{"id":79556,"date":"2024-09-17T20:36:53","date_gmt":"2024-09-17T20:36:53","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=79556"},"modified":"2024-09-17T20:42:19","modified_gmt":"2024-09-17T20:42:19","slug":"alguns-comentarios-sobre-o-documentario-acerca-da-vida-de-ricardo-napuri","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2024\/09\/17\/alguns-comentarios-sobre-o-documentario-acerca-da-vida-de-ricardo-napuri\/","title":{"rendered":"Alguns coment\u00e1rios sobre o document\u00e1rio acerca da vida de Ricardo Napur\u00ed"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Estreou em 29 de agosto no cinema Gaumont, na cidade de Buenos Aires, o document\u00e1rio \u201cTiempo largo y jodido. \u00bfQu\u00e9 quer\u00e9s que te diga?\u201d, realizado pelo cineasta Hugo Lescano com base em duas longas entrevistas realizadas pelo jornalista Carlos Rodr\u00edguez em 2019 e 2021 com o militante e dirigente revolucion\u00e1rio peruano-argentino Ricardo Napur\u00ed, O document\u00e1rio foi realizado com o apoio financeiro e t\u00e9cnico do INCAA (Instituto Nacional de Cinema e Artes Audiovisuais da Argentina) [1]. O INCAA \u00e9 uma institui\u00e7\u00e3o oficial. Os governos peronistas\/kirchneristas lhe deram grande incentivo e agora est\u00e1 sendo atacado (quase desmantelado) pelo governo de Javier Milei.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Por: Alejandro Iturbe<\/p>\n\n\n\n<p>Aos 99 anos, Napur\u00ed permanece plenamente l\u00facido e capaz de se referir com clareza aos acontecimentos hist\u00f3ricos em que participou ou testemunhou, como eles influenciaram seu pensamento pol\u00edtico e sobre figuras proeminentes desses acontecimentos com quem teve contato pessoal no Peru, na Argentina e em outros pa\u00edses latino-americanos. Entre elas est\u00e3o o peruano Luis de la Puente Uceda, o argentino Silvio Frondizi, Che Guevara e Fidel Castro, o chileno Salvador Allende e o venezuelano Hugo Ch\u00e1vez.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, ele conta, de modo muito divertido, seus mais de setenta anos de a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, iniciada em 1948, quando ele era um jovem tenente da avia\u00e7\u00e3o militar no Peru e se recusou a bombardear um navio cheio de civis que participavam de uma revolta contra o governo peruano. Ele foi punido e for\u00e7ado a se exilar na Argentina. A entrevista come\u00e7a com essa lembran\u00e7a e continua at\u00e9 os dias atuais. Dentro dessa estrutura, ele reivindica a revolu\u00e7\u00e3o cubana como o grande processo revolucion\u00e1rio da segunda metade do s\u00e9culo XX e tamb\u00e9m Fidel Castro, Che Guevara e o movimento que eles lideraram.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora n\u00e3o utilize esses termos no document\u00e1rio, Napur\u00ed se apresenta como um \u201ctrotskista cr\u00edtico\u201d no campo da \u201crevolu\u00e7\u00e3o permanente\u201d formulada por Trotsky. Ou seja, na sua avalia\u00e7\u00e3o de processos e dirigentes, ele n\u00e3o \u00e9 guiado pelo \u201cdogmatismo\u201d, mas por fatos e a\u00e7\u00f5es concretas.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, o document\u00e1rio transmite a ideia de que o processo essencial do s\u00e9culo atual foi o chavismo venezuelano e sua proposta para o socialismo do s\u00e9culo XXI. Napur\u00ed refere-se \u00e0 reuni\u00e3o em que Ch\u00e1vez se autodenominou \u201ctrotskista\u201d, em oposi\u00e7\u00e3o a Putin, a quem caracterizou como \u201cstalinista\u201d, ressaltando que essa era a diferen\u00e7a entre eles. O document\u00e1rio mostra imagens de sua visita \u00e0 Venezuela para ver e apoiar Ch\u00e1vez, e sua participa\u00e7\u00e3o no programa de televis\u00e3o <em>\u201cAl\u00f3 presidente\u201d.<\/em> \u00c9 com essa vis\u00e3o que ele faz uma breve an\u00e1lise do que estava acontecendo no pa\u00eds na \u00e9poca das entrevistas.