{"id":79514,"date":"2024-09-05T11:45:41","date_gmt":"2024-09-05T11:45:41","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=79514"},"modified":"2024-09-05T11:45:44","modified_gmt":"2024-09-05T11:45:44","slug":"greve-geral-amplia-a-crise-do-estado-sionista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2024\/09\/05\/greve-geral-amplia-a-crise-do-estado-sionista\/","title":{"rendered":"Greve Geral amplia a crise do estado sionista"},"content":{"rendered":"\n<p><em>No domingo passado, a central sindical sionista Histadrut, que representa 800 mil trabalhadores, convocou uma greve geral para o dia 2 de setembro.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Por: F\u00e1bio Bosco<\/p>\n\n\n\n<p>A greve geral paralisou v\u00e1rios setores de transportes, educa\u00e7\u00e3o, hospitais, bancos e servi\u00e7os p\u00fablicos. No entanto, o poder judici\u00e1rio determinou o fim da greve, o que foi acatado pelos dirigentes sindicais, que al\u00e9m de sionistas s\u00e3o pelegos.<\/p>\n\n\n\n<p>A greve foi antecedida por uma grande mobiliza\u00e7\u00e3o que reuniu entre 500 e 700 mil manifestantes no dia anterior.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas a greve e a mobiliza\u00e7\u00e3o de domingo n\u00e3o tinham como reivindica\u00e7\u00e3o o fim do genoc\u00eddio de palestinos em Gaza, nem o fim das a\u00e7\u00f5es genocidas das for\u00e7as israelenses e dos colonos sionistas na Cisjord\u00e2nia, nem o fim dos ataques militares ao L\u00edbano.<\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o principal s\u00e3o os israelenses detidos pela resist\u00eancia palestina em Gaza. No s\u00e1bado, o ex\u00e9rcito israelense recuperou os corpos de seis presos israelenses que morreram h\u00e1 2 ou 3 dias em meio \u00e0 ofensiva israelense em Gaza.<\/p>\n\n\n\n<p>O governo israelense afirma que o Hamas executou os seis presos. O Hamas afirma que foi a ofensiva militar israelense a respons\u00e1vel pelas mortes.<\/p>\n\n\n\n<p>O fato \u00e9 que estas mortes modificaram a opini\u00e3o p\u00fablica judia israelense.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 ent\u00e3o, a maioria dos israelenses judeus apoiavam os ataques genocidas em Gaza, na Cisjord\u00e2nia e no L\u00edbano. Ao mesmo tempo exigiam a liberta\u00e7\u00e3o dos presos israelenses detidos em Gaza.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a recupera\u00e7\u00e3o dos corpos dos seis israelenses, a popula\u00e7\u00e3o judia israelense entendeu que a continuidade do genoc\u00eddio em Gaza implica na morte de cerca de 100 presos israelenses. Al\u00e9m disso, a maioria concluiu tamb\u00e9m que o impopular primeiro ministro Binyamin Netanyahu quer manter o genoc\u00eddio para se manter no poder, desprezando o desejo das fam\u00edlias dos presos que querem t\u00ea-los de volta vivos.<\/p>\n\n\n\n<p>As pesquisas de opini\u00e3o apontam que 53% dos israelenses apoiam o cessar-fogo e a troca de prisioneiros, com a retirada das tropas de toda a faixa de Gaza. \u00c9 claro que esse apoio da metade dos israelenses ao cessar-fogo em Gaza n\u00e3o implica no fim da ofensiva genocida contra os palestinos na Cisjord\u00e2nia, nem exclui uma ampla ofensiva militar contra o L\u00edbano, muito menos o fim do apartheid e da limpeza \u00e9tnica que j\u00e1 dura 76 anos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Netanyahu contra o cessar-fogo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No mesmo dia da greve geral, Netanyahu foi a p\u00fablico para se opor ao acordo de cessar-fogo votado pelo Conselho de Seguran\u00e7a da ONU h\u00e1 3 meses. O acordo apresentado pelos Estados Unidos e votado pelo Conselho de Seguran\u00e7a prev\u00ea a troca de prisioneiros e a retirada total das tropas israelenses de Gaza em tr\u00eas fases de seis semanas cada.