{"id":80483,"date":"2025-01-24T14:52:13","date_gmt":"2025-01-24T14:52:13","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=80483"},"modified":"2025-01-24T14:52:14","modified_gmt":"2025-01-24T14:52:14","slug":"ha-38-anos-de-sua-morte-nahuel-moreno-e-a-revolucao-democratica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2025\/01\/24\/ha-38-anos-de-sua-morte-nahuel-moreno-e-a-revolucao-democratica\/","title":{"rendered":"H\u00e1 38 anos de sua morte: Nahuel Moreno e a \u201crevolu\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica\u201d"},"content":{"rendered":"\n<p>Por: Alicia Sagra |<\/p>\n\n\n\n<p>25 de janeiro marca 38 anos da morte de Nahuel Moreno. Em homenagem ao 30\u00ba anivers\u00e1rio de sua morte, Ricardo Napur\u00ed disse: \u201cO fato de milhares e milhares de ativistas e militantes ainda se declararem \u201cmorenistas\u201d \u00e9 um sinal de sua vitalidade pol\u00edtica\u201d. Acrescentamos sempre que outra prova indiscut\u00edvel da for\u00e7a e vig\u00eancia do pensamento pol\u00edtico de Moreno \u00e9 que, mais de 30 anos ap\u00f3s sua morte, ele continua recebendo ataques caluniosos de diferentes organiza\u00e7\u00f5es, entre as quais se destacam o PO e o PTS da Argentina.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00f3s nos reivindicamos morenistas, o consideramos o maior construtor de partidos trotskistas na classe oper\u00e1ria, o consideramos aquele que melhor respondeu aos desafios que surgiram depois da Segunda Guerra Mundial, mas estamos longe de idolatr\u00e1-lo, ou de pensar que n\u00e3o tinha erros. Isso n\u00e3o seria \u201cMorenista\u201d. Moreno nunca se cansou de insistir que a hist\u00f3ria da nossa corrente \u00e9 a hist\u00f3ria dos nossos erros, de explicar que todos os revolucion\u00e1rios cometeram erros em algum momento, mas que a diferen\u00e7a era que L\u00eanin e Trotsky estavam errados tr\u00eas vezes em dez, e que em ele que a rela\u00e7\u00e3o estava invertida.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o eram apenas declara\u00e7\u00f5es, quando ele via um erro, ele o reconhecia e o corrigia publicamente. Assim, em 1973, ele se autocriticou e corrigiu sua posi\u00e7\u00e3o sobre a Palestina; tamb\u00e9m se autocriticou na d\u00e9cada de 1970 por suas expectativas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 dire\u00e7\u00e3o cubana; na d\u00e9cada de 1980, ele corrigiu defini\u00e7\u00f5es sobre a ditadura do proletariado.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa atitude de Moreno, de n\u00e3o se apaixonar por suas ideias, de reconhecer e corrigir seus erros, \u00e9 um elemento central de sua grandeza e o diferencia da maioria dos dirigentes trotskistas de sua \u00e9poca e tamb\u00e9m dos de hoje, pois h\u00e1 muito poucos se escuta dizer que se equivocaram.<\/p>\n\n\n\n<p>Queremos aplicar o mesmo m\u00e9todo, por isso n\u00e3o estamos entre aqueles \u201cmorenistas\u201d que consideram heresia qualquer questionamento de uma defini\u00e7\u00e3o pol\u00edtica ou te\u00f3rica do nosso mestre. &nbsp;Ao contr\u00e1rio, no trabalho permanente de atualiza\u00e7\u00e3o program\u00e1tica analisamos com o mesmo esp\u00edrito cr\u00edtico com que fomos educados, as elabora\u00e7\u00f5es da nossa corrente.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas os ataques a Moreno e ao \u201cmorenismo\u201d vindos dessas organiza\u00e7\u00f5es, que mencionamos, n\u00e3o s\u00e3o direcionados aos seus erros, ao que poderiam ser seus pontos fracos. Nem s\u00e3o pol\u00eamicas te\u00f3rico-pol\u00edticas respeitosas. Na maioria dos casos s\u00e3o ataques mentirosos sem nenhum tipo de prova, como foi o caso do PO acusando-o de ter capitulado ao golpe militar de 1955 na Argentina, quando as capas dos nossos jornais da \u00e9poca insistem no pedido de armas para enfrentar o golpe. Ou o caso do PTS, que nos acusou de defender nossas sedes com sif\u00f5es de refrigerante em 1975, diante do avan\u00e7o das gangues fascistas argentinas; quando seus l\u00edderes sabem muito bem que nossas sedes, transformadas em fortalezas, tinham uma defesa armada permanente, encabe\u00e7adas pelos dirigentes do partido.