{"id":80159,"date":"2024-12-09T21:00:48","date_gmt":"2024-12-09T21:00:48","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=80159"},"modified":"2025-01-02T19:40:29","modified_gmt":"2025-01-02T19:40:29","slug":"revolucao-siria-derruba-ditadura-apos-13-anos-de-luta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2024\/12\/09\/revolucao-siria-derruba-ditadura-apos-13-anos-de-luta\/","title":{"rendered":"Revolu\u00e7\u00e3o s\u00edria derruba ditadura ap\u00f3s 13 anos de luta"},"content":{"rendered":"\n<p>Por: F\u00e1bio Bosco |<\/p>\n\n\n\n<p>No dia 8 de dezembro, foi anunciada a fuga do ditador Bashar el-Assad e sua fam\u00edlia para Moscou. A queda da ditadura foi comemorada em todo o pa\u00eds, e pelas comunidades de refugiados s\u00edrios em todo o mundo. Tamb\u00e9m muitos palestinos em Gaza e em Al-Quds (Jerusal\u00e9m) celebraram a queda do ditador, assim como a popula\u00e7\u00e3o libanesa em Trablous (Tr\u00edpoli), segunda maior cidade no L\u00edbano. A revolu\u00e7\u00e3o s\u00edria demonstrou que as tiranias n\u00e3o s\u00e3o eternas e a classe trabalhadora deve lutar para derrub\u00e1-las.<\/p>\n\n\n\n<p>A ditadura Assad durou 54 anos em base \u00e0 repress\u00e3o, tortura e assassinato de qualquer dissidente. Esse regime odiado assassinou mais de meio milh\u00e3o de s\u00edrios desde o in\u00edcio da revolu\u00e7\u00e3o, h\u00e1 13 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos \u00faltimos anos, o pa\u00eds esteve mergulhado em uma depress\u00e3o econ\u00f4mica na qual 90% da popula\u00e7\u00e3o vivia na pobreza, e sob constante e humilhante ass\u00e9dio de mil\u00edcias ligadas ao regime e de mil\u00edcias alinhadas ao regime iraniano.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa combina\u00e7\u00e3o de brutal repress\u00e3o e de mis\u00e9ria minou as bases sociais do regime entre a popula\u00e7\u00e3o de religi\u00e3o crist\u00e3, alau\u00edta e drusa, chamadas de \u201cminorias\u201d. A maioria da popula\u00e7\u00e3o s\u00edria s\u00e3o da religi\u00e3o sunita, e j\u00e1 estavam contra o regime desde o in\u00edcio da revolu\u00e7\u00e3o em 2011.<\/p>\n\n\n\n<p>A ofensiva dos grupos rebeldes liderados pelo HTS (Hayat Tahrir al-Sham) em Aleppo acendeu a fa\u00edsca do levante popular e levou \u00e0 derrubada da ditadura s\u00edria. Este triunfo \u00e9 visto com simpatia pelo povo trabalhador em todo o mundo \u00e1rabe que tamb\u00e9m vive sob tiranias.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Uma ofensiva militar em meio a um levante popular<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 estimativas que apontam que os rebeldes iniciaram a ofensiva com cerca de 20 mil combatentes a partir de Idlib, no norte do pa\u00eds. A maioria deles s\u00e3o jovens adultos cujas fam\u00edlias foram expulsas pelos bombardeios criminosos de Assad nos \u00faltimos 13 anos. Esta maioria est\u00e1 vinculada com os interesses das fam\u00edlias refugiadas em regressar \u00e0s suas casas, e n\u00e3o \u00e0s ideologias sect\u00e1rias dos dirigentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao tomar cada cidade, os rebeldes abriram cadeias e pres\u00eddios e libertaram milhares de presos pol\u00edticos, se posicionaram contra qualquer retalia\u00e7\u00e3o contra as minorias (crist\u00e3os, alau\u00edtas, drusos e curdos), e procuram restabelecer o provimento de p\u00e3o e energia el\u00e9trica, e criar algum tipo de administra\u00e7\u00e3o. Desta forma ganharam muita popularidade e novas ades\u00f5es, fortalecendo os v\u00ednculos com os interesses populares.<\/p>\n\n\n\n<p>No sul do pa\u00eds, houve um desenvolvimento diferente. Na aus\u00eancia de um grupo organizado e armado, a popula\u00e7\u00e3o reviveu as experi\u00eancias de auto-organiza\u00e7\u00e3o, tomou delegacias de pol\u00edcia e checkpoints e caminhou em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Damasco, liberando Deraa, Suweida e Quneitra at\u00e9 chegar em Daraya ao sul da capital.<\/p>\n\n\n\n<p>A leste, uma mil\u00edcia s\u00edria alinhada com o regime jordaniano tomou Tadmor (Palmira), frente \u00e0 fuga das for\u00e7as oficiais. Em todo o pa\u00eds os soldados trocaram seus uniformes por roupas civis.