{"id":81225,"date":"2025-07-03T22:54:49","date_gmt":"2025-07-03T22:54:49","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=81225"},"modified":"2025-07-10T22:13:02","modified_gmt":"2025-07-10T22:13:02","slug":"debate-sobre-a-ucrania-com-o-pts-ft","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2025\/07\/03\/debate-sobre-a-ucrania-com-o-pts-ft\/","title":{"rendered":"Debate sobre a Ucr\u00e2nia com o PTS\/FT"},"content":{"rendered":"\n<p>Por: Reda\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Estamos com o povo ucraniano contra a invas\u00e3o russa e a coloniza\u00e7\u00e3o dos EUA<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>Recentemente, em sua multim\u00eddia <\/em>Izquierda Diario<em>, o Partido Socialista dos Trabalhadores (PTS) da Argentina e sua organiza\u00e7\u00e3o internacional (a Fra\u00e7\u00e3o Trotskista-FT) dedicaram um programa de televis\u00e3o e um extenso artigo para analisar a proposta de Donald Trump a Vladimir Putin para estabelecer um &#8220;acordo de paz&#8221; que acabaria com a guerra entre a Ucr\u00e2nia e a R\u00fassia. Com base nessas an\u00e1lises e caracteriza\u00e7\u00f5es, enfoca as consequ\u00eancias internacionais dessa proposta e prop\u00f5e uma&nbsp; orienta\u00e7\u00e3o <strong>&#8220;antimilitarista e anti-guerra<\/strong><\/em><a href=\"#_ftn1\" id=\"_ftnref1\">[1]<\/a><em>&#8220;. Neste artigo, discutiremos essas an\u00e1lises e caracteriza\u00e7\u00f5es e o conte\u00fado dessa orienta\u00e7\u00e3o.<\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O programa de televis\u00e3o \u00e9 mais n\u00edtido e direto, enquanto o artigo de Juan Chingo \u00e9 muito mais &#8220;complicado&#8221; (parece ser voltado para um p\u00fablico europeu). Com certeza, eles concordam com os conceitos centrais e com a conclus\u00e3o sobre qual orienta\u00e7\u00e3o o PTS\/FT prop\u00f5e aos ativistas e \u00e0s massas. Vejamos um resumo de seu racioc\u00ednio.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste programa, analisa-se uma situa\u00e7\u00e3o mundial determinada pelo confronto entre dois p\u00f3los imperialistas: o liderado pelos Estados Unidos e o formado pela China e pela R\u00fassia.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir de uma aplica\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica dessa an\u00e1lise, desde a invas\u00e3o russa da Ucr\u00e2nia e a resposta do povo deste pa\u00eds que a combatia (a resist\u00eancia ucraniana), ele sempre considerou que era uma &#8220;guerra reacion\u00e1ria&#8221;, um mero reflexo da disputa interimperialista.<\/p>\n\n\n\n<p>Com essa vis\u00e3o, a resist\u00eancia ucraniana foi e \u00e9 apenas uma ferramenta do imperialismo ianque. Ou, como dizem agora: uma &#8220;guerra por procura\u00e7\u00e3o&#8221; (um termo legal usado quando algu\u00e9m age em nome de outra pessoa). Com base nessa caracteriza\u00e7\u00e3o, sempre levantaram a pol\u00edtica de <em>&#8220;N\u00e3o \u00e0 guerra na Ucr\u00e2nia&#8221;,<\/em> que significava &#8220;n\u00e3o temos lado nesta guerra&#8221; e, mais profundamente, a proposta \u00e0 resist\u00eancia ucraniana de depor as armas e parar de defender seu pa\u00eds contra a invas\u00e3o russa<a href=\"#_ftn2\" id=\"_ftnref2\">[2]<\/a>. Depois disso, os ex-combatentes ucranianos deviam se limitar a esperar pela revolu\u00e7\u00e3o socialista mundial que resolveria todos os problemas. Com certeza, essa corrente lan\u00e7ou essa proposta de seus escrit\u00f3rios. Nunca tentou ir \u00e0 Ucr\u00e2nia para levant\u00e1-la &#8220;no terreno&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Uma guerra de liberta\u00e7\u00e3o<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A LIT-QI caracterizou em seu \u00faltimo congresso uma situa\u00e7\u00e3o mundial marcada pelo confronto entre dois p\u00f3los imperialistas. No entanto, ao contr\u00e1rio do PTS\/FT, considerou a guerra iniciada pela invas\u00e3o russa e a resist\u00eancia ucraniana de acordo com os crit\u00e9rios revolucion\u00e1rios propostos por Lenin na Primeira Guerra Mundial (1914-1918), em seu artigo <em>O Socialismo e a Guerra<\/em><a