{"id":79482,"date":"2024-08-29T15:59:38","date_gmt":"2024-08-29T15:59:38","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=79482"},"modified":"2024-12-06T16:16:08","modified_gmt":"2024-12-06T16:16:08","slug":"bolivia-a-crise-economica-e-politica-se-aprofunda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2024\/08\/29\/bolivia-a-crise-economica-e-politica-se-aprofunda\/","title":{"rendered":"Bol\u00edvia: A crise econ\u00f4mica e pol\u00edtica se aprofunda"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Depois de ter passado por um per\u00edodo de crescimento econ\u00f4mico que foi chamado de \u201cmilagre boliviano\u201d, a Bol\u00edvia est\u00e1 no meio de uma grande crise econ\u00f4mica que tem a sua principal express\u00e3o na escassez de d\u00f3lares, na dificuldade de manter os subs\u00eddios aos combust\u00edveis (gasolina e diesel) o que leva \u00e0 sua escassez, na queda das exporta\u00e7\u00f5es, especialmente do g\u00e1s e no aumento generalizado dos pre\u00e7os da cesta familiar.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Por: Alicia Sagra<\/p>\n\n\n\n<p>Como a Bol\u00edvia importa grande parte dos seus bens de consumo e insumos para a produ\u00e7\u00e3o, a escassez de d\u00f3lares afeta a ind\u00fastria em geral, mas especialmente os trabalhadores independentes que absorvem o desemprego (80% da popula\u00e7\u00e3o economicamente ativa trabalha por conta pr\u00f3pria na Bol\u00edvia). As grandes empresas e os grandes importadores, embora tenham sido afetados, tamb\u00e9m t\u00eam aproveitado a situa\u00e7\u00e3o, especulando no mercado paralelo e se beneficiando dos planos do Banco Central de aceder preferencialmente ao d\u00f3lar \u00e0 taxa oficial. Por outro lado, pequenos comerciantes, artes\u00e3os e microempresas t\u00eam recorrido ao mercado paralelo comprando d\u00f3lares com aumento de at\u00e9 100% em rela\u00e7\u00e3o ao c\u00e2mbio oficial.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 mais de duas d\u00e9cadas mant\u00e9m uma pol\u00edtica de subsidiar a gasolina e o diesel, medida adotada para beneficiar o agroneg\u00f3cio (principal consumidor do diesel) e conter os protestos sociais, devido aos efeitos multiplicadores do aumento do combust\u00edvel. Anualmente o Estado atribui dois bilh\u00f5es de d\u00f3lares para cobrir o subs\u00eddio e em 2024 prev\u00ea-se que atinja os quatro bilh\u00f5es de d\u00f3lares.<\/p>\n\n\n\n<p>Em uma d\u00e9cada, entre 2014 e 2023, o valor das vendas de g\u00e1s natural, principal fonte de receitas do Estado, despencou de 6.011,1 milh\u00f5es de d\u00f3lares para 1.880,4 milh\u00f5es de d\u00f3lares.<\/p>\n\n\n\n<p>Todos os fatores acima levaram ao aumento dos pre\u00e7os dos itens da cesta familiar. As consequ\u00eancias s\u00e3o sentidas na economia popular com demiss\u00f5es, aumentos no pre\u00e7o dos alimentos e dos medicamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo relat\u00f3rio do Minist\u00e9rio do Trabalho, nos \u00faltimos dois anos, as reclama\u00e7\u00f5es trabalhistas aumentaram 57% [1], das quais as demiss\u00f5es e o ass\u00e9dio no local de trabalho ocupam os primeiros lugares.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O controle burocr\u00e1tico dos sindicatos pelo MAS impede uma resposta organizada.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Esta situa\u00e7\u00e3o da economia, somada \u00e0s pol\u00edticas governamentais, como a reforma da lei previdenci\u00e1ria, est\u00e3o provocando respostas oper\u00e1rias e populares.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 agora, em 2024, houve diferentes express\u00f5es de luta:<\/p>\n\n\n\n<p>Bloqueios de estradas e fronteiras por parte de transportadores e comerciantes, causados \u200b\u200bpela escassez de d\u00f3lares e combust\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde abril ocorrem greves, marchas, confrontos com pol\u00edcias, professores, m\u00e9dicos e profissionais de sa\u00fade contra a \u201caposentadoria obrigat\u00f3ria\u201d que se pretende impor.