{"id":81217,"date":"2025-07-01T14:57:57","date_gmt":"2025-07-01T14:57:57","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=81217"},"modified":"2025-07-10T22:49:38","modified_gmt":"2025-07-10T22:49:38","slug":"sobre-a-guerra-dos-eua-e-israel-contra-o-ira-e-as-suas-consequencias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2025\/07\/01\/sobre-a-guerra-dos-eua-e-israel-contra-o-ira-e-as-suas-consequencias\/","title":{"rendered":"Sobre a guerra dos EUA e Israel contra o Ir\u00e3 e as suas consequ\u00eancias"},"content":{"rendered":"\n<p>Por: LIT-QI | <\/p>\n\n\n\n<p>Uma tr\u00e9gua imposta por Trump interrompeu a guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Ir\u00e3. \u00c9 hora de avaliar a situa\u00e7\u00e3o criada e suas consequ\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p>A tr\u00e9gua foi imposta depois que os Estados Unidos bombardearam duramente as instala\u00e7\u00f5es nucleares do Ir\u00e3 com 125 avi\u00f5es, lan\u00e7ando as bombas n\u00e3o at\u00f4micas mais pesadas do mundo. Num ataque muito duro, preparado com bastante anteced\u00eancia, Israel assassinou uma parte importante da lideran\u00e7a militar iraniana, realizou intensos ataques a\u00e9reos di\u00e1rios contra as instala\u00e7\u00f5es nucleares, destruiu grande parte da defesa antia\u00e9rea iraniana e parte dos seus m\u00edsseis defensivos e ofensivos, al\u00e9m de atacar as grandes cidades, demolindo casas, infraestruturas e hospitais.<\/p>\n\n\n\n<p>O Ir\u00e3 respondeu lan\u00e7ando cerca de 650 m\u00edsseis sobre Israel, atingindo pela primeira vez o seu territ\u00f3rio em diferentes cidades, sem causar perdas militares significativas, mas superando parcialmente a defesa antia\u00e9rea sionista. Foi a segunda vez (a primeira em 7 de outubro com o ataque do Hamas) que as defesas \u00abinexpugn\u00e1veis\u00bb de Israel foram vencidas neste per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Uma ofensiva imperialista-sionista&#8230; da qual o Ir\u00e3 n\u00e3o sai derrotado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A tr\u00e9gua foi imposta numa situa\u00e7\u00e3o de ofensiva imperialista-sionista e defensiva do Ir\u00e3. O imperialismo norte-americano e o governo israelita sa\u00edram fortalecidos com um ataque brutal, poucas perdas e uma tr\u00e9gua que impediu que as consequ\u00eancias pol\u00edticas do desgaste de uma guerra mais longa afetassem Trump e Netanyahu.<\/p>\n\n\n\n<p>O imperialismo europeu apoiou em geral o ataque norte-americano ao Ir\u00e3 ou, no m\u00e1ximo, limitou-se a propor sa\u00eddas diplom\u00e1ticas.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas o Ir\u00e3 n\u00e3o sai derrotado desta guerra. Nem os Estados Unidos nem Israel conseguiram impor os seus dois objetivos: acabar com o potencial nuclear iraniano e derrubar o regime dos aiatol\u00e1s. E conseguiu atingir com os seus m\u00edsseis o territ\u00f3rio israelita, de uma forma muito mais intensa do que nos ataques de abril de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>O conflito n\u00e3o est\u00e1 resolvido, longe disso. Pode haver novos ataques ou evoluir com o retorno das negocia\u00e7\u00f5es EUA-Ir\u00e3, retomando os acordos de Abrahan, as rela\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas e pol\u00edticas dos pa\u00edses \u00e1rabes com Israel e um novo plano para Gaza. \u00c9 importante saber se, e em que medida, o Ir\u00e3 conseguir\u00e1 rearmar-se. Trata-se de um processo complexo, com uma evolu\u00e7\u00e3o ainda em aberto.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas j\u00e1 se pode afirmar que essa guerra exacerbou a polariza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, pol\u00edtica e militar existente no mundo, ampliar\u00e1 a crise da ordem mundial e tender\u00e1 a radicalizar a luta de classes.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O ataque de Israel contra o Ir\u00e3 \u00e9 uma continua\u00e7\u00e3o ampliada de sua ofensiva contra Gaza.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Netanyahu rompeu o acordo de tr\u00e9gua em Gaza em mar\u00e7o passado, voltou a ocupar os corredores de Filad\u00e9lfia e Netzarin e avan\u00e7ou no plano de exterm\u00ednio e expuls\u00e3o dos palestinos de Gaza, destruindo casa por casa e decretando a evacua\u00e7\u00e3o de regi\u00f5es inteiras, como no norte.