{"id":81017,"date":"2025-05-06T21:34:44","date_gmt":"2025-05-06T21:34:44","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=81017"},"modified":"2025-05-13T19:06:15","modified_gmt":"2025-05-13T19:06:15","slug":"trabalhadores-gregos-voltam-a-lutar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2025\/05\/06\/trabalhadores-gregos-voltam-a-lutar\/","title":{"rendered":"Trabalhadores gregos voltam a lutar"},"content":{"rendered":"\n<p>Por: Alejandro Iturbe<\/p>\n\n\n\n<p><em>Nos \u00faltimos meses, os trabalhadores e o povo da Gr\u00e9cia protagonizaram tr\u00eas importantes a\u00e7\u00f5es de luta. Em novembro passado, realizaram uma greve geral e mobiliza\u00e7\u00f5es de milhares de pessoas por aumentos salariais e contra o aumento do custo de vida<a href=\"#_ftn1\" id=\"_ftnref1\"><strong>[1]<\/strong><\/a>. Em fevereiro de 2025, centenas de milhares de pessoas foram \u00e0s ruas em todo o pa\u00eds e entraram em confronto com a pol\u00edcia no anivers\u00e1rio de um acidente de trem grav\u00edssimo cujas causas nunca foram exaustivamente investigadas ou punidas<a href=\"#_ftn2\" id=\"_ftnref2\"><strong>[2]<\/strong><\/a>. Finalmente, em abril, realizaram uma nova greve geral pelas mesmas demandas da anterior<a href=\"#_ftn3\" id=\"_ftnref3\"><strong>[3]<\/strong><\/a>. Entre 2009 e 2015, os trabalhadores e o povo grego foram a vanguarda e a refer\u00eancia mundial na luta contra os planos de austeridade e as consequ\u00eancias sobre o seu n\u00edvel de vida<a href=\"#_ftn4\" id=\"_ftnref4\"><strong>[4]<\/strong><\/a>. Agora, eles est\u00e3o retomando esse caminho de luta.<\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Para entender melhor o que est\u00e1 acontecendo hoje, \u00e9 importante fazer um breve resumo do que aconteceu na hist\u00f3ria grega recente. A Gr\u00e9cia \u00e9 um pa\u00eds de 132.000 km2 e pouco mais de 10 milh\u00f5es de habitantes, localizado no sudeste da Europa, na pen\u00ednsula balc\u00e2nica. Ap\u00f3s a Segunda Guerra Mundial, foi um pa\u00eds de m\u00e9dio desenvolvimento econ\u00f4mico, atr\u00e1s das grandes pot\u00eancias europeias, mas que conseguiu se inserir no &#8220;grande jogo&#8221; por meio do transporte mar\u00edtimo e dos estaleiros. O s\u00edmbolo da burguesia grega da \u00e9poca era o magnata Arist\u00f3teles Onassis.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1993, a Uni\u00e3o Europeia (UE) foi estabelecida como uma entidade pol\u00edtica e econ\u00f4mica supranacional. A principal pot\u00eancia da UE \u00e9 a Alemanha, secundada pela Fran\u00e7a. A Gr\u00e9cia ocupa um lugar muito secund\u00e1rio. Dentro da UE, em 1999, a zona do euro foi formada com os pa\u00edses que adotaram o euro como moeda comum, emitida e controlada pelo Banco Central Europeu (BCE). A Gr\u00e9cia aderiu \u00e0 zona do euro em 2001 e, ao faz\u00ea-lo, renunciou \u00e0 sua soberania monet\u00e1ria e financeira, que era ent\u00e3o dirigida pelo BCE.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, o pa\u00eds passou a importar a maioria dos produtos industriais. Sua ind\u00fastria foi bastante reduzida e os estaleiros e empresas mar\u00edtimas tamb\u00e9m quase desapareceram. Para equilibrar a sua balan\u00e7a de pagamentos, a principal fonte de rendimento em euros passou a ser o turismo, que, por sua vez, impulsionou o com\u00e9rcio e a constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse circuito funcionou relativamente at\u00e9 a eclos\u00e3o da crise econ\u00f4mico-financeira internacional, em 2007-2008. Por um lado, as receitas do turismo diminu\u00edram muito. Por outro lado, o BCE, para apoiar o euro, come\u00e7ou a fazer grandes &#8220;inje\u00e7\u00f5es de liquidez&#8221; e, para isso, obrigou os pa\u00edses a se endividarem, especialmente os mais fracos, como Gr\u00e9cia e Portugal.