{"id":80094,"date":"2024-12-04T01:46:28","date_gmt":"2024-12-04T01:46:28","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=80094"},"modified":"2025-01-09T00:18:38","modified_gmt":"2025-01-09T00:18:38","slug":"libertacao-de-prisioneiros-pela-resistencia-siria-expoe-fraquezas-da-ditadura-assad","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2024\/12\/04\/libertacao-de-prisioneiros-pela-resistencia-siria-expoe-fraquezas-da-ditadura-assad\/","title":{"rendered":"Liberta\u00e7\u00e3o de prisioneiros pela resist\u00eancia s\u00edria exp\u00f5e fraquezas da ditadura Assad"},"content":{"rendered":"\n<p>Por: Rafik Abdallah |<\/p>\n\n\n\n<p><em>Opera\u00e7\u00e3o \u201cRepelir a Agress\u00e3o\u201d liberta 300 prisioneiros em ofensiva em Aleppo, destacando um marco na luta contra o regime; entre os libertados est\u00e3o mulheres e fam\u00edlias inteiras.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com reportagens dos jornais <a href=\"https:\/\/arabi21.com\/story\/1643995\/%D8%A8%D9%8A%D9%86%D9%87%D9%85-%D8%A3%D9%81%D8%B1%D8%A7%D8%AF-%D9%85%D9%86-%D8%B9%D8%A7%D8%A6%D9%84%D8%A9-%D9%88%D8%A7%D8%AD%D8%AF%D8%A9-%D9%87%D9%83%D8%B0%D8%A7-%D8%AA%D9%85-%D8%AA%D8%AD%D8%B1%D9%8A%D8%B1-%D8%A7%D9%84%D8%A3%D8%B3%D8%B1%D9%89-%D9%85%D9%86-%D8%B3%D8%AC%D9%88%D9%86-%D8%AD%D9%84%D8%A8-%D8%B4%D8%A7%D9%87%D8%AF\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Arabi21<\/a> e <a href=\"https:\/\/www.alaraby.co.uk\/politics\/%D8%B1%D8%AF%D8%B9-%D8%A7%D9%84%D8%B9%D8%AF%D9%88%D8%A7%D9%86-%D8%AA%D9%8F%D8%AD%D8%B1%D8%B1-%D8%AD%D9%88%D8%A7%D9%84%D9%89-300-%D8%B3%D8%AC%D9%8A%D9%86-%D9%88%D9%85%D8%B9%D8%AA%D9%82%D9%84-%D9%81%D9%8A-%D8%AD%D9%84%D8%A8\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Al-Araby<\/a>, na \u00faltima sexta-feira, 29 de novembro, grupos de resist\u00eancia s\u00edria sob a coordena\u00e7\u00e3o da opera\u00e7\u00e3o &#8220;Repelir a Agress\u00e3o&#8221; libertaram cerca de 300 prisioneiros de diversas pris\u00f5es e instala\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a controladas pelo regime de Bashar al-Assad em Aleppo, ao norte da S\u00edria. Entre os locais atingidos pela ofensiva est\u00e3o a pris\u00e3o central de Aleppo, a pris\u00e3o de Tarek Bin Ziad e dois centros de intelig\u00eancia militar pr\u00f3ximos aos bairros de Al-Ashrafieh e Al-Aziziya.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/x.com\/OsamaDmour5\/status\/1862597409613726185\">https:\/\/x.com\/OsamaDmour5\/status\/1862597409613726185<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>V\u00eddeo mostra cidad\u00e3os s\u00edrios, presos pela ditadura Assad, sendo libertados do c\u00e1rcere.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/x.com\/ProudISI\/status\/1862518439291572522\">https:\/\/x.com\/ProudISI\/status\/1862518439291572522<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Do lado de dentro de uma cadeia do regime s\u00edrio, v\u00eddeo mostra momento da liberta\u00e7\u00e3o dos presos<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os prisioneiros libertados, destaca-se a presen\u00e7a de indiv\u00edduos detidos h\u00e1 anos sem julgamento, al\u00e9m de mulheres e membros de fam\u00edlias que foram separadas pelas a\u00e7\u00f5es repressivas do regime. A opera\u00e7\u00e3o, considerada uma das mais significativas em anos, tamb\u00e9m resultou na captura de equipamentos militares e ve\u00edculos blindados do regime. Segundo as reportagens, a maioria dos prisioneiros libertados \u00e9 origin\u00e1ria das \u00e1reas rurais de Aleppo, mas tamb\u00e9m h\u00e1 registros de detidos vindos de Hama, Homs e Idlib, que haviam sido transferidos para essas instala\u00e7\u00f5es em anos anteriores.