{"id":80036,"date":"2024-11-22T19:08:10","date_gmt":"2024-11-22T19:08:10","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=80036"},"modified":"2024-11-22T19:13:12","modified_gmt":"2024-11-22T19:13:12","slug":"lenin-sobre-a-guerra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2024\/11\/22\/lenin-sobre-a-guerra\/","title":{"rendered":"L\u00eanin sobre a guerra"},"content":{"rendered":"\n<p>Por: Al\u00edcia Sagra |<\/p>\n\n\n\n<p>Publicamos o pref\u00e1cio do novo volume das obras selecionadas de L\u00eanin publicadas pela LIT e pela Editora Lorca.<\/p>\n\n\n\n<p>As guerras e a pol\u00edtica diante delas, foi uma preocupa\u00e7\u00e3o permanente na vida de L\u00eanin e, a partir de 1914, um aspecto central de sua elabora\u00e7\u00e3o program\u00e1tica e pol\u00edtica. Sua produ\u00e7\u00e3o foi t\u00e3o intensa (documentos, artigos, discursos) que fomos obrigados a dividir este Volume 3, L\u00eanin e as Guerras, em dois volumes. A sele\u00e7\u00e3o de textos aqui apresentada foi publicada em ordem cronol\u00f3gica e abrange o per\u00edodo de 1900 a 1922.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao estudar esses textos, podemos falar de quatro momentos: de 1900 a 1914, em que L\u00eanin denuncia centralmente os objetivos colonialistas das pot\u00eancias imperialistas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s guerras regionais, como as da China e P\u00e9rsia; de 1914 a 1917, onde a den\u00fancia da guerra imperialista, dos socialistas que se tornam social-chauvinistas e o chamado para converter a guerra imperialista em guerra civil contra os governos se tornam o centro de sua pol\u00edtica; de 1917 a 1918, quando a pol\u00edtica em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 guerra est\u00e1 intimamente ligada \u00e0 sua pol\u00edtica e \u00e0s propostas program\u00e1ticas para a Revolu\u00e7\u00e3o Russa e, finalmente, o per\u00edodo entre 1918 e 1922, quando tudo est\u00e1 centrado na guerra civil e na defesa do Estado oper\u00e1rio sovi\u00e9tico.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, 100 anos ap\u00f3s a morte do maior l\u00edder da revolu\u00e7\u00e3o russa, quando nos deparamos com duas grandes guerras de repercuss\u00e3o mundial: a guerra genocida de Israel na Palestina e a guerra na Ucr\u00e2nia, \u00e9 necess\u00e1rio especificar qual era a pol\u00edtica de L\u00eanin em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s guerras. Especialmente quando vemos pol\u00edticas totalmente opostas, todas elas apresentadas como leninistas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O car\u00e1ter das guerras<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Um aspecto central de L\u00eanin, que \u00e9 repetido v\u00e1rias vezes em suas obras, \u00e9 que nem todas as guerras s\u00e3o iguais e que \u00e9 necess\u00e1rio definir seu car\u00e1ter para que se possa ter uma pol\u00edtica correta em rela\u00e7\u00e3o a elas.<\/p>\n\n\n\n<p><em>O esclarecimento do car\u00e1ter da guerra \u00e9, para um marxista, uma premissa indispens\u00e1vel que permiti resolver o problema de sua atitude em rela\u00e7\u00e3o a ela. Mas, para esclarec\u00ea-lo, \u00e9 necess\u00e1rio, antes de tudo, determinar quais s\u00e3o as condi\u00e7\u00f5es objetivas e a situa\u00e7\u00e3o concreta da guerra em quest\u00e3o. \u00c9 necess\u00e1rio situar essa guerra nas condi\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas em que ela est\u00e1 ocorrendo. S\u00f3 ent\u00e3o poder\u00e1 determinar a atitude em rela\u00e7\u00e3o a ela. Caso contr\u00e1rio, o resultado ser\u00e1 uma abordagem ecl\u00e9tica, e n\u00e3o materialista, do problema.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>De acordo com a situa\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, com a correla\u00e7\u00e3o de classes, etc., a atitude em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 guerra deve ser diferente em momentos diferentes. \u00c9 absurdo renunciar por princ\u00edpio, de uma vez por todas, a participar da guerra. <\/em><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/lenin-sobre-la-guerra\/?utm_source=copylink&amp;utm_medium=browser#_ftn1\">[1]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>L\u00eanin analisa o car\u00e1ter das guerras, no final do s\u00e9culo XVIII e ao longo do s\u00e9culo XIX, que acompanharam a cria\u00e7\u00e3o dos Estados nacionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora as guerras nacionais tenham sido uma caracter\u00edstica de uma \u00e9poca anterior no desenvolvimento do capitalismo, isso n\u00e3o significa que elas n\u00e3o possam ocorrer tamb\u00e9m na \u00e9poca imperialista, da\u00ed a import\u00e2ncia de definir o car\u00e1ter de cada guerra antes de agir.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Tamb\u00e9m diferimos deles [os pacifistas] porque reconhecemos plenamente que as guerras civis, ou seja, as guerras travadas pela classe oprimida contra a classe opressora &#8211; as guerras dos escravos contra os escravagistas, dos camponeses servos contra os propriet\u00e1rios de terras, dos assalariados contra a burguesia &#8211; s\u00e3o leg\u00edtimas, progressivas e necess\u00e1rias. Somos diferentes dos pacifistas e dos anarquistas porque n\u00f3s, marxistas, reconhecemos a necessidade de um estudo hist\u00f3rico (do ponto de vista do materialismo dial\u00e9tico de Marx) de cada guerra separadamente. No decorrer da hist\u00f3ria, houve muitas guerras que, apesar dos horrores, ferozes, calamidades e sofrimentos que toda guerra inevitavelmente acarreta, foram progressivas, ou seja, favoreceram o progresso da ra\u00e7a humana, contribuindo para a destrui\u00e7\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es mais nocivas e reacion\u00e1rias (&#8230;). Se, por exemplo, amanh\u00e3 o Marrocos declarasse guerra \u00e0 Fran\u00e7a, a \u00cdndia \u00e0 Inglaterra, a P\u00e9rsia ou a China \u00e0 R\u00fassia etc., essas seriam guerras \u201cjustas\u201d, guerras \u201cdefensivas\u201d, qualquer que fosse o pa\u00eds que atacasse primeiro, e todo socialista desejaria a vit\u00f3ria dos Estados oprimidos, dependentes e com direitos reduzidos na luta contra as \u201cgrandes\u201d pot\u00eancias opressoras, escravagistas e saqueadoras <\/em><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/lenin-sobre-la-guerra\/?utm_source=copylink&amp;utm_medium=browser#_ftn2\"><em>[2]<\/em><\/a><em>.<\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Essa precis\u00e3o, sobre a possibilidade de guerras nacionais hoje, \u00e9 muito importante para caracterizar e ter uma pol\u00edtica em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 atual guerra na Ucr\u00e2nia. Grande parte da esquerda mundial argumenta que essa seria uma guerra entre a R\u00fassia e a OTAN, portanto, sua demanda central \u00e9 \u201cN\u00c3O \u00e0 guerra\u201d.