<\/p>\n\n\n\n<p>Napur\u00ed \u00e9 um dos muitos dirigentes e organiza\u00e7\u00f5es provenientes do trotskismo que seguiram esse caminho de apoio ao chavismo (e at\u00e9 mesmo de integra\u00e7\u00e3o a esse movimento). Em v\u00e1rios escritos, debatemos essas caracteriza\u00e7\u00f5es e posi\u00e7\u00f5es que consideramos profundamente equivocadas [2]. Muito mais equivocado \u00e9 continuar a defender o chavismo nesse document\u00e1rio que est\u00e1 sendo lan\u00e7ado em um momento em que o regime pol\u00edtico, agora encabe\u00e7ado por Nicol\u00e1s Maduro, est\u00e1 mostrando sua face mais feia: uma ditadura capitalista a servi\u00e7o da \u201cburguesia bolivariana\u201d contra os trabalhadores e o povo venezuelano [3].<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 o momento, estamos no campo da evolu\u00e7\u00e3o do pensamento pol\u00edtico de Napur\u00ed, das conclus\u00f5es que ele tirou dos fatos da realidade e das propostas que decorrem disso. Mesmo que n\u00e3o as compartilhemos, podemos entender esse processo.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, a quest\u00e3o central \u00e9 que o document\u00e1rio tem grandes omiss\u00f5es sobre o trotskismo internacional, latino-americano, peruano e especialmente argentino, que marcou muitos anos de sua vida militante (e dos dirigentes que o influenciaram).<\/p>\n\n\n\n<p>Napur\u00ed come\u00e7a reivindicando o argentino Silvio Frondizi como aquele que o conquistou para o trotskismo e o formou nessa concep\u00e7\u00e3o no final dos anos 1950 e in\u00edcio dos anos 1960, quando Napur\u00ed entrou ao grupo Praxis, liderado pelo pr\u00f3prio Frondizi. E com justi\u00e7a, se reivindica seu disc\u00edpulo.<\/p>\n\n\n\n<p>A\u00ed aparece a primeira omiss\u00e3o. Em 1964, o Praxis se dividiu em dois setores. Um deles, liderado por Silvio Frondizi, se aproxima da proposta castro-guevarista de formar uma organiza\u00e7\u00e3o guerrilheira na Argentina, impulsionada por Roberto Santucho. Ele manteve essa proposta at\u00e9 ser assassinado em 1974 pela Triple A (fato que \u00e9 mostrado no document\u00e1rio).<\/p>\n\n\n\n<p>O outro setor, liderado por Jorge Altamira, fundou a organiza\u00e7\u00e3o Pol\u00edtica Obrera, afirmando ser \u201ctrotskista ortodoxa\u201d. Pouco tempo depois, esse setor se uniu ao CORCI (Comit\u00ea de Organiza\u00e7\u00e3o pela Reconstru\u00e7\u00e3o da Quarta Internacional), uma organiza\u00e7\u00e3o internacional dirigida pelo trotskista franc\u00eas Pierre Lambert (corrente conhecida como <em>lambertismo<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>Napur\u00ed aderiu a essa posi\u00e7\u00e3o e, como militante do lambertismo, retornou ao Peru e participou da funda\u00e7\u00e3o do Partido Oper\u00e1rio Marxista-Revolucion\u00e1rio (POM-R) em 1970. Como dirigente deste partido, posteriormente entrou na FOCEP (Frente Oper\u00e1ria, Camponesa e Estudantil Peruana), em 1977 foi eleito senador. \u00c9 interessante observar que, desde a d\u00e9cada de 1950, j\u00e1 existia uma organiza\u00e7\u00e3o trotskista no Peru (o POR), impulsionada a partir da Argentina por Nahuel Moreno. Ap\u00f3s a entrada do grande l\u00edder campon\u00eas Hugo Blanco, passaria a se chamar FIR.<\/p>\n\n\n\n<p>A experi\u00eancia de Napur\u00ed como militante e dirigente do <em>lambertismo<\/em> \u00e9 completamente omitida no document\u00e1rio. Tamb\u00e9m \u00e9 completamente omitida sua ruptura com o <em>lambertismo<\/em> e sua participa\u00e7\u00e3o como fundador da LIT, em 1982, juntamente com a Fra\u00e7\u00e3o Bolchevique (uma organiza\u00e7\u00e3o internacional dirigida por Nahuel Moreno) [4].<\/p>\n\n\n\n<p>A partir desse momento, ele sempre defendeu publicamente que, no Peru, \u201cseu partido\u201d era o PST (se\u00e7\u00e3o peruana da LIT). O mais importante \u00e9 que, pouco tempo depois, ele se estabeleceu definitivamente na Argentina e foi eleito membro do CEI (Comit\u00ea Executivo Internacional), a m\u00e1xima dire\u00e7\u00e3o da LIT. Inclusive, \u00e9 um dos oradores do evento p\u00fablico realizado ap\u00f3s a morte de Nahuel Moreno (janeiro de 1987), de quem se despede com muito carinho e respeito, considerando-o uma refer\u00eancia. Continuou como dirigente da LIT por mais alguns anos. O document\u00e1rio nem sequer faz refer\u00eancia a esse per\u00edodo de milit\u00e2ncia de Napur\u00ed, quando a LIT-QI se tornou a organiza\u00e7\u00e3o trotskista mais forte do mundo e o MAS o maior partido de esquerda da Argentina.