{"id":80194,"date":"2024-12-17T22:08:04","date_gmt":"2024-12-17T22:08:04","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=80194"},"modified":"2025-01-21T13:23:17","modified_gmt":"2025-01-21T13:23:17","slug":"80194","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2024\/12\/17\/80194\/","title":{"rendered":"Declara\u00e7\u00e3o LIT-QI: Viva a vit\u00f3ria da revolu\u00e7\u00e3o S\u00edria! Nenhuma confian\u00e7a no HTS! Pela forma\u00e7\u00e3o de conselhos populares para governar o pa\u00eds! Fora tropas estrangeiras!"},"content":{"rendered":"\n<p>Em 8 de Dezembro, a ditadura de Al-Assad foi derrubada por uma revolu\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica e popular. Os dois principais pilares do regime: o ex\u00e9rcito e os 18 servi\u00e7os de repress\u00e3o e tortura (chamados mukhabarat em \u00e1rabe) foram dissolvidos, e o ditador e os principais l\u00edderes militares fugiram do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;A ditadura perdeu a sua base social ao manter um regime totalit\u00e1rio e submeter 90% da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 pobreza. Desde 2011, mais de meio milh\u00e3o de s\u00edrios foram mortos pela ditadura e cerca de 200 mil est\u00e3o desaparecidos no vasto sistema prisional do regime, que conta com 400 centros de deten\u00e7\u00e3o, tortura e exterm\u00ednio.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao mesmo tempo, os seus principais apoiantes, a R\u00fassia e o Ir\u00e3, n\u00e3o estavam em condi\u00e7\u00f5es de dar o mesmo apoio prestado nos \u00faltimos dez anos para massacrar a popula\u00e7\u00e3o do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>A revolu\u00e7\u00e3o combinou a a\u00e7\u00e3o militar das mil\u00edcias formadas na prov\u00edncia de Idlib, lideradas por Hayat Tahrir al-Sham (HTS) que come\u00e7ou em 27 de Novembro com cerca de 20 mil combatentes, com uma levante popular no sul do pa\u00eds e na grande Damasco que retomou experi\u00eancias de auto-organiza\u00e7\u00e3o desde o in\u00edcio da revolu\u00e7\u00e3o. Durante a marcha para Damasco, milhares de presos pol\u00edticos foram libertados das pris\u00f5es, um movimento extremamente popular que sinalizou o compromisso da revolu\u00e7\u00e3o com as liberdades democr\u00e1ticas esmagadas pelo regime de Assad.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra medida democr\u00e1tica foi o respeito pelas chamadas \u201cminorias\u201d confessionais: crist\u00e3os de diversas tend\u00eancias, alauitas e drusos.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Ao chegar \u00e0 capital, o l\u00edder do HTS, Mohammad al-Joulani, prometeu elei\u00e7\u00f5es livres dentro de 18 meses e nomeou Al-Bashir primeiro-ministro de um governo de transi\u00e7\u00e3o. Al-Bashir \u00e9 engenheiro, membro do HTS e chefe do governo de salva\u00e7\u00e3o nacional na prov\u00edncia de Idlib. Al-Bashir afirmou que criar\u00e1 um governo baseado numa economia de mercado, integrado no mercado mundial. Al\u00e9m disso, afirmou que nomear\u00e1 um grupo para preparar a nova constitui\u00e7\u00e3o do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Al\u00e9m disso, o HTS tem procurado normalizar as rela\u00e7\u00f5es com os pa\u00edses imperialistas e as pot\u00eancias regionais para facilitar a entrada de ajuda humanit\u00e1ria e atrair capital para a reconstru\u00e7\u00e3o do pa\u00eds a partir de uma base capitalista. A quest\u00e3o da puni\u00e7\u00e3o para os generais e torturadores foi a primeira crise entre a popula\u00e7\u00e3o e o governo de transi\u00e7\u00e3o. A popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 muito insatisfeita com a fuga dos principais generais e torturadores, o que obrigou Al-Joulani a comprometer-se a prender e punir todos eles.