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Um suposto debate te\u00f3rico que parte de uma falsifica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Mas al\u00e9m desses ataques infames, facilmente desmont\u00e1veis, o PTS vem desenvolvendo h\u00e1 algum tempo um aparente debate te\u00f3rico, falsificando as posi\u00e7\u00f5es de Moreno. Tem a ver com o tema da \u201crevolu\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O PTS acusa Moreno de ser um \u201cetapista\u201d (agora dizem semietapista) porque segundo eles, ele n\u00e3o defenderia a revolu\u00e7\u00e3o permanente, mas sim defenderia uma revolu\u00e7\u00e3o por etapas, primeiro a revolu\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica e depois a socialista, isto \u00e9, a velha abordagem stalinista<\/p>\n\n\n\n<p>Onde est\u00e1 a falsidade? Em que Moreno n\u00e3o defende a \u201crevolu\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica\u201d, n\u00e3o se trata de uma declara\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, mas sim de uma an\u00e1lise e caracteriza\u00e7\u00e3o da realidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Vamos ver o que Moreno diz:<\/p>\n\n\n\n<p><em>As revolu\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas que caracterizaram o s\u00e9culo passado ou o in\u00edcio deste s\u00e9culo foram chamadas de democr\u00e1ticas burguesas pelo marxismo. Foram revolu\u00e7\u00f5es que derrubaram o regime feudal ou mon\u00e1rquico feudal, para impor um regime democr\u00e1tico que promovesse o desenvolvimento capitalista; o poder passou para as m\u00e3os de setores da burguesia ou da pequena burguesia. N\u00e3o foi apenas uma revolu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica que inaugurou um novo regime pol\u00edtico, mas tamb\u00e9m uma revolu\u00e7\u00e3o social que tirou o poder das monarquias feudais e o entregou \u00e0 burguesia.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Este conte\u00fado hist\u00f3rico das revolu\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas burguesas mudou radicalmente desde o triunfo do fascismo na It\u00e1lia. A partir desse momento, surgiram regimes totalit\u00e1rios, antidemocr\u00e1ticos e diretamente contrarrevolucion\u00e1rios, empregando m\u00e9todos de guerra civil contra o movimento oper\u00e1rio, seus partidos e seus sindicatos.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Esses regimes n\u00e3o s\u00e3o a express\u00e3o do feudalismo, mas do capitalismo mais avan\u00e7ado, o dos monop\u00f3lios. A luta do movimento oper\u00e1rio assume um profundo significado democr\u00e1tico radical, semelhante ao das revolu\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas antifeudais do s\u00e9culo passado, mas com um conte\u00fado totalmente diferente: uma luta contra a contrarrevolu\u00e7\u00e3o burguesa e n\u00e3o feudal.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Trotsky j\u00e1 havia destacado no in\u00edcio de 1930 que as palavras de ordem democr\u00e1ticas, devido \u00e0 ascens\u00e3o e triunfo do fascismo, adquiriram uma nova magnitude, uma import\u00e2ncia enorme. Dir\u00edamos mais: que a ascens\u00e3o do fascismo e dos regimes contrarrevolucion\u00e1rios levantou a necessidade de uma verdadeira revolu\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica realizada pelo proletariado acompanhado pelo povo. Esta revolu\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica, cujo conte\u00fado \u00e9 derrubar o regime contrarrevolucion\u00e1rio burgu\u00eas, torna-se, portanto, uma tarefa da classe oper\u00e1ria e dos trabalhadores, embora quando o regime contrarrevolucion\u00e1rio for derrotado, ser\u00e3o os partidos burgueses, pequeno-burgueses ou reformistas que ir\u00e3o subir ao governo. \u00c9 precisamente por isso que \u00e9 uma revolu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>(\u2026)Antes da queda da ditadura militar tudo era permeado pelo combate imediato a ela; Mas depois de sua queda, o eixo da luta da classe oper\u00e1ria e do povo passou a ser contra os flagelos do regime capitalista e semicolonial e n\u00e3o mais contra sua mera express\u00e3o contrarrevolucion\u00e1ria.