{"id":80952,"date":"2025-04-21T16:53:33","date_gmt":"2025-04-21T16:53:33","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=80952"},"modified":"2025-04-21T16:53:34","modified_gmt":"2025-04-21T16:53:34","slug":"chile-greve-nacional-da-cut-qual-o-resultado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2025\/04\/21\/chile-greve-nacional-da-cut-qual-o-resultado\/","title":{"rendered":"Chile | Greve Nacional da CUT: Qual o resultado?"},"content":{"rendered":"\n<p>Por: MIT \u2013 Chile<\/p>\n\n\n\n<p>No dia 3 de abril, ocorreu a segunda &#8220;Greve Ativa Nacional&#8221; promovida pela CUT durante o governo Gabriel Boric. A primeira delas havia sido realizada em abril de 2024. O MIT publicou uma posi\u00e7\u00e3o sobre essa greve h\u00e1 alguns dias.1 Neste artigo, queremos fornecer alguns elementos da avalia\u00e7\u00e3o desse dia de mobiliza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Uma greve do setor p\u00fablico<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O dia 3 de abril foi marcado principalmente por paralisa\u00e7\u00e3o de funcion\u00e1rios p\u00fablicos e diversas grandes manifesta\u00e7\u00f5es em diversas cidades. Em Santiago, ocorreu uma marcha da sede da ANEF (Los H\u00e9roes, Alameda) at\u00e9 o GAM. A marcha foi mais impressionante do que a de 2024. Estiveram presentes profissionais de sa\u00fade, de jardins de inf\u00e2ncia, professores e funcion\u00e1rios de minist\u00e9rios e outras institui\u00e7\u00f5es governamentais. Tamb\u00e9m estavam presentes colunas de trabalhadores do setor privado, como membros da Confedera\u00e7\u00e3o de Bancos (Conaban) e do Sindicato do Metr\u00f4 de Santiago. O setor privado, no entanto, era uma pequena minoria. Tamb\u00e9m houve greves e manifesta\u00e7\u00f5es em outras cidades. Em seu relat\u00f3rio, a CUT informa que mais de 100 mil trabalhadores se mobilizaram em todo o pa\u00eds. Acreditamos que esse n\u00famero \u00e9 um exagero. Em Santiago, onde ocorreu a maior marcha, o n\u00famero de manifestantes n\u00e3o ultrapassou os 20.000 (\u00e9 importante destacar que em alguns distritos tamb\u00e9m houve manifesta\u00e7\u00f5es locais, como o caso dos trabalhadores da Corpora\u00e7\u00e3o Municipal de Puente Alto, que permaneceram no distrito).<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, a greve da CUT expressou principalmente o descontentamento existente entre os trabalhadores do setor p\u00fablico contra o governo Boric. A pol\u00edtica de ajuste fiscal de Mario Marcel no Tesouro levou \u00e0 inseguran\u00e7a no emprego em muitos servi\u00e7os p\u00fablicos. As cr\u00edticas ao governo ficaram evidentes nos milhares de cartazes distribu\u00eddos durante as marchas, com reivindica\u00e7\u00f5es setoriais que iam de aumentos salariais a melhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho. Esse descontentamento tamb\u00e9m foi expresso em diversas lutas e mobiliza\u00e7\u00f5es nos \u00faltimos anos. O setor p\u00fablico est\u00e1 na vanguarda da luta contra as condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A dire\u00e7\u00e3o pol\u00edtica da CUT \u00e9 um obst\u00e1culo para alcan\u00e7ar ganhos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Embora tenha havido uma participa\u00e7\u00e3o significativa do setor p\u00fablico na greve, n\u00e3o h\u00e1 motivo para comemorar. Isso porque a dire\u00e7\u00e3o da CUT, liderada pelo Partido Socialista dos Trabalhadores (PS) e pelo Partido Comunista (PC), \u00e9 um enorme obst\u00e1culo para a continuidade dessa luta. Isto ocorre por v\u00e1rios motivos:<\/p>\n\n\n\n<p>1.