{"id":79410,"date":"2024-08-13T23:03:30","date_gmt":"2024-08-13T23:03:30","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=79410"},"modified":"2024-08-13T23:03:34","modified_gmt":"2024-08-13T23:03:34","slug":"os-debates-sobre-a-venezuela","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2024\/08\/13\/os-debates-sobre-a-venezuela\/","title":{"rendered":"Os debates sobre a Venezuela"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Ap\u00f3s as elei\u00e7\u00f5es presidenciais de 28 de julho, a situa\u00e7\u00e3o venezuelana \u00e9 um dos centros de aten\u00e7\u00e3o da imprensa mundial. Nicol\u00e1s Maduro declarou-se vencedor contra Edmundo Gonz\u00e1lez, candidato da oposi\u00e7\u00e3o burguesa de direita, depois de uma evidente fraude em que o regime nem sequer conseguiu tornar p\u00fablicas as atas das mesas de vota\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Por: Alejandro Iturbe<\/p>\n\n\n\n<p>A partir do dia seguinte, <em>\u201ca juventude e a popula\u00e7\u00e3o dos bairros populares venezuelanos foram \u00e0s ruas de Caracas e de diversas cidades do pa\u00eds, para mostrar a sua indigna\u00e7\u00e3o pela fraude nas elei\u00e7\u00f5es presidenciais que mant\u00e9m o ditador Nicol\u00e1s Maduro no governo. A resposta da ditadura foi uma repress\u00e3o brutal contra jovens os desarmados: at\u00e9 agora houve 11 mortos, dezenas de feridos, v\u00e1rios desaparecidos e uma centena de presos.<a href=\"#_ftn1\" id=\"_ftnref1\"><strong>[1]<\/strong><\/a><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Diante desta situa\u00e7\u00e3o, os trabalhadores de todo o mundo s\u00e3o bombardeados por diferentes an\u00e1lises e posicionamentos atrav\u00e9s da m\u00eddia. Duas destas posi\u00e7\u00f5es parecem nitidamente opostas e polarizam o debate. Uma delas \u00e9 apresentada por v\u00e1rios governos burgueses latino-americanos (especialmente os de direita e extrema direita, como o de Javier Milei na Argentina) e v\u00e1rios governos de pot\u00eancias imperialistas.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com esta posi\u00e7\u00e3o, o que est\u00e1 acontecendo hoje na Venezuela (tanto a fraude eleitoral como a aus\u00eancia de liberdades democr\u00e1ticas e a deteriora\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mico-social das massas que levou milh\u00f5es de venezuelanos a emigrar para outros pa\u00edses) \u00e9 o resultado de que no pa\u00eds existe uma \u201cditadura socialista\u201d no pa\u00eds desde que Hugo Ch\u00e1vez assumiu o poder no final do s\u00e9culo XX. Ou seja, o \u201csocialismo\u201d seria a fonte de todos os males na Venezuela.<\/p>\n\n\n\n<p>No outro polo, h\u00e1 quem afirme que, na Venezuela, o processo liderado por Hugo Ch\u00e1vez e continuado por Nicol\u00e1s Maduro \u00e9 revolucion\u00e1rio e de conte\u00fado socialista. Ent\u00e3o, o que vemos hoje na Venezuela \u00e9 a defesa da \u201crevolu\u00e7\u00e3o bolivariana\u201d contra aqueles que querem liquid\u00e1-la. \u00c9 a posi\u00e7\u00e3o expressa pelo presidente cubano Miguel D\u00edaz-Canel, um dos mais fortes apoiantes internacionais de Nicol\u00e1s Maduro.<a href=\"#_ftn2\" id=\"_ftnref2\">[2]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Embora possa parecer contradit\u00f3rio, ambas as posi\u00e7\u00f5es t\u00eam uma base comum: a Venezuela \u00e9 \u201csocialista\u201d. Para a direita burguesa, esta \u00e9 a fonte de todo o mal. Para a posi\u00e7\u00e3o de D\u00edaz-Canel \u00e9 o que deve ser defendido a qualquer custo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A Venezuela de Ch\u00e1vez<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Vamos come\u00e7ar esse debate. Desde o in\u00edcio do regime chavista, a LIT-QI sustentou que o processo liderado por Hugo Ch\u00e1vez n\u00e3o tinha nada de socialista nem qualquer inten\u00e7\u00e3o de avan\u00e7ar nessa dire\u00e7\u00e3o. Fizemo-lo