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi nesses anos que tive a oportunidade de conhec\u00ea-lo pessoalmente e de conversar v\u00e1rias vezes com ele e, como editor da p\u00e1gina internacional do <em>Solidaridad Socialista<\/em> (jornal semanal do MAS), o consultava sobre meus artigos para que, como membro do CEI da LIT, ele pudesse me dar suas opini\u00f5es e fazer as suas observa\u00e7\u00f5es. Napur\u00ed era muito respeitoso e gentil ao lidar com os quadros mais jovens do <em>morenismo.<\/em> Nesse sentido, tenho boas lembran\u00e7as dele como dirigente e como ser humano.<\/p>\n\n\n\n<p>Posteriormente, no contexto da crise vivida pela LIT-QI na d\u00e9cada de 1990 e de sua divis\u00e3o, Napur\u00ed (como outros dirigentes) se distanciou da LIT-QI e do <em>morenismo<\/em> e iniciou uma deriva que culminou com seus pontos de vista e posi\u00e7\u00f5es atuais. N\u00e3o \u00e9 o objetivo deste artigo debater com essas posi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas n\u00e3o podemos deixar de criticar esse document\u00e1rio por omitir essas experi\u00eancias pol\u00edticas que marcaram muitos anos da vida militante de Napur\u00ed. Talvez isso tenha sido resultado de uma \u201ctesoura\u201d usada pelo diretor, que cortou essas partes das entrevistas. Em um livro publicado h\u00e1 alguns anos com sua biografia, Napur\u00ed chega a conclus\u00f5es pol\u00edticas semelhantes \u00e0s apresentadas no document\u00e1rio, mas inclui cap\u00edtulos dedicados a essas experi\u00eancias que o document\u00e1rio omite [5].<\/p>\n\n\n\n<p>De qualquer forma, Napur\u00ed endossou o resultado final: antes do document\u00e1rio, uma mensagem gravada por ele foi reproduzida na sala do Gaumont, na qual ele lamentava n\u00e3o poder comparecer devido \u00e0 sua idade, mas n\u00e3o fez nenhuma cr\u00edtica ou refer\u00eancia a estas omiss\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Aqui vale comentar outro document\u00e1rio realizado com financiamento do INCAA sobre Nahuel Moreno e o movimento que ele fundou. Estamos nos referindo ao <em>\u201cTrotskismo B\u00e1rbaro\u201d<\/em>, do diretor Marcel Gonnet, estreado em 2015, tamb\u00e9m no Gaumont [6]. O diretor reuniu entrevistas com diversos dirigentes que militaram em v\u00e1rios momentos na corrente e nas organiza\u00e7\u00f5es dirigidas por Moreno na Argentina e no Peru, mas que em algum momento se distanciaram, romperam com ele e o criticaram duramente. Nesse document\u00e1rio, Moreno, que, al\u00e9m da LIT, fundou e dirigiu organiza\u00e7\u00f5es trotskistas em muitos pa\u00edses, \u00e9 apresentado como um burocrata autorit\u00e1rio que fechou todo debate interno e \u201cliquidou\u201d aqueles que o criticavam. Uma verdadeira falsifica\u00e7\u00e3o de como ele de fato agiu como dirigente.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse document\u00e1rio, Napur\u00ed n\u00e3o faz nenhuma cr\u00edtica a Moreno, \u00e0 LIT-QI e ao <em>morenismo<\/em>. Mas (ao contr\u00e1rio do que explica no seu livro) n\u00e3o diz uma palavra sobre sua integra\u00e7\u00e3o, em 1982, \u00e0 LIT-QI, seu papel de dirigente por mais de uma d\u00e9cada e a grande influ\u00eancia que Moreno exerceu sobre ele naquela \u00e9poca. Em outras palavras, Moreno, a LIT-QI e o <em>morenismo<\/em> s\u00e3o completamente ignorados, como se n\u00e3o tivessem existido na vida de Napur\u00ed ou na vida pol\u00edtica do trotskismo no s\u00e9culo XX.<\/p>\n\n\n\n<p>Respeitamos a sua figura porque mant\u00e9m, com quase 100 anos e mais de 70 anos de atividade pol\u00edtica, seu chamado \u00e0 luta revolucion\u00e1ria das massas e \u00e0 milit\u00e2ncia pela revolu\u00e7\u00e3o socialista. Ele tem todo o direito de ter mudado seus pontos de vista e posi\u00e7\u00f5es sobre como alcan\u00e7ar essa revolu\u00e7\u00e3o e at\u00e9 mesmo de reivindicar Hugo Ch\u00e1vez como uma express\u00e3o dessa luta (mesmo que consideremos que ele esteja errado nessa posi\u00e7\u00e3o).