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/x.com\/bkh_syr\/status\/1862639115117772816\">https:\/\/x.com\/bkh_syr\/status\/1862639115117772816<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>V\u00eddeo mostra comerciante que relata que foi preso 5 anos atr\u00e1s por um juiz sem ter feito nada, o que resultou no roubo de sua loja.<\/p>\n\n\n\n<p>A ofensiva, liderada pela opera\u00e7\u00e3o &#8220;Repelir a Agress\u00e3o&#8221;, marcou avan\u00e7os importantes para a resist\u00eancia em Aleppo. As for\u00e7as opositoras n\u00e3o apenas alcan\u00e7aram os complexos prisionais, como tamb\u00e9m tomaram posi\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas dentro da cidade, incluindo a pra\u00e7a Saadallah Jabri e bairros centrais como Salah al-Din, Al-Zabadiyah e Al-Ansari. Ao mesmo tempo, as for\u00e7as do regime e seus aliados, incluindo mil\u00edcias apoiadas pelo Ir\u00e3, enfrentaram derrotas significativas, com muitos combatentes mortos e feridos. Apesar de ataques a\u00e9reos do regime s\u00edrio e da R\u00fassia, a resist\u00eancia avan\u00e7ou rapidamente, consolidando o controle sobre importantes partes de Aleppo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Da revolu\u00e7\u00e3o de 2011 \u00e0 ofensiva de 2024<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Conversamos com Victorios Shams, refugiado s\u00edrio no Brasil, que comparou os atuais avan\u00e7os da resist\u00eancia s\u00edria com o in\u00edcio da revolu\u00e7\u00e3o em 2011. Ele destaca mudan\u00e7as significativas na correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as entre a ditadura e a oposi\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Ele destaca que a principal diferen\u00e7a entre o in\u00edcio da revolu\u00e7\u00e3o em 2011 e o presente em 2024 \u00e9 que, naquela \u00e9poca, o regime s\u00edrio ainda era forte. Ele recorreu ao apoio do Ir\u00e3 e suas mil\u00edcias sect\u00e1rias vindas do Iraque, Afeganist\u00e3o, Paquist\u00e3o, Yemen e outros pa\u00edses. Quando, em 2015, os rebeldes quase derrotaram essas for\u00e7as, o Ir\u00e3 chamou a R\u00fassia, que destruiu cidades e vilarejos com bombardeios a\u00e9reos, causando o deslocamento de metade do povo s\u00edrio de suas cidades.<\/p>\n\n\n\n<p>Aqueles que eram crian\u00e7as em 2011 agora s\u00e3o jovens adultos que tiveram uma vida muito dura, em condi\u00e7\u00f5es extremas nos campos de refugiados no norte do pa\u00eds, sem acesso a educa\u00e7\u00e3o nem a emprego. Eles decidiram retomar suas casas e terras ocupadas por colonos iranianos. O regime enfraqueceu, perdeu apoio popular por ter empobrecido at\u00e9 mesmo seus apoiadores internos. Sua depend\u00eancia da R\u00fassia e do Hezbollah foi severamente afetada pelos conflitos na Ucr\u00e2nia e no L\u00edbano. Esse contexto abriu uma oportunidade para os jovens retomarem a luta.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele tamb\u00e9m ressalta a reorganiza\u00e7\u00e3o das for\u00e7as rebeldes, que hoje demonstram maior disciplina e capacidade, contrastando com o estado prec\u00e1rio do ex\u00e9rcito s\u00edrio. Al\u00e9m disso, a resist\u00eancia alcan\u00e7ou avan\u00e7os importantes em Aleppo e Idlib, tomando diversos pontos estrat\u00e9gicos, como a pra\u00e7a Saadallah Jabri, a fortaleza de Aleppo e bairros como Salah al-Din, Al-Zabadiyah e outros. Isso impulsionou muito o acesso a armas, de fuzis e muni\u00e7\u00f5es a tanques e drones.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quem \u00e9 o HTS?