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>(\u2026) Na etapa da revolu\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica, nossa palavra de ordem fundamental \u2013 o que n\u00e3o significa que n\u00e3o propomos todas as democr\u00e1ticas de transi\u00e7\u00e3o \u2013 \u00e9 de sinal negativo: Abaixo o Czar, o Rei, o Kaiser, Somoza, Batista, a ditadura militar do Peru, Bol\u00edvia ou Argentina! Queremos derrubar, quebrar e superar o regime contrarrevolucion\u00e1rio. Mas desde o triunfo da revolu\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica, os consignas do poder se tornam positivas. Sem abandonar consignas negativas como &#8220;Abaixo o regime capitalista!&#8221;, a prioridade agora \u00e9 levantar consignas como &#8220;Ditadura do proletariado!&#8221;, ou sua concretiza\u00e7\u00e3o como &#8220;Poder aos sovietes, aos comit\u00eas oper\u00e1rios, \u00e0 COB! &#8221; ou Por um governo oper\u00e1rio e popular que rompa com a burguesia!, tamb\u00e9m na sua express\u00e3o concreta &#8211; isto \u00e9, especificando quais partidos com influ\u00eancia de massas exigimos que rompam com a burguesia.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>(&#8230;) As experi\u00eancias das vit\u00f3rias revolucion\u00e1rias neste per\u00edodo p\u00f3s-guerra confirmaram mais do que nunca a teoria da revolu\u00e7\u00e3o permanente e, ao mesmo tempo, completaram-na e enriqueceram-na. Entre as inova\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas que enriquecem nossa concep\u00e7\u00e3o, h\u00e1 duas que a revolu\u00e7\u00e3o argentina confirmou.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>As teses sobre a revolu\u00e7\u00e3o permanente insistiam que as revolu\u00e7\u00f5es que seriam combinadas seriam a revolu\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica burguesa antifeudal com a revolu\u00e7\u00e3o socialista nacional e internacional. O surgimento de um novo tipo de regime burgu\u00eas contrarrevolucion\u00e1rio, como os fascistas ou semi-fascistas, e a perda de peso do feudalismo nos pa\u00edses atrasados, levaram ao surgimento de um novo tipo de revolu\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica, a anticapitalista e anti-imperialista, n\u00e3o antifeudal. \u00c9 uma revolu\u00e7\u00e3o contra um regime pol\u00edtico que \u00e9 socialmente parte do sistema capitalista, e n\u00e3o uma revolu\u00e7\u00e3o que enfrenta outro sistema pr\u00e9-capitalista, feudal.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Acreditamos mais do que nunca na <strong>revolu\u00e7\u00e3o permanente, na combina\u00e7\u00e3o desta nova revolu\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica com a revolu\u00e7\u00e3o socialista.<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>H\u00e1 algo mais. Todas as grandes revolu\u00e7\u00f5es deste s\u00e9culo, exceto a Revolu\u00e7\u00e3o de Outubro, levaram partidos burgueses ou pequeno-burgueses ao poder. Essas revolu\u00e7\u00f5es foram o produto de uma a\u00e7\u00e3o objetiva do movimento oper\u00e1rio e popular que n\u00e3o tinha consci\u00eancia de que poderia e deveria tomar o poder. A consci\u00eancia das massas revolucion\u00e1rias era muito mais atrasada do que a revolu\u00e7\u00e3o que elas haviam realizado, como demonstrado pelo fato de terem entregue o poder \u00e0 classe inimiga<a href=\"#_ftn1\" id=\"_ftnref1\"><strong>[1]<\/strong><\/a>.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Ou seja, Moreno nunca teve a pol\u00edtica de \u201crevolu\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica\u201d, essa \u00e9 uma falsifica\u00e7\u00e3o que o PTS faz conscientemente. Falsifica\u00e7\u00e3o que, como veremos mais adiante, \u00e9 utilizada para justificar uma pol\u00edtica de capitula\u00e7\u00e3o diante dos processos revolucion\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Moreno sempre defendeu a teoria da revolu\u00e7\u00e3o permanente. O que ele prop\u00f5e \u00e9 que a revolu\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica combinada com a revolu\u00e7\u00e3o socialista \u00e9 diferente da