{"id":80961,"date":"2025-04-24T22:12:39","date_gmt":"2025-04-24T22:12:39","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=80961"},"modified":"2025-04-24T22:12:40","modified_gmt":"2025-04-24T22:12:40","slug":"as-pequenas-sepulturas-a-luta-silenciosa-das-criancas-de-gaza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2025\/04\/24\/as-pequenas-sepulturas-a-luta-silenciosa-das-criancas-de-gaza\/","title":{"rendered":"As pequenas sepulturas: a luta silenciosa das crian\u00e7as de Gaza"},"content":{"rendered":"\n<p>Por: Sarah Khalid \u2013 Paquist\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Ele era apenas um menino, de n\u00e3o mais que quatro ou cinco anos, com poeira nas bochechas e medo nos olhos grandes e inocentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando as balas ca\u00edram como uma tempestade do c\u00e9u, ele fez o que qualquer crian\u00e7a faria: correu. N\u00e3o para um lugar seguro, porque n\u00e3o h\u00e1 nenhum em Gaza, mas para longe do barulho, para longe do fogo, para longe dos soldados invis\u00edveis que confundiram sua pequena estrutura com uma amea\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Suas perninhas se moviam com toda a for\u00e7a, cheias de desespero, cheias de vida, agarradas \u00e0 esperan\u00e7a de que talvez, apenas talvez, pudesse escapar da guerra.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas ele n\u00e3o sabia&#8230; como ele poderia saber? que nenhuma crian\u00e7a, por mais corajosa ou r\u00e1pida que seja, pode escapar de uma bala.<\/p>\n\n\n\n<p>Atingiu-o no meio do caminho, roubando o ar de seus pulm\u00f5es, a luz de seus olhos e, de repente, o mundo perdeu mais uma batida de cora\u00e7\u00e3o que nunca tentou proteger.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Uma inf\u00e2ncia no fogo cruzado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A inf\u00e2ncia deve ser repleta de hist\u00f3rias para dormir, refei\u00e7\u00f5es quentes e can\u00e7\u00f5es de ninar suaves. Mas em Gaza, can\u00e7\u00f5es de ninar s\u00e3o abafadas por ataques a\u00e9reos e sonhos s\u00e3o destru\u00eddos antes mesmo de tomarem forma. Sob a fuma\u00e7a e os pr\u00e9dios destru\u00eddos vivem as pequenas v\u00edtimas de uma guerra que nunca escolheram. A cada dia que passa, eles perdem mais do que apenas suas casas, perdem sua inoc\u00eancia, seu riso e, em muitos casos tr\u00e1gicos, suas vida. Esta n\u00e3o \u00e9 apenas uma crise pol\u00edtica, mas um passo na Naqba que leva ao sofrimento humanit\u00e1rio que se desenrola nas m\u00e3os pequenas e tr\u00eamulas de crian\u00e7as esquecidas pelo mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>A Faixa de Gaza, uma \u00e1rea densamente povoada, abriga um n\u00famero significativo de crian\u00e7as, muitas das quais s\u00f3 conhecem guerras e conflitos. A escalada de viol\u00eancia nos \u00faltimos anos deixou milhares de crian\u00e7as traumatizadas, feridas ou mortas. Segundo a UNICEF, mais de 17.000 crian\u00e7as morreram na \u00faltima onda de viol\u00eancia, e muitas outras ficaram feridas ou foram deslocadas. Hospitais e escolas foram atacados, agravando ainda mais o sofrimento dos jovens da regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>As crian\u00e7as de Gaza n\u00e3o s\u00e3o apenas v\u00edtimas da viol\u00eancia sionista direta, mas tamb\u00e9m sofrem as consequ\u00eancias psicol\u00f3gicas de viver em um estado constante de medo. Com acesso limitado aos servi\u00e7os de sa\u00fade mental, o impacto de longo prazo do trauma na juventude de Gaza provavelmente ser\u00e1 sentido por gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fome que vai al\u00e9m do est\u00f4mago<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nas ru\u00ednas esburacadas de Gaza, onde o riso h\u00e1 muito foi substitu\u00eddo pelo sil\u00eancio e pelas cinzas, crian\u00e7as vagam entre os escombros, famintas, desabrigadas e com o cora\u00e7\u00e3o partido. Seus olhos guardam hist\u00f3rias que nenhuma crian\u00e7a deveria contar, e seus est\u00f4magos doem com um vazio que s\u00f3 o p\u00e3o n\u00e3o consegue preencher.<\/p>\n\n\n\n<p>Aqui n\u00e3o h\u00e1 lancheiras. N\u00e3o h\u00e1 nenhum cheiro doce de comida caseira esperando por voc\u00ea depois da escola. Em Gaza, muitas crian\u00e7as acordam com o gosto amargo do nada na l\u00edngua. Alguns n\u00e3o fazem uma refei\u00e7\u00e3o completa h\u00e1 dias, apenas sobras passadas entre tr\u00eamulas m\u00e3os ou um peda\u00e7o de p\u00e3o amanhecido amolecido com \u00e1gua. Seus corpos encolhem, os ossos ficam vis\u00edveis sob a pele fina, enquanto seus esp\u00edritos morrem de fome junto com eles.