{"id":80762,"date":"2025-03-16T15:04:20","date_gmt":"2025-03-16T15:04:20","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=80762"},"modified":"2025-03-16T15:04:21","modified_gmt":"2025-03-16T15:04:21","slug":"andree-blouin-mulher-africana-independentista-e-exemplo-de-internacionalismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2025\/03\/16\/andree-blouin-mulher-africana-independentista-e-exemplo-de-internacionalismo\/","title":{"rendered":"Andr\u00e9e Blouin, mulher africana, independentista e exemplo de internacionalismo"},"content":{"rendered":"\n<p>Por: C\u00e9sar Neto e J.G. Hata<\/p>\n\n\n\n<p><em>As lutas de pelos menos dezesseis pa\u00edses pela independ\u00eancia na \u00c1frica nos anos 60 do s\u00e9culo passado ficaram marcadas em nossas mem\u00f3rias, e o<\/em><em>s respectivo<\/em><em>s nomes dos dirigentes maiores, entre eles, Kwame Nkrumah, Jomo Kenyatta, Hastings&nbsp; Banda, Tom Mboya, Partrice Lumumba, S\u00e9kou Tour\u00e9 e Ahmed Ben Bella, e outros. Este texto n\u00e3o \u00e9 para discutir as posi\u00e7\u00f5es assumidas por esses dirigentes. Este texto \u00e9 para fazer uma pergunta instigante: e n\u00e3o havia mulheres? Era um espa\u00e7o s\u00f3 para homens? N\u00e3o responda essas perguntas antes de ler este texto e talvez assistir ao document\u00e1rio indicado ao Oscar 2024 denominado: Trilha Sonora de um Golpe de Estado.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mulheres africanas e guerreiras na luta pela soberania nacional<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Desde a partilha da \u00c1frica em 1885 temos muitos casos de mulheres protagonistas na luta pela soberania nacional e quase todas esquecidas. Neste oito de mar\u00e7o precisamos resgat\u00e1-las como forma de encorajar as mulheres a participarem das lutas e dizer aos homens: n\u00e3o impe\u00e7am a passagem delas, pois no m\u00ednimo, representam cinquenta por cento de nossas for\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p>Esther Muinjangue, dirigente da organiza\u00e7\u00e3o Ovaherero Genocide Foundation, em uma emocionante entrevista&nbsp; nos conta sobre o genoc\u00eddio praticado pelo exercito alem\u00e3o que resultou na morte de 80 mil pessoas do povo Ovaherero, entre os anos 1904 e 1908. Esse genoc\u00eddio empregou m\u00e9todos que trinta anos mais tarde seria aplicado na Europa pelo nazistas de Hitler. Nessa entrevista, Esther nos conta do papel da mulheres na prepara\u00e7\u00e3o da resist\u00eancia. Vale a pena ver o v\u00eddeo<a href=\"#_ftn1\" id=\"_ftnref1\">[1]<\/a>, emocionar-se e aprender com as mulheres Ovaherero.<\/p>\n\n\n\n<p>Recentemente no Sud\u00e3o, um pa\u00eds extremamente conservador, onde as mulheres s\u00f3 podem ir a reuni\u00f5es acompanhadas pelo marido, nos casos de estupro a policia s\u00f3 aceita denuncia se a mulher levar junto o estuprador e duas testemunhas&#8230;. homens, pois as mulheres s\u00e3o parte interessada! No Sud\u00e3o a pr\u00e1tica da mutila\u00e7\u00e3o genital feminino \u00e9 uma repugnante tradi\u00e7\u00e3o. Pois bem na luta pela derrubada no ditador Omar al-Bashir as mulheres jogaram um papel de destaque na heroica resist\u00eancia e derrubada do ditador. Ashura Nassor<a id=\"_ftnref2\" href=\"#_ftn2\">[2]<\/a>, descreve com muitos detalhes a for\u00e7a dessas mulheres no processo revolucion\u00e1rio sudan\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o poder\u00edamos nos esquecer entre tantas hero\u00ednas das angolanas Deolinda Rodrigues e Sita Valles.