{"id":79991,"date":"2024-11-15T19:12:12","date_gmt":"2024-11-15T19:12:12","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=79991"},"modified":"2024-11-26T13:17:39","modified_gmt":"2024-11-26T13:17:39","slug":"a-eleicao-de-trump-e-a-crise-da-ordem-mundial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2024\/11\/15\/a-eleicao-de-trump-e-a-crise-da-ordem-mundial\/","title":{"rendered":"A elei\u00e7\u00e3o de Trump e a crise da ordem mundial"},"content":{"rendered":"\n<p>Por: Eduardo Almeida |<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>A elei\u00e7\u00e3o de Trump atualiza a necessidade de entender a situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica global cada vez mais complexa, polarizada e inst\u00e1vel. O governo do pa\u00eds imperialista mais poderoso do mundo estar\u00e1 nas m\u00e3os de um dos maiores expoentes da ultradireita, o que poder\u00e1 gerar confrontos muito mais s\u00e9rios do que os ocorridos em seu primeiro mandato, justamente porque a realidade atual \u00e9 de uma crise muito maior.<\/p>\n\n\n\n<p>Trump \u00e9 a express\u00e3o de um setor da burguesia imperialista norte-americana ligado ao petr\u00f3leo, a uma parte mais especulativa do capital financeiro e das grandes empresas de tecnologia. Seu projeto n\u00e3o \u00e9 simplesmente uma continua\u00e7\u00e3o de planos imperialistas anteriores, mas a expans\u00e3o qualitativa de seus lucros neste momento de decl\u00ednio da economia mundial e aumentoo da rivalidade interimperialista. Isso pode levar a algumas mudan\u00e7as significativas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por que Trump venceu?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ele foi eleito com base em uma combina\u00e7\u00e3o de dois processos distintos. Um deles, j\u00e1 bem conhecido, foi a capitaliza\u00e7\u00e3o do descontentamento com o governo Biden em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, em especial a infla\u00e7\u00e3o p\u00f3s-pandemia de cerca de 20% para as fam\u00edlias. Isso levou a um desgaste significativo do Partido Democrata em sua base de trabalhadores em geral, bem como de latinos e negros. Trump cresceu at\u00e9 mesmo nesses setores.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas houve tamb\u00e9m outro elemento muito importante. Ele fez uma campanha pol\u00edtico-ideol\u00f3gica de ultradireita, com foco nos imigrantes, mas dirigida contra todos os oprimidos. Essa campanha, que conquistou uma parte das massas para uma determinada vis\u00e3o de mundo, se desenvolveu nos moldes da ultradireita atual, com muitas fake news nas redes sociais. E apontou para um renascimento nacionalista dos Estados Unidos por meio da extrema direita, contra os imigrantes. Esse elemento \u00e9 importante porque n\u00e3o \u00e9 apenas conjuntural e reflete uma base para uma perspectiva mais estrat\u00e9gica para a extrema direita.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Os planos de Trump<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O resultado da campanha foi que Trump agora tem um peso superestrutural maior do que em seu primeiro mandato. Ele tem a maioria no Senado e na C\u00e2mara dos Deputados. Como j\u00e1 havia garantido a maioria na Corte Suprema dos EUA, sua influ\u00eancia \u00e9 muito maior do que a da maioria dos governos anteriores.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso lhe d\u00e1 uma base para implementar seus planos muito duros, que incluem a deporta\u00e7\u00e3o em massa de imigrantes, uma reforma do estado liderada por Elon Musk com uma desregulamenta\u00e7\u00e3o radical, a expans\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo por meio do fracking e uma virada nacionalista imperialista na economia com a imposi\u00e7\u00e3o severa de tarifas.