- <strong>A lista de reivindica\u00e7\u00f5es apresentada pela dire\u00e7\u00e3o da CUT \u00e9 equivocada e limitada.<\/strong> Primeiro, em sua primeira convoca\u00e7\u00e3o, a greve teve como um dos eixos o apelo \u00e0 direita para aprovar a reforma da previd\u00eancia do governo (embora criticasse o sistema previdenci\u00e1rio privado). Esse &#8220;eixo&#8221; era claramente contra os trabalhadores, j\u00e1 que a reforma da previd\u00eancia do governo foi um presente para as AFPs e n\u00e3o uma reforma pr\u00f3-trabalhador.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a aprova\u00e7\u00e3o da reforma, os dirigentes da CUT mudaram seu foco para outras \u00e1reas, como negocia\u00e7\u00f5es setoriais e o &#8220;sal\u00e1rio m\u00ednimo vital&#8221;. Quanto \u00e0 negocia\u00e7\u00e3o setorial, essa \u00e9 uma reivindica\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica dos trabalhadores que a CUT n\u00e3o conseguiu atender at\u00e9 agora. Isso porque sua estrat\u00e9gia sempre foi negociar com os governos da Concerta\u00e7ao e a esquerda &#8220;progressista&#8221; a portas fechadas, em vez de construir um plano de luta a partir de baixo que permitisse aos trabalhadores &#8220;arrancar&#8221; essa conquista. \u00c9 por isso que todos os governos &#8220;de esquerda&#8221; prometem aprovar as negocia\u00e7\u00f5es entre os setores, mas acabam n\u00e3o tendo progresso algum.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto ao chamado &#8220;sal\u00e1rio m\u00ednimo vital&#8221;, trata-se de uma nova &#8220;inven\u00e7\u00e3o&#8221; da CUT, completamente inadequada \u00e0 realidade dos trabalhadores do pa\u00eds. O novo conceito da CUT de sal\u00e1rio m\u00ednimo vital \u2014 que, segundo a CUT, deve ser de 725.000 pesos \u2014 \u00e9 colocado como o m\u00ednimo necess\u00e1rio para que uma fam\u00edlia de quatro pessoas viva com dignidade. N\u00f3s nos perguntamos: que fam\u00edlia de quatro pessoas consegue viver decentemente com essa renda, quando somente as despesas b\u00e1sicas como aluguel, transporte e contas ultrapassam 500.000 pesos? Para uma fam\u00edlia de quatro pessoas, cada adulto deve ganhar pelo menos 700.000 pesos. Na lista de reivindica\u00e7\u00f5es que apresentamos do MIT, defendemos um sal\u00e1rio m\u00ednimo de 700.000 pesos, corrigido automaticamente pela infla\u00e7\u00e3o, considerando que isso seria insuficiente inclusive na situa\u00e7\u00e3o atual.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m dessas duas consignas, que se tornaram a espinha dorsal da greve, a CUT apresenta em sua pauta reivindicat\u00f3ria3 uma s\u00e9rie de outras reivindica\u00e7\u00f5es (embora quase n\u00e3o as mencione ou fa\u00e7a algo concreto para obt\u00ea-las) que n\u00e3o respondem plenamente \u00e0s necessidades da classe trabalhadora. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica, por exemplo, um dos setores mais precarizados e afetados nos \u00faltimos anos, a reivindica\u00e7\u00e3o da CUT se reduz a colocar o \u201cfim das listas de espera e fortalecimento do sistema de sa\u00fade.&#8221; Nem uma palavra sobre o resgate do seu governo \u00e0s Isapres (Companhias de Seguro de Sa\u00fade), nem uma palavra sobre de onde deveriam vir os recursos para investir em sa\u00fade, nada. Num pa\u00eds cuja principal fonte de riqueza \u00e9 o cobre, n\u00e3o se fala na necessidade de nacionaliz\u00e1-lo para financiar moradia, sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o, uma reivindica\u00e7\u00e3o sempre presente no movimento oper\u00e1rio desde o in\u00edcio do s\u00e9culo XX.<\/p>\n\n\n\n<p>2.