<\/p>\n\n\n\n<p>Deolinda Rodrigues, tamb\u00e9m chamada de \u201cm\u00e3e da revolu\u00e7\u00e3o\u201d, foi escritora, soci\u00f3loga e nacionalista. Tendo iniciado a sua milit\u00e2ncia pol\u00edtica ainda em 1950 no Partido da Luta Unida dos Africanos em Angola (PLUAA), um dos partidos que se fundiu no Movimento Popular de Liberta\u00e7\u00e3o de Angola (MPLA). Teve passagens pelo Brasil, no Instituto Metodista de Ensino Superior, em S\u00e3o Bernardo do Campo. Posteriormente emigrou para os EUA, em Illinois, tendo frequentado a Universidade de Drew. Regressa para \u00c1frica, instala-se primeiro em Conacri e depois em Kinshassa, quando foi parte do Corpo de Volunt\u00e1rios para os Refugiados. Ainda no Congo \u00e9 raptada em Mar\u00e7o de 1967 pelos guerrilheiros da Frente Nacional de Liberta\u00e7\u00e3o de Angola (FNLA), morta em circunst\u00e2ncias estranhas, e relatos dizem que foi esquartejada.<\/p>\n\n\n\n<p>Sita Valles, m\u00e9dica, comunista desde jovem, faz parte das brigadas de sa\u00fade p\u00f3s independ\u00eancia. Critica dos rumos que Agostinho Neto estava dando ao pa\u00eds, em junho de 1977 foi presa junto com o seu marido Jos\u00e9 Van Dunen que a \u00e9poca era membro do Comit\u00ea Central do MPLA. Ambos entraram de m\u00e3os dadas no Minist\u00e9rio da Defesa para serem presos.Na pris\u00e3o foi torturada, violada e assassinada<a href=\"#_ftn3\" id=\"_ftnref3\">[3]<\/a>. Estava gravida do segundo filho. Esperaram que ela desse a luz e depois foi assassinada. O filho nunca foi entregue a fam\u00edlia. Quando lhe ofereciam comida ela dizia: <em>\u201ca um comunista n\u00e3o se d\u00e1 leite, d\u00e1-se porrada\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>As mulheres Ovaherero foram v\u00edtimas da luta contra o genoc\u00eddio praticado pelo Exercito alem\u00e3o. As mulheres sudanesas v\u00edtimas da ditadura de al-Bashir. Sita Valles foi v\u00edtima do estalinismo do MPLA naquilo que ficou conhecido como o massacre de maio de 1977<a id=\"_ftnref4\" href=\"#_ftn4\">[4]<\/a> .<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Andr\u00e9e Blouin, a guerreira esquecida. A guerreira a ser relembrada<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Andr\u00e9e Blouin nasceu na Republica Centro Africana esteve diretamente vinculada as lutas independentistas na Guin\u00e9, Republica Democr\u00e1tica do Congo, Angola e Arg\u00e9lia.<\/p>\n\n\n\n<p>O pai de Andr\u00e9e era um comerciante franc\u00eas de 40 anos que vendia nas vilas do interior. Em uma dessas visitas conheceu Jos\u00e9phine. Dessa uni\u00e3o com cara de viol\u00eancia sexual nasceu Andr\u00e9e,&nbsp; Jos\u00e9hpine foi m\u00e3e aos 14 anos.&nbsp; Essa crian\u00e7a mesti\u00e7a, como ela conta em suas mem\u00f3rias n\u00e3o tinha espa\u00e7o no mundo negro e nem no mundo branco. Aos tr\u00eas anos de idade foi enviada pelo pai a um orfanato dirigido por freiras que recebiam crian\u00e7as mesti\u00e7as, localizado no Congo Brazzaville, <em>\u201conde elas foram ensinadas que eram a encarna\u00e7\u00e3o do pecado entre um homem branco e uma mulher negra<\/em><em>.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A vida no orfanato era indigna e ditatorial, Blouin resistiu ao isolamento, fome, abuso f\u00edsico e a humilha\u00e7\u00e3o por sua condi\u00e7\u00e3o de mulher mesti\u00e7a.\u00a0 Fugiu do orfanato aos quinze anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Fora do orfanato tentou organizar sua vida, come\u00e7ou a desenvolver a sua compreens\u00e3o&nbsp; da necessidade de acabar com o colonialismo e suas sequelas. Essa compreens\u00e3o deu uma salto de qualidade quando seu filho de dois anos, Ren\u00e9, faleceu porque lhe foi negado quinino para seus ataques de mal\u00e1ria. O quinino, um rem\u00e9dio escasso \u00e0 \u00e9poca era reservado apenas para as crian\u00e7as brancas, e seu filho Ren\u00e9, filho de m\u00e3e mesti\u00e7a e pai negro n\u00e3o tinha o direito pois tinha apenas um quarto de sangue branco.