{"id":81596,"date":"2025-10-07T14:59:33","date_gmt":"2025-10-07T14:59:33","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=81596"},"modified":"2025-10-07T14:59:34","modified_gmt":"2025-10-07T14:59:34","slug":"marrocos-nos-somos-a-juventude-nao-somos-parasitas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2025\/10\/07\/marrocos-nos-somos-a-juventude-nao-somos-parasitas\/","title":{"rendered":"Marrocos: N\u00f3s somos a juventude, n\u00e3o somos parasitas"},"content":{"rendered":"\n<p>Por: Cesar Neto<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Introdu\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>H\u00e1 uma evidente onda de lutas que sacode a \u00c1frica. Inicialmente localizadas na \u00c1frica subsaariana (Quenia, Gana, Mo\u00e7ambique, Angola e Madag\u00e1scar) agora se expande para o norte da \u00c1frica com as mobiliza\u00e7\u00f5es em Marrocos. Todas essas lutas tem um car\u00e1ter explosivo, radicalizadas e sem uma dire\u00e7\u00e3o classista. A juventude marroquina, cansada de pagar pela crise do capitalismo diz alto e bom som: <\/em>N\u00f3s somos a juventude, n\u00e3o somos parasitas. <em>&nbsp;H\u00e1 tamb\u00e9m a greve dos petroleiros da maior e mais moderna refinaria do continente localizada na Nig\u00e9ria.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>As mobiliza\u00e7\u00f5es come\u00e7aram no dia 27 de setembro, convocada pela chamada Gera\u00e7\u00e3o Z, que no Marrocos \u00e9 conhecida como Gera\u00e7\u00e3o Z 212. O 212 se refere ao c\u00f3digo de discagem internacional do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>As mobiliza\u00e7\u00f5es foram crescendo ao longo dos dias e seu \u00e1pice foi dia 2 de outubro, com enfrentamentos com a pol\u00edcia em quase todas as cidades importantes do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p><em>A estrada que liga o aeroporto de Agadir \u00e0 metr\u00f3pole costeira do sul do Marrocos ainda &nbsp; carregava as cicatrizes das 48 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; horas de viol\u00eancia anteriores na quinta-feira, 2 de outubro. Ao passar por Inezgane, uma cidade nos arredores de Agadir, &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; era poss\u00edvel ver na estrada as marcas enegrecidas dos pneus queimados pelos manifestantes na noite de ter\u00e7a-feira. A &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; pol\u00edcia de choque mobilizada naquele dia teve que recuar enquanto jovens furiosos atiravam&nbsp; pedras, alguns dos quais participaram do inc\u00eandio de uma ag\u00eancia postal.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Um pouco mais adiante, o hipermercado Marjane, em Inezgane, foi alvo de ataques: sua fachada imponente est\u00e1 &nbsp;&nbsp;&nbsp; crivada de lascas de pedra. Essa viol\u00eancia, que o movimento GenZ 212 &#8230;. conseguiu conter durante os primeiros dias de &nbsp; mobiliza\u00e7\u00e3o, redobrou de intensidade na noite de quarta-feira, ap\u00f3s tiros disparados pela pol\u00edcia em frente a uma &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; brigada da gendarmaria em Lqliaa, que deixaram tr\u00eas mortos.&nbsp; <\/em>(Le Monde &#8211; 04.10.2025)<\/p>\n\n\n\n<p>Os analistas da burguesia est\u00e3o impactados com a resposta da juventude aos seus problemas. Manifesta\u00e7\u00f5es dessa magnitude s\u00e3o raras,&nbsp; Marrocos que \u00e9 visto pelos pa\u00edses imperialistas como um farol de estabilidade no Oriente M\u00e9dio e no norte da \u00c1frica. As autoridades planejam investir US$ 35 bilh\u00f5es em infraestrutura nos pr\u00f3ximos anos, sendo que uma parte consider\u00e1vel ser\u00e1 destinada as obras de infraestrutura e est\u00e1dios de futebol. Em 2030 o Mundial de Futebol ser\u00e1 realizado simultaneamente em Portugal, Espanha e no Marrocos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>As raz\u00f5es estruturais das mobiliza\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Marrocos \u00e9 um dos maiores produtores mundiais de fosfato, produz autom\u00f3veis e autope\u00e7as, al\u00e9m de grande exportador de frutas e alimentos. Isto coloca o pa\u00eds como 60\u00b0 PIB entre&nbsp; 216 pa\u00edses. Marrocos tamb\u00e9m tem grandes reserva de petr\u00f3leo que ainda s\u00e3o pouco exploradas. O pa\u00eds \u00e9 considerado como emergente, suas empresas foram privatizadas desde 1993 e v\u00e1rios setores foram liberalizados do monop\u00f3lio estatal. Mant\u00e9m acordos de livre comercio com os Estados Unidos e Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n\n\n\n<p>Se a economia vai bem&nbsp; o mesmo n\u00e3o se pode dizer da situa\u00e7\u00e3o de vida dos trabalhadores e das massas em geral.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sa\u00fade: \u201cOs est\u00e1dios est\u00e3o aqui, mas onde est\u00e3o os hospitais?