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A crise da d\u00edvida com o BCE<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em poucos anos, esses pa\u00edses n\u00e3o conseguiram mais pagar os empr\u00e9stimos. Isso levou ao que foi chamado de crise da &#8220;d\u00edvida soberana&#8221;, que transformou a Europa (especialmente Gr\u00e9cia e Portugal) no epicentro da crise econ\u00f4mica internacional<a href=\"#_ftn5\" id=\"_ftnref5\">[5]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Para conceder os &#8220;empr\u00e9stimos de resgate&#8221; que impediriam a fal\u00eancia desses pa\u00edses, o BCE exigiu ferozes planos de austeridade, privatiza\u00e7\u00f5es, ataques aos padr\u00f5es de vida das massas e o desfinanciamento da sa\u00fade e da educa\u00e7\u00e3o p\u00fablicas. Nesse contexto, em 2009 come\u00e7aram as grandes lutas dos trabalhadores e do povo grego contra esses planos dos governos.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre 2009 e 2014, essas lutas rapidamente enfraqueciam e faziam com que esses governos entrassem em crise e os for\u00e7avam a renunciar e convocar elei\u00e7\u00f5es gerais<a href=\"#_ftn6\" id=\"_ftnref6\">[6]<\/a>. Nesses governos, os dois principais partidos gregos (a Nova Democracia de direita e o social-democrata PASOK) foram se alternando e ficaram muito desprestigiados, especialmente o PASOK.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Syriza<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 neste contexto que cresceu muito o &nbsp;Syriza (sigla grega para Coaliz\u00e3o da Esquerda Radical), fundado em 2004 por v\u00e1rios grupos de esquerda de diferentes origens (eurocomunistas, mao\u00edstas, trotskistas, socialistas democr\u00e1ticos e independentes) para intervir nas elei\u00e7\u00f5es legislativas daquele ano. O Syriza se apresentou com um discurso antissistema e se op\u00f4s \u00e0 subordina\u00e7\u00e3o \u00e0 UE e ao BCE. Nesse contexto, por\u00e9m, o eixo de sua atua\u00e7\u00e3o eram as elei\u00e7\u00f5es, com o objetivo de obter deputados e atuar dentro do sistema pol\u00edtico grego.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0 medida que a situa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds se tornava mais radicalizada, seus resultados eleitorais foram crescendo. Em 2004, eles ganharam 3,1% dos votos e 6 deputados; em 2007, 5,05% e 14 legisladores; em maio de 2012, 16,8% e 52 deputados; em 2014, atingiu 26,7%, mas n\u00e3o conseguiu formar um governo, pois havia sido superado por pouco pela Nova Democracia, que ent\u00e3o se aliou ao PASOK para formar um governo.<\/p>\n\n\n\n<p>Em dezembro daquele ano, obteve um resultado semelhante, mas sendo a for\u00e7a mais votada, ganhou o &#8220;pr\u00eamio&#8221; de 50 deputados concedido pela legisla\u00e7\u00e3o grega \u00e0 primeira minoria. Desta forma, o Syriza alcan\u00e7ou uma maioria parlamentar e foi capaz de formar seu pr\u00f3prio governo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A trai\u00e7\u00e3o do governo de Alexis Tsipras<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em janeiro de 2015, o principal l\u00edder do Syriza, Alexis Tsipras, assumiu o cargo de primeiro-ministro da Gr\u00e9cia. Os trabalhadores e o povo grego perceberam isso como uma culmina\u00e7\u00e3o da luta dos \u00faltimos anos. Esperavam que o governo do Syriza acabasse com os planos de austeridade impostos pela UE e pelo BCE e iniciasse um caminho oposto.