{"id":81852,"date":"2025-11-06T21:51:42","date_gmt":"2025-11-06T21:51:42","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=81852"},"modified":"2025-11-06T21:51:43","modified_gmt":"2025-11-06T21:51:43","slug":"31-dias-de-paralisacao-no-equador-repressao-e-resistencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2025\/11\/06\/31-dias-de-paralisacao-no-equador-repressao-e-resistencia\/","title":{"rendered":"31 Dias de Paralisa\u00e7\u00e3o no Equador: Repress\u00e3o e resist\u00eancia"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>As medidas impopulares de Noboa e o in\u00edcio da Paralisa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Desde o primeiro dia, o governo de Daniel Noboa revelou seu car\u00e1ter de classe: um regime a servi\u00e7o do imperialismo estadunidense, das corpora\u00e7\u00f5es multinacionais e dos grandes grupos econ\u00f4micos, principalmente o grupo de sua fam\u00edlia<a href=\"#_ftn1\" id=\"_ftnref1\">[1]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Para entender como o governo \u00e9 usado em benef\u00edcio pr\u00f3prio, basta observar que a d\u00edvida da Exportadora Bananera Noboa S.A. (parte do Grupo Noboa) com a Receita Federal (SRI) foi essencialmente &#8220;extinta&#8221; gra\u00e7as \u00e0 Lei Org\u00e2nica de Integridade P\u00fablica, aprovada em 2025 por iniciativa do presidente Daniel Noboa<a href=\"#_ftn2\" id=\"_ftnref2\">[2]<\/a>. Foi implementada uma anistia extraordin\u00e1ria, permitindo o perd\u00e3o autom\u00e1tico de 100% dos juros, multas e sobretaxas sobre d\u00edvidas fiscais contra\u00eddas at\u00e9 31 de dezembro de 2024, desde que o saldo devedor fosse pago antes de 31 de dezembro de 2025. Como resultado, a empresa principal do Grupo Noboa, que tinha uma d\u00edvida pendente de aproximadamente US$ 95-98 milh\u00f5es, viu sua d\u00edvida reduzida para meros US$ 3,5 milh\u00f5es em setembro de 2025 e, finalmente, declarou d\u00edvida zero com o Estado em 1\u00ba de outubro de 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, com o decreto que eliminou o subs\u00eddio ao diesel, a Noboa transferiu o fardo da crise capitalista para os ombros da classe trabalhadora, dos camponeses e dos povos ind\u00edgenas. A medida, apresentada com a ret\u00f3rica hip\u00f3crita da \u201cmoderniza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica\u201d, desferiu um golpe direto no transporte p\u00fablico, nos camponeses, nas economias comunit\u00e1rias, e suas consequ\u00eancias afetam toda a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em resposta, a CONAIE e amplos setores da sociedade se levantaram em 22 de setembro, iniciando uma Paralisa\u00e7\u00e3o nacional por tempo indeterminado que durou 31 dias.<\/p>\n\n\n\n<p>A Paralisa\u00e7\u00e3o foi uma express\u00e3o do descontentamento acumulado com um modelo econ\u00f4mico imposto pelo governo e pela classe que dele se beneficia, um modelo que concentra riqueza e destr\u00f3i as condi\u00e7\u00f5es de vida da popula\u00e7\u00e3o pobre<a href=\"#_ftn3\" id=\"_ftnref3\">[3]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Recusa do di\u00e1logo pelo governo Noboa<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Durante a Paralisa\u00e7\u00e3o, longe de abrir espa\u00e7os reais para negocia\u00e7\u00e3o, o governo fechou as portas para o di\u00e1logo, optando, em vez disso, pelo desgaste, repress\u00e3o e manipula\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da m\u00eddia. Noboa utilizou a estrat\u00e9gia de criminalizar os protestos, acusando os lutadores de serem \u201cterroristas\u201d<a href=\"#_ftn4\" id=\"_ftnref4\">[4]<\/a> e semeando o medo entre a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma \u00fanica mesa de di\u00e1logo foi organizada em Otavalo (prov\u00edncia de Imbabura) ap\u00f3s um dia de brutal repress\u00e3o \u2014 com mobiliza\u00e7\u00e3o militar e dezenas de feridos \u2014, mas essa mesa foi estabelecida sem consulta dos dirigentes \u00e0 base e serviu apenas como cortina de fuma\u00e7a para o governo, que n\u00e3o ofereceu acordos concretos nem prazos definidos.