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 o momento, n\u00e3o h\u00e1 sinais de que ele possa concretizar o plano de expuls\u00e3o dos palestinos de Gaza anunciado por Trump, devido \u00e0 enorme rejei\u00e7\u00e3o internacional e entre os pa\u00edses da regi\u00e3o. Mas pode ser que Netanyahu tente implantar col\u00f4nias sionistas dentro do territ\u00f3rio de Gaza.<\/p>\n\n\n\n<p>Paralelamente, est\u00e1 decorrendo o maior ataque \u00e0 Cisjord\u00e2nia em d\u00e9cadas, com a expuls\u00e3o de 40 000 palestinos, a ocupa\u00e7\u00e3o e destrui\u00e7\u00e3o de campos de refugiados tradicionais, o que faz parte de um plano para anexar a regi\u00e3o a Israel.<\/p>\n\n\n\n<p>O genoc\u00eddio israelita matou pelo menos 60 000 palestinos (algumas estimativas falam de 100 000), destruiu quase toda a infraestrutura e mais de 90% das casas. Agora, Israel usa a fome como arma de guerra, com a distribui\u00e7\u00e3o sob seu controle militar de alimentos dentro de Gaza. Cerca de 600 palestinos morreram nas filas para a distribui\u00e7\u00e3o de alimentos, assassinados por soldados israelenses.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar disso, Israel n\u00e3o se pode declarar vencedor. N\u00e3o conseguiu acabar com o Hamas nem resgatar os ref\u00e9ns e est\u00e1 envolvido numa guerra exaustiva sem um fim definido. O Hamas n\u00e3o s\u00f3 se mant\u00e9m, como incorporou mais militantes.<\/p>\n\n\n\n<p>A ofensiva israelita gerou um isolamento internacional hist\u00f3rico do sionismo. Nunca houve na hist\u00f3ria tal rep\u00fadio a Israel no mundo. S\u00e3o partes contradit\u00f3rias da mesma totalidade: a ofensiva genocida israelita e o seu isolamento das massas no mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>O sionismo obteve uma vit\u00f3ria militar contra o Hezbollah, matando Nasrallah e grande parte de seus l\u00edderes, al\u00e9m de destruir entre 70% e 80% do seu arsenal. Depois disso, um novo governo liban\u00eas, alinhado com o imperialismo norte-americano, est\u00e1 recompondo o Estado, impondo seu controle sobre o pa\u00eds e reduzindo o peso do Hezbollah.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta organiza\u00e7\u00e3o, embora mantenha a sua base pol\u00edtica, est\u00e1 se transformando em um partido do regime, mais adequado para as elei\u00e7\u00f5es e menos estruturado militarmente. Desde o ataque israelita, praticamente n\u00e3o houve mais ataques importantes do Hezbollah contra Israel, o que foi ainda mais significativo durante a guerra de Israel e dos EUA contra o Ir\u00e3, em que o Hezbollah simplesmente n\u00e3o reagiu militarmente.<\/p>\n\n\n\n<p>A derrubada de Assad na S\u00edria foi uma vit\u00f3ria do movimento de massas contra uma ditadura odiada e c\u00famplice de Israel. No entanto, a evolu\u00e7\u00e3o desses processos est\u00e1 fortemente condicionada pela sua dire\u00e7\u00e3o. O governo de Al-Sharaa busca reconstruir o Estado s\u00edrio, recompondo um regime bonapartista em alian\u00e7a com o imperialismo norte-americano e pot\u00eancias regionais como a Turquia e a Ar\u00e1bia Saudita, sem enfrentar Israel.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora o processo s\u00edrio tenha potencial para estimular novos processos de luta na regi\u00e3o, a queda de Assad enfraqueceu o apoio do Ir\u00e3. E esse enfraquecimento do chamado \u00abEixo da Resist\u00eancia\u00bb, juntamente com a crise pol\u00edtica interna em Israel causada pelo desgaste de um ano e nove meses de guerra cont\u00ednua, foram as bases para que Israel atacasse o Ir\u00e3.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A situa\u00e7\u00e3o interna de Israel e a sua rela\u00e7\u00e3o com o ataque<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Israel \u00e9 um enclave do imperialismo, uma pot\u00eancia nuclear financiada e armada pelos EUA. Mas est\u00e1 vivendo importantes processos de transforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Como resultado dos seus constantes confrontos militares, h\u00e1 um \u00eaxodo de setores da classe m\u00e9dia liberal e a imigra\u00e7\u00e3o de colonos \u2014 na sua maioria de ideologia ultradireitista ou diretamente fascista \u2014 que ocupam as col\u00f4nias da Cisjord\u00e2nia. Isso gera uma amplia\u00e7\u00e3o e radicaliza\u00e7\u00e3o nas suas bases de apoio ao genoc\u00eddio sionista.