{"id":81256,"date":"2025-07-11T04:00:22","date_gmt":"2025-07-11T04:00:22","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=81256"},"modified":"2025-07-11T04:00:23","modified_gmt":"2025-07-11T04:00:23","slug":"bolivia-eleicoes-e-crise","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2025\/07\/11\/bolivia-eleicoes-e-crise\/","title":{"rendered":"Bol\u00edvia | Elei\u00e7\u00f5es e Crise"},"content":{"rendered":"\n<p>Por: Alicia Sagra<\/p>\n\n\n\n<p>Em meio a uma profunda crise econ\u00f4mica, pol\u00edtica e social, as elei\u00e7\u00f5es presidenciais ser\u00e3o realizadas na Bol\u00edvia em 17 de agosto.<\/p>\n\n\n\n<p>Como temos noticiado em diversos artigos h\u00e1 algum tempo, essa disputa eleitoral vem gerando um confronto vergonhoso entre aqueles que se apresentaram como defensores dos trabalhadores, camponeses e ind\u00edgenas: o presidente Arce e Evo Morales.<\/p>\n\n\n\n<p>Eles exploraram a base camponesa e trabalhadora para servir aos seus interesses eleitorais. N\u00e3o hesitaram em usar os meios empregados: bloqueios de estradas, tentativa de autogolpe, convoca\u00e7\u00f5es para greve geral, confrontos entre organiza\u00e7\u00f5es sindicais e sociais que respondem a um ou outro l\u00edder, acusa\u00e7\u00f5es de corrup\u00e7\u00e3o, pedofilia e assim por diante.<\/p>\n\n\n\n<p>Finalmente, Evo Morales est\u00e1 impedido de se candidatar pelo Tribunal Eleitoral, acusado pelos apoiadores de Evo de ser influenciado pelo governo. E dois partidos que se preparavam para apoiar a candidatura de Morales foram inabilitados. Enquanto isso, Arce retirou sua candidatura, alegando que o fazia em nome da &#8220;unidade&#8221;<a href=\"#_ftn1\" id=\"_ftnref1\">[1]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o relat\u00f3rio das autoridades, tr\u00eas chapas presidenciais do MAS e de partidos dissidentes est\u00e3o legalizadas: Eduardo del Castillo e Mil\u00e1n Berna (MAS); Andr\u00f3nico Rodr\u00edguez e Mariana Prado (Alian\u00e7a Popular); Eva Copa e Jorge Richter (Morena).<\/p>\n\n\n\n<p>E sete chapas alinhadas \u00e0 direita e ao empresariado, sendo as mais competitivas: Samuel Doria Medina e Jos\u00e9 Luis Lupe (Alian\u00e7a da Unidade); Tutu Quiroga e Juan Pablo Velazco (Alian\u00e7a Liberdade e Democracia); Manfred Reyes e Juan Medrano (APB-S\u00famate).<\/p>\n\n\n\n<p>O candidato Andr\u00f3nico Rodr\u00edguez<a href=\"#_ftn2\" id=\"_ftnref2\">[2]<\/a> pediu unidade entre as chapas de esquerda para evitar uma &#8220;mudan\u00e7a de dire\u00e7\u00e3o&#8221; na Bol\u00edvia. Sua preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 justificada, j\u00e1 que a segunda pesquisa nacional de inten\u00e7\u00e3o de voto, encomendada pela Red Uno e realizada pela empresa Captura Consulting SRT, n\u00e3o apresentou bons resultados para os candidatos identificados como de esquerda. Por exemplo, a Alianza Popular (Alian\u00e7a Popular) com Andr\u00f3nico tem 13,7%; o MAS, com Eduardo del Castillo, 1,4%; e Eva Copa, do Movimento de Renova\u00e7\u00e3o Nacional (Morena), 1,1%.<a href=\"#_ftn3\" id=\"_ftnref3\">[3]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Os resultados nacionais mostram que a maior porcentagem corresponde aos que n\u00e3o sabem em quem votar e aos que n\u00e3o votariam em nenhum candidato, totalizando 27,9%: indecisos 15,5%, brancos 5% e nulos 7,4%.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos candidatos favoritos, a mesma pesquisa indica: Alianza Unidad (Alian\u00e7a Unidade), Samuel Doria Medina, 19,6%, Tuto Quiroga, 16,6%, e Andr\u00f3nico Rodr\u00edguez, 13,7%.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, a campanha eleitoral se desenrola com proscri\u00e7\u00f5es, inabilita\u00e7\u00f5es, confrontos, mortes e um grande n\u00famero de eleitores indecisos. Analistas da imprensa burguesa expressam temor diante dessa realidade eleitoral, que, segundo eles, poderia dar origem a um governo extremamente fraco, incapaz de lidar com a situa\u00e7\u00e3o cr\u00edtica do pa\u00eds. <strong>Grande Frustra\u00e7\u00e3o Popular<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O governo de um presidente ind\u00edgena gerou grandes expectativas, n\u00e3o apenas na Bol\u00edvia, mas em toda a Am\u00e9rica Latina, especialmente no Equador, Peru, Col\u00f4mbia e seus povos ind\u00edgenas, oprimidos por s\u00e9culos. E, como mencionamos em outros artigos, tal governo s\u00f3 poderia ter surgido como um subproduto dos grandes processos de revolu\u00e7\u00e3o oper\u00e1ria e popular de 2003-2005.