{"id":81271,"date":"2025-07-16T22:50:00","date_gmt":"2025-07-16T22:50:00","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=81271"},"modified":"2025-07-16T22:50:01","modified_gmt":"2025-07-16T22:50:01","slug":"israel-e-mesmo-um-paraiso-gay","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2025\/07\/16\/israel-e-mesmo-um-paraiso-gay\/","title":{"rendered":"Israel \u00e9 mesmo um para\u00edso gay?"},"content":{"rendered":"\n<p>Por: Jorge H. Mendoza<\/p>\n\n\n\n<p><em>Como a propaganda sionista usa a imagem da comunidade LGBTQIA+ para legitimar a ocupa\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Um dos argumentos usados pelos defensores de Israel \u00e9 o de que o pa\u00eds seria um o\u00e1sis de liberdade para a comunidade LGBTQIA+, em contraste com a intoler\u00e2ncia religiosa dos pa\u00edses vizinhos. Tel Aviv \u00e9 proclamada pelo regime sionista como capital gay do Oriente M\u00e9dio e sedia uma das maiores Paradas do Orgulho do mundo, atraindo cerca de 200 mil pessoas anualmente.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa narrativa \u00e9 amplamente explorada e difundida pelo Estado sionista e seus apoiadores como propaganda do regime. Mas ser\u00e1 mesmo que Israel \u00e9 esse para\u00edso todo? Se sim, existe contradi\u00e7\u00e3o na cr\u00edtica ao Estado sionista?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Os avan\u00e7os em direitos LGBTQIA+ em Israel<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se pode negar que o argumento tem sua base na realidade: Israel tem pol\u00edticas mais liberais em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 comunidade LGBTQIA+ do que, em geral, se tem em toda a \u00c1sia e Oriente M\u00e9dio. A homossexualidade foi descriminalizada no pa\u00eds em 1988 e, desde 1993, casais entre pessoas do mesmo sexo podem formar uni\u00e3o est\u00e1vel, com direitos semelhantes aos casais h\u00e9teros, como heran\u00e7a e pens\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Os casamentos homoafetivos realizados no exterior s\u00f3 passaram a ser reconhecidos em 2006 (antes do Brasil), e, desde 2021, ap\u00f3s uam decis\u00e3o favor\u00e1vel da Suprema Corte, casais LGBTQIA+ podem ter acesso \u00e0s barrigas solid\u00e1rias e \u00e0 ado\u00e7\u00e3o, mas com ressalvas. As pr\u00f3prias For\u00e7as Armadas de Israel permitem abertamente que pessoas LGBTQIA+ sirvam, e o sistema p\u00fablico de sa\u00fade oferece cirurgias de redesigna\u00e7\u00e3o sexual.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos grandes centros urbanos, como em Haifa e Tel Aviv, h\u00e1 um relativo apoio ao casamento homoafetivo por parte da popula\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, \u00e9 importante dizer, h\u00e1 representa\u00e7\u00f5es pol\u00edticas abertamente LGBTQIA+ no Knesset, o parlamento sionista. Com todas as contradi\u00e7\u00f5es, isso coloca Israel mais pr\u00f3ximo das democracias burguesas ocidentais.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;<strong>Os limites de um regime burgu\u00eas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da relativa concess\u00e3o de direitos, n\u00e3o podemos ser inocentes. A come\u00e7ar pelo simples fato de que essa concess\u00e3o n\u00e3o resolve o problema da opress\u00e3o. N\u00e3o se trata de minimiz\u00e1-los, mas de encarar a complexidade e as contradi\u00e7\u00f5es da realidade. Basta constatar que no Brasil, onde o movimento das pessoas LGBTQIA+ conquistou o reconhecimento da uni\u00e3o est\u00e1vel, casamento e direito \u00e0 ado\u00e7\u00e3o, n\u00e3o se viu uma redu\u00e7\u00e3o dr\u00e1stica dos n\u00fameros relativos \u00e0 viol\u00eancia e \u00e0 discrimina\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, esses direitos n\u00e3o s\u00e3o um ponto de n\u00e3o retorno. Ao contr\u00e1rio, est\u00e3o sempre sob amea\u00e7as da agenda dos setores conservadores.