<\/p>\n\n\n\n<p>No dia 19 de agosto, os Sindicatos realizaram uma marcha em La Paz exigindo solu\u00e7\u00f5es para a falta de d\u00f3lares, combust\u00edveis e pre\u00e7os da cesta familiar. Declararam que n\u00e3o se sentem representados pelo atual dirigente da Central Oper\u00e1ria Boliviana (COB), Juan Carlos Huarachi, e que iriam a um hotel pr\u00f3ximo \u00e0 Plaza Murillo para instalar uma reuni\u00e3o ampliada na qual definiriam outras medidas de press\u00e3o. \u201cQuase todos os bolivianos e todas as pessoas est\u00e3o marchando de diferentes setores pela mesma coisa: a falta de d\u00f3lares, o aumento da cesta familiar, a quest\u00e3o alfandeg\u00e1ria, a quest\u00e3o tribut\u00e1ria, \u00e9 o que realmente nos preocupa.\u201d [2]<\/p>\n\n\n\n<p>Todas essas medidas s\u00e3o isoladas. Os dirigentes sindicais nada fazem para unific\u00e1-las, para coorden\u00e1-las. As reivindica\u00e7\u00f5es oper\u00e1rias e populares n\u00e3o s\u00e3o a preocupa\u00e7\u00e3o central destes l\u00edderes, que est\u00e3o divididos sobre o confronto Evo-Arce pela sucess\u00e3o presidencial.<\/p>\n\n\n\n<p>Na esfera do movimento sindical e social, as organiza\u00e7\u00f5es de base est\u00e3o divididas entre Evo e Arce, mas no n\u00edvel das c\u00fapulas predomina o apoio ao governo. O secret\u00e1rio de comunica\u00e7\u00e3o da Central Campesina, Efra\u00edn Mollo, garantiu que a CSUTCB [3] defender\u00e1 a Constitui\u00e7\u00e3o Pol\u00edtica do Estado (CPE) que prop\u00f5e uma \u00fanica reelei\u00e7\u00e3o do presidente e que est\u00e1 de acordo com o referendo anunciado pelo presidente Luis Arce. E destacou que a CSUTCB luta para defender o CPE e n\u00e3o deixar que a direita e a nova direita a pisoteiem. <em>\u201cO que querem \u00e9 encurtar o mandato do presidente Luis Arce. Com isso querem atropelar a democracia. Vamos continuar lutando para defender a CPE porque custou sangue e luto.\u201d [<\/em>4]<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto a COB, numa decis\u00e3o in\u00e9dita, que expressa a total falta de independ\u00eancia de classe, convidou o presidente e o ministro da economia para participarem da sua reuni\u00e3o Nacional Ampliada, realizado na cidade de Tupiza. Na abertura da reuni\u00e3o, Juan Carlos Huarachi [5], afirmou: \u201c<em>Pela primeira vez companheiros, um presidente est\u00e1 numa reuni\u00e3o da Central Oper\u00e1ria Boliviana. Nosso presidente, o companheiro Lucho, \u00e9 filiado \u00e0 COB, participou em v\u00e1rios congressos e reuni\u00f5es ampliadas durante os seus tempos de universidade, quando esteve na FUL [6], tem levado uma vida org\u00e2nica e sindical ativa<\/em>\u201d[7]<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O enfrentamento pela candidatura presidencial<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Embora o apoio popular ao MAS, o partido do governo, tenha diminu\u00eddo em rela\u00e7\u00e3o ao que era quando Evo Morales assumiu o cargo, as pesquisas mostram que ainda \u00e9 (na medida em que se apresenta unido) o mais prov\u00e1vel vencedor nas elei\u00e7\u00f5es presidenciais de 2025. Da\u00ed surge o confronto entre as duas principais figuras desse partido, que, assim como os dirigentes dos partidos burgueses, brigam por quem ser\u00e1 o futuro presidente da Bol\u00edvia<\/p>\n\n\n\n<p>Evo Morales governou, como subproduto dos processos revolucion\u00e1rios de 2003-2005, de 2006 a 2019, quando um golpe militar promovido pela direita no leste da Bol\u00edvia o for\u00e7ou a renunciar.<\/p>\n\n\n\n<p>A mobiliza\u00e7\u00e3o oper\u00e1ria e popular impediu a estabiliza\u00e7\u00e3o do governo golpista de Jeanine A\u00f1ez e nas elei\u00e7\u00f5es de 2020, Luis Arce, que era candidato pelo MAS, venceu com o apoio de Evo Morales.