- <strong>N\u00e3o h\u00e1 participa\u00e7\u00e3o de setores estrat\u00e9gicos nem constru\u00e7\u00e3o de baixo para cima<\/strong>. A dire\u00e7\u00e3o da CUT n\u00e3o est\u00e1 mexendo um dedo para incentivar setores estrat\u00e9gicos da economia a participar de suas &#8220;Greves Ativas&#8221;, nem est\u00e1 construindo suas mobiliza\u00e7\u00f5es a partir da base. Chama a aten\u00e7\u00e3o a aus\u00eancia dos setores mais importantes da economia, como minera\u00e7\u00e3o, portos, trabalhadores agr\u00edcolas, transportes, energia, etc. O atual secret\u00e1rio-geral da CUT, Eric Campos, ativista comunista, \u00e9 presidente do Sindicato do Metr\u00f4 de Santiago. No entanto, a \u201cGreve Ativa\u201d simplesmente n\u00e3o aconteceu no metr\u00f4. Que explica\u00e7\u00e3o a CUT d\u00e1 para isso? Uma greve convocada h\u00e1 quatro meses n\u00e3o conseguiu mobilizar a base do sindicato do Secret\u00e1rio Geral da Central?<\/p>\n\n\n\n<p>Outro problema s\u00e9rio com as greves da CUT \u00e9 que elas n\u00e3o s\u00e3o constru\u00eddas de baixo. Em geral, n\u00e3o h\u00e1 reuni\u00f5es de base, e as reivindica\u00e7\u00f5es e a continuidade da luta n\u00e3o s\u00e3o discutidas. Tudo \u00e9 constru\u00eddo \u201cde cima\u201d pelas lideran\u00e7as sindicais.<\/p>\n\n\n\n<p>3.- <strong>N\u00e3o h\u00e1 continuidade para as mobiliza\u00e7\u00f5es<\/strong>. N\u00e3o h\u00e1 um plano de luta e mobiliza\u00e7\u00e3o que fortale\u00e7a o movimento dos trabalhadores e desfira golpes reais contra o governo e os patr\u00f5es. Assim, as greves da CUT acabam sendo simb\u00f3licas e n\u00e3o t\u00eam grande impacto na conquista de conquistas para a classe trabalhadora.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Os verdadeiros objetivos da burocracia da CUT<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Toda essa \u201cfalta de prepara\u00e7\u00e3o\u201d n\u00e3o \u00e9 mera coincid\u00eancia. A burocracia da central, que pertence aos partidos governantes, n\u00e3o tem como objetivo defender as demandas da classe trabalhadora, buscando uma maneira de arrancar essas conquistas do governo e do empresariado. Os seus verdadeiros objetivos s\u00e3o: 1) demonstrar que ainda t\u00eam uma \u201cbase social\u201d para negociar com o governo e o empresariado algumas migalhas que podem ceder \u2013 sempre insuficientes para os trabalhadores; 2) descomprimir o grande descontentamento social existente nas suas bases; 3) formar figuras p\u00fablicas que possam se tornar futuros candidatos a cargos na democracia burguesa; 4) Usar o prest\u00edgio de seus l\u00edderes para buscar votos para candidatos oficiais. Eric Campos, por exemplo, apareceu em todos os canais de televis\u00e3o ao lado da candidata presidencial do Partido Comunista, Jeannette Jara.<\/p>\n\n\n\n<p>Por todas essas raz\u00f5es, dizemos que o sindicalismo promovido pelos partidos governantes \u00e9 um sindicalismo de concilia\u00e7\u00e3o de classes, que busca &#8220;conciliar&#8221; os interesses dos trabalhadores com os interesses dos empregadores. Esse modelo de sindicalismo, nos \u00faltimos 30 anos, tem sido desastroso para os trabalhadores e s\u00f3 tem gerado benef\u00edcios para as grandes empresas, que continuam aprofundando sua pilhagem do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Uma posi\u00e7\u00e3o sect\u00e1ria em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s bases da CUT<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Diante do papel traidor e pr\u00f3-empresarial da dire\u00e7\u00e3o da CUT, algumas organiza\u00e7\u00f5es chegaram \u00e0 conclus\u00e3o de que