{"id":79818,"date":"2024-10-25T15:02:50","date_gmt":"2024-10-25T15:02:50","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=79818"},"modified":"2024-11-12T21:21:01","modified_gmt":"2024-11-12T21:21:01","slug":"gana-mobilizacoes-contra-os-efeitos-da-crise-mundial-e-a-destruicao-ambiental","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2024\/10\/25\/gana-mobilizacoes-contra-os-efeitos-da-crise-mundial-e-a-destruicao-ambiental\/","title":{"rendered":"Gana: Mobiliza\u00e7\u00f5es contra os efeitos da crise mundial e a destrui\u00e7\u00e3o ambiental"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Gana, pa\u00eds da \u00c1frica ocidental, viveu um importante processo de lutas no m\u00eas de setembro e nos primeiros dias de outubro e tudo indica que seguir\u00e1 no mesmo ritmo ao longo deste m\u00eas. O motivo das manifesta\u00e7\u00f5es s\u00e3o a falta de emprego, infla\u00e7\u00e3o e a contamina\u00e7\u00e3o provocada pela minera\u00e7\u00e3o artesanal, tamb\u00e9m conhecida como galamsey.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Por: Cesar Neto<\/p>\n\n\n\n<p><strong>As mobiliza\u00e7\u00f5es de setembro imp\u00f5em a luta ambiental<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nos \u00faltimos tr\u00eas meses temos vivido algumas importantes mobiliza\u00e7\u00f5es na \u00c1frica subsaariana. Em julho foi no Qu\u00eania, em agosto na Nigeria e agora no Gana. No Qu\u00eania, os trabalhadores e o povo pobre al\u00e9m de sofrerem com a falta de emprego e sal\u00e1rios, tamb\u00e9m v\u00ea a infla\u00e7\u00e3o disparar. Essa crueldade que afeta diretamente a vida das pessoas se transformou em raiva e luta e a&nbsp;<a href=\"https:\/\/litci.org\/pt\/2024\/07\/21\/quenia-a-exemplar-luta-dos-jovens-pelo-fora-ruto\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">exig\u00eancia do Fora Rutto<\/a>. No in\u00edcio de agosto embalados pelas lutas no Qu\u00eania, a juventude e setores populares da Nig\u00e9ria sa\u00edram \u00e0s ruas contra o aumento dos combust\u00edveis, infla\u00e7\u00e3o e desemprego.<\/p>\n\n\n\n<p>Em setembro, no terceiro m\u00eas sucessivo, a \u00c1frica viveu um novo ciclo de lutas na Republica do Gana. Essas tr\u00eas ondas de mobiliza\u00e7\u00f5es t\u00eam alguns pontos comuns: desemprego, infla\u00e7\u00e3o e exigindo o fim de seus governos. Mas, no caso de Gana, tivemos um fator adicional: a luta pela defesa do meio ambiente.<\/p>\n\n\n\n<p>A inclus\u00e3o do meio ambiente, sem que tenha alguma cat\u00e1strofe pr\u00e9via como as enchentes no Qu\u00eania, ou a secas que afetam as lavouras de regi\u00e3o chifre da \u00c1frica, \u00e9 uma novidade. A popula\u00e7\u00e3o saiu em defesa da vida aqu\u00e1tica e humana.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante o m\u00eas de setembro, houve duas grandes mobiliza\u00e7\u00f5es contra a minera\u00e7\u00e3o artesanal ou galamsey. A primeira foi no in\u00edcio do m\u00eas, quando jovens ativistas e intelectuais sa\u00edram as ruas contra o galamsey, mas tamb\u00e9m contra as condi\u00e7\u00f5es de vida.<\/p>\n\n\n\n<p>Os governos da \u00c1frica subsaariana andam assustados depois do processo no Qu\u00eania e, em especial, assustados com a radicalidade da juventude. As manifesta\u00e7\u00f5es foram violentamente reprimidas. Mais de 50 jovens ativistas foram presos e s\u00f3 ser\u00e3o soltos depois da metade de outubro.<\/p>\n\n\n\n<p>A segunda onda de mobiliza\u00e7\u00f5es, no in\u00edcio de outubro, que durou tr\u00eas dias, se deu contra as condi\u00e7\u00f5es de vida, contra o galamsey e, tamb\u00e9m, pela liberdade dos presos pol\u00edticos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Os rios morrendo, as esperan\u00e7as morrendo e a responsabilidade da minera\u00e7\u00e3o ilegal<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A minera\u00e7\u00e3o ilegal est\u00e1 destruindo os rios da Republica do Gana e deixando mais de duzentos e cinquenta mil pessoas sem \u00e1gua limpa e com alto riscos de adoecimento. \u00c0s vezes, a popula\u00e7\u00e3o fica semanas sem \u00e1gua e se v\u00eam obrigados a utilizar \u00e1gua com alta concentra\u00e7\u00e3o de al\u00famen, um produto qu\u00edmico utilizado nas esta\u00e7\u00f5es de tratamento de \u00e1gua.