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, essas institui\u00e7\u00f5es europeias e o FMI (a <em>troika<\/em>) pressionavam o governo Tsipras a assinar um Memorando com um plano de ajuste e privatiza\u00e7\u00f5es ainda mais duro que os anteriores. Entre outras coisas, estabeleceu a privatiza\u00e7\u00e3o do porto de Pireu, o principal porto do pa\u00eds. O governo de Tsipras estava disposto a assinar o acordo (embora quisesse &#8220;suaviz\u00e1-lo&#8221; um pouco). Ao mesmo tempo, estava ciente de que a maioria do povo grego era contra esse memorando.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, foi convocado um plebiscito para apoi\u00e1-lo ou rejeit\u00e1-lo. Isso foi realizado em julho de 2015. O resultado foi que mais de 60% dos eleitores o rejeitaram. O povo grego n\u00e3o apenas votou, mas tamb\u00e9m se mobilizou massivamente para demonstrar o rep\u00fadio ao Memorando; um dia hist\u00f3rico conhecido como o &#8220;dia do N\u00c3O&#8221; (OXI em grego)<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar disso, o governo de Tsipras decidiu continuar as negocia\u00e7\u00f5es com a troika, com a perspectiva de aceitar o Memorando. Finalmente, o acordo foi assinado em agosto daquele ano e aprovado no Parlamento por ampla maioria. Desta forma, o governo do Syriza traiu n\u00e3o apenas o apoio e as expectativas que recebeu do povo grego, mas tamb\u00e9m a vontade expressa no plebiscito e nas ruas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 essencial fazer um balan\u00e7o dessa experi\u00eancia porque mostrou com absoluta nitidez como as organiza\u00e7\u00f5es do tipo Syriza (que usam linguagem radicalizada, mas est\u00e3o integradas ao sistema pol\u00edtico burgu\u00eas) sempre acabam defendendo os interesses do capitalismo e da burguesia quando chegam ao governo.<\/p>\n\n\n\n<p>Este processo levou \u00e0 sa\u00edda do governo de Yanis Varoufakis, economista e ministro das Finan\u00e7as do Syriza, que se demitiu ap\u00f3s o resultado do plebiscito e depois criticou duramente o acordo assinado<a href=\"#_ftn7\" id=\"_ftnref7\">[7]<\/a>. Ao mesmo tempo, a partir da chamada Plataforma de Esquerda (uma corrente interna do Syriza), houve a ruptura de 25 deputados com a organiza\u00e7\u00e3o, para formar um novo partido: a Unidade Popular<a href=\"#_ftn8\" id=\"_ftnref8\">[8]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O decl\u00ednio pol\u00edtico de Tsipras e do Syriza<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O governo Tsipras come\u00e7ou a aplicar as medidas determinadas pelo Memorando, estabeleceu um &#8220;corralito&#8221; banc\u00e1rio ao estilo argentino e voltou a pagar a d\u00edvida externa. Uma s\u00e9rie de greves come\u00e7ou no setor p\u00fablico de sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o, transporte e mobiliza\u00e7\u00f5es contra o ataque ao sistema previdenci\u00e1rio e a privatiza\u00e7\u00e3o do Pireu<a href=\"#_ftn9\" id=\"_ftnref9\">[9]<\/a>. Diante disso, o governo respondeu com demiss\u00f5es de grevistas, pris\u00e3o de manifestantes, etc., como qualquer governo burgu\u00eas &#8220;normal&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos anos seguintes, Tsipras e Syriza come\u00e7aram a realizar as manobras t\u00edpicas desses sistemas parlamentares burgueses (ren\u00fancias, elei\u00e7\u00f5es antecipadas, amplas coaliz\u00f5es) e, dessa forma, foram o centro de v\u00e1rios governos que continuaram a implementar os planos de austeridade.<\/p>\n\n\n\n<p>Finalmente, nas elei\u00e7\u00f5es gerais de julho de 2019, como resultado da decep\u00e7\u00e3o dos trabalhadores e do povo grego com o Syriza, esta organiza\u00e7\u00e3o foi derrotada pela Nova Democracia, que formou um novo governo. Nas elei\u00e7\u00f5es de 2023, esse partido burgu\u00eas tradicional conquistou mais uma vez o primeiro lugar. O rev\u00e9s eleitoral do Syriza se aprofundou: obteve apenas 18% dos votos e 47 deputados.