{"id":79230,"date":"2024-07-13T19:53:42","date_gmt":"2024-07-13T19:53:42","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=79230"},"modified":"2024-07-13T19:53:45","modified_gmt":"2024-07-13T19:53:45","slug":"franca-uma-sequencia-eleitoral-tensa-e-agitada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2024\/07\/13\/franca-uma-sequencia-eleitoral-tensa-e-agitada\/","title":{"rendered":"Fran\u00e7a: uma sequ\u00eancia eleitoral tensa e agitada"},"content":{"rendered":"\n<p>Em um artigo anterior foi feito um balan\u00e7o dos desafios da dissolu\u00e7\u00e3o do parlamento e das grandes tend\u00eancias esperadas para as elei\u00e7\u00f5es legislativas imediatas que Macron chamou na tarde de 9 de junho. Mais recentemente demos uma imagem mais precisa e fiel poss\u00edvel da campanha legislativa do Reagrupamento Nacional (RN) e da din\u00e2mica que desencadeou. Trata-se agora de compreender a evolu\u00e7\u00e3o do panorama pol\u00edtico franc\u00eas produzido nas \u00faltimas quatro semanas para melhor entender as tend\u00eancias do per\u00edodo que se abre ap\u00f3s o segundo turno destas elei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Por: Grupo simpatizante da LIT na Fran\u00e7a<\/p>\n\n\n\n<p>Relembremos brevemente as principais consequ\u00eancias da derrota de Macron nas elei\u00e7\u00f5es europeias e da dissolu\u00e7\u00e3o da Assembleia Nacional decidida por Macron: profundo enfraquecimento do seu campo pol\u00edtico; aumento sem precedentes do RN; fratura e grande crise da direita cl\u00e1ssica, parte dela optando pela alian\u00e7a com o RN; unifica\u00e7\u00e3o da esquerda com a constitui\u00e7\u00e3o da Nova Frente Popular (NFP).<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro turno e suas principais li\u00e7\u00f5es<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td><strong>Partidos e coaliz\u00f5es<\/strong><strong><\/strong><\/td><td><strong>Voz<\/strong><strong><\/strong><\/td><td><strong>% registrado<\/strong><strong><\/strong><\/td><td><strong>% expresado<\/strong><strong><\/strong><\/td><td><strong>Cadeiras<\/strong><strong><\/strong><\/td><\/tr><tr><td>RN + LR \u201cCiotti\u201d<\/td><td>10 628507<\/td><td>21,54%<\/td><td>33,15%<\/td><td>38<\/td><\/tr><tr><td>NFP<\/td><td>8.974.566<\/td><td>18,19%<\/td><td>27,99%<\/td><td>32<\/td><\/tr><tr><td>Juntos (coaliz\u00e3o Macron)<\/td><td>6.425.217<\/td><td>13,02%<\/td><td>20,04%<\/td><td>2<\/td><\/tr><tr><td>LR (\u201cno-Ciotti\u201d)<\/td><td>2.104.918<\/td><td>4,27%<\/td><td>6,57%<\/td><td>1<\/td><\/tr><tr><td>Varios dereitos<\/td><td>1.172.548<\/td><td>2,38%<\/td><td>3,66%<\/td><td>2<\/td><\/tr><tr><td>Varios esquerda<\/td><td>491.069<\/td><td>1,00%<\/td><td>1,53%<\/td><td>0<\/td><\/tr><tr><td>Centro varios<\/td><td>391 408<\/td><td>0,79%<\/td><td>1,22%<\/td><td>0<\/td><\/tr><tr><td>Mais \u00e0 esquerda<\/td><td>367 158<\/td><td>0,74%<\/td><td>1,15%<\/td><td>0<\/td><\/tr><tr><td>Reconquista<\/td><td>240.006<\/td><td>0,49%<\/td><td>0,75%<\/td><td>0<\/td><\/tr><tr><td>Outros<a href=\"#_ftn1\" id=\"_ftnref1\">[1]<\/a><\/td><td>1.202.878<\/td><td>2,44%<\/td><td>3,75%<\/td><td>1<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Os resultados do primeiro turno confirmaram essencialmente as pesquisas: forte progresso do RN, dura derrota de Macronie e din\u00e2mica insuficiente da NFP que o impedisse de reverter o predom\u00ednio do RN e seus aliados. Um fato que n\u00e3o era realmente esperado da elei\u00e7\u00e3o \u00e9 que a elevada participa\u00e7\u00e3o, pr\u00f3xima de uma elei\u00e7\u00e3o presidencial (66,71%), n\u00e3o prejudicou o RN, que parece ter, em parte, se beneficiado. Obtemos os resultados nacionais acima.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Grande vantagem para o RN<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Parecia que o parlamento seria dominado por tr\u00eas grandes blocos pol\u00edticos: o que rodeia o RN (com o LR pr\u00f3-Ciotti e possivelmente outros); aquele agrupado na NFP, que apresentamos em artigo anterior; e o \u201cJuntos!\u201d da antiga maioria presidencial, que re\u00fane os partidos Renascimento, em franc\u00eas <em>Renaissance<\/em> &#8211; RE (Macron), Movimento Democr\u00e1tico, em franc\u00eas: Mouvement d\u00e9mocrate, MoDem, e o partido Horizontes, em franc\u00eas Horizons, (do ex-primeiro ministro franc\u00eas Edouard Philippe, ndt).