<\/p>\n\n\n\n<p>Osaberima Tsibu Kwaw Darko, chefe supremo da Area Tradicional Denkyira, se dirigiu ao presidente da Rep\u00fablica do Ghana, Akuffo-Addo, e afirmou que ele (o presidente)&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.ghanaweb.com\/GhanaHomePage\/NewsArchive\/StopGalamsey-Release-arrested-demonstrators-immediately-they-are-not-the-enemy-Denkyirahene-to-Akufo-Addo-1954060\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">deve impor a proibi\u00e7\u00e3o do galamsey<\/a>. \u201cN\u00e3o ficaremos sentados assistindo nossas \u00e1guas serem destru\u00eddas; n\u00e3o ficaremos sentados e assistindo nossos filhos lutarem para obter \u00e1gua pot\u00e1vel de boa qualidade no futuro. N\u00e3o temos dinheiro para importar \u00e1gua do exterior, ent\u00e3o hoje estamos dizendo para a m\u00eddia que Osaberima Tsibu Kwaw Darko est\u00e1 exigindo embargo ao galamsey; seja a minera\u00e7\u00e3o em pequena escala ou o que for, nossa \u00e1gua \u00e9 mais importante.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>As pessoas expostas aos poluentes utilizados no processo de galamsey podem apresentar diversas doen\u00e7as respirat\u00f3rias, dist\u00farbios neurol\u00f3gicos, problemas cardiovasculares, doen\u00e7as cong\u00eanitas, segundo um&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.ghanaweb.com\/GhanaHomePage\/NewsArchive\/EXPLAINER-Why-kidney-problems-birth-defects-have-been-linked-to-galamsey-activities-1948659\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">estudo da Health Sciences Investigation Journal<\/a>. Essas doen\u00e7as s\u00e3o provocadas pelo uso indiscriminado de merc\u00fario, cianeto, chumbo, ars\u00eanio, ferro, mon\u00f3xido de carbono, etc. Mas n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 homem que se v\u00ea afetado, na medida que florestas est\u00e3o sendo destru\u00eddas e as planta\u00e7\u00f5es familiares n\u00e3o se desenvolvem em fun\u00e7\u00e3o da contamina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A campanha #StopGalamseyNow ganhou muito for\u00e7a nas m\u00eddias sociais e \u00e9 motor das mobiliza\u00e7\u00f5es contra a minera\u00e7\u00e3o artesanal e contra o governo de Akufo-Addo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Um pa\u00eds destru\u00eddo pela d\u00edvida externa<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em 2002, o parlamento gan\u00eas decretou a autonomia do Banco Central (BC). O objetivo, segundo se dizia, era controlar a infla\u00e7\u00e3o e fazer a economia voltar a crescer. Nos dez anos anteriores \u00e0 autonomia do BC, a infla\u00e7\u00e3o m\u00e9dia foi de 28% e o Produto Interno Bruto (PIB) esteve na ordem de 1,45%.<\/p>\n\n\n\n<p>O BC, com autonomia, tra\u00e7ou metas e a infla\u00e7\u00e3o de 2003 a 2007 caiu para 10% e o crescimento subiu para 2,71%. O decl\u00ednio da infla\u00e7\u00e3o e o aumento do PIB, se deu em primeiro lugar devido a pol\u00edtica fiscal baseado na redu\u00e7\u00e3o de impostos e gastos do governo. Tamb\u00e9m contribuiu o acordo com o Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI) e o Banco Mundial, com a implanta\u00e7\u00e3o do programa \u201cIniciativa para os Pa\u00edses Altamente Endividados\u201d. Foi nesse per\u00edodo que a d\u00edvida p\u00fablica de Gana caiu de 58% em 2002 para 22,5% em 2007 em rela\u00e7\u00e3o ao PIB.