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, h\u00e1 uma importante crise pol\u00edtica interna causada pelo cansa\u00e7o ap\u00f3s quase dois anos de guerra em Gaza, acusa\u00e7\u00f5es de corrup\u00e7\u00e3o e outras contra Netanyahu.<\/p>\n\n\n\n<p>Houve importantes mobiliza\u00e7\u00f5es de massas contra o governo por parte de um setor descontente com a continua\u00e7\u00e3o da guerra e a n\u00e3o devolu\u00e7\u00e3o dos ref\u00e9ns. Isso levou a uma polariza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica contra o outro setor de massas de extrema direita, base de Netanyahu, que apoia a continua\u00e7\u00e3o da guerra a qualquer pre\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>O governo de extrema direita mant\u00e9m-se com m\u00faltiplas crises. Uma delas tem a ver com os religiosos ultraortodoxos que est\u00e3o isentos do servi\u00e7o militar obrigat\u00f3rio, numa sociedade militarizada e em guerra como Israel. Isso foi negado pela justi\u00e7a, mas os partidos que os representam amea\u00e7am abandonar o governo Netanyahu, caso seja implementado essa decis\u00e3o, o que tamb\u00e9m poderia levar \u00e0 sua queda.<\/p>\n\n\n\n<p>O prest\u00edgio eleitoral de Netanyahu estava em baixa antes da guerra. O ataque contra o Ir\u00e3 foi um passo em frente para escapar da sua crise interna, e conseguiu.<\/p>\n\n\n\n<p>O governo contou com o apoio popular, mesmo com uma parte importante da popula\u00e7\u00e3o israelita vivendo em bunkers durante mais de uma semana. Este prest\u00edgio ampliou-se com o brutal ataque norte-americano. As sondagens apontam que houve 83% de apoio aos ataques.<\/p>\n\n\n\n<p>Isto se explica pelo car\u00e1ter de enclave do pa\u00eds, constru\u00eddo sobre a explora\u00e7\u00e3o e a opress\u00e3o dos palestinos. Al\u00e9m disso, o povo israelita foi convencido durante d\u00e9cadas da \u00abamea\u00e7a nuclear do Ir\u00e3\u00bb. Assim, a propaganda da \u00abdestrui\u00e7\u00e3o do potencial nuclear do Ir\u00e3\u00bb ganhou um enorme apoio. O resultado \u00e9 um fortalecimento pol\u00edtico e militar de Netanyahu, que recuperou, ainda que de forma conjuntural, a sua popularidade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A contrarrevolu\u00e7\u00e3o sionista permanente<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A outra raz\u00e3o para o ataque ao Ir\u00e3 \u00e9 o projeto do Grande Israel, ampliando as suas fronteiras e consolidando um controle militar imperialista mais amplo no M\u00e9dio Oriente.<\/p>\n\n\n\n<p>Israel nunca havia lan\u00e7ado um ataque semelhante contra o Ir\u00e3. Assim, retoma, em maior medida, seu papel de enclave e gendarme imperialista no Oriente M\u00e9dio, refor\u00e7ando sua presen\u00e7a no L\u00edbano, na S\u00edria e em Gaza e com seu poderio a\u00e9reo amea\u00e7ando todo o Oriente M\u00e9dio. Este projeto pode ou n\u00e3o ser desenvolvido em meio \u00e0 crise da ordem mundial e \u00e0 situa\u00e7\u00e3o convulsa da regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A l\u00f3gica de Netanyahu \u00e9 a de uma contrarrevolu\u00e7\u00e3o permanente, uma guerra cont\u00ednua para tentar estabelecer uma hegemonia militar regional que n\u00e3o se traduz numa estabiliza\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o. N\u00e3o consegue derrotar os seus inimigos, amplia a polariza\u00e7\u00e3o social e pol\u00edtica, aumenta o potencial de uma nova primavera \u00e1rabe e tende a gerar cada vez mais desgaste interno em Israel.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais uma vez, existe uma enorme contradi\u00e7\u00e3o entre o aumento do peso militar de Israel e o agravamento das contradi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas internas em Israel e em toda a regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, Netanyahu volta a centrar a sua ofensiva em Gaza, com a continuidade do genoc\u00eddio. Isso ir\u00e1 gerar mais uma vez um aumento do seu desgaste internacional e mobiliza\u00e7\u00f5es pr\u00f3-Palestina no mundo, embora exista a possibilidade de retomar as negocia\u00e7\u00f5es com a Ar\u00e1bia Saudita para chegar a um acordo sobre Gaza.