<\/p>\n\n\n\n<p>Para apoiar essas mudan\u00e7as, Trump defende medidas autorit\u00e1rias e cada vez mais repressivas. Como em outros processos, a extrema direita est\u00e1 pressionando a democracia burguesa com uma tend\u00eancia cada vez mais bonapartista.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Uma demonstra\u00e7\u00e3o da crise da democracia burguesa nos EUA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Trump \u00e9 tanto uma consequ\u00eancia quanto um agente da crise da democracia burguesa nos EUA. Por um lado, ele \u00e9 uma express\u00e3o da crise da democracia burguesa ao capitalizar a eros\u00e3o do antigo Partido Republicano (que ele transformou) e do Partido Democrata, bem como das outras institui\u00e7\u00f5es do regime.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, ele \u00e9 um agente ativo dessa crise. J\u00e1 promoveu uma tentativa fracassada de golpe (a invas\u00e3o do Capit\u00f3lio) e pode agora adotar uma nova postura autorit\u00e1ria. \u00c9 prov\u00e1vel que Trump aumente a polariza\u00e7\u00e3o social e pol\u00edtica que j\u00e1 existe nos EUA. Ele n\u00e3o trar\u00e1 estabiliza\u00e7\u00e3o, mas mais desestabiliza\u00e7\u00e3o. \u00c9 importante lembrar que, durante seu primeiro mandato, houve um dos maiores ascensos de massas nos EUA desde 1968, ap\u00f3s o assassinato de George Floyd. N\u00e3o estamos dizendo que isso acontecer\u00e1 novamente. N\u00e3o sabemos. Estamos apenas apontando para uma tend\u00eancia de instabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Uma express\u00e3o da decad\u00eancia do capitalismo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A elei\u00e7\u00e3o de Trump tamb\u00e9m \u00e9 uma express\u00e3o da decad\u00eancia do capitalismo. \u00c9 um produto, como todo o fortalecimento da extrema direita, dessa fase da curva descendente do capital desde a recess\u00e3o de 2007-09. Esse decl\u00ednio \u00e9 expresso na crise da Alemanha e da Uni\u00e3o Europeia, no recuo de continentes inteiros na divis\u00e3o mundial do trabalho, mas tamb\u00e9m no pa\u00eds imperialista hegem\u00f4nico, os EUA.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa fase da curva descendente ap\u00f3s 2007-09, as disputas interimperialistas se ampliaram, especialmente com o conflito entre o imperialismo americano em decl\u00ednio e o imperialismo chin\u00eas emergente.<\/p>\n\n\n\n<p>Os EUA continuam hegem\u00f4nico em termos econ\u00f4micos, financeiros, tecnol\u00f3gicos e militares. Mas \u00e9 ineg\u00e1vel que o imperialismo chin\u00eas est\u00e1 crescendo e se expandindo, ocupando espa\u00e7os importantes, como na ind\u00fastria automobil\u00edstica (especialmente com carros el\u00e9tricos) ou no setor de bens de produ\u00e7\u00e3o (m\u00e1quinas e equipamentos) e por meio da Nova Rota da Seda.<\/p>\n\n\n\n<p>A pol\u00edtica nacionalista imperialista de Trump, resumida no MAGA (Make America Great Again), inclui uma expans\u00e3o qualitativa da guerra tarif\u00e1ria contra a China. Ela n\u00e3o se limitar\u00e1 ao conflito com a China, mas tamb\u00e9m afetar\u00e1 a Uni\u00e3o Europeia, bem como as exporta\u00e7\u00f5es de pa\u00edses semicoloniais. Isso tende a gerar rea\u00e7\u00f5es retaliat\u00f3rias em cadeia que acabar\u00e3o afetando as exporta\u00e7\u00f5es dos EUA.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse tipo de pol\u00edtica pode levar a ganhos parciais imediatos, mas envolve a tentativa de reverter a tend\u00eancia da globaliza\u00e7\u00e3o imperialista. N\u00e3o h\u00e1 como desmantelar a internacionaliza\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o com as cadeias de valor estabelecidas pelas multinacionais em todo o mundo, porque isso afetaria diretamente os custos de produ\u00e7\u00e3o das pr\u00f3prias multinacionais. Pelo contr\u00e1rio, isso pode acelerar o decl\u00ednio do imperialismo norte-americano. Por exemplo, n\u00e3o \u00e9 favor\u00e1vel \u00e0 batalha pelo espa\u00e7o econ\u00f4mico asi\u00e1tico, um dos mais importantes na atual disputa imperialista.