{"id":81808,"date":"2025-11-03T23:10:20","date_gmt":"2025-11-03T23:10:20","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=81808"},"modified":"2025-11-03T23:11:14","modified_gmt":"2025-11-03T23:11:14","slug":"cronica-em-15-de-outubro-foi-uma-grande-jornada-de-luta-pela-palestina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2025\/11\/03\/cronica-em-15-de-outubro-foi-uma-grande-jornada-de-luta-pela-palestina\/","title":{"rendered":"Cr\u00f4nica | Em 15 de outubro foi uma grande jornada de luta pela Palestina"},"content":{"rendered":"\n<h5 class=\"wp-block-heading\">Catalunha<\/h5>\n\n\n\n<p>Na quarta-feira, 15 de outubro, no \u00e2mbito da jornada de luta para parar o genoc\u00eddio em Gaza e em solidariedade com o povo palestino, milhares de ativistas, com a juventude como protagonista e alguns setores da classe trabalhadora, como os portu\u00e1rios e bombeiros, sa\u00edram \u00e0s ruas de todo o Estado com o pano de fundo tamb\u00e9m de uma Greve Geral convocada pela maioria do sindicalismo alternativo. Por sua vez, e em sua linha morna, CCOO e UGT convocaram paradas de duas horas nos centros de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>A jornada come\u00e7ou de manh\u00e3 na Zona franca, na Ronda Litoral e em lugares de estudo como a UAB ou a UB onde os estudantes se mobilizaram em uma paralisa\u00e7\u00e3o de aulas bastante significativa do momento internacional que vivemos, marcado pelo terr\u00edvel genoc\u00eddio na Faixa de Gaza que, apesar do cessar-fogo e da paz dos cemit\u00e9rios de Trump e Netanyahu, continuou cobrando vidas dos palestinos estes dias, embora em um n\u00famero menor. O bloqueio da Ronda Litoral e as paralisa\u00e7\u00f5es universit\u00e1rias com r\u00e9plicas nos institutos de educa\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria, apesar das barreiras impostas por algumas dire\u00e7\u00f5es, representaram o tiro de partida para uma jornada com acompanhamento muito desigual devido a v\u00edcios que levam cada vez mais a convocar &#8211; mas n\u00e3o a trabalhar a fundo &#8211; os dias de greve.<\/p>\n\n\n\n<p>Por volta do meio-dia, as mobiliza\u00e7\u00f5es se deslocaram para os piquetes informativos, que percorreram o centro da cidade de Barcelona (Pla\u00e7a Universitat at\u00e9 Sants), ocuparam a esta\u00e7\u00e3o de trens para Girona ou o Carrefour de Lleida, em protestos solid\u00e1rios e de boicote \u00e0quelas empresas que apoiam o regime sionista e assassino de Benjamin Netanyahu. A numerosa representa\u00e7\u00e3o e aliada da classe trabalhadora e estudantes demonstrava mais uma vez a for\u00e7a decisiva da classe oper\u00e1ria que \u00e9 quem, com sua a\u00e7\u00e3o, pode mudar significativamente as coisas, como demonstra o alto ao fogo ao qual Israel foi obrigado a aceitar, apesar das concess\u00f5es que fez o Ham\u00e1s em Gaza.<\/p>\n\n\n\n<p>A jornada terminou com grandes manifesta\u00e7\u00f5es \u00e0 tarde. Em Barcelona, a atua\u00e7\u00e3o repressora dos Mossos d\u2019Esquadra, com lan\u00e7amento de g\u00e1s pimenta inclu\u00eddo, n\u00e3o impediu que mais de 50.000 pessoas desfilassem de maneira reivindicativa desde a Estaci\u00f3 de Sants, onde se havia tentado impedir a sa\u00edda da equipe de basquete israelense do Hapoel de Jerusal\u00e9m para o jogo que acabaram disputando a portas fechadas em Manresa, at\u00e9 o Consulado de Israel na Diagonal, onde a mobiliza\u00e7\u00e3o finalizou colocando um ponto final a uma jornada de luta e mobiliza\u00e7\u00f5es pelo povo palestino.<\/p>\n\n\n\n<p>Corrent Roig participamos das mobiliza\u00e7\u00f5es junto com o sindicato co.bas que faz parte da Taula Sindical de Catalunha. Em Sabadell, participamos das reuni\u00f5es preparat\u00f3rias do 15-O na cidade, onde conjuntamente com companheiras de L\u2019Obrera e ativistas da cidade ajudamos na constru\u00e7\u00e3o de uma assembleia de estudantes de institutos para construir a greve. Celebramos esta iniciativa que acreditamos pode ser um grande impulso para a reconstru\u00e7\u00e3o do movimento estudantil em Sabadell.