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A ditadura iraniana<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O regime iraniano \u00e9 uma ditadura burguesa sob a forma de um regime teocr\u00e1tico. No Ir\u00e3, uma revolu\u00e7\u00e3o derrubou a monarquia do X\u00e1 Mohamed Reza Pahlevi, aliado direto do imperialismo norte-americano, em 1979.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a cumplicidade e trai\u00e7\u00e3o do PC iraniano (o Tudeh), que tinha peso na classe oper\u00e1ria, os aiatol\u00e1s xiitas, express\u00e3o de uma burguesia local, conseguiram acabar com os \u00f3rg\u00e3os de duplo poder e derrotar a revolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir de ent\u00e3o, essa burguesia cresceu a partir do controle do aparato estatal e instaurou uma ditadura burguesa, reprimindo duramente as greves e a luta das mulheres, severamente oprimidas pela teocracia isl\u00e2mica.<\/p>\n\n\n\n<p>As mulheres estiveram na vanguarda do processo de lutas contra a ditadura teocr\u00e1tica, num movimento enraizado nas condi\u00e7\u00f5es sociais do pa\u00eds, nas greves das professoras, nas mobiliza\u00e7\u00f5es curdas e nos protestos juvenis urbanos. O slogan \u00abMulher, Vida, Liberdade\u00bb surgiu nas ruas do Ir\u00e3 com enorme for\u00e7a em 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>A ditadura iraniana utiliza for\u00e7as como a Guarda Revolucion\u00e1ria e mil\u00edcias como a Basij (uma for\u00e7a paramilitar diretamente ligada \u00e0 Guarda Revolucion\u00e1ria) para reprimir manifesta\u00e7\u00f5es de rua, greves e a luta das mulheres.<\/p>\n\n\n\n<p>A n\u00edvel regional, o regime dos aiatol\u00e1s mant\u00e9m a independ\u00eancia do imperialismo norte-americano desde o seu nascimento, mas depois se apoiou no imperialismo russo e chin\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 o centro do chamado \u00abEixo da Resist\u00eancia\u00bb contra o dom\u00ednio israelita, que inclu\u00eda o Hezbollah, mil\u00edcias xiitas no Iraque, o regime de Assad e os houthis do I\u00e9men. Mas n\u00e3o enfrentou Israel durante todo o genoc\u00eddio de Gaza, reagindo apenas aos seus ataques contra o Ir\u00e3.<\/p>\n\n\n\n<p>O regime teocr\u00e1tico iraniano desempenhou um papel diretamente contrarrevolucion\u00e1rio ao apoiar o governo de Assad durante a revolta das massas contra a ditadura s\u00edria.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar do desgaste interno do regime iraniano, como subproduto da crise econ\u00f4mica, da pobreza das massas e da opress\u00e3o contra as mulheres, o ataque dos EUA e de Israel provocou, aparentemente, uma rea\u00e7\u00e3o de unidade nacional, embora tenha aproveitado a guerra para prender 700 ativistas da oposi\u00e7\u00e3o que n\u00e3o eram pr\u00f3-imperialistas. Mas, parece-nos que predomina o sentimento de unidade nacional contra a agress\u00e3o militar sofrida.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de enfraquecido pelos ataques, o Ir\u00e3 mant\u00e9m a sua capacidade nuclear e sai desta guerra com um regime fortalecido por ter enfrentado inimigos muito mais poderosos em termos militares sem se render e por ter atingido o territ\u00f3rio israelita com os seus m\u00edsseis.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Estamos no campo militar do Ir\u00e3, com independ\u00eancia face \u00e0 ditadura dos aiatol\u00e1s<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em per\u00edodo de guerra, estamos no campo militar do Ir\u00e3 e defendemos a derrota do ataque sionista-imperialista, sem dar o menor apoio pol\u00edtico \u00e0 ditadura burguesa dos aiatol\u00e1s que oprime o povo trabalhador, reprime brutalmente as mulheres e a juventude e usa o confronto com o imperialismo para justificar a sua pr\u00f3pria ditadura interna. Defendemos a mais completa independ\u00eancia pol\u00edtica em rela\u00e7\u00e3o ao regime iraniano.<\/p>\n\n\n\n<p>Rejeitamos a falsa alternativa entre o imperialismo e a teocracia iraniana do stalinismo e seu campismo pol\u00edtico.