<\/p>\n\n\n\n<p>Netanyahu quer manter tropas israelenses em pelo menos duas \u00e1reas em Gaza: os corredores Filad\u00e9lfia e Netzarim, abrindo espa\u00e7o para a expuls\u00e3o de palestinos e a implanta\u00e7\u00e3o de col\u00f4nias sionistas em Gaza.<\/p>\n\n\n\n<p>O verdadeiro objetivo de Netanyahu \u00e9 ampliar a coloniza\u00e7\u00e3o de terras palestinas em Gaza e na Cisjord\u00e2nia para reconquistar a sua base de apoio entre a popula\u00e7\u00e3o judia israelense que oscila entre 22% a 33%, e salvar o seu desprestigiado governo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Hezbollah e Ir\u00e3 abandonam a resist\u00eancia palestina<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os l\u00edderes do Hezbollah, Hassan Nasrallah, e do regime iraniano, Ayatollah Khamenei, j\u00e1 afirmaram diversas vezes que, apesar de sua solidariedade com o sofrido povo palestino, n\u00e3o atacar\u00e3o Israel por conta do genoc\u00eddio em Gaza. A \u00fanica for\u00e7a \u00e1rabe que est\u00e1 promovendo uma solidariedade ativa s\u00e3o os Iemenitas Houthis, que bloquearam a navega\u00e7\u00e3o no mar vermelho em apoio aos palestinos.<\/p>\n\n\n\n<p>Frente aos assassinatos do dirigente do Hezbollah Fuad Shukr em Beirute, e do dirigente palestino Ismail Hanieh em Teer\u00e3, no final de julho, tanto Nasrallah como Khamenei prometeram uma resposta contundente aos crimes sionistas.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, em 13 de agosto, oficiais iranianos afirmaram que aguardariam as negocia\u00e7\u00f5es de cessar-fogo em Gaza, podendo inclusive reduzir o alcance da retalia\u00e7\u00e3o se Israel aceitar o cessar-fogo. No dia 27 de agosto, o Ayatollah Khamenei declarou em reuni\u00e3o com o governo rec\u00e9m empossado do presidente Masoud Pezeshkian que o Ir\u00e3 deve estar aberto a negociar um novo acordo nuclear com o imperialismo estadunidense em troca do fim das san\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 na fronteira norte, cem avi\u00f5es israelenses atacaram 400 alvos no sul do L\u00edbano na madrugada do dia 25 de agosto. Em seguida, o Hezbollah lan\u00e7ou v\u00e1rios m\u00edsseis e drones contra o norte da Palestina ocupada em 1948. Ap\u00f3s esses intensos ataques m\u00fatuos, tanto os sionistas como os l\u00edderes do Hezbollah afirmaram que atingiram seus objetivos e, desde ent\u00e3o, os ataques m\u00fatuos retornaram para a baixa intensidade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Resist\u00eancia palestina ativa<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em Gaza, a resist\u00eancia palestina realiza ataques, autodefesa e sabotagens contra as tropas israelenses \u00e0 medida de suas possibilidades, em situa\u00e7\u00e3o de ampla desigualdade militar, provocando baixas nas tropas sionistas e tamb\u00e9m um alto custo econ\u00f4mico da guerra que j\u00e1 atinge cerca de USD 68 bilh\u00f5es segundo o ministro de finan\u00e7as sionista Belazel Smotrich.<\/p>\n\n\n\n<p>Na Cisjord\u00e2nia, as for\u00e7as Israelenses iniciaram uma s\u00e9rie de ataques genocidas em larga escala contra as cidades e campos de refugiados palestinos em Jenin, Tulkarm, Tubas e Nablus no dia 28 de agosto. A juventude palestina est\u00e1 recorrendo \u00e0 autodefesa, com algum armamento retirado das for\u00e7as policiais palestinas e comprado de contrabandistas israelenses. Ao contr\u00e1rio da narrativa sionista de que s\u00e3o grupos armados do Hamas e da Jihad Isl\u00e2mica, a maioria desses jovens desacatam as suas organiza\u00e7\u00f5es e passam a autodefesa. V\u00e1rios casos comprovam isto como o de Mohannad al-Asood, ex-integrante do Fatah e da pol\u00edcia palestina, ou dos jovens Wael Mishah and Tariq Daoud de Nablus.