\u201d<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O servi\u00e7o de sa\u00fade, tem uma infraestrutura prec\u00e1ria, faltam recursos humanos e poucos recursos financeiros. Marrocos gasta 885 dirhams per capita em sa\u00fade enquanto a vizinha Tunisia gasta 2.900 dirhams, por ano. Com essa escassez de recursos faltam medicamentos e suprimentos nos hospitais<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 apenas 4 m\u00e9dicos para cada 10.000 pessoas. As filas para ser atendidos s\u00e3o intermin\u00e1veis e quando s\u00e3o atendidas, os hospitais n\u00e3o tem equipamentos e o paciente \u00e9 obrigado a pagar seus exames nas cl\u00ednicas privadas.<\/p>\n\n\n\n<p>A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 t\u00e3o prec\u00e1ria que em Agadir, oito mulheres morreram durante o trabalho de parto o que causou grande indigna\u00e7\u00e3o e mobiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Por esses motivos os jovens gritam nas ruas: \u201cOs est\u00e1dios est\u00e3o aqui, mas onde est\u00e3o os hospitais?\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Educa\u00e7\u00e3o: \u201cN\u00e3o estudo para emigrar\u201d<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A taxa de desemprego oficial \u00e9 de 13,3% n\u00famero este bastante questionado. A economia em processo de contra\u00e7\u00e3o n\u00e3o consegue absorver os estudantes graduados nas universidades. Os jovens entre 15 e 24 anos&nbsp; apresentam um recorde de 36,7% de desempregados.<\/p>\n\n\n\n<p>O elevado \u00edndice de desemprego deve se agravar com a crise na ind\u00fastria automobil\u00edstica que emprega 200 mil pessoas direta e indiretamente. Tamb\u00e9m o setor de servi\u00e7os com 800 call centers e 90 mil trabalhadores tamb\u00e9m est\u00e1 amea\u00e7ado pelas novas&nbsp; leis francesas que s\u00e3o o principal cliente.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da bronca contra o desemprego&nbsp; os jovens se enfrentam tamb\u00e9m com um projeto de lei sobre o ensino superior e pesquisa, submetido no final de setembro ao parlamento, que em ess\u00eancia&nbsp; limitam o direito de organiza\u00e7\u00e3o dentro das institui\u00e7\u00f5es universit\u00e1rias, minando a liberdade de express\u00e3o e a filia\u00e7\u00e3o pol\u00edtica dos estudantes. Al\u00e9m disso, essa lei abre caminho para a privatiza\u00e7\u00e3o das universidades p\u00fablicas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Est\u00e1dios de futebol e infraestrutura para o mundial ou investimentos para sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A gota d\u2019agua para a explos\u00e3o da juventude foi a enorme contradi\u00e7\u00e3o entre as p\u00e9ssimas condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade educa\u00e7\u00e3o, aumento no desemprego e da infla\u00e7\u00e3o e os altos investimentos que ser\u00e3o destinados a constru\u00e7\u00e3o de est\u00e1dios para a Copa do Mundo de Futebol em 2030. Est\u00e3o sendo constru\u00eddos tr\u00eas novos est\u00e1dios ao mesmo tempo que reformam e se ampliam outros com o objetivo de sedia Copa Africana de Na\u00e7\u00f5es, em dezembro pr\u00f3ximo.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa \u00e9 a explica\u00e7\u00e3o para consigna: \u201cOs est\u00e1dios est\u00e3o aqui, mas onde est\u00e3o os hospitais?\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A participa\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora nas mobiliza\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A participa\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora n\u00e3o se deu como uma iniciativa coletiva, mas na forma de participa\u00e7\u00e3o individual. Por exemplo, ainda n\u00e3o se tem noticia de alguma fabrica importante tenha parado em apoio a luta da Gera\u00e7\u00e3o 2 212. Aos contr\u00e1rio as centrais sindicais mantiveram um silencio c\u00famplice com o governo.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao visitar as p\u00e1ginas das quatro centrais sindicais n\u00e3o encontramos nenhuma not\u00edcia das mobiliza\u00e7\u00f5es. Ao contr\u00e1rio, um delas, Union Marocaine du Travail, ostenta com orgulho na sua p\u00e1gina que:&nbsp; <em>\u201creceberam uma importante delega\u00e7\u00e3o do Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI) e apela aos respons\u00e1veis do Fundo para que adotem uma abordagem social que rompa com os ditames do topo que n\u00e3o t\u00eam em conta a realidade econ\u00f3mica e social de Marrocos\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 que se fazer um forte chamado aos trabalhadores das ind\u00fastrias, das minas de fosfato, etc para que se juntem as mobiliza\u00e7\u00f5es. S\u00f3 a unidade da juventude com os trabalhadores poder\u00e1 levar a uma grande vit\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A juventude \u00e0 frente e sem dire\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nos \u00faltimos protestos na \u00c1frica subsaariana (Quenia, Gana, Mo\u00e7ambique e Angola) ficou evidente o peso da participa\u00e7\u00e3o da juventude e essa tend\u00eancia agora se confirma em Marrocos.