<\/p>\n\n\n\n<p>No primeiro turno houve uma vit\u00f3ria n\u00edtida para o RN que, pela primeira vez em sua hist\u00f3ria, conquistou o primeiro lugar em uma elei\u00e7\u00e3o legislativa nacional. A R\u00e9volution Permanente observa assim a evolu\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica do partido lep\u00e9nista: <em>\u201cSob Sarkozy e Hollande, o partido de extrema-direita ganhou quase dez pontos. Com Macron, ganhou vinte, dos quais mais de quinze nos \u00faltimos dois anos<\/em>. No primeiro turno, a quest\u00e3o central era se o bloco de extrema-direita obteria a maioria absoluta. Foi o bloco RN que conseguiu eleger o maior n\u00famero de deputados no primeiro turno (39 no total). O RN e seus aliados lideraram em mais da metade dos 577 distritos eleitorais (exatos 297 do RN contra 110 em 2022, e contra 155 da NFP, que ficou em segundo lugar). Outras medidas desse aumento: com seus mais de 10,6 milh\u00f5es de votos, o conjunto RN-Ciotti registrou 2,5 vezes mais votos que o RN nas elei\u00e7\u00f5es legislativas de 2022. Em compara\u00e7\u00e3o com as elei\u00e7\u00f5es presidenciais de 2022, o RN sozinho obt\u00e9m melhores resultados do que Marine Le Pen h\u00e1 dois anos (9.377.397 votos contra 8.133.828), e a diferen\u00e7a \u00e9 cerca de 2,5 milh\u00f5es (+30%) se forem inclu\u00eddos os votos \u201cciottistas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A vota\u00e7\u00e3o do RN ampliou para regi\u00f5es onde antes era muito mais fraca. Este \u00e9 especialmente o caso na Bretanha, terra geralmente socialista e depois macronista, onde o RN obt\u00e9m 27,76%, ficando pouco atr\u00e1s da NFP e do campo presidencial. Numa regi\u00e3o onde nunca conseguiu participar num segundo turno das elei\u00e7\u00f5es legislativas o RN triunfou em quase todos os distritos eleitorais. L\u00e1, como em outros lugares, o seu crescimento \u00e9 n\u00edtido nas \u00e1reas rurais. No sudoeste tamb\u00e9m \u00e9 n\u00edtido o ganho eleitoral do RN, em terras tradicionalmente socialistas. Em v\u00e1rios destes departamentos, o RN classificou-se para o segundo turno, por vezes em condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>O RN avan\u00e7a em todas as categorias da popula\u00e7\u00e3o. O partido lepenista consolida as suas ra\u00edzes em c\u00edrculos socioprofissionais onde j\u00e1 era forte, ao mesmo tempo que avan\u00e7a em setores onde ainda era fraco. Segundo pesquisa da OpinionWay para Les Echos, o RN avan\u00e7a entre os desempregados (40%), entre as pessoas que n\u00e3o possuem ensino m\u00e9dio completo (48%) e entre os trabalhadores (53%). Mas tamb\u00e9m est\u00e1 crescendo entre os aposentados (em grande medida, at\u00e9 agora, muito atr\u00e1s de Macron), bem como entre executivos e pessoas com ensino superior. O estudo observa que o RN <em>\u201cagora atrai tanto homens (34% dos eleitores) quanto mulheres (32%), aos jovens dos 18 aos 24 anos (33%) e idosos (39% das pessoas dos 50 aos 64 anos), os ativos (35%) e os desempregados (40%).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, o RN esmaga seus concorrentes mais diretos, a come\u00e7ar pelo Reconqu\u00eate, partido de Eric Zemmour que elegeu nenhum deputado em 2022, e nos 330 distritos eleitorais em que esteve presente desta vez obteve apenas 0,7%. Este partido sobreviver\u00e1? Isto surge depois do fracasso das negocia\u00e7\u00f5es entre o RN e esta forma\u00e7\u00e3o que arrancou as cadeiras do Parlamento Europeu em 9 de junho. A sobrinha de Marine Le Pen (Marion Mar\u00e9chal) parece ter jogado a carta da alian\u00e7o RN-Reconquista, contra Zemmour, que queria mostrar a sua diferen\u00e7a. Interrog\u00e1mo-nos tamb\u00e9m sobre o futuro pol\u00edtico do antigo aliado de Marine Le Pen nas elei\u00e7\u00f5es presidenciais de 2017, o soberanista Nicolas Dupont-Aignan, deputado por Essonne desde 1997 e cuja reelei\u00e7\u00e3o foi muito incerta no final do primeiro turno.