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio retomar as mobiliza\u00e7\u00f5es de solidariedade \u00e0 Palestina em todo o mundo, em particular na Europa e nos Estados Unidos com o fim das f\u00e9rias de ver\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por que o proletariado israelense n\u00e3o \u00e9 aliado da causa palestina?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em todo o mundo, a classe trabalhadora e a juventude impulsionam mobiliza\u00e7\u00f5es de solidariedade com a Palestina. No entanto, n\u00e3o h\u00e1 mobiliza\u00e7\u00f5es pelo fim do genoc\u00eddio em Gaza por parte do proletariado israelense judeu.<\/p>\n\n\n\n<p>Isto n\u00e3o ocorre por desconhecimento. Todo israelense \u00e9 consciente da situa\u00e7\u00e3o de genoc\u00eddio em Gaza, das a\u00e7\u00f5es sionistas criminosas na Cisjord\u00e2nia, dos ataques militares ao L\u00edbano, e da situa\u00e7\u00e3o de apartheid e limpeza \u00e9tnica imposta aos palestinos h\u00e1 76 anos. Mas a ampla maioria do proletariado apoia estes crimes sob a falsa narrativa de \u201cdireito de de defesa de Israel\u201d e de \u201ccombate ao terrorismo\u201d. Por que ocorre essa desumaniza\u00e7\u00e3o?<\/p>\n\n\n\n<p>O proletariado israelense judeu tem privil\u00e9gios econ\u00f4micos e pol\u00edticos em rela\u00e7\u00e3o ao proletariado palestino desde o in\u00edcio da coloniza\u00e7\u00e3o sionista h\u00e1 mais de cem anos. Ou seja, a coloniza\u00e7\u00e3o sionista transformou o proletariado judeu em agentes e benefici\u00e1rios do roubo de terras, casas e empregos do povo palestino.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 claro que existe luta de classes entre a burguesia e o proletariado israelenses. Mas estes conflitos est\u00e3o subordinados \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o da ordem colonial contra os palestinos.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso \u00e9 imposs\u00edvel uma alian\u00e7a entre os proletariados judeu e palestino pelo fim do genoc\u00eddio e pela liberta\u00e7\u00e3o da Palestina. H\u00e1 na Palestina ocupada, um pequeno n\u00famero de judeus anti sionistas. Estes s\u00e3o verdadeiros aliados do povo palestino.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa \u00e9 a mesma situa\u00e7\u00e3o colonial que ocorreu na Arg\u00e9lia. O proletariado \u201cpied-noir\u201d de origem francesa era, junto com o ex\u00e9rcito franc\u00eas, os sustent\u00e1culos da empreitada colonialista. Foi necess\u00e1ria uma guerra do proletariado e do campesinato argelino para expulsar os colonizadores franceses.<\/p>\n\n\n\n<p>Para conquistar a Palestina livre, do rio ao mar, \u00e9 necess\u00e1rio p\u00f4r fim ao Estado de Israel. Desta forma o povo palestino poder\u00e1 decidir o seu destino em liberdade. E poder\u00e3o viver na Palestina aqueles e aquelas que aceitarem viver em paz com os palestinos, como era a Palestina antes da coloniza\u00e7\u00e3o sionista quando as crian\u00e7as mu\u00e7ulmanas, crist\u00e3s e judias brincavam juntas, sem r\u00f3tulos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>IV Internacional<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os primeiros militantes revolucion\u00e1rios na Palestina se depararam com a quest\u00e3o do proletariado judeu origin\u00e1rio da coloniza\u00e7\u00e3o sionista. A primeira organiza\u00e7\u00e3o trotskysta palestina foi a Liga Comunista Revolucion\u00e1ria (LCR) liderada por Tony Cliff (Yigael Gluckstein) e formada na d\u00e9cada de 1930.