<\/p>\n\n\n\n<p>Arce era ministro da Economia de Evo e era conhecido como o autor do \u201cmilagre boliviano\u201d. Mas os desejos eleitorais os levaram a este confronto. A Constitui\u00e7\u00e3o estabelece que s\u00f3 pode haver uma reelei\u00e7\u00e3o presidencial, pelo que Evo ficaria impedido de concorrer, mas ele argumenta que se trata de elei\u00e7\u00f5es consecutivas, o que n\u00e3o seria o seu caso. Enquanto Arce defende que se cumpra o que est\u00e1 previsto na Constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesta batalha que j\u00e1 dura v\u00e1rios meses, nenhum dos dois dirigentes tem tido vergonha de dividir organiza\u00e7\u00f5es sindicais e sociais e de recorrer a qualquer m\u00e9todo para defender as suas ambi\u00e7\u00f5es eleitorais. Assim Evo promoveu bloqueios de estradas, brincando com a vida dos camponeses e causando desabastecimento nas cidades e h\u00e1 fortes suspeitas de que Arce tenha sido o gestor do movimento militar do \u00faltimo 26 de junho.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0 crise pol\u00edtica criada pelo confronto Evo-Arce soma-se n\u00e3o s\u00f3 a crise econ\u00f4mica, mas tamb\u00e9m a crise da Justi\u00e7a, permanentemente acusada de corrup\u00e7\u00e3o e prevarica\u00e7\u00e3o. A elei\u00e7\u00e3o por sufr\u00e1gio universal dos ju\u00edzes, que criou muitas expectativas, n\u00e3o resolveu esta crise, raz\u00e3o pela qual o ditado popular \u201ca justi\u00e7a boliviana, como as cobras, s\u00f3 morde quem est\u00e1 descal\u00e7o\u201d continua relevante. Cabe esclarecer que esta n\u00e3o \u00e9 uma caracter\u00edstica apenas da Justi\u00e7a Boliviana, mas de toda a justi\u00e7a burguesa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Referendo Arce: Passando a batata quente para os trabalhadores<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Por ocasi\u00e3o da mensagem presidencial de 6 de agosto, anivers\u00e1rio da independ\u00eancia nacional, Arce anunciou que convocaria um referendo. Dias depois, o governo enviou quatro quest\u00f5es ao Tribunal Supremo Eleitoral que colocam essencialmente tr\u00eas temas: 1) apenas uma reelei\u00e7\u00e3o presidencial, ainda que de forma descont\u00ednua, medida que visa impedir que Evo se qualifique para as elei\u00e7\u00f5es de 2025, 2) Acabar com o subs\u00eddio \u00e0 gasolina e ao diesel (quest\u00f5es 3 e 4) que visa ter apoio social para aumentar o pre\u00e7o do combust\u00edvel, e 3) aumentar o atual n\u00famero de deputados, esta medida visa evitar um conflito devido \u00e0 redistribui\u00e7\u00e3o dos deputados entre as regi\u00f5es com base no resultado do Censo Demogr\u00e1fico e Habitacional de 2024 que ser\u00e1 conhecido no dia 30 de agosto.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 evidente que o referendo pretende ser uma medida preventiva para aplicar o ajuste econ\u00f4mico, principalmente, para controlar o protesto das comiss\u00f5es c\u00edvicas do leste que exigem aumentar a sua representa\u00e7\u00e3o parlamentar e fechar o caminho a Evo para deixar Arce como a \u00fanica op\u00e7\u00e3o do MAS<\/p>\n\n\n\n<p>V\u00e1rios setores manifestaram a sua rejei\u00e7\u00e3o ao referendo, especialmente no que diz respeito ao subs\u00eddio, desde o argumento empresarial afirmando que cabe ao governo tomar medidas de ajuste e dos setores populares e trabalhadores afirmando que n\u00e3o se deve afetar mais o bolso das fam\u00edlias.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Por sua vez, Evo Morales declara: \u201c<em>Em sua trai\u00e7\u00e3o ao movimento ind\u00edgena e popular, com o \u00fanico objetivo de nos proibir e de tentar desviar a aten\u00e7\u00e3o da grave crise econ\u00f4mica, ele [Arce] faz uma pergunta enganosa ao impor uma interpreta\u00e7\u00e3o constitucional que n\u00e3o lhe corresponde.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Luis Arce deveria ser mais corajoso e fazer as seguintes perguntas: Voc\u00ea concorda com a proibi\u00e7\u00e3o de Evo Morales como candidato? Voc\u00ea concorda com a gest\u00e3o de Luis Arce?\u201d [8]<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Recentemente o TSE devolveu as quest\u00f5es com observa\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas sobre nitidez e imparcialidade, agora cabe ao governo ajustar e reenviar, n\u00e3o h\u00e1 prazos, mas se o objetivo \u00e9 fazer o referendo ainda este ano deve se apressar.