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, \u00e9 preciso notar que, em Israel, n\u00e3o existe o casamento civil, nem homossexual nem h\u00e9tero, como h\u00e1 em outros pa\u00edses. A \u00fanica forma de casamento reconhecido pelo Estado \u00e9 o casamento religioso dentro das religi\u00f5es reconhecidas. O direito ao casamento est\u00e1 estritamente vinculado ao fortalecimento de uma identidade judaica. O mesmo vale para o direito ao div\u00f3rcio, que s\u00f3 pode ser religioso. Ou seja, para uma mulher judaica se divorciar, precisa haver expl\u00edcito consentimento do marido e, mesmo assim, o div\u00f3rcio precisa ser legitimado por um conselho de rabinos. Ou seja, mesmo reconhecendo uni\u00f5es homoafetivas, o direito ao casamento como um todo \u00e9 bem preso \u00e0 religiosidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo a Parada do Orgulho de Tel Aviv, t\u00e3o difundida, \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o do Estado e n\u00e3o da sociedade civil e dos movimentos sociais, como em geral \u00e9 em outros pa\u00edses. O munic\u00edpio de Tel Aviv, o Minist\u00e9rio do Turismo e o Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores s\u00e3o os grandes patrocinadores e articuladores da Parada. Um pouco diferente da Parada de Jerusal\u00e9m, que ainda preserva um tom um pouco mais cr\u00edtico e enfrenta hostilidade e viol\u00eancia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os direitos LGBTQIA+ em Israel est\u00e3o longe de serem universais. Ficam restritos \u00e0s bolhas dessas grandes cidades e, em geral, a homofobia persiste em uma sociedade fortemente marcada por uma identidade religiosa e conservadora.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"747\" src=\"http:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Israel.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-81272\" srcset=\"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Israel.png 768w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Israel-300x292.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Uma ocupa\u00e7\u00e3o colonial \u00e9 menos pior se feita \u201cem nome do amor\u201d?<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>O projeto Brand Israel<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Mas que mal pode haver nesse apoio significativo e direto do Estado \u00e0 Parada? N\u00e3o seria esse um reconhecimento dos direitos? N\u00e3o \u00e9 bem por a\u00ed, e os milh\u00f5es de d\u00f3lares investidos n\u00e3o s\u00e3o de gra\u00e7a. Entre 2003 e 2005, por iniciativa do Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores, Minist\u00e9rio das Finan\u00e7as e o Gabinete do Primeiro-Ministro, Israel fez uma longa consultoria com executivos estadunidenses de marketing. O resultado desse processo foi o projeto Brand Israel.<\/p>\n\n\n\n<p>O objetivo foi lan\u00e7ar uma campanha global de rela\u00e7\u00f5es p\u00fablicas para afastar a imagem de Israel da associa\u00e7\u00e3o com o militarismo, a guerra e a religiosidade, pintando-o como uma na\u00e7\u00e3o \u201cmoderna e progressista\u201d. Fato \u00e9 que a imagem do sionismo havia se desgastado muito ap\u00f3s a Segunda Intifada, no come\u00e7o dos anos 2000, e, n\u00e3o por coincid\u00eancia, quando a internet se popularizou na Palestina ocupada, permitindo a difus\u00e3o de imagens por fora do controle de Israel.