mesmo no per\u00edodo de maior prest\u00edgio do chavismo e quando grande parte da esquerda mundial aderia \u00e0 sua proposta do Socialismo do S\u00e9culo XXI. Pelo contr\u00e1rio, sustent\u00e1mos que se tratava do acesso ao poder de um setor da dire\u00e7\u00e3o das For\u00e7as Armadas burguesas que aspirava reter no pa\u00eds uma maior parcela das receitas do petr\u00f3leo (principal fonte de recursos) mas sem mudar nada sobre a estrutura do pa\u00eds como capitalista dependente do imperialismo ianque<a href=\"#_ftn3\" id=\"_ftnref3\">[3]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante v\u00e1rios anos, bilh\u00f5es de d\u00f3lares entraram na Venezuela provenientes das exporta\u00e7\u00f5es de petr\u00f3leo. Gra\u00e7as a esse dinheiro, os quadros chavistas (especialmente os altos comandantes militares) acumularam grandes fortunas e transformaram-se na chamada \u201cboliburguesia\u201d. Seu expoente mais conhecido \u00e9 Diosdao Cabello, dono do segundo grupo empresarial do pa\u00eds, com bancos, ind\u00fastrias e empresas de servi\u00e7os na Venezuela e tamb\u00e9m com in\u00fameras propriedades no exterior.<\/p>\n\n\n\n<p>O chavismo tamb\u00e9m n\u00e3o combateu seriamente a velha burguesia venezuelana. Depois que a mesma tentou derrub\u00e1-lo com o golpe de 2002 e o bloqueio patronal de 2003 (derrotado pela a\u00e7\u00e3o dos trabalhadores e das massas), fez um grande acordo com o grupo empresarial Polar-Mendoza (o maior do pa\u00eds).<\/p>\n\n\n\n<p>Finalmente, o seu proclamado anti-imperialismo foi mais em palavras do que em atos. Pagou meticulosamente a d\u00edvida externa do pa\u00eds (por vezes antecipadamente) e entregou grandes \u00e1reas de explora\u00e7\u00e3o petrol\u00edfera a multinacionais, como a estadunidense Exxon. Finalmente, em 2016, com maduro, o governo anunciou o plano Arco Mineiro do Orinoco, que entregou \u00e0s multinacionais 12% do territ\u00f3rio do pa\u00eds, rico em ouro, diamantes, ferro e outros minerais, al\u00e9m de petr\u00f3leo (neste caso, al\u00e9m de Empresas ianques e canadenses, empresas chinesas tamb\u00e9m entraram no neg\u00f3cio).<\/p>\n\n\n\n<p>No caso do chamado Cintur\u00e3o Petrol\u00edfero do Orinoco (FPO, por suas siglas em espanhol), a entrada de capital chin\u00eas se deu por meio de sociedades mistas, formadas por empresas chinesas e PDVSA, que passaram a realizar atividades de prospec\u00e7\u00e3o e aproveitamento de hidrocarbonetos. A empresa chinesa National Petroleum Corporation (CNPC), por exemplo, explorou o Bloco Jun\u00edn 4 e o Bloco Jun\u00edn 10; atrav\u00e9s da empresa mista Petrourica. Adicionalmente, a CNPC, em 2008, estabeleceu juntamente com a PDVSA, a empresa Petrosinovensa, para realizar atividades de explora\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o na \u00e1rea de Carabobo. Em 2013, a SINOPEC fez acordo com a PDVSA para investir na explora\u00e7\u00e3o do campo petrol\u00edfero Jun\u00edn 1 por 14 bilh\u00f5es de d\u00f3lares. Outra empresa com investimentos nessa regi\u00e3o \u00e9 a China National Offshore Oil Corporation (CNOOC)<\/p>\n\n\n\n<p>As poucas nacionaliza\u00e7\u00f5es ocorridas, como a da companhia telef\u00f4nica CANTV, em 2008, foram realizadas com um m\u00e9todo capitalista normal: comprando suas a\u00e7\u00f5es pelo valor de mercado.<\/p>\n\n\n\n<p>A bonan\u00e7a do petr\u00f3leo permitiu a Ch\u00e1vez destinar uma parte dos rendimentos que restavam no pa\u00eds para fazer algumas concess\u00f5es \u00e0s massas, especialmente atrav\u00e9s das chamadas Miss\u00f5es com servi\u00e7os m\u00e9dicos, educa\u00e7\u00e3o e ajuda alimentar. Significavam um benef\u00edcio para as massas, mas n\u00e3o t\u00eam nada a ver com \u201csocialismo\u201d. S\u00e3o \u201cpol\u00edticas compensat\u00f3rias\u201d que s\u00e3o aplicadas em muitos pa\u00edses capitalistas. Por exemplo, no Brasil com o Bolsa Fam\u00edlia. Mas foram estas pol\u00edticas que deram ao chavismo uma base social de massas e, durante v\u00e1rios anos, uma grande maioria eleitoral.