revolu\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica antifeudal da qual Trotsky falou; \u00e9 a revolu\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica para confrontar regimes capitalistas totalit\u00e1rios, n\u00e3o feudais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>As consequ\u00eancias pol\u00edticas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A grande consequ\u00eancia pol\u00edtica \u00e9 que intervimos com todas as nossas for\u00e7as nesses processos revolucion\u00e1rios de massa que enfrentam regimes contrarrevolucion\u00e1rios, independentemente de quem seja sua dire\u00e7\u00e3o. Assim intervimos com a Brigada Sim\u00f3n Bol\u00edvar na Nicar\u00e1gua e consideramos que o derrube de Somoza pelos sandinistas foi um triunfo democr\u00e1tico, isto \u00e9, um triunfo da revolu\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica, tal como o foi a queda da ditadura argentina em 1982 e a da Bol\u00edvia no mesmo ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Agimos da mesma forma diante do processo revolucion\u00e1rio s\u00edrio de 2011, intervindo na medida de nossas for\u00e7as e sofrendo as consequ\u00eancias da repress\u00e3o assassina de Assad. E hoje celebramos a queda desta ditadura assassina como uma importante vit\u00f3ria democr\u00e1tica, independentemente das enormes diferen\u00e7as que temos com sua dire\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Participamos fortemente de todas essas revolu\u00e7\u00f5es, assim como os trabalhadores bolcheviques fizeram na revolu\u00e7\u00e3o de fevereiro de 1917, que produziu um governo liderado por um pr\u00edncipe.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Moreno e para n\u00f3s, essas \u201crevolu\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas\u201d s\u00e3o parte da revolu\u00e7\u00e3o permanente, ou seja, parte da revolu\u00e7\u00e3o socialista mundial. Isto se deve ao inimigo de classe que enfrentam, ainda que devido \u00e0 crise da dire\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria, as dire\u00e7\u00f5es burguesas ou reformistas os congelem na fase democr\u00e1tica, impedindo seu avan\u00e7o em dire\u00e7\u00e3o ao triunfo da revolu\u00e7\u00e3o oper\u00e1ria. Mas, ao mesmo tempo, a queda desses regimes contrarrevolucion\u00e1rios, essas vit\u00f3rias democr\u00e1ticas, abrem a possibilidade de avan\u00e7ar na supera\u00e7\u00e3o dessa crise de dire\u00e7\u00e3o, desde que os revolucion\u00e1rios atuem com for\u00e7a nesses processos.<\/p>\n\n\n\n<p>Qual \u00e9 a pol\u00edtica do PTS? Eles n\u00e3o reconhecem essas revolu\u00e7\u00f5es e dizem: Obrigado, eu n\u00e3o fumo. A pol\u00edtica do Nem-Nem. Tiveram essa posi\u00e7\u00e3o em 2011, durante a guerra civil contra Assad, o que de fato significava que a ditadura assassina continuaria, j\u00e1 que n\u00e3o forneceram apoio militar \u00e0queles que se opunham a ela. Enquanto isso, sua posi\u00e7\u00e3o atual \u00e9 de capitula\u00e7\u00e3o \u00e0 dire\u00e7\u00e3o burguesa, ao n\u00e3o disputar com ela e com aqueles que afirmam que era melhor estar com o \u201canti-imperialista\u201d Assad, cujo maior exemplo s\u00e3o as diferentes variantes do stalinismo.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o temos d\u00favidas. A revolu\u00e7\u00e3o s\u00edria confirma a relev\u00e2ncia do pensamento de Moreno. \u00c9 esse elabora\u00e7\u00e3o que nos permite intervir ao lado das massas que enfrentam esses regimes contrarrevolucion\u00e1rios, sem dar nenhum apoio pol\u00edtico \u00e0s suas dire\u00e7\u00f5es, convocando a organiza\u00e7\u00e3o independente dos trabalhadores e com um programa de revolu\u00e7\u00e3o socialista nacional e internacional.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\">[1]<\/a> Nahuel Moreno, <em>Argentina: Una revolucion democratica triunfante<\/em> (Informe presentado al CEI de la LIT-CI en marzo de 1983- Publicado como Ap\u00e9ndice de <em>Escuela de Cuadros (Argentina 1984)<\/em><em><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por: Alicia Sagra | 25 de janeiro marca 38 anos da morte de Nahuel Moreno. 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