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O impacto da revolu\u00e7\u00e3o na ordem regional e mundial<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A revolu\u00e7\u00e3o teve um impacto importante na ordem regional e mundial. A revolu\u00e7\u00e3o afetou diretamente os interesses do imperialismo russo e do regime iraniano, e tamb\u00e9m afetou os interesses de Israel, das monarquias do Golfo e do imperialismo americano e chin\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;A R\u00fassia perdeu um aliado e depende de bases militares no pa\u00eds para as suas a\u00e7\u00f5es militares na \u00c1frica (L\u00edbia, Sud\u00e3o e pa\u00edses de l\u00edngua francesa). Sua derrota na S\u00edria encoraja a resist\u00eancia ucraniana na luta contra a agress\u00e3o russa. Neste momento Putin est\u00e1 negociando com o HTS a manuten\u00e7\u00e3o das bases de Hmeimim e Tartous, um acordo impopular que interessa ao HTS. As for\u00e7as iranianas tiveram que fugir do pa\u00eds e s\u00e3o odiadas pela popula\u00e7\u00e3o s\u00edria.<\/p>\n\n\n\n<p>O Estado de Israel perdeu a sua fronteira mais segura. Durante 50 anos, a dinastia Assad impediu qualquer a\u00e7\u00e3o contra as for\u00e7as israelitas nas Colinas de Gol\u00e3. Manter a ditadura de Assad era estrat\u00e9gico para os sionistas, uma vez que Assad se distanciava do regime iraniano e do Hezbollah com o objetivo de se aproximar das monarquias do Golfo e poder aliviar as san\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas agora e com a queda de Al Assad, os meios de comunica\u00e7\u00e3o israelitas afirmam que mais de 80% das armas, navios, m\u00edsseis, avi\u00f5es e outros fornecimentos militares da S\u00edria foram danificados ou destru\u00eddos por eles. Israel avan\u00e7ou em territ\u00f3rio s\u00edrio e bombardeou 500 alvos militares e de intelig\u00eancia s\u00edrios.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais uma vez vemos como Israel realiza a invas\u00e3o de um pa\u00eds soberano com o aval das pot\u00eancias ocidentais, que foi denunciado por representantes da ONU. Al\u00e9m disso, assumiu o controle da zona desmilitarizada estabelecida em 1974. Tomou o resto das Colinas de Gol\u00e3, em particular o estrat\u00e9gico Monte Hermon, que indica a sua inten\u00e7\u00e3o de avan\u00e7ar em sua hegemonia estrat\u00e9gica na regi\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Ao contr\u00e1rio do que afirmam setores da esquerda reformista e\/ou estalinista, a revolu\u00e7\u00e3o s\u00edria fortaleceu a resist\u00eancia palestina ao p\u00f4r fim a um regime que prendia e eliminava aos palestinos. Cerca de 700 palestinos foram libertados da pris\u00e3o de Sednay, 63 do Hamas, incluindo um l\u00edder das brigadas al-Qassam). Al\u00e9m disso, protegeram a fronteira com os sionistas. A revolu\u00e7\u00e3o S\u00edria serve de exemplo para outros povos do mundo \u00e1rabe. Uma nova vaga de revolu\u00e7\u00f5es \u00e1rabes que derrube os regimes \u00e1rabes aliados de Israel amplia as condi\u00e7\u00f5es para uma vit\u00f3ria da resist\u00eancia palestina contra Israel. A estrada para Al-Quds (Jerusal\u00e9m) come\u00e7a em Damasco, Cairo, Beirute e Am\u00e3.<\/p>\n\n\n\n<p>As monarquias do Golfo, com excep\u00e7\u00e3o do Qatar, estavam empenhadas na integra\u00e7\u00e3o do regime de Assad na Liga \u00c1rabe. Com a queda buscam uma reaproxima\u00e7\u00e3o com o HTS. A sua principal preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 evitar uma nova onda de revolu\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas no mundo \u00e1rabe.