{"id":81359,"date":"2025-08-06T16:38:55","date_gmt":"2025-08-06T16:38:55","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=81359"},"modified":"2025-08-06T16:38:57","modified_gmt":"2025-08-06T16:38:57","slug":"a-longa-luta-dos-trabalhadores-panamenhos-contra-o-imperialismo-americano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2025\/08\/06\/a-longa-luta-dos-trabalhadores-panamenhos-contra-o-imperialismo-americano\/","title":{"rendered":"A longa luta dos trabalhadores panamenhos contra o imperialismo americano"},"content":{"rendered":"\n<p>Por: James Marsh<\/p>\n\n\n\n<p>A greve nacional no Panam\u00e1 est\u00e1 se aproximando do seu terceiro m\u00eas na luta dos sindicatos militantes e as organiza\u00e7\u00f5es ativistas dos movimentos sociais para rejeitar as pol\u00edticas antioper\u00e1rias do presidente Jos\u00e9 Ra\u00fal Mulino. A greve apresentou consider\u00e1vel resist\u00eancia \u00e0 implementa\u00e7\u00e3o das mudan\u00e7as pol\u00edticas neoliberais no Panam\u00e1, mas seus participantes enfrentaram intensa repress\u00e3o das for\u00e7as estatais.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora a greve esteja chegando ao fim, ela demonstra a disposi\u00e7\u00e3o da classe oper\u00e1ria panamenha em lutar por seus interesses. Tamb\u00e9m marca um novo cap\u00edtulo na longa hist\u00f3ria de resist\u00eancia da classe trabalhadora panamenha ao imperialismo americano e seus colaboradores na oligarquia panamenha.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma revis\u00e3o da hist\u00f3ria da luta de classes no Panam\u00e1 mostra como as corpora\u00e7\u00f5es multinacionais, os interesses militares americanos e os oligarcas panamenhos mantiveram seu dom\u00ednio sobre o pa\u00eds e explica por que essa combina\u00e7\u00e3o de for\u00e7as eclodiu na atual onda de greves, \u00e0 medida que a classe trabalhadora panamenha lan\u00e7ou uma nova onda de resist\u00eancia aos ataques do imperialismo americano.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Panam\u00e1 e o Imperialismo Americano<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Zona do Canal do Panam\u00e1, a \u00e1rea que se estende por oito quil\u00f4metros em ambos os lados do Canal do Panam\u00e1, foi uma col\u00f4nia americana no in\u00edcio do s\u00e9culo XX.<\/p>\n\n\n\n<p>O descontentamento popular com essa coloniza\u00e7\u00e3o americana, que dividiu o Panam\u00e1 em dois, desencadeou um movimento estudantil em 1964, que provocou protestos massivos. A pol\u00edcia da Zona do Canal e as for\u00e7as militares americanas tentaram reprimir os protestos e, em 9 de janeiro, mataram 22 panamenhos, muitos deles estudantes, no que ficou conhecido como a Revolta do Dia dos M\u00e1rtires.<\/p>\n\n\n\n<p>O descontentamento popular no Panam\u00e1 seria cooptado pelo l\u00edder bonapartista, General Omar Torrijos, que tomou o poder ap\u00f3s um golpe em 1968. Torrijos e seu partido governaram com pol\u00edticas de colabora\u00e7\u00e3o de classes que faziam concess\u00f5es aos trabalhadores e camponeses, mantendo a burguesia no poder e com fortes la\u00e7os econ\u00f4micos com os capitalistas americanos. Isso, ao cooptar o descontentamento da classe oper\u00e1ria, desviou seus esfor\u00e7os pol\u00edticos dos objetivos socialistas. Torrijos adotou um modelo nacional-desenvolvimentista para o Panam\u00e1, que inclu\u00eda a nacionaliza\u00e7\u00e3o do Canal do Panam\u00e1, seguindo os passos do presidente eg\u00edpcio Gamal Abdel Nasser, que havia nacionalizado com sucesso o Canal de Suez.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma das pol\u00edticas nacionalistas implementadas por Torrijos foi a reforma agr\u00e1ria, realizada entre 1969 e 1977. A United Brands, conhecida como United Fruit Co. antes de 1970, monopolizava efetivamente as exporta\u00e7\u00f5es de banana do pa\u00eds naquela \u00e9poca. Torrijos respondeu \u00e0 press\u00e3o popular redistribuindo parte das terras excedentes da empresa e impondo um pequeno imposto de exporta\u00e7\u00e3o, embora, mesmo ap\u00f3s essa redistribui\u00e7\u00e3o de terras, a United Brands tenha permanecido a maior exportadora de banana do pa\u00eds. A United Brands agora foi reorganizada como Chiquita.