{"id":79261,"date":"2024-07-17T20:20:37","date_gmt":"2024-07-17T20:20:37","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=79261"},"modified":"2024-07-17T20:20:40","modified_gmt":"2024-07-17T20:20:40","slug":"o-ataque-de-7-de-outubro-e-seu-lugar-na-historia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2024\/07\/17\/o-ataque-de-7-de-outubro-e-seu-lugar-na-historia\/","title":{"rendered":"O ataque de 7 de outubro e seu lugar na hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"\n<p><em>No dia 17 de julho, a organiza\u00e7\u00e3o de direitos humanos Human Rights Watch postou um relat\u00f3rio controverso na qual injustamente acusa o Hamas e outros quatro grupos da resist\u00eancia palestina de crimes de guerra e crimes contra a humanidade.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Por: Fabio Bosco<\/p>\n\n\n\n<p>Entre outras acusa\u00e7\u00f5es, o relat\u00f3rio informa que a resist\u00eancia palestina, em uma a\u00e7\u00e3o planejada e deliberada, executou 1.195 pessoas, das quais 815 eram civis, e que tomou 251 prisioneiros.<\/p>\n\n\n\n<p>Estas conclus\u00f5es est\u00e3o baseadas em 144 depoimentos dos quais 94 testemunhas da a\u00e7\u00e3o, e 280 fotografias e v\u00eddeos. (1)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como foi o ataque<\/strong>?<\/p>\n\n\n\n<p>O melhor document\u00e1rio investigativo sobre o 7 de outubro at\u00e9 o momento foi produzido pela Al-Jazeera baseado nas informa\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis. Em linhas gerais, ele faz o seguinte relato. (2)<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0s 6h da manh\u00e3 do dia 7 de outubro de 2023, cerca de 1.200 combatentes da resist\u00eancia palestina liderada pelo Hamas se re\u00fanem e recebem as instru\u00e7\u00f5es sobre o ataque. S\u00e3o instru\u00e7\u00f5es de combate militar que explicitam quais os armamentos adequados para atacar tanques e ve\u00edculos blindados.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0s 6h30, os combatentes rompem a barreira entre a Faixa de Gaza e os territ\u00f3rios ocupados por Israel em 1948 em dez pontos portando armamento letal leve (metralhadoras e m\u00edsseis port\u00e1teis antitanque). A ampla maioria entra por terra, caminhando ou em ve\u00edculos comuns, enquanto alguns entram pelo mar e pelo ar com dispositivos improvisados. Simultaneamente, drones s\u00e3o lan\u00e7ados contra torres e antenas do sistema de comunica\u00e7\u00e3o israelense e milhares de foguetes s\u00e3o lan\u00e7ados de Gaza.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar do servi\u00e7o de intelig\u00eancia israelense ter reunido informa\u00e7\u00f5es sobre a prepara\u00e7\u00e3o do ataque durante meses (e de ter recebido um alerta do servi\u00e7o de intelig\u00eancia eg\u00edpcio poucos dias antes do ataque) nenhuma medida foi tomada, n\u00e3o houve qualquer amplia\u00e7\u00e3o de tropas na fronteira e as bases militares israelenses da regi\u00e3o foram pegas de surpresa, tornando-se alvo f\u00e1cil dos combatentes palestinos.<\/p>\n\n\n\n<p>Os combatentes tomam bases militares e executam os soldados israelenses. Sem encontrar resist\u00eancia, os combatentes se deparam com uma festa reunindo centenas de jovens (certamente a maioria militares na ativa ou na reserva, j\u00e1 que o alistamento militar \u00e9 compuls\u00f3rio) executando v\u00e1rios deles. Tamb\u00e9m entram nos assentamentos israelenses (kibutz) pr\u00f3ximos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0s 8h30, algumas centenas de moradores de Gaza, volunt\u00e1ria e desordenadamente, passam pela barreira e chegam at\u00e9 assentamentos israelenses. 253 israelenses s\u00e3o aprisionados e levados para Gaza.<br><br>\u00c0s 9h, as tropas israelenses come\u00e7am a chegar \u00e0 regi\u00e3o com helic\u00f3pteros e tanques. Eles atacam qualquer alvo humano, e desta forma, matam palestinos e israelenses.