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa mescla de mil\u00edcias e de levante popular com elementos de auto-organiza\u00e7\u00e3o imp\u00f4s uma s\u00e9rie de liberdade democr\u00e1ticas, a liberta\u00e7\u00e3o dos presos pol\u00edticos, o retorno de refugiados, as garantias para as comunidades minorit\u00e1rias, que s\u00e3o conquistas importantes e dificultam, de imediato, o sucesso de um giro bonapartista por parte do HTS.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas toda conquista democr\u00e1tica est\u00e1 sempre amea\u00e7ada de retrocesso dentro do sistema capitalista, ainda mais considerando que o principal grupo rebelde \u00e9 o HTS que, al\u00e9m de defender um modelo econ\u00f4mico capitalista de mercado, tem uma tradi\u00e7\u00e3o autocr\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pot\u00eancias regionais e internacionais com Assad<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a queda de Assad, v\u00e1rios pa\u00edses deram declara\u00e7\u00f5es criticando o antigo regime que eles n\u00e3o queriam ver derrotado.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde o in\u00edcio da ofensiva sobre Aleppo, de Washington a Moscou, nenhum pa\u00eds imperialista queria a queda de Assad. Os Estados Unidos e seus aliados da Liga \u00c1rabe pressionaram o regime s\u00edrio a se distanciar do Ir\u00e3. Eles consideraram a perman\u00eancia de Assad uma garantia contra qualquer revolu\u00e7\u00e3o popular que pudesse desestabilizar os interesses estadunidenses e os regimes na regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O estado de Israel tamb\u00e9m preferia a perman\u00eancia de Assad, um governo fraco que nunca deu um tiro contra Israel e que estava se distanciando do regime iraniano devido \u00e0 press\u00e3o da Liga \u00c1rabe. Por isso Israel deslocou tropas para a fronteira com a S\u00edria e, ap\u00f3s a queda de Assad, bombardeou dep\u00f3sitos de muni\u00e7\u00f5es e centros de intelig\u00eancia s\u00edrio para evitar que o novo regime tivesse acesso a esse armamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Apenas tr\u00eas pa\u00edses deram algum apoio \u00e0 ofensiva. O regime turco deu o sinal verde para o in\u00edcio da ofensiva, a qual ele esperava que tomasse apenas algumas \u00e1reas rurais de Aleppo. O Qatar sempre manteve algum apoio material. O regime ucraniano repassou o know-how para a fabrica\u00e7\u00e3o de drones de baixo custo, de acordo com informa\u00e7\u00f5es da imprensa ucraniana.<\/p>\n\n\n\n<p>Concilia\u00e7\u00e3o entre o antigo regime e as for\u00e7as rebeldes<\/p>\n\n\n\n<p>O avan\u00e7o dos rebeldes e os levantes populares definiram que o fim do regime Assad estava muito pr\u00f3ximo.<\/p>\n\n\n\n<p>Desta forma, em Doha no Qatar, representantes do regime russo, iraniano e turco se reuniram no dia 7 e definiram o \u201cfim das hostilidades\u201d e o \u201cdi\u00e1logo entre o governo e a oposi\u00e7\u00e3o leg\u00edtima\u201d. (1)<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica esta pol\u00edtica foi implementada atrav\u00e9s da fuga do ditador Assad para ex\u00edlio na R\u00fassia, e na manuten\u00e7\u00e3o do primeiro-ministro assadista al-Jalali encarregado de orientar os soldados sobre o fim das \u201chostilidades\u201d, e de manter o funcionamento do aparelho de estado.<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente da Coaliz\u00e3o Nacional S\u00edria (CNS), Hadi al-Bahra, explicou que foi negociada uma transi\u00e7\u00e3o pac\u00edfica com a forma\u00e7\u00e3o de um governo de transi\u00e7\u00e3o para redigir uma nova constitui\u00e7\u00e3o e convocar elei\u00e7\u00f5es livres em 18 meses. (2)<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, al-Bahra falou em unidade nacional incluindo todos os segmentos e etnias. Sobre os curdos do SDF, al-Bahra afirmou que eles t\u00eam que romper com o PKK para integrar o \u201cdi\u00e1logo nacional\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Transi\u00e7\u00e3o sem justi\u00e7a nem soberania \u00e9 negar os objetivos da revolu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As propostas explicitadas por al-Bahra procuram limitar as conquistas da revolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A liberta\u00e7\u00e3o dos presos pol\u00edticos, e as liberdades democr\u00e1ticas que garantam o regresso dos refugiados em seguran\u00e7a, e as garantias de seguran\u00e7a para os setores religiosos minorit\u00e1rios (que precisam ser garantidas no litoral para onde se dirigem mil\u00edcias rebeldes) s\u00e3o passos importantes mas insuficientes.