<\/p>\n\n\n\n<p>Sob Trump, \u00e9 prov\u00e1vel que haja um refor\u00e7o da pol\u00edtica defendida pelos reformistas de defesa do \u201cSul Global\u201d (a alian\u00e7a da China com os BRICS) contra o imperialismo dos EUA.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 papel do socialismo revolucion\u00e1rio apoiar um imperialismo contra outro nessas disputas econ\u00f4micas inter-imperialistas, mas lutar contra todos eles.<\/p>\n\n\n\n<p>Apoiamos a luta de qualquer pa\u00eds semicolonial contra o ataque imperialista. Lutamos contra os ataques do imperialismo dos EUA contra os pa\u00edses semicoloniais (por exemplo, na Am\u00e9rica Latina). Defendemos os pa\u00edses semicoloniais da \u00c1frica e da \u00c1sia contra as brutais imposi\u00e7\u00f5es chinesas com a d\u00edvida externa e a Nova Rota da Seda. Apoiamos a Ucr\u00e2nia contra a invas\u00e3o imperialista da R\u00fassia. Mas fazemos isso com uma pol\u00edtica de independ\u00eancia de classe, sem dar o menor apoio pol\u00edtico a qualquer governo burgu\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O impacto da vit\u00f3ria de Trump sobre as guerras em andamento<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As duas guerras mais importantes em andamento no mundo hoje (Palestina e Ucrania) , que n\u00e3o existiam durante o primeiro mandato de Trump, j\u00e1 levaram \u00e0 eros\u00e3o do imperialismo norte americano em todo o mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>O crescente isolamento do sionismo das massas do mundo pelo genoc\u00eddio israelense tamb\u00e9m traz mais descr\u00e9dito pol\u00edtico ao imperialismo dos EUA que o apoia. A invas\u00e3o da Ucr\u00e2nia pela R\u00fassia tamb\u00e9m tem sido um motivo de desgaste pol\u00edtico e econ\u00f4mico para os EUA, incapaz de impor uma solu\u00e7\u00e3o para o conflito.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 prov\u00e1vel que todo esse processo se agrave com Trump. O genoc\u00eddio sionista deve receber ainda mais apoio do governo dos EUA, assim como seu ataque contra o L\u00edbano. Trump impulsionou o acordo de Abrahan em seu primeiro mandato em 2020, que ele chamou de \u201cAcordo do S\u00e9culo\u201d. O objetivo era restaurar as rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas e pol\u00edticas entre Israel e os pa\u00edses \u00e1rabes, especialmente com a Ar\u00e1bia Saudita. No entanto, esse acordo s\u00f3 chegou a incluir os Emirados \u00c1rabes Unidos. A pol\u00edtica genocida de Netanyahu em Gaza impediu sua continua\u00e7\u00e3o. E o apoio de Trump a Netanyahu continuar\u00e1 a representar grandes problemas para sua implementa\u00e7\u00e3o. Vamos ver o que acontecer\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>Pode ser que aconte\u00e7am grandes mudan\u00e7as na guerra da Ucr\u00e2nia. A redu\u00e7\u00e3o do apoio econ\u00f4mico dos EUA a Zelensky, que j\u00e1 era pequeno, pode ter consequ\u00eancias importantes, levando \u00e0 imposi\u00e7\u00e3o de um \u201cacordo de paz\u201d, com a divis\u00e3o do territ\u00f3rio ucraniano e a vit\u00f3ria russa.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o parece que a interven\u00e7\u00e3o de Trump nesses processos com esses objetivos leve a restaura\u00e7\u00e3o da hegemonia dos EUA. Pelo contr\u00e1rio, pode ampliar seu decl\u00ednio tamb\u00e9m nessa \u00e1rea.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Trump e o negacionismo clim\u00e1tico<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O negacionismo clim\u00e1tico de Trump acrescentar\u00e1 elementos de crise ao desastre ambiental que j\u00e1 existe. Espera-se que o ano de 2024 seja o mais quente da hist\u00f3ria. Isso \u00e9 acompanhado por cat\u00e1strofes como enchentes em Val\u00eancia (Espanha) e no Rio Grande Sul (Brasil), inc\u00eandios na Am\u00e9rica Latina e muito mais. Neste exato momento, ter um presidente negacionista no governo do pa\u00eds mais poderoso s\u00f3 aumenta a paralisia dos governos burgueses em todo o mundo diante do desastre clim\u00e1tico.