<\/p>\n\n\n\n<p>Na realidade, esse governo foi aceito pela burguesia e pelo imperialismo como uma forma de desviar aqueles importantes processos revolucion\u00e1rios que desafiavam o poder. Esse objetivo foi alcan\u00e7ado. Sob o governo de Evo, o processo foi canalizado para o sistema burgu\u00eas. Mas, como o processo revolucion\u00e1rio foi profundo, Evo foi for\u00e7ado a implementar, e a burguesia foi for\u00e7ada a aceitar, pol\u00edticas de reivindica\u00e7\u00e3o cultural e participa\u00e7\u00e3o camponesa e ind\u00edgena, que representaram importantes conquistas democr\u00e1ticas para os povos oprimidos. Isso foi acompanhado por uma conjuntura econ\u00f4mica internacional favor\u00e1vel que possibilitou o crescimento econ\u00f4mico que ficou conhecido como &#8220;o milagre boliviano&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas essa situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica come\u00e7ou a mudar a partir de 2014, acompanhada por um decl\u00ednio na imagem de Evo ap\u00f3s a repress\u00e3o \u00e0 marcha ind\u00edgena em defesa do TIPNIS<a href=\"#_ftn4\" id=\"_ftnref4\">[4]<\/a>. Ele tamb\u00e9m come\u00e7ou a ser questionado por sua recente reelei\u00e7\u00e3o, que violou a Constitui\u00e7\u00e3o. Isso foi explorado pela direita para pressionar pelo golpe militar de 2019.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas a decad\u00eancia de Evo n\u00e3o foi absoluta; a resist\u00eancia popular ao golpe foi muito forte e n\u00e3o permitiu a estabiliza\u00e7\u00e3o do governo golpista. Assim, nas elei\u00e7\u00f5es de 2020, o MAS venceu novamente com Luis Arce, nomeado por Morales do ex\u00edlio, como presidente.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas a conjuntura econ\u00f4mica era muito diferente, e Arce continuou o que Evo j\u00e1 havia come\u00e7ado: entregar recursos naturais, especialmente l\u00edtio, sem conseguir controlar os graves problemas de escassez de combust\u00edvel, falta de d\u00f3lares e aumento dos pre\u00e7os dos alimentos, o que provocou permanentes protestos oper\u00e1rios e populares durante seu governo. Nesse contexto, Evo retorna e a luta para reconquistar seu lugar no MAS e, principalmente, para se tornar o futuro candidato \u00e0 presid\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o MAS boliviano, repetiu-se o que j\u00e1 aconteceu com os governos de Ch\u00e1vez e Maduro na Venezuela, dos Kirchner na Argentina e de Lula no Brasil. Esses governos ditos &#8220;progressistas&#8221;, que n\u00e3o rompem com a burguesia nem com o imperialismo e que, infelizmente, contam com o apoio da maioria da esquerda internacional, n\u00e3o hesitam em entregar as riquezas do pa\u00eds, implementar planos contra os trabalhadores e at\u00e9 mesmo recorrer \u00e0 repress\u00e3o quando necess\u00e1rio, quando o vento favor\u00e1vel se esgota. E, no caso do MAS, seus l\u00edderes n\u00e3o hesitaram em lan\u00e7ar trabalhadores contra trabalhadores com base em suas ambi\u00e7\u00f5es eleitorais, naturalmente vinculadas a suculentos benef\u00edcios econ\u00f4micos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A Crise Social<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Juntamente com as a\u00e7\u00f5es amplamente divulgadas, motivadas pelas disputas eleitorais dos l\u00edderes do MAS, ao longo do governo Arce, houve atos, passeatas e bloqueios de trabalhadores mineiros, profissionais de sa\u00fade, professores, agricultores e trabalhadores do transporte, exigindo justi\u00e7a diante da grave crise econ\u00f4mica que os atinge.<\/p>\n\n\n\n<p>As diversas a\u00e7\u00f5es compartilham temas comuns: a crise econ\u00f4mica causada pelos altos pre\u00e7os dos alimentos b\u00e1sicos, agravados pela falta de combust\u00edvel e d\u00f3lares, juntamente com a incapacidade do governo de resolver essas quest\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Das diversas a\u00e7\u00f5es, surgem demandas e propostas<a href=\"#_ftn5\" id=\"_ftnref5\">[5]<\/a>. Diante da escassez e do constante aumento dos pre\u00e7os dos alimentos b\u00e1sicos, surge o argumento de que a maioria desses produtos \u2014 arroz, \u00f3leo de cozinha, a\u00e7\u00facar, farinha, frango, carne bovina, ovos, etc. \u2014 s\u00e3o produtos da agroind\u00fastria, exportados para pa\u00edses vizinhos legalmente ou por meio de contrabando. Os manifestantes afirmam que o contrabando sempre existiu, mas nunca gerou uma escassez como a atual. O problema atual \u00e9 que o governo, em alian\u00e7a com o setor agr\u00edcola (embora os agroindustriais n\u00e3o tenham votado em Arce), os liberou das famosas cotas de exporta\u00e7\u00e3o. A justificativa para essas cotas era que as exporta\u00e7\u00f5es poderiam ser feitas desde que a demanda do mercado interno fosse atendida.