n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio participar de suas convocat\u00f3rias nem disputar seus espa\u00e7os. Essa posi\u00e7\u00e3o tem sido defendida na \u00faltima d\u00e9cada por setores que constroem um movimento alternativo de Primeiro de Maio, por organiza\u00e7\u00f5es de extrema esquerda e tamb\u00e9m por partidos como o PTR, que se autodenominam revolucion\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, as &#8220;alternativas&#8221; que surgiram \u00e0 CUT at\u00e9 agora n\u00e3o desempenharam nenhum papel significativo no movimento oper\u00e1rio. Embora as Marchas Alternativas de 1\u00ba de Maio tenham conseguido inicialmente reunir milhares de pessoas, nenhuma nova &#8220;central&#8221; ou &#8220;coordena\u00e7\u00e3o&#8221; conseguiu superar a CUT ou as burocracias tradicionais entrincheiradas em grandes federa\u00e7\u00f5es oper\u00e1rias. Al\u00e9m disso, at\u00e9 mesmo as marchas alternativas do Primeiro de Maio se transformaram em guerras desnecess\u00e1rias com a pol\u00edcia, sem nenhum objetivo pol\u00edtico voltado para a reorganiza\u00e7\u00e3o real e democr\u00e1tica do movimento oper\u00e1rio no pa\u00eds. Assim, os burocratas conseguiram permanecer pacificamente na lideran\u00e7a das principais organiza\u00e7\u00f5es da classe trabalhadora, devido \u00e0 incapacidade daqueles que se dizem revolucion\u00e1rios de apresentar um programa alternativo aos trabalhadores e desafiar, a partir da base, os sindicatos liderados por esses burocratas. Isso muitas vezes acaba se transformando em um &#8220;paralelismo&#8221; pela cria\u00e7\u00e3o de novas organiza\u00e7\u00f5es sem uma base real. A declara\u00e7\u00e3o do PTR4 sobre a greve da CUT \u00e9 uma demonstra\u00e7\u00e3o dessa pol\u00edtica equivocada e sect\u00e1ria, confundindo a pol\u00edtica da dire\u00e7\u00e3o burocr\u00e1tica da CUT \u2014 de apoio ao governo \u2014 com o enorme descontentamento da base. Esta pol\u00edtica, que evita a disputa do bases, \u00e9 totalmente funcional aos partidos do governo, j\u00e1 que deixa milhares de trabalhadores sem alternativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Diferentemente do que prop\u00f5e o PTR, participamos da greve convocada pela CUT, distribuindo milhares de panfletos e discutindo com os trabalhadores o car\u00e1ter traidor de sua dire\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m as medidas necess\u00e1rias que devemos tomar para atingir nossos objetivos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00c9 necess\u00e1rio construir uma dire\u00e7\u00e3o alternativa para o movimento oper\u00e1rio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na mesma linha do exposto acima, n\u00f3s do MIT acreditamos que \u00e9 necess\u00e1rio construir, desde a base, uma dire\u00e7\u00e3o alternativa \u00e0 burocracia oficial da CUT e das principais organiza\u00e7\u00f5es sindicais do pa\u00eds. \u00c9 necess\u00e1rio que a vanguarda dos trabalhadores comece a se organizar, abertamente \u2014 onde seja poss\u00edvel \u2014 ou clandestinamente, para retomar os sindicatos, as federa\u00e7\u00f5es e a CUT das m\u00e3os dos burocratas. Para isso, \u00e9 necess\u00e1rio organizar oposi\u00e7\u00f5es sindicais baseadas na democracia oper\u00e1ria e na independ\u00eancia frente aos patro\u00f5es e ao governo dentro das principais organiza\u00e7\u00f5es sindicais do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta dire\u00e7\u00e3o alternativa deve ter como parte do seu programa:<\/p>\n\n\n\n<p>1.