<\/p>\n\n\n\n<p>Destacamos, particularmente a paralisa\u00e7\u00e3o de uns 80 trabalhadores e trabalhadoras da empresa Applus, uma empresa com numerosos contratos com empresas israelenses. A equipe demonstrou seu compromisso com a causa palestina e deixou n\u00edtido que\u00a0<strong>a classe trabalhadora n\u00e3o podemos nos permitir ser c\u00famplices do genoc\u00eddio<\/strong>\u00a0e temos que dizer alto e claro: \u201cN\u00e3o em nosso nome!\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A partir desta jornada, \u00e9 necess\u00e1rio continuar as mobiliza\u00e7\u00f5es, dado que a ocupa\u00e7\u00e3o israelense n\u00e3o acabou, os criminosos de guerra &#8211; come\u00e7ando por Benjamin Netanyahu &#8211; ainda n\u00e3o foram processados, continuam havendo mortos na faixa de Gaza, a ajuda humanit\u00e1ria ainda entra a conta-gotas e \u00e9 preciso acabar conseguindo uma Palestina livre do rio at\u00e9 o mar, um objetivo que s\u00f3 ser\u00e1 cumprido com a destrui\u00e7\u00e3o total do Estado sionista, assassino e colonial de Israel. Por isso, \u00e9 necess\u00e1rio continuar exigindo ao Governo espanhol de Pedro S\u00e1nchez, ao Governo catal\u00e3o de Salvador Illa, ao Governo da UE liderado por \u00darsula Von der Leyen e ao resto dos governos ocidentais que&nbsp;<strong>rompam de uma vez por todas e de verdade as rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas e comerciais com o estado sionista de Israel<\/strong>, come\u00e7ando por um embargo de armas massivo e efetivo.<\/p>\n\n\n\n<p><h3 class=\"wp-block-heading\"><\/h3><\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\">Madrid<\/h5>\n\n\n\n<p>Apesar do \u00abcessar-fogo\u00bb e do esfor\u00e7o de muitos meios de comunica\u00e7\u00e3o para transmitir a sensa\u00e7\u00e3o de que o genoc\u00eddio na Palestina havia chegado ao fim, v\u00e1rias centenas de milhares de pessoas sa\u00edram \u00e0s ruas contra o genoc\u00eddio e a cumplicidade criminosa dos governos imperialistas.<\/p>\n\n\n\n<p>A classe trabalhadora, @s jovens e estudantes, voltaram a demonstrar sua vontade de luta, al\u00e9m do papel vergonhoso da burocracia da CCOO e UGT. Uma burocracia sindical que, ap\u00f3s dois anos de massacre em Gaza e a enorme press\u00e3o social (Volta Cicl\u00edstica, a flotilha, a grande manifesta\u00e7\u00e3o de 4 de outubro), se viu obrigada a convocar paros parciais de duas horas nos centros de trabalho. Lamentavelmente, e como j\u00e1 nos t\u00eam acostumad@s, n\u00e3o moveram um \u00fanico dedo, al\u00e9m de algumas declara\u00e7\u00f5es em alguns meios e redes sociais, para organizar as paralisa\u00e7\u00f5es. Mesmo em v\u00e1rias empresas onde j\u00e1 existia o acordo para realizar as paralisa\u00e7\u00f5es, foram incapazes de cumpri-los.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde o sindicalismo alternativo, a partir da convoca\u00e7\u00e3o de CCOO e UGT, resolveu-se ir um passo al\u00e9m e fez-se um chamamento \u00e0 Greve Geral de 24hs. No caso do sindicato de Comiss\u00f5es de Base (co.bas), que tamb\u00e9m legalizou a greve de 24h, apostou-se por um dia de luta para que nas empresas e, em fun\u00e7\u00e3o da correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as, as diferentes se\u00e7\u00f5es sindicais e comit\u00eas de empresa propusessem paralisa\u00e7\u00f5es, assembleias, atos, e todo tipo de a\u00e7\u00f5es para conseguir visibilizar e denunciar o genoc\u00eddio do povo palestino. Este era um dos principais objetivos:\u00a0<strong>que a classe trabalhadora com seus m\u00e9todos e formas organizativas entrasse em cena de maneira consciente<\/strong>\u00a0para levantar sua voz contra o genoc\u00eddio e a ocupa\u00e7\u00e3o israelense. Fazer valer aquilo que tantas vezes dizemos de que \u00e0 classe oper\u00e1ria nada do que acontece na vida nos \u00e9 indiferente.