&nbsp; Mas, seguindo os ensinamentos de L\u00eanin, para caracterizar primeiro a guerra em quest\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida que se trata de uma invas\u00e3o da R\u00fassia, uma pot\u00eancia militar qualitativamente superior, \u00e0 Ucr\u00e2nia, um pa\u00eds que, exceto pelo per\u00edodo em que L\u00eanin esteve \u00e0 frente do Estado oper\u00e1rio, sofreu historicamente a opress\u00e3o russa, primeiro durante o imp\u00e9rio czarista e mais tarde pela burocracia stalinista. Trata-se, portanto, de uma guerra de liberta\u00e7\u00e3o nacional, uma das \u201cguerras justas e necess\u00e1rias\u201d das que fala L\u00eanin, por mais reacion\u00e1rio que seja seu governo. A partir da\u00ed, n\u00e3o pode haver d\u00favida sobre a pol\u00edtica a ser seguida: sem depositar nenhuma confian\u00e7a em Zelensky, denunciando-o por seus planos contra a classe trabalhadora, os revolucion\u00e1rios devem ficar ao lado da Ucr\u00e2nia at\u00e9 que a invas\u00e3o russa seja derrotada, exigindo armas para atingir esse objetivo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 claro que o imperialismo interv\u00e9m, n\u00e3o poderia ser de outra forma, dada a magnitude do conflito. L\u00eanin mostra como o imperialismo interveio at\u00e9 mesmo na revolu\u00e7\u00e3o russa de fevereiro de 1917, mas isso n\u00e3o mudou o car\u00e1ter da revolu\u00e7\u00e3o, nem muda agora o car\u00e1ter da guerra na Ucr\u00e2nia.<\/p>\n\n\n\n<p>Algo semelhante pode ser dito sobre a pol\u00edtica em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 guerra genocida de Israel contra a Palestina. Nesse caso, toda a esquerda est\u00e1 do lado da Palestina e contra Israel. Mas h\u00e1 setores importantes que, junto com isso, repudiam o ataque armado de 7 de outubro de 2023, realizado pelo Hamas. Isso n\u00e3o tem nada a ver com pol\u00edtica leninista. A Palestina vem sofrendo h\u00e1 76 anos com o colonialismo genocida e tem todo o direito de enfrentar essa situa\u00e7\u00e3o com todos os recursos \u00e0 sua disposi\u00e7\u00e3o. Como diz L\u00eanin: <em>\u201cessas guerras seriam guerras \u2018justas\u2019, guerras \u2018defensivas\u2019, qualquer que fosse o pa\u00eds que atacasse primeiro\u201d.<\/em>&nbsp; E isso \u00e9 verdade, apesar de quaisquer diferen\u00e7as pol\u00edticas e program\u00e1ticas que tenhamos com a lideran\u00e7a desse processo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A Primeira Guerra Mundial<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesse estudo das <em>\u201ccondi\u00e7\u00f5es objetivas e da situa\u00e7\u00e3o concreta da guerra em quest\u00e3o\u201d<\/em>, o Congresso da II Internacional de 1912, realizado na Basil\u00e9ia, na Su\u00ed\u00e7a, definiu a guerra que estava sendo preparada como uma guerra imperialista e, a partir da\u00ed, a posi\u00e7\u00e3o dos socialistas: lutar contra a guerra, se a guerra for declarada, n\u00e3o apoiar os governos, promover a\u00e7\u00f5es revolucion\u00e1rias no caminho da revolu\u00e7\u00e3o socialista. L\u00eanin cita incansavelmente essa resolu\u00e7\u00e3o e a ratifica na \u00edntegra.<\/p>\n\n\n\n<p><em>O car\u00e1ter francamente anexionista, imperialista, reacion\u00e1rio e escravista dessa guerra \u00e9 reconhecido com clareza cristalina no Manifesto [da Basil\u00e9ia], que fez uma dedu\u00e7\u00e3o inevit\u00e1vel: A guerra n\u00e3o pode ser \u201cjustificada sob o menor pretexto de interesse nacional de nenhuma \u00edndole\u201d; \u00e9 preparada \u201cem nome dos lucros dos capitalistas e de suas ambi\u00e7\u00f5es din\u00e1sticas\u201d; por parte dos trabalhadores, ser\u00e1 \u201cum crime atirar uns nos outros\u201d.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>\u00c9 uma guerra entre bandidos pela distribui\u00e7\u00e3o de esp\u00f3lios, pela subjuga\u00e7\u00e3o de outros pa\u00edses. A vit\u00f3ria da R\u00fassia, da Inglaterra e da Fran\u00e7a ser\u00e1 a asfixia da Arm\u00eania, da \u00c1sia Menor, etc., como afirma o Manifesto da Basil\u00e9ia. A vit\u00f3ria da Alemanha ser\u00e1 a asfixia da \u00c1sia Menor, da S\u00e9rvia, da Alb\u00e2nia, etc. Isso est\u00e1 dito l\u00e1 e reconhecido por todos os socialistas! Todas as frases sobre a guerra defensiva ou a defesa da p\u00e1tria pelas grandes pot\u00eancias s\u00e3o falsas, hip\u00f3critas e sem sentido! <\/em><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/lenin-sobre-la-guerra\/?utm_source=copylink&amp;utm_medium=browser#_ftn3\"><em>[3]<\/em><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>De 1914 em diante, repetidamente, em documentos, artigos, panfletos, palestras, L\u00eanin insiste no car\u00e1ter imperialista da guerra, no apelo para que se cumpra o Manifesto da Basil\u00e9ia, transformando a guerra imperialista em guerra civil, e denunciando os dirigentes socialistas que romperam com esse Manifesto e passaram para o lado de suas burguesias e seus governos.<\/p>\n\n\n\n<p>O leitor perceber\u00e1 como, a partir desses textos sobre a guerra, pode ser visto o pensamento de L\u00eanin sobre diferentes aspectos da realidade. \u00c9 a partir da guerra que ele esclarece sua defini\u00e7\u00e3o de oportunismo e centrismo e, a partir da\u00ed, o novo tipo de partido a ser constru\u00eddo, bem como a necessidade urgente da constru\u00e7\u00e3o de uma nova Internacional. E \u00e9 tamb\u00e9m a partir da guerra que L\u00eanin modifica sua proposta de poder frente a revolu\u00e7\u00e3o russa, chegando \u00e0 conclus\u00e3o de que a \u201cditadura democr\u00e1tica dos trabalhadores e camponeses\u201d j\u00e1 havia sido alcan\u00e7ada por meio do duplo poder exercido pelos sovietes oper\u00e1rios e camponeses. Que o Governo Provis\u00f3rio iria continuar a guerra imperialista, portanto, para garantir <em>a paz, o p\u00e3o e a terra<\/em>, era necess\u00e1rio que os sovietes tomassem o poder impondo a ditadura do proletariado. Que o que estava sendo proposto era a rep\u00fablica dos sovietes e n\u00e3o a rep\u00fablica democr\u00e1tica burguesa, aproximando-se assim da posi\u00e7\u00e3o de Trotsky e de sua teoria da Revolu\u00e7\u00e3o Permanente.<\/p>\n\n\n\n<p>A leitura desses textos tamb\u00e9m nos permite precisar a posi\u00e7\u00e3o de L\u00eanin sobre o parlamentarismo, sobre o papel das mulheres na revolu\u00e7\u00e3o, sobre a rela\u00e7\u00e3o entre trabalho legal e ilegal, sobre como abordar as atividades de unidade de a\u00e7\u00e3o, como realizar a unidade dos revolucion\u00e1rios e como encarar as diferen\u00e7as dentro do partido.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Oportunismo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sua pol\u00edtica contra a guerra imperialista e a favor de sua transforma\u00e7\u00e3o em guerra civil \u00e9 desenvolvida por meio de uma intensa batalha contra o oportunismo defensivo que tomou conta da II Internacional, explicando como surgiu e qual \u00e9 sua base socioecon\u00f4mica e seu conte\u00fado pol\u00edtico.<\/p>\n\n\n\n<p><em>O car\u00e1ter relativamente \u201cpac\u00edfico\u201d do per\u00edodo de 1871 a 1914 alimentou o oportunismo, primeiro como um estado de \u00e2nimo, depois como uma tend\u00eancia e, finalmente, como um grupo ou se\u00e7\u00e3o formada pela burocracia oper\u00e1ria e por companheiros de viagem pequeno-burgueses (&#8230;). Qual \u00e9 a ess\u00eancia econ\u00f4mica do defensismo na guerra de 1914-1915? A burguesia de todas as grandes pot\u00eancias est\u00e1 travando uma guerra para dividir e explorar o mundo, para oprimir os povos. Um reduzido grupo da burocracia oper\u00e1ria, da aristocracia oper\u00e1ria e dos companheiros de viagem pequeno-burgueses pode obter algumas migalhas dos grandes lucros da burguesia. O social-chauvinismo e o oportunismo t\u00eam a mesma origem de classe: a alian\u00e7a de um pequeno setor de oper\u00e1rios privilegiados com \u201csua\u201d burguesia nacional, contra as massas da classe oper\u00e1ria; a alian\u00e7a dos lacaios da burguesia com este \u00faltimo contra a classe que ela explora (&#8230;). O conte\u00fado pol\u00edtico do oportunismo e do social-chauvinismo \u00e9 o mesmo: colabora\u00e7\u00e3o entre as classes, ren\u00fancia \u00e0 ditadura do proletariado, ren\u00fancia \u00e0s a\u00e7\u00f5es revolucion\u00e1rias, aceita\u00e7\u00e3o incondicional da legalidade burguesa, falta de confian\u00e7a no proletariado e confian\u00e7a na burguesia (&#8230;). O social-chauvinismo \u00e9 o oportunismo consumado. J\u00e1 est\u00e1 maduro para uma alian\u00e7a franca, e muitas vezes vulgar, com a burguesia e com o Estado-Maior. Esta alian\u00e7a, precisamente, lhe d\u00e1 uma grande for\u00e7a e um monop\u00f3lio da imprensa legal e do engano das massas. \u00c9 absurdo continuar a considerar o oportunismo como um fen\u00f4meno interno do partido (&#8230;). A guerra \u00e9 muitas vezes \u00fatil para expor o que est\u00e1 podre e descartar convencionalismos.