{"id":81074,"date":"2025-05-25T13:23:02","date_gmt":"2025-05-25T13:23:02","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=81074"},"modified":"2025-05-25T13:23:03","modified_gmt":"2025-05-25T13:23:03","slug":"um-negocio-da-china-lula-oferece-o-brasil-ao-capital-imperialista-chines","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2025\/05\/25\/um-negocio-da-china-lula-oferece-o-brasil-ao-capital-imperialista-chines\/","title":{"rendered":"Um neg\u00f3cio da China? Lula oferece o Brasil ao capital imperialista chin\u00eas"},"content":{"rendered":"\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Por: Diego Cruz<\/h6>\n\n\n\n<p>Lula deixou sua recente passagem por Pequim trazendo na bagagem uma s\u00e9rie de acordos, promessas e memorandos com a China, no que vem sendo divulgado por grande parte da imprensa,e comemorado por setores majorit\u00e1rios da esquerda, como um fortalecimento de um suposto p\u00f3lo multilateral frente \u00e0 recente ofensiva protecionista de Trump. Por outro lado, setores expressivos da pr\u00f3pria burguesia enxergam esse movimento como uma suposta oportunidade de desenvolvimento e empregos para o pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>As promessas e acordos de investimentos chineses no Brasil seriam, mesmo, uma medida progressista j\u00e1 que, supostamente, se contrap\u00f5em ao imperialismo norte-americano? Seria capaz tamb\u00e9m de desenvolver o pa\u00eds e gerar empregos e rendas para todos?<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">O significado dos acordos comerciais com a China<\/h4>\n\n\n\n<p>Sob um discurso de \u201cacordos m\u00fatuos\u201d, \u201cmultilateralismo\u201d e \u201ccoopera\u00e7\u00e3o\u201d, esconde-se a entrega do Brasil ao capital chin\u00eas. Ao contr\u00e1rio do que faz parecer grande parte da esquerda e da burguesia brasileira, isso n\u00e3o tem nada de progressivo, mas o aprofundamento do retrocesso do pa\u00eds na divis\u00e3o internacional do trabalho (com a reprimariza\u00e7\u00e3o relativa da economia, e o aumento das exporta\u00e7\u00f5es de commodities), a desnacionaliza\u00e7\u00e3o cada vez maior da economia (com a compra de empresas e a privatiza\u00e7\u00e3o de setores estrat\u00e9gicos ao capital chin\u00eas) e a perda da soberania diante de uma pot\u00eancia capitalista em ascens\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Parte da esquerda defende a China como uma alternativa \u00e0 domina\u00e7\u00e3o imperialista norte-americana. Querem fazer parecer que os investimentos de Pequim s\u00e3o diferentes dos de outras pot\u00eancias capitalistas, e que as rela\u00e7\u00f5es estabelecidas com a China teriam um outro car\u00e1ter, mais fraternal dentro de uma suposta rela\u00e7\u00e3o igualit\u00e1ria \u201cSul-Sul\u201d. Uma esp\u00e9cie de \u201ccapital do bem\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o existe, por\u00e9m, uma domina\u00e7\u00e3o imperialista mais ou menos ruim ao pa\u00eds subordinado. Um investimento n\u00e3o \u00e9 uma doa\u00e7\u00e3o altru\u00edsta realizada pela China em prol do desenvolvimento de determinado pa\u00eds. \u00c9 o contr\u00e1rio, uma rela\u00e7\u00e3o de explora\u00e7\u00e3o, com o objetivo de extrair as riquezas produzidas pela classe trabalhadora, como ocorre com qualquer rela\u00e7\u00e3o imperialista.<\/p>\n\n\n\n<p>Exemplo evidente dessa rela\u00e7\u00e3o \u00e9 a pilhagem realizada pela China na \u00c1frica. Nos \u00faltimos 20 anos o continente recebeu uma enxurrada de investimentos chineses em infraestrutura, como estradas, ferrovias e portos. Tudo para conquistar o controle da produ\u00e7\u00e3o de mat\u00e9rias-primas, como as minas e po\u00e7os de petr\u00f3leo, e esco\u00e1-las para o pa\u00eds, devolvendo em troca produtos industrializados e de alta tecnologia, de maior valor agregado. Isso sem falar que grande parte dos ditos investimentos chineses s\u00e3o empr\u00e9stimos que se transformam em d\u00edvida. Cerca de 20% da d\u00edvida dos pa\u00edses africanos \u00e9 justamente com a China.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma rela\u00e7\u00e3o que o pr\u00f3prio presidente do Banco Africano de Desenvolvimento, Akinwumi Adesina, classificou como \u201cpredat\u00f3ria\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.opiniaosocialista.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/grafico_China.png\" alt=\"\" width=\"825\" height=\"617\" srcset=\"https:\/\/www.opiniaosocialista.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/grafico_China.png 825w, https:\/\/www.opiniaosocialista.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/grafico_China-300x224.png 300w, https:\/\/www.opiniaosocialista.