<\/p>\n\n\n\n<p>Da Corriente Roja, apoiamos e participamos de maneira ativa durante toda o dia de luta, junto aos sindicatos alternativos e numerosos coletivos pol\u00edticos e sociais. N\u00e3o vamos negar que as dificuldades foram muitas e que a farsa do \u201cAcordo de paz\u201d de Trump e Netanyahu jogou contra como fator de desmobiliza\u00e7\u00e3o. Um acordo no qual a burocracia sindical se apoiou como desculpa para que nas empresas a incid\u00eancia da luta fosse pouca e estivesse longe do desejado.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Madrid, foram ocorrendo diferentes concentra\u00e7\u00f5es no centro da capital. \u00c0 primeira hora, um numeroso grupo de ativistas se manifestou em frente \u00e0 cadeia de roupas Primark e \u00e0 emblem\u00e1tica Telef\u00f3nica da Gran V\u00eda. De l\u00e1 e em manifesta\u00e7\u00e3o nos dirigimos \u00e0 Puerta del Sol, onde \u00e0s 12,00 da manh\u00e3 nos esperavam algun@s companheir@s, aposenat@s e as trabalhadoras do Setor Social, (que haviam convocado uma paralisa\u00e7\u00e3o de quatro horas) para se concentrar em frente ao Edif\u00edcio da Comunidade de Madrid. Pouco depois nos dirigimos ao Minist\u00e9rio de Assuntos Exteriores para a concentra\u00e7\u00e3o unit\u00e1ria convocada para as 13,00 horas e da Pra\u00e7a da Prov\u00edncia marchar junto aos estudantes de novo em dire\u00e7\u00e3o a uma Puerta del Sol repleta e combativa: \u201cDo rio at\u00e9 o mar, Palestina vencer\u00e1\u201d, \u201cPalestina liberdade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0s sete da tarde, estava convocada uma grande Manifesta\u00e7\u00e3o de Atocha at\u00e9 a Pra\u00e7a de Callao, liderada pelos sindicatos CGT, Solidaridad Obrera, co.bas, ASC e a Confedera\u00e7\u00e3o Intersindical, sob o lema da faixa: \u201cParemos tudo por Palestina. Alto ao genoc\u00eddio\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Corriente Roja, nos organizamos em um Bloco oper\u00e1rio-estudantil formado pela faixa do sindicato co.bas, a CRT, Contracorrente, P\u00e3o e Rosas e a Plataforma do Setor Social. Como vem sendo habitual, o \u00e2nimo e a combatividade voltaram a ser sua marca registrada durante todo o percurso. Consignas contra o genoc\u00eddio e a cumplicidade do Governo de Pedro S\u00e1nchez e da Comunidade de Madrid foram o denominador comum: \u201cComo n\u00e3o vou te odiar Ayuso, como n\u00e3o vou te odiar, se aplaudes os sionistas, enquanto nos falas de liberdade\u201d, \u201cJ\u00e1 queremos ver, j\u00e1 queremos ver, que Pedro S\u00e1nchez feche a Embaixada de Israel\u201d, \u201cOnde est\u00e3o n\u00e3o se v\u00eaem, as san\u00e7\u00f5es a Israel. Eu sei onde est\u00e3o, arquivadas em Ferraz\u201d, \u201cQue n\u00e3o, que n\u00e3o, que n\u00e3o, que Israel n\u00e3o \u00e9 um pa\u00eds, isso \u00e9 uma ocupa\u00e7\u00e3o\u201d, \u201cQue barbaridade, que barbaridade, que chamem pa\u00eds a uma base militar\u201d e gritos contra o mal chamado \u201cAcordo de Paz\u201d: \u201cN\u00e3o h\u00e1 paz se \u00e9 dirigida por Trump\u201d, \u201cN\u00e3o h\u00e1 solu\u00e7\u00e3o, com fome e ocupa\u00e7\u00e3o\u201d, entre outras.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao chegar \u00e0 Pra\u00e7a de Callao, aproximadamente \u00e0s 21h00, a companheira Andrea Zayas da dire\u00e7\u00e3o do sindicato co.bas e militante da Corrente Vermelha, leu um manifesto diante da cabeceira da manifesta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Da mesma maneira, queremos felicitar de todo cora\u00e7\u00e3o a l@s compa\u00f1er@s, pelo esfor\u00e7o e sua boa e ativa participa\u00e7\u00e3o durante todo o dia. O 15-O terminou como uma grande Jornada de luta nas ruas. Foram muitas as pessoas que novamente sa\u00edram \u00e0s ruas, e em alguns casos, tentaram bloquear e se enfrentaram \u00e0 pol\u00edcia. A luta continua, porque n\u00e3o h\u00e1 solu\u00e7\u00e3o com fome e ocupa\u00e7\u00e3o e como o pr\u00f3prio manifesto refletia, h\u00e1 que \u201ccontinuar trabalhando desde a base para seguir criando a unidade da classe trabalhadora e as\/os estudantes, como fizemos hoje. Continuar trabalhando por construir uma Greve Geral massiva que como na It\u00e1lia, pare a produ\u00e7\u00e3o de todo o pa\u00eds e coloque em xeque os governos europeus e sua cumplicidade com o estado sionista.