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2008, com o final da execu\u00e7\u00e3o do programa Iniciativa para os Pa\u00edses Altamente Endividados, a infla\u00e7\u00e3o voltou a subir e em 2021 a d\u00edvida p\u00fablica j\u00e1 consumia 79,2% do PIB<\/p>\n\n\n\n<p>A autonomia para o Banco Central e o acordo com o FMI e o Banco Mundial afundaram ainda mais o pa\u00eds, aumentando a infla\u00e7\u00e3o e gerando mais desemprego.<\/p>\n\n\n\n<p>A d\u00edvida p\u00fablica e suas consequ\u00eancias e os efeitos \u00e0 vida e a sa\u00fade provocados pela galamsey s\u00e3o a base das duas ondas de mobiliza\u00e7\u00f5es que ocorreram no m\u00eas de setembro.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A explora\u00e7\u00e3o mineira e a crise econ\u00f4mica p\u00f5em em xeque o governo de Akufo-Addo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para atender as exig\u00eancias impostas pelo FMI e Banco Mundial, o BC autonomizado imp\u00f4s a constante desvaloriza\u00e7\u00e3o da moeda local, o Cedi Gan\u00eas. Al\u00e9m da desvaloriza\u00e7\u00e3o do Cedi Gan\u00eas h\u00e1 um longo processo de queda dos valores das&nbsp;<em>commodities<\/em>&nbsp;exportadas pelos pa\u00edses semicoloniais. Um estudo de 2003 da OXFAM mostrava que \u201cem 1975, um trator novo custava o equivalente a 8 toneladas m\u00e9tricas de caf\u00e9 africano, mas em 1990 o mesmo trator custava 40 toneladas m\u00e9tricas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa&nbsp;<a href=\"https:\/\/grain.org\/en\/article\/5777-colonialism-s-new-clothes-the-eu-s-economic-partnership-agreements-with-africa\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">combina\u00e7\u00e3o de desvaloriza\u00e7\u00e3o da moeda, queda dos pre\u00e7os das&nbsp;<em>commodities<\/em><\/a>&nbsp;nos dias de hoje significam que&nbsp;<em>\u201cuma tonelada de cacau custa cerca de US$ 1.300, enquanto um ve\u00edculo 4\u00d74 vale US$ 120.000. Portanto, s\u00e3o necess\u00e1rias cerca de 92 toneladas de cacau para trocar por uma 4\u00d74. Mas para colher uma tonelada, \u00e9 preciso ter, no m\u00ednimo, 8 hectares de terra. O produtor m\u00e9dio de cacau em Gana possui apenas um hectare, o que significa que teria de trabalhar acima de 500 anos para produzir cacau o bastante para comprar uma 4\u00d74.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Assim, as exporta\u00e7\u00f5es cada vez mais tr\u00e1s menos dinheiro para o Banco Central e as importa\u00e7\u00f5es encarecem provocando a infla\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Akufo-Addo, o administrador da semi-col\u00f4nia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No seu primeiro mandato, Akufo-Addo conseguiu grande popularidade com a consigna \u201cGana al\u00e9m da ajuda\u201d. &nbsp;Mas essa popularidade n\u00e3o resistiu aos efeitos da crise mundial, a pandemia da Covid-19 e as consequ\u00eancias da guerra na Ucr\u00e2nia. Em 2022 e 2023, a infla\u00e7\u00e3o ultrapassou os 40%, a liberdade de imprensa foi sendo eliminada e o pa\u00eds que era considerado o de m\u00eddia mais livre da \u00c1frica, caiu para o 13\u1d52 no \u00cdndice de Liberdade de Imprensa do Rep\u00f3rteres sem Fronteiras. A repress\u00e3o aos movimentos aumentou barbaramente e isso se explica, em parte, a repress\u00e3o \u00e0 luta em defesa do meio ambiente.<\/p>\n\n\n\n<p>Pressionado pelos acordos para pagamento da d\u00edvida p\u00fablica, Akufo-Addo necessita aumentar cada vez mais as exporta\u00e7\u00f5es. Controlar a produ\u00e7\u00e3o do ouro em qualquer formato de explora\u00e7\u00e3o n\u00e3o passa pela cabe\u00e7a semi-colonial de Akufo-Addo. Ele prefere ver as desgra\u00e7as ambientais aumentarem e ver o sofrimento e a luta da popula\u00e7\u00e3o pobre. Ele escolheu o lado do grande capital financeiro internacional.