{"id":79367,"date":"2024-08-03T14:50:02","date_gmt":"2024-08-03T14:50:02","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=79367"},"modified":"2024-08-03T14:50:04","modified_gmt":"2024-08-03T14:50:04","slug":"sobre-a-situacao-atual-do-chile-e-as-tarefas-das-e-dos-trabalhadores-as","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2024\/08\/03\/sobre-a-situacao-atual-do-chile-e-as-tarefas-das-e-dos-trabalhadores-as\/","title":{"rendered":"Sobre a situa\u00e7\u00e3o atual do Chile e as tarefas das e dos trabalhadores\/as"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Na \u00faltima edi\u00e7\u00e3o de A Voz dos Trabalhadores come\u00e7amos a publicar alguns artigos especiais para responder \u00e0s perguntas: Por que o Chile n\u00e3o muda? O que precisa ser feito para mudar isso? Partimos de uma an\u00e1lise do poder das 10 fam\u00edlias mais ricas do pa\u00eds e de algumas empresas transnacionais (minera\u00e7\u00e3o, AFPs, bancos), que controlam toda a economia, se beneficiando do capitalismo neoliberal que exporta mat\u00e9rias-primas e produtos de baixo valor agregado. Nesta edi\u00e7\u00e3o, queremos continuar com essa s\u00e9rie de artigos, explicando os mecanismos que estas fam\u00edlias utilizam para dominar o Estado (poder pol\u00edtico) e o papel dos principais partidos do regime como \u201cfuncion\u00e1rios\u201d destas fam\u00edlias. Sem compreender isso, \u00e9 imposs\u00edvel compreender porque \u00e9 que os governos v\u00e3o e v\u00eam, de esquerda e da direita, e nada muda.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Por: Movimento Internacional dos Trabalhadores (MIT) \u2013 Chile<\/p>\n\n\n\n<p>Desde 2006, o Chile tem vivido fortes mobiliza\u00e7\u00f5es sociais (com anos de altos e baixos da luta). A partir da \u201crebeli\u00e3o dos pinguins\u201d, ficou evidente que o capitalismo chileno estava entrando em crise. Os estudantes foram os primeiros a sair, contra a privatiza\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o. Diferentes setores de trabalhadores juntaram-se aos estudantes, cansados \u200b\u200bdos abusos e da falta de direitos (subcontratantes do cobre a partir de 2007, florestais, trabalhadores portu\u00e1rios, etc.). V\u00e1rias regi\u00f5es tamb\u00e9m foram palco de rebeli\u00f5es, como Ays\u00e9n, Punta Arenas e Freirina. Posteriormente, o movimento feminista explodiu, questionando o machismo nas escolas, universidades, ambientes de trabalho e ruas. Soma-se a isso o movimento NO + AFP, com manifesta\u00e7\u00f5es de mais de 1 milh\u00e3o de pessoas em todo o pa\u00eds. Por sua vez, os Mapuche refor\u00e7aram a sua luta pela recupera\u00e7\u00e3o das terras e pelos seus direitos nacionais. Embora algumas destas lutas tenham alcan\u00e7ado vit\u00f3rias parciais, o capitalismo selvagem chileno continuou a aprofundar-se em todas as \u00e1reas da vida.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais de uma d\u00e9cada de lutas sustentadas culminou na chamada \u201cexplos\u00e3o social\u201d, uma explos\u00e3o de enormes propor\u00e7\u00f5es, que caracterizamos como uma revolu\u00e7\u00e3o, pelas suas reivindica\u00e7\u00f5es, pela sua massividade e pela viol\u00eancia das massas. A revolu\u00e7\u00e3o chilena de 2019 abalou o regime pol\u00edtico. Para salvar a democracia burguesa e o modelo econ\u00f4mico, os partidos do regime uniram-se e fizeram um grande acordo nacional, o Acordo de Paz de 15 de novembro. O Partido Comunista, embora n\u00e3o o tenha assinado, o reconheceu, orientando suas bases a abandonar a luta pela queda de Pi\u00f1era e priorizar a luta dentro da nova institucionalidade que vinha surgindo, a Assembleia Constituinte [AC].