<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cA morte do meu filho me politizou rapidamente. Eu finalmente entendi que n\u00e3o era mais uma quest\u00e3o do meu pr\u00f3prio destino maligno, mas um sistema do mal cujos tent\u00e1culos alcan\u00e7avam todas as fases da vida africana\u201d<a href=\"#_ftn5\" id=\"_ftnref5\"><strong>[5]<\/strong><\/a>.<\/em> conta Andr\u00e9e em seu livro de mem\u00f3rias.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s esse epis\u00f3dio Andr\u00e9e mudou para Guin\u00e9, que segundo ela vivia <em>\u201cuma tempestade <\/em><em>pol\u00edtica\u201d<\/em>. A Fran\u00e7a estava disposta a aceitar a independ\u00eancia, por\u00e9m seria uma independ\u00eancia restrita ao campo pol\u00edtico e sem estender para o campo econ\u00f4mico. Para dirimir essa quest\u00e3o foi chamado um referendo e o movimento Rassemblement D\u00e9mocratique Africain (RDA) indicou o vota \u201cn\u00e3o\u201d e exigia liberdade total.&nbsp; No ano de 1958, Blouin se incorporou a campanha do \u201cn\u00e3o\u201d e participou de com\u00edcios por todo o pa\u00eds.&nbsp; O \u201cn\u00e3o\u201d saiu vitorioso e S\u00e9kou Tour\u00e9, l\u00edder do RDA da Guin\u00e9, tornou-se o primeiro presidente do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Andr\u00e9e ganhou muita influ\u00eancia nos c\u00edrculos de luta contra o colonialismo. Em Conakry, capital da Guin\u00e9, ela conheceu um grupo de ativistas que viriam a ser figuras proeminentes na Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo. Esses ativistas pediram a ajuda dela para&nbsp; mobilizar mulheres congolesas na luta contra o dom\u00ednio colonial belga.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1960, incentivada por Nkrumah foi para a futura Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo. L\u00e1 junto com Pierre Mulele e Antoine Gizenga viajaram todo o pa\u00eds fazendo campanha pela independ\u00eancia. Em Kahemba, na fronteira com Angola, Blouin e sua equipe reservaram um tempo para ajudar na constru\u00e7\u00e3o de uma base para os combatentes da independ\u00eancia angolana que haviam fugido das autoridades coloniais portuguesas.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos seus com\u00edcios com grande multid\u00e3o, ela falava da opress\u00e3o da mulheres e da necessidade da independ\u00eancia. Os pa\u00edses imperialistas e a imprensa come\u00e7aram a ver o perigo que ela representava e na tentativa de desqualific\u00e1-la politicamente partiram para os ataques morais. As acusa\u00e7\u00f5es eram as mais baixas o poss\u00edvel. Desde que era amante de Nkrumah, agente de S\u00e9kou Tour\u00e9 e &#8220;a cortes\u00e3 de todos os chefes de estado africanos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando o Congo conquistou sua independ\u00eancia em 1960,&nbsp; Lumumba se tornou&nbsp; primeiro primeiro-ministro e escolheu Andr\u00e9e como sua principal assessora. A intera\u00e7\u00e3o pol\u00edtica de ambos era t\u00e3o intensa que a imprensa os chamava de dupla&nbsp; &#8220;Lumum-Blouin&#8221;. A revista TIME a descrevia como&nbsp; uma &#8220;<em>bela mulher de 41 anos<\/em>&#8221; cuja <em>&#8220;vontade de ferro e energia <\/em><em>e rapidez de racioc\u00ednio fazem dela uma assessora pol\u00edtica inestim\u00e1vel&#8221;<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu livro de mem\u00f3ria descreveu Lumumba como <em>&#8220;verdadeiro her\u00f3i dos tempos modernos&#8221;<\/em>, mas tamb\u00e9m admitiu que o achava ing\u00eanuo e, \u00e0s vezes, muito mole. <em>&#8220;\u00c9 verdade que aqueles que t\u00eam a melhor f\u00e9 s\u00e3o frequentemente os mais cruelmente enganados&#8221;<\/em>, disse ela.