\u00e7\u00e3o, as lutas entre pa\u00edses pelos pontos estrat\u00e9gicos do com\u00e9rcio e outros fatores s\u00e3o elementos permanentes que desestabilizam a ordem mundial. Enquanto os Estados Unidos declaram a propriedade exclusiva do hemisf\u00e9rio ocidental, \u00e0 China n\u00e3o \u00e9 permitido um predom\u00ednio semelhante no mar da China Meridional.<\/p>\n\n\n\n<p><br>A NSS identifica a localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica de Taiwan, inclusive mais que sua ind\u00fastria de semicondutores, como a raz\u00e3o pela qual o pa\u00eds \u00e9 essencial para os interesses dos Estados Unidos. Situado entre os mares da China Oriental e Meridional, ao longo de uma rota comercial \u00abpela qual passa um ter\u00e7o do transporte mar\u00edtimo mundial a cada ano\u00bb, Taiwan \u00e9 tanto um poss\u00edvel ponto de partida para uma guerra interimperialista quanto a justificativa para a proposta de expans\u00e3o militar dos Estados Unidos na regi\u00e3o. Em nome da \u00abdissuas\u00e3o de conflitos\u00bb, a NSS pede \u00abpreservar a superioridade militar\u00bb no mar da China Meridional. Isso significa \u00abrefor\u00e7ar e fortalecer a presen\u00e7a militar [americana] no Pac\u00edfico ocidental\u00bb. Para refor\u00e7ar, fortalecer e dominar, \u00abos esfor\u00e7os diplom\u00e1ticos dos Estados Unidos devem se concentrar em pressionar nossos aliados e parceiros da primeira cadeia de ilhas para que permitam ao ex\u00e9rcito americano um maior acesso a seus portos e outras instala\u00e7\u00f5es, gastem mais em sua pr\u00f3pria defesa e, o que \u00e9 mais importante, invistam em capacidades destinadas a dissuadir a agress\u00e3o. Isso inter-relacionar\u00e1 as quest\u00f5es de seguran\u00e7a mar\u00edtima ao longo da primeira cadeia de ilhas, ao mesmo tempo que refor\u00e7ar\u00e1 a capacidade dos Estados Unidos e de seus aliados para frustrar qualquer tentativa de se apoderar de Taiwan ou alcan\u00e7ar um equil\u00edbrio de for\u00e7as t\u00e3o desfavor\u00e1vel para n\u00f3s que torne imposs\u00edvel a defesa daquela ilha\u00bb.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Os Estados Unidos n\u00e3o est\u00e3o nem podem estar dispostos a simplesmente ceder o controle de importantes rotas comerciais, cadeias de suprimento e tecnologias-chave ao pr\u00f3ximo melhor ofertante. Apesar de seus gestos de \u00abpaz\u00bb, a estrat\u00e9gia dos Estados Unidos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 China consiste em manter e mostrar seu dom\u00ednio militar por meio do aventurerismo pr\u00f3prio e de seus aliados e em expulsar o investimento chin\u00eas a n\u00edvel internacional. O capitalismo chin\u00eas tamb\u00e9m est\u00e1 jogando esse jogo, embora com uma economia em r\u00e1pido crescimento, um ex\u00e9rcito que ainda n\u00e3o viu as provas de guerra avan\u00e7ada e com pouca presen\u00e7a global, e a consci\u00eancia de que qualquer coisa pode ser um pretexto para os ataques dos Estados Unidos, tem se mostrado mais lento e disposto a trabalhar dentro das institui\u00e7\u00f5es internacionais.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Uma das partes n\u00e3o resolvidas da nova ordem mundial \u00e9 o papel do ex\u00e9rcito americano e seus parceiros do setor privado. A percep\u00e7\u00e3o de que o candidato Trump colocaria fim \u00e0s interven\u00e7\u00f5es dos Estados Unidos no exterior foi um fator importante em sua elei\u00e7\u00e3o. O aumento dos or\u00e7amentos de defesa nacional de todos os pa\u00edses para assumir a \u00abcarga\u00bb que antes era suportada pelos Estados Unidos em institui\u00e7\u00f5es como a OTAN e outros blocos militares regionais \u00e9 uma parte central da vis\u00e3o estrat\u00e9gica da administra\u00e7\u00e3o Trump (e do Projeto 2025). Ao mesmo tempo, renunciar ao direito de  movimentar tropas em qualquer parte do mundo, com algumas exce\u00e7\u00f5es parciais, seria uma concess\u00e3o inaceit\u00e1vel para a classe dominante americana.<\/p>\n\n\n\n<p><h1 class=\"wp-block-heading\">Em dire\u00e7\u00e3o a um movimento oper\u00e1rio internacionalista<\/h1><\/p>\n\n\n\n<p>Nos encontramos em um per\u00edodo de profunda incerteza e desordem. O desenvolvimento desigual do capitalismo e o decl\u00ednio relativo dos Estados Unidos est\u00e3o abalando as antigas hierarquias mundiais. Ao mesmo tempo, isso s\u00f3 est\u00e1 fazendo com que um sistema social violento e genocida seja ainda mais destrutivo. N\u00e3o h\u00e1 fim para o imperialismo americano apenas atrav\u00e9s desse processo. Os Estados Unidos est\u00e3o tentando criar uma fortaleza no hemisf\u00e9rio ocidental, formada internamente com Estados policiais burgueses e externamente projetada como plataforma de lan\u00e7amento para aventuras e guerras imperialistas.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Os trabalhadores n\u00e3o t\u00eam nada a ganhar se seguirem a corrente nacionalista e belicista de nossa classe dominante. Pelo contr\u00e1rio, devemos lutar pela solidariedade internacional e nos mobilizar contra as guerras e ocupa\u00e7\u00f5es imperialistas. A \u00fanica sa\u00edda para a situa\u00e7\u00e3o cada vez mais desesperadora dos Estados Unidos \u00e9 que os trabalhadores e os oprimidos rompam com todas as institui\u00e7\u00f5es pol\u00edticas do imperialismo americano e se organizem em nosso pr\u00f3prio nome, baseando-se em um programa internacionalista e socialista.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O final de 2025 trouxe tr\u00eas importantes documentos estrat\u00e9gicos redigidos pelos planejadores do imperialismo estadunidense. 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