{"id":81699,"date":"2025-10-19T00:45:48","date_gmt":"2025-10-19T00:45:48","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=81699"},"modified":"2025-10-21T02:43:05","modified_gmt":"2025-10-21T02:43:05","slug":"a-geracao-z-e-a-vontade-de-liberdade-do-nepal-ao-paraguai-a-juventude-rebelde-desafia-governos-e-expoe-a-falencia-do-capitalismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2025\/10\/19\/a-geracao-z-e-a-vontade-de-liberdade-do-nepal-ao-paraguai-a-juventude-rebelde-desafia-governos-e-expoe-a-falencia-do-capitalismo\/","title":{"rendered":"A gera\u00e7\u00e3o Z e a vontade de liberdade: Do Nepal ao Paraguai, a juventude rebelde desafia governos e exp\u00f5e a fal\u00eancia do capitalismo"},"content":{"rendered":"\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Por: Renata Fran\u00e7a | <\/h6>\n\n\n\n<p>A chamada gera\u00e7\u00e3o Z, nascida entre 1997 a 2012, em plenos tempos de guerras, cat\u00e1strofes clim\u00e1ticas, desemprego estrutural, frustra\u00e7\u00e3o com a democracia neoliberal e suas falsas promessas, tem protagonizado levantes em diferentes partes do mundo. No Nepal, Qu\u00eania, Indon\u00e9sia, Filipinas, Madagascar, Marrocos, Bangladesh, Peru e Paraguai centenas de milhares de jovens t\u00eam tomado as ruas, estremecendo governos e expondo o mal-estar profundo com o capitalismo em crise.<\/p>\n\n\n\n<p>Os estopins das mobiliza\u00e7\u00f5es variam. Em alguns pa\u00edses s\u00e3o as pol\u00edticas de austeridade, como a reforma da Previd\u00eancia no Peru ou os gastos bilion\u00e1rios com a Copa do Mundo em Marrocos, enquanto hospitais e escolas est\u00e3o \u00e0 mingua. Em outros, o gatilho \u00e9 a repress\u00e3o e medidas bonapartistas, como o bloqueio de 26 redes sociais no Nepal, a Lei da Anistia no Peru ou a morte do blogueiro Albert Ojwang no Qu\u00eania.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas por tr\u00e1s dos motivos imediatos, h\u00e1 um tra\u00e7o comum na sua din\u00e2mica: essas revoltas nascem e se articulam nas redes sociais, especialmente no TikTok, X e Discord. \u00c9 ali que uma juventude hiperconectada toma consci\u00eancia das injusti\u00e7as globais, constr\u00f3i uma linguagem pr\u00f3pria e converte a frustra\u00e7\u00e3o em a\u00e7\u00e3o direta, que explode em protestos com muita radicalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>O passo das redes para as ruas \u00e9 r\u00e1pido \u2014 e quando o fazem, questionam n\u00e3o s\u00f3 medidas pontuais, mas todo um sistema: governos corruptos, elites pol\u00edticas privilegiadas e uma estrutura social que condena milh\u00f5es \u00e0 mis\u00e9ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas o que esses jovens realmente querem? E o que essa rebeldia difusa, fragmentada e global revela sobre o nosso tempo?<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"http:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Franca-1536x864-1-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-81700\" srcset=\"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Franca-1536x864-1-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Franca-1536x864-1-300x169.jpg 300w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Franca-1536x864-1-768x432.jpg 768w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Franca-1536x864-1.jpg 1536w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Gera\u00e7\u00e3o do fim do mundo?<\/h4>\n\n\n\n<p>A revolta da gera\u00e7\u00e3o Z nasce da frusta\u00e7\u00e3o com o futuro prometido pelo capitalismo. Guiada pelo desejo de contestar uma sociedade corro\u00edda pela corrup\u00e7\u00e3o, destrui\u00e7\u00e3o ambiental e guerras, a revolta que os leva \u00e0s ruas expressa o despertar de uma juventude que vivencia a sensa\u00e7\u00e3o de fim do planeta e do seu pr\u00f3prio futuro.