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Akufo-Addo e sua rela\u00e7\u00e3o com os lobbies imperialistas (Coudert Brothers)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Akufo-Addo, antes do segundo mandato de presidente da Rep\u00fablica, havia sido Ministro das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores e Procurador Geral da Rep\u00fablica.&nbsp; A sua forma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica se deu durante os tempos em que trabalhou para o escrit\u00f3rio internacional de Advocacia Coudert Brothers. Um escrit\u00f3rio que durante mais de 150 anos (1853-2006) atuou como lobista internacional, desde a defesa dos investidores privados na constru\u00e7\u00e3o do Canal do Panam\u00e1; assessoramento aos governos da R\u00fassia, Fran\u00e7a e Gr\u00e3-Bretanha na prepara\u00e7\u00e3o para a Primeira Guerra Mundial; lidaram com financiadores, presidentes e embaixadores na resolu\u00e7\u00e3o de casos de propriedade corporativa em todo o mundo, atuando como facilitadores confidenciais da compra de armas dos Aliados na Primeira Guerra Mundial e como apoiadores intervencionistas na Segunda Guerra Mundial. Em sua agenda de clientes constam as grandes transnacionais. Portanto, Akufo-Addo, recebeu forma\u00e7\u00e3o com a mais refinada burguesia contra os interesses nacionais e dos trabalhadores.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A luta continua!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Organised Labour uma tentativa de unificar os diversos sindicatos est\u00e1 anunciando uma greve nacional na primeira quinzena de outubro, reivindicando o fim do galamsey, liberdade dos presos das \u00faltimas manifesta\u00e7\u00f5es e melhores condi\u00e7\u00f5es de vida.<\/p>\n\n\n\n<p>A greve deve afetar hospitais, escolas, transportes, servi\u00e7os p\u00fablicos e o judici\u00e1rio. Caso se confirme, a greve estruturada desde a Organised Labour contar\u00e1 com a participa\u00e7\u00e3o da Trades Union Congress (TUC); Ghana Federation of Labour (GFL); Ghana National Association of Teachers (GNAT); National Association of Graduate Teachers (NAGRAT); Coalition of Concerned Teachers (CCT); Civil and Local Government Staff Association of Ghana (CLOGSAG); Judicial Services Staff Association (JUSAG); Ghana Registered Nurses and Midwives Association (GRNMA); Ghana Medical Association (GMA); University Teachers Association of Ghana (UTAG); Technical Universities Teachers\u2019 Association of Ghana (TUTAG); Technical Universities Administrators Association of Ghana (TUAAG), entre outras associa\u00e7\u00f5es sindicais e juvenis.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Construir organiza\u00e7\u00f5es independentes no \u00e2mbito sindical e politico<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O desafio \u00e9 grande. \u00c9 preciso suspender o pagamento da d\u00edvida p\u00fablica; nacionalizar e estatizar a produ\u00e7\u00e3o mineral; cancelar a autonomia do Banco Central e acima de tudo construir um governo de trabalhadores sem patr\u00f5es e imperialistas.<\/p>\n\n\n\n<p>Tudo isso pode parecer uma tarefa gigantesca, quase imposs\u00edvel. Mas, n\u00e3o \u00e9. O primeiro caminho \u00e9 ajudar a construir novas dire\u00e7\u00f5es sindicais e juvenis que sejam mais combativas que as que est\u00e3o h\u00e1 anos a frente dessas organiza\u00e7\u00f5es. \u00c9 preciso tamb\u00e9m construir uma forte organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica que direcione as lutas ao programa da IV Internacional.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Gana, pa\u00eds da \u00c1frica ocidental, viveu um importante processo de lutas no m\u00eas de setembro e nos primeiros dias de outubro e tudo indica que seguir\u00e1 no mesmo ritmo ao longo deste m\u00eas. O motivo das manifesta\u00e7\u00f5es s\u00e3o a falta de emprego, infla\u00e7\u00e3o e a contamina\u00e7\u00e3o provocada pela minera\u00e7\u00e3o artesanal, tamb\u00e9m conhecida como galamsey. 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