{"id":81772,"date":"2025-10-30T21:29:40","date_gmt":"2025-10-30T21:29:40","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=81772"},"modified":"2025-12-03T19:17:10","modified_gmt":"2025-12-03T19:17:10","slug":"retrato-da-destruicao-dependencia-e-subordinacao-devoram-a-natureza-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2025\/10\/30\/retrato-da-destruicao-dependencia-e-subordinacao-devoram-a-natureza-no-brasil\/","title":{"rendered":"Retrato da destrui\u00e7\u00e3o: Depend\u00eancia e subordina\u00e7\u00e3o devoram a natureza no Brasil"},"content":{"rendered":"\n<p>Por: Jeferson Choma |<\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil ocupa um lugar de destaque sombrio na crise clim\u00e1tica: \u00e9 historicamente o quarto maior emissor de Gases de Efeito Estufa (GEE) do mundo. No entanto, a origem de nossas emiss\u00f5es revela uma particularidade alarmante: ao contr\u00e1rio de pot\u00eancias industriais como EUA, China e R\u00fassia, o Brasil emite principalmente pela destrui\u00e7\u00e3o de seus ecossistemas. O desmatamento e a expans\u00e3o da agropecu\u00e1ria capitalista s\u00e3o os grandes vetores das emiss\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Quase metade de todas as emiss\u00f5es nacionais (48%) vem de queimadas e o desmatamento (mudan\u00e7as no uso do solo). Logo atr\u00e1s, a agropecu\u00e1ria responde sozinha por 27% do total, consolidando um modelo de devasta\u00e7\u00e3o que alimenta o aquecimento global.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa \u00e9 a face ambiental da reprimariza\u00e7\u00e3o da economia brasileira: um retorno \u00e0 depend\u00eancia de commodities. Nossa pauta de exporta\u00e7\u00f5es se concentra cada vez mais em bens prim\u00e1rios \u2014 como soja, min\u00e9rio de ferro e cana \u2014 enquanto a ind\u00fastria de bens manufaturados definha. Esse papel subalterno na divis\u00e3o global do trabalho redefiniu territ\u00f3rios, promove viol\u00eancia contra popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas, quilombolas e camponesas, acelerando a destrui\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica e o saque dos nossos recursos naturais.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Perdemos uma Bol\u00edvia em 30 anos<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Os n\u00fameros da devasta\u00e7\u00e3o s\u00e3o chocantes. Entre 1985 e 2023, o pa\u00eds perdeu mais de 110 milh\u00f5es de hectares de \u00e1reas naturais \u2014 uma extens\u00e3o equivalente a todo o territ\u00f3rio da Bol\u00edvia.<\/p>\n\n\n\n<p>As consequ\u00eancias j\u00e1 batem \u00e0 porta, e a crise h\u00eddrica lidera o cen\u00e1rio de emerg\u00eancia. Em 2024, o Brasil enfrentou a maior seca de sua hist\u00f3ria, intensificando um ciclo perverso: a estiagem alimenta as queimadas realizadas por grandes fazendeiros, que, por sua vez, avan\u00e7am sobre terras p\u00fablicas, expandindo a fronteira agr\u00edcola. S\u00f3 no ano passado, a \u00e1rea queimada no pa\u00eds aumentou 150%, com a Amaz\u00f4nia sozinha respondendo por mais da metade (51%) desse total.<\/p>\n\n\n\n<p>No centro desse colapso anunciado est\u00e1 o Cerrado, a &#8220;caixa d&#8217;\u00e1gua&#8221; do Brasil, onde nascem rios fundamentais para o abastecimento nacional. Em tr\u00eas d\u00e9cadas, o bioma perdeu quase metade de sua cobertura original (46%), com 26,5 milh\u00f5es de hectares devastados entre 1985 e 2020. Seu relevo plano, que favorece a agricultura mecanizada de gr\u00e3os, tornou-o alvo de uma destrui\u00e7\u00e3o sem freios \u2014 e sem prote\u00e7\u00e3o legal efetiva.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Brasil est\u00e1 secando<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>O resultado \u00e9 um pa\u00eds que est\u00e1 literalmente secando. Desde 1985, o Brasil j\u00e1 perdeu 30,8% de seus corpos h\u00eddricos naturais. E o pior est\u00e1 por vir: diante da cat\u00e1strofe clim\u00e1tica em curso, cientistas projetam que, entre 2071 e 2100, as temperaturas podem subir entre 4,5\u00b0C e 6\u00b0C, enquanto as chuvas podem cair pela metade em regi\u00f5es cr\u00edticas como Norte, Nordeste e Sudeste. O cen\u00e1rio \u00e9 de emerg\u00eancia. Enormes \u00e1reas do territ\u00f3rio brasileiro, inclusive onde est\u00e3o localizadas as grandes metr\u00f3poles do pa\u00eds, podem ficar inabit\u00e1veis at\u00e9 o final do s\u00e9culo.