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas n\u00e3o se trata apenas de fome por comida. \u00c9 a fome de se sentir seguros. A fome de brincar, de crescer, de aprender, de viver sem se perguntar se hoje \u00e9 o dia em que tudo vai acabar. \u00c9 uma fome que corr\u00f3i a alma.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A miser\u00e1vel realidade do genoc\u00eddio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Como explicar a guerra para uma crian\u00e7a de cinco anos? Como contar a uma crian\u00e7a por que sua escola n\u00e3o est\u00e1 mais funcionando, por que seus amigos foram embora ou por que sua m\u00e3e chora todas as noites enquanto finge ser forte?<\/p>\n\n\n\n<p>As crian\u00e7as de Gaza aprenderam muito cedo a sobreviver sem brinquedos, sem comida, sem luz. Eles aprenderam a correr quando o c\u00e9u ruge. Para se esconder quando o sil\u00eancio se torna pesado demais. Alguns pararam de chorar, n\u00e3o porque n\u00e3o sofrem, mas porque est\u00e3o cansados \u200b\u200bde n\u00e3o serem ouvidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Essas crian\u00e7as n\u00e3o pedem muito. Apenas o direito de viver. Sonhar. De acordar sem medo. Para poderem viver em suas terras palestinas, sem serem expulsos dela pelo ex\u00e9rcito israelense.<\/p>\n\n\n\n<p>E enquanto o mundo discute fronteiras e cessar-fogo, as crian\u00e7as de Gaza morrem silenciosamente nas sombras, nem sempre por balas, mas pelo peso insuport\u00e1vel do esquecimento.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A cumplicidade da OTAN<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O conflito de Gaza, emblem\u00e1tico de d\u00e9cadas de desapropria\u00e7\u00e3o colonial e agress\u00e3o imperial, n\u00e3o est\u00e1 se desenrolando no v\u00e1cuo, mas com a aprova\u00e7\u00e3o silenciosa e, em muitos casos, a cumplicidade ativa de estruturas imperialistas globais. A OTAN, embora n\u00e3o esteja diretamente envolvida militarmente em Gaza, desempenha um papel estrat\u00e9gico e ideol\u00f3gico que refor\u00e7a as a\u00e7\u00f5es do Estado israelense e apoia a agenda imperialista mais ampla no Oriente M\u00e9dio.<\/p>\n\n\n\n<p>A OTAN representa uma alian\u00e7a militar enraizada nos interesses das elites capitalistas dos Estados Unidos e da Europa Ocidental, e n\u00e3o funciona como um \u00f3rg\u00e3o neutro de manuten\u00e7\u00e3o da paz. Pelo contr\u00e1rio, defende uma ordem global moldada pelos interesses do capital transnacional. Neste sentido, a cumplicidade da OTAN n\u00e3o \u00e9 passiva; \u00e9 uma posi\u00e7\u00e3o calculada alinhada aos interesses geopol\u00edticos e econ\u00f4micos de seus principais estados-membros.<\/p>\n\n\n\n<p>Os membros da OTAN, especialmente os Estados Unidos, s\u00e3o os principais fornecedores de armas e cobertura diplom\u00e1tica para Israel. O sil\u00eancio da alian\u00e7a sobre o genoc\u00eddio, o bloqueio de Gaza e o sofrimento em massa dos palestinos legitima efetivamente a viol\u00eancia colonial e enfraquece o direito palestino \u00e0 autodetermina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A verdadeira paz em Gaza n\u00e3o pode ser mediada por institui\u00e7\u00f5es que repetidamente priorizam o lucro em detrimento das pessoas e da domina\u00e7\u00e3o em detrimento da democracia real. A paz deve vir de movimentos internacionais de solidariedade, da resist\u00eancia popular e do recha\u00e7o ao imperialismo como base da pol\u00edtica externa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A necessidade de uma resposta mais forte<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Um dos aspectos mais marcantes da rea\u00e7\u00e3o ao conflito em Gaza \u00e9 a cumplicidade dos governos \u00e1rabes. Alguns condenam passivamente as a\u00e7\u00f5es de Israel, mas n\u00e3o fazem nada de concreto contra ele, devido \u00e0s suas rela\u00e7\u00f5es com pot\u00eancias ocidentais.<\/p>\n\n\n\n<p>O sil\u00eancio cont\u00ednuo da OTAN e a resposta passiva dos pa\u00edses mu\u00e7ulmanos deixaram as crian\u00e7as de Gaza em uma situa\u00e7\u00e3o perigosa. A comunidade internacional deve reconhecer que a situa\u00e7\u00e3o em Gaza n\u00e3o \u00e9 apenas um conflito pol\u00edtico, mas um genoc\u00eddio e uma cat\u00e1strofe humanit\u00e1ria que exige uma resposta unificada e compassiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Este profundo sil\u00eancio sobre a devasta\u00e7\u00e3o em Gaza envia uma mensagem ao mundo de que as vidas do povo e das crian\u00e7as palestinas s\u00e3o menos importantes que os interesses da burguesia global e dos governos da regi\u00e3o. Entretanto, os trabalhadores e o povo da regi\u00e3o t\u00eam o potencial de exercer influ\u00eancia significativa na situa\u00e7\u00e3o por meio de uma nova Primavera \u00c1rabe, o que pode abrir caminho para o fim do genoc\u00eddio e um futuro melhor para as crian\u00e7as de Gaza.