<\/p>\n\n\n\n<p>Tsipras e o Syriza tiveram o apoio e a vontade dos trabalhadores e do povo para mudar a hist\u00f3ria moderna da Gr\u00e9cia. Mas, por causa de sua concep\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, escolheram o caminho de salvar o capitalismo e a UE. Agora eles s\u00e3o apenas mais um partido do sistema pol\u00edtico burgu\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Os governos da Nova Democracia&nbsp; <\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Nova Democracia assumiu grande parte do &#8220;trabalho sujo&#8221; feito pelos governos do Syriza: a assinatura do Memorando e a implementa\u00e7\u00e3o de suas medidas. Tratava-se, ent\u00e3o, de aprofundar e consolidar esse caminho.<\/p>\n\n\n\n<p>Logo ap\u00f3s assumir o cargo, em 2019, a pandemia de Covid estourou, gerando uma crise econ\u00f4mica internacional muito profunda. Terminado esse per\u00edodo, iniciou-se uma fase de recupera\u00e7\u00e3o e crescimento do PIB do pa\u00eds. A burguesia grega e os meios de comunica\u00e7\u00e3o imperialistas internacionais, como <em>&nbsp;The Economist<\/em>, argumentam que isso se deve \u00e0 &#8220;ordem nas contas&#8221; ap\u00f3s o Memorando e \u00e0 implementa\u00e7\u00e3o dos planos de austeridade impostos pela troika<a href=\"#_ftn10\" id=\"_ftnref10\">[10]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 verdade que a situa\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria e financeira se estabilizou, que a Gr\u00e9cia teve um desempenho econ\u00f4mico ligeiramente melhor do que outros pa\u00edses da Europa e que o desemprego diminuiu ligeiramente.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, os trabalhadores e o povo grego n\u00e3o ganharam nada com essa melhoria. Embora o percentual de infla\u00e7\u00e3o tenha ca\u00eddo e se estabilizado, continua a corroer permanentemente o poder aquisitivo dos sal\u00e1rios. Ao convocar as recentes greves gerais, os sindicatos denunciam: <em>&#8220;Desde os anos da crise (financeira) at\u00e9 hoje, o poder aquisitivo de nossos sal\u00e1rios caiu 60%&#8221;.<\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 outro fato marcante que revela as mentiras do capitalismo grego e da m\u00eddia imperialista: a Gr\u00e9cia atualmente tem o segundo pior PIB per capita (considerado um indicador de padr\u00e3o de vida) dos pa\u00edses da UE, apenas acima da Bulg\u00e1ria. \u00c9 contra esta realidade (resultado da submiss\u00e3o da Gr\u00e9cia \u00e0 UE, ao BCE e ao FMI) que os trabalhadores e o povo grego retomam o caminho da luta.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2015, no auge de sua luta, argumentamos que, para mudar essa realidade, t\u00ednhamos que &#8220;virar o jogo&#8221;. Que era necess\u00e1rio deixar de pagar a d\u00edvida externa e romper com a UE, o BCE e o FMI, como primeiro passo de uma mudan\u00e7a de ra\u00edzes no pa\u00eds (uma verdadeira revolu\u00e7\u00e3o socialista), e que essa luta deveria ter lugar em unidade com os trabalhadores e os povos de toda a UE.