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Militariza\u00e7\u00e3o e Repress\u00e3o: O \u201cDi\u00e1logo\u201d do Governo Noboa<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>O regime de Noboa desencadeou uma verdadeira guerra interna contra o povo em resist\u00eancia. Sob o pretexto de \u201cordem p\u00fablica\u201d, decretou estado de emerg\u00eancia, militarizou as prov\u00edncias em luta e inundou as ruas com tropas, tanques e g\u00e1s lacrimog\u00eaneo.<\/p>\n\n\n\n<p>A repress\u00e3o deixou tr\u00eas mortos confirmados e dezenas de feridos<a href=\"#_ftn5\" id=\"_ftnref5\">[5]<\/a>. Os militares invadiram comunidades ind\u00edgenas, invadiram casas e assediaram l\u00edderes. Em Otavalo, o epicentro da resist\u00eancia, a repress\u00e3o foi brutal. O Estado burgu\u00eas mostrou sua verdadeira face: um aparato armado para defender os privil\u00e9gios dos ricos, n\u00e3o os direitos do povo.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>A Pol\u00edtica de Coopta\u00e7\u00e3o de Noboa por Meio de B\u00f4nus e Outras Formas de Manipula\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Enquanto reprimia com uma m\u00e3o, Noboa tentava comprar a \u201cpaz social\u201d com a outra. Ap\u00f3s decretar o fim do subs\u00eddio ao diesel, o governo lan\u00e7ou uma s\u00e9rie de \u201cb\u00f4nus compensat\u00f3rios\u201d e programas focalizados com o objetivo de neutralizar a mobiliza\u00e7\u00e3o popular. Anunciou, por exemplo, o B\u00f4nus de Compensa\u00e7\u00e3o Diesel, destinado principalmente a transportadores registrados, com valores que variavam de US$ 400 a US$ 1.000 por m\u00eas por ve\u00edculo, durante oito meses, com possibilidade de prorroga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Paralelamente ofereceu morat\u00f3rias fiscais e linhas de cr\u00e9dito facilitadas para pequenos produtores rurais e cooperativas. A hipocrisia do discurso governamental era evidente: o Estado perdoava dezenas de milh\u00f5es de d\u00f3lares a capitalistas, enquanto distribu\u00eda migalhas aos pobres e reprimia os manifestantes.<\/p>\n\n\n\n<p>A coopta\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi apenas econ\u00f4mica, mas tamb\u00e9m pol\u00edtica: Noboa lan\u00e7ou uma intensa campanha midi\u00e1tica para dividir o movimento ind\u00edgena e neutralizar seus\/suas dirigentes, prometendo projetos locais, acordos e \u201cajuda direta\u201d \u00e0s comunidades dispostas a suspender os bloqueios.<\/p>\n\n\n\n<p>Em suma, essa pol\u00edtica de coopta\u00e7\u00e3o foi o complemento perfeito para a repress\u00e3o: uma estrat\u00e9gia que buscava destruir a unidade de classe e desmobilizar as massas, garantindo que o ajuste neoliberal prosseguisse sem uma revolta generalizada.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>A resist\u00eancia do povo de Imbabura e o epicentro da luta em Otavalo<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>A prov\u00edncia de Imbabura, e especialmente Otavalo, tornou-se o cora\u00e7\u00e3o da revolta popular. De l\u00e1 se irradiaram os bloqueios de estradas, assembleias comunit\u00e1rias e mobiliza\u00e7\u00f5es que mantiveram o governo em xeque durante um m\u00eas inteiro.<\/p>\n\n\n\n<p>O povo de Imbabura demonstrou que a for\u00e7a organizada de baixo para cima pode desafiar o poder burgu\u00eas. Apesar da repress\u00e3o, as comunidades resistiram com dignidade, transformando Otavalo em um s\u00edmbolo de luta, solidariedade e dignidade.