{"id":79706,"date":"2024-10-07T23:11:58","date_gmt":"2024-10-07T23:11:58","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=79706"},"modified":"2024-10-08T18:02:51","modified_gmt":"2024-10-08T18:02:51","slug":"o-que-e-o-hezbollah","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2024\/10\/07\/o-que-e-o-hezbollah\/","title":{"rendered":"O que \u00e9 o Hezbollah"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Os ataques genocidas feitos pelo Estado de Israel contra o povo liban\u00eas e a organiza\u00e7\u00e3o Hezbollah colocam a necessidade de uma an\u00e1lise mais profunda sobre esta importante organiza\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Por: F\u00e1bio Bosco<\/p>\n\n\n\n<p>O Hezbollah \u00e9 hoje o principal partido burgu\u00eas do L\u00edbano com extensa rede de assist\u00eancia social, uma mil\u00edcia que \u00e9 a principal for\u00e7a militar do pa\u00eds, maior que o pr\u00f3prio ex\u00e9rcito nacional, e s\u00f3lidas rela\u00e7\u00f5es com o regime iraniano.<\/p>\n\n\n\n<p>Sua origem remonta ao ano de 1982, em meio \u00e0 guerra civil e a invas\u00e3o do L\u00edbano pelas tropas israelenses, a partir da conflu\u00eancia do despertar pol\u00edtico da comunidade xiita libanesa ap\u00f3s a Naksa (1967) e da revolu\u00e7\u00e3o iraniana de 1979.<\/p>\n\n\n\n<p>Dois outros grandes eventos hist\u00f3ricos v\u00e3o moldar o perfil do Hezbollah: as pol\u00edticas neoliberais ap\u00f3s o fim da guerra civil libanesa (1975-1990), e a interven\u00e7\u00e3o na Revolu\u00e7\u00e3o S\u00edria (2011-2016).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O despertar xiita<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Marginalizada social e politicamente desde a independ\u00eancia do pa\u00eds e o Pacto Nacional de 1943, a comunidade xiita viveu um despertar pol\u00edtico a partir da Naksa (a derrota dos pa\u00edses \u00e1rabes frente a Israel na guerra dos seis dias em 1967). As correntes pan arabistas (nasserismo, baathismo), marxistas (PCL e outras organiza\u00e7\u00f5es) e as organiza\u00e7\u00f5es palestinas ganharam grande influ\u00eancia entre os setores mais pauperizados da comunidade xiita no sul do L\u00edbano e no vale do Bekaa, em detrimento dos latifundi\u00e1rios tradicionais (za\u2019im), sendo Kamil As\u2019ad o mais famoso deles.<\/p>\n\n\n\n<p>Para fazer frente \u00e0 crescente influ\u00eancia do pan arabismo e do socialismo, a burguesia libanesa, atrav\u00e9s do Estado, d\u00e1 alento ao l\u00edder pol\u00edtico e religioso Musa al-Sadr que, junto com o presidente do parlamento Hussein al-Husseini, funda em 1974 o movimento dos despossu\u00eddos (mahrumim em \u00e1rabe), e seu bra\u00e7o armado, a AMAL. Seu apelo pol\u00edtico se dirigia \u00e0s camadas mais empobrecidas da comunidade xiita, combinando religi\u00e3o, justi\u00e7a social, e anticomunismo.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s o \u201cdesaparecimento\u201d de Musa al-Sadr na L\u00edbia em 1978 (atribu\u00eddo ao ditador Muammar Gaddafi), o movimento se vincula pol\u00edtica e financeiramente ao regime s\u00edrio, ent\u00e3o a pot\u00eancia ocupante do L\u00edbano desde 1976.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1982, os ventos da revolu\u00e7\u00e3o iraniana provocaram uma ruptura na AMAL, formando o Partido de Deus &#8211; Hezbollah. Seu discurso pol\u00edtico tamb\u00e9m \u00e9 dirigido \u00e0s camadas xiitas mais empobrecidas, e sua popularidade cresceu a partir de ampla rede de assist\u00eancia social e das a\u00e7\u00f5es militares contra as tropas americanas e francesas em 1983, que tiveram que sair do pa\u00eds, e das a\u00e7\u00f5es contra a ocupa\u00e7\u00e3o israelense.