<\/p>\n\n\n\n<p><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\"><strong>M\u00e1quina de Destrui\u00e7\u00e3o<\/strong><\/mark><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Como o Estado brasileiro alimenta a devasta\u00e7\u00e3o do agroneg\u00f3cio<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>A devasta\u00e7\u00e3o ambiental no Brasil \u00e9 impulsionada pelo Estado brasileiro, por diferentes governos dos \u00faltimos 30 anos, que investiram massivamente na expans\u00e3o do agroneg\u00f3cio, modelo que associa o grande capital agroindustrial \u00e0 grande propriedade fundi\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos \u00faltimos 30 anos, diferentes governos (de FHC a Lula 3, passando por Dilma, Temer e Bolsonaro) investiram massivamente na expans\u00e3o do agroneg\u00f3cio por meio de cr\u00e9ditos p\u00fablicos \u2014 hoje centralizados no Plano Safra, como mostra o gr\u00e1fico abaixo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"758\" height=\"579\" src=\"http:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Captura-de-tela_30-10-2025_181323_.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-81773\" srcset=\"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Captura-de-tela_30-10-2025_181323_.jpeg 758w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Captura-de-tela_30-10-2025_181323_-300x229.jpeg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 758px) 100vw, 758px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Esse financiamento p\u00fablico subsidia a abertura de novas fronteiras agr\u00edcolas, onde o desmatamento, as queimadas e a t\u00e9cnica destrutiva do &#8220;corrent\u00e3o&#8221; avan\u00e7am sobre biomas como o Cerrado e a Amaz\u00f4nia. O objetivo declarado \u00e9 gerar super\u00e1vit comercial: garantir a entrada de d\u00f3lares no pa\u00eds por meio das exporta\u00e7\u00f5es de commodities para, em \u00faltima inst\u00e2ncia, remunerar o sistema financeiro com o pagamento dos juros e amortiza\u00e7\u00f5es da d\u00edvida p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse modelo explica por que a destrui\u00e7\u00e3o ambiental no Brasil est\u00e1 intrinsecamente ligada a conflitos agr\u00e1rios, grilagem de terras p\u00fablicas e viol\u00eancia contra comunidades tradicionais e povos ind\u00edgenas.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o Estado brasileiro promove uma s\u00e9rie de obras de infraestrutura para beneficiar o agroneg\u00f3cio, facilitando o escoamento de suas safras \u2014 como \u00e9 o caso da constru\u00e7\u00e3o de portos ou da expans\u00e3o rodovi\u00e1ria, a exemplo da BR-319 (leia ao lado) \u2014 ou permitindo maior oferta de energia, tal como foi o desastre representado pela constru\u00e7\u00e3o de Belo Monte, obra promovida pelos governos de Lula e Dilma.<\/p>\n\n\n\n<p><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\"><strong>Saiba mais<\/strong><\/mark><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Como funciona o moinho sat\u00e2nico da destrui\u00e7\u00e3o ambiental no Brasil<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"662\" height=\"714\" src=\"http:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Captura-de-tela_30-10-2025_181348_.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-81774\" srcset=\"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Captura-de-tela_30-10-2025_181348_.jpeg 662w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Captura-de-tela_30-10-2025_181348_-278x300.jpeg 278w\" sizes=\"auto, (max-width: 662px) 100vw, 662px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>1- O governo brasileiro oferece cr\u00e9ditos p\u00fablicos ao agroneg\u00f3cio, que financia a expans\u00e3o da agricultura sobre biomas como o Cerrado e a Amaz\u00f4nia.<\/p>\n\n\n\n<p>2 &#8211; Esse modelo garante a alta das exporta\u00e7\u00f5es de commodities.<\/p>\n\n\n\n<p>3 &#8211; Gera-se um super\u00e1vit na balan\u00e7a comercial (exporta-se mais do que importa).<\/p>\n\n\n\n<p>4 &#8211; Com isso, o pa\u00eds arrecada mais d\u00f3lares, moeda usada pelo governo para pagar os juros e amortizar a d\u00edvida p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\"><strong>Planejando a cat\u00e1strofe<\/strong><\/mark><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Governo Lula aprofunda cat\u00e1strofe ambiental<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>A extrema direita bolsonarista \u00e9 inimiga declarada do meio ambiente. Sua plataforma defende abertamente a invas\u00e3o de terras ind\u00edgenas e o desmonte da legisla\u00e7\u00e3o ambiental, com um claro projeto de &#8220;passar a boiada&#8221; se retornarem ao governo.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, o governo Lula n\u00e3o vem combatendo a destrui\u00e7\u00e3o ambiental. Na verdade, para al\u00e9m de discursos em que cobra dos pa\u00edses ricos responsabilidade na crise clim\u00e1tica, seu governo, na pr\u00e1tica, aprofunda a cat\u00e1strofe ambiental.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao apoiar pol\u00edticas que funcionam como verdadeiras bombas clim\u00e1ticas e aceleram a destrui\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia, o governo perpetua um modelo extrativista que h\u00e1 d\u00e9cadas devasta o pa\u00eds e entrega nossos recursos ao imperialismo.