<\/p>\n\n\n\n<p>Por um lado, as propostas de al-Bahra mant\u00e9m as institui\u00e7\u00f5es do antigo regime, em particular os 18 servi\u00e7os secretos respons\u00e1veis por 54 anos de brutal repress\u00e3o. Os dirigentes desses centros de pris\u00e3o, tortura e exterm\u00ednio fugiram frente ao avan\u00e7o da revolu\u00e7\u00e3o. Mas esses servi\u00e7os secretos t\u00eam que ser desmantelados, seus l\u00edderes presos, e seus arquivos entregues para organiza\u00e7\u00f5es de direitos humanos e as for\u00e7as da revolu\u00e7\u00e3o, para investigar todos os crimes da ditadura.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro, estabelecem um governo de transi\u00e7\u00e3o para elaborar uma nova constitui\u00e7\u00e3o, sem qualquer participa\u00e7\u00e3o popular. O primeiro ministro do governo de transi\u00e7\u00e3o ser\u00e1 Al-Bashir, um dos integrantes do governo do HTS em Idlib. Um governo de transi\u00e7\u00e3o deveria ser formado exclusivamente por for\u00e7as da revolu\u00e7\u00e3o para, em um per\u00edodo curto de tempo, convocar elei\u00e7\u00f5es livres para uma Assembleia Constituinte, livre e soberana, a quem o poder deveria ser entregue.<\/p>\n\n\n\n<p>Nada foi dito sobre a retirada imediata de todas as for\u00e7as militares estrangeiras (900 assessores militares e empresas terceirizadas estadunidenses no nordeste do pa\u00eds, bases militares russas no litoral, tropas turcas na fronteira norte, e tropas israelenses nas colinas do gol\u00e3).<\/p>\n\n\n\n<p>Nada foi dito sobre os milion\u00e1rios, como Rami Makhlouf, que enriqueceram gra\u00e7as \u00e0 repress\u00e3o brutal contra o povo s\u00edrio. \u00c9 necess\u00e1rio nacionalizar os bens desses milion\u00e1rios e coloc\u00e1-los a servi\u00e7o da reconstru\u00e7\u00e3o do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>O direito de autodetermina\u00e7\u00e3o do povo curdo foi negado e transformado em exig\u00eancia de ruptura pol\u00edtica com o PKK (partido curdo atuando em Bakur &#8211; \u00e1reas de maioria curda na Turquia). Pior ainda, as for\u00e7as do Jeish al-Wattani (Ex\u00e9rcito Nacional &#8211; alinhado com o regime turco) avan\u00e7ou para Manbij e sinaliza novo avan\u00e7o em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Raqqa, sitiando a popula\u00e7\u00e3o curda em Rojava.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A quest\u00e3o palestina<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A luta contra o genoc\u00eddio em Gaza e na Cisjord\u00e2nia est\u00e1 no centro das aten\u00e7\u00f5es mundiais. O HTS deu apoio pol\u00edtico \u00e0 a\u00e7\u00e3o da resist\u00eancia palestina liderada pelo Hamas de 7 de outubro de 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>Os s\u00edrios realizaram v\u00e1rias manifesta\u00e7\u00f5es em solidariedade aos palestinos na prov\u00edncia rebelde de Idlib, governada pelo HTS. Em outras partes da S\u00edria n\u00e3o houve nenhuma manifesta\u00e7\u00e3o porque eram proibidas pela ditadura assadista.<\/p>\n\n\n\n<p>O Hamas soltou uma nota oficial saudando o novo regime s\u00edrio. Entre 2011 e 2014, o Hamas apoiou a revolu\u00e7\u00e3o s\u00edria, e por isso teve que mudar seu escrit\u00f3rio central de Damasco para Doha.<\/p>\n\n\n\n<p>O estado sionista avan\u00e7ou ainda mais sobre territ\u00f3rio s\u00edrio, al\u00e9m de bombardear dep\u00f3sitos de armas e sedes de servi\u00e7os de intelig\u00eancia para enfraquecer o novo governo.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 o momento, al-Joulani ou al-Bahra n\u00e3o expressaram o apoio aos palestinos pelo fim do genoc\u00eddio em Gaza e na Cisjord\u00e2nia, e nem tomaram qualquer medida contra os bombardeios e invas\u00f5es israelenses, repetindo o comportamento de Bashar el Assad.