<a href=\"#_ftn11\" id=\"_ftnref11\">[11]<\/a> Atualmente, essa proposta mant\u00e9m toda sua vig\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\">[1]<\/a> <a href=\"https:\/\/www.infobae.com\/america\/agencias\/2024\/10\/22\/grecia-parcialmente-bloqueada-por-huelgas-en-diversos-sectores\/?gad_source=1&amp;gbraid=0AAAAADmqXxRZeHDc5uGr0Kw_Z9tkN0eJl&amp;gclid=CjwKCAjwq7fABhB2EiwAwk-YbAPyw3O11ce1Db_LSJfr15I89mDxmrR0qLapEHWuRbFJ8CSKMNEp9hoCXkcQAvD_BwE\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.infobae.com\/america\/agencias\/2024\/10\/22\/grecia-parcialmente-bloqueada-por-huelgas-en-diversos-sectores\/?gad_source=1&amp;gbraid=0AAAAADmqXxRZeHDc5uGr0Kw_Z9tkN0eJl&amp;gclid=CjwKCAjwq7fABhB2EiwAwk-YbAPyw3O11ce1Db_LSJfr15I89mDxmrR0qLapEHWuRbFJ8CSKMNEp9hoCXkcQAvD_BwE<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref2\" id=\"_ftn2\">[2]<\/a> https:\/\/www.swissinfo.ch\/spa\/masiva-movilizaci%C3%B3n-y-enfrentamientos-en-grecia-por-el-segundo-aniversario-de-mortal-accidente-ferroviario\/88944034<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref3\" id=\"_ftn3\">[3]<\/a> http:\/\/rfi.fr\/es\/europa\/20250409-huelga-en-grecia-por-mejoras-salariales-paraliza-el-transporte<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref4\" id=\"_ftn4\">[4]<\/a> <a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/un-proceso-revolucionario-en-curso-en-grecia\/?utm_source=copylink&amp;utm_medium=browser\">https:\/\/litci.org\/es\/un-proceso-revolucionario-en-curso-en-grecia\/?utm_source=copylink&amp;utm_medium=browser<\/a> e<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-liga-internacional-de-los-trabajadores wp-block-embed-liga-internacional-de-los-trabajadores\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"0hNEFv06jF\"><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/lecciones-de-grecia\/\">Lecciones de Grecia<\/a><\/blockquote><iframe loading=\"lazy\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"\u00abLecciones de Grecia\u00bb \u2014 Liga Internacional de los Trabajadores\" src=\"https:\/\/litci.org\/es\/lecciones-de-grecia\/embed\/#?secret=pcYShOajd8#?secret=0hNEFv06jF\" data-secret=\"0hNEFv06jF\" width=\"500\" height=\"282\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref5\" id=\"_ftn5\">[5]<\/a> <a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/europa-como-el-epicentro-de-la-crisis-mundial\/?utm_source=copylink&amp;utm_medium=browser\">https:\/\/litci.org\/es\/europa-como-el-epicentro-de-la-crisis-mundial\/?utm_source=copylink&amp;utm_medium=browser<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref6\" id=\"_ftn6\">[6]<\/a> O sistema pol\u00edtico grego \u00e9 parlamentar: o partido ou o governo de coliga\u00e7\u00e3o deve ter a maioria dos deputados no Parlamento.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref7\" id=\"_ftn7\">[7]<\/a> http:\/\/litci.org\/es\/el-peor-acuerdo-de-la-historia-de-grecia\/?utm_source=copylink&amp;utm_medium=browser<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref8\" id=\"_ftn8\">[8]<\/a> Ver &#8220;Um debate essencial com a esquerda do Syriza&#8221; em <em>International Mail (Terceira \u00c9poca) n\u00ba 13 <\/em>(agosto de 2015)<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref9\" id=\"_ftn9\">[9]<\/a> https:\/\/elpais.com\/internacional\/2016\/02\/03\/actualidad\/1454529190_370945.html<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref10\" id=\"_ftn10\">[10]<\/a> https:\/\/www.portafolio.co\/internacional\/grecia-el-pais-del-ano-2023-segun-the-economist-estas-son-las-razones-de-su-eleccion-594635<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref11\" id=\"_ftn11\">[11]<\/a> https:\/\/litci.org\/es\/hay-vida-fuera-del-euro\/?utm_source=copylink&amp;utm_medium=browser<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: L\u00edlian Enck<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por: Alejandro Iturbe Nos \u00faltimos meses, os trabalhadores e o povo da Gr\u00e9cia protagonizaram tr\u00eas importantes a\u00e7\u00f5es de luta. 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