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><h3 class=\"wp-block-heading\"><\/h3><\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\">Andaluc\u00eda<\/h5>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Sevilha amanheceu na quarta-feira sob a sombra da indigna\u00e7\u00e3o. Convocada como um dia de greve geral em apoio ao povo palestino, a cidade se uniu ao grito global contra o genoc\u00eddio em Gaza com um in\u00edcio de mobiliza\u00e7\u00f5es que marcaram o ritmo da capital durante todo o dia.<\/p>\n\n\n\n<p>A jornada come\u00e7ou cedo, refletindo o pulso da greve no \u00e2mbito estudantil e laboral. \u00c0s 9 da manh\u00e3, um piquete informativo se congregou nas portas do Reitorado da Universidade de Sevilha. Faixas e megafones tentaram conscientizar os primeiros estudantes e trabalhadores da necessidade de paralisar a atividade diante da barb\u00e1rie em Palestina. A convoca\u00e7\u00e3o, embora n\u00e3o tenha conseguido uma paralisa\u00e7\u00e3o total, fez-se notar nas universidades e institutos, com numerosas salas de aula e centros educativos vazios. Ao meio-dia, come\u00e7ou uma grande manifesta\u00e7\u00e3o que partiu da Pra\u00e7a Nova e se dirigiu \u00e0 Porta de Jerez, concentrando v\u00e1rios milhares de pessoas, com uma importante participa\u00e7\u00e3o do movimento estudantil e da juventude. O Sindicato de Estudantes, a CGT, as CJS, plataformas de apoio \u00e0 Palestina, organiza\u00e7\u00f5es como Barrios Hartos, blocos de estudantes e outros coletivos sociais e sindicais marchamos sob o lema \u00abParem o genoc\u00eddio!\u00bb e \u00abRuptura de rela\u00e7\u00f5es com Israel!\u00bb. Ao grito de \u00abA Palestina vencer\u00e1, do rio at\u00e9 o mar\u00bb, \u00abOnde est\u00e3o, n\u00e3o se v\u00eaem, as san\u00e7\u00f5es a Israel\u00bb ou \u00abPSOE, Sumar, basta de cumplicidade\u00bb, a marcha provocou os primeiros cortes de tr\u00e1fego da jornada na Avenida da Constitui\u00e7\u00e3o, obrigando a desvios no transporte p\u00fablico e no centro neur\u00e1lgico da cidade.<\/p>\n\n\n\n<p>O sentimento da jornada de luta se amplificou com a chegada das paralisa\u00e7\u00f5es laborais convocadas pelos principais sindicatos e a manifesta\u00e7\u00e3o da tarde. As paralisa\u00e7\u00f5es parciais de duas horas convocadas pela CCOO e UGT e a greve de 24 horas por parte dos sindicatos combativos como CGT ou SAT tiveram especial impacto no transporte e alguns servi\u00e7os p\u00fablicos, incluindo a televis\u00e3o p\u00fablica andaluza (Canal Sur), embora os servi\u00e7os m\u00ednimos decretados mantivessem a opera\u00e7\u00e3o essencial. Aqui \u00e9 importante ressaltar que faltou trabalho de base nos centros de trabalho e tamb\u00e9m nos de estudo, para debater e&nbsp;<strong>organizar de forma massiva e democr\u00e1tica esta grande jornada,<\/strong>&nbsp;pois era a melhor oportunidade de colocar \u00e0 frente a classe trabalhadora e o movimento estudantil a partir de sua pr\u00f3pria autoorganiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A grande manifesta\u00e7\u00e3o ocorreu \u00e0s 19:00 horas. O ponto de partida, a Barqueta, se tornou o epicentro da solidariedade andaluza. Milhares de pessoas, entre trabalhadores, ativistas, fam\u00edlias e estudantes, percorreram as ruas em uma marcha imponente que concluiu na Pra\u00e7a da Encarna\u00e7\u00e3o (Las Setas). O ambiente era de raiva contida e solenidade. O vermelho, verde e negro da bandeira palestina se multiplicava entre uma mar\u00e9 de vozes que exigiam um embargo de armas e o fim da ocupa\u00e7\u00e3o. Ao seu passar, a mobiliza\u00e7\u00e3o paralisou as grandes art\u00e9rias da cidade, demonstrando a capacidade do movimento para deter o ritmo cotidiano em defesa de uma causa que \u00e9 a causa de toda a humanidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Em conclus\u00e3o, a jornada de 15 de outubro em Sevilha foi uma clara demonstra\u00e7\u00e3o de solidariedade com a Palestina. Desde os primeiros piquetes at\u00e9 a manifesta\u00e7\u00e3o noturna multitudin\u00e1ria, a capital andaluza parou seu pulso para enviar uma mensagem contundente ao Governo central: a mobiliza\u00e7\u00e3o exige o fim da cumplicidade e o cessar da massacre, mas para isso \u00e9 necess\u00e1rio que\u00a0<strong>a classe oper\u00e1ria assuma a lideran\u00e7a desta luta.