<\/p>\n\n\n\n<p>A estrat\u00e9gia do Brand Israel inclu\u00eda destacar aspectos culturais, tecnol\u00f3gicos e sociais de Israel, como sua cena tecnol\u00f3gica (\u201cStartup Nation\u201d), festivais de cinema, turismo de praia e, significativamente, sua suposta aceita\u00e7\u00e3o da comunidade LGBTQIA+. Em 2010, por exemplo, foram gastos 94 milh\u00f5es de d\u00f3lares para promover o turismo gay na regi\u00e3o. Essa \u00faltima faceta tornou-se uma ferramenta central para atrair turistas e melhorar a percep\u00e7\u00e3o internacional, especialmente em contraste com pa\u00edses \u00e1rabes vizinhos, frequentemente retratados em um estere\u00f3tipo orientalista como homof\u00f3bicos e \u201catrasados\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A explora\u00e7\u00e3o oportunista da pauta pelos sionistas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Por tr\u00e1s dessa imagem de para\u00edso gay, entretanto, esconde-se uma realidade nada amistosa. Israel utiliza os direitos LGBTQIA+ como uma ferramenta de propaganda para se apresentar como uma democracia liberal, enquanto mant\u00e9m um regime de apartheid contra os palestinos. A estrat\u00e9gia oportunista de rela\u00e7\u00f5es p\u00fablicas \u00e9 uma velha conhecida: \u00e9 o <em>pinkwashing<\/em> \u2013 que explicamos melhor nesse texto. Basicamente, trata-se de instrumentalizar cinicamente a pauta de grupos LGBTQIA+ minorizados para desviar a aten\u00e7\u00e3o de outras atrocidades deliberadamente cometidas e, assim, colocar grupos oprimidos uns contra os outros. \u00c9 dividir para conquistar. Alguns pesquisadores e ativistas costumam relacionar o<em> pinkwashing <\/em>a uma esp\u00e9cie de homonacionalismo. Quer dizer, at\u00e9 faz algumas concess\u00f5es \u00e0 comunidade, mas de maneira seletiva \u2013 apenas aos LGBTQIA+ nacionais, e os outros que lutem.<\/p>\n\n\n\n<p>O<em> pinkwashing<\/em> \u00e9 uma estrat\u00e9gia deliberada para legitimar a ocupa\u00e7\u00e3o ilegal da Palestina, os assentamentos coloniais, o bloqueio genocida de Gaza e a viol\u00eancia sistem\u00e1tica contra um povo inteiro. Enquanto turistas ocidentais celebram em Tel Aviv, a poucos quil\u00f4metros dali palestinos enfrentam checkpoints, demoli\u00e7\u00f5es de casas e pris\u00f5es arbitr\u00e1rias. A liberdade de express\u00e3o t\u00e3o alardeada para a comunidade LGBTQIA+ israelense n\u00e3o se estende aos palestinos, cujas manifesta\u00e7\u00f5es s\u00e3o reprimidas com viol\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Por exemplo, ao apenas reconhecer o casamento homoafetivo exterior e sem institu\u00ed-lo de fato, a alternativa para as pessoas LGBTQIA+ de Israel acaba sendo pa\u00edses pr\u00f3ximos como Chipre ou Gr\u00e9cia. Mas, se os palestinos t\u00eam mobilidade controlada pelo regime de apartheid, na pr\u00e1tica, tal direito existe apenas virtualmente e n\u00e3o se estende a eles.<\/p>\n\n\n\n<p>O mesmo vale para o direito ao alistamento militar. Ora, em que isso, exatamente, representa um avan\u00e7o para a comunidade LGBTQIA+? As For\u00e7as Armadas s\u00e3o o principal bra\u00e7o do projeto de coloniza\u00e7\u00e3o e de limpeza \u00e9tnica na Palestina, que \u00e9, em si, discriminat\u00f3rio. Ser c\u00famplice de tais crimes n\u00e3o significa progresso nenhum na luta contra a discrimina\u00e7\u00e3o das pessoas LGBTQIA+.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1000\" height=\"563\" src=\"http:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Israel-2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-81273\" srcset=\"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Israel-2.jpg 1000w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Israel-2-300x169.jpg 300w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Israel-2-768x432.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">O soldado sionista Yoav Atzmoni posa em frente a um tanque com uma bandeira LGBTQIA+<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>\u00a0<strong>A dupla opress\u00e3o dos palestinianos LGBTQIA+<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A situa\u00e7\u00e3o dos palestinos LGBTQIA+ \u00e9 particularmente reveladora da hipocrisia israelense. Enquanto Israel se gaba de acolher homossexuais palestinos que fogem da persegui\u00e7\u00e3o em Gaza ou na Cisjord\u00e2nia, a realidade \u00e9 bem diferente. Esses indiv\u00edduos enfrentam racismo, precariedade e o constante risco de deporta\u00e7\u00e3o. Relatos de organiza\u00e7\u00f5es como Al-Qaws apontam que as autoridades israelenses chantageiam palestinos LGBTQIA+, exigindo que atuem como informantes em troca de prote\u00e7\u00e3o. Essa explora\u00e7\u00e3o da vulnerabilidade de uma comunidade marginalizada \u00e9 um exemplo cruel de como Israel transforma at\u00e9 mesmo a luta LGBTQIA+ em uma arma contra o povo palestino.