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Durante dez anos, o imperialismo norte-americano investiu numa alian\u00e7a com a mil\u00edcia SDF liderada pelo partido curdo PYD para controlar 27% do territ\u00f3rio s\u00edrio, no nordeste do pa\u00eds. As SDF mantiveram um acordo t\u00e1cito de n\u00e3o agress\u00e3o com a ditadura de Assad. Neste territ\u00f3rio existem terras f\u00e9rteis e explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e g\u00e1s. Esta presen\u00e7a garante aos americanos uma posi\u00e7\u00e3o de for\u00e7a em qualquer discuss\u00e3o sobre o futuro da S\u00edria. Al\u00e9m disso, teme uma nova onda de revolu\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas que ameace os regimes \u00e1rabes e quase todos os seus aliados.<\/p>\n\n\n\n<p>O imperialismo Chin\u00eas planeia integrar a S\u00edria na BRI (a \u201cnova rota da seda\u201d) e, portanto, na economia chinesa. Estes planos ter\u00e3o de ser revistos e negociados com o governo de transi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A UE, por seu lado, agiu rapidamente para suspender, com efeito imediato, todos os pedidos de asilo de refugiados s\u00edrios. Exigimos que nenhum s\u00edrio seja deportado \u00e0 for\u00e7a para a S\u00edria. \u00c9 direito dos refugiados que est\u00e3o na Europa decidir se querem ou n\u00e3o regressar \u00e0 S\u00edria e continuaremos a lutar pelo reconhecimento dos seus direitos laborais, pol\u00edticos e sociais em territ\u00f3rio europeu.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O regime turco quer impor a sua agenda contr\u00e1ria \u00e0 revolu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;O regime turco \u00e9 a pot\u00eancia regional que se beneficiou da queda de Assad. Erdogan deu luz verde ao avan\u00e7o do HTS nas zonas rurais da prov\u00edncia de Aleppo, mas n\u00e3o esperava nem apoiava a tomada de Aleppo e Hama. Ap\u00f3s a tomada de Hama, apoiou o avan\u00e7o do HTS em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 capital s\u00edria. Aproveitou a ofensiva do HTS para tomar as cidades estrat\u00e9gicas de Tel al-Rifaat e Manbij com as suas mil\u00edcias aliadas do Ex\u00e9rcito Nacional (Jaish al-Watani), expulsando as mil\u00edcias das SDF, provocando a fuga de milhares de fam\u00edlias curdas que estavam em territ\u00f3rios agora controlados pelo Ex\u00e9rcito Nacional. Erdogan espera ocupar toda a faixa fronteiri\u00e7a e impedir militarmente a forma\u00e7\u00e3o de qualquer autoridade curda aut\u00f3noma em Rojava. Estas a\u00e7\u00f5es v\u00e3o contra os objetivos da revolu\u00e7\u00e3o, contrariam a opress\u00e3o sect\u00e1ria ou nacional e contrariam a presen\u00e7a de tropas estrangeiras.<\/p>\n\n\n\n<p>O regime turco tornou-se a principal ponte entre o governo de transi\u00e7\u00e3o e o imperialismo e espera explorar a reconstru\u00e7\u00e3o da S\u00edria em benef\u00edcio do capital turco.<\/p>\n\n\n\n<p>As a\u00e7\u00f5es das empresas turcas de constru\u00e7\u00e3o e cimento subiram ap\u00f3s o an\u00fancio da queda de Assad, mostrando que v\u00e1rias empresas turcas esperam desempenhar um papel estrat\u00e9gico na reconstru\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Finalmente, o regime turco, seguindo o exemplo dos europeus, planeia enviar parte dos 3 milh\u00f5es de refugiados s\u00edrios de volta \u00e0 S\u00edria.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Nenhuma confian\u00e7a no HTS! Promover conselhos populares e organiza\u00e7\u00f5es oper\u00e1rias independentes<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;A revolu\u00e7\u00e3o s\u00edria j\u00e1 alcan\u00e7ou liberdades democr\u00e1ticas muito importantes, como a liberta\u00e7\u00e3o de milhares de presos pol\u00edticos, o regresso dos refugiados \u00e0s suas casas e a liberdade de express\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;O HTS desempenhou um papel negativo no in\u00edcio da revolu\u00e7\u00e3o s\u00edria ao tentar transformar a revolu\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica numa guerra sect\u00e1ria. Posteriormente, come\u00e7ou a administrar a prov\u00edncia de Idlib numa base capitalista, cooptando e\/ou reprimindo outras for\u00e7as, e sem elei\u00e7\u00f5es livres.