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, a Paralisa\u00e7\u00e3o n\u00e3o atingiu a mesma magnitude em todo o pa\u00eds. Em diversas prov\u00edncias, a repress\u00e3o foi mais eficaz, o controle da m\u00eddia maior e as dire\u00e7\u00f5es locais mais vacilantes. O isolamento do epicentro em Imbabura facilitou a manuten\u00e7\u00e3o do controle pol\u00edtico e econ\u00f4mico do governo em outras regi\u00f5es e, em \u00faltima an\u00e1lise, permitiu que ele impusesse sua estrat\u00e9gia de desgaste<a href=\"#_ftn6\" id=\"_ftnref6\">[6]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Divis\u00f5es internas no movimento ind\u00edgena e o fim da Paralisa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Em 22 de outubro, ap\u00f3s 31 dias de luta, Marlon Vargas, ent\u00e3o presidente da CONAIE, anunciou o fim da Paralisa\u00e7\u00e3o sem ter alcan\u00e7ado as reivindica\u00e7\u00f5es. A decis\u00e3o foi imposta sem consultar a base e em meio a fortes cr\u00edticas dos setores mais combativos. O fim da Paralisa\u00e7\u00e3o foi interpretado por muitos como uma rendi\u00e7\u00e3o \u00e0 press\u00e3o do governo.<\/p>\n\n\n\n<p>Parte da dire\u00e7\u00e3o, influenciada pelo eleitoralismo e pelo reformismo, optou pelo di\u00e1logo com o inimigo de classe. Enquanto a base resistia nas rodovias, alguns dirigentes buscavam acordos em Quito. O governo explorou essas divis\u00f5es para fragmentar a mobiliza\u00e7\u00e3o e enfraquecer a Paralisa\u00e7\u00e3o. O resultado foi uma Paralisa\u00e7\u00e3o sem dire\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria, onde a combatividade da base se chocava com a hesita\u00e7\u00e3o de sua c\u00fapula.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar disso, as comunidades mant\u00eam vivo o esp\u00edrito de luta e prometeram se reorganizar para continuar enfrentando os ataques neoliberais. A experi\u00eancia demonstra que, sem independ\u00eancia pol\u00edtica do Estado e da burguesia, nenhum movimento popular pode triunfar.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Consulta popular: Noboa, fiel seguidor do imperialismo estadunidense<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>O regime de Daniel Noboa age como um fiel servo do imperialismo estadunidense. Sob o pretexto de \u201cseguran\u00e7a e coopera\u00e7\u00e3o\u201d, permitiu a interfer\u00eancia militar e pol\u00edtica dos EUA em territ\u00f3rio equatoriano. Seguindo os passos de Trump e da extrema-direita continental, Noboa est\u00e1 promovendo uma agenda autorit\u00e1ria: mais militariza\u00e7\u00e3o, mais privatiza\u00e7\u00f5es e menos direitos trabalhistas e sociais. O governo atual \u00e9 uma clara express\u00e3o do capitalismo dependente e subserviente, que entrega a soberania nacional em troca do apoio do imperialismo e das elites financeiras.<\/p>\n\n\n\n<p>Como parte de sua ofensiva neoliberal, Noboa convoca um referendo popular para 16 de novembro com uma s\u00e9rie de reformas estruturais do Estado: entre elas, a possibilidade de permitir a instala\u00e7\u00e3o de bases militares estrangeiras no pa\u00eds, mudan\u00e7as no n\u00famero de deputados, a introdu\u00e7\u00e3o de contratos de trabalho por hora no setor de turismo, o retorno de cassinos em hot\u00e9is de luxo e a elabora\u00e7\u00e3o de uma nova Constitui\u00e7\u00e3o com o objetivo de modificar a Constitui\u00e7\u00e3o de 2008. Sob o pretexto de \u201cmoderniza\u00e7\u00e3o institucional\u201d, ele pretende apagar as conquistas hist\u00f3ricas dos trabalhadores, dos povos ind\u00edgenas e dos movimentos sociais.<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Vote N\u00c3O no referendo!\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Diante desse ataque, organiza\u00e7\u00f5es populares e a CONAIE lan\u00e7aram a campanha pelo \u201cN\u00c3O\u201d, convocando \u00e0 resist\u00eancia contra o avan\u00e7o do autoritarismo.