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio que o novo governo de transi\u00e7\u00e3o anuncie seu apoio incondicional \u00e0 resist\u00eancia palestina e tome todas as medidas poss\u00edveis para impedir o avan\u00e7o sionista.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Precisamos de um partido revolucion\u00e1rio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Desde o in\u00edcio da revolu\u00e7\u00e3o s\u00edria em 2011, o Partido Comunista S\u00edrio (seja a ala liderada por Khaled Bakdash, ou a ala liderada por Youssef Faisal, ou ainda o Partido da Vontade Popular de Kadri Jamil) sempre se mantiveram ao lado da ditadura s\u00edria, garantindo postos ministeriais no governo, e caluniando as for\u00e7as da revolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Na hist\u00f3ria da S\u00edria houve importantes esfor\u00e7os para a forma\u00e7\u00e3o de verdadeiros partidos marxistas revolucion\u00e1rios como o Partido Comunista do Trabalho (que tinha uma forte ala trotskysta liderada pelo revolucion\u00e1rio Munif Mulhem, que foi mantido preso em condi\u00e7\u00f5es abjetas por 16 anos, de 1981 a 1997), assim como o revolucion\u00e1rio palestino Salameh Keilah (preso e torturado pela ditadura s\u00edria por oito anos) que formou a Coalis\u00e3o de Esquerda S\u00edria no in\u00edcio da revolu\u00e7\u00e3o em 2011. No entanto, essas organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o conseguiram sobreviver \u00e0 repress\u00e3o do regime ditatorial.<\/p>\n\n\n\n<p>As diferentes alas do Partido Comunista S\u00edrio n\u00e3o soltaram nenhuma posi\u00e7\u00e3o oficial frente ao fim da ditadura, que sempre apoiaram.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas o secret\u00e1rio geral do Partido Comunista da Turquia (TKP) denunciou as revolu\u00e7\u00f5es \u00e1rabes como parte de planos imperialistas, e defendeu a ditadura Assad por ter liderado a resist\u00eancia contra esses planos bem como o perigo jihadista, junto com a R\u00fassia e o Ir\u00e3.<\/p>\n\n\n\n<p>Esses setores de esquerda, em particular os de origem estalinista, defendem o regime Assad, da mesma forma que defendem outros regimes capitalistas ditatoriais como o regime chin\u00eas, russo, iraniano, cubano e venezuelano. Na pr\u00e1tica, esses setores trocam a perspectiva socialista de luta de classes pela perspectiva de campos imperialistas progressivos, o que nada tem a ver com o marxismo nem com a defesa dos interesses da classe trabalhadora.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma posi\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria come\u00e7a pelo reconhecimento da vit\u00f3ria das massas que est\u00e1 representada pela queda da ditadura. Mas ela s\u00f3 se completa com uma pol\u00edtica de independ\u00eancia de classe e com a luta pelo poder oper\u00e1rio e pelo socialismo.<\/p>\n\n\n\n<p>A vit\u00f3ria da revolu\u00e7\u00e3o s\u00edria s\u00f3 ter\u00e1 continuidade com a forma\u00e7\u00e3o de um partido revolucion\u00e1rio, que rejeite a concilia\u00e7\u00e3o com o antigo regime, impulsione a forma\u00e7\u00e3o de conselhos oper\u00e1rios e populares em todos os bairros e cidades, exija a sa\u00edda imediata de todas as for\u00e7as militares estrangeiras, que se posicione pela nacionaliza\u00e7\u00e3o dos bens dos milion\u00e1rios, que defenda o direito de autodetermina\u00e7\u00e3o dos curdos, e a solidariedade incondicional com o povo palestino.<\/p>\n\n\n\n<p>NOTAS:<\/p>\n\n\n\n<p>(1)<br>https:\/\/www.aljazeera.com\/news\/2024\/12\/7\/lavrov-says-russia-wants-immediate-end-to-fighting-in-syria<\/p>\n\n\n\n<p>(2)<br>https:\/\/www.middleeasteye.net\/news\/syria-opposition-leader-says-state-institutions-should-be-preserved-and-rebels-accomodated<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por: F\u00e1bio Bosco | No dia 8 de dezembro, foi anunciada a fuga do ditador Bashar el-Assad e sua fam\u00edlia para Moscou. 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