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/grafico_China-768x574.png 768w\"><\/p>\n\n\n\n<p id=\"caption-attachment-102354\">Fonte: Escrit\u00f3rio Nacional de Estat\u00edsticas da China<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, j\u00e1 acumulamos exemplos do modus operandi do imperialismo chin\u00eas. A Ford Cama\u00e7ari, na Bahia, foi comprada pela chinesa BYD e, no final de 2024, 163 oper\u00e1rios chineses foram resgatados da unidade em condi\u00e7\u00f5es an\u00e1logas \u00e0 escravid\u00e3o. Ou seja, foi um investimento que n\u00e3o aumentou a capacidade produtiva, n\u00e3o gerou empregos, se beneficiou de isen\u00e7\u00f5es e subs\u00eddios e ainda colocou oper\u00e1rios em condi\u00e7\u00f5es subumanas de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, mesmo que se concretizem os investimentos da China no pa\u00eds no sentido de ampliar a infraestrutura, como em ferrovias e portos, ser\u00e1 dentro dessa mesma l\u00f3gica imperialista, ou seja, para explorar os recursos naturais, superexplorar a m\u00e3o-de-obra e pilhar as riquezas do Brasil. Um investimento que tem por tr\u00e1s n\u00e3o o desenvolvimento ou qualquer tipo de progresso, mas ainda mais subordina\u00e7\u00e3o, decad\u00eancia e retrocesso.<\/p>\n\n\n\n<p>O imperialismo chin\u00eas, portanto, n\u00e3o \u00e9 alternativa ao imperialismo norte-americano. Uma verdadeira soberania pressup\u00f5e a luta contra a domina\u00e7\u00e3o de todos os imperialismos, incluindo o imperialismo norte-americano, que ainda \u00e9 amplamente dominante no pa\u00eds, e o imperialismo chin\u00eas, que, embora minorit\u00e1rio, vem numa crescente e tenta multiplicar seus tent\u00e1culos em meio \u00e0 crise e decad\u00eancia dos EUA.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Pequim versus Washington: Uma disputa interimperialista<\/h4>\n\n\n\n<p>\u201c<em>Diante das tend\u00eancias geopol\u00edticas e do confronto entre campos e das crescentes contracorrentes de unilateralismo e protecionismo, a China est\u00e1 disposta a trabalhar com a Am\u00e9rica Latina para buscar conjuntamente o desenvolvimento e a revitaliza\u00e7\u00e3o e construir uma comunidade com um futuro compartilhado entre a China e a Am\u00e9rica Latina<\/em>\u201c, afirmou o l\u00edder chin\u00eas Xi Jinping, durante o F\u00f3rum da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e China, em Pequim, nesta ter\u00e7a-feira, 13.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao lado de Xi Jinping, Lula afirmou que a regi\u00e3o \u201c<em>n\u00e3o deseja ser palco de disputas hegem\u00f4nicas<\/em>\u201c. \u201c<em>N\u00e3o queremos repetir a hist\u00f3ria e encenar uma nova guerra fria<\/em>\u201c, declarou. Discurso reafirmado pelo presidente colombiano Gustavo Petro, que disse que os l\u00edderes ali presentes estariam enviando \u201c<em>uma mensagem ao mundo de reconstru\u00e7\u00e3o do multilateralismo<\/em>\u201c.<\/p>\n\n\n\n<p>A China prometeu o equivalente a 9 bilh\u00f5es de d\u00f3lares (R$ 51 bilh\u00f5es) em investimentos na Am\u00e9rica Latina e Caribe. Seriam, essencialmente, investimentos em projetos de infraestrutura na regi\u00e3o. Tudo embalado num discurso de parceria e acordos m\u00fatuos entre iguais.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes mesmo do Celac, na segunda-feira, o governo brasileiro divulgava acordos com empres\u00e1rios chineses que preveem investimentos de R$ 27 bilh\u00f5es no Brasil nos pr\u00f3ximos anos. Entre as \u00e1reas que receberiam o capital chin\u00eas est\u00e3o o delivery, com a empresa Meituan, carros el\u00e9tricos da montadora GAC e a minera\u00e7\u00e3o, atrav\u00e9s da gigante Bayin Nonferrous.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Disputa de mercados<\/h4>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.opiniaosocialista.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/trump-china.jpg\" alt=\"\" width=\"799\" height=\"533\" srcset=\"https:\/\/www.opiniaosocialista.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/trump-china.jpg 799w, https:\/\/www.opiniaosocialista.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/trump-china-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.opiniaosocialista.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/trump-china-768x512.jpg 768w\"><\/p>\n\n\n\n<p id=\"caption-attachment-102355\">Trump durante encontro com delega\u00e7\u00e3o chinesa no G20 realizado em 2019 no Jap\u00e3o. Foto White House<\/p>\n\n\n\n<p>A investida chinesa na regi\u00e3o se d\u00e1 em meio ao aprofundamento da disputa interimperialista entre EUA e China, que escalou ap\u00f3s o an\u00fancio por Trump de um tarifa\u00e7o generalizado, um ataque ao conjunto dos pa\u00edses, mas cujo alvo principal \u00e9 Pequim. Apesar do an\u00fancio de uma tr\u00e9gua tempor\u00e1ria com a China, com a redu\u00e7\u00e3o das tarifas, a tens\u00e3o entre essas duas pot\u00eancias capitalistas est\u00e1 longe de terminar.