href=\"#_ftn3\" id=\"_ftnref3\"><em><strong>[3]<\/strong><\/em><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse artigo, Lenin argumentou que, ao contr\u00e1rio do <em>&#8220;moralismo dos pacifistas&#8221;<\/em> que se op\u00f5em a todas as guerras <em>em si<\/em>, os revolucion\u00e1rios devem caracterizar o conte\u00fado pol\u00edtico de cada guerra para estabelecer uma posi\u00e7\u00e3o, por um lado, pelo outro, ou de nenhum lado. Nesse sentido, ele caracterizou a Primeira Guerra Mundial como um todo como uma guerra interimperialista e prop\u00f4s a linha do <em>&#8220;derrotismo revolucion\u00e1rio&#8221;<\/em> (&#8220;<em>a derrota do pr\u00f3prio imperialismo \u00e9 o mal menor&#8221;),<\/em> e dentro de cada campo imperialista <em>&#8220;transformar a guerra em uma guerra de classes revolucion\u00e1ria&#8221;<\/em> (o que conseguiu na R\u00fassia em 1917). Opunha essa pol\u00edtica \u00e0 trai\u00e7\u00e3o dos principais partidos da Segunda Internacional (o alem\u00e3o e o franc\u00eas) que apoiavam seus respectivos imperialismos.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, ao mesmo tempo em que propunha essa pol\u00edtica revolucion\u00e1ria para a guerra como um todo, Lenin analisou que, nesse contexto, havia tamb\u00e9m outro tipo de conflitos: as guerras de resist\u00eancia nacional. <em>&#8220;H\u00e1 governos e\/ou setores burgueses que de uma forma ou de outra, quase sempre desesperadamente, tentam resistir \u00e0 ofensiva de recoloniza\u00e7\u00e3o e para isso tamb\u00e9m buscam apoiar-se no movimento de massas. Este confronto entre as massas dos pa\u00edses dependentes e o imperialismo, um confronto no qual participam setores burgueses de v\u00e1rios tipos <\/em>[e muitas vezes dirigem, acrescentar\u00edamos]<em> \u00e9 o que est\u00e1 por tr\u00e1s dessa guerra&#8221;.<\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>A conclus\u00e3o de Lenin \u00e9 que, quando se trata <\/em>da luta de um pa\u00eds dependente e atacado pelo imperialismo, &#8220;<em>temos uma p\u00e1tria&#8221;.<\/em> Ao caracterizar a guerra russo-ucraniana e formular sua pol\u00edtica diante dela, o PTS\/FT deixou completamente de lado esses crit\u00e9rios revolucion\u00e1rios propostos por Lenin.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A pol\u00edtica da LIT&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A guerra russo-ucraniana come\u00e7ou com a invas\u00e3o ordenada pelo regime de Putin, que considerava a Ucr\u00e2nia pertencente \u00e0 R\u00fassia por &#8220;direito hist\u00f3rico&#8221; e outras falsifica\u00e7\u00f5es<a href=\"#_ftn4\" id=\"_ftnref4\">[4]<\/a>. A R\u00fassia tem um poder militar muito maior do que a Ucr\u00e2nia: Putin acreditava que seria f\u00e1cil para ele chegar a Kiev e dominar a capital. Mas ele se deparou com um obst\u00e1culo inesperado: a resist\u00eancia her\u00f3ica do povo ucraniano que deteve a ofensiva russa \u00e0s portas de Kiev e iniciou um contra-ataque que obrigou as tropas russas a recuarem para o leste da Ucr\u00e2nia, perto da fronteira com a R\u00fassia<a href=\"#_ftn5\" id=\"_ftnref5\">[5]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Era a agress\u00e3o militar de uma pot\u00eancia muito mais forte contra um pa\u00eds dependente, com o objetivo de anex\u00e1-lo. A popula\u00e7\u00e3o do pa\u00eds dependente resistiu heroicamente a essa agress\u00e3o, embora a dire\u00e7\u00e3o dessa resist\u00eancia fosse burguesa (governo de Zelensky). Diante de uma realidade t\u00e3o \u00f3bvia, a LIT-QI aplicou os crit\u00e9rios de Lenin e &#8220;tinha uma p\u00e1tria&#8221;: fomos e somos pelo triunfo da resist\u00eancia ucraniana e pela derrota da invas\u00e3o russa (a \u00fanica paz justa neste caso). Fizemos isso promovendo a a\u00e7\u00e3o independente dos trabalhadores, sem depositar nenhuma confian\u00e7a pol\u00edtica no governo Zelensky e combatendo suas pol\u00edticas contra a classe trabalhadora.<\/p>\n\n\n\n<p>Como parte de nosso apoio \u00e0 Ucr\u00e2nia, por meio da CSP-Conlutas do Brasil em conjunto com outras organiza\u00e7\u00f5es sindicais e pol\u00edticas da Europa, o comboio de trabalhadores em apoio \u00e0 resist\u00eancia ucraniana foi organizado para entregar medicamentos e suprimentos (de forma semelhante ao que a Flotilha e a Marcha Global a Gaza tentaram fazer dias atr\u00e1s com os palestinos).