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste momento hist\u00f3rico as organiza\u00e7\u00f5es comunistas lideravam a resist\u00eancia libanesa que conseguiu expulsar as tropas israelenses da capital e, por isso, ampliaram sua influ\u00eancia entre o povo liban\u00eas, particularmente entre os trabalhadores e camponeses xiitas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Primeiro programa do Hezbollah<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A \u201cCarta aberta aos oprimidos do L\u00edbano e de todo o mundo\u201d (mustazafin em \u00e1rabe) de 16 de fevereiro de 1985 apresentou uma posi\u00e7\u00e3o fortemente anti-imperialista, antissionista e contr\u00e1ria \u00e0 extrema-direita libanesa representada pela Falange. A Carta estabelecia como estrat\u00e9gia a expuls\u00e3o dos Estados Unidos, da Fran\u00e7a e de Israel, das terras libanesas e a submiss\u00e3o dos falangistas libaneses \u00e0 justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, declararam como aliados todos os oprimidos do mundo e organiza\u00e7\u00f5es e indiv\u00edduos que lutavam contra os mesmos inimigos, e n\u00e3o tinham objetivos de atacar o Hezbollah. Tamb\u00e9m anunciaram aos mu\u00e7ulmanos e crist\u00e3os pobres do L\u00edbano que apesar de defender um sistema de governo isl\u00e2mico. o Hezbollah aceita a decis\u00e3o soberana democr\u00e1tica do povo liban\u00eas sobre sistema de governo.<\/p>\n\n\n\n<p>A declara\u00e7\u00e3o de amizade a outras organiza\u00e7\u00f5es anti imperialistas n\u00e3o se manteria por muito tempo. A partir de 1987, o Hezbollah passa a disputar por todos os meios a hegemonia entre a comunidade xiita em detrimento dos comunistas e da AMAL. Neste per\u00edodo \u00e9 assassinado o principal intelectual marxista liban\u00eas Mahdi Amel. Ao final, as organiza\u00e7\u00f5es comunistas s\u00e3o perseguidas e colocadas \u00e0 margem. Esta ofensiva anticomunista tamb\u00e9m foi realizada pelo regime iraniano para extirpar a influ\u00eancia de v\u00e1rias organiza\u00e7\u00f5es socialistas na revolu\u00e7\u00e3o iraniana, como o Partido Comunista, os Fedayins do Povo, os Mujahedin do Povo, e grupos curdos. Em 1989, o Ayatollah Khomeini ordenou o julgamento sum\u00e1rio e a execu\u00e7\u00e3o de cerca de tr\u00eas mil comunistas presos. A AMAL, enfraquecida, \u00e9 preservada a partir de entendimento entre o regime iraniano e o regime s\u00edrio.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, o Hezbollah manteve o compromisso de n\u00e3o imp\u00f4r um sistema de governo isl\u00e2mico contra a vontade popular, aderindo completamente ao regime confessional e buscando, como descrevemos acima, uma ampla hegemonia entre os xiitas, e uma alian\u00e7a com setores confessionais crist\u00e3os, sunitas e drusos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O fim da guerra civil e a reconstru\u00e7\u00e3o neoliberal do pa\u00eds<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O acordo de Taif de 1989 selou um acerto entre a maioria da elite libanesa para p\u00f4r fim \u00e0 guerra civil. Ele dividiu poderes igualitariamente entre as for\u00e7as pol\u00edticas crist\u00e3s e mu\u00e7ulmanas no parlamento, e transferiu poderes da presid\u00eancia para o gabinete do primeiro ministro. Esta redistribui\u00e7\u00e3o de poderes beneficiou particularmente as burguesias sunita e xiita.<\/p>\n\n\n\n<p>A reconstru\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, devastado por 15 anos de guerra civil, foi baseada nas pol\u00edticas neoliberais, tais como atra\u00e7\u00e3o de capitais do exterior, especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria, privatiza\u00e7\u00f5es e livre mercado, que ampliaram a desigualdade e a exclus\u00e3o social.