{"id":81959,"date":"2025-12-05T20:15:44","date_gmt":"2025-12-05T20:15:44","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=81959"},"modified":"2025-12-19T13:38:24","modified_gmt":"2025-12-19T13:38:24","slug":"6o-encontro-da-rede-sindical-internacional-de-solidariedade-e-lutas-contra-as-guerras-imperialistas-os-ataques-aos-direitos-e-em-defesa-do-meio-ambiente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2025\/12\/05\/6o-encontro-da-rede-sindical-internacional-de-solidariedade-e-lutas-contra-as-guerras-imperialistas-os-ataques-aos-direitos-e-em-defesa-do-meio-ambiente\/","title":{"rendered":"6\u00ba Encontro da Rede Sindical Internacional de Solidariedade e Lutas: Contra as guerras imperialistas, os ataques aos direitos e em defesa do meio ambiente"},"content":{"rendered":"\n<p>Entre 13 e 16 de novembro de 2025, cerca de 200 sindicalistas e ativistas de organiza\u00e7\u00f5es sindicais e movimentos sociais reuniram-se na cidade de Chianciano Terme, na It\u00e1lia, para participar do 6\u00ba Encontro da Rede Sindical Internacional de Solidariedade e Lutas. O evento reafirmou a necessidade de fortalecer a a\u00e7\u00e3o internacional da classe trabalhadora diante da intensifica\u00e7\u00e3o dos conflitos, do avan\u00e7o da extrema-direita, das pol\u00edticas antissociais e da crise ambiental que afeta todo o planeta.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Representa\u00e7\u00e3o internacional ampla e diversa<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Delega\u00e7\u00f5es vindas de mais de 21 pa\u00edses participaram do encontro, incluindo Palestina, Ucr\u00e2nia, Brasil, Col\u00f4mbia, Equador, Paquist\u00e3o, Costa do Marfim, It\u00e1lia, Argentina, Rep\u00fablica Centro-Africana, Estado Espanhol, Venezuela, Senegal, Fran\u00e7a, Pol\u00f4nia, Gr\u00e3-Bretanha, Portugal, Estados Unidos, Alemanha e Su\u00ed\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Sindicatos de Sud\u00e3o, Benim, Togo, Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo e Burkina Faso tamb\u00e9m estavam previstos, mas seus representantes n\u00e3o puderam viajar por falta de visto \u2014 um reflexo direto das desigualdades globais e do fechamento de fronteiras que afeta especialmente militantes de pa\u00edses perif\u00e9ricos.<\/p>\n\n\n\n<p>A Rede Sindical Internacional congrega organiza\u00e7\u00f5es interprofissionais, federa\u00e7\u00f5es, sindicatos nacionais e locais, bem como correntes sindicais e movimentos sociais, respeitando as distintas realidades de luta em cada pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Debates centrais: guerra, democracia e meio ambiente<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O encontro foi fundamental para discutir estrat\u00e9gias de enfrentamento \u00e0s amea\u00e7as que rondam a classe trabalhadora: a ascens\u00e3o de governos autorit\u00e1rios e da extrema-direita, a precariza\u00e7\u00e3o generalizada das rela\u00e7\u00f5es de trabalho, a intensifica\u00e7\u00e3o das privatiza\u00e7\u00f5es, os ataques aos servi\u00e7os p\u00fablicos, e os impactos do capitalismo sobre o ambiente e sobre as popula\u00e7\u00f5es migrantes.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao longo dos quatro dias, os participantes se dividiram em reuni\u00f5es setoriais por categoria profissional \u2014 ind\u00fastria, educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e assist\u00eancia social, transporte, aposentados, call centers, setor p\u00fablico, cultura, log\u00edstica, postal, com\u00e9rcio e servi\u00e7os. Tamb\u00e9m foram realizadas mesas tem\u00e1ticas sobre ecologia, feminismo e direitos das mulheres e minorias de g\u00eanero, anticolonialismo, antirracismo, migra\u00e7\u00e3o e repress\u00e3o aos movimentos sociais.