<a href=\"#_ftn6\" id=\"_ftnref6\">[6]<\/a> O comboio chegou \u00e0 Ucr\u00e2nia e entregou sua carga \u00e0 resist\u00eancia ucraniana.<\/p>\n\n\n\n<p>Por se tratar de uma guerra, al\u00e9m dessa atividade, a LIT-QI sintetizou sua pol\u00edtica na consigna &#8220;Armas para a resist\u00eancia ucraniana&#8221;.<a href=\"#_ftn7\" id=\"_ftnref7\">[7]<\/a> Consideramos que a resist\u00eancia ucraniana tinha todo o direito de pedir armas a quem estivesse disposto a dar-lhes, incluindo os pa\u00edses imperialistas europeus e os EUA. Debatemos duramente com aqueles que se opunham a esse direito com diferentes argumentos<a href=\"#_ftn8\" id=\"_ftnref8\">[8]<\/a>. Tamb\u00e9m com aqueles que consideravam que se o imperialismo ianque e as pot\u00eancias europeias forneciam armas \u00e0 resist\u00eancia ucraniana, lhe davam apoio log\u00edstico e treinamento militar, a guerra havia mudado de car\u00e1ter (e se tornado uma express\u00e3o do conflito interimperialista, a &#8220;guerra por procura\u00e7\u00e3o&#8221; de que fala o PTS\/FT). Sustentamos que, apesar dessa ajuda militar dos pa\u00edses imperialistas, ainda era uma guerra de liberta\u00e7\u00e3o do povo ucraniano contra o agressor russo. Para fazer isso, nos baseamos nos crit\u00e9rios estabelecidos em um artigo do SWP dos EUA (1942) em face da guerra sino-japonesa, no marco da Segunda Guerra Mundial, em face da ajuda do imperialismo norte-americano ao ex\u00e9rcito chin\u00eas<a href=\"#_ftn9\" id=\"_ftnref9\">[9]<\/a>. Lembremo-nos de que esse partido se desenvolveu sob a influ\u00eancia direta de Trotsky.<\/p>\n\n\n\n<p>Gra\u00e7as a essa posi\u00e7\u00e3o de princ\u00edpios e sua atividade com o comboio oper\u00e1rio, a LIT-QI estabeleceu rela\u00e7\u00f5es estreitas com alguns dos melhores representantes da resist\u00eancia dos trabalhadores ucranianos, como <strong><em>Yuri Petrovich Samoilov<\/em><\/strong><em>, presidente do Sindicato Independente dos Mineiros de Krivoy Rog, regi\u00e3o de Dnepropetrovsk, Ucr\u00e2nia<\/em><a href=\"#_ftn10\" id=\"_ftnref10\">[10]<\/a><em>.<\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Enquanto isso, o PTS\/FT continuou <\/em><em>pontificando, de seus escrit\u00f3rios em Buenos Aires<\/em><em>, sua pol\u00edtica equivocada de &#8220;N\u00e3o \u00e0 guerra na Ucr\u00e2nia&#8221; (&#8220;n\u00e3o temos lado&#8221;) que <\/em><em>chamava aos <\/em><em>oper\u00e1rios ucranianos <\/em><em>a n\u00e3o luta<\/em><em>r. Em meio a uma guerra, essa posi\u00e7\u00e3o acaba favorecendo o mais forte e agressor: Putin e a R\u00fassia.<\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>A verdadeira pol\u00edtica do imperialismo ianque em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 guerra na Ucr\u00e2nia<\/strong><\/em><em><strong><\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Vimos que o PTS\/FT sempre considerou que a guerra russo-ucraniana era, em ess\u00eancia, uma guerra entre os EUA\/OTAN e o regime de Putin e que a resist\u00eancia era apenas uma ferramenta do primeiro. Essa caracteriza\u00e7\u00e3o leva essa organiza\u00e7\u00e3o a n\u00e3o entender qual <\/em><em>\u00e9 a verdadeira pol\u00edtica dos EUA em rela\u00e7\u00e3o a essa guerra. <\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A realidade \u00e9 que nunca houve uma guerra entre a OTAN e a R\u00fassia. Desde a ascens\u00e3o do regime de Putin, a pol\u00edtica do imperialismo ianque, das pot\u00eancias europeias e da OTAN foi de &#8220;coexist\u00eancia pac\u00edfica&#8221; com esse regime e de fazer muito bons neg\u00f3cios com ele, especialmente o imperialismo alem\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Por exemplo, os pa\u00edses da OTAN &#8220;fingiram n\u00e3o ver&#8221; quando o regime de Putin anexou uma parte da Ucr\u00e2nia e ocupou Donetsk e Luhansk em 2014. Desde o in\u00edcio da invas\u00e3o russa, eles estavam dispostos a fazer um pacto com Putin e dividir o pa\u00eds com ele<a href=\"#_ftn11\" id=\"_ftnref11\">[11]<\/a>. No entanto, tamb\u00e9m foram surpreendidos pela for\u00e7a da heroica resist\u00eancia ucraniana que interrompeu a ofensiva russa e iniciou uma poderosa contra-ofensiva. Essa situa\u00e7\u00e3o lhes apresentava um perigo muito maior: que uma derrota categ\u00f3rica de Putin na Ucr\u00e2nia levaria ao colapso de seu regime e que, combinada com o triunfo de uma resist\u00eancia oper\u00e1ria e popular neste pa\u00eds, abriria uma din\u00e2mica de revolu\u00e7\u00e3o permanente em toda a Europa Oriental.