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas que futuro \u00e9 esse? O que resta a uma gera\u00e7\u00e3o que j\u00e1 n\u00e3o acredita na promessa de progresso e estabilidade, pilares do capitalismo do p\u00f3s-guerra?<\/p>\n\n\n\n<p>Diferente das gera\u00e7\u00f5es anteriores, que lutavam por direitos sociais e pelo Estado de bem-estar social, os jovens de hoje n\u00e3o aspiram um futuro melhor dentro deste sistema que consideram podre, e at\u00e9 duvidam de que haver\u00e1 algum futuro.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse sentimento de desesperan\u00e7a j\u00e1 vinha se gestando entre os millenials \u2014 a gera\u00e7\u00e3o mais escolarizada e, paradoxalmente, mais precarizada. Mas se para eles a ascens\u00e3o social j\u00e1 parecia um mito distante, para os mais jovens essa perspectiva simplesmente ruiu.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos pa\u00edses onde explodiram as mobiliza\u00e7\u00f5es, a desigualdade \u00e9 brutal. Madagascar, por exemplo, tem 80% da popula\u00e7\u00e3o vive abaixo da linha da pobreza e 42% dos jovens est\u00e3o desempregados. O Peru, segundo a OCDE, \u00e9 o quinto pa\u00eds do mundo com a maior propor\u00e7\u00e3o de jovens que n\u00e3o estudam nem trabalham. A maioria dos pa\u00edses onde explodem os protestos est\u00e3o abaixo da 110\u00aa posi\u00e7\u00e3o no IDH mundial.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o surpreende, portanto, que a desigualdade social e a corrup\u00e7\u00e3o sejam o combust\u00edvel das revoltas. Nas Filipinas, a exibi\u00e7\u00e3o de carros de luxo por empreiteiros bilion\u00e1rios viralizou e causou um levante contra o roubo sistem\u00e1tico do dinheiro p\u00fablico. Na Indon\u00e9sia, o governo foi obrigado a cortar privil\u00e9gios de pol\u00edticos. Em Marrocos, o grito que ecoa nas ruas \u00e9: \u201cFim da corrup\u00e7\u00e3o!\u201d No Paraguai, os jovens resumiram o esp\u00edrito de sua luta na palavra de ordem: \u201cSomos 99,9%. N\u00e3o queremos corrup\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Mas essa raiva coletiva contra os privil\u00e9gios dessa elite corrupta \u00e9 apenas uma rebeldia difusa ou carrega tamb\u00e9m a semente de algo novo?<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">A bandeira de One Piece e a vontade de liberdade<\/h4>\n\n\n\n<p>Entre os s\u00edmbolos das manifesta\u00e7\u00f5es, um se destaca: a bandeira de One Piece. A caveira com chap\u00e9u de palha, do anime japon\u00eas, tornou-se \u00edcone inesperado das ruas.<\/p>\n\n\n\n<p>Luffy, o protagonista do anime, n\u00e3o busca poder, fama, nem riqueza. Seu \u201csuper-poder\u201d \u2013 um corpo emborrachado \u2013 \u00e9 fulgaz. O tra\u00e7o que o faz forte \u00e9 a caracter\u00edstica chamada de \u201cvontade herdada\u201d de liberdade. Ele quer ser o Rei dos Piratas porque acredita que isso o tornar\u00e1 o homem mais livre do mundo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"http:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/one-piece_capa-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-81701\" srcset=\"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/one-piece_capa-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/one-piece_capa-300x169.jpg 300w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/one-piece_capa-768x432.jpg 768w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/one-piece_capa.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Em suas viagens, ele e seu bando de piratas enfrenta governos tir\u00e2nicos e ajuda comunidades a se libertar da opress\u00e3o, e depois segue seu caminho sem sede de domina\u00e7\u00e3o ou poder.<\/p>\n\n\n\n<p>A refer\u00eancia n\u00e3o \u00e9 aleat\u00f3ria. Diante de uma sociedade que vende \u201cliberdade\u201d via consumo e empreendedorismo, a gera\u00e7\u00e3o Z se identifica com quem rompe as regras e desafia os tiranos como forma de conquistar a verdadeira liberdade.