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Din\u00e2mica insuficiente da NFP<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A uni\u00e3o da esquerda dentro da NFP permitiu avan\u00e7ar um pouco em rela\u00e7\u00e3o a 2022, mas a din\u00e2mica n\u00e3o foi suficiente para frear o avan\u00e7o do RN. Com quase 28% e 9 milh\u00f5es de votos, a NFP ficou atr\u00e1s do bloco RN, e elege 32 deputados em primeiro turno, entre eles figuras nacionais como Olivier Faure (primeiro secret\u00e1rio do PS), Sandrine Rousseau (deputada ecologista em Paris ), Eric Coquerel e Cl\u00e9mentine Autain (LFI em Seine Saint Denis).<\/p>\n\n\n\n<p>A NFP consegiu um grande avan\u00e7o em Paris, onde ficou em primeiro lugar em 13 dos 18 distritos eleitorais, e elegeu nove deputados no primeiro turno, permitindo \u00e0 capital resistir \u00e0 onda do RN. Globalmente, a NFP teve um bom desempenho em Ile-de-France, com uma posi\u00e7\u00e3o forte em Val d&#8217;Oise (com dois representantes eleitos); avan\u00e7a em Essonne e parece no caminho certo para vencer as batalhas da segunda fase em Seine-Saint-Denis.<\/p>\n\n\n\n<p>A n\u00edvel nacional, a din\u00e2mica foi muito mais limitada. Parece que parte do eleitorado \u00e0 esquerda e direita n\u00e3o quis votar na NFP, essencialmente por rejeitar a LFI \u00ad (Fran\u00e7a Insubmissa&nbsp;\u2013 em franc\u00eas:&nbsp;<em>La France Insoumise <\/em>fundada por&nbsp;Jean-Luc M\u00e9lenchon, ndt.). O eleitorado da LFI tamb\u00e9m parece ter sido menos mobilizado do que em 2022. A diverg\u00eancia de projetos entre os componentes da NFP refletiu-se apesar do acordo aprovado, limitando o voto a seu favor. A isto acrescenta-se uma forte diferen\u00e7a de votos para a NFP de acordo com a regi\u00e3o: \u00e9 forte em Paris e na regi\u00e3o parisiense, e mais amplamente nas zonas altamente urbanizadas e nos sub\u00farbios, mas raramente nas zonas rurais (exceto em Limousin e outras exce\u00e7\u00f5es). Nas zonas rurais ou periurbanas, a NFP enfrenta dificuldades. No geral, a NFP est\u00e1 se fortalecendo na maioria dos seus redutos, mas n\u00e3o est\u00e1 conquistando novas fra\u00e7\u00f5es do eleitorado.<\/p>\n\n\n\n<p>No \u00e2mbito da NFP, o reequil\u00edbrio de for\u00e7as parece confirmar-se ap\u00f3s as elei\u00e7\u00f5es europeias. O voto do PS voltou a ganhar peso, em grande parte em detrimento da LFI. A elimina\u00e7\u00e3o no primeiro turno do secret\u00e1rio-geral do PCF, Fabien Roussel, por um candidato do Norte do RN \u00e9 um duro golpe para ele. Mas o PC conseguiu duas reelei\u00e7\u00f5es no primeiro turno, em particular a de Elsa Faucillon em Hauts-de-Seine com 65% dos votos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A grande derrota de Macronie<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A aposta de Macron na dissolu\u00e7\u00e3o foi um fracasso retumbante: em vez de dar nova vida e eleger representantes no seu campo, o presidente infligiu um teste em que conseguiu apenas o terceiro lugar, com 20,04% dos votos e apenas duas reelei\u00e7\u00f5es no primeiro turno.<\/p>\n\n\n\n<p>O decl\u00ednio macronista \u00e9 muito massivo, ainda que o campo presidencial resista em alguns departamentos, contra o RN e a NFP. \u00c9 o caso dos territ\u00f3rios favorecidos a oeste de Paris: Hauts-de-Seine, onde um macronista \u00e9 eleito no primeiro turno, ou Yvelines, onde outros, entre os mais conhecidos de Macronie, est\u00e3o bem colocados para o segundo turno. Fora da regi\u00e3o de Paris, Macronie est\u00e1 bem face \u00e0 press\u00e3o do RN em alguns departamentos como Ille-et-Vilaine, Mayenne ou Aveyron.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O per\u00edodo entre os dois turnos e a quest\u00e3o da retirada de candidaturas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O sistema eleitoral franc\u00eas, por distrito, uninominal em dois turnos, leva a que a Assembleia Nacional seja necessariamente uma representa\u00e7\u00e3o distorcida do eleitorado. Vemos isso ainda hoje, com um bloco do RN que obteve as maiores pontua\u00e7\u00f5es no primeiro turno, mas s\u00f3 obteve a terceira representa\u00e7\u00e3o parlamentar ap\u00f3s o segundo turno.