<\/em> <a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/lenin-sobre-la-guerra\/?utm_source=copylink&amp;utm_medium=browser#_ftn4\">[4]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>E, como conclus\u00e3o do que o oportunismo se tornou, explica repetidamente como \u00e9 equivocado chamar a unidade dos socialistas, pois \u00e9 necess\u00e1rio <strong>um novo tipo de partido<\/strong>, de acordo com a \u00e9poca imperialista.<\/p>\n\n\n\n<p><em>O tipo de partido socialista da \u00e9poca da II Internacional era um partido que tolerava o oportunismo em suas fileiras, que se acumulou cada vez mais ao longo das d\u00e9cadas do per\u00edodo \u201cpac\u00edfico\u201d, mas que se mantinha em segredo, adaptando-se aos trabalhadores revolucion\u00e1rios, tomando deles a sua terminologia marxista e evitando qualquer delimita\u00e7\u00e3o clara no campo dos princ\u00edpios. Esse tipo de partido caducou<\/em>. <a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/lenin-sobre-la-guerra\/?utm_source=copylink&amp;utm_medium=browser#_ftn5\">[5]<\/a> &nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><em>A \u00e9poca imperialista n\u00e3o tolera a coexist\u00eancia num mesmo partido dos elementos de vanguarda do proletariado revolucion\u00e1rio e da aristocracia semi pequeno-burguesa da classe oper\u00e1ria, que se beneficia das migalhas dos privil\u00e9gios proporcionadas pelo status \u201cdominante\u201d de \u201csua\u201d na\u00e7\u00e3o. A velha teoria de que o oportunismo \u00e9 uma \u201cnuance leg\u00edtima\u201d dentro de um partido \u00fanico \u00e9 alheio aos \u201cextremismos\u201d, tornou-se hoje o maior obst\u00e1culo classe oper\u00e1ria, o maior obst\u00e1culo ao movimento oper\u00e1rio.<\/em> <a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/lenin-sobre-la-guerra\/?utm_source=copylink&amp;utm_medium=browser#_ftn6\">[6]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O centrismo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o s\u00e3o menores os ataques de L\u00eanin ao centrismo, a quem ele responsabiliza pela derrota na II Internacional, e centra sua batalha contra Kautsky, que se tornou um renegado do marxismo, depois de ter sido a maior autoridade na Internacional Socialista, e quem, por ter sido o que foi, ainda mant\u00e9m grande influ\u00eancia sobre as massas trabalhadoras.<\/p>\n\n\n\n<p>L\u00eanin afirma que os social-chauvinistas (os oportunistas) s\u00e3o nossos inimigos de classe, s\u00e3o a burguesia dentro do movimento oper\u00e1rio. S\u00e3o os setores objetivamente subornados pela burguesia com melhores sal\u00e1rios, cargos honor\u00e1rios, etc., enquanto o \u201ccentro\u201d \u00e9 formado pelos elementos rotineiros, corro\u00eddos pela legalidade podre, pelo parlamentarismo e que, considerados hist\u00f3rica e economicamente, n\u00e3o representam uma camada social espec\u00edfica, mas s\u00e3o, no entanto, mais perigosos do que os oportunistas.<\/p>\n\n\n\n<p><em>O oportunismo franco, que provoca a repulsa imediata da massa oper\u00e1ria, n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o perigoso nem prejudicial quanto essa teoria do \u201cjusto meio\u201d, que exculpa com palavras marxistas a pr\u00e1tica do oportunismo, que tenta demonstrar com uma s\u00e9rie de sofismas a inadequa\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es revolucion\u00e1rias, etc. Kautsky, o representante mais proeminente desta teoria e, ao mesmo tempo, a figura de maior prest\u00edgio da II Internacional, revelou-se um hip\u00f3crita de primeira ordem e um virtuoso na arte de prostituir o marxismo.<\/em> <a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/lenin-sobre-la-guerra\/?utm_source=copylink&amp;utm_medium=browser#_ftn7\">[7]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Em sua luta contra o centrismo, L\u00eanin conclama os partidos a n\u00e3o se subordinarem \u00e0 legalidade.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Sem renunciar, em nenhum caso ou circunst\u00e2ncia, aproveitar da menor possibilidade legal para a organiza\u00e7\u00e3o das massas e a propaganda do socialismo, os partidos social-democratas devem romper com o servilismo \u00e0 legalidade. \u201cAtire primeiro, senhores burgueses\u201d, escreveu Engels, aludindo precisamente \u00e0 guerra civil e \u00e0 necessidade de violarmos a legalidade depois que a burguesia a ter violado. (&#8230;) Considerar a filia\u00e7\u00e3o ao partido social-democrata compat\u00edvel com a nega\u00e7\u00e3o de m\u00e9todos ilegais de propaganda e com a ridiculariza\u00e7\u00e3o destes m\u00e9todos na imprensa legal \u00e9 trair o socialismo.<\/em> <a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/lenin-sobre-la-guerra\/?utm_source=copylink&amp;utm_medium=browser#_ftn8\">[8]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Como parte dessa luta, ele analisa o papel dos parlamentares. Ele destaca com orgulho a atua\u00e7\u00f5a dos tr\u00eas parlamentares do PSODR (bolchevique) que foram presos e deportados para a Sib\u00e9ria por denunciarem o car\u00e1ter imperialista da guerra, e conclui:<\/p>\n\n\n\n<p><em>H\u00e1 parlamentarismo e parlamentarismo. Alguns usam a tribuna parlamentar para fazer m\u00e9ritos para seus governos ou, na melhor das hip\u00f3teses, para lavar as m\u00e3os, como o grupo Chekhidze<\/em><em> <\/em><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/lenin-sobre-la-guerra\/?utm_source=copylink&amp;utm_medium=browser#_ftn9\"><em>[9]<\/em><\/a><em>.<\/em><em> Outros utilizam o parlamentarismo para serem revolucion\u00e1rios at\u00e9 o fim, para cumprir seu dever como socialistas e internacionalistas, mesmo nas circunst\u00e2ncias mais dif\u00edceis. A atividade parlamentar de uns conduz a assentos ministeriais; a atividade parlamentar de outros conduz \u00e0 pris\u00e3o, ao ex\u00edlio e ao trabalho for\u00e7ado. Uns servem \u00e0 burguesia, outros ao proletariado. Uns s\u00e3o social-imperialistas. Outros s\u00e3o revolucion\u00e1rios marxistas.<\/em> <a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/lenin-sobre-la-guerra\/?utm_source=copylink&amp;utm_medium=browser#_ftn10\">[10]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A Nova Internacional<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Com base nessas conclus\u00f5es sobre o que o oportunismo havia se tornado e sobre a necessidade de um novo tipo de partido para corresponder \u00e0 nova \u00e9poca, L\u00eanin desenvolveu uma grande campanha para a constru\u00e7\u00e3o da III Internacional, que estava intimamente ligada \u00e0 luta contra a guerra imperialista.