<\/p>\n\n\n\n<p>A luta pela soberania sobre a zona do canal, por sua vez, levou \u00e0 negocia\u00e7\u00e3o de um tratado com os Estados Unidos, ratificado em 1978. Com a crescente press\u00e3o popular no Panam\u00e1 pela nacionaliza\u00e7\u00e3o do canal, o que gerou press\u00e3o diplom\u00e1tica sobre os Estados Unidos, e considerando que o canal n\u00e3o tinha mais import\u00e2ncia militar em uma era de porta-avi\u00f5es e submarinos nucleares grandes demais para passar pelas estreitas eclusas, os governos dos respectivos pa\u00edses ratificaram um tratado para entregar o canal em 1999.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, esse tratado inclu\u00eda algumas condi\u00e7\u00f5es. Uma delas era uma cl\u00e1usula de neutralidade, que estipulava que a Zona do Canal permaneceria neutra, sem tropas estrangeiras estacionadas nela; naquele momento, o objetivo era manter a URSS fora. Tamb\u00e9m inclu\u00eda disposi\u00e7\u00f5es neocoloniais que garantiam aos Estados Unidos o direito de intervir militarmente no Panam\u00e1 para defender o canal, mesmo ap\u00f3s o ano 2000, deixando a amea\u00e7a de interven\u00e7\u00e3o como condi\u00e7\u00e3o para a rendi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Pol\u00edticas como essas acabaram canalizando o descontentamento da classe trabalhadora para esfor\u00e7os reformistas que mantiveram o imperialismo estadunidense, ao mesmo tempo em que tentavam impedir revoltas em massa como as vistas no Dia dos M\u00e1rtires.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a morte de Torrijos, o General Manuel Noriega, membro do mesmo partido de Torrijos, firmou seu poder nos bastidores, consolidando seu governo em 1983 e mantendo-o com um golpe de Estado em 1984. Noriega colaborou estreitamente com as ag\u00eancias de intelig\u00eancia dos EUA, com a DEA, e na Guerra dos Contras, que buscava derrubar os sandinistas na Nicar\u00e1gua. Ainda que o duro regime militar de Noriega havia sido inicialmente aprovado pelo governo dos EUA, no final da d\u00e9cada, os partidos civis neoliberais pareciam ser parceiros mais atraentes e est\u00e1veis para os capitalistas americanos. A crescente hesita\u00e7\u00e3o de Noriega em ajudar os Contras da Nicar\u00e1gua contra os sandinistas tamb\u00e9m obscureceu sua aprova\u00e7\u00e3o pelo governo americano. Embora Noriega fosse um colaborador dos EUA h\u00e1 muito tempo, a classe dominante americana sentiu que seu c\u00e3o de ataque havia escapado da coleira e, em 1989, invocou o direito de &#8220;defender militarmente o canal&#8221; e invadiu o Panam\u00e1 para derrubar Noriega. Essa invas\u00e3o teria um paralelo direto na a\u00e7\u00e3o militar contra outro l\u00edder e ex-colaborador dos EUA que se tornou inimigo, Saddam Hussein, no ano seguinte.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse uso das disposi\u00e7\u00f5es do tratado que concedem aos militares americanos o direito de intervir \u00e0 vontade no Panam\u00e1 para defender seus interesses demonstra o legado neocolonial do colonialismo na Zona do Canal.<\/p>\n\n\n\n<p>O governo civil neoliberal estabelecido ap\u00f3s a derrubada da ditadura, que manteve a oligarquia panamenha, incluiu a elei\u00e7\u00e3o do presidente Ricardo Martinelli em 2009.<\/p>\n\n\n\n<p>Martinelli enfrentou resist\u00eancia da classe trabalhadora \u00e0s suas pol\u00edticas, incluindo protestos contra a expans\u00e3o da minera\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o ind\u00edgena Ng\u00e4be-Bugl\u00e9. A minera\u00e7\u00e3o e o extrativismo foram apresentados como uma alternativa ao &#8220;transitismo&#8221;, a depend\u00eancia das receitas do canal, e houve tentativas de abrir minas a c\u00e9u aberto ambientalmente devastadoras em terras ind\u00edgenas.