<\/p>\n\n\n\n<p>A orienta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica da LCR consistia em, nas palavras de Tony Cliff, \u201cos trabalhadores \u00e1rabes deveriam combater o sionismo e o imperialismo, e romper com os l\u00edderes \u00e1rabes reacion\u00e1rios. E os trabalhadores judeus deveriam se unir \u00e0s massas \u00e1rabes nessa luta\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A LCR n\u00e3o tinha qualquer ilus\u00e3o na coloniza\u00e7\u00e3o sionista. Ao contr\u00e1rio, se opunha \u00e0 imigra\u00e7\u00e3o judia \u00e0 Palestina pois esta imigra\u00e7\u00e3o colocava os refugiados judeus europeus a servi\u00e7o da m\u00e1quina de coloniza\u00e7\u00e3o sionista contra a popula\u00e7\u00e3o palestina. Defendiam a abertura de fronteiras do Reino Unido e dos Estados Unidos para a imigra\u00e7\u00e3o judia, destinos preferidos pelos refugiados judeus, em alternativa \u00e0 Palestina. Por experi\u00eancia pr\u00f3pria, eles conheciam as organiza\u00e7\u00f5es sionistas de \u201cesquerda\u201d e os kibbutz (fazendas coletivas para colonos judeus) e sabiam que n\u00e3o representavam nenhum tipo de experimento socialista. Ao contr\u00e1rio, eram a ponta de lan\u00e7a para a coloniza\u00e7\u00e3o das terras \u00e1rabes e para a expuls\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o palestina.<\/p>\n\n\n\n<p>Coerentes com essa posi\u00e7\u00e3o, a LCR se op\u00f4s \u00e0 partilha da Palestina em 1947 e \u00e0 forma\u00e7\u00e3o do Estado de Israel em 1948, ao contr\u00e1rio do Partido Comunista que, seguindo a posi\u00e7\u00e3o de St\u00e1lin, apoiou a partilha e a Nakba.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas a LCR tinha uma avalia\u00e7\u00e3o equivocada sobre o papel das classes sociais na luta pela liberta\u00e7\u00e3o da Palestina e de todo o leste \u00e1rabe. Eles defendiam uma alian\u00e7a entre a classe trabalhadora palestina e a classe trabalhadora judia para enfrentar o imperialismo, o sionismo e as elites \u00e1rabes reacion\u00e1rias. Mas essa alian\u00e7a era imposs\u00edvel devido ao car\u00e1ter colonialista excludente da empreitada sionista.<\/p>\n\n\n\n<p>O pr\u00f3prio Tony Cliff reconheceu esta quest\u00e3o em sua biografia: \u201c\u00c9 claro que havia conflito de classes dentro da comunidade judaica na Palestina. Os trabalhadores e os capitalistas lutaram em torno dos sal\u00e1rios e das condi\u00e7\u00f5es. Mas a expans\u00e3o colonial sionista embotou a luta de classes e impediu-a de assumir a forma pol\u00edtica de oposi\u00e7\u00e3o ao sionismo e ao imperialismo, e de solidariedade com os \u00e1rabes explorados e oprimidos.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Ao n\u00e3o entender a opress\u00e3o nacional em todas as suas consequ\u00eancias sobre a luta de classes, e ao estar implantados principalmente na classe trabalhadora judia, a LCR teve muitas dificuldades para se desenvolver. Apesar de publicar uma revista em \u00e1rabe, e outra em hebraico, e tamb\u00e9m panfletos em ingl\u00eas para as tropas brit\u00e2nicas, a LCR contava com quase 30 militantes em 1946, dos quais apenas sete \u00e1rabes.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No domingo passado, a central sindical sionista Histadrut, que representa 800 mil trabalhadores, convocou uma greve geral para o dia 2 de setembro. Por: F\u00e1bio Bosco A greve geral paralisou v\u00e1rios setores de transportes, educa\u00e7\u00e3o, hospitais, bancos e servi\u00e7os p\u00fablicos. 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