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A quest\u00e3o do triangular e quadrangular<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Principalmente para nossos leitores no exterior, precisamos explicar as regras de passagem do primeiro turno para o segundo turno. Um candidato est\u00e1 qualificado para o segundo turno das elei\u00e7\u00f5es legislativas se obtiver os votos de pelo menos 12,5% dos inscritos. Com 50% de absten\u00e7\u00e3o, isto corresponde a 25% dos votos expressos. Mas quando a participa\u00e7\u00e3o \u00e9 maior, da ordem de dois ter\u00e7os como em 30 de junho, entendemos os que o n\u00famero de candidatos qualificados para o segundo turno aumente mecanicamente, pois basta que um candidato tenha reunido (em m\u00e9dia) 18,75% dos votos dos votos expressos no primeiro turno no seu c\u00edrculo eleitoral para poderem participar no segundo. Na verdade, na noite do primeiro turno, Le Figaro contabilizou 306 elei\u00e7\u00f5es potencialmente triangulares e uma elei\u00e7\u00e3o quadrangular (em compara\u00e7\u00e3o com 190 duelos), enquanto em 2022, um ano de absten\u00e7\u00e3o muito maior, apenas foram realizadas 7 elei\u00e7\u00f5es triangulares. Contudo, uma vota\u00e7\u00e3o de tr\u00eas ou quatro \u00e9 ainda mais incerta do que um duelo entre dois candidatos. A pergunta feita na tarde do dia 30 de junho foi: quem desistiria de concorrer? Geralmente s\u00e3o os terceiros colocados que desistem, com instru\u00e7\u00f5es de voto mais ou menos precisas para garantir a derrota do candidato. Chegou primeiro ou segundo. Portanto, potencialmente os tr\u00eas blocos (RN, Macronie e NFP) ainda poderiam se enfrentar no segundo turno na maioria dos distritos eleitorais, sendo os demais casos muito mais raros. Portanto, \u00e9 importante observar o que aconteceu entre os dois turnos sobre esta quest\u00e3o, ao mesmo tempo em que observamos que existem tr\u00eas n\u00edveis de implementa\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica de retirada; retirada de candidaturas, ou recurso ou voto: o de instru\u00e7\u00f5es ao pessoal; a dos candidatos do seu distrito, que podem resistir a estas instru\u00e7\u00f5es ou mesmo rejeit\u00e1-las; a do eleitorado, que sempre segue apenas parcialmente \u2013 mas em propor\u00e7\u00f5es vari\u00e1veis \u200b\u200bdependendo da elei\u00e7\u00e3o \u2013 as instru\u00e7\u00f5es dos l\u00edderes pol\u00edticos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Retiradas, instru\u00e7\u00f5es de voto e tentativas de divis\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 not\u00e1vel a participa\u00e7\u00e3o inusitada, numa elei\u00e7\u00e3o deste tipo, dos sindicatos e dos seus dirigentes, na maioria das vezes no primeiro turno, e a favor da NFP, mas de forma mais geral contra o RN. Ap\u00f3s o primeiro turno, as posi\u00e7\u00f5es sindicais, tanto comuns como individuais, multiplicaram-se. Desde 1 de julho, uma declara\u00e7\u00e3o intersindical que re\u00fane a CFDT, a CGT, a UNSA, a FSU e os Solidaires afirmava: <em>\u201cNada est\u00e1 decidido\u201d,<\/em> apelando a <em>\u201cum avan\u00e7o democr\u00e1tico, social e republicano nas urnas\u201d.<\/em> Sophie Binet (CGT) chamou a lutar contra o \u201c<em>nem-nem<\/em>\u201d (nem a esquerda nem o RN), que enfrentam \u201c<em>um perigo mortal para a nossa Rep\u00fablica<\/em>\u201d. Para Marylise L\u00e9on (CFDT), ante o RN, <em>\u201cnenhum c\u00e1lculo pol\u00edtico se sustenta. Os candidatos com classifica\u00e7\u00e3o mais baixa, sejam eles quem forem, devem retirar-se para derrotar os candidatos de extrema-direita no segundo turno.\u201d<\/em> <em>Solidaires apelaram \u00e0 \u201cunidade das for\u00e7as sindicais e associativas para impedir um governo da extrema direita<\/em>\u201d. Laurent Escure (UNSA), ante o <em>\u201cperigo de uma maioria do RN<\/em>\u201d, tamb\u00e9m exigiu \u201c<em>retirada republicana<\/em>\u201d. E a Conf\u00e9d\u00e9ration Paysanne disse estar \u201c<em>muito preocupada<\/em>\u201d em ver o RN t\u00e3o perto do poder.<\/p>\n\n\n\n<p>Dentro da NFP, todos o pessoal rapidamente deu instru\u00e7\u00f5es para a retirada dos candidatos que ficaram em terceiro lugar, pelo menos caso fosse poss\u00edvel a elei\u00e7\u00e3o de um deputado do RN, a partir da tarde do dia 30 de junho. Isto levou inclusive, em particular, \u00e0 retirada das candidaturas da NFP em circuncri\u00e7\u00f5es eleitorais onde Macronie estava representado por figuras tristemente emblem\u00e1ticas: G\u00e9rald Darmanin, Ministro do Interior do Norte; Elisabeth Borne, ex-primeira-ministra encarregada de impor a reforma previdenci\u00e1ria! Para a fra\u00e7\u00e3o LR que se op\u00f5e a Eric Ciotti, tamb\u00e9m houve nitidez: nem retirada nem chamado ao voto \u00e0 esquerda.