<\/p>\n\n\n\n<p>Na AC, os partidos ditos \u201cantineoliberais\u201d e tamb\u00e9m os constituintes independentes (Lista Popular e Movimentos Sociais), come\u00e7aram a redigir uma nova Constitui\u00e7\u00e3o juntamente com os partidos burgueses, como o Partido Socialista, um dos pilares do capitalismo chileno nas \u00faltimas 3 d\u00e9cadas. O resultado dessa Conven\u00e7\u00e3o foi uma nova Constitui\u00e7\u00e3o que reconheceu alguns direitos sociais no papel, mas que n\u00e3o tocou o centro do capitalismo neoliberal: a propriedade privada de grandes grupos econ\u00f4micos e o Estado burgu\u00eas. A par disso, os partidos \u201cantineoliberais\u201d conseguiram chegar ao governo, com a Frente Ampla \u00e0 frente, seguida do PS e do PC. As suas primeiras medidas demonstraram a uma grande parte da classe trabalhadora que seriam apenas mais um governo, muito semelhante \u00e0 antiga <em>Concertaci\u00f3n<\/em>. Assim, nem o resultado da Assembleia Constituinte nem o governo de Boric conseguiram convencer o povo de que a nova Constitui\u00e7\u00e3o mudaria o pa\u00eds. A direita aproveitou este cen\u00e1rio, apoiando-se nos sentimentos mais retr\u00f3grados de um setor dos trabalhadores para realizar uma enorme campanha contra a nova Constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A vit\u00f3ria da \u201cRejei\u00e7\u00e3o\u201d levou \u00e0 desmoraliza\u00e7\u00e3o muitos dirigentes oper\u00e1rios, estudantis e populares. Muitos pensaram que tudo estava perdido, que n\u00e3o havia o que fazer. A partir disso, os partidos do regime concordaram em realizar um novo processo constituinte. O Partido Comunista integrou-se totalmente no novo acordo. O novo processo constituinte, liderado principalmente pela direita, tamb\u00e9m foi um fracasso. Mais uma vez a maioria da popula\u00e7\u00e3o rejeitou a proposta constitucional apresentada. O regime, vacilante, sobreviveu, com a sua Constitui\u00e7\u00e3o de 1980, atualizada em democracia.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao mesmo tempo, o governo de Boric provou ser um governo totalmente pr\u00f3 empresarial, como j\u00e1 prev\u00edamos antes da sua vit\u00f3ria. Boric ficar\u00e1 para a hist\u00f3ria por ter aprovado um dos mais infames Acordos de Livre Com\u00e9rcio das \u00faltimas d\u00e9cadas, o TPP11(1), que \u00e9 um verdadeiro ataque \u00e0 soberania nacional. Al\u00e9m disso, ser\u00e1 respons\u00e1vel por manter a entrega de l\u00edtio a grandes empres\u00e1rios corruptos, como Ponce Lerou da SQM.<\/p>\n\n\n\n<p>Por privilegiar a \u201cgovernabilidade\u201d para os donos do pa\u00eds, Boric n\u00e3o conseguiu resolver nem um dos grandes problemas sociais. Assim, a sua resposta \u00e0s novas e antigas exig\u00eancias populares tem sido aumentar a repress\u00e3o e criminalizar as leis. Boric chegou a tal ponto ao adotar o programa \u201cde direita\u201d que hoje os partidos de direita t\u00eam grande dificuldade em se diferenciar do governo. Os grandes empres\u00e1rios e os seus partidos aprenderam, com a revolu\u00e7\u00e3o, que t\u00eam que fortalecer o aparato repressivo para enfrentar um novo ascenso das massas que sem d\u00favida vir\u00e1, mais cedo ou mais tarde.