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste momento, o Hezbollah, j\u00e1 na condi\u00e7\u00e3o de principal partido pol\u00edtico xiita, vai ampliando sua base social em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 burguesia xiita (principalmente a burguesia comerciante com neg\u00f3cios na \u00c1frica) e aos setores m\u00e9dios xiitas que come\u00e7am a se formar a partir de uma maior participa\u00e7\u00e3o nos neg\u00f3cios do governo e dos fundos de reconstru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>As fontes de financiamento, desde ent\u00e3o, se diversificam. Al\u00e9m do regime iraniano, o Hezbollah \u00e9 financiado pela burguesia e setores m\u00e9dios xiitas, e pelos neg\u00f3cios estabelecidos pelo pr\u00f3prio partido em v\u00e1rios ramos tais como supermercados, lojas, postos de gasolina, restaurantes, ag\u00eancias de viagens e empresas de constru\u00e7\u00e3o civil.<\/p>\n\n\n\n<p>Lentamente vai se gestando uma profunda mudan\u00e7a na base social e na composi\u00e7\u00e3o da dire\u00e7\u00e3o do Hezbollah, inicialmente baseada nas camadas mais pobres da comunidade xiita e liderado por religiosos xiitas, em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 burguesia xiita, e com crescente presen\u00e7a de novos quadros educados nas universidades de elite no pa\u00eds. Ao mesmo tempo, o sul do L\u00edbano deixa de exibir os maiores \u00edndices de pobreza, sendo substitu\u00eddo pelo norte do pa\u00eds, ao redor de Tr\u00edpoli e Akkar, onde a maior comunidade \u00e9 a sunita. Em Dahye, setores xiitas empobrecidos convivem com uma abastada classe m\u00e9dia xiita e seus carros de luxo.<\/p>\n\n\n\n<p>A orienta\u00e7\u00e3o em dire\u00e7\u00e3o aos interesses da burguesia xiita s\u00e3o vis\u00edveis na interven\u00e7\u00e3o do Hezbollah no movimento sindical. A CGTL cumpriu um importante papel antes da guerra civil para superar as divis\u00f5es religiosas e unir os trabalhadores em torno dos seus interesses de classe. O Hezbollah trabalhou contra essa orienta\u00e7\u00e3o classista, e formou sindicatos e associa\u00e7\u00f5es em bases confessionais, buscando dividir a classe trabalhadora e subordinar os interesses dos trabalhadores xiitas aos da burguesia xiita.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O apoio militar \u00e0 ditadura s\u00edria e a queda de apoio popular<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em mar\u00e7o de 2011, a classe trabalhadora s\u00edria se levanta contra a ditadura da dinastia Assad, como parte da onda de revolu\u00e7\u00f5es que varreram os pa\u00edses \u00e1rabes. A for\u00e7a da revolu\u00e7\u00e3o esfacelou a base de apoio da ditadura e dividiu as for\u00e7as armadas. Para evitar sua queda, o regime s\u00edrio recorre ao apoio das mil\u00edcias politicamente ligadas ao regime iraniano, incluindo o Hezbollah.<\/p>\n\n\n\n<p>Essas mil\u00edcias participaram de v\u00e1rios massacres contra a popula\u00e7\u00e3o s\u00edria. O Hezbollah, anteriormente admirado pela luta contra Israel, passou a ser repudiado pela popula\u00e7\u00e3o s\u00edria. No L\u00edbano, come\u00e7a um amplo questionamento sobre a participa\u00e7\u00e3o das mil\u00edcias do Hezbollah na S\u00edria, afinal de contas a manuten\u00e7\u00e3o das mil\u00edcias do partido sempre foram justificadas pela luta contra o Estado de Israel, e n\u00e3o para matar seus irm\u00e3os e irm\u00e3s \u00e1rabes. Mais intensa foi a decep\u00e7\u00e3o das fam\u00edlias dos milhares de combatentes do Hezbollah mortos na S\u00edria.