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O que a realidade boliviana ensina.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O fen\u00f4meno do MAS e do \u201cEstado plurinacional\u201d despertou grandes expectativas n\u00e3o s\u00f3 entre os camponeses e trabalhadores bolivianos, mas tamb\u00e9m numa grande parte da esquerda mundial, especialmente na Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas a atual realidade boliviana mostra (tal como j\u00e1 mostraram o socialismo do \u201cs\u00e9culo XXI\u201d de Ch\u00e1vez e Maduro, e os governos Lula), que \u00e9 imposs\u00edvel acabar com a desigualdade social, com a corrup\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a e dos governantes, sem acabar com o sistema capitalista.<\/p>\n\n\n\n<p>Para conseguir isso, \u00e9 necess\u00e1ria uma nova revolu\u00e7\u00e3o, como a de 1952, mas que v\u00e1 mais longe. Que imponha o poder dos trabalhadores da cidade e do campo, exproprie a burguesia, imponha uma economia planificada ao servi\u00e7o das maiorias e da mais ampla democracia oper\u00e1ria e promova a solidariedade e a mobiliza\u00e7\u00e3o latino-americana para enfrentar o imperialismo. \u00c9 algo muito dif\u00edcil, mas \u00e9 a \u00fanica coisa poss\u00edvel para avan\u00e7ar na solu\u00e7\u00e3o dos problemas dos trabalhadores e do povo, no caminho da constru\u00e7\u00e3o do socialismo, por isso \u00e9 necess\u00e1rio iniciar a constru\u00e7\u00e3o do partido revolucion\u00e1rio que nos permita enfrentar com sucesso essa tarefa.<\/p>\n\n\n\n<p>________________________________________<\/p>\n\n\n\n<p>[1] Jornal La Raz\u00f3n &#8211; 07-08-2024<\/p>\n\n\n\n<p>[2] Mercedes Quisbert, l\u00edder da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Sindicatos &#8211; Diario Los Tiempos &#8211; 19\/08\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>[3] Sindicato Central \u00danico dos Trabalhadores Camponeses da Bol\u00edvia<\/p>\n\n\n\n<p>[4] La Raz\u00f3n, 23\/08\/24<\/p>\n\n\n\n<p>[5] Principal l\u00edder do COB.<\/p>\n\n\n\n<p>[6] Federa\u00e7\u00e3o Universit\u00e1ria de La Paz<\/p>\n\n\n\n<p>[7] La \u200b\u200b\u00c9poca \u2013 22\/08\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>[8]CNN, 23\/08\/2024<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depois de ter passado por um per\u00edodo de crescimento econ\u00f4mico que foi chamado de \u201cmilagre boliviano\u201d, a Bol\u00edvia est\u00e1 no meio de uma grande crise econ\u00f4mica que tem a sua principal express\u00e3o na escassez de d\u00f3lares, na dificuldade de manter os subs\u00eddios aos combust\u00edveis (gasolina e diesel) o que leva \u00e0 sua escassez, na queda [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":79483,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"litci_post_political_author":"","footnotes":""},"categories":[477,5620],"tags":[2217,478,1467,5895],"class_list":["post-79482","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-bolivia","category-america-latina","tag-alicia-sagra","tag-bolivia-2","tag-evo-morales","tag-luis-arce"],"fimg_url":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Bolivia.jpeg","categories_names":["Am\u00e9rica Latina","Bol\u00edvia"],"author_info":{"name":"lena","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/b9eb35b4c023b96c29c4a145a82c6c381b68f2c889c5427106ad5aab6df45b9d?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":null,"tagline":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/79482","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=79482"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/79482\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":79484,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/79482\/revisions\/79484"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/79483"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=79482"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=79482"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=79482"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}