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Hayat Tahrir al-Sham (HTS) \u00e9 um grupo militante isl\u00e2mico que emergiu na Guerra Civil S\u00edria, inicialmente como a Frente al-Nusra, afiliada \u00e0 Al-Qaeda. Em 2016, sob a lideran\u00e7a de Abu Mohammad al-Jolani, anunciou uma ruptura formal com a Al-Qaeda, buscando melhorar sua imagem e atrair apoio externo. No entanto, o grupo permanece acusado de impor uma interpreta\u00e7\u00e3o rigorosa da lei isl\u00e2mica nas \u00e1reas sob seu controle e de perseguir dissidentes, incluindo o not\u00f3rio assassinato de Raed Fares, ativista s\u00edrio cr\u00edtico ao regime de Assad e ao extremismo.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de tentar se reposicionar como for\u00e7a moderada, com a cria\u00e7\u00e3o do &#8220;Governo de Salva\u00e7\u00e3o&#8221; em Idlib, o HTS continua sendo alvo de desconfian\u00e7a. Relatos de abusos e repress\u00e3o, aliados \u00e0 cobran\u00e7a de impostos sobre a popula\u00e7\u00e3o local, alimentam suspeitas sobre suas inten\u00e7\u00f5es reais. Embora o grupo tenha um papel relevante na resist\u00eancia contra Assad, sua hist\u00f3ria de pr\u00e1ticas autorit\u00e1rias coloca em d\u00favida sua capacidade de representar os interesses democr\u00e1ticos e populares da revolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Uma esperan\u00e7a para o povo s\u00edrio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A liberta\u00e7\u00e3o de prisioneiros pol\u00edticos \u00e9 um marco que desmente a ideia de que regime e oposi\u00e7\u00e3o s\u00e3o igualmente ruins. Enquanto o regime de Assad mant\u00e9m pris\u00f5es lotadas de opositores pol\u00edticos e cidad\u00e3os comuns, a resist\u00eancia oferece esperan\u00e7a a fam\u00edlias separadas h\u00e1 anos. Apoiar a\u00e7\u00f5es como essas \u00e9 reconhecer a legitimidade de uma luta contra um regime respons\u00e1vel por massacres e deslocamentos for\u00e7ados. Se esse movimento conseguir se alastrar por todo o pa\u00eds e derrubar o regime, milh\u00f5es de s\u00edrios que hoje est\u00e3o espalhados pelo mundo e em ref\u00fagio interno poder\u00e3o retornar \u00e0s suas cidades.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por: Rafik Abdallah | Opera\u00e7\u00e3o \u201cRepelir a Agress\u00e3o\u201d liberta 300 prisioneiros em ofensiva em Aleppo, destacando um marco na luta contra o regime; entre os libertados est\u00e3o mulheres e fam\u00edlias inteiras. De acordo com reportagens dos jornais Arabi21 e Al-Araby, na \u00faltima sexta-feira, 29 de novembro, grupos de resist\u00eancia s\u00edria sob a coordena\u00e7\u00e3o da opera\u00e7\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":80099,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"litci_post_political_author":"","footnotes":""},"categories":[569],"tags":[3838,2334,8533],"class_list":["post-80094","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-siria","tag-bashar-al-assad","tag-rafik-abdallah","tag-siria"],"fimg_url":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Siria-3.jpg","categories_names":["S\u00edria"],"author_info":{"name":"lena","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/b9eb35b4c023b96c29c4a145a82c6c381b68f2c889c5427106ad5aab6df45b9d?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":null,"tagline":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/80094","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=80094"}],"version-history":[{"count":9,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/80094\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":80117,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/80094\/revisions\/80117"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/80099"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=80094"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=80094"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=80094"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}