<\/p>\n\n\n\n<p><em>A II Internacional cumpriu sua tarefa, realizando um trabalho preparat\u00f3rio \u00fatil para a organiza\u00e7\u00e3o preliminar das massas prolet\u00e1rias na longa \u00e9poca \u201cpac\u00edfica\u201d da mais cruel escravid\u00e3o capitalista e do mais r\u00e1pido progresso capitalista do \u00faltimo ter\u00e7o do s\u00e9culo XIX e in\u00edcio do s\u00e9culo XX. A III Internacional tem diante de si a tarefa de organizar as for\u00e7as do proletariado para a ofensiva revolucion\u00e1ria contra os governos capitalistas, para a guerra civil contra a burguesia em todos os pa\u00edses pelo poder pol\u00edtico e pela vit\u00f3ria do socialismo!<\/em> <a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/lenin-sobre-la-guerra\/?utm_source=copylink&amp;utm_medium=browser#_ftn11\">[11]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Em busca dessa batalha pela Internacional, ele lutou arduamente contra o centrismo, e \u00e9 impressionante a dureza com que ele polemiza com quem considera \u201cinternacionalistas inconsequentes\u201d por alimentar expectativas com o centro.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele via a oposi\u00e7\u00e3o alem\u00e3 como os aliados fundamentais para a constru\u00e7\u00e3o da III Internacional e, mesmo assim, criticou-a duramente por sua indefini\u00e7\u00e3o diante do centrismo, como foi o caso do Manifesto que assinaram na Confer\u00eancia das Mulheres em 1915:<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u00c9 bastante compreens\u00edvel que a oposi\u00e7\u00e3o alem\u00e3 tamb\u00e9m aproveite este protesto sem princ\u00edpios do kautskismo na sua dif\u00edcil luta contra as \u201cinst\u00e2ncias\u201d. Mas a pedra de toque para todo internacionalista deve continuar sendo a atitude hostil ao neokautskismo. S\u00f3 s\u00e3o verdadeiros internacionalistas aqueles que lutam contra o kautskismo e compreendem que o \u201ccentro\u201d, mesmo ap\u00f3s a aparente reviravolta de seus l\u00edderes, continua sendo, do ponto de vista dos princ\u00edpios, o aliado dos chauvinistas e oportunistas (&#8230;). Nas confer\u00eancias internacionais, n\u00e3o podemos limitar nosso programa ao que \u00e9 aceit\u00e1vel para estes elementos, caso contr\u00e1rio, n\u00f3s mesmos ser\u00edamos prisioneiros desses pacifistas vacilantes. Esse foi o caso, por exemplo, na Confer\u00eancia Internacional de Mulheres em Berna, onde a delega\u00e7\u00e3o alem\u00e3, que defendia o ponto de vista da camarada Clara Zetkin, na verdade desempenhou o papel de \u201ccentro\u201d<\/em>. <a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/lenin-sobre-la-guerra\/?utm_source=copylink&amp;utm_medium=browser#_ftn12\">[12]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Durante todo o per\u00edodo de 1914-1915, ele foi especialmente duro com Martov e Trotsky. O jornal <em>Golos<\/em>, editado na Fran\u00e7a pelos dois l\u00edderes russos, pede repetidamente a unidade dos internacionalistas para lutar contra os social-chauvinistas. L\u00eanin respondeu que, para chegar a um acordo, eles deveriam primeiro definir claramente suas rela\u00e7\u00f5es com o centrismo.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, embora a pol\u00eamica fosse muito dura, as diferen\u00e7as com Trotsky nada tem a ver com o fato de consider\u00e1-lo parte dos sociais-traidores (como afirmam v\u00e1rias das notas dos editores russos das Obras Completas). A uma pergunta sobre se suas cr\u00edticas a Trotsky n\u00e3o eram exageradas, L\u00eanin responde:<\/p>\n\n\n\n<p><em>Sim, \u00e9 claro, \u201ch\u00e1 algum exagero\u201d, mas n\u00e3o da minha parte, mas de Souvarine. Pois eu nunca classifiquei a posi\u00e7\u00e3o de Trotsky como chauvinista. O que eu o repreendi foi ter representado com demasiada frequ\u00eancia a pol\u00edtica do \u201ccentro\u201d na R\u00fassia (&#8230;). Depois de romper com o partido de Martov, [Trotsky] continua a nos acusar de separatistas. Aos pouco, ele se move para a esquerda e at\u00e9 prop\u00f5e romper com os l\u00edderes social-chauvinistas russos, mas n\u00e3o disse de forma definitiva se quer a unidade ou a ruptura com a fac\u00e7\u00e3o de Chekhidze<\/em> <a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/lenin-sobre-la-guerra\/?utm_source=copylink&amp;utm_medium=browser#_ftn13\">[13]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>A outra diferen\u00e7a com Trotsky \u00e9 que ele n\u00e3o adotava a pol\u00edtica do \u201cderrotismo revolucion\u00e1rio\u201d, ou seja, transformar a guerra imperialista em guerra civil.<\/p>\n\n\n\n<p>A participa\u00e7\u00e3o na Confer\u00eancia de Zimmerwald foi parte dessa batalha pela nova Internacional. Nessa confer\u00eancia, L\u00eanin era totalmente minorit\u00e1rio, a maioria era pacifista. L\u00e1, ele travou uma grande batalha por suas posi\u00e7\u00f5es, embora tenha acabado assinando o Manifesto redigido por Trotsky e apoiado pela maioria. Ele justifica sua posi\u00e7\u00e3o dizendo:<\/p>\n\n\n\n<p><em>Nosso Comit\u00ea Central deveria ter assinado um manifesto que sofre de inconsist\u00eancia e timidez? Achamos que sim. Nossa discord\u00e2ncia &#8211; a discord\u00e2ncia n\u00e3o apenas do Comit\u00ea Central, mas de toda a parte da esquerda, internacional, marxista revolucionaria da Confer\u00eancia &#8211; foi francamente mencionada tanto na resolu\u00e7\u00e3o especial quanto no projeto especial do manifesto e na declara\u00e7\u00e3o especial por ocasi\u00e3o da vota\u00e7\u00e3o de um manifesto de compromisso. N\u00e3o escondemos nem um pouco de nossas opini\u00f5es, slogans ou t\u00e1ticas. A edi\u00e7\u00e3o alem\u00e3 do panfleto \u201cSocialismo e Guerra\u201d foi distribu\u00edda na Confer\u00eancia. Divulgamos, divulgamos e divulgamos nossos pontos de vista, assim como o Manifesto ser\u00e1 divulgado. \u00c9 fato que esse Manifesto d\u00e1 um passo \u00e0 frente em dire\u00e7\u00e3o a uma luta genu\u00edna contra o oportunismo, em dire\u00e7\u00e3o a uma ruptura com ele e a uma separa\u00e7\u00e3o dele<\/em> <a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/lenin-sobre-la-guerra\/?utm_source=copylink&amp;utm_medium=browser#_ftn14\">[14]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Trotsky descreve essa batalha da seguinte forma:<\/p>\n\n\n\n<p><em>Foi preciso muito trabalho para que concordassem com um manifesto coletivo redigido por mim, pela ala revolucion\u00e1ria, representada por L\u00eanin, e pela ala pacifista, \u00e0 qual pertencia a maioria dos delegados (&#8230;). L\u00eanin permaneceu na extrema esquerda. Em v\u00e1rios pontos, ele estava sozinho (&#8230;). Eu n\u00e3o me considerava formalmente entre a esquerda, embora estivesse identificado com ela no fundamental. L\u00eanin temperou o a\u00e7o para os empreendimentos internacionalistas que viriam a ocorrer, e pode-se dizer que foi naquele pequeno vilarejo nas montanhas su\u00ed\u00e7as que foi lan\u00e7ada a pedra fundamental da internacional revolucion\u00e1ria. <\/em><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/lenin-sobre-la-guerra\/?utm_source=copylink&amp;utm_medium=browser#_ftn15\"><em>[15]<\/em><\/a><\/p>\n\n\n\n<p><em>Essa intransig\u00eancia, sobre como abordar acordos entre internacionalistas, marca a sua rela\u00e7\u00e3o com Trotsky. Somente em maio de 1917 foi aprovada a unidade com os Interdistritalistas (organiza\u00e7\u00e3o orientada por Trotsky) com base na defini\u00e7\u00e3o de que: As resolu\u00e7\u00f5es pol\u00edticas dos Interdistritalistas em geral adotaram a linha correta de romper com os defensistas. Em tais condi\u00e7\u00f5es, nada poderia justificar, em nossa opini\u00e3o, uma fragmenta\u00e7\u00e3o de for\u00e7as.