<\/p>\n\n\n\n<p>Para enfrentar esses perigos, come\u00e7aram a enviar algum apoio militar e financeiro ao governo de Zelensky, supostamente para <em>&#8220;derrotar a invas\u00e3o russa&#8221;.<\/em> Mas esse endurecimento das palavras foi expresso de maneira muito parcial em a\u00e7\u00f5es. Embora os pa\u00edses da OTAN estejam usando a desculpa da guerra na Ucr\u00e2nia para se rearmar at\u00e9 os dentes, o fornecimento de armas para a resist\u00eancia ucraniana e seu ex\u00e9rcito sempre foi muito limitado em quantidade e poder destrutivo. E foi reduzido ao m\u00ednimo quando a contraofensiva ucraniana podia derrotar categoricamente o ex\u00e9rcito russo e expuls\u00e1-lo do pa\u00eds. Embora houvesse apoio log\u00edstico para o ex\u00e9rcito ucraniano dos EUA e treinamento de oficiais ucranianos em pa\u00edses europeus, nunca houve soldados da OTAN combatendo na Ucr\u00e2nia.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi uma t\u00e1tica diferente, a servi\u00e7o de enfraquecer um pouco Putin e traz\u00ea-lo &#8220;manso&#8221; para a negocia\u00e7\u00e3o para dividir o pa\u00eds. Ao mesmo tempo, precisavam controlar e parar o processo do &#8220;povo em armas&#8221; que estava se desenvolvendo na Ucr\u00e2nia (uma grande amea\u00e7a ao capitalismo, uma vez terminada a guerra). Junto com o governo de Zelensky, come\u00e7aram a construir um ex\u00e9rcito cl\u00e1ssico como base s\u00f3lida de um Estado burgu\u00eas no per\u00edodo p\u00f3s-guerra. Por isso, nunca deram armas diretamente \u00e0s mil\u00edcias de resist\u00eancia, mas ao governo Zelensky, que foi o instrumento dessa pol\u00edtica.<\/p>\n\n\n\n<p>A pol\u00edtica do imperialismo ianque e da OTAN era estender a guerra o m\u00e1ximo poss\u00edvel para desgastar e sangrar o povo ucraniano, avan\u00e7ar na destrui\u00e7\u00e3o da economia e da infraestrutura do pa\u00eds para que, cansados da guerra, aceitassem um &#8220;acordo de paz&#8221;. Ou seja, render-se e entregar a regi\u00e3o leste do pa\u00eds a Putin. Ao mesmo tempo, procuravam deix\u00e1-lo totalmente endividado e comprometido financeiramente para garantir que a &#8220;reconstru\u00e7\u00e3o&#8221; do pa\u00eds fosse o caminho para subjug\u00e1-lo completamente ao n\u00edvel de uma semicol\u00f4nia do imperialismo ianque e das pot\u00eancias europeias<a href=\"#_ftn12\" id=\"_ftnref12\">[12]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes de assumir o cargo, Trump fez a proposta de fazer um acordo com Putin sobre a guerra russo-ucraniana para &#8220;alcan\u00e7ar a paz&#8221;. V\u00e1rias raz\u00f5es o for\u00e7am a acelerar os tempos. Trump luta pela hegemonia americana. Mas, ao contr\u00e1rio de Biden, ele reconhece o atual decl\u00ednio dos Estados Unidos. Por isso a &#8220;guerra tarif\u00e1ria&#8221;, uma atitude defensiva t\u00edpica. Tamb\u00e9m quer reduzir seus gastos militares na guerra na Ucr\u00e2nia e passar essa tarefa para o imperialismo europeu.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, e como elemento importante, enfrenta uma onda de grandes mobiliza\u00e7\u00f5es contra seu governo, com epicentro em Los Angeles, mas que se espalhou por todo o pa\u00eds. \u00c9 o movimento chamado <em>No Kings<\/em><a href=\"#_ftn13\" id=\"_ftnref13\">[13]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante dessa situa\u00e7\u00e3o interna, o governo Trump precisa sair de conflitos externos e coloca o acordo de &#8220;paz&#8221; com Putin como uma &#8220;agenda urgente&#8221;. Al\u00e9m das raz\u00f5es que levaram Trump a acelerar os tempos neste ponto, uma quest\u00e3o \u00e9 \u00f3bvia: trata-se de uma &#8220;paz&#8221; contra o povo ucraniano<a