<\/p>\n\n\n\n<p>No total, 1.154 israelenses e estrangeiros foram mortos, dos quais 782 eram civis, e 372 eram soldados e policiais israelenses. Al\u00e9m destes, cerca de 200 palestinos foram mortos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quem matou os soldados e civis israelenses?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Estado de Israel nunca aceitou uma investiga\u00e7\u00e3o independente sobre os eventos de 7 de outubro e nunca permitiu o acesso de investigadores aos corpos dos mortos.<\/p>\n\n\n\n<p>Exemplo disso foi o tratamento dispensado \u00e0 comiss\u00e3o de inqu\u00e9rito nomeada pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU para reunir provas e identificar executores de viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos, que servir\u00e3o de base para processos por crimes de guerra no Tribunal Penal Internacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Chris Sidoti, um dos tr\u00eas membros da comiss\u00e3o afirmou no \u00faltimo dia 16 de abril que \u201cno que toca o governo de Israel, vemos n\u00e3o apenas uma falta de coopera\u00e7\u00e3o, mas uma obstru\u00e7\u00e3o ativa de nossos esfor\u00e7os para reunir provas das testemunhas e v\u00edtimas israelenses relativas aos eventos ocorridos no sul de Israel\u201d. (3)<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 o momento n\u00e3o se sabe quantos foram mortos pelos combatentes palestinos e quantos foram mortos pelas tropas israelenses. Segundo reportagem do jornal Haaretz de 7 de julho de 2024, v\u00e1rios foram mortos pelas tropas israelenses para evitar que a resist\u00eancia palestina tomasse prisioneiros, o chamado protocolo Hannibal. (4)<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os 782 civis, 36 eram menores de idade sendo 13 menores de 12 anos. N\u00e3o houve o assassinato de 40 beb\u00eas, nem qualquer dos mortos teve a cabe\u00e7a decepada como a imprensa israelense e ocidental alentou nos primeiros dias ap\u00f3s o ataque. As den\u00fancias de estupro nunca foram investigadas de forma independente porque o governo israelense nunca permitiu que a Comiss\u00e3o de Inqu\u00e9rito da ONU pudesse faz\u00ea-lo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O lugar do 7 de outubro na hist\u00f3ria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O ataque da resist\u00eancia palestina liderada pelo Hamas recolocou a quest\u00e3o palestina na agenda mundial. Desta forma congelou a normaliza\u00e7\u00e3o de rela\u00e7\u00f5es entre a maioria dos pa\u00edses \u00e1rabes e Israel. O ataque tamb\u00e9m exp\u00f4s a fragilidade na pol\u00edtica de seguran\u00e7a de Israel baseada na limpeza \u00e9tnica e no sistema de apartheid, e desta forma, desmoralizou o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu e provavelmente selou o seu futuro.<\/p>\n\n\n\n<p>O ataque \u00e9 ostensivamente denominado de terrorista pelas grandes pot\u00eancias imperialistas em todo o mundo. Infelizmente, o relat\u00f3rio da Human Rights Watch termina por se somar \u00e0 condena\u00e7\u00e3o da resist\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>O relat\u00f3rio erra ao n\u00e3o exigir que aut\u00f3psias e exames forenses sejam realizados por legistas criminais independentes para determinar a causa dos \u00f3bitos e, eventualmente, os executores.<\/p>\n\n\n\n<p>O erro mais importante \u00e9, no entanto, descontextualizar os ataques de 7 de outubro da situa\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica de 76 anos de apartheid e limpeza \u00e9tnica as quais est\u00e1 submetido o povo palestino, e desconsiderar o direito de resist\u00eancia, inclusive armada, dos povos que vivem sob ocupa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em nenhum momento o relat\u00f3rio lembra que a resist\u00eancia palestina, ao tomar presos israelenses, t\u00eam como \u00fanico objetivo troc\u00e1-los pelos milhares de presos palestinos que a pot\u00eancia ocupante mant\u00e9m, muitos dos quais sem qualquer acusa\u00e7\u00e3o formal. Ser\u00e1 que um povo que vive sob ocupa\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem o direito de tomar prisioneiros da pot\u00eancia ocupantes para trocar pelos seus?