<\/em> <a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/lenin-sobre-la-guerra\/?utm_source=copylink&amp;utm_medium=browser#_ftn16\">[16]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A quest\u00e3o da paz<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A partir de 1915, quando os horrores da guerra j\u00e1 estavam sendo sentidos intensamente, a quest\u00e3o da paz come\u00e7ou a ser uma quest\u00e3o profundamente sentida. L\u00eanin n\u00e3o ficou indiferente a esse sentimento das massas. Mas ele diferencia o significado dessa proposta no n\u00edvel das massas daquele feito pelas organiza\u00e7\u00f5es, afirmando que a \u00fanica paz que os revolucion\u00e1rios socialistas podem aceitar \u00e9 a paz sem anexa\u00e7\u00f5es, e que isso s\u00f3 pode ser alcan\u00e7ado por meio de uma s\u00e9rie de revolu\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A paz sem anexa\u00e7\u00f5es est\u00e1 intimamente ligada, para L\u00eanin, \u00e0 defesa do direito de autodetermina\u00e7\u00e3o das na\u00e7\u00f5es oprimidas.<\/p>\n\n\n\n<p><em>A aspira\u00e7\u00e3o das massas pela paz denota muitas vezes um in\u00edcio de protesto, de indigna\u00e7\u00e3o, de compreens\u00e3o do car\u00e1ter reacion\u00e1rio da guerra. \u00c9 dever de todos os social-democratas aproveitarem desse estado de esp\u00edrito. Estes participar\u00e3o ativamente de todas as manifesta\u00e7\u00f5es e movimentos de massa nesse sentido, mas, ao mesmo tempo, os social-democratas n\u00e3o enganar\u00e3o o povo, deixando-o pensar que, sem um movimento revolucion\u00e1rio, \u00e9 poss\u00edvel ter uma paz sem anexa\u00e7\u00f5es, sem opress\u00e3o de na\u00e7\u00f5es, sem banditismo, uma paz que n\u00e3o traga em seu bojo os germes de futuras guerras entre os atuais governos e classes dominantes. Esse engano do povo serviria apenas \u00e0 diplomacia secreta dos governos beligerantes e a seus planos contrarrevolucion\u00e1rios. Todos aqueles que realmente desejam uma paz duradoura e democr\u00e1tica devem se manifestar a favor da guerra civil contra os governos e contra a burguesia<\/em>. <a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/lenin-sobre-la-guerra\/?utm_source=copylink&amp;utm_medium=browser#_ftn17\">[17]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A Revolu\u00e7\u00e3o Russa &#8211; a Paz de Brest-Litovsk<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>De fevereiro a mar\u00e7o de 1917, a quest\u00e3o da guerra aparece nos textos de L\u00eanin, intimamente ligada \u00e0s propostas program\u00e1ticas para a revolu\u00e7\u00e3o russa. A realidade confirma sua concep\u00e7\u00e3o de que a guerra imperialista engendrar\u00e1 a revolu\u00e7\u00e3o socialista e, portanto, confirma sua pol\u00edtica de \u201cderrotismo revolucion\u00e1rio\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><em>A guerra imperialista, ou seja, a guerra pela divis\u00e3o dos despojos entre os capitalistas e pelo estrangulamento dos povos fracos, come\u00e7ou a se transformar em uma guerra civil, ou seja, em uma guerra dos oper\u00e1rios contra os capitalistas, em uma guerra dos trabalhadores e dos oprimidos contra seus opressores, contra czares e reis, contra propriet\u00e1rios de terras e capitalistas, em uma guerra para libertar a humanidade completamente das guerras, da mis\u00e9ria das massas e da opress\u00e3o do homem pelo homem! Coube aos trabalhadores russos a honra e a boa sorte de serem os primeiros a iniciar a revolu\u00e7\u00e3o, ou seja, a \u00fanica grande guerra justa e leg\u00edtima, a guerra dos oprimidos contra os opressores.<\/em> <a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/lenin-sobre-la-guerra\/?utm_source=copylink&amp;utm_medium=browser#_ftn18\">[18]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 em 1915, ele havia come\u00e7ado a mudar sua vis\u00e3o sobre a din\u00e2mica da revolu\u00e7\u00e3o russa:<\/p>\n\n\n\n<p><em>A guerra imperialista vinculou a crise revolucion\u00e1ria na R\u00fassia, uma crise que surgiu no terreno da revolu\u00e7\u00e3o democr\u00e1tico-burguesa, \u00e0 crescente crise da revolu\u00e7\u00e3o prolet\u00e1ria e socialista no Ocidente (&#8230;). Levar a revolu\u00e7\u00e3o burguesa na R\u00fassia \u00e0s suas \u00faltimas consequ\u00eancias para acender a revolu\u00e7\u00e3o prolet\u00e1ria no Ocidente: essa era a miss\u00e3o do proletariado em 1905. Em 1915, a segunda metade dessa tarefa se tornou t\u00e3o urgente que \u00e9 colocada ao mesmo tempo em que a primeira. <\/em><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/lenin-sobre-la-guerra\/?utm_source=copylink&amp;utm_medium=browser#_ftn19\">[19]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Isso fica bem claro em 1917, nas <em>Cartas de Longe <\/em>e, principalmente, nas <em>Teses de Abril.<\/em> L\u00eanin nunca teve medo de ficar sozinho na defesa da pol\u00edtica que considerava correta. Ele n\u00e3o se importava com o isolamento que sofria, mesmo entre os internacionalistas, ao defender o \u201cderrotismo revolucion\u00e1rio\u201d; repetia v\u00e1rias vezes que \u201cum Liebknecht vale mais do que 110 defensistas\u201d, referindo-se aos 110 deputados socialistas alem\u00e3es que votaram a favor dos cr\u00e9ditos de guerra. Tampouco teve medo de ficar em minoria total no CC de seu pr\u00f3prio partido quando retornou \u00e0 R\u00fassia defendendo as <em>Teses de Abril<\/em>, que afirmavam que n\u00e3o se podia confiar no governo provis\u00f3rio, que este continuaria a guerra imperialista e que a grande tarefa era a explica\u00e7\u00e3o paciente de que, para alcan\u00e7ar a paz e a liberdade, era necess\u00e1rio que os sovietes tomassem o poder.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir de abril de 1917, os textos de L\u00eanin foram dedicados, por um lado, ao desenvolvimento da pol\u00eamica interna, que ele havia resolvido tornar p\u00fablica, e o fez centralmente por meio das <em>Cartas sobre T\u00e1tica.<\/em> Essa discuss\u00e3o culminou em maio com a VII Confer\u00eancia Nacional do POSDR (bolchevique), onde as propostas de L\u00eanin foram aprovadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, realiza uma intensa atividade, fazendo discursos em reuni\u00f5es de soldados, nos sovietes, cartas aos v\u00e1rios congressos de oper\u00e1rios e camponeses, artigos, \u00e0s vezes at\u00e9 tr\u00eas ou quatro por dia.<\/p>\n\n\n\n<p>Tudo se concentrava em explicar e denunciar, repetidas vezes, o car\u00e1ter do governo provis\u00f3rio e sua posi\u00e7\u00e3o sobre a guerra.<\/p>\n\n\n\n<p><em>O novo governo quer continuar a guerra de pilhagem. Ele \u00e9 o agente dos capitalistas russos, brit\u00e2nicos e franceses, que &#8211; como os capitalistas alem\u00e3es &#8211; querem a todo custo \u201clutar at\u00e9 o fim\u201d e ficar com a melhor parte dos esp\u00f3lios. Esse governo n\u00e3o dar\u00e1 e n\u00e3o poder\u00e1 dar paz \u00e0 R\u00fassia.<\/em> <a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/lenin-sobre-la-guerra\/?utm_source=copylink&amp;utm_medium=browser#_ftn20\">[20]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>A outra grande pergunta a ser respondida \u00e9: por que, agora que a revolu\u00e7\u00e3o triunfou, n\u00e3o defendemos a p\u00e1tria?<\/p>\n\n\n\n<p><em>A resposta dos bolcheviques \u00e0 pergunta se a \u201cdefesa da p\u00e1tria\u201d \u00e9 poss\u00edvel foi rsta: se uma revolu\u00e7\u00e3o chauvinista burguesa triunfar, a defesa da p\u00e1tria, nesse caso, \u00e9 imposs\u00edvel.