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao mesmo tempo, a situa\u00e7\u00e3o salarial e as condi\u00e7\u00f5es de trabalho dos trabalhadores permaneceram as mesmas de antes do chavismo. O regime construiu e integrou em seu interior uma estrutura sindical burocr\u00e1tica com f\u00e9rreo controle das massas. Quando havia lutas oper\u00e1rias importantes, elas eram duramente reprimidas, como aconteceu com os trabalhadores de Sanit\u00e1rios Maracay em 2007.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A bonan\u00e7a acabou para maduro<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em 2013, quando Nicol\u00e1s Maduro sucedeu a Hugo Ch\u00e1vez, a \u201cbonan\u00e7a do petr\u00f3leo\u201d tinha terminado e a entrada de d\u00f3lares no pa\u00eds diminu\u00eda cada vez mais. Neste contexto, o chavismo agiu como todos os regimes burgueses: com ataques cada vez mais duros aos padr\u00f5es de vida das massas. As Miss\u00f5es foram enfraquecidas ao extremo ou desapareceram, os sal\u00e1rios dos trabalhadores venezuelanos tornaram-se os mais baixos do mundo e a pobreza, a mis\u00e9ria e a fome cresceram permanentemente.<\/p>\n\n\n\n<p>A express\u00e3o mais aguda desta terr\u00edvel situa\u00e7\u00e3o das massas foi que mais de 7.000.000 de venezuelanos tiveram que emigrar (especialmente para trabalhar em outros pa\u00edses latino-americanos) para sobreviver e\/ou ajudar as suas fam\u00edlias que permaneceram no pa\u00eds<a href=\"#_ftn4\" id=\"_ftnref4\">[4]<\/a> (uma quantidade que noutros pa\u00edses s\u00f3 ocorreu em situa\u00e7\u00f5es de guerra ou de terr\u00edveis cat\u00e1strofes naturais).<\/p>\n\n\n\n<p>Por seu lado, a boliburguesia e os altos quadros chavistas exibiam escandalosamente a sua riqueza com carros importados, resid\u00eancias luxuosas, viagens de lazer ao estrangeiro e propriedades noutros pa\u00edses, como vimos com Diosdado Cabello.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao mesmo tempo, aprofundou-se a entrega do pa\u00eds. Por um lado, com o Arco do Orinoco e na FPO, a que j\u00e1 nos referimos. Por outro lado, come\u00e7ando a privatizar as poucas empresas estrangeiras que tinha nacionalizado.<a href=\"#_ftn5\" id=\"_ftnref5\">[5]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>O chavismo tinha perdido qualquer tra\u00e7o progressista que pudesse ter tido no seu apogeu, os trabalhadores e as massas romperam com ele em massa, come\u00e7aram a odi\u00e1-lo e a lutar contra maduro, com toda a justi\u00e7a. A sua base de apoio popular foi reduzida ao extremo.<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o, teve que recorrer a uma repress\u00e3o muito dura contra as massas (das For\u00e7as Armadas ou de gangues armadas) e a fraudes eleitorais cada vez mais evidentes para se manter no poder. Por isso, como expressa a declara\u00e7\u00e3o da UST (se\u00e7\u00e3o venezuelana da LIT-CI): <em>\u201cSomos categ\u00f3ricos em afirmar que o governo de Nicol\u00e1s Maduro \u00e9 uma ditadura capitalista, corrupta, faminta e repressiva\u2026\u201d.<\/em> Para n\u00f3s que defendemos os interesses da classe trabalhadora, n\u00e3o h\u00e1 outra forma de caracterizar o regime chavista hoje.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Um crime pol\u00edtico<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Esta dura realidade \u00e9 o que explica porque a velha burguesia venezuelana e as suas express\u00f5es pol\u00edticas, que em 2002-2003 estavam totalmente derrotadas e odiadas pelas massas, conseguiram recuperar a sua influ\u00eancia popular e, infelizmente, hoje aparecem como a \u00fanica alternativa poss\u00edvel para derrotar o regime chavista. \u00c9 o pr\u00f3prio chavismo o principal respons\u00e1vel por isso.