<\/p>\n\n\n\n<p>As mobiliza\u00e7\u00f5es contra pol\u00edticas antioper\u00e1rias impostas em nome dos capitalistas panamenhos e estrangeiros se intensificaram em 2019. Novas tentativas de privatiza\u00e7\u00e3o neoliberal e cortes or\u00e7ament\u00e1rios nos servi\u00e7os p\u00fablicos levaram jovens mulheres a se mobilizarem contra os cortes na educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica, desencadeando uma nova onda de resist\u00eancia popular.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa onda de mobiliza\u00e7\u00f5es incluiu protestos contra a mina Cobre Panam\u00e1, da First Quantum Minerals, uma mina a c\u00e9u aberto de propriedade canadense, em 2023. Durante dois meses, manifestantes bloquearam portos e estradas, acompanhados por grandes marchas e assembleias p\u00fablicas realizadas nas barricadas, unindo organiza\u00e7\u00f5es de movimentos sociais e ambientais com sindicatos. Essa mobiliza\u00e7\u00e3o paralisou com sucesso as opera\u00e7\u00f5es da mina.<\/p>\n\n\n\n<p>A oligarquia contra-atacou diante dessa resist\u00eancia. O presidente Jos\u00e9 Ra\u00fal Mulino, sucessor designado de Martinelli, foi eleito em 2024; muitos observadores o consideram parte de uma onda de l\u00edderes de direita que assumiram o poder, incluindo Donald Trump nos Estados Unidos, Nayib Bukele em El Salvador, Jair Bolsonaro no Brasil e Javier Milei na Argentina.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa hist\u00f3ria destaca a cont\u00ednua domina\u00e7\u00e3o do Panam\u00e1 pela classe capitalista americana, tanto por meio do poder corporativo e militar quanto por meio de seus representantes panamenhos, os regimes colaboracionistas que mantiveram a burguesia panamenha no poder usando tanto a cenoura quanto o porrete contra a classe oper\u00e1ria panamenha.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa hist\u00f3ria tamb\u00e9m mostra que a explora\u00e7\u00e3o por capitalistas estrangeiros e panamenhos tem continuamente provocado que a classe trabalhadora panamenha v\u00e1 \u00e0 a\u00e7\u00e3o. Essa a\u00e7\u00e3o foi ocasionalmente cooptada por reformistas, mas alcan\u00e7ou vit\u00f3rias not\u00e1veis e est\u00e1 ressurgindo mais uma vez em uma onda de mobiliza\u00e7\u00f5es de massa que usaram o poder dos trabalhadores para paralisar o pa\u00eds e lutar contra a domina\u00e7\u00e3o imperialista.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Greve Nacional Contra as Pol\u00edticas de Mulino<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Tr\u00eas elementos-chave das pol\u00edticas atuais do Presidente Mulino desencadearam as greves que fizeram parte da onda cont\u00ednua de mobiliza\u00e7\u00f5es populares em curso. Mulino, com o apoio do Parlamento, privatizou os servi\u00e7os de previd\u00eancia, enquanto as futuras aposentadorias\/pens\u00f5es foram reduzidas de 60% da renda para 30%, colocando a maioria dos aposentados abaixo da linha da pobreza. Ele tamb\u00e9m pretende conduzir negocia\u00e7\u00f5es para reabrir a mina a c\u00e9u aberto First Quantum Minerals, a mesma mina que foi fechada em resposta \u00e0 revolta massiva de 2023. Al\u00e9m disso, Mulino chegou a um acordo com Trump para reabrir tr\u00eas bases militares americanas e estacionar tropas americanas na antiga zona do canal, violando a cl\u00e1usula de neutralidade dos tratados do canal, que pro\u00edbem for\u00e7as armadas estrangeiras de estacionar tropas na \u00e1rea. Isso ocorreu ap\u00f3s as declara\u00e7\u00f5es de Trump de que tentaria retomar o Canal do Panam\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>Protestos come\u00e7aram a eclodir em todo o Panam\u00e1 em fevereiro deste ano. Os sindicatos desempenharam um papel fundamental e iniciaram a atual greve nacional em abril, \u00e0 qual se juntaram os sindicatos de professores e trabalhadores da constru\u00e7\u00e3o civil, al\u00e9m dos trabalhadores bananeiros da Chiquita. Os