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Vozes discordantes<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sob o calor do genoc\u00eddio de palestinos em Gaza, dos massacres na Cisjord\u00e2nia e da repress\u00e3o em Al-Quds\/Jerusal\u00e9m e em toda a Palestina ocupada em 1948, o povo palestino e vozes de importantes intelectuais estadunidenses de origem judia discordam da defini\u00e7\u00e3o de \u201cataque terrorista\u201d e da condena\u00e7\u00e3o aos ataques de 7 de outubro.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 o momento, 71% dos palestinos de Gaza e da Cisjord\u00e2nia concordam com a decis\u00e3o da resist\u00eancia palestina liderada pelo Hamas de lan\u00e7ar o ataque apesar do enorme custo material e humano. E 90% dos palestinos de Gaza e Cisjord\u00e2nia entendem que a resist\u00eancia palestina n\u00e3o cometeu qualquer atrocidade. (5)<\/p>\n\n\n\n<p>Judith Butler, professora e fil\u00f3sofa estadunidense, filha de imigrantes judeus, em uma mesa redonda em Paris no dia 3 de mar\u00e7o, afirmou que o ataque de 7 de outubro n\u00e3o pode ser caracterizado como um ato terrorista, ou um ataque antissemita. Ela denominou o ataque de \u201cato de resist\u00eancia armada\u201d. (6)<\/p>\n\n\n\n<p>Uma reflex\u00e3o muito interessante foi feita pelo historiador judeu estadunidense Norman Finkelstein. Filho de sobreviventes do Holocausto Nazista, ele \u00e9 o autor de v\u00e1rias obras sobre a quest\u00e3o palestina entre as quais se destaca \u201cA ind\u00fastria do holocausto\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Em entrevista para Marc Lamont Hill, o professor Finkelstein comparou o ataque de 7 de outubro com a famosa rebeli\u00e3o de negros escravizados liderada por Nat Turner no estado da Virg\u00ednia (Estados Unidos) em 1831. Nesta rebeli\u00e3o, os escravizados mataram cerca de 60 cidad\u00e3os brancos. Segundo os historiadores, essas mortes n\u00e3o se deram por acaso. O l\u00edder da rebeli\u00e3o, Nat Turner, deu a orienta\u00e7\u00e3o de matar todos os brancos que encontrassem pela frente.<\/p>\n\n\n\n<p>A rea\u00e7\u00e3o dos escravistas brancos foi brutal. Al\u00e9m de denominar a rebeli\u00e3o negra de atroz, 120 escravos negros foram linchados de imediato, e mais 80 foram condenados \u00e0 morte e enforcados. Al\u00e9m disso, novas leis escravistas foram impostas proibindo a alfabetiza\u00e7\u00e3o de negros e a reuni\u00e3o de negros para qualquer fim.<\/p>\n\n\n\n<p>A rebeli\u00e3o de Nat Turner inspirou John Brown a liderar um assalto ao arsenal de armas do ex\u00e9rcito em Harpers\u2019 Ferry na V\u00edrginia em 1859 com o objetivo de iniciar um levante armado contra a escravid\u00e3o. Preso, foi condenado \u00e0 morte na forca.<\/p>\n\n\n\n<p>Ambas rebeli\u00f5es foram ostensivamente chamadas de atrozes pelas autoridades escravagistas. No entanto, hoje, ap\u00f3s o fim da escravid\u00e3o e a partir das conquistas do movimento pelos direitos civis, ambas rebeli\u00f5es s\u00e3o consideradas marcos da luta contra a escravid\u00e3o. Nat Turner e John Brown ocupam um lugar de honra no pante\u00e3o de her\u00f3is que lutaram pela liberdade nos Estados Unidos. Ser\u00e1 que a organiza\u00e7\u00e3o Human Rights Watch os condenaria por crimes de guerra e crimes contra a humanidade retroativamente? (7)<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda \u00e9 cedo para saber se o ataque de 7 de outubro foi mais um momento da luta palestina pela sua liberta\u00e7\u00e3o, ou se foi o momento de virada contra o Estado racista de Israel. O tempo responder\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>Muitos criticam o ataque de 7 de outubro pela sua viol\u00eancia. O professor Finkelstein levanta a quest\u00e3o: quais as op\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis para a resist\u00eancia palestina? O Hamas venceu as elei\u00e7\u00f5es em 2006 e a rea\u00e7\u00e3o de Israel, Estados Unidos e Europa foi impor um bloqueio contra a faixa de Gaza, transformando-a em um grande campo de concentra\u00e7\u00e3o. O Hamas prop\u00f4s uma tr\u00e9gua de longo prazo (hudna em \u00e1rabe) mas Israel nunca aceitou negociar. Qual alternativa restava sen\u00e3o a resist\u00eancia armada?