<\/p>\n\n\n\n<p>Alguns meses ap\u00f3s assumir o poder, Lumumba foi preso e assassinado. Os EUA preocupados com a possibilidade de perder sua principal fonte de ur\u00e2nio e a B\u00e9lgica preocupada de perder suas empresas de minera\u00e7\u00e3o estiveram por tr\u00e1s do golpe e assassinato de Lumumba.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois do golpe a fam\u00edlia Blouin foi morar na Arg\u00e9lia onde receberam asilo do presidente&nbsp; Ahmed Ben Bella. Depois mudaram para Paris e Andr\u00e9e seguiu escrevendo artigos e se reunindo com a di\u00e1spora africana.<\/p>\n\n\n\n<p>Andr\u00e9e ficou profundamente decepcionada quando descobriu que seu velho amigo S\u00e9kou Tour\u00e9 tinha&nbsp; estabelecido um estado de partido \u00fanico e estava reprimindo implacavelmente a liberdade de express\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O golpe de Estado no Congo, a repress\u00e3o aplicada por S\u00e9kou Tour\u00e9 a deixaram desanimada pois a \u00c1frica n\u00e3o tinha se tornado \u201c<em>t\u00e3o livre<\/em>\u201d como ela esperava. <em>&#8220;N\u00e3o foram os estrangeiros que mais causaram danos \u00e0 \u00c1frica, mas a vontade mutilada do povo e o ego\u00edsmo de alguns dos nossos pr\u00f3prios l\u00edderes&#8221;<\/em>, escreveu ela.<\/p>\n\n\n\n<p>A destrui\u00e7\u00e3o do sonho de construir uma \u00c1frica independente a afetou tanto que mesmo estando com c\u00e2ncer se negou a tomar rem\u00e9dios. Blouin faleceu em Paris em 9 de abril de 1986, aos 65 anos. Com tantos desafetos que um dia foram seus companheiros de armas, estes trataram a sua morte com indiferen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Resgatar a mem\u00f3ria de Andr\u00e9e Blouin, significa resgatar o papel de uma mulher guerreira, internacionalista e que soube se por contra o processo de desmonte do ascenso revolucion\u00e1rio e\u00a0 a transforma\u00e7\u00e3o de seus velhos companheiros (S\u00e9kou Tour\u00e9, Nkrumah, Jomo Kenyatta, Hastings\u00a0 Banda) em ditadores.<\/p>\n\n\n\n<p>Viva a luta das mulheres Ovoherero<\/p>\n\n\n\n<p>Viva a luta das mulheres sudanesas<\/p>\n\n\n\n<p>Viva a luta de Deolinda Rodrigues e Sita Valles<\/p>\n\n\n\n<p>Viva a luta de Andr\u00e9e Blouin<\/p>\n\n\n\n<p>Viva a luta das mulheres em todo mundo<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\">[1]<\/a> Genoc\u00eddio na Nam\u00edbia &#8211; https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=hWNIUglwo1A&amp;t=452s<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref2\" id=\"_ftn2\">[2]<\/a> Sud\u00e3o: A luta das mulheres em uma revolu\u00e7\u00e3o inacabada &#8211; https:\/\/www.pstu.org.br\/sudao-a-luta-das-mulheres-em-uma-revolucao-inacabada\/<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref3\" id=\"_ftn3\">[3]<\/a> Cabrita Mateus, Dalila e Mateus, Alvaro &#8211; Purga em Angola &#8211; Texto Editores. Lisboa, 2007<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref4\" id=\"_ftn4\">[4]<\/a> Stalinismo em Angola: O massacre do 27 de maio de 1977 \u2013 Parte I e II &#8211; https:\/\/litci.org\/pt\/2024\/06\/06\/stalinismo-em-angola-o-massacre-do-27-de-maio-de-1977-parte-i\/?utm_source=copylink&amp;utm_medium=browser<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref5\" id=\"_ftn5\">[5]<\/a> Blouin, Andr\u00e9e.&nbsp; My Country, Africa: Autobiography of the Black Pasionaria. Verso Books. Londres, 2024<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por: C\u00e9sar Neto e J.G. Hata As lutas de pelos menos dezesseis pa\u00edses pela independ\u00eancia na \u00c1frica nos anos 60 do s\u00e9culo passado ficaram marcadas em nossas mem\u00f3rias, e os respectivos nomes dos dirigentes maiores, entre eles, Kwame Nkrumah, Jomo Kenyatta, Hastings&nbsp; Banda, Tom Mboya, Partrice Lumumba, S\u00e9kou Tour\u00e9 e Ahmed Ben Bella, e outros. 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