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Um chamado para as almas dos menores<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Devemos ficar indignados com o corpo desmembrado de uma crian\u00e7a palestina, com um cora\u00e7\u00e3o que parou cedo demais. Nenhum sistema burgu\u00eas de poder ou domina\u00e7\u00e3o pode justificar o corpo desmembrado de uma crian\u00e7a. Nenhuma ambi\u00e7\u00e3o de um estado burgu\u00eas vale mais que a vida de uma pessoa inocente, cujo batimento card\u00edaco foi silenciado pela viol\u00eancia da opress\u00e3o. Enquanto o mundo deixa as manchetes para tr\u00e1s e retorna \u00e0 sua zona de conforto, as crian\u00e7as de Gaza permanecem de olhos arregalados, esperando por ajuda, esperan\u00e7a, algu\u00e9m que se importe.<\/p>\n\n\n\n<p>Os t\u00famulos de crian\u00e7as agora superam em n\u00famero as can\u00e7\u00f5es de ninar. Se queremos nos considerar humanos, n\u00e3o devemos procurar em outro lugar. Devemos amplificar suas vozes, exigir prote\u00e7\u00e3o, enviar ajuda e, acima de tudo, nunca permitir que sua dor seja reduzida a estat\u00edsticas, porque por tr\u00e1s de cada pr\u00e9dio destru\u00eddo h\u00e1 uma crian\u00e7a palestina que um dia sonhou em se tornar m\u00e9dica, pintora, professora ou at\u00e9 mesmo atleta profissional. E por tr\u00e1s de cada sonho perdido h\u00e1 um mundo que falhou com eles.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Construindo solidariedade internacional<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A solidariedade internacional com a Palestina \u00e9 uma express\u00e3o poderosa da resist\u00eancia global contra o imperialismo e a opress\u00e3o. Quando pa\u00edses e movimentos se unem sob a bandeira da justi\u00e7a, eles desafiam as estruturas sist\u00eamicas que perpetuam a coloniza\u00e7\u00e3o, a explora\u00e7\u00e3o e a nega\u00e7\u00e3o dos direitos humanos b\u00e1sicos. Apoiar a Palestina significa n\u00e3o apenas defender o fim da ocupa\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m se opor \u00e0s for\u00e7as mais amplas do imperialismo que moldam a din\u00e2mica do poder global. A luta pela liberta\u00e7\u00e3o da Palestina \u00e9 uma luta de todos os povos oprimidos, afirmando que a verdadeira liberdade e autodetermina\u00e7\u00e3o n\u00e3o podem existir sob o peso da domina\u00e7\u00e3o imperialista. Ao amplificar as vozes palestinas e nos alinhar aos movimentos anti-imperialistas ao redor do mundo, estamos reafirmando a luta compartilhada por dignidade, soberania e justi\u00e7a para al\u00e9m das fronteiras.<\/p>\n\n\n\n<p>A luta por uma Palestina livre est\u00e1 intrinsecamente ligada \u00e0 luta mais ampla contra o imperialismo e a injusti\u00e7a global. A solidariedade internacional com Gaza e o povo palestino \u00e9 mais do que um apelo \u00e0 paz: \u00e9 uma demanda pelo desmantelamento dos sistemas imperialistas que alimentam a opress\u00e3o, o deslocamento e a viol\u00eancia. Em todo o mundo, da Am\u00e9rica Latina \u00e0 \u00c1frica, da \u00c1sia \u00e0 Europa, movimentos em apoio \u00e0 Palestina est\u00e3o surgindo, reconhecendo que a luta pela soberania palestina \u00e9 parte da luta coletiva pela dignidade humana e pela autodetermina\u00e7\u00e3o. O caminho para a liberta\u00e7\u00e3o \u00e9 longo, mas a solidariedade daqueles que se op\u00f5em ao imperialismo, \u00e0 injusti\u00e7a e \u00e0 ocupa\u00e7\u00e3o oferece esperan\u00e7a. esperan\u00e7a e for\u00e7a ao povo palestino. \u00c0 medida que continuamos a levantar nossas vozes, afirmamos que a verdadeira paz s\u00f3 pode vir quando as correntes do imperialismo forem quebradas e os direitos de todos os povos oprimidos forem reconhecidos e respeitados.<\/p>\n\n\n\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o para o espanhol: Natalia Estrada.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por: Sarah Khalid \u2013 Paquist\u00e3o Ele era apenas um menino, de n\u00e3o mais que quatro ou cinco anos, com poeira nas bochechas e medo nos olhos grandes e inocentes. Quando as balas ca\u00edram como uma tempestade do c\u00e9u, ele fez o que qualquer crian\u00e7a faria: correu. 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