href=\"#_ftn14\" id=\"_ftnref14\">[14]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Algumas considera\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a restaura\u00e7\u00e3o do capitalismo na R\u00fassia, China e nos antigos Estados oper\u00e1rios da Europa Oriental, come\u00e7ou o plano das pot\u00eancias imperialistas para aproveitar o grande &#8220;espa\u00e7o de neg\u00f3cios&#8221; que se abriu. Os EUA se concentraram em investimentos na China e em Taiwan. A Inglaterra obteve sua parte como intermedi\u00e1ria na China, por causa de sua antiga influ\u00eancia em Hong Kong e tamb\u00e9m por investimentos na \u00cdndia.<\/p>\n\n\n\n<p>As outras pot\u00eancias europeias, especialmente a Alemanha, concentraram-se nos neg\u00f3cios na Europa Oriental: Cro\u00e1cia, Eslov\u00eania, Pol\u00f4nia e os pa\u00edses b\u00e1lticos aderiram \u00e0 UE e v\u00e1rios deles j\u00e1 s\u00e3o semicol\u00f4nias da Alemanha. Foi o &#8220;espa\u00e7o pr\u00f3prio de neg\u00f3cios&#8221; que o imperialismo ianque deixou para a UE e a Alemanha.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a R\u00fassia de Putin, a Alemanha estabeleceu rela\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas muito profundas. Por um lado, tem investimentos pesados em grandes empresas de energia russas, como a Gazprom, e entraria em colapso sem esses investimentos<a href=\"#_ftn15\" id=\"_ftnref15\">[15]<\/a>. Ao mesmo tempo, a Alemanha \u00e9 altamente dependente do fornecimento de g\u00e1s russo. \u00c9 isso que explica sua &#8220;coexist\u00eancia pac\u00edfica&#8221; com Putin: em 2004, o ent\u00e3o chanceler alem\u00e3o Gerhard Schr\u00f6der afirmou que Putin n\u00e3o era um ditador, mas <em>&#8220;um democrata impec\u00e1vel&#8221;.<a href=\"#_ftn16\" id=\"_ftnref16\"><strong>[16]<\/strong><\/a><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>As contradi\u00e7\u00f5es diante da guerra russo-ucraniana<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, Putin invade a Ucr\u00e2nia e come\u00e7a a guerra contra a resist\u00eancia nacional ucraniana. Putin havia rompido a &#8220;coexist\u00eancia pac\u00edfica&#8221; com a OTAN e esse bloco pol\u00edtico-militar se deparou com o problema de como responder a isso. Foi a\u00ed que surgiram contradi\u00e7\u00f5es no seu interior.<\/p>\n\n\n\n<p>Todos concordaram que a OTAN n\u00e3o interviria diretamente como tal. Mas surgiram diferen\u00e7as entre os EUA e a Alemanha em outros pontos. Por um lado, sobre o tipo e o volume de armas que entregariam \u00e0 Ucr\u00e2nia<a href=\"#_ftn17\" id=\"_ftnref17\">[17]<\/a>. A diferen\u00e7a central foi sobre as san\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas \u00e0 R\u00fassia. Os EUA queriam aplicar san\u00e7\u00f5es mais fortes para desgastar e enfraquecer a R\u00fassia e, assim, for\u00e7ar Putin a negociar. Entre as san\u00e7\u00f5es propostas estava impedir o acesso da R\u00fassia ao Sistema Internacional de Opera\u00e7\u00f5es Banc\u00e1rias Internacionais (SWIFT).<a href=\"#_ftn18\" id=\"_ftnref18\">[18]<\/a> A Alemanha se op\u00f4s veementemente a isso porque Putin teria respondido bloqueando o fornecimento de g\u00e1s ao pa\u00eds. A san\u00e7\u00e3o acabou n\u00e3o sendo aplicada. Mas a UE e a Alemanha se adaptaram \u00e0 pol\u00edtica dos EUA de entregar armas \u00e0 Ucr\u00e2nia. A Alemanha contribuiu com territ\u00f3rios onde os EUA treinaram soldados ucranianos.<a href=\"#_ftn19\" id=\"_ftnref19\">[19]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Como vimos, a guerra vem se estendendo at\u00e9 agora e desgastando o povo ucraniano. Ao mesmo tempo, o imperialismo ianque e as pot\u00eancias europeias tinham um objetivo estrat\u00e9gico: colonizar a Ucr\u00e2nia assim que a guerra terminasse. Todas as supostas &#8220;ajudas financeiras&#8221; que deram a este pa\u00eds foram, na realidade, &#8220;empr\u00e9stimos hipotec\u00e1rios&#8221; a serem pagos no p\u00f3s-guerra e que tinham como garantia o controle total dos EUA e das pot\u00eancias europeias sobre a &#8220;reconstru\u00e7\u00e3o&#8221; da Ucr\u00e2nia e a entrega de seus recursos naturais.