<\/p>\n\n\n\n<p>Aqui \u00e9 necess\u00e1rio acrescentar outro fator: nos melhores anos do chavismo, a grande maioria das organiza\u00e7\u00f5es de esquerda venezuelanas \u201ccomprou\u201d a falsa narrativa do socialismo do s\u00e9culo XXI, integrou-se no aparelho pol\u00edtico do PSUV ou o apoiou acriticamente. Tamb\u00e9m se alinhou a favor do chavismo, uma parte importante da esquerda internacional. Desta forma, impediram que se constru\u00edsse na Venezuela uma organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica verdadeiramente revolucion\u00e1ria e socialista que pudesse se apresentar como uma alternativa para os trabalhadores e as massas que come\u00e7avam a romper com o chavismo.<\/p>\n\n\n\n<p>Se nos tempos da ascens\u00e3o do chavismo esta pol\u00edtica estava errada, continuar a defend\u00ea-la agora com Nicol\u00e1s Maduro, e identific\u00e1-lo como \u201csocialista\u201d, \u00e9 um grave crime pol\u00edtico. Porque qualquer trabalhador que olhe para a realidade venezuelana diz: \u201cse isto \u00e9 socialismo, n\u00e3o \u00e9 o que eu quero. Eu prefiro o capitalismo que tamb\u00e9m tem fome, mas pelo menos d\u00e1 alguma democracia.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 um crime pol\u00edtico que suja a verdadeira proposta socialista e revolucion\u00e1ria aos olhos dos trabalhadores e das massas, e os empurra para os bra\u00e7os do imperialismo, da direita burguesa e at\u00e9 da extrema direita, como Bolsonaro ou Milei, que, juntamente com o seu discurso contra o \u201csocialismo\u201d e o \u201ccomunismo\u201d t\u00eam o luxo de se apresentarem hipocritamente como \u201cdemocr\u00e1ticos\u201d face \u00e0 ditadura chavista.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Algumas considera\u00e7\u00f5es finais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A realidade venezuelana com Maduro \u00e9 t\u00e3o desagrad\u00e1vel que algumas figuras muito influentes na pol\u00edtica latino-americana, como o brasileiro Lula ou a argentina Cristina Kirchner, que anteriormente defendia o chavismo e Nicol\u00e1s Maduro, agora se distanciaram e pedem \u201ctranspar\u00eancia eleitoral\u201d<a href=\"#_ftn6\" id=\"_ftnref6\">[6]<\/a>. Ao mesmo tempo, este distanciamento aproxima a posi\u00e7\u00e3o destes l\u00edderes da posi\u00e7\u00e3o do imperialismo ianque e europeu.<\/p>\n\n\n\n<p>A LIT-QI tamb\u00e9m prop\u00f5e que na Venezuela devemos lutar por elei\u00e7\u00f5es verdadeiramente democr\u00e1ticas. Mas, ao mesmo tempo, afirmamos que para alcan\u00e7\u00e1-las, <em>\u201c\u00e9 necess\u00e1rio unificar, aprofundar e fortalecer de forma independente as mobiliza\u00e7\u00f5es at\u00e9 que a<\/em> <em>ditadura seja derrotada\u201d<\/em> e que, portanto, <em>\u201c\u00e9 pertinente discutir democraticamente, nos setores populares e nos centros de trabalho as a\u00e7\u00f5es a serem tomadas para continuar o processo de enfrentamento \u00e0 ditadura, manter as mobiliza\u00e7\u00f5es de rua e construir uma greve geral para derrubar a ditadura\u201d.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 precisamente isso que a oposi\u00e7\u00e3o burguesa venezuelana, o imperialismo ianque e europeu, o Papa e figuras como Lula ou Cristina Kirchner mais querem evitar. Ou seja, evitar a todo custo que a sa\u00edda de Maduro e o fim da ditadura chavista sejam resultado da a\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria das massas.<\/p>\n\n\n\n<p>Aspiram que qualquer transi\u00e7\u00e3o seja realizada atrav\u00e9s de uma sa\u00edda negociada com o regime ou, em qualquer caso, atrav\u00e9s de uma fratura da FFFA e de um golpe de Estado. Nicol\u00e1s Maduro j\u00e1 negou qualquer possibilidade de negocia\u00e7\u00e3o e, ao mesmo tempo, a lideran\u00e7a das For\u00e7as Armadas continua firmemente a ser uma parte central do regime, na defesa dos seus neg\u00f3cios e do seu enriquecimento.