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, Luffy parece mais aut\u00eantico que os l\u00edderes pol\u00edticos tradicionais: ele representa a vontade de liberdade, amizade e lealdade, valores que inexistentes \u00e0 l\u00f3gica fria do lucro e ao pragmatismo pol\u00edtico, ao qual a esquerda da ordem tamb\u00e9m se rendeu.<\/p>\n\n\n\n<p>Pode parecer curioso que o s\u00edmbolo de uma juventude em rebeldia contra o capitalismo venha de um anime, produto da pr\u00f3pria ind\u00fastria cultural. Mas essa contradi\u00e7\u00e3o mostra como a luta ideol\u00f3gica tamb\u00e9m se d\u00e1 num terreno simb\u00f3lico, onde os jovens reapropriam o que o mercado tenta lhes impor.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">A rebeldia e a falta de um projeto pol\u00edtico alternativo<\/h4>\n\n\n\n<p>A indigna\u00e7\u00e3o que leva milh\u00f5es \u00e0s ruas por justi\u00e7a social e contra as elites enfrenta a resposta brutal dos governos. No Nepal, 74 mortos e mais de mil presos. No Qu\u00eania, 30 assassinados e centenas de feridos. Na Indon\u00e9sia, oito mortos, 1.200 detidos. Em Madagascar, 22 mortos; em Marrocos, tr\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>A viol\u00eancia policial mostra o medo da burguesia de que a energia difusa e espont\u00e2nea dessa juventude transborde os limites da ordem institucional e se transforme em algo mais perigoso: uma rebeli\u00e3o consciente.<\/p>\n\n\n\n<p>O capitalismo em crise n\u00e3o deixa margem de manobra que permita aos governos, atrav\u00e9s de simples medidas paliativas, garantir melhoras reais para a vida do povo. A crise exige um patamar superior de explora\u00e7\u00e3o e mecanismos de saque dos pa\u00edses perif\u00e9ricos, na \u00c1sia, Africa e Am\u00e9rica do Sul, vitais para os blocos imperialistas em disputa. Por isso, governos de direita e de \u201cesquerda\u201d recorrem a m\u00e9todos bonapartistas para tentar conter as rebeli\u00f5es, mas elas seguem e at\u00e9 derrubam esses governos que s\u00e3o agentes dessa pilhagem, ainda que essa domina\u00e7\u00e3o imperialista apare\u00e7a sob a forma de corrup\u00e7\u00e3o e autoritarismo dos governos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Madagascar, o presidente Andry Rajoelina n\u00e3o teve outra alternativa que n\u00e3o demitir todos os seus ministros e tentar montar um novo governo, e mesmo assim a popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o saiu das ruas e exigiram Fora Rajoelina. No Nepal, o primeiro-ministro Khadga Prasad Oli caiu, ap\u00f3s a casa de v\u00e1rios pol\u00edticos e o parlamento serem incendiados. Novas elei\u00e7\u00f5es foram convocadas para mar\u00e7o de 2026. No Peru, derrubaram a j\u00e1 impopular Dina Boluarte, e exigem a ren\u00fancia do novo presidente interino, Jos\u00e9 Jer\u00ed.<\/p>\n\n\n\n<p>Os levantes tem abalado os regimes e at\u00e9 derrubado os governos, mas ainda n\u00e3o constroem uma alternativa de poder. O dilema \u00e9 at\u00e9 que ponto essa rebeldia espont\u00e2nea pode chegar a luta anticapitalista.<\/p>\n\n\n\n<p>As redes sociais, que impulsionam e organizam os protestos, s\u00e3o ao mesmo tempo um importante instrumento e tamb\u00e9m um limite: permitem a\u00e7\u00e3o r\u00e1pida, coordenam protestos da noite pro dia com centenas de milhares de pessoas, mas n\u00e3o criam estruturas duradouras e com independ\u00eancia de classe. Grupos como Gen Z 212, Morocco Youth Voices ou Gera\u00e7\u00e3o Z Madagascar coordenam mobiliza\u00e7\u00f5es com enorme agilidade, mas n\u00e3o t\u00eam a organicidade necess\u00e1ria para transformar revolta em programa pol\u00edtico.<\/p>\n\n\n\n<p>A estrutura horizontal e sem a identifica\u00e7\u00e3o de l\u00edderes n\u00e3o \u00e9 uma novidade, e mais uma vez s\u00e3o vistas nas ruas as m\u00e1scara de Guy Fawkes, usada pelo personagem do V de Vingan\u00e7a, expressando a nega\u00e7\u00e3o do sistema e dos m\u00e9todos pol\u00edticos tradicionais, mas sem a clareza sobre o que construir em seu lugar.