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 aqui, o imperialismo ianque e as pot\u00eancias europeias uniram for\u00e7as para colonizar a Ucr\u00e2nia juntos ap\u00f3s a guerra. O &#8220;acordo de paz&#8221; proposto por Trump a Putin muda essa situa\u00e7\u00e3o: por um lado, deixa as pot\u00eancias europeias fora do acordo; por outro, tamb\u00e9m a deixa fora do neg\u00f3cio de apropria\u00e7\u00e3o de recursos naturais, como os minerais estrat\u00e9gicos conhecidos como &#8220;terras raras&#8221;, que agora seriam exclusivamente para o imperialismo ianque<a href=\"#_ftn20\" id=\"_ftnref20\">[20]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta \u00e9 a raz\u00e3o subjacente para a &#8220;raiva&#8221; das pot\u00eancias europeias, especialmente da Alemanha, com a proposta de Trump: ela as deixa completamente fora dos neg\u00f3cios na Ucr\u00e2nia. A Alemanha considera que, como aconteceu com os outros pa\u00edses do Leste Europeu, a Ucr\u00e2nia faria parte de seu &#8220;espa\u00e7o natural de neg\u00f3cios&#8221;. Mas a proposta de Trump agora n\u00e3o a convida para &#8220;a festa&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O que o PTS diz sobre a proposta de Trump?<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O ponto central desse debate \u00e9 a proposta de Trump a Putin para acabar com a guerra e fazer um acordo com a &#8220;paz&#8221;. Diante dessa proposta, a posi\u00e7\u00e3o da LIT-QI tem sido muito n\u00edtida: denunciamos como uma paz contra o povo ucraniano, que dividiria a Ucr\u00e2nia entregando uma parte a Putin e a outra \u00e0 pilhagem colonial do imperialismo ianque e das pot\u00eancias europeias. Chamamos a classe oper\u00e1ria ucraniana a continuar lutando pela independ\u00eancia do pa\u00eds contra esse acordo. Continuamos a apelar aos trabalhadores e aos povos do mundo para que continuem apaoiando a resist\u00eancia ucraniana<a href=\"#_ftn21\" id=\"_ftnref21\">[21]<\/a> e, assim, a garantir o fornecimento das armas necess\u00e1rias para sustentar esse combate.<\/p>\n\n\n\n<p>Estamos plenamente conscientes de que os sofrimentos e baixas nesta longa e dura guerra de liberta\u00e7\u00e3o geraram fadiga em muitos trabalhadores ucranianos e que essa desmoraliza\u00e7\u00e3o pode lev\u00e1-los a aceitar este acordo para acabar com a guerra. Seria equivalente a uma greve combativa que \u00e9 derrotada porque suas for\u00e7as est\u00e3o quase esgotadas. Nesse caso, compreenderemos perfeitamente essa situa\u00e7\u00e3o e manteremos nosso apoio e solidariedade com os trabalhadores e o povo ucraniano.<\/p>\n\n\n\n<p>O que nunca far\u00edamos \u00e9 dizer-lhes que este acordo \u00e9 bom. Propomos que, se recuarem, o fa\u00e7am da forma mais ordenada poss\u00edvel, que recuperem as for\u00e7as e tirem conclus\u00f5es sobre a raz\u00e3o dessa derrota. Com base nisso, dir\u00edamos a eles que se preparem pacientemente para retomar a luta que lhes permitir\u00e1 recuperar a parte de seu pa\u00eds que foi roubada por Putin e enfrentar a pilhagem colonial do imperialismo ianque e das pot\u00eancias europeias.<\/p>\n\n\n\n<p>Em posi\u00e7\u00e3o oposta, um setor da esquerda vindo do stalinismo, que havia apoiado a invas\u00e3o russa ordenada por Putin, pediu apoio \u00e0 proposta de Trump porque considera que esse acordo de &#8220;paz&#8221; \u00e9 o reconhecimento pelo imperialismo ianque de que foi derrotado na guerra. \u00c9 o caso do jornalista brasileiro Breno Altman, que equipara esse acordo ao que Richard Nixon foi for\u00e7ado a assinar em 1975, ap\u00f3s a derrota dos Estados Unidos na Guerra do Vietn\u00e3. Debatemos duramente esta posi\u00e7\u00e3o, que tem o m\u00e9rito de ser muito n\u00edtida<a href=\"#_ftn22\" id=\"_ftnref22\">[22]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim sendo, qual \u00e9 a posi\u00e7\u00e3o do PTS \/ FT sobre a proposta de Trump? Lemos e relemos v\u00e1rias vezes o artigo de Juan Chingo e voltamos a assistir ao programa de televis\u00e3o: n\u00e3o conseguimos encontr\u00e1-la! A conclus\u00e3o de sua extensa an\u00e1lise \u00e9 que os revolucion\u00e1rios devem promover mobiliza\u00e7\u00f5es com uma <em>&#8220;pol\u00edtica antimilitarista e anti-guerra&#8221;.