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Nova situa\u00e7\u00e3o, velhos problemas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os problemas sociais que deram origem \u00e0 \u201cexplos\u00e3o social\u201d continuam e alguns, ap\u00f3s a pandemia, aprofundaram-se. Isto gerou, nos \u00faltimos meses, diferentes lutas sociais: oper\u00e1rios de Huachipato, estivadores de diferentes regi\u00f5es, estudantes do ensino m\u00e9dio, professores de Antofagasta, funcion\u00e1rios\/as da sa\u00fade, etc. O genoc\u00eddio palestino tamb\u00e9m provocou uma mobiliza\u00e7\u00e3o significativa entre a juventude. Voltamos a uma din\u00e2mica semelhante \u00e0 anterior a 2019, onde as fissuras do capitalismo chileno se expressam mais uma vez.<\/p>\n\n\n\n<p>Devido aos ataques do governo de Boric e ao fortalecimento da direita, muitos companheiros\/as acreditam que estamos numa situa\u00e7\u00e3o reacion\u00e1ria ou numa \u201conda conservadora\u201d. N\u00e3o acreditamos que isso seja correto. Hoje h\u00e1 lutas em diversas frentes devido \u00e0s reais condi\u00e7\u00f5es de vida da popula\u00e7\u00e3o. Muitos ativistas que ficaram desmoralizados ap\u00f3s a vit\u00f3ria da \u201cRejei\u00e7\u00e3o\u201d voltam a retomar a dianteira da luta e outros novos ativistas est\u00e3o surgindo. Por outro lado, embora o governo tenha aprovado medidas mais duras contra os movimentos sociais, estas ainda n\u00e3o se materializaram em persegui\u00e7\u00f5es sistem\u00e1ticas contra aqueles que lutam, com exce\u00e7\u00e3o dos dirigentes Mapuche autonomistas, como H\u00e9ctor Llaitul. O governo Boric mistura repress\u00e3o com tentativas de coopta\u00e7\u00e3o (mesas de negocia\u00e7\u00e3o, promessas, coopta\u00e7\u00e3o de dirigentes sociais para cargos governamentais, etc.).<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje estamos numa situa\u00e7\u00e3o nova. A revolu\u00e7\u00e3o de 2019 foi desviada, mas o regime pol\u00edtico s\u00f3 conseguiu uma relativa estabilidade, incorporando a Frente Ampla e o Partido Comunista na dire\u00e7\u00e3o do Estado, para que ajudem a burguesia a controlar os movimentos de massas. Contudo, as lutas sociais reaparecem, devido aos problemas que permanecem vigentes. Surgem novos partidos de esquerda: Partido Popular, Partido Solidariedade para Chile e outros. No entanto, nenhum deles faz uma avalia\u00e7\u00e3o profunda da revolu\u00e7\u00e3o chilena e tende a seguir os mesmos passos do Partido Comunista e da Frente Ampla, buscando alcan\u00e7ar reformas no interior da democracia burguesa chilena, cada vez mais restritiva devido ao peso dos grandes monop\u00f3lios. Alguns partidos que se apresentam como revolucion\u00e1rios est\u00e3o cada vez mais tomando como centro o caminho da disputa institucional, como o Partido Revolucion\u00e1rio dos Trabalhadores (PTR).<\/p>\n\n\n\n<p>Do MIT apontamos em outra dire\u00e7\u00e3o. Estamos convencidos de que mais cedo ou mais tarde surgir\u00e3o novamente mobiliza\u00e7\u00f5es de massas e que os revolucion\u00e1rios devem preparar-se para isso. O que as \u00faltimas duas d\u00e9cadas de luta nos ensinaram \u00e9 que \u00e9 imposs\u00edvel conseguir mudan\u00e7as sociais profundas neste regime pol\u00edtico fazendo acordos com o grande capital e os seus partidos. Nossa tarefa \u00e9 construir um movimento independente da classe trabalhadora, a partir do local de trabalho e a partir dos interesses imediatos de cada setor, mas com o objetivo de unificar todas as lutas num programa de transforma\u00e7\u00e3o social. Este programa deve atender \u00e0s