grevistas enfrentaram consider\u00e1vel repress\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A Chiquita respondeu \u00e0 greve com demiss\u00f5es em massa, \u00e0s quais os trabalhadores da ind\u00fastria bananeira responderam montando barricadas nas ruas. Barricadas eram uma t\u00e1tica comum nos protestos de 2023, mas desta vez a repress\u00e3o policial para desfaz\u00ea-las foi mais intensa. Um estado de emerg\u00eancia foi declarado na prov\u00edncia de Bocas del Toro para dar \u00e0 pol\u00edcia maior autoridade para usar a for\u00e7a, e a pol\u00edcia atacou os manifestantes com g\u00e1s lacrimog\u00eaneo e balas de borracha. Diante dessa repress\u00e3o, o sindicato dos trabalhadores da ind\u00fastria bananeira chegou a um acordo para desmantelar os bloqueios, encerrando o estado de emerg\u00eancia, embora os bloqueios permane\u00e7am em vigor por enquanto.<\/p>\n\n\n\n<p>Os sindicatos dos trabalhadores da constru\u00e7\u00e3o civil tamb\u00e9m foram coagidos a encerrar a greve. A pol\u00edcia come\u00e7ou a prender os grevistas em seus locais de trabalho, for\u00e7ando muitos a ficar em casa e intimidando outros a retornarem ao trabalho. O governo tamb\u00e9m congelou os fundos de alguns sindicatos. O l\u00edder do sindicato dos trabalhadores da constru\u00e7\u00e3o civil SUNTRACS foi for\u00e7ado ao ex\u00edlio pol\u00edtico na Bol\u00edvia, fugindo da amea\u00e7a de pris\u00e3o por seu papel na greve.<\/p>\n\n\n\n<p>A greve dos professores foi prejudicada por t\u00e1ticas semelhantes. Os professores enfrentaram a amea\u00e7a de demiss\u00f5es em massa, enquanto a pol\u00edcia perseguia os l\u00edderes sindicais para prend\u00ea-los. A maioria dos sindicatos de professores, exceto quatro dos 21 participantes anteriores, negociou o fim da greve geral em 14 de julho. Os sindicatos de professores ainda em greve, incluindo o sindicato ASOPROF, buscam assist\u00eancia internacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora a atual onda de greves esteja diminuindo, a resposta do governo panamenho do presidente Mulino demonstra a ferocidade da repress\u00e3o que a classe dominante panamenha est\u00e1 disposta a desencadear para manter sua posi\u00e7\u00e3o de colaboradora do neocolonialismo estadunidense e do capital internacional. No entanto, tamb\u00e9m demonstra a disposi\u00e7\u00e3o da classe oper\u00e1ria panamenha de se organizar e lutar contra a oligarquia panamenha e o imperialismo estadunidense para resistir \u00e0s pol\u00edticas antioper\u00e1rias de Mulino, mesmo diante de consider\u00e1veis dificuldades.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A Luta Internacional da Classe Oper\u00e1ria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Esta greve nacional coloca a classe trabalhadora panamenha na vanguarda da luta contra o imperialismo estadunidense e a rede global de l\u00edderes de direita associados a Trump. A luta contra a classe capitalista \u00e9 internacional.<\/p>\n\n\n\n<p>A hist\u00f3ria do imperialismo estadunidense no Panam\u00e1 mostra como a burguesia estadunidense tem se apoiado em uma combina\u00e7\u00e3o de colabora\u00e7\u00e3o, interven\u00e7\u00e3o e poder corporativo para manter seus interesses estrat\u00e9gicos no acesso ao Canal do Panam\u00e1 e na explora\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora panamenha. A atual onda de mobiliza\u00e7\u00f5es desde 2019 demonstra que a luta contra o imperialismo no Panam\u00e1 est\u00e1 longe de terminar.