<\/p>\n\n\n\n<p>A China, diante da ofensiva trumpista (que reflete uma rea\u00e7\u00e3o perante a decad\u00eancia dos EUA enquanto pot\u00eancia imperialista hegem\u00f4nica), enxerga o momento como uma oportunidade para tomar vantagem na disputa pelos mercados dos pa\u00edses semicoloniais. Algo fundamental para manter, e impulsionar, sua tend\u00eancia de vertiginoso crescimento e conseguir fazer frente aos EUA enquanto principal pa\u00eds imperialista.<\/p>\n\n\n\n<p>A chamada Iniciativa Cintur\u00e3o e Rota da China (Belt and Road em ingl\u00eas), faz parte dessa estrat\u00e9gia chinesa, com investimentos na \u00c1sia, Europa e \u00c1frica. Com a precipita\u00e7\u00e3o da disputa com os EUA, a China acelera seus planos para a Am\u00e9rica Latina.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A presen\u00e7a chinesa no mercado brasileiro j\u00e1 vinha numa crescente. As importa\u00e7\u00f5es da China subiram de 10,2% para 18,7% entre 2019 e 2024. S\u00f3 em 2025, as importa\u00e7\u00f5es chinesas cresceram 28,1%, segundo dados do painel de Com\u00e9rcio Exterior do Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os (Mdic). Um memorando recente assinado pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, prev\u00ea um Plano de Coopera\u00e7\u00e3o com bilion\u00e1rios investimentos no Novo PAC. No pacote entrariam ferrovias (com trens, metr\u00f4s, VLT\u2019s), al\u00e9m da privatiza\u00e7\u00e3o de estradas, portos e aeroportos.<\/p>\n\n\n\n<p>Resumindo: uma abertura aos produtos industrializados e ao capital chin\u00eas centrado em infraestrutura para controlar e escoar commodities, associado ao agroneg\u00f3cio, num movimento que, longe de significar uma reindustrializa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, aponta exatamente para o aprofundamento ainda maior do processo de reprimariza\u00e7\u00e3o e desindustrializa\u00e7\u00e3o j\u00e1 em curso.<\/p>\n\n\n\n<p>Assista tamb\u00e9m<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"CHINA: EM TRANSI\u00c7\u00c3O PARA O SOCIALISMO? | Destrinchando o capitalismo chin\u00eas  EP #226\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/RAbGRa0yc2s?start=3&#038;feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Governo Lula se submete aos EUA e \u00e0 China<\/h4>\n\n\n\n<p>O governo brasileiro, por\u00e9m, ao mesmo tempo em que promete entregar o pa\u00eds ao capital chin\u00eas, tampouco abre m\u00e3o de sua subordina\u00e7\u00e3o aos EUA. O maior exemplo disso foi a recente viagem do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao pa\u00eds de Trump. Haddad foi apresentar o Plano Nacional de Data Centers, que prev\u00ea a constru\u00e7\u00e3o desta que \u00e9 uma esp\u00e9cie de infraestrutura f\u00edsica para o funcionamento da Internet. S\u00e3o, basicamente, megainstala\u00e7\u00f5es que demandam alto fornecimento de \u00e1gua, energia, entre outros recursos.<\/p>\n\n\n\n<p>Haddad ofereceu privil\u00e9gios tribut\u00e1rios \u00e0s big techs norte-americanas, como o Google, a Amazon e a NVIDIA para a constru\u00e7\u00e3o desses data centers no Brasil. O mais absurdo \u00e9 que os detalhes do plano que Haddad apresentou \u00e0s big techs s\u00e3o secretos. O Instituto de Defesa de Consumidores (Idec) pediu o acesso ao plano \u00e0 Secretaria de Desenvolvimento Industrial, Inova\u00e7\u00e3o, Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os, e foi simplesmente negado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<em>J\u00e1 vimos esse tipo de justificativa ser usada para esconder documentos, mas especialmente nesse caso \u00e9 ainda mais absurdo, j\u00e1 que materiais j\u00e1 foram apresentados para executivos de empresas estrangeiras, mas n\u00e3o para a pr\u00f3pria popula\u00e7\u00e3o brasileira<\/em>\u201d, divulgou em nota o Idec. Um caso escandaloso de subordina\u00e7\u00e3o e de entrega de um setor estrat\u00e9gico \u00e0s mesmas big techs que financiam a extrema direita, inclusive o governo Trump.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por: Diego Cruz Lula deixou sua recente passagem por Pequim trazendo na bagagem uma s\u00e9rie de acordos, promessas e memorandos com a China, no que vem sendo divulgado por grande parte da imprensa,e comemorado por setores majorit\u00e1rios da esquerda, como um fortalecimento de um suposto p\u00f3lo multilateral frente \u00e0 recente ofensiva protecionista de Trump. 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