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><h3 class=\"wp-block-heading\"><\/h3><\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\">Gal\u00edcia<\/h5>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Na Gal\u00edcia, convocaram duas horas de paralisa\u00e7\u00e3o CCOO e UGT. Por sua parte, a CIG convocou 4 horas e co.bas, CGT, CUT e STAGE deram cobertura legal de 24 horas.<\/p>\n\n\n\n<p>Houve manifesta\u00e7\u00f5es tanto pela manh\u00e3 quanto \u00e0 tarde em todas as cidades da Gal\u00edcia, e destacamos especialmente a paralisa\u00e7\u00e3o dos trabalhadores da Navantia, que se concentraram no estaleiro de Ferrol em solidariedade com o povo palestino, assim como tamb\u00e9m algumas paralisa\u00e7\u00f5es not\u00e1veis nas f\u00e1bricas da Inditex, uma das empresas c\u00famplices do genoc\u00eddio.<\/p>\n\n\n\n<p>Corriente Roja estivemos nas assembleias preparat\u00f3rias da jornada, fizemos um trabalho de agita\u00e7\u00e3o nas ruas chamando \u00e0 participa\u00e7\u00e3o da jornada e estivemos presentes em v\u00e1rias manifesta\u00e7\u00f5es de v\u00e1rias cidades galegas. Apesar de sermos muito numerosos, acreditamos que a jornada coloca em cima da mesa a necessidade da unidade de a\u00e7\u00e3o na luta e caminhar em dire\u00e7\u00e3o a uma greve geral massiva que pare tudo, constru\u00edda de baixo para cima e com a classe oper\u00e1ria \u00e0 frente.<\/p>\n\n\n\n<p>Queremos denunciar tamb\u00e9m o papel nefasto dos meios de comunica\u00e7\u00e3o, que silenciaram toda mobiliza\u00e7\u00e3o e repercuss\u00e3o do dia de luta.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Catalunha Na quarta-feira, 15 de outubro, no \u00e2mbito da jornada de luta para parar o genoc\u00eddio em Gaza e em solidariedade com o povo palestino, milhares de ativistas, com a juventude como protagonista e alguns setores da classe trabalhadora, como os portu\u00e1rios e bombeiros, sa\u00edram \u00e0s ruas de todo o Estado com o pano de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":81809,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"litci_post_political_author":"Corriente Roja","footnotes":""},"categories":[8068,3512,228],"tags":[9306,2541,6180,9321,3952],"class_list":["post-81808","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-especial-palestina","category-estado-espanhol","category-palestina","tag-classe-trabalhadora","tag-gaza","tag-greve-geral","tag-mobilizacoes","tag-solidariedade-palestina"],"fimg_url":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/15-O.png","categories_names":["Especial Palestina","Estado Espanhol","Palestina"],"author_info":{"name":"lena","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/b9eb35b4c023b96c29c4a145a82c6c381b68f2c889c5427106ad5aab6df45b9d?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":"Corriente Roja","tagline":"A luta da classe trabalhadora pela justi\u00e7a social e solidariedade com a Palestina em tempos de opress\u00e3o.","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/81808","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=81808"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/81808\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":81811,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/81808\/revisions\/81811"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/81809"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=81808"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=81808"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=81808"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}