<\/p>\n\n\n\n<p>O argumento h\u00e1 muito utilizado pela propaganda imperialista para o ataque de que \u00abo Ir\u00e3 n\u00e3o pode ter armas nucleares\u00bb \u00e9 uma express\u00e3o c\u00ednica da arrog\u00e2ncia imperialista. Os Estados Unidos, o pa\u00eds imperialista que possui mais armas nucleares, aliado a Israel (outra pot\u00eancia nuclear), exige a exclusividade do seu poder de destrui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Somos contra todas as armas nucleares porque elas t\u00eam o poder de tornar o planeta inabit\u00e1vel e destruir a humanidade. Mais ainda na atual situa\u00e7\u00e3o de crise ambiental. N\u00e3o queremos que essas armas estejam nas m\u00e3os dos governos burgueses, sob o controle da burguesia mundial.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, ao mesmo tempo, \u00e9 uma express\u00e3o brutal de imposi\u00e7\u00e3o imperialista a defesa de sua exclusividade em ter armas nucleares. Defendemos o direito do Ir\u00e3 de se defender, tendo tamb\u00e9m essas mesmas armas nucleares.<\/p>\n\n\n\n<p>Defendemos a mais ampla liberdade para os sindicatos e organiza\u00e7\u00f5es oper\u00e1rias no Ir\u00e3 para lutar contra a agress\u00e3o imperialista, bem como contra a ditadura.<\/p>\n\n\n\n<p>A luta contra a agress\u00e3o israelo-americana deve servir para impulsionar a organiza\u00e7\u00e3o independente da classe trabalhadora iraniana, palestina, libanesa e mundial, como parte de uma estrat\u00e9gia de revolu\u00e7\u00e3o permanente e ruptura com todos os projetos capitalistas e fundamentalistas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O importante papel de Trump<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O imperialismo norte-americano continua hegem\u00f4nico, mas Trump reconhece sua decad\u00eancia atual e move-se em meio \u00e0 crise da ordem mundial para recompor a hegemonia norte-americana nos n\u00edveis anteriores.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele busca a\u00e7\u00f5es que reduzam a presen\u00e7a e os gastos militares norte-americanos onde n\u00e3o lhe interessa, recompondo ao mesmo tempo essa hegemonia.<\/p>\n\n\n\n<p>Trump tentou um acordo com Putin para p\u00f4r fim \u00e0 guerra na Ucr\u00e2nia, impondo um acordo colonial com Zelensky e deixando para o imperialismo europeu os custos do apoio militar \u00e0 Ucr\u00e2nia. At\u00e9 agora, isso n\u00e3o funcionou porque a guerra na Ucr\u00e2nia continua. Nessa guerra contra o Ir\u00e3, foi diferente. Trump e Netanyahu fortaleceram-se juntos<\/p>\n\n\n\n<p>O imperialismo norte-americano e o governo israelita agiram em frente \u00fanica o tempo todo. Isso n\u00e3o significa que n\u00e3o existem diferen\u00e7as pol\u00edticas e interesses divergentes entre esses dois governos de extrema direita, como ficou evidente na recente viagem de Trump ao M\u00e9dio Oriente, com a suspens\u00e3o das san\u00e7\u00f5es ao novo governo s\u00edrio e o acordo com os houthis.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas nessa guerra eles agiram juntos. Desde o plano de ataque de Israel, elaborado com bastante anteced\u00eancia em conjunto com a intelig\u00eancia norte-americana, o momento do ataque, as estruturas de defesa israelitas, o fornecimento de armamento e o apoio pol\u00edtico.<\/p>\n\n\n\n<p>Houve um primeiro momento de diplomacia, em que Trump tentou impor ao Ir\u00e3 um acordo que impedisse o seu desenvolvimento nuclear. Perante o impasse nas negocia\u00e7\u00f5es, ajudou a preparar e apoiou o ataque de Israel contra o Ir\u00e3 e, perante a resist\u00eancia iraniana, redobrou a aposta militar com um ataque direto dos Estados Unidos, ainda mais brutal do que o israelita.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da sua superioridade militar, Trump n\u00e3o quis prosseguir com a guerra, por v\u00e1rias raz\u00f5es. Em primeiro lugar, pelas graves consequ\u00eancias pol\u00edticas que isso acarretaria, com mobiliza\u00e7\u00f5es j\u00e1 previstas em todo o mundo. Trump j\u00e1 enfrentou internamente duas mobiliza\u00e7\u00f5es gigantescas contra si: a 5 de abril e as manifesta\u00e7\u00f5es No King em junho. H\u00e1 uma crise pol\u00edtica crescente no pa\u00eds devido aos ataques aos imigrantes, que pode se juntar \u00e0s mobiliza\u00e7\u00f5es pr\u00f3-Palestina.