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;A manuten\u00e7\u00e3o das liberdades j\u00e1 alcan\u00e7adas depende da organiza\u00e7\u00e3o independente da classe trabalhadora e dos pobres em conselhos populares, sindicatos, associa\u00e7\u00f5es estudantis, organiza\u00e7\u00f5es de direitos humanos e de direitos das mulheres, entre outros.<\/p>\n\n\n\n<p>Estas organiza\u00e7\u00f5es devem lutar pelas reivindica\u00e7\u00f5es populares, come\u00e7ando pela forma\u00e7\u00e3o de tribunais populares para impor puni\u00e7\u00f5es a generais e torturadores; e para a forma\u00e7\u00e3o de comiss\u00f5es de direitos humanos para investigar todos os arquivos militares e os 18 servi\u00e7os de repress\u00e3o e tortura.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 tamb\u00e9m necess\u00e1rio lutar por elei\u00e7\u00f5es livres para uma Assembleia Nacional Constituinte dentro de tr\u00eas meses, redigir a nova constitui\u00e7\u00e3o e assumir o poder, e estabelecer a subordina\u00e7\u00e3o de todas as mil\u00edcias aos conselhos populares.<\/p>\n\n\n\n<p>O governo de transi\u00e7\u00e3o prop\u00f5e reconstruir a economia numa base capitalista, atraindo capital estrangeiro, o que colocar\u00e1 a riqueza do pa\u00eds nas m\u00e3os de meia d\u00fazia de milion\u00e1rios associados a empresas estrangeiras. A nossa proposta \u00e9 nacionalizar os ativos de milion\u00e1rios, como Rami Makhlouf, e colocar as grandes empresas sob o controle dos trabalhadores para satisfazer as necessidades do povo. Al\u00e9m disso, \u00e9 necess\u00e1ria uma pol\u00edtica de reforma agr\u00e1ria para ampliar a produ\u00e7\u00e3o de alimentos baratos para toda a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Revolu\u00e7\u00e3o e contrarrevolu\u00e7\u00e3o no M\u00e9dio Oriente<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o s\u00edria h\u00e1 muito que vai al\u00e9m do problema da ditadura. Hoje, a S\u00edria \u00e9 uma das \u00e1reas de conflito internacional-regional e este pa\u00eds enfrenta um perigo real de destrui\u00e7\u00e3o e divis\u00e3o sob as interven\u00e7\u00f5es de v\u00e1rias pot\u00eancias mundiais e regionais que procuram criar um novo status quo ou consolidar a sua posi\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o. \u00c9 n\u00edtido que grandes pot\u00eancias como os EUA e a R\u00fassia, bem como pot\u00eancias regionais como Israel, a Ar\u00e1bia Saudita, o Ir\u00e3 e a Turquia, querem levar a cabo os seus projetos de uma forma que resultar\u00e1 apenas numa opress\u00e3o mais pesada, na explora\u00e7\u00e3o e na viol\u00eancia sangrenta. &nbsp;Conflitos sect\u00e1rios para o povo da regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A \u00fanica forma de evitar este perigo \u00e9 investir numa nova onda de revolu\u00e7\u00f5es em toda a regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A Palestina est\u00e1 no centro das aten\u00e7\u00f5es mundiais. O Estado de Israel leva a cabo um genoc\u00eddio na Faixa de Gaza, na Cisjord\u00e2nia, com um processo de limpeza \u00e9tnica (expulsando a popula\u00e7\u00e3o palestina das suas casas e terras) e massacres di\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>A declara\u00e7\u00e3o de Al-Joulani, l\u00edder da mil\u00edcia HTS, de que respeita o acordo de cessar-fogo nas colinas de Gol\u00e3, assinado pelo ditador s\u00edrio Hafez el-Assad em 1974, e de que n\u00e3o permitir\u00e1 que a S\u00edria se torne uma plataforma de ataques contra Israel \u00e9 inaceit\u00e1vel, n\u00e3o s\u00f3 porque o povo palestino e o povo s\u00edrio s\u00e3o irm\u00e3os na luta contra o imperialismo e a opress\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O inaceit\u00e1vel pois aponta para uma estrat\u00e9gia de reconstru\u00e7\u00e3o da S\u00edria em alian\u00e7a com os imperialismos americano, europeu, russo e chin\u00eas, e em alian\u00e7a com as monarquias do Golfo e o regime turco, e em \u201cpaz\u201d com Israel. Esta estrat\u00e9gia levar\u00e1 a S\u00edria \u00e0 sua divis\u00e3o e subjuga\u00e7\u00e3o aos interesses imperialistas. Para defender os interesses dos trabalhadores s\u00edrios em termos de liberdade e justi\u00e7a social, \u00e9 necess\u00e1rio aliar-se ao povo oprimido e, em primeiro lugar, ao povo palestino.