<\/p>\n\n\n\n<p>O enorme desprest\u00edgio pol\u00edtico decorrente da interven\u00e7\u00e3o na S\u00edria representou um salto de qualidade em rela\u00e7\u00e3o a eventos anteriores como a revolta libanesa de 2005 contra a presen\u00e7a de tropas s\u00edrias no pa\u00eds, a qual o Hezbollah se op\u00f4s. O desgaste de 2005 fora compensado, em parte, pela invas\u00e3o israelense de 2006, na qual o Hezbollah retomou amplo apoio popular.<\/p>\n\n\n\n<p>Posteriormente, a atua\u00e7\u00e3o do Hezbollah contra a chamada \u201cRevolu\u00e7\u00e3o de Outubro\u201d de 2019, um levante popular contra a deteriora\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de vida e contra o regime confessional liban\u00eas. Sua atua\u00e7\u00e3o na repress\u00e3o do levante solidificaram seu desprest\u00edgio entre a popula\u00e7\u00e3o em geral, mesmo mantendo um apoio majorit\u00e1rio entre a comunidade xiita, uma das principais do pa\u00eds (algo entre 31% e 39% dos libaneses residentes no pa\u00eds s\u00e3o xiitas).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Nem terrorista nem revolucion\u00e1rio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Hezbollah n\u00e3o \u00e9 uma organiza\u00e7\u00e3o terrorista, como afirmam Israel e o imperialismo ocidental. Tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 uma organiza\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria. \u00c9 um partido pol\u00edtico burgu\u00eas profundamente enraizado no regime confessional liban\u00eas e principal representante da comunidade xiita, entre a qual construiu praticamente um sub-estado xiita dentro do Estado liban\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 correto afirmar que o Hezbollah \u00e9 apenas um bra\u00e7o iraniano no L\u00edbano. Ele \u00e9 um partido pol\u00edtico liban\u00eas vinculado aos interesses da burguesia xiita libanesa e tamb\u00e9m um grande aliado do regime iraniano.<\/p>\n\n\n\n<p>A classe trabalhadora libanesa tem muitos desafios pela frente a escala nacional, regional e internacional. A luta contra as pol\u00edticas neoliberais que conduziram ao empobrecimento da classe trabalhadora, e a luta pelo fim do regime confessional liban\u00eas s\u00e3o estrat\u00e9gicas e se enfrentar\u00e3o contra os interesses do Hezbollah e de todos os demais partidos pol\u00edticos burgueses do L\u00edbano.<\/p>\n\n\n\n<p>Na regi\u00e3o, o desafio da classe trabalhadora libanesa \u00e9 de se unir \u00e0 classe trabalhadora palestina, s\u00edria e de todos os pa\u00edses \u00e1rabes contra o Estado de Israel e contra os regimes \u00e1rabes. Na luta contra Israel, a classe trabalhadora deve fazer unidade de a\u00e7\u00e3o com todas as for\u00e7as que integrarem a luta antissionista, incluindo o Hezbollah, mantendo sempre sua organiza\u00e7\u00e3o independente. Na luta contra os regimes \u00e1rabes, a classe trabalhadora n\u00e3o encontrar\u00e1 aliados entre os partidos burgueses.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0 escala internacional, a classe trabalhadora ter\u00e1 que lutar contra a domina\u00e7\u00e3o imperialista, seja do imperialismo ocidental (Estados Unidos, Europa) seja dos novos imperialismos russo e chin\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>No caminho da luta pelo fim da domina\u00e7\u00e3o imperialista e pela liberta\u00e7\u00e3o da Palestina, a classe trabalhadora dever\u00e1 se organizar de forma independente de todos os partidos burgueses, incluindo o Hezbollah, para lutar pelo poder para a classe trabalhadora em cada pa\u00eds, rumo a uma Federa\u00e7\u00e3o socialista dos pa\u00edses \u00e1rabes.<br><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os ataques genocidas feitos pelo Estado de Israel contra o povo liban\u00eas e a organiza\u00e7\u00e3o Hezbollah colocam a necessidade de uma an\u00e1lise mais profunda sobre esta importante organiza\u00e7\u00e3o. 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