reivindica\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas do movimento social chileno, como o fim das AFPs, a educa\u00e7\u00e3o e a sa\u00fade p\u00fablicas gratuitas, o direito \u00e0 moradia digna, a devolu\u00e7\u00e3o das terras Mapuche, o fim da subcontrata\u00e7\u00e3o, etc., conectando-o com a luta pela recupera\u00e7\u00e3o de todas as riquezas do pa\u00eds, com a nacionaliza\u00e7\u00e3o do cobre, do l\u00edtio e a nacionaliza\u00e7\u00e3o das terras e das grandes empresas portu\u00e1rias e sider\u00fargicas, etc., tudo sob o controle dos trabalhadores.<\/p>\n\n\n\n<p>A luta por esta transforma\u00e7\u00e3o social s\u00f3 pode ocorrer atrav\u00e9s das organiza\u00e7\u00f5es da classe trabalhadora e do povo, com o objetivo de fazer uma revolu\u00e7\u00e3o social que destrua este regime pol\u00edtico e o Estado burgu\u00eas, colocando o poder nas m\u00e3os da classe trabalhadora organizada. Para fazer isso, \u00e9 necess\u00e1rio remover as organiza\u00e7\u00f5es oper\u00e1rias e populares das suas lideran\u00e7as tradicionais e burocr\u00e1ticas. Devemos fazer uma verdadeira revolu\u00e7\u00e3o nos sindicatos para que deixem de ser bra\u00e7os das empresas e passem a discutir os interesses imediatos e hist\u00f3ricos da classe trabalhadora com democracia e mobiliza\u00e7\u00e3o tomando como exemplo a CUT de Clot\u00e1rio Blest de 1953 e a longa experi\u00eancia dos Recabarren no movimento sindical. A fragmenta\u00e7\u00e3o sindical \u00e9 outro grande problema, tanto para a luta imediata como para a luta a longo prazo, uma vez que enfraquece a nossa classe. Tamb\u00e9m entre estudantes e popula\u00e7\u00e3o pobre devemos procurar unificar as lutas, encontrando pontos comuns que possam mobilizar. A experi\u00eancia das Assembleias territoriais surgidas durante a revolu\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m da articula\u00e7\u00e3o de sindicatos e organiza\u00e7\u00f5es populares atrav\u00e9s de espa\u00e7os como a Mesa de Unidade Social (que naquele momento era dirigida por uma dire\u00e7\u00e3o traidora) deveria servir de guia para as pr\u00f3ximas lutas.<\/p>\n\n\n\n<p>Para levar este programa aos sindicatos, associa\u00e7\u00f5es de bairro e organiza\u00e7\u00f5es sociais, devemos construir um partido revolucion\u00e1rio da classe trabalhadora, que supere as tradicionais e novas dire\u00e7\u00f5es reformistas, como o Partido Comunista, a Frente Ampla e suas novas caricaturas. Sem a exist\u00eancia desse partido, veremos como novas explos\u00f5es sociais terminar\u00e3o como em 2019, sem grandes mudan\u00e7as, com dire\u00e7\u00f5es traidoras e pr\u00f3-empresariais.<\/p>\n\n\n\n<p>Editorial da 33\u00aa edi\u00e7\u00e3o de A Voz dos Trabalhadores<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Tratado Integral e Progressivo de Parceria Transpac\u00edfico. O TPP11 envolve Austr\u00e1lia, Brunei Darussalam, Canad\u00e1, Mal\u00e1sia, M\u00e9xico, Jap\u00e3o, Nova Zel\u00e2ndia, Peru, Singapura, Vietname e Chile. \u00c9 o terceiro maior Acordo de Com\u00e9rcio Livre do mundo, depois do CETA (entre o Canad\u00e1 e a UE) e do USMCA (Canad\u00e1, Estados Unidos e M\u00e9xico). \u21a9\ufe0e<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na \u00faltima edi\u00e7\u00e3o de A Voz dos Trabalhadores come\u00e7amos a publicar alguns artigos especiais para responder \u00e0s perguntas: Por que o Chile n\u00e3o muda? O que precisa ser feito para mudar isso? 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