<\/p>\n\n\n\n<p>A greve nacional demonstra o poder da a\u00e7\u00e3o de massas, com organiza\u00e7\u00f5es independentes da classe trabalhadora, incluindo sindicatos e organiza\u00e7\u00f5es de movimentos sociais, na vanguarda da luta. Tamb\u00e9m demonstra a necessidade de uma mudan\u00e7a de classe para derrubar a oligarquia panamenha e p\u00f4r fim definitivo \u00e0 era do imperialismo estadunidense no Panam\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>No contexto da hist\u00f3ria de resist\u00eancia da classe oper\u00e1ria panamenha e da colabora\u00e7\u00e3o da classe dominante com o imperialismo estadunidense, a mobiliza\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora no Panam\u00e1, assim como a atual onda de greves, tem o potencial de alcan\u00e7ar vit\u00f3rias importantes para todos os trabalhadores explorados pelos capitalistas estadunidenses nos Estados Unidos e em outros lugares. Devemos nos inspirar no modelo oferecido pelos ativistas panamenhos e convocar a solidariedade com os sindicatos e organiza\u00e7\u00f5es do movimento no Panam\u00e1, bem como a defesa de todos os ativistas perseguidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Fontes:<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/workersvoiceus.org\/2025\/05\/30\/a-wave-of-strikes-and-protests-rocks-panama\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Una ola de huelgas y protestas sacude Panam\u00e1 \u2013 La Voz de los Trabajadores<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/workersvoiceus.org\/2024\/12\/27\/its-panamas-canal\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Es el canal de Panam\u00e1 \u2013 La Voz de los Trabajadores<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/workersvoiceus.org\/2013\/02\/07\/panama-the-popular-and-union-movement-is-getting-ready-for-the-fight\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Panam\u00e1: el movimiento popular y sindical se prepara para la lucha \u2013 La Voz de los Trabajadores<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/workersvoiceus.org\/2024\/04\/20\/lessons-from-panamas-environmental-struggle\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Lecciones de la lucha medioambiental en Panam\u00e1 \u2013 La Voz de los Trabajadores<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>\u00abLa huelga nacional de Panam\u00e1, la represi\u00f3n estatal y los intereses imperiales de Estados Unidos: Entrevista con el l\u00edder sindical Jos\u00e9 Cambra\u00bb, Jos\u00e9 Cambra y Ben Radford, LINKS \u2013 International Journal of Socialist Renewal, 10 de julio de 2025,&nbsp;<a href=\"https:\/\/links.org.au\/panamas-national-strike-state-repression-and-us-imperial-interests-interview-union-leader-jose\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/links.org.au\/panamas-national-strike-state-repression-and-us-imperial-interests-interview-union-leader-jose<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>\u00abPanam\u00e1: Estudio de un pa\u00eds: Agricultura\u00bb, Sandra W. Meditz y Dennis M. Hanratty, 1987,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.loc.gov\/item\/88600486\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.loc.gov\/item\/88600486\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>\u00abJimmy Carter y los tratados del Canal de Panam\u00e1\u00bb, Robert A. Strong, Presidential Studies Quarterly, edici\u00f3n de primavera de 1991,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jstor.org\/stable\/27550717\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.jstor.org\/stable\/27550717<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>\u00abLas secuelas de la intervenci\u00f3n: Panam\u00e1 1990\u00bb, Richard L. Millett, Journal of Interamerican Studies and World Affairs, n\u00famero de primavera de 1990,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jstor.org\/stable\/166127\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.jstor.org\/stable\/166127<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>\u00ab1968-1990: La invasi\u00f3n de Panam\u00e1 y la intervenci\u00f3n estadounidense\u00bb, Noam Chomsky, libcom.org, 8 de septiembre de 2006,&nbsp;<a href=\"https:\/\/libcom.org\/article\/1968-1990-invasion-panama-and-us-intervention\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/libcom.org\/article\/1968-1990-invasion-panama-and-us-intervention<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>\u00abEl gigante bananero