<\/em> Ou seja, &#8220;pela paz&#8221;, sem definir de que &#8220;paz&#8221; se trata. A mesma pol\u00edtica que eles tinham desde o in\u00edcio da guerra com o &#8220;n\u00e3o temos lado&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>A conclus\u00e3o l\u00f3gica dessa abordagem seria apoiar o &#8220;acordo de paz&#8221; entre Trump e Putin porque acabaria com a &#8220;guerra reacion\u00e1ria&#8221; na Ucr\u00e2nia e alcan\u00e7aria a &#8220;paz&#8221;. O PTS\/FT est\u00e1 ciente de que n\u00e3o pode dizer isso. Ent\u00e3o, olha para o outro lado e tenta esconder o fato de que n\u00e3o tem uma posi\u00e7\u00e3o concreta diante dessa proposta, em meio a muitas an\u00e1lises e um chamado abstrato \u00e0 revolu\u00e7\u00e3o socialista no mundo. Em outras palavras, um &#8220;obrigado, n\u00e3o fumo&#8221; que capitula a Trump e Putin (agora associados).<\/p>\n\n\n\n<p>Para n\u00f3s, a \u00fanica paz verdadeira na Ucr\u00e2nia deve partir do triunfo da resist\u00eancia ucraniana e da derrota da invas\u00e3o russa, e continuar na luta contra a pilhagem do imperialismo ianque e das pot\u00eancias europeias. Para esta luta, como em qualquer guerra, s\u00e3o necess\u00e1rias armas, n\u00e3o apelos vazios \u00e0 &#8220;paz&#8221;.&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\">[1]<\/a> <a href=\"https:\/\/www.laizquierdadiario.com\/Trump-Ucrania-y-el-rearme-de-Europa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.laizquierdadiario.com\/Trump-Ucrania-y-el-rearme-de-Europa<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;e <a href=\"https:\/\/www.laizquierdadiario.com\/La-crisis-historica-de-la-relacion-transatlantica-y-los-desafios-de-los-internacionalistas-proletarios\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.laizquierdadiario.com\/La-crisis-historica-de-la-relacion-transatlantica-y-los-desafios-de-los-internacionalistas-proletarios<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref2\" id=\"_ftn2\">[2]<\/a> <a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/sobre-la-consigna-no-a-la-guerra-en-ucrania\/?utm_source=copylink&amp;utm_medium=browserlink&amp;utm_medium=browser\">https:\/\/litci.org\/es\/sobre-la-consigna-no-a-la-guerra-en-ucrania\/?utm_source=copylink&amp;utm_medium=browserlink&amp;utm_medium=browser<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref3\" id=\"_ftn3\">[3]<\/a> <a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/espanol\/lenin\/obras\/1910s\/1915sogu.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/www.marxists.org\/espanol\/lenin\/obras\/1910s\/1915sogu.htm<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref4\" id=\"_ftn4\">[4]<\/a> https:\/\/litci.org\/es\/las-falsificaciones-de-putin-sobre-la-batalla-de-stalingrado-y-la-guerra-en-ucrania\/?utm_source=copylink&amp;utm_medium=browser<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref5\" id=\"_ftn5\">[5]<\/a> https:\/\/litci.org\/es\/la-resistencia-militar-ucraniana-y-el-nuevo-momento-de-la-guerra\/?utm_source=copylink&amp;utm_medium=browser<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref6\" id=\"_ftn6\">[6]<\/a> https:\/\/litci.org\/es\/csp-conlutas-va-a-ucrania-con-convoy-obrero-internacional-y-entrega-donaciones\/?utm_source=copylink&amp;utm_medium=browser<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref7\" id=\"_ftn7\">[7]<\/a> https:\/\/litci.org\/es\/armas-para-la-resistencia-ucraniana\/?utm_source=copylink&amp;utm_medium=browser<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref8\" id=\"_ftn8\">[8]<\/a> https:\/\/litci.org\/es\/debate-con-el-buro-politico-de-la-iv-internacional-y-gilbert-achcar\/?utm_source=copylink&amp;utm_medium=browser<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref9\" id=\"_ftn9\">[9]<\/a> Veja WRIGHT, John G., &#8220;Por que defendemos a China?&#8221;, em: <a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/history\/etol\/writers\/wright\/1942\/04\/china.