<\/p>\n\n\n\n<p>A defesa do meio ambiente esteve presente em v\u00e1rias interven\u00e7\u00f5es \u2014 e, simultaneamente ao encontro, uma delega\u00e7\u00e3o da CSP-Conlutas participou em Bel\u00e9m (Brasil) dos protestos contra a COP30, denunciando o esvaziamento das pol\u00edticas ambientais e a preval\u00eancia dos interesses das grandes corpora\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pain\u00e9is centrais: sindicalismo em tempos de guerra e avan\u00e7o da extrema-direita<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Dois debates em plen\u00e1rio marcaram o encontro. O primeiro abordou \u201co sindicalismo em contextos de guerras imperialistas\u201d, com interven\u00e7\u00f5es de representantes da Palestina e da Ucr\u00e2nia. Os sindicalistas sudaneses, que tamb\u00e9m fariam parte da mesa, n\u00e3o puderam comparecer devido \u00e0 negativa de vistos.<\/p>\n\n\n\n<p>Realizado na It\u00e1lia \u2014 pa\u00eds que recentemente registrou greves gerais e grandes manifesta\u00e7\u00f5es em solidariedade ao povo palestino \u2014, o evento teve forte car\u00e1ter simb\u00f3lico. A Rede contou com ativistas que estiveram na Marcha Global por Gaza e na Flotilha Global Sumud, a\u00e7\u00f5es de destaque na den\u00fancia do genoc\u00eddio e do apartheid impostos ao povo palestino.<\/p>\n\n\n\n<p>O segundo painel, composto por representantes de sindicatos de base italianos e por uma dirigente do metr\u00f4 de Buenos Aires, tratou das \u201crespostas sindicais ao crescimento global da extrema-direita\u201d, destacando o papel das organiza\u00e7\u00f5es de base na defesa das liberdades democr\u00e1ticas e dos direitos sociais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Manifesto reafirma princ\u00edpios e atualiza desafios<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No s\u00e1bado, o plen\u00e1rio discutiu e aprovou o Manifesto do 6\u00ba Encontro, reafirmando os princ\u00edpios centrais da Rede desde sua funda\u00e7\u00e3o: um sindicalismo combativo, democr\u00e1tico, aut\u00f4nomo, independente de patr\u00f5es e governos, anticapitalista, ecologista, internacionalista e comprometido com o combate a todas as formas de opress\u00e3o \u2014 machismo, racismo, homofobia, xenofobia, entre outras.<\/p>\n\n\n\n<p>O manifesto tamb\u00e9m atualiza an\u00e1lises sobre o contexto internacional e refor\u00e7a a import\u00e2ncia de que esse sindicalismo n\u00e3o se limite \u00e0s lutas econ\u00f4micas imediatas, mas se enra\u00edze no cotidiano das categorias e dos territ\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Internacionalismo como condi\u00e7\u00e3o para enfrentar a crise global<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O \u00faltimo dia foi dedicado \u00e0 vota\u00e7\u00e3o de diversas mo\u00e7\u00f5es em apoio a lutas sindicais e populares, bem como de den\u00fancias contra processos de repress\u00e3o em diversos pa\u00edses. O encerramento ficou a cargo das quatro organiza\u00e7\u00f5es que comp\u00f5em a coordena\u00e7\u00e3o da Rede: Solidaires, CGT, CUB e CSP-Conlutas.<\/p>\n\n\n\n<p>As organiza\u00e7\u00f5es presentes reafirmaram sua oposi\u00e7\u00e3o aos governos imperialistas que utilizam a guerra e a viol\u00eancia para garantir seus interesses econ\u00f4micos. O 6\u00ba Encontro demonstrou a import\u00e2ncia de ampliar o di\u00e1logo e a coopera\u00e7\u00e3o entre experi\u00eancias sindicais e movimentos de luta em diferentes pa\u00edses. A crise ambiental, a escalada das guerras e os ataques aos direitos b\u00e1sicos mostram que a classe trabalhadora enfrenta inimigos comuns: governos autorit\u00e1rios, empresas multinacionais e pol\u00edticas que priorizam o lucro em detrimento da vida humana e do planeta.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao conectar essas lutas, a Rede Sindical Internacional de Solidariedade e Lutas refor\u00e7a seu papel estrat\u00e9gico na constru\u00e7\u00e3o de um futuro socialista \u2014 na defesa de um mundo onde a explora\u00e7\u00e3o e a opress\u00e3o n\u00e3o sejam toleradas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre 13 e 16 de novembro de 2025, cerca de 200 sindicalistas e ativistas de organiza\u00e7\u00f5es sindicais e movimentos sociais reuniram-se na cidade de Chianciano Terme, na It\u00e1lia, para participar do 6\u00ba Encontro da Rede Sindical Internacional de Solidariedade e Lutas. 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