estadounidense Chiquita despide a miles de trabajadores en huelga en Panam\u00e1\u00bb, Common Dreams, 23 de mayo de 2025,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.commondreams.org\/news\/chiquita-fires-striking-workers\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.commondreams.org\/news\/chiquita-fires-striking-workers<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>\u00abLa huelga de los trabajadores bananeros termina en Panam\u00e1 tras un acuerdo sobre las pensiones\u00bb, Tico Times, 12 de junio de 2025,&nbsp;<a href=\"https:\/\/ticotimes.net\/2025\/06\/12\/banana-workers-strike-ends-in-panama-after-pension-agreement\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/ticotimes.net\/2025\/06\/12\/banana-workers-strike-ends-in-panama-after-pension-agreement<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>\u00abEl m\u00e1ximo l\u00edder sindical de Panam\u00e1 se exilia en Bolivia\u00bb, Pablo Meriguet, People\u2019s Dispatch, 22 de julio de 2025,&nbsp;<a href=\"https:\/\/peoplesdispatch.org\/2025\/07\/22\/panamas-top-union-leader-goes-into-exile-in-bolivia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/peoplesdispatch.org\/2025\/07\/22\/panamas-top-union-leader-goes-into-exile-in-bolivia\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>\u00abLatinNews Daily \u2013 14 de julio de 2025: En resumen: Los docentes ponen fin a la huelga en Panam\u00e1\u00bb, Latin News, 14 de julio de 2025,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.latinnews.com\/component\/k2\/item\/106467.html?archive=3&amp;Itemid=6&amp;cat_id=836891:in-brief-teachers-end-strike-in-panama\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.latinnews.com\/component\/k2\/item\/106467.html?archive=3&amp;Itemid=6&amp;cat_id=836891:in-brief-teachers-end-strike-in-panama<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><em>Foto: Por SUNTRACS \u2014 Sindicato \u00danico de Trabajadores de la Construcci\u00f3n y Similares (Sindicato Nacional de Trabajadores de la Construcci\u00f3n y Afines) en Panam\u00e1.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por: James Marsh A greve nacional no Panam\u00e1 est\u00e1 se aproximando do seu terceiro m\u00eas na luta dos sindicatos militantes e as organiza\u00e7\u00f5es ativistas dos movimentos sociais para rejeitar as pol\u00edticas antioper\u00e1rias do presidente Jos\u00e9 Ra\u00fal Mulino. A greve apresentou consider\u00e1vel resist\u00eancia \u00e0 implementa\u00e7\u00e3o das mudan\u00e7as pol\u00edticas neoliberais no Panam\u00e1, mas seus participantes enfrentaram intensa [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":81360,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"litci_post_political_author":"James Marsh","footnotes":""},"categories":[3009],"tags":[9038,9229,8288,9231],"class_list":["post-81359","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-panama","tag-canal-do-panama","tag-james-marsh","tag-protestos-panama","tag-raul-mulino"],"fimg_url":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Captura-de-tela_6-8-2025_133759_workersvoiceus.org_.jpeg","categories_names":["Panam\u00e1"],"author_info":{"name":"lena","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/b9eb35b4c023b96c29c4a145a82c6c381b68f2c889c5427106ad5aab6df45b9d?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":"James Marsh","tagline":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/81359","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=81359"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/81359\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":81361,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/81359\/revisions\/81361"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/81360"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=81359"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=81359"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=81359"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}