<\/p>\n\n\n\n<p>A a\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria dos trabalhadores e das massas \u00e9 a \u00fanica forma poss\u00edvel de se livrar da ditadura chavista. N\u00e3o acreditamos que isto possa ser alcan\u00e7ado atrav\u00e9s de uma \u201cvia eleitoral\u201d. Nem atrav\u00e9s de negocia\u00e7\u00f5es com a ditadura chavista ou com o imperialismo ianque. Propomos a mobiliza\u00e7\u00e3o independente das massas, por fora do quadro da oposi\u00e7\u00e3o burguesa de direita. A LIT-QI e a sua sec\u00e7\u00e3o venezuelana promovem a mais ampla unidade de a\u00e7\u00e3o com todos aqueles que partilham esta proposta de luta contra a ditadura.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao mesmo tempo, no marco desta luta comum, consideramos necess\u00e1rio fazer uma avalia\u00e7\u00e3o global de todo o processo chavista e de como o seu car\u00e1cter burgu\u00eas conduziu, desde o seu in\u00edcio, a este presente de ditadura capitalista. A luta contra a ditadura deve fazer parte do caminho na estrat\u00e9gia de uma verdadeira revolu\u00e7\u00e3o socialista. Portanto, nesse caminho, \u00e9 necess\u00e1rio avan\u00e7ar na constru\u00e7\u00e3o de uma organiza\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria de trabalhadores disposta a lev\u00e1-lo at\u00e9 o fim.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\">[1]<\/a> <a href=\"https:\/\/litci.org\/pt\/2024\/07\/30\/nao-a-fraude-eleitoral-abaixo-a-ditadura-de-maduro-todo-apoio-as-mobilizacoes\/\">N\u00e3o \u00e0 fraude eleitoral! Abaixo a ditadura de Maduro, todo apoio \u00e0s mobiliza\u00e7\u00f5es &#8211; Liga Internacional dos Trabalhadores (litci.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref2\" id=\"_ftn2\">[2]<\/a> <a href=\"https:\/\/efe.com\/mundo\/2024-05-16\/diaz-canel-expresa-su-invariable-apoyo-a-la-revolucion-bolivariana-en-venezuela\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">D\u00edaz-Canel da su &#8220;invariable apoyo&#8221; a la revoluci\u00f3n en Venezuela (efe.com)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref3\" id=\"_ftn3\">[3]<\/a> Ver, por exemplo, a sele\u00e7\u00e3o de materiais do livro \u201cVenezuela depois de Ch\u00e1vez: um balan\u00e7o necess\u00e1rio\u201d publicado pela Editora Sundermann (Brasil, 2015) e a revista Correio Internacional n\u00ba 18 (2017) em https:\/\/litci.org\/ pt\/correio-internacional-18-maduro\/<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref4\" id=\"_ftn4\">[4]<\/a> https:\/\/www.acnur.org\/emergencias\/situacion-de-venezuela#:~:text=M%C3%A1s%20de%207%2C7%20millones,Am%C3%A9rica%20Latina%20y%20el%20Caribe.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref5\" id=\"_ftn5\">[5]<\/a> <a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/gobierno-de-maduro-avanza-en-el-proceso-de-reprivatizacion-y-entrega-de-los-recursos-del-pais\/\">Gobierno de Maduro avanza en el proceso de reprivatizaci\u00f3n y entrega de los recursos del pa\u00eds &#8211; Liga Internacional de los Trabajadores (litci.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref6\" id=\"_ftn6\">[6]<\/a> <a href=\"https:\/\/cnnespanol.cnn.com\/2024\/07\/29\/izquierda-latinoamericana-elecciones-venezuela-orix\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">La divisi\u00f3n de la izquierda latinoamericana tras las elecciones de Venezuela: \u00bfqui\u00e9n reconoce a Maduro como ganador y qui\u00e9n no? (cnn.com)<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s as elei\u00e7\u00f5es presidenciais de 28 de julho, a situa\u00e7\u00e3o venezuelana \u00e9 um dos centros de aten\u00e7\u00e3o da imprensa mundial. Nicol\u00e1s Maduro declarou-se vencedor contra Edmundo Gonz\u00e1lez, candidato da oposi\u00e7\u00e3o burguesa de direita, depois de uma evidente fraude em que o regime nem sequer conseguiu tornar p\u00fablicas as atas das mesas de vota\u00e7\u00e3o. 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