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, foi a cacofonia que predominou entre os presidenci\u00e1veis. Houve alguns casos de recuos r\u00e1pidos a favor da esquerda \u2013 at\u00e9 mesmo da LFI \u2013 para derrotar o RN. Mas entre os tenores de Macronie, toda uma s\u00e9rie de nuances governava as instru\u00e7\u00f5es para o segundo turno, e a \u201cretirada republicana\u201d n\u00e3o foi nada sistem\u00e1tica. Alguns macronistas se mantiveram em posi\u00e7\u00f5es triangulares, contra as instru\u00e7\u00f5es centrais; outros acabaram cedendo \u00e0s press\u00f5es do Estado-Maior. Em nenhum caso os l\u00edderes macronistas pediram nitidamente o voto na NFP para derrotar o RN. Nada de surpreendente, depois de ter demonizado a esquerda unida tanto ou mais que o RN. Na maioria dos casos, foi feita uma distin\u00e7\u00e3o entre a LFI \u2013 muitas vezes apresentado como \u201cn\u00e3o republicano\u201d e \u201cantissemita\u201d durante meses \u2013 e os outros componentes da NFP. Para muitos, como o ex-primeiro-ministro Edouard Philippe, esta n\u00e3o \u00e9 uma instru\u00e7\u00e3o de \u201cnem-nem\u201d contra \u201clezextreme\u201d: nem LFI, nem RN. O Ministro da Economia, Bruno Le Maire, tamb\u00e9m rejeitou ambos, afirmando que seriam \u201c<em>dois Frexits disfar\u00e7ados<\/em>\u201d. Muitos macronistas reivindicam uma l\u00f3gica caso a caso, como Ya\u00ebl Braun-Pivet, ex-presidente da Assembleia, que pede para n\u00e3o dar votos ao RN mas quer distinguir entre os candidatos da LFI, considerando que \u201c<em>nem todos s\u00e3o iguais<\/em>\u201d. &#8221; Ao final foram 14 candidatos macronistas que, diante do apelo ao bloqueio do RN, optaram por manter-se na terceira posi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Na verdade, todas estas nuances dentro do campo presidencial n\u00e3o refletem apenas diverg\u00eancias entre indiv\u00edduos, mas tamb\u00e9m obscurecem o que emergiu mais nitidamente nos \u00faltimos dias antes do segundo: uma tentativa, particularmente orquestrada por Attal, de dividir a NFP para conseguir governar com os seus setores mais direitistas. Para fazer isso, \u00e9 melhor n\u00e3o ofender o conjunto da esquerda. Da\u00ed a sua ret\u00f3rica mais moderada do que antes do primeiro turno. Este empreendimento, que provavelmente destruiria a NFP, produziu efeitos sedutores ainda antes do segundo turno. Marine Tondelier, l\u00edder dos ecologistas, considerou publicamente v\u00e1rias vezes um governo comum com Macronie, declarando em particular: <em>\u201cn\u00e3o haver\u00e1 uma boa solu\u00e7\u00e3o. Encontraremos o menos mau e o melhor para a Fran\u00e7a. Mas sim, devemos mostrar-nos preparados para governar.\u201d<\/em> Hollande tamb\u00e9m deixou a porta aberta a esse governo de coaliz\u00e3o, que, segundo ele, deveria basear-se em <em>\u201cpromessas m\u00ednimas, pelo menos durante um ano, para que o pa\u00eds seja governado<\/em>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O surpreendente veredicto do segundo turno<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os resultados anunciados na tarde do dia 7 de julho n\u00e3o eram esperados. Certamente, as \u00faltimas pesquisas entre os dois turnos previram falta de maioria absoluta e revelaram diminui\u00e7\u00e3o de cadeiras para o RN em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s proje\u00e7\u00f5es iniciais, mas indicaram um primeiro lugar em cadeiras para o RN e essa diminui\u00e7\u00e3o foi percebida como consequ\u00eancia das desist\u00eancias. Mas o que finalmente aconteceu nas urnas n\u00e3o estava previsto: um primeiro lugar atribu\u00eddo a NFP, um campo macronista que ficou em segundo lugar com um n\u00famero inesperado de representantes eleitos, e o bloco RN que foi relegado para o terceiro lugar no parlamento.