<\/p>\n\n\n\n<p>Um exemplo claro disso s\u00e3o as negocia\u00e7\u00f5es com o governo Trump, nas quais o tema da explora\u00e7\u00e3o de minerais cr\u00edticos e terras raras tem sido inclu\u00eddo na pauta. Paralelamente, o governo busca atrair a instala\u00e7\u00e3o de data centers no Brasil e j\u00e1 assinou uma medida provis\u00f3ria para conceder isen\u00e7\u00e3o fiscal ao setor \u2013 cujo impacto ambiental \u00e9 brutal, especialmente pelo consumo intensivo de \u00e1gua e energia, sem trazer benef\u00edcios reais para o pa\u00eds. O grau de submiss\u00e3o \u00e9 tamanho que o pr\u00f3prio Lula chegou a dizer que durante as conversas com Trump &#8220;n\u00e3o pintou qu\u00edmica, pintou uma ind\u00fastria petroqu\u00edmica&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Como se n\u00e3o bastasse, o governo n\u00e3o enfrenta as pautas de destrui\u00e7\u00e3o ambiental aprovadas pelo Congresso \u2013 inimigo do povo e do meio ambiente. Ao contr\u00e1rio, a postura do governo \u00e9 de negociar e at\u00e9 viabilizar alguns ataques, como, por exemplo, a flexibiliza\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o ambiental para grandes empreendimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Vejamos algumas das pautas defendidas pelo governo que aprofundam a cat\u00e1strofe ambiental e aumentam nossa depend\u00eancia econ\u00f4mica.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Petr\u00f3leo na Amaz\u00f4nia: a contradi\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Lula tornou-se um dos maiores entusiastas da explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo na Margem Equatorial, fronteira mar\u00edtima que se estende pela costa amaz\u00f4nica. Os n\u00fameros dessa aposta s\u00e3o perigosos: caso todo o petr\u00f3leo da regi\u00e3o seja extra\u00eddo e queimado, ser\u00e3o lan\u00e7adas na atmosfera entre 4 e 13 bilh\u00f5es de toneladas de CO\u2082 \u2013 volume equivalente \u00e0s emiss\u00f5es somadas de Estados Unidos e China em 2020.<\/p>\n\n\n\n<p>O risco, por\u00e9m, n\u00e3o se resume \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Um eventual vazamento amea\u00e7aria a chamada Amaz\u00f4nia Azul, regi\u00e3o de manguezais mais extensa do planeta, vital para pescadores e comunidades tradicionais. Um detalhe: os manguezais t\u00eam capacidade de absorver o dobro de carbono que uma floresta tropical.<\/p>\n\n\n\n<p>A explora\u00e7\u00e3o do petr\u00f3leo na regi\u00e3o s\u00f3 vai servir \u00e0s grandes petroleiras internacionais e aos acionistas estrangeiros da Petrobras, que embolsam a renda petrol\u00edfera do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>BR-319: asfaltando a destrui\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>No cora\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia, o governo insiste no asfaltamento da BR-319, rodovia que liga Porto Velho (RO) a Manaus (AM). A hist\u00f3ria j\u00e1 mostrou que estradas na regi\u00e3o funcionam como art\u00e9rias de desmatamento, abrindo caminho para grileiros, madeireiros e pecuaristas. E os efeitos j\u00e1 s\u00e3o mensur\u00e1veis: ap\u00f3s a defesa p\u00fablica da obra por Lula, o desmatamento no entorno da estrada aumentou 85,2% entre setembro e dezembro de 2024, na compara\u00e7\u00e3o com igual per\u00edodo de 2023.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Hidrovias: os rios entregues ao mercado<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>No dia 29 de setembro, o governo publicou decreto concedendo \u00e0 iniciativa privada as hidrovias dos rios Madeira, Tocantins e Tapaj\u00f3s \u2013 tr\u00eas dos mais importantes cursos d\u2019\u00e1gua da Amaz\u00f4nia. A medida tende a acelerar o assoreamento, a polui\u00e7\u00e3o h\u00eddrica e o impacto sobre comunidades ribeirinhas, transformando rios em corredores de commodity.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Ferrogr\u00e3o: o trem do agroneg\u00f3cio<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Apresentada como solu\u00e7\u00e3o log\u00edstica, a Ferrogr\u00e3o \u2013 ferrovia que ligar\u00e1 Sinop (MT) a Miritituba (PA) \u2013 \u00e9, na vis\u00e3o de especialistas, um vetor de devasta\u00e7\u00e3o. O tra\u00e7o ferrovi\u00e1rio deve pressionar terras ind\u00edgenas, unidades de conserva\u00e7\u00e3o e ampliar o desmatamento em regi\u00f5es cr\u00edticas, al\u00e9m de causar eros\u00e3o e polui\u00e7\u00e3o generalizada.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto o Brasil chega aos f\u00f3runs globais vestindo o manto ambiental, a pr\u00e1tica continua sendo de pol\u00edticas atreladas a um modelo extrativista que ignora a ci\u00eancia e aprofunda a depend\u00eancia do pa\u00eds.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por: Jeferson Choma | O Brasil ocupa um lugar de destaque sombrio na crise clim\u00e1tica: \u00e9 historicamente o quarto maior emissor de Gases de Efeito Estufa (GEE) do mundo. 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