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 que Trump v\u00e1 paralisar pol\u00edticas imperialistas realmente importantes para proteger o meio ambiente. Esses planos s\u00e3o realmente apenas cosm\u00e9ticos. Eles n\u00e3o mudam a ess\u00eancia do consumo de combust\u00edveis f\u00f3sseis e do aquecimento global.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas agora \u00e9 poss\u00edvel que, mais uma vez, o debate retorne ao n\u00edvel rebaixado \u201cTrump versus os Acordos de Paris\u201d, como se a alternativa real fosse esses \u201cacordos\u201d que n\u00e3o mudam nada.<\/p>\n\n\n\n<p>Precisamos fortalecer as lutas que j\u00e1 come\u00e7aram em defesa do meio ambiente. A conscientiza\u00e7\u00e3o em massa sobre a quest\u00e3o cresceu na esteira dos desastres clim\u00e1ticos, desmentindo o negacionismo da extrema direita.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas \u00e9 necess\u00e1rio partir de lutas concretas em defesa do meio ambiente para apontar para uma alternativa socialista revolucion\u00e1ria, em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0s pol\u00edticas reformistas que apontam para sa\u00eddas por dentro do capitalismo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A vit\u00f3ria de Trump fortalece a extrema direita global<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 ineg\u00e1vel que a vit\u00f3ria de Trump fortalece a ultradireita global. J\u00e1 existe uma articula\u00e7\u00e3o internacional da ultradireita com Orb\u00e1n, Milei, Bolsonaro, Fox, Le Pen e outros, que agora ser\u00e1 refor\u00e7ada para as pr\u00f3ximas elei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A rede global de extrema direita, coordenada por Steve Bannon, trabalha muito nas redes sociais, que s\u00e3o muito mais desenvolvidas do que as liberais ou reformistas. Essas redes refor\u00e7am a posi\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica da extrema direita com sua vis\u00e3o de mundo supremacista, anti-imigra\u00e7\u00e3o, mis\u00f3gina, racista e LGBTf\u00f3bica. Elas produzem e disseminam not\u00edcias falsas, criando uma alternativa de \u201cinforma\u00e7\u00e3o\u201d paralela \u00e0 grande m\u00eddia e tamb\u00e9m financiada por grandes empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda n\u00e3o se sabe quais ser\u00e3o as repercuss\u00f5es internacionais de um futuro governo Trump. Mas \u00e9 prov\u00e1vel que um novo governo de extrema direita nos EUA tamb\u00e9m aumente a instabilidade em todo o mundo. Ele pode gerar uma tend\u00eancia de maior polariza\u00e7\u00e3o internacional social e pol\u00edtica.<\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa a essa extrema direita fortalecida n\u00e3o pode ser voltar a legitimar o Partido Democrata nos EUA, ou o peronismo na Argentina contra Milei, o PT no Brasil contra Bolsonaro, ou alternativas de concilia\u00e7\u00e3o de classes em outros pa\u00edses. Trump n\u00e3o pode ser explicado sem o desastre do Partido Democrata, Bolsonaro sem os treze anos de governos anteriores do PT ou Milei sem a experi\u00eancia com o peronismo.<\/p>\n\n\n\n<p>Construir uma alternativa baseada na mobiliza\u00e7\u00e3o de massa e na independ\u00eancia de classe \u00e9, de fato, a melhor resposta ao governo Trump.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por: Eduardo Almeida | A elei\u00e7\u00e3o de Trump atualiza a necessidade de entender a situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica global cada vez mais complexa, polarizada e inst\u00e1vel. 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