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Transformar indigna\u00e7\u00e3o em consci\u00eancia de classe<\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 preciso romper com o horizonte imediato da moral anticorrup\u00e7\u00e3o e entender que o verdadeiro inimigo n\u00e3o s\u00e3o apenas os pol\u00edticos corruptos, mas o pr\u00f3prio sistema capitalista e a domina\u00e7\u00e3o imperialista que sustenta sua mis\u00e9ria.<\/p>\n\n\n\n<p>A supera\u00e7\u00e3o desse horizonte e um programa classista e de ruptura capitalista ser\u00e1 forjado na alian\u00e7a dessa juventude com os trabalhadores que amargam o mesmo destino decadente imposto pelos planos de austeridade imperialistas e suas burguesias locais.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Como fazer a ponte entre a juventude rebelde e os trabalhadores que enfrentam a mesma explora\u00e7\u00e3o?<\/h4>\n\n\n\n<p>O cen\u00e1rio de pobreza crescente, desemprego, fome e corrup\u00e7\u00e3o que indigna a gera\u00e7\u00e3o Z \u00e9 tamb\u00e9m o que pode empurr\u00e1-la para uma ruptura mais profunda. Em Marrocos, a medida que as manifesta\u00e7\u00f5es se alastram para os bairros perif\u00e9ricos, passam a incorporar a luta por emprego e moradia. No Peru, as manifesta\u00e7\u00f5es da gera\u00e7\u00e3o Z destravaram um processo de luta que se propagou para setores da classe trabalhadora, culminando na 12\u00aa greve do transporte em Lima, em 2 de outubro, e a paralisa\u00e7\u00e3o no porto de Callao. A rea\u00e7\u00e3o repressiva de Boluarte, que tratou a greve como \u201cterrorismo urbano\u201d foi um empurr\u00e3o para sua queda.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos demais pa\u00edses, \u00e9 preciso construir essa ponte. A gera\u00e7\u00e3o Z \u00e9 filha da barb\u00e1rie neoliberal e herdeira das derrotas impostas pela esquerda da ordem, mas tamb\u00e9m carrega em si a for\u00e7a das vit\u00f3rias das lutas passadas e a centelha da revolu\u00e7\u00e3o que desponta das novas gera\u00e7\u00f5es. Suas formas de mobiliza\u00e7\u00e3o, surgidas das redes sociais e marcadas pela espontaneidade, precisam se ligar \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es da classe trabalhadora. Mesmo travadas por burocracias sindicais e projetos reformistas, essas organiza\u00e7\u00f5es, quando impulsionadas por um ascenso da luta, podem mudar de rumo rapidamente e se tornar o motor capaz de paralisar a economia e atingir os setores que concentram a riqueza. \u00c9 dessa alian\u00e7a, entre a rebeldia juvenil e o poder produtivo dos trabalhadores, que pode nascer uma for\u00e7a capaz de colocar nas cordas o poder institucional e abrir caminho para organismos que expressem o poder real dos de baixo.<\/p>\n\n\n\n<p>A tarefa dos revolucion\u00e1rios \u00e9 ligar essa rebeldia a um projeto socialista em cada pa\u00eds e uma perspectiva internacionalista, capaz de transformar a raiva \u00e0s elites em \u00f3dio de classe e a revolta em estrat\u00e9gia de poder da classe oprimida. Essa tarefa s\u00f3 pode ser cumprida at\u00e9 o fim por uma organiza\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria em cada pa\u00eds, que fa\u00e7a parte da constru\u00e7\u00e3o uma Internacional revolucion\u00e1ria e socialista, capaz de unir a experi\u00eancia da classe trabalhadora e a ousadia das novas gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por: Renata Fran\u00e7a | A chamada gera\u00e7\u00e3o Z, nascida entre 1997 a 2012, em plenos tempos de guerras, cat\u00e1strofes clim\u00e1ticas, desemprego estrutural, frustra\u00e7\u00e3o com a democracia neoliberal e suas falsas promessas, tem protagonizado levantes em diferentes partes do mundo. 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