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/www.marxists.org\/history\/etol\/writers\/wright\/1942\/04\/china.htm<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref10\" id=\"_ftn10\">[10]<\/a> https:\/\/litci.org\/es\/entrevista-con-yuri-petrovich-samoilov-dirigente-minero-ucraniano\/?utm_source=copylink&amp;utm_medium=browser&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref11\" id=\"_ftn11\">[11]<\/a> https:\/\/litci.org\/es\/el-imperialismo-acepta-repartir-ucrania-con-putin\/?utm_source=copylink&amp;utm_medium=browser<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref12\" id=\"_ftn12\">[12]<\/a> https:\/\/litci.org\/es\/la-guerra-de-ucrania-y-el-imperialismo-estadounidense\/?utm_source=copylink&amp;utm_medium=browser<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref13\" id=\"_ftn13\">[13]<\/a> https:\/\/elpais.com\/us\/2025-06-14\/las-protestas-no-kings-y-el-desfile-militar-de-donald-trump-en-vivo.html<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref14\" id=\"_ftn14\">[14]<\/a> https:\/\/litci.org\/es\/la-paz-de-trump-y-putin-contra-el-pueblo-ucraniano\/?utm_source=copylink&amp;utm_medium=<strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref15\" id=\"_ftn15\">[15]<\/a> Sobre este tema, recomendamos <em>a leitura do endividamento externo da R\u00fassia: din\u00e2mica, estrutura e riscos nas condi\u00e7\u00f5es das san\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas dos pa\u00edses ocidentais, <\/em>por Tatiana Sidorenko em: https:\/\/www.redalyc.org\/journal\/599\/59947016001\/<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref16\" id=\"_ftn16\">[16]<\/a> https:\/\/www.dw.com\/es\/el-excanciller-schr%C3%B6der-y-putin-cuando-la-amistad-se-convierte-en-descaro\/a-61640542&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref17\" id=\"_ftn17\">[17]<\/a> https:\/\/noticias-do-brasil.com\/internacional\/2022\/04\/25\/alemanha-promete-decisao-rapida-sobre-envio-de-armas-pesadas-para-a-ucrania.html<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref18\" id=\"_ftn18\">[18]<\/a> https:\/\/cnnespanol.cnn.com\/video\/ucrania-rusia-eeuu-sanciones-redaccion-buenos-aires<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref19\" id=\"_ftn19\">[19]<\/a> <a href=\"https:\/\/www.metropoles.com\/mundo\/eua-inicia-treinamento-de-militares-ucranianos-na-alemanha\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">EUA iniciam 30 militares ucranianos na Alemanha (metropoles.com)<\/a> e <a href=\"https:\/\/www.em.com.br\/app\/noticia\/internacional\/2022\/04\/22\/interna_internacional,1361768\/eua-marca-reuniao-na-alemanha-sobre-seguranca-de-longo-prazo-da-ucrania.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">EUA marcam reuni\u00e3o na Alemanha sobre seguran\u00e7a de longo prazo da Ucr\u00e2nia &#8211; Internacional &#8211; Estado das Minas<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref20\" id=\"_ftn20\">[20]<\/a> https:\/\/litci.org\/es\/trump-y-zelensky-acuerdan-saqueo-de-los-minerales\/?utm_source=copylink&amp;utm_medium=browser<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref21\" id=\"_ftn21\">[21]<\/a> <a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/putin-y-trump-saquen-sus-manos-de-ucrania\/?utm_source=copylink&amp;utm_medium=browser\">Putin e Trump Tire as m\u00e3os da Ucr\u00e2nia! &#8211; Liga Internacional dos TrabalhadoresLiga Internacional dos Trabalhadores<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref22\" id=\"_ftn22\">[22]<\/a> <a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/la-paz-de-trump-y-putin-contra-el-pueblo-ucraniano\/?utm_source=copylink&amp;utm_medium=browser\">A &#8220;paz&#8221; de Trump e Putin contra o povo ucraniano &#8211; International Workers LeagueInternational Workers League<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: L\u00edlian Enck<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por: Reda\u00e7\u00e3o Estamos com o povo ucraniano contra a invas\u00e3o russa e a coloniza\u00e7\u00e3o dos EUA Recentemente, em sua multim\u00eddia Izquierda Diario, o Partido Socialista dos Trabalhadores (PTS) da Argentina e sua organiza\u00e7\u00e3o internacional (a Fra\u00e7\u00e3o Trotskista-FT) dedicaram um programa de televis\u00e3o e um extenso artigo para analisar a proposta de Donald Trump a Vladimir 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