<\/p>\n\n\n\n<p>Dizer N\u00c3O significa defender direitos arduamente conquistados, as terras comunit\u00e1rias, o direito de protestar e a autodetermina\u00e7\u00e3o dos povos. \u00c9 necess\u00e1rio transformar essa rejei\u00e7\u00e3o em um movimento pol\u00edtico de massas, independente do Estado e dos partidos burgueses, que articule uma verdadeira alternativa de classe.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Apoio e solidariedade \u00e0 resist\u00eancia no Equador<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>A Paralisa\u00e7\u00e3o de 31 dias foi uma batalha hist\u00f3rica do povo equatoriano contra o capitalismo dependente e o autoritarismo neoliberal.<\/p>\n\n\n\n<p>De toda a Am\u00e9rica Latina, devemos expressar nossa solidariedade ativa e internacionalista \u00e0s comunidades ind\u00edgenas, aos camponeses e aos trabalhadores do Equador.<\/p>\n\n\n\n<p>Sua luta faz parte de uma causa comum: a defesa da vida, da terra e dos direitos da classe trabalhadora, dos povos ind\u00edgenas, da juventude, das mulheres, dos\/as negros\/as e de todas as popula\u00e7\u00f5es oprimidas contra os governos do capital e do imperialismo.<\/p>\n\n\n\n<p>A experi\u00eancia da greve demonstra que somente uma organiza\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria de trabalhadores e camponeses, com um programa socialista, pode realmente confrontar a burguesia e alcan\u00e7ar um Equador livre da explora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\">[1]<\/a><a href=\"https:\/\/wambra.ec\/rey-del-banano-grupo-noboa-intereses-en-el-estado\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">El Rey del banano \u00bfQu\u00e9 es el grupo Noboa y cu\u00e1les son sus intereses en el Estado? | Wambra Medio Comunitario<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref2\" id=\"_ftn2\">[2]<\/a> <a href=\"https:\/\/www.expreso.ec\/actualidad\/economia\/exportadora-noboa-esta-es-la-cifra-final-que-pago-por-su-millonaria-deuda-en-el-sri-261793.html?utm_source=chatgpt.com\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ley de Daniel Noboa permiti\u00f3 que Bananera Noboa salde su deuda millonaria con el SRI<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref3\" id=\"_ftn3\">[3]<\/a> <a href=\"https:\/\/litci.org\/pt\/2025\/09\/20\/o-equador-se-levanta-para-enfrentar-o-ajuste-de-noboa\/\">https:\/\/litci.org\/pt\/2025\/09\/20\/o-equador-se-levanta-para-enfrentar-o-ajuste-de-noboa\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref4\" id=\"_ftn4\">[4]<\/a><a href=\"https:\/\/litci.org\/pt\/2025\/10\/15\/equador-e-onde-estao-os-terroristas\/?utm_source=copylink&amp;utm_medium=browser\">Equador | E onde est\u00e3o os terroristas? &#8211; Liga Internacional dos TrabalhadoresLiga Internacional dos Trabalhadores<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref5\" id=\"_ftn5\">[5]<\/a><a href=\"https:\/\/litci.org\/pt\/2025\/10\/15\/equador-governo-declara-guerra-aos-protestos-e-assassina-manifestantes\/\">https:\/\/litci.org\/pt\/2025\/10\/15\/equador-governo-declara-guerra-aos-protestos-e-assassina-manifestantes\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref6\" id=\"_ftn6\">[6]<\/a> <a href=\"https:\/\/litci.org\/pt\/2025\/10\/18\/equador-o-paro-nao-para\/\">https:\/\/litci.org\/pt\/2025\/10\/18\/equador-o-paro-nao-para\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As medidas impopulares de Noboa e o in\u00edcio da Paralisa\u00e7\u00e3o Desde o primeiro dia, o governo de Daniel Noboa revelou seu car\u00e1ter de classe: um regime a servi\u00e7o do imperialismo estadunidense, das corpora\u00e7\u00f5es multinacionais e dos grandes grupos econ\u00f4micos, principalmente o grupo de sua fam\u00edlia[1]. 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