<\/em> <a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/lenin-sobre-la-guerra\/?utm_source=copylink&amp;utm_medium=browser#_ftn21\">[21]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Outra quest\u00e3o tem a ver com a dire\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria, com a forma de promover a unidade dos internacionalistas. Em rela\u00e7\u00e3o a isso, um salto qualitativo foi dado em maio de 1917, primeiro com o bloco com os <em>Interdistritalistas <\/em>para as elei\u00e7\u00f5es municipais e, depois, com sua entrada no Partido Bolchevique, do qual nasceu a grande equipe de Lenin e Trotsky que conduzir\u00e1 a revolu\u00e7\u00e3o de outubro.<\/p>\n\n\n\n<p>Toda essa atividade febril foi marcada pelas Jornadas de Julho e pela repress\u00e3o subsequente, pela pris\u00e3o de Trotsky e Kamenev, pela clandestinidade de L\u00eanin e Zinoviev, pela mudan\u00e7a de t\u00e1tica diante do golpe de Kornilov, at\u00e9 que os bolcheviques conquistaram a maioria nos sovietes, o que levou ao grande triunfo revolucion\u00e1rio de outubro: a tomada do poder pelos sovietes.<\/p>\n\n\n\n<p>A tomada do poder marcou o in\u00edcio da grande discuss\u00e3o sobre a paz de Brest-Litovsk, que abriu uma grande crise no n\u00edvel do partido e do governo, o que pode ser visto claramente nos textos publicados. Ap\u00f3s longas e tensas discuss\u00f5es, o tratado foi assinado em 3 de mar\u00e7o de 1918, quando os alem\u00e3es deram um ultimato e retomaram o ataque, amea\u00e7ando a seguran\u00e7a da capital revolucion\u00e1ria, Petrogrado.<\/p>\n\n\n\n<p>Em n\u00edvel do CC, houve uma longa e tensa discuss\u00e3o sobre a proposta a ser levada ao Congresso dos Sovietes sobre a ratifica\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o do tratado. Dentro do CC havia tr\u00eas posi\u00e7\u00f5es: a de L\u00eanin, que aceitava a proposta alem\u00e3 desde o in\u00edcio; a dos chamados comunistas de esquerda, liderados por Radek, que eram totalmente contra a aceita\u00e7\u00e3o da paz e propunham o lan\u00e7amento de uma guerra revolucion\u00e1ria contra a Alemanha; a de Trotsky, que propunha ganhar tempo, sair da guerra, mas n\u00e3o assinar nada.<\/p>\n\n\n\n<p>Era uma situa\u00e7\u00e3o muito dif\u00edcil. Nos textos publicados, o leitor poder\u00e1 perceber o grau de tens\u00e3o que existia. A pr\u00f3pria exist\u00eancia do Estado sovi\u00e9tico estava em jogo, mas tamb\u00e9m a revolu\u00e7\u00e3o alem\u00e3, a finlandesa e a ucraniana. Ningu\u00e9m pensava que era um triunfo ou a paz democr\u00e1tica sem anexa\u00e7\u00f5es defendida pelos bolcheviques. Em fevereiro, L\u00eanin havia dito:<\/p>\n\n\n\n<p><em>Trotsky estava certo quando disse: a paz pode ser terrivelmente miser\u00e1vel, mas n\u00e3o pode ser uma paz abomin\u00e1vel, vergonhosa; paz vergonhosa que p\u00f5e fim a esta guerra mil vezes indecente<\/em>. <a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/lenin-sobre-la-guerra\/?utm_source=copylink&amp;utm_medium=browser#_ftn22\">[22]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>L\u00eanin dava grande import\u00e2ncia \u00e0 posi\u00e7\u00e3o de Trotsky, que era respons\u00e1vel pelas negocia\u00e7\u00f5es. Durante as discuss\u00f5es no CC, ele disse<\/p>\n\n\n\n<p><em>Tamb\u00e9m devo me referir \u00e0 posi\u00e7\u00e3o do camarada Trotsky. \u00c9 necess\u00e1rio distinguir dois aspectos de sua atividade: quando ele iniciou as negocia\u00e7\u00f5es em Brest, fez um uso magn\u00edfico delas para agita\u00e7\u00e3o, e todos n\u00f3s concordamos com o camarada Trotsky. Ele citou uma parte da conversa que teve comigo, mas acrescentarei que hav\u00edamos concordado que resistir\u00edamos at\u00e9 o ultimato dos alem\u00e3es e que, ap\u00f3s o ultimato, ceder\u00edamos. Os alem\u00e3es nos enganaram: de sete dias, eles nos roubaram cinco <\/em><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/lenin-sobre-la-guerra\/?utm_source=copylink&amp;utm_medium=browser#_ftn23\"><em>[23]<\/em><\/a><em>. A t\u00e1tica de Trotsky estava correta na medida em que tendia a atrasar, mas deixou de ser correta quando foi declarado o fim do estado de guerra e a paz n\u00e3o foi assinada. Propus da maneira mais concreta que a paz fosse assinada<\/em>. <a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/lenin-sobre-la-guerra\/?utm_source=copylink&amp;utm_medium=browser#_ftn24\">[24]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>No CC, a posi\u00e7\u00e3o de L\u00eanin ganhou a maioria, e essa posi\u00e7\u00e3o, aprovada pelo VIII Congresso do Partido, \u00e9 a que \u00e9 levada ao Congresso dos Sovietes. L\u00e1, houve outra discuss\u00e3o acirrada; todos os tipos de acusa\u00e7\u00f5es foram feitas contra os bolcheviques de diferentes pontos de vista; a proposta foi rejeitada pelos mencheviques, anarquistas, maximalistas, SRs de direita e SRs de esquerda. O Congresso dos Sovietes vota a seguinte resolu\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p><em>O Congresso ratifica o tratado de paz assinado por nossos representantes em Brest-Litovsk em 3 de mar\u00e7o de 1918.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>O Congresso considera justa a a\u00e7\u00e3o do Comit\u00ea Executivo Central e do Conselho de Comiss\u00e1rios do Povo, que concordaram em concluir essa paz extraordinariamente dolorosa, imposta com viol\u00eancia e humilhante, tendo em vista de que carecemos de ex\u00e9rcito e que a guerra esgotou ao m\u00e1ximo as for\u00e7as do povo, que, longe de receber em seus infort\u00fanios a ajuda da burguesia e da intelligentsia burguesa, viu esses infort\u00fanios serem usados por eles para seus fins ego\u00edstas de classe. <\/em><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/lenin-sobre-la-guerra\/?utm_source=copylink&amp;utm_medium=browser#_ftn25\">[25]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Essa resolu\u00e7\u00e3o foi adotada por 784 votos a favor, 261 contra e 115 absten\u00e7\u00f5es. Os SRs de esquerda se retiraram do governo.<\/p>\n\n\n\n<p>Os \u201ccomunistas de esquerda\u201d n\u00e3o votaram e emitiram uma declara\u00e7\u00e3o dizendo que esse tratado minava as defesas do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Ningu\u00e9m duvida da import\u00e2ncia que L\u00eanin atribu\u00eda \u00e0 centraliza\u00e7\u00e3o do partido revolucion\u00e1rio, mas as a\u00e7\u00f5es de L\u00eanin durante essa crise mostram a import\u00e2ncia que ele atribu\u00eda \u00e0 democracia do partido. A firmeza e, ao mesmo tempo, a paci\u00eancia com que ele discutiu com as posi\u00e7\u00f5es contr\u00e1rias. Sua afirma\u00e7\u00e3o de que nenhuma das posi\u00e7\u00f5es justificava uma cis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A guerra civil<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A guerra civil come\u00e7ou praticamente com a tomada do poder pelos sovietes. As primeiras a\u00e7\u00f5es, lideradas por Kerensky, foram repelidas pela Guarda Vermelha e por regimentos do ex\u00e9rcito dirigidos pelos revolucion\u00e1rios. Mas j\u00e1 na \u00e9poca da Paz de Brest-Litovsk, as a\u00e7\u00f5es come\u00e7aram a aumentar. Um dos motivos pelos quais L\u00eanin insistiu tanto na assinatura do tratado de paz foi a necessidade de ganhar tempo para formar um ex\u00e9rcito revolucion\u00e1rio para enfrentar a guerra civil e a inevit\u00e1vel invas\u00e3o dos pa\u00edses da <em>Entente.