{"id":78891,"date":"2024-05-14T22:16:36","date_gmt":"2024-05-14T22:16:36","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=78891"},"modified":"2024-05-14T22:41:10","modified_gmt":"2024-05-14T22:41:10","slug":"ato-vai-lembrar-os-76-anos-da-nakba-e-denunciar-o-genocidio-em-curso-do-povo-palestino","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2024\/05\/14\/ato-vai-lembrar-os-76-anos-da-nakba-e-denunciar-o-genocidio-em-curso-do-povo-palestino\/","title":{"rendered":"Ato vai lembrar os 76 anos da Nakba e denunciar o genoc\u00eddio em curso do povo palestino"},"content":{"rendered":"\n<p><em>O drama vivido pelos palestinos tem um marco inicial. O in\u00edcio da persegui\u00e7\u00e3o, dos assassinatos, do roubo das terras que ainda hoje fazem v\u00edtimas em Gaza e na Cisjord\u00e2nia chama-se Nakba, o termo \u00e1rabe para trag\u00e9dia, e ela come\u00e7ou em 15 de maio de 1948.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Por: CSP Conlutas<\/p>\n\n\n\n<p>A data marca a cria\u00e7\u00e3o do estado de Israel e o in\u00edcio da pol\u00edtica colonial e de segrega\u00e7\u00e3o racial na Palestina. Todos os anos, o dia da Nakba \u00e9 lembrado ao redor do mundo, com atos, marchas e atividades em defesa do povo palestino.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2024, a CSP-Conlutas estar\u00e1 presente no protesto que ocorrer\u00e1 em S\u00e3o Paulo, na quarta-feira (15), a partir das 17h30, no Masp (Av. Paulista). Os participantes sair\u00e3o em caminhada at\u00e9 a Pra\u00e7a Roosevelt.<\/p>\n\n\n\n<p>Este ano, os protestos do Dia da Nakba ocorrem em um momento de viol\u00eancia sem precedentes contra os palestinos. Em Gaza, o n\u00famero de mortos j\u00e1 superou 35 mil pessoas, ao menos 15 mil crian\u00e7as foram assassinadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, os cerca de 1.6 milh\u00f5es de pessoas que habitam o enclave j\u00e1 n\u00e3o t\u00eam mais lugares para procurar ref\u00fagio dos bombardeios israelenses. Rafah, que at\u00e9 pouco tempo era o \u00faltimo abrigo, agora tamb\u00e9m est\u00e1 nas m\u00e3os do invasor.<\/p>\n\n\n\n<p>Com isso, foram cortadas todas as entradas de ajuda humanit\u00e1ria por terra. Al\u00e9m de alimentos e medica\u00e7\u00f5es, os palestinos devem ficar sem o combust\u00edvel que mant\u00e9m hospitais funcionando e as bombas levando a escassa \u00e1gua pot\u00e1vel aos moradores.<\/p>\n\n\n\n<p>Se em Gaza, a luta pela sobreviv\u00eancia \u00e9 di\u00e1ria, na Cisjord\u00e2nia e em Jerusal\u00e9m os palestinos vivem uma radicaliza\u00e7\u00e3o do apartheid, com colonos judeus de extrema direita ateando fogo em casas palestinas e at\u00e9 mesmo nos pr\u00e9dios da ONU.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m viralizou nas redes sociais v\u00eddeos de sionistas dan\u00e7ando e comemorando, ap\u00f3s destru\u00edrem caminh\u00f5es que levariam comida e medicamentos para Gaza, numa demonstra\u00e7\u00e3o clara de um plano genocida.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>\u00caxodo que persiste<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Logo ap\u00f3s a cria\u00e7\u00e3o de Israel, em 1948, por uma decis\u00e3o arbitr\u00e1ria dos pa\u00edses imperialistas, o sionismo iniciou a invas\u00e3o \u00e0s terras palestinas. Seja com o ex\u00e9rcito ou as mil\u00edcias, ao menos 750 mil \u00e1rabes palestinos tiveram de deixar suas casas naquela \u00e9poca.<\/p>\n\n\n\n<p>In\u00fameros massacres foram cometidos pelas tropas de Israel. Mais de 400 aldeamentos e cidades da comunidade palestina foram destru\u00eddos ou esvaziados. As autoridades israelenses apagavam a refer\u00eancia de exist\u00eancia de muitas destas localidades nos mapas.<\/p>\n\n\n\n<p>Este processo de limpeza \u00e9tnica, como se ali nada existisse antes de 1948, promoveu um \u00eaxodo cont\u00ednuo. Hoje, presos em Gaza, os palestinos tamb\u00e9m s\u