<\/p>\n\n\n\n<p>O que lamentamos \u00e9 que ele tenha emprestado sua figura e sua voz para endossar um document\u00e1rio no qual, intencionalmente, o papel de Moreno e da LIT-QI na hist\u00f3ria pol\u00edtica do trotskismo latino-americano e, em particular, do trotskismo argentino \u00e9 completamente \u201capagado\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>[1] <a href=\"https:\/\/anccom.sociales.uba.ar\/2024\/08\/27\/muchas-generaciones-han-luchado-por-un-mundo-mejor\/#:~:text=En%20%E2%80%9CTiempo%20largo%20y%20jodido.%20%C2%BFQu%C3%A9%20quieres%20que,Ch%C3%A1vez.%20Un%20documental%20hist%C3%B3rico%20para%20pensar%20el%20presente.\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u201cMuchas generaciones han luchado por un mundo mejor\u201d | ANCCOM (uba.ar)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/algunos-comentarios-alrededor-del-documental-sobre-la-vida-de-ricardo-napuri\/#_ftnref2\">[2]<\/a>&nbsp;<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/los-debates-sobre-venezuela\/\">Los debates sobre Venezuela \u2013 Liga Internacional de los Trabajadores (litci.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/algunos-comentarios-alrededor-del-documental-sobre-la-vida-de-ricardo-napuri\/#_ftnref3\">[3]<\/a>&nbsp;<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/los-debates-sobre-venezuela\/\">https:\/\/litci.org\/es\/los-debates-sobre-venezuela\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/algunos-comentarios-alrededor-del-documental-sobre-la-vida-de-ricardo-napuri\/#_ftnref4\">[4]<\/a>&nbsp;<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/nahuel-moreno-una-sola-corriente-trotskista-ortodoxa\/\">https:\/\/litci.org\/es\/nahuel-moreno-una-sola-corriente-trotskista-ortodoxa\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/algunos-comentarios-alrededor-del-documental-sobre-la-vida-de-ricardo-napuri\/#_ftnref5\">[5]<\/a>&nbsp;<a href=\"https:\/\/herramienta.com.ar\/pensar-america-latina-cronicas-autobiograficas-de-un-militante-revolucionario-presentacion\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Pensar Am\u00e9rica Latina. Cr\u00f3nicas autobiogr\u00e1ficas de un militante revolucionario. Presentaci\u00f3n Revista Herramienta<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/algunos-comentarios-alrededor-del-documental-sobre-la-vida-de-ricardo-napuri\/#_ftnref6\">[6]<\/a>&nbsp;<a href=\"https:\/\/play.cine.ar\/INCAA\/produccion\/7775\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/play.cine.ar\/INCAA\/produccion\/7775<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Rosangela Botelho<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estreou em 29 de agosto no cinema Gaumont, na cidade de Buenos Aires, o document\u00e1rio \u201cTiempo largo y jodido. \u00bfQu\u00e9 quer\u00e9s que te diga?\u201d, realizado pelo cineasta Hugo Lescano com base em duas longas entrevistas realizadas pelo jornalista Carlos Rodr\u00edguez em 2019 e 2021 com o militante e dirigente revolucion\u00e1rio peruano-argentino Ricardo Napur\u00ed, O document\u00e1rio [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":79561,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"litci_post_political_author":"","footnotes":""},"categories":[8,94,3145],"tags":[8941,8942],"class_list":["post-79556","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia","category-argentina","category-nahuel-moreno","tag-alejandro-itrube","tag-ricardo-napuri"],"fimg_url":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/ricardo_napuri.png","categories_names":["Argentina","Hist\u00f3ria","Nahuel Moreno"],"author_info":{"name":"lena","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/b9eb35b4c023b96c29c4a145a82c6c381b68f2c889c5427106ad5aab6df45b9d?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":null,"tagline":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/79556","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=79556"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/79556\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":79558,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/79556\/revisions\/79558"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/79561"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=79556"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=79556"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=79556"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}