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A guerra civil estava se intensificando. V\u00e1rios generais czaristas, com o apoio do imperialismo, organizaram, em diferentes regi\u00f5es, o ex\u00e9rcito branco: Denikin, Kolchak, Wrangel. E, junto com isso, o novo Estado oper\u00e1rio foi invadido por regimentos de 14 Estados: as grandes pot\u00eancias (Gr\u00e3-Bretanha, Fran\u00e7a, EUA, Jap\u00e3o), \u00e0s quais estavam associados a Tchecoslov\u00e1quia, Gr\u00e9cia, Pol\u00f4nia, Let\u00f4nia, Finl\u00e2ndia, Est\u00f4nia, Iugosl\u00e1via, Rom\u00eania, Litu\u00e2nia e Turquia. A Alemanha tamb\u00e9m atuou na Ucr\u00e2nia em 1918 e nos Estados B\u00e1lticos em 1919.<\/p>\n\n\n\n<p>Os bolcheviques triunfaram sobre todas essas for\u00e7as com a grande ferramenta que era o Ex\u00e9rcito Vermelho. Em 18 de janeiro de 1918, o governo sovi\u00e9tico decretou a forma\u00e7\u00e3o do \u201cex\u00e9rcito socialista\u201d. Ao mesmo tempo, o CC do Partido Bolchevique e, posteriormente, o Comit\u00ea Executivo dos Sovietes nomearam Trotsky como Comiss\u00e1rio do Povo para a Guerra, com a tarefa de organizar e dirigir o Ex\u00e9rcito Vermelho.<\/p>\n\n\n\n<p>O Ex\u00e9rcito Vermelho estava sendo constru\u00eddo no caminho para as batalhas que enfrentaria. Os textos que publicamos sobre esse per\u00edodo mostram a identidade de crit\u00e9rios entre Trotsky e L\u00eanin, um dedicado a todas as tarefas militares do confronto e o outro colocando todos os recursos do Estado em fun\u00e7\u00e3o dessa guerra pela sobreviv\u00eancia do Estado oper\u00e1rio. Trotsky tomando medidas extremas para garantir a disciplina necess\u00e1ria, L\u00eanin assinando ordens em branco para tais medidas. O orgulho de L\u00eanin pelos sucessos do Ex\u00e9rcito Vermelho \u00e9 evidente, e sua resposta a uma pergunta de Maximo Gorky sobre cr\u00edticas a Trotsky \u00e9 bem conhecida.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Mostre-me outro homem que seja capaz de criar praticamente um ex\u00e9rcito modelo em um ano e tamb\u00e9m conquistar o respeito dos especialistas militares. N\u00f3s temos um homem assim! Temos tudo!&#8221;<\/em> <a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/lenin-sobre-la-guerra\/?utm_source=copylink&amp;utm_medium=browser#_ftn26\">[26]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>A guerra civil foi vencida com base no hero\u00edsmo e no sacrif\u00edcio do Ex\u00e9rcito Vermelho, e tamb\u00e9m gra\u00e7as ao sacrif\u00edcio do povo russo como um todo, que suportou e aceitou todos os tipos de escassez, decorrentes de colheitas ruins, de grandes epidemias (tifo, gripe espanhola), da resist\u00eancia imposta por setores do campesinato e da economia totalmente dedicada aos esfor\u00e7os de guerra.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo internacional tamb\u00e9m desempenhou um papel no triunfo, como afirma L\u00eanin.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Vencemos, portanto, n\u00e3o porque \u00e9ramos mais fortes, mas porque os trabalhadores dos pa\u00edses da Entente demonstraram estarem mais pr\u00f3ximos de n\u00f3s do que de seus pr\u00f3prios governos. A segunda causa de nossa vit\u00f3ria foi o fracasso da campanha dos \u201c14 Estados\u201d. Isso mostra que os pequenos Estados n\u00e3o podem se unir para lutar contra os bolcheviques, pois temem que sua pr\u00f3pria vit\u00f3ria e a vit\u00f3ria simult\u00e2nea das for\u00e7as de Denikin signifiquem a restaura\u00e7\u00e3o do Imp\u00e9rio Russo, que novamente privar\u00e1 as pequenas na\u00e7\u00f5es de seu direito de viver (&#8230;). As grandes pot\u00eancias da Entente n\u00e3o podem se unir para lutar contra o poder sovi\u00e9tico porque h\u00e1 muita hostilidade entre elas. (&#8230;) Isso significa que a segunda causa de nossa vit\u00f3ria foi esta: os trabalhadores est\u00e3o unidos, enquanto os burgueses, por serem burgueses, n\u00e3o conseguem parar de lutar entre si e lutam por uma pequena por\u00e7\u00e3o adicional (&#8230;)<\/em><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/lenin-sobre-la-guerra\/?utm_source=copylink&amp;utm_medium=browser#_ftn27\"><em>[27]<\/em><\/a><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A leitura desses textos mostra como a democracia interna do partido bolchevique se manteve mesmo nos piores momentos da guerra civil. O leitor pode ver como Lenin responde aos questionamentos sobre se o alistamento deveria ser volunt\u00e1rio ou obrigat\u00f3rio, sobre medidas disciplinares, sobre a quest\u00e3o dos ref\u00e9ns, sobre o tema dos especialistas, sobre o erro cometido na invas\u00e3o da Pol\u00f4nia.<\/p>\n\n\n\n<p>O outro aspecto que se destaca \u00e9 a perspectiva internacionalista de todos os dirigentes do partido bolchevique. Todos eles t\u00eam a revolu\u00e7\u00e3o internacional como ponto de refer\u00eancia. L\u00eanin \u00e9 categ\u00f3rico: sem o triunfo da revolu\u00e7\u00e3o internacional, especialmente da revolu\u00e7\u00e3o alem\u00e3, o Estado sovi\u00e9tico n\u00e3o sobreviver\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>O Estado oper\u00e1rio sovi\u00e9tico \u00e9 o vencedor da guerra civil, mas a situa\u00e7\u00e3o em que ele se encontra \u00e9 calamitosa. A economia regrediu ao n\u00edvel anterior a 1913. A combina\u00e7\u00e3o de uma grande seca em 1921 com os danos causados pela guerra levaram a uma situa\u00e7\u00e3o de fome que gerou casos de canibalismo. Milh\u00f5es de mortos, os dados mais precisos falam em mais de 4 milh\u00f5es; 7 milh\u00f5es de crian\u00e7as \u00f3rf\u00e3s e abandonadas vagando pelas ruas em busca de comida; a desmobiliza\u00e7\u00e3o de grande parte do Ex\u00e9rcito Vermelho; homens que n\u00e3o conseguiam encontrar emprego; o surgimento de v\u00e1rios casos de banditismo. <a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/lenin-sobre-la-guerra\/?utm_source=copylink&amp;utm_medium=browser#_ftn28\">[28]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Essa situa\u00e7\u00e3o dif\u00edcil for\u00e7ou a dire\u00e7\u00e3o bolchevique a tomar medidas especiais, como a NEP e a busca de rela\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas com o imperialismo, para sobreviver at\u00e9 a chegada da ajuda da revolu\u00e7\u00e3o internacional. Essas medidas reabriram grandes discuss\u00f5es no partido e no governo. Os \u00faltimos textos de L\u00eanin que publicamos aqui s\u00e3o dedicados a essa quest\u00e3o: como lidar com a dif\u00edcil transi\u00e7\u00e3o da guerra para a paz.<\/p>\n\n\n\n<p>L\u00eanin considerava a revolu\u00e7\u00e3o russa apenas uma a\u00e7\u00e3o avan\u00e7ada da revolu\u00e7\u00e3o mundial gerada pela guerra imperialista. O progn\u00f3stico de L\u00eanin se tornou realidade: depois da revolu\u00e7\u00e3o russa, eclodiu a revolu\u00e7\u00e3o na Finl\u00e2ndia, na Hungria e na Alemanha. Mas todas elas foram derrotadas. No n\u00edvel hist\u00f3rico, o segundo progn\u00f3stico de L\u00eanin tamb\u00e9m se tornou realidade: sem o triunfo da revolu\u00e7\u00e3o mundial, o Estado sovi\u00e9tico estava condenado. A derrota da revolu\u00e7\u00e3o alem\u00e3 foi uma das bases objetivas para o triunfo da contrarrevolu\u00e7\u00e3o stalinista que prevaleceu na URSS. Condu\u00e7\u00e3o burocr\u00e1tica que, d\u00e9cadas depois, encabe\u00e7ou a restaura\u00e7\u00e3o capitalista.