<\/p>\n\n\n\n<p>Exigimos que Al-Joulani se pronuncie contra a agress\u00e3o israelense \u00e0 S\u00edria e ao L\u00edbano, pela retirada das tropas israelitas das colinas de Gol\u00e3, al\u00e9m de se manifestar em solidariedade incondicional com o povo palestino, levando ao fim do genoc\u00eddio em Gaza e Cisjord\u00e2nia e por uma Palestina livre, do rio ao mar. Este \u00e9 o m\u00ednimo que Al-Joulani deve fazer.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda h\u00e1 a quest\u00e3o dois curdos. Os curdos s\u00e3o uma nacionalidade oprimida e representam 10% da popula\u00e7\u00e3o do pa\u00eds. Neste momento, as mil\u00edcias do Ex\u00e9rcito Nacional, aliadas ao regime turco, est\u00e3o expulsando as mil\u00edcias do SDF curdo e sitiando Rojava. Al-Joulani e o governo de transi\u00e7\u00e3o do HTS permanecem em sil\u00eancio. \u00c9 necess\u00e1rio exigir a retirada das tropas turcas de todo o territ\u00f3rio s\u00edrio e o fim dos ataques do Ex\u00e9rcito Nacional. \u00c9 necess\u00e1rio garantir o direito \u00e0 autodetermina\u00e7\u00e3o do povo curdo em Rojava, para que possa decidir o seu futuro de forma democr\u00e1tica, sem interfer\u00eancia do regime turco e com ampla liberdade partid\u00e1ria. Mas n\u00e3o \u00e9 aliando-se aos EUA como faz a sua lideran\u00e7a pol\u00edtico-militar, o PYD\/SDF, que os Curdos alcan\u00e7ar\u00e3o o seu direito \u00e0 autodetermina\u00e7\u00e3o como povo.<\/p>\n\n\n\n<p>A sa\u00edda de todas as tropas estrangeiras (Israel, Estados Unidos e Turquia) e a retoma das bases militares russas na costa s\u00e3o decisivas para o futuro da S\u00edria e para a liberta\u00e7\u00e3o de toda a regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Para expulsar as for\u00e7as imperialistas do pa\u00eds e da regi\u00e3o, \u00e9 necess\u00e1rio chamar uma nova onda de revolu\u00e7\u00f5es contra as ditaduras \u00e1rabes, todas elas aliados ao imperialismo.<\/p>\n\n\n\n<p>A situa\u00e7\u00e3o no Oriente M\u00e9dio exige que cada avan\u00e7o seja seguido de outro. N\u00e3o h\u00e1 paz poss\u00edvel como o imperialismo, com Israel, ou com os regimes reacion\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>&nbsp;Pela constru\u00e7\u00e3o de um partido revolucion\u00e1rio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para realizar a revolu\u00e7\u00e3o, precisamos de um novo partido revolucion\u00e1rio, totalmente diferente do HTS, oper\u00e1rio, socialista e internacionalista.<\/p>\n\n\n\n<p>As tr\u00eas fac\u00e7\u00f5es do Partido Comunista S\u00edrio (Youssef, Bakdash e Jamil), que s\u00e3o os principais partidos de esquerda, tra\u00edram a revolu\u00e7\u00e3o ao aliarem-se \u00e0 ditadura de Assad desde 1974, e s\u00e3o desprezadas pela popula\u00e7\u00e3o trabalhadora s\u00edria.<\/p>\n\n\n\n<p>O novo partido revolucion\u00e1rio ter\u00e1 de ser constru\u00eddo no calor da revolu\u00e7\u00e3o para influenciar a dire\u00e7\u00e3o do pa\u00eds e lutar pelo poder dos trabalhadores, rumo a uma S\u00edria socialista como parte de uma federa\u00e7\u00e3o de pa\u00edses \u00e1rabes socialistas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 8 de Dezembro, a ditadura de Al-Assad foi derrubada por uma revolu\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica e popular. 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