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A transforma\u00e7\u00e3o de votos em cadeiras<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Se o primeiro turno representou uma vit\u00f3ria clara para o RN, o segundo foi um rev\u00e9s, que n\u00e3o conseguiu converter a tentativa. Aqui se tem a imagem da nova Assembleia.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"704\" height=\"396\" src=\"http:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Franca.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-79231\" srcset=\"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Franca.png 704w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Franca-300x169.png 300w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Franca-150x84.png 150w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Franca-696x392.png 696w\" sizes=\"auto, (max-width: 704px) 100vw, 704px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Fonte: Minist\u00e9rio do Interior. Infogr\u00e1fico Le Figaro.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Por parte da NFP, os 184 eleitos est\u00e3o divididos em 78 LFI, 69 PS, 28 ecologistas e 9 PC. Pelo menos parte da \u201cesquerda misturada\u201d e dos \u201cregionalistas\u201d (entre os \u201cv\u00e1rios\u201d) poderiam juntar-se a eles. Os 166 eleitos do campo macronista est\u00e3o divididos em 99 Renaissance, 33 Modem, 26 Horizon e 9 \u201coutros grandes\u201d. presidencial&#8221;. A direita (LR e v\u00e1rias direitas) consegue salvar o mobili\u00e1rio com 65 eleitos, enquanto o RN se limita a 143 deputados, incluindo os 17 de LR-Ciotti.<\/p>\n\n\n\n<p>Como explicar esta mudan\u00e7a \u2013 t\u00e3o r\u00e1pida \u2013 entre as dois turnos? Primeiro, muitas elei\u00e7\u00f5es locais foram muito apertadas e dezenas de deputados foram eleitos ou reeleitos com algumas centenas de votos a mais, ou at\u00e9 menos. Parece tamb\u00e9m que os recalls anti-RN funcionaram bem. Sem d\u00favida, a maioria dos eleitores de esquerda votou em Macronie ou LR, um n\u00famero significativo de eleitores de direita ou de centro tamb\u00e9m votou na esquerda. Mas parece n\u00edtido que as retiradas favoreceram mais Macronie do que a esquerda, particularmente porque as instru\u00e7\u00f5es da esquerda foram mais n\u00edtidas e porque o eleitorado de esquerda votou mais no LR ou na direita macronista do que os eleitores com estas sensibilidades n\u00e3o votaram na esquerda. Podemos assumir que este \u00faltimo ponto \u00e9 mais verdadeiro para aplica\u00e7\u00f5es LFI. Ga\u00ebl Sliman, do Instituto Odoxa, explica o seguinte: \u201c64% dos eleitores do CCN que t\u00eam de escolher entre um candidato do Grupo e um candidato do RN declaram-se encorajados a votar no candidato do Grupo, contra apenas 5 % para o candidato do RN A tend\u00eancia \u00e9 menos forte, mas igualmente importante para os eleitores do bloco central, \u201cque t\u00eam entre 4 e 5 vezes mais probabilidade (49% contra 11%) de dizer que votariam a favor do RN em vez de contra&#8221;. Para os eleitores da LR, o quadro \u00e9 mais variado, j\u00e1 que apenas 35% afirmam estar mais inclinados a votar contra o RN, enquanto 28% consideram que isso refor\u00e7a a sua vontade de votar na coliga\u00e7\u00e3o de extrema-direita&#8221;1. As futuras sondagens de opini\u00e3o sobre este tema ter\u00e3o de ser acompanhadas de perto.<\/p>\n\n\n\n<p>No final a NFP e o \u201cJuntos!\u201d Gra\u00e7as \u00e0s retiradas, conseguiram vencer a maior parte dos duelos contra o RN. Se \u00e9 um erro falar de uma derrota deste partido, que aumentou consideravelmente a sua for\u00e7a eleitoral e passou de 89 deputados para 143 (com os seus aliados), as elei\u00e7\u00f5es de 7 de julho n\u00e3o confirmam a din\u00e2mica anterior. Enquanto em 30 de junho o bloco RN havia conquistado 39 circunscri\u00e7\u00f5es, liderado em 258 e classificado para o segundo turno em outros 186, s\u00f3 obteve, com seus aliados, 104 vit\u00f3rias em 7 de julho. O RN alcan\u00e7a seu melhor desempenho reelegendo deputados de seus redutos no Norte, Nordeste e Sudeste, e ampliando sua influ\u00eancia institucional nesses territ\u00f3rios, mas h\u00e1 pouca confirma\u00e7\u00e3o de seu crescimento em termos de eleitos , em zonas onde est\u00e1 menos implantada, na Bretanha, por exemplo. Verifica-se tamb\u00e9m \u2013 este \u00e9 um ponto levantado por alguns analistas e pelo pr\u00f3prio Bardella \u2013 que os cerca de 80 candidatos do RN denunciados pelos seus coment\u00e1rios racistas, homof\u00f3bicos, antissemitas, etc. pesou muito no final. Segundo um analista, <em>\u201cisso influenciou a guinada \u00e0 esquerda, porque os eleitores (re)descobriram uma imagem do RN que n\u00e3o conheciam\u201d.