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, h\u00e1 a crise na sua base republicana, devido \u00e0 contradi\u00e7\u00e3o com o plano \u00abAmerica First\u00bb e o seu compromisso de n\u00e3o se envolver em novas guerras. Havia tamb\u00e9m a preocupa\u00e7\u00e3o de proteger Israel numa situa\u00e7\u00e3o que se anunciava mais complicada se a guerra continuasse.<\/p>\n\n\n\n<p>Parece, ent\u00e3o, que seu plano \u00e9 que Israel seja, mais do que nunca, seu representante pol\u00edtico e militar na regi\u00e3o, com menos &nbsp;implica\u00e7\u00f5es militares diretas dos Estados Unidos, o que estaria em conson\u00e2ncia com o plano expansionista de Netanyahu no Oriente M\u00e9dio. Isso n\u00e3o altera a estrat\u00e9gia e a hegemonia imperialista norte-americana na regi\u00e3o nem sua presen\u00e7a militar, mas daria ao sionismo um papel de maior peso.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o seu fortalecimento conjuntural, Trump conseguiu impor na c\u00fapula da OTAN o aumento do or\u00e7amento militar, com a submiss\u00e3o quase total do imperialismo europeu.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A ina\u00e7\u00e3o do imperialismo russo e chin\u00eas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Ir\u00e3 tamb\u00e9m mostrou como se movem os imperialismos chin\u00eas e russo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 um fato amplamente conhecido que a China \u00e9 o principal parceiro econ\u00f4mico do Ir\u00e3 desde 2007, sendo o seu maior comprador de petr\u00f3leo e ajudando o pa\u00eds a escapar do bloqueio econ\u00f4mico imposto pelo imperialismo norte-americano.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 sabido que o imperialismo russo \u00e9 o principal fornecedor de armas do Ir\u00e3, assim como que o Ir\u00e3 ajudou o imperialismo russo na invas\u00e3o da Ucr\u00e2nia com o fornecimento maci\u00e7o de drones at\u00e9 que a R\u00fassia come\u00e7ou a fabric\u00e1-los.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, havia expectativas em setores de vanguarda do mundo de que a China e a R\u00fassia apoiariam o Ir\u00e3. No entanto, o car\u00e1ter imperialista desses pa\u00edses e suas caracter\u00edsticas concretas na fase atual da crise da ordem mundial apontaram para a passividade. Tanto a R\u00fassia quanto a China limitaram-se a condenar diplomaticamente Israel, sem se mover concretamente em apoio ao Ir\u00e3.<\/p>\n\n\n\n<p>A China \u00e9 um imperialismo emergente, com amplos interesses no Oriente M\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 apenas o principal parceiro comercial do Ir\u00e3, mas tamb\u00e9m de Israel, com um interc\u00e2mbio comercial muito superior at\u00e9 mesmo ao dos Estados Unidos. \u00c9 tamb\u00e9m o principal parceiro comercial da Ar\u00e1bia Saudita e de v\u00e1rios outros pa\u00edses da regi\u00e3o. O seu interesse \u00e9 a estabilidade da regi\u00e3o, ou seja, a estabilidade contrarrevolucion\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>O imperialismo chin\u00eas n\u00e3o fez nada concreto em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Palestina, nada concreto em rela\u00e7\u00e3o ao Ir\u00e3. Putin est\u00e1 focado na sua pr\u00f3pria guerra, na Ucr\u00e2nia. N\u00e3o tem qualquer interesse nem condi\u00e7\u00f5es para se envolver noutro conflito no M\u00e9dio Oriente.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso j\u00e1 havia sido expresso em sua ina\u00e7\u00e3o diante da queda de Assad na S\u00edria. E agora ficou ainda mais claro com sua assist\u00eancia ao bombardeio norte-americano contra o Ir\u00e3 sem qualquer rea\u00e7\u00e3o. Putin n\u00e3o apenas privilegia sua guerra contra a Ucr\u00e2nia, mas tamb\u00e9m suas rela\u00e7\u00f5es com Trump para ganhar essa guerra. Nas palavras de um ativista: \u201cPutin trocou o Ir\u00e3 pela Ucr\u00e2nia\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A R\u00fassia e a China partilham a mesma posi\u00e7\u00e3o de outros pa\u00edses imperialistas de se oporem ao desenvolvimento de armas nucleares pelo Ir\u00e3. Ap\u00f3s a agress\u00e3o militar norte-americana e israelita, Putin pressiona o Ir\u00e3 para que n\u00e3o abandone a ag\u00eancia internacional de energia at\u00f4mica e se comprometa a n\u00e3o desenvolver armas nucleares.