<\/p>\n\n\n\n<p>Da\u00ed a proposta de restabelecer as cotas de exporta\u00e7\u00e3o para produtos de primeira necessidade e fortalecer o combate ao contrabando, j\u00e1 que muitos policiais e militares realizam seus neg\u00f3cios nas fronteiras.<\/p>\n\n\n\n<p>A escassez de combust\u00edvel e de d\u00f3lares s\u00e3o outros dois fatores-chave que agravam a crise. Os esc\u00e2ndalos e a corrup\u00e7\u00e3o na YPFB (o caso Botrading) causaram grande indigna\u00e7\u00e3o entre os manifestantes. O governo decidiu comprar combust\u00edvel por meio de contrata\u00e7\u00e3o direta e com \u00e1gio, eliminando o pre\u00e7o de refer\u00eancia e a licita\u00e7\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, surgiu outra proposta: o Estado deveria importar diesel e gasolina sem intermedi\u00e1rios e sem corrup\u00e7\u00e3o, restaurando o pre\u00e7o de refer\u00eancia e a licita\u00e7\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos d\u00f3lares, tanto o setor agroindustrial quanto o de minera\u00e7\u00e3o cooperativa s\u00e3o dois dos que mais geram d\u00f3lares com exporta\u00e7\u00f5es. Os manifestantes indicam que esses setores se beneficiam dos combust\u00edveis subsidiados por todos os bolivianos, al\u00e9m de empr\u00e9stimos produtivos com taxas preferenciais e outros benef\u00edcios que lhes permitem exportar competitivamente e gerar esses d\u00f3lares. O problema \u00e9 que eles n\u00e3o trazem esses d\u00f3lares de volta; eles os deixam no exterior. O pouco que retorna ao pa\u00eds ou \u00e9 leiloado aos bancos para quem der o maior lance, ou eles o liquidam no mercado negro.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, surge outra proposta: o Estado deve obrigar os exportadores a trazer d\u00f3lares para a economia e eliminar a cadeia de lucro e especula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, dos pr\u00f3prios protestos, emerge uma s\u00e9rie de pontos que poderiam compor um programa de luta.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 tr\u00e1gico ver que, quando os trabalhadores da cidade e do campo se mobilizam, arriscando sua liberdade e, \u00e0s vezes, suas vidas, e quando um programa de luta emerge de suas pr\u00f3prias mobiliza\u00e7\u00f5es, seus l\u00edderes os ignoram. A \u00fanica preocupa\u00e7\u00e3o desses l\u00edderes \u00e9 como se posicionar para melhor receber as esmolas dos grandes capitalistas, e \u00e9 por isso que d\u00e3o suas vidas na disputa eleitoral.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 d\u00favida da necessidade urgente de avan\u00e7ar na constru\u00e7\u00e3o de uma dire\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria que n\u00e3o apenas lidere essas lutas, mas tamb\u00e9m as oriente para o enfrentamento do atual governo e de todos os representantes e amigos da burguesia, avan\u00e7ando assim em dire\u00e7\u00e3o ao poder dos trabalhadores e \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de uma nova sociedade sem explorados nem oprimidos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 uma tarefa \u00e1rdua, mas \u00e9 a \u00fanica que pode oferecer uma sa\u00edda.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\">[1]<\/a> Mas os confrontos continuam. Marchas em La Paz de apoiadores de Evo exigindo sua aprova\u00e7\u00e3o como candidato; confrontos com a pol\u00edcia em Chapare resultaram na morte de quatro policiais; e policiais exigindo garantias de seguran\u00e7a para retornar \u00e0 regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref2\" id=\"_ftn2\">[2]<\/a> Ativista cocaleiro, presidente do Senado, o candidato mais jovem e visto como um poss\u00edvel sucessor da tradi\u00e7\u00e3o do MAS.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref3\" id=\"_ftn3\">[3]<\/a> La Raz\u00f3n, 30-06-25<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref4\" id=\"_ftn4\">[4]<\/a> A repress\u00e3o foi motivada pelo objetivo de construir uma mega rodovia atrav\u00e9s do TIPNIS, territ\u00f3rio ind\u00edgena do Parque Isidoro S\u00e9cure,<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref5\" id=\"_ftn5\">[5]<\/a> La Raz\u00f3n 30-06<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por: Alicia Sagra Em meio a uma profunda crise econ\u00f4mica, pol\u00edtica e social, as elei\u00e7\u00f5es presidenciais ser\u00e3o realizadas na Bol\u00edvia em 17 de agosto. 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