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O que as elei\u00e7\u00f5es mostram?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para compreender o que aconteceu \u00e9 necess\u00e1rio ter em conta a situa\u00e7\u00e3o de profunda crise pol\u00edtica e social que abala toda a Europa e tamb\u00e9m a Fran\u00e7a e que est\u00e1 na base da enorme polariza\u00e7\u00e3o social e pol\u00edtica que assistimos no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Se por um lado h\u00e1 uma tend\u00eancia para o fortalecimento das lutas e o surgimento de ativistas independentes, n\u00e3o ligados \u00e0s for\u00e7as pol\u00edticas e que confrontam a burocracia sindical, por outro h\u00e1 um n\u00edtido aumento das tend\u00eancias nacionalistas, justamente numa altura em que a UE, imprensada no meio do confronto entre os dois principais imperialismos mundiais, os EUA e a China, desempenha um papel cada vez mais subordinado na economia e na pol\u00edtica mundial.<\/p>\n\n\n\n<p>Na aus\u00eancia de partidos revolucion\u00e1rios capazes de representar as lutas e promov\u00ea-las no sentido de questionar o sistema capitalista, os partidos da esquerda reformista crescem eleitoralmente. Mas tamb\u00e9m o populismo de direita e de extrema-direita, como o RN em Fran\u00e7a, que tenta virar a seu favor o descontentamento e a raiva popular contra as pol\u00edticas de Macron, apoiando-se em particular na empobrecida classe m\u00e9dia baixa. Para fazer isso, utiliza propaganda racista e xen\u00f3foba que tenta atribuir todos os males aos setores mais oprimidos, como os trabalhadores\/as migrantes, promovendo assim divis\u00f5es dentro do proletariado.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Incertezas imediatas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Macronie conseguiu impedir sua derrota. Macron parece querer ganhar tempo&#8230; a ponto de deixar passar os Jogos Ol\u00edmpicos? Attal apresentou sua ren\u00fancia em 8 de julho, mas ele recusou, pedindo-lhe que permanecesse no cargo at\u00e9 o dia 18, o que Attal aceitou. Provavelmente teremos que esperar um pouco para descobrir o que exatamente est\u00e1 acontecendo.<\/p>\n\n\n\n<p>Os l\u00edderes da Frente Popular est\u00e3o em negocia\u00e7\u00f5es para propor o nome de um primeiro-ministro que tamb\u00e9m deve ser ratificado por Macron. O primeiro secret\u00e1rio do Partido Socialista, Olivier Faure, j\u00e1 rejeitou M\u00e9lenchon, apesar de a Fran\u00e7a insoumise ser o partido da coliga\u00e7\u00e3o com mais representantes eleitos. Neste momento, a gest\u00e3o da LFI exige a implementa\u00e7\u00e3o do \u201cprograma, todo o programa, mas nada mais que o programa\u201d da NFP. Entre os pol\u00edticos mais representativos da esquerda burguesa (Glucksmann, Hollande e muitos outros) existe uma vontade real de \u201csalvar o soldado Macron\u201d atrav\u00e9s da forma\u00e7\u00e3o de um governo de unidade nacional anti-RN. Ya\u00ebl Braun-Pivet foi r\u00e1pido em abrir uma brecha entre a esquerda, apelando \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de um &#8220;grande bloco central&#8221;, sem LFI ou RN. O pr\u00f3prio M\u00e9lenchon nunca foi um baluarte da independ\u00eancia de classe e pode aceitar a colabora\u00e7\u00e3o com os partidos burgueses. O regime semipresidencialista franc\u00eas inclui in\u00fameras combina\u00e7\u00f5es de acordos expl\u00edcitos e impl\u00edcitos com os partidos burgueses e at\u00e9 com Macron.