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, esse resultado da luta de classes mundial n\u00e3o diminui em nada a import\u00e2ncia desses textos de L\u00eanin. O estudo deles \u00e9 fundamental para a arma\u00e7\u00e3o dos revolucion\u00e1rios, para enfrentar os grandes desafios atuais e se armem pol\u00edtica e programaticamente para as guerras revolucion\u00e1rias que certamente vir\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Maio de 2024<\/p>\n\n\n\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/lenin-sobre-la-guerra\/?utm_source=copylink&amp;utm_medium=browser#_ftnref1\">[1]<\/a> LENIN, V. I. <em>Confer\u00eancia sobre a Guerra e o Proletariado<\/em>, outubro de 1914, vol. 1.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/lenin-sobre-la-guerra\/?utm_source=copylink&amp;utm_medium=browser#_ftnref2\">[2]<\/a>&nbsp; LENIN, V. I. <em>O Socialismo e a Guerra<\/em>, vol. 1.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/lenin-sobre-la-guerra\/?utm_source=copylink&amp;utm_medium=browser#_ftnref3\">[3]<\/a> LENIN, V. I. <em>Oportunismo e a fal\u00eancia da II Internacional,<\/em> vol. 1.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/lenin-sobre-la-guerra\/?utm_source=copylink&amp;utm_medium=browser#_ftnref4\">[4]<\/a> LENIN, V. I. <em>A fal\u00eancia da II Internacional<\/em>, vol. 1.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/lenin-sobre-la-guerra\/?utm_source=copylink&amp;utm_medium=browser#_ftnref5\">[5]<\/a> LENIN, V. I. <em>O que fazer agora?<\/em> \u2013 1915, vol. 1.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/lenin-sobre-la-guerra\/?utm_source=copylink&amp;utm_medium=browser#_ftnref6\">[6]<\/a> LENIN, V. I. <em>A fal\u00eancia da II Internacional<\/em>, vol. 1.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/lenin-sobre-la-guerra\/?utm_source=copylink&amp;utm_medium=browser#_ftnref7\">[7]<\/a> Idem.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/lenin-sobre-la-guerra\/?utm_source=copylink&amp;utm_medium=browser#_ftnref8\">[8]<\/a> LENIN, V. I. <em>O Socialismo e a guerra<\/em>, vol. 1.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/lenin-sobre-la-guerra\/?utm_source=copylink&amp;utm_medium=browser#_ftnref9\">[9]<\/a> Chefe dos parlamentares mencheviques na IV Duma.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/lenin-sobre-la-guerra\/?utm_source=copylink&amp;utm_medium=browser#_ftnref10\">[10]<\/a> Idem.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/lenin-sobre-la-guerra\/?utm_source=copylink&amp;utm_medium=browser#_ftnref11\">[11]<\/a>LENIN, V. I. <em>A situa\u00e7\u00e3o e as tarefas da Internacional Socialista<\/em> \u2013 1914, vol. 1.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/lenin-sobre-la-guerra\/?utm_source=copylink&amp;utm_medium=browser#_ftnref12\">[12]<\/a> LENIN, V. I. <em>O Socialismo e a guerra<\/em> \u2013 1915, vol. 1.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/lenin-sobre-la-guerra\/?utm_source=copylink&amp;utm_medium=browser#_ftnref13\">[13]<\/a> LENIN, V. I. <em>Carta aberta a Boris Souvarine<\/em>, dezembro de 1916, vol. 1.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/lenin-sobre-la-guerra\/?utm_source=copylink&amp;utm_medium=browser#_ftnref14\">[14]<\/a>&nbsp; LENIN, V. I. <em>O primeiro passo<\/em>, outubro de 1915, vol. 1.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/lenin-sobre-la-guerra\/?utm_source=copylink&amp;utm_medium=browser#_ftnref15\">[15]<\/a> TROTSKY, Le\u00e3o. <em>Minha Vida<\/em>, \u201cParis e Zimmerwald\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/lenin-sobre-la-guerra\/?utm_source=copylink&amp;utm_medium=browser#_ftnref16\">[16]<\/a>LENIN, V. I. <em>O problema da uni\u00e3o dos internacionalistas<\/em>, maio de 1917, vol. 2.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/lenin-sobre-la-guerra\/?utm_source=copylink&amp;utm_medium=browser#_ftnref17\">[17]<\/a>&nbsp;LENIN, V. I. <em>A quest\u00e3o da paz<\/em>, 1915, vol. 1.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/lenin-sobre-la-guerra\/?utm_source=copylink&amp;utm_medium=browser#_ftnref18\">[18]<\/a> LENIN, V. I. <em>A revolu\u00e7\u00e3o na R\u00fassia e as tarefas dos oper\u00e1rios de todos os pa\u00edses<\/em>, vol 2.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/lenin-sobre-la-guerra\/?utm_source=copylink&amp;utm_medium=browser#_ftnref19\">[19]<\/a>&nbsp; LENIN, V. I. <em>A derrota da R\u00fassia e a crise revolucion\u00e1ria<\/em>, setembro de 1915, vol. 1.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/lenin-sobre-la-guerra\/?utm_source=copylink&amp;utm_medium=browser#_ftnref20\">[20]<\/a> LENIN, V. I. <em>Aos camaradas que sofrem o cativeiro,<\/em> 1917, vol. 2.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/lenin-sobre-la-guerra\/?utm_source=copylink&amp;utm_medium=browser#_ftnref21\">[21]<\/a>&nbsp; LENIN, V.I. no. 47 do <em>Sotsial-Demokrat<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/lenin-sobre-la-guerra\/?utm_source=copylink&amp;utm_medium=browser#_ftnref22\">[22]<\/a>&nbsp;LENIN, V. I. <em>Pravda<\/em>, 24 de fevereiro de 1928.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/lenin-sobre-la-guerra\/?utm_source=copylink&amp;utm_medium=browser#_ftnref23\">[23]<\/a> De acordo com o tratado de armist\u00edcio assinado em 2 (15) de fevereiro de 1917 em Brest-Litovsk pelo governo sovi\u00e9tico e pelas pot\u00eancias da Qu\u00e1drupla Alian\u00e7a (Alemanha, \u00c1ustria-Hungria, Bulg\u00e1ria e Turquia), qualquer uma das partes poderia retomar opera\u00e7\u00f5es com aviso pr\u00e9vio de sete dias. O comando militar alem\u00e3o violou este acordo e iniciou a ofensiva em toda a frente no dia 18 de fevereiro, ou seja, dois dias ap\u00f3s declarar o fim da tr\u00e9gua.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/lenin-sobre-la-guerra\/?utm_source=copylink&amp;utm_medium=browser#_ftnref24\">[24]<\/a> LENIN, V. I. Discurso resumido sobre a discuss\u00e3o do relat\u00f3rio pol\u00edtico do Comit\u00ea Central \u2013 8 de mar\u00e7o de 1918, vol. 2.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/lenin-sobre-la-guerra\/?utm_source=copylink&amp;utm_medium=browser#_ftnref25\">[25]<\/a> IV <em>Congresso Extraordin\u00e1rio dos Sovietes de toda a R\u00fassia<\/em>, 14 a 16 de mar\u00e7o de 1918, vol. 2.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/lenin-sobre-la-guerra\/?utm_source=copylink&amp;utm_medium=browser#_ftnref26\">[26]<\/a>GORKI, M\u00e1ximo. <em>Mem\u00f3rias de Vladimir L\u00eanin<\/em>. Citado por Erich Wollemberg em <em>O Ex\u00e9rcito Vermelho<\/em>, Edi\u00e7\u00f5es Ant\u00eddoto, p. 115.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/lenin-sobre-la-guerra\/?utm_source=copylink&amp;utm_medium=browser#_ftnref27\">[27]<\/a> LENIN, V. I. Carta ao Congresso dos Trabalhadores Polacos.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/lenin-sobre-la-guerra\/?utm_source=copylink&amp;utm_medium=browser#_ftnref28\">[28]<\/a> Dados de Jean-Jacques Marie, <em>Hist\u00f3ria da Guerra Civil Russa<\/em>. Editora Contexto, pp. 13-14.<\/p>\n\n\n\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Rosangela Botelho<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por: Al\u00edcia Sagra | Publicamos o pref\u00e1cio do novo volume das obras selecionadas de L\u00eanin publicadas pela LIT e pela Editora Lorca. As guerras e a pol\u00edtica diante delas, foi uma preocupa\u00e7\u00e3o permanente na vida de L\u00eanin e, a partir de 1914, um aspecto central de sua elabora\u00e7\u00e3o program\u00e1tica e pol\u00edtica. 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