<\/p>\n\n\n\n<p>A crise da ordem mundial com o avan\u00e7o dos imperialismos chin\u00eas e russo atravessa processos cada vez mais convulsos. E ainda se encontra nas primeiras fases de configura\u00e7\u00e3o de uma nova ordem mundial. Ambos defendem os seus interesses pol\u00edticos e econ\u00f4micos em todo o mundo, mas t\u00eam \u00e1reas priorit\u00e1rias de conflito militar, com a R\u00fassia na Ucr\u00e2nia (e partes de \u00c1frica) e a China com Taiwan.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A guerra polariza ainda mais a luta de classes a n\u00edvel internacional<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 quase certo que, mesmo com a tr\u00e9gua, a atual polariza\u00e7\u00e3o da luta de classes a n\u00edvel mundial aumentar\u00e1 e gerar\u00e1 uma intensifica\u00e7\u00e3o da luta de classes.<\/p>\n\n\n\n<p>Vejamos a din\u00e2mica no M\u00e9dio Oriente. As informa\u00e7\u00f5es mais independentes \u2014 e os pr\u00f3prios servi\u00e7os de intelig\u00eancia dos EUA \u2014 desmentem as afirma\u00e7\u00f5es de Trump de que \u00abacabaram com o potencial nuclear do Ir\u00e3\u00bb. A realidade tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 a divulgada pelo regime iraniano, segundo a qual n\u00e3o houve praticamente nenhum dano. De acordo com as informa\u00e7\u00f5es independentes mais fi\u00e1veis, o plano nuclear iraniano foi adiado, mas n\u00e3o destru\u00eddo.<\/p>\n\n\n\n<p>O outro objetivo, derrubar o regime, n\u00e3o avan\u00e7ou em nada. Pelo contr\u00e1rio, o efeito conseguido foi gerar um sentimento de unidade nacional em torno do regime dos aiatol\u00e1s, devido \u00e0 agress\u00e3o imperialista. A tr\u00e9gua permite ao Ir\u00e3 saborear um empate que, face \u00e0 superioridade militar norte-americana e israelita, \u00e9 um feito importante.<\/p>\n\n\n\n<p>Israel n\u00e3o conseguiu derrotar o Hamas nem resgatar os ref\u00e9ns em Gaza. Nem impor os seus objetivos no Ir\u00e3. A sua ofensiva militar e o genoc\u00eddio em Gaza provocaram um grau de rep\u00fadio maci\u00e7o ao sionismo sem precedentes na hist\u00f3ria. Uma interessante pesquisa sobre o tema indica isso:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"567\" height=\"872\" src=\"http:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Imagem1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-81218\" srcset=\"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Imagem1.jpg 567w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Imagem1-195x300.jpg 195w\" sizes=\"auto, (max-width: 567px) 100vw, 567px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Um indicativo interessante foi a vit\u00f3ria nas prim\u00e1rias do Partido Democrata para as elei\u00e7\u00f5es em Nova Iorque, em que Zohran Mamdani, um imigrante pr\u00f3-Palestina, venceu o candidato Andrew Cuomo, do establishment do partido. Isso nunca aconteceu nos EUA, ainda mais numa cidade da import\u00e2ncia de Nova Iorque.<\/p>\n\n\n\n<p>As mobiliza\u00e7\u00f5es pr\u00f3-palestinas ganharam for\u00e7a nas \u00faltimas semanas, com o retorno das manifesta\u00e7\u00f5es massivas em v\u00e1rios pa\u00edses europeus. A isso se somou o impacto da deten\u00e7\u00e3o e sequestro da Flotilha da Liberdade e da repress\u00e3o que impediu a Marcha Global sobre Gaza, na qual houve uma participa\u00e7\u00e3o importante dos militantes Fabio Bosco e Herbert Claros, do PSTU e da LIT.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim que a not\u00edcia do ataque foi divulgada, come\u00e7aram a ser organizados atos de rep\u00fadio em todo o mundo. A tr\u00e9gua freou essas mobiliza\u00e7\u00f5es, mas permanece a tend\u00eancia de amplia\u00e7\u00e3o das mobiliza\u00e7\u00f5es antissionistas, polarizando ainda mais a situa\u00e7\u00e3o mundial.