<\/p>\n\n\n\n<p>Outros dois pontos comuns \u00e9 a heroica for\u00e7a de luta dos setores juvenis que deve ser reverenciada,&nbsp; por outro lado, a grande debilidade que \u00e9 a falta de uma dire\u00e7\u00e3o pol\u00edtica revolucion\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>As mobiliza\u00e7\u00f5es est\u00e3o sendo&nbsp; convocadas atrav\u00e9s das m\u00eddias sociais pelo Gera\u00e7\u00e3o Z, que usa com s\u00edmbolo a caveira do One Piece e um programa democr\u00e1tico burgu\u00eas.&nbsp; Em Marrocos eles declaram: <em>Exigimos a demiss\u00e3o do atual governo por sua falha em proteger os direitos constitucionais dos marroquinos em suas demanda sociais, disse o GenZ 212<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Uma caracter\u00edstica importante \u00e9 que nos pa\u00edses onde Gera\u00e7\u00e3o Z teve um papel protag\u00f4nico a quest\u00e3o da derrubada dos governos esteve sempre presente, tanto no Quenia, como Nepal e Madagascar.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Derrubar o governo&nbsp; do primeiro-ministro Aziz Akhannouch<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A estrutura pol\u00edtica do Marrocos est\u00e1 assentado em uma monarquia constitucional e o governo \u00e9 presidido pelo primeiro ministro. Caso o primeiro Ministro Aziz Akhannouch caia, com ele cair\u00e3o os dois ministros respons\u00e1veis pelos setores mais criticados pelos manifestantes \u2014 Amine Tahraoui, da Sa\u00fade, e Mohamed Saad Berrada, da Educa\u00e7\u00e3o \u2014 pertencem ao Rassemblement National des Ind\u00e9pendants e s\u00e3o pr\u00f3ximos de Aziz Akhannouch.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Nenhuma confian\u00e7a na Monarquia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O site de not\u00edcias local Aldar descreveu a Gera\u00e7\u00e3o Z 212 como um movimento que n\u00e3o exige justi\u00e7a social al\u00e9m das constantes nacionais, ao mesmo tempo em que declara explicitamente seu compromisso de respeitar a institui\u00e7\u00e3o real sob a lideran\u00e7a do Rei Mohammad VI e manter a unidade territorial marroquina.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao mesmo tempo que se luta pela queda do primeiro ministro Aziz Akhannouch \u00e9 preciso n\u00e3o ter nenhuma ilus\u00e3o na monarquia e em seu monarca Muhammad VI&nbsp; (Muhammad bin Hassan).&nbsp; \u00c9 muito importante constatar que o regime de domina\u00e7\u00e3o marroquino \u00e9 composto pelo primeiro ministro e a monarquia, que ali\u00e1s, \u00e9 quem determina os rumos do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Estender a luta para os pa\u00edses \u00e1rabes vizinhos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 uma enorme preocupa\u00e7\u00e3o da burguesia quanto a possibilidade dessas manifesta\u00e7\u00f5es incentivarem outros povos \u00e1rabes do norte da \u00c1frica a entrarem em luta e criar uma Nova Primavera \u00c1rabe. Em 2010, uma onda de protestos e levantes populares, que ficou conhecido como Primavera \u00c1rabe, come\u00e7ou na Tun\u00edsia e se espalhou por v\u00e1rios pa\u00edses do Norte da \u00c1frica e do Oriente M\u00e9dio, entre eles: Egito, L\u00edbia, S\u00edria, I\u00eamen,&nbsp; Bahrein, Arg\u00e9lia, Marrocos, Om\u00e3 e Sud\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Uma nova Primavera \u00c1rabe e a luta em defesa da Palestina<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os elementos para uma a\u00e7\u00e3o combinada de luta nos pa\u00edses \u00e1rabes j\u00e1 est\u00e3o presentes. A crise econ\u00f4mica, o colapso das reservas cambiais, escassez de combust\u00edveis, infla\u00e7\u00e3o e desemprego em alta prepararam o cen\u00e1rio para uma nova Primavera Arabe.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma nova Primavera \u00c1rabe, desestabilizaria os governos regionais que se omitem na defesa de Gaza e as massas nas ruas, seguramente, levantariam a bandeira da Palestina livre do rio ao mar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por: Cesar Neto Introdu\u00e7\u00e3o: H\u00e1 uma evidente onda de lutas que sacode a \u00c1frica. Inicialmente localizadas na \u00c1frica subsaariana (Quenia, Gana, Mo\u00e7ambique, Angola e Madag\u00e1scar) agora se expande para o norte da \u00c1frica com as mobiliza\u00e7\u00f5es em Marrocos. Todas essas lutas tem um car\u00e1ter explosivo, radicalizadas e sem uma dire\u00e7\u00e3o classista. 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