<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda sobre a viol\u00eancia, o famoso dramaturgo e poeta Bertold Brecht, em uma cr\u00edtica \u00e0 historiografia plutocrata das elites e dos vencedores, escreveu:<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cDo rio que tudo arrasta, diz-se que \u00e9 <\/em><strong><em>violento<\/em><\/strong><em>. Mas ningu\u00e9m chama de <\/em><strong><em>violentas<\/em><\/strong><em> \u00e0s <\/em><strong><em>margens<\/em><\/strong><em> que o comprimem.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>NOTAS:<\/p>\n\n\n\n<p>(1)<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.hrw.org\/news\/2024\/07\/17\/october-7-crimes-against-humanity-war-crimes-hamas-led-groups\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.hrw.org\/news\/2024\/07\/17\/october-7-crimes-against-humanity-war-crimes-hamas-led-groups<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>(2)<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"October 7 | Al Jazeera Investigations\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/_0atzea-mPY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>(3)<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.reuters.com\/world\/middle-east\/un-commission-accuses-israel-obstructing-oct-7-probe-2024-04-16\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.reuters.com\/world\/middle-east\/un-commission-accuses-israel-obstructing-oct-7-probe-2024-04-16\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>(4)<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-liga-internacional-dos-trabalhadores wp-block-embed-liga-internacional-dos-trabalhadores\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"IkKMSIgevi\"><a href=\"https:\/\/litci.org\/pt\/2024\/07\/13\/israel-utilizou-o-protocolo-hannibal-no-dia-7-de-outubro\/\">Israel utilizou o protocolo Hannibal no dia 7 de Outubro<\/a><\/blockquote><iframe loading=\"lazy\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Israel utilizou o protocolo Hannibal no dia 7 de Outubro&#8221; &#8212; Liga Internacional dos Trabalhadores\" src=\"https:\/\/litci.org\/pt\/2024\/07\/13\/israel-utilizou-o-protocolo-hannibal-no-dia-7-de-outubro\/embed\/#?secret=9VGdJoA0rC#?secret=IkKMSIgevi\" data-secret=\"IkKMSIgevi\" width=\"500\" height=\"282\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>(5) <a href=\"https:\/\/www.pcpsr.org\/en\/node\/969\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.pcpsr.org\/en\/node\/969<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>(6) <a href=\"https:\/\/www.lemonde.fr\/en\/opinion\/article\/2024\/03\/15\/judith-butler-by-calling-hamas-attacks-an-act-of-armed-resistance-rekindles-controversy-on-the-left_6621775_23.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.lemonde.fr\/en\/opinion\/article\/2024\/03\/15\/judith-butler-by-calling-hamas-attacks-an-act-of-armed-resistance-rekindles-controversy-on-the-left_6621775_23.html<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>(7) <a href=\"https:\/\/www.aljazeera.com\/program\/upfront\/2024\/4\/5\/norman-finkelstein-on-gaza-the-us-couldve-stopped-israel-on-day-one\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.aljazeera.com\/program\/upfront\/2024\/4\/5\/norman-finkelstein-on-gaza-the-us-couldve-stopped-israel-on-day-one<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No dia 17 de julho, a organiza\u00e7\u00e3o de direitos humanos Human Rights Watch postou um relat\u00f3rio controverso na qual injustamente acusa o Hamas e outros quatro grupos da resist\u00eancia palestina de crimes de guerra e crimes contra a humanidade. 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