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00c9 poss\u00edvel derrotar o imperialismo e o sionismo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel derrotar a alian\u00e7a do imperialismo com o sionismo genocida de Israel se a resist\u00eancia militar na Palestina e no Ir\u00e3 for combinada com mobiliza\u00e7\u00f5es em todo o mundo. A superioridade militar imperialista j\u00e1 demonstrou em outras ocasi\u00f5es que pode ser derrotada, como no Vietn\u00e3, no Iraque e no Afeganist\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>As mobiliza\u00e7\u00f5es nos Estados Unidos e nos pa\u00edses imperialistas pr\u00f3-palestinos podem combinar-se com problemas nacionais (como a luta em defesa dos imigrantes nos Estados Unidos) e desempenhar um papel central neste processo.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00f3dio contra Israel das massas \u00e1rabes pode se voltar contra os regimes que apoiam os Estados Unidos e Israel, como o Egito, a Jord\u00e2nia e a Ar\u00e1bia Saudita, numa nova Primavera \u00c1rabe. S\u00f3 assim o enorme apoio pol\u00edtico das massas \u00e1rabes aos palestinos poder\u00e1 se transformar em apoio militar efetivo \u00e0 luta de Gaza, numa frente \u00fanica das massas desses pa\u00edses contra o genoc\u00eddio sionista.<\/p>\n\n\n\n<p>A enorme raiva acumulada na Cisjord\u00e2nia e no territ\u00f3rio de 1948 pode gerar uma terceira intifada que abale os territ\u00f3rios palestinos e se una \u00e0s lutas de Gaza.<\/p>\n\n\n\n<p>Pela derrota do imperialismo norte-americano e de Israel!<\/p>\n\n\n\n<p>Pela vit\u00f3ria do Ir\u00e3 contra o ataque norte-americano e sionista!<\/p>\n\n\n\n<p>Pela vit\u00f3ria da Palestina contra o genoc\u00eddio sionista! Pela derrota de Israel!<\/p>\n\n\n\n<p>Boicote e rompimento das rela\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas e pol\u00edticas dos governos com Israel!<\/p>\n\n\n\n<p>Por uma nova primavera \u00e1rabe, que derrube os regimes da regi\u00e3o submetidos ao imperialismo, como o Egito e a Jord\u00e2nia, e possibilite o apoio militar \u00e0 resist\u00eancia palestina!<\/p>\n\n\n\n<p>Nenhuma confian\u00e7a pol\u00edtica no regime dos aiatol\u00e1s! Todo o nosso apoio \u00e0s lutas dos trabalhadores e das mulheres contra a ditadura burguesa iraniana! Em defesa das liberdades democr\u00e1ticas dentro do Ir\u00e3!<\/p>\n\n\n\n<p>Pela unidade das lutas de liberta\u00e7\u00e3o nacional da Palestina, Ucr\u00e2nia e Ir\u00e3, contra os sionistas e imperialistas.<\/p>\n\n\n\n<p>Pela destrui\u00e7\u00e3o do Estado de Israel! Palestina livre, do rio ao mar!<\/p>\n\n\n\n<p>Secretariado Internacional da LIT<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por: LIT-QI | Uma tr\u00e9gua imposta por Trump interrompeu a guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Ir\u00e3. \u00c9 hora de avaliar a situa\u00e7\u00e3o criada e suas consequ\u00eancias. A tr\u00e9gua foi imposta depois que os Estados Unidos bombardearam duramente as instala\u00e7\u00f5es nucleares do Ir\u00e3 com 125 avi\u00f5es, lan\u00e7ando as bombas n\u00e3o at\u00f4micas mais [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":81222,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"litci_post_political_author":"LIT_QI","footnotes":""},"categories":[3610],"tags":[5774,9197,9182,1159,3611],"class_list":["post-81217","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-declaracao-lit-qi","tag-declaracao","tag-guerra-eua","tag-irao","tag-israel-2","tag-lit-qi"],"fimg_url":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Captura-de-tela_1-7-2025_12251_folhadealagoas.com_.br_.jpeg","categories_names":["Declara\u00e7\u00f5es"],"author_info":{"name":"lena","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/b9eb35b4c023b96c29c4a145a82c6c381b68f2c889c5427106ad5aab6df45b9d?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":"LIT_QI","tagline":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/81217","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=81217"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/81217\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":81223,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/81217\/revisions\/81223"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/81222"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=81217"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=81217"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=81217"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}