<\/p>\n\n\n\n<p>Seja como for, o RN n\u00e3o est\u00e1 morta. \u201cVejo todas as sementes da vit\u00f3ria de amanh\u00e3\u201d: assim declarou Marine Le Pen para afastar a amargura das suas bases, acrescentando: \u201cA mar\u00e9 est\u00e1 subindo, desta vez n\u00e3o subiu o suficiente, mas continua a subir. a vit\u00f3ria s\u00f3 atrasar\u00e1&#8221;. \u00c9 muito prov\u00e1vel que o RN se fortale\u00e7a ainda mais na pr\u00f3xima sequ\u00eancia pol\u00edtica, especialmente se a NFP revelar a sua incoer\u00eancia program\u00e1tica &#8211; se tentar implement\u00e1-la &#8211; ou, pelo contr\u00e1rio, se se desintegrar, com uma propor\u00e7\u00e3o suficientemente grande da seus representantes eleitos que decidam engolir a sopa macronista. Uma sopa burguesa que \u00e9 necessariamente intrag\u00e1vel para as classes trabalhadoras e que durante anos as mergulhou na infelicidade, na pobreza e no desespero, um terreno f\u00e9rtil para o lepenismo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Nossas tarefas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ao contr\u00e1rio dos desvios e das renuncias que se podem esperar, a luta que se aproxima deve ser ao mesmo tempo uma luta de classes intransigente.<\/p>\n\n\n\n<p>Em todos os casos, a mobiliza\u00e7\u00e3o e as lutas da nossa classe ser\u00e3o decisivas. Devemos insistir na necessidade de independ\u00eancia de classe, sistematicamente desprezada, em um momento ou outro, pelos l\u00edderes reformistas e sindicais.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas quem diz lutar pela independ\u00eancia de classe tamb\u00e9m diz que trabalha duro para defender os valores do internacionalismo. Isto significa, antes de mais, levantar a bandeira da luta contra o imperialismo e o colonialismo franc\u00eas e os seus in\u00fameros delitos, de Fran\u00e7afrique a Kanaky. Isto tamb\u00e9m significa apoiar a resist\u00eancia ucraniana contra o imperialismo russo e apoiar o povo palestiniano contra o genoc\u00eddio levado a cabo pelo Estado de Israel. Isso tamb\u00e9m inclui, evidentemente, uma solidariedade inabal\u00e1vel para com os nossos irm\u00e3os e irm\u00e3s imigrantes ou de origem imigrante.<\/p>\n\n\n\n<p>Por \u00faltimo, mas n\u00e3o menos importante, a ideia de uma greve geral mal est\u00e1 na cabe\u00e7a das pessoas hoje, mas com o perigo da extrema direita, as manobras macronistas e as trai\u00e7\u00f5es da \u201cesquerda\u201d iminentes, \u00e9 essencial preparar-se pacientemente, trabalhar para amadurec\u00ea-la, buscando sistematicamente o reagrupamento para a luta dos setores militantes mais determinados. Chamamos a sair \u00e0s ruas para defender medidas do programa da NFP como a revoga\u00e7\u00e3o da reforma da previd\u00eancia ou o aumento do SMI nas quais n\u00e3o podemos confiar ou esperar que sejam alcan\u00e7adas, apenas atrav\u00e9s de meios parlamentares.<\/p>\n\n\n\n<p>As pr\u00f3ximas semanas, ainda antes do in\u00edcio do ano letivo em setembro, dir\u00e3o com mais precis\u00e3o o quadro pol\u00edtico em que teremos de nos mobilizar.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn1\" href=\"#_ftnref1\">[1]<\/a>Fonte: Quadro proporcionado pelo Minist\u00e9rio do Interior. <a href=\"https:\/\/www.resultats-elections.interieur.gouv.fr\/legislatives2024\/ensemble_geographique\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.resultats-elections.interieur.gouv.fr\/legislatives2024\/ensemble_gegraphique\/index.html<\/a> Agrupamos os resultados disponibilizados pelo minist\u00e9rio para reunir \u00e0 fra\u00e7\u00e3o RN e LR que seguiu a Eric Ciotti em sua alian\u00e7a com o RN. O minist\u00e9rio tamb\u00e9m contabilizou a um candidato de extrema direita sem a etiqueta do RN e n\u00e3o LR. Trata-se de Eddy Casterman, pr\u00f3ximo a Marion Mar\u00e9chal e eleito em Aisne, que se sentar\u00e1 com o RN. Nesta se\u00e7\u00e3o encontramos categorias muito diversas: regionalistas, candidatos n\u00e3o aliados de Horizontes (dereita), o PS, a esquerda Radical, o PCF, a LFI n\u00e3o investido pela dire\u00e7\u00e3o, soberanistas, ecologistas diversos e outras aplica\u00e7\u00f5es bastante inclassific\u00e1veis.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em um artigo anterior foi feito um balan\u00e7o dos desafios da dissolu\u00e7\u00e3o do parlamento e das grandes tend\u00eancias esperadas para as elei\u00e7\u00f5es legislativas imediatas que Macron chamou na tarde de 9 de junho. Mais recentemente demos uma imagem mais precisa e fiel poss\u00edvel da campanha legislativa do Reagrupamento Nacional (RN) e da din\u00e2mica que desencadeou. 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