- Retornar aos princ\u00edpios fundadores da CUT de 1953. Recuperar a CUT para uma pol\u00edtica classista e democr\u00e1tica. Um movimento sindical independente dos partidos governantes que enfrente os &#8220;grandes acordos&#8221; do governo e da direita em favor das Isapres, das AFPs e das 10 fam\u00edlias mais ricas do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>2.- Elaborar uma lista de reivindica\u00e7\u00f5es que responda \u00e0s necessidades imediatas dos trabalhadores dos setores p\u00fablico e privado. Entre outras reivindica\u00e7\u00f5es: Chega de demiss\u00f5es! Fim do fundamento de necessidade da empresa no C\u00f3digo do Trabalho! Carreira e estabilidade no setor p\u00fablico! Sal\u00e1rio m\u00ednimo n\u00e3o inferior a 700.000 pesos, ajustado automaticamente pela infla\u00e7\u00e3o, etc.<\/p>\n\n\n\n<p>3.- Avan\u00e7ar para uma greve geral efetiva pelas reivindica\u00e7\u00f5es da classe trabalhadora e contra as pol\u00edticas econ\u00f4micas do governo e da direita. Impulsionar um comit\u00ea nacional preparat\u00f3rio de greve que inclua delegados de setores estrat\u00e9gicos da classe trabalhadora, servi\u00e7os, setor p\u00fablico, comit\u00eas de habita\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00f5es pol\u00edticas de esquerda, com assembleias abertas, e que percorra todo o pa\u00eds para preparar uma greve geral efetiva.<\/p>\n\n\n\n<p>4.- Promover a democracia oper\u00e1ria de base, com espa\u00e7os de discuss\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica de base, como assembleias, comit\u00eas de greve, semin\u00e1rios abertos, etc.<\/p>\n\n\n\n<p>5.- Construir a unidade dos trabalhadores. A cria\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios sindicatos pequenos ou sindicatos centrais paralelos beneficia apenas burocratas e patr\u00f5es. Os sindicatos s\u00e3o organiza\u00e7\u00f5es de todos os trabalhadores que lutam por suas necessidades imediatas. As correntes revolucion\u00e1rias devem disputar todos os espa\u00e7os da classe trabalhadora, exigindo a democratiza\u00e7\u00e3o dos sindicatos; confrontando suas posi\u00e7\u00f5es com aquelas da burocracia sindical colaboracionista de classes.<\/p>\n\n\n\n<p>6.- Recuperar as lutas hist\u00f3ricas dos trabalhadores, como a luta pela renacionaliza\u00e7\u00e3o do cobre com controle oper\u00e1rio, o fim imediato das AFPs, um plano de moradia para os trabalhadores, etc.<\/p>\n\n\n\n<p>7.- Buscar um caminho rumo \u00e0 tomada do poder pela classe trabalhadora, ao fim do capitalismo e \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade socialista, pois nenhuma conquista neste sistema permitir\u00e1 que os trabalhadores vivam com dignidade. Todos os direitos que conquistamos sob o capitalismo podem ser revogados amanh\u00e3 pelos patr\u00f5es e governos empresariais.<\/p>\n\n\n\n<p>________________________________________<\/p>\n\n\n\n<p>1Ver https:\/\/www.vozdelostrabajadores.cl\/el-proximo-domingo-todos-a-la-marcha-de-la-bronca-abajo-la-reforma-de-pensiones<\/p>\n\n\n\n<p>2Negocia\u00e7\u00e3o setorial \u00e9 o termo usado para a possibilidade de sindicatos e federa\u00e7\u00f5es negociarem coletivamente com empregadores.<\/p>\n\n\n\n<p>3Ver https:\/\/cut.cl\/web\/2do-paro-nacional-activa-mas-de-100-mil-trabajadores-y-trabajadoras-se-manifestaron-en-todo-el-pais\/<\/p>\n\n\n\n<p>4Veja https:\/\/www.instagram.com\/p\/DH_Jg-7C-Il\/?img_index=1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por: MIT \u2013 Chile No dia 3 de abril, ocorreu a segunda &#8220;Greve Ativa Nacional&#8221; promovida pela CUT durante o governo Gabriel Boric. A primeira delas havia sido realizada em abril de 2024. 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