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 os palestinos LGBTQIA+ vivem uma dupla opress\u00e3o: o estigma social em suas comunidades de origem, agravado pela destrui\u00e7\u00e3o causada pela ocupa\u00e7\u00e3o, e a discrimina\u00e7\u00e3o em Israel, onde s\u00e3o tratados como cidad\u00e3os de segunda classe. A narrativa do <em>pinkwashing<\/em> ignora essa complexidade, reduzindo a luta LGBTQIA+ palestina a um argumento pr\u00f3-Israel, enquanto silencia as vozes de ativistas que resistem tanto \u00e0 ocupa\u00e7\u00e3o quanto \u00e0 homofobia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>N\u00e3o pode haver orgulho no holocausto<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A luta pela liberta\u00e7\u00e3o da Palestina \u00e9 insepar\u00e1vel da luta contra todas as formas de opress\u00e3o, incluindo a homofobia e a transfobia. No entanto, n\u00e3o podemos cair na armadilha de endossar a propaganda sionista que usa os direitos LGBTQIA+ como fachada. A verdadeira emancipa\u00e7\u00e3o da comunidade LGBTQIA+ s\u00f3 ser\u00e1 poss\u00edvel em um contexto de justi\u00e7a social global, que inclua o fim do colonialismo, do imperialismo e do capitalismo que sustenta regimes como o de Israel.<\/p>\n\n\n\n<p>A solidariedade com a Palestina exige apoio ao movimento BDS, que pressiona Israel a respeitar os direitos humanos e encerrar a ocupa\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m exige amplificar as vozes de organiza\u00e7\u00f5es palestinas que lutam pela autodetermina\u00e7\u00e3o palestina sem abrir m\u00e3o de sua identidade LGBTQIA+. Devemos rejeitar a falsa dicotomia entre direitos LGBTQIA+ e liberta\u00e7\u00e3o nacional, reconhecendo que ambas as lutas s\u00e3o interconectadas na resist\u00eancia ao imperialismo sionista e \u00e0s estruturas de poder que o sustentam, como as ideologias patriarcais e machistas da religiosidade conservadora.<\/p>\n\n\n\n<p>Israel n\u00e3o \u00e9 um para\u00edso gay, mas um Estado colonial que usa os direitos LGBTQIA+ como cortina de fuma\u00e7a para seus crimes. O <em>pinkwashing<\/em> \u00e9 uma afronta tanto \u00e0 comunidade LGBTQIA+ quanto ao povo palestino, pois transforma uma luta por emancipa\u00e7\u00e3o em uma ferramenta de opress\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Lutar contra o<em> pinkwashing<\/em> exige evitar dois erros: n\u00e3o podemos celebrar de forma acr\u00edtica as concess\u00f5es do Estado israelense como se fossem prova de progresso, tampouco desprezar completamente sua import\u00e2ncia para quem vive sob opress\u00e3o. Essas conquistas importam, mas s\u00f3 fazem sentido dentro de um horizonte que questione o sistema que as limita e usa como fachada. Nosso compromisso \u00e9 com a liberta\u00e7\u00e3o da Palestina, o fim de toda forma de opress\u00e3o e com a constru\u00e7\u00e3o de um mundo onde a igualdade para todas as identidades seja uma realidade, n\u00e3o uma propaganda.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por: Jorge H. Mendoza Como a propaganda sionista usa a imagem da comunidade LGBTQIA+ para legitimar a ocupa\u00e7\u00e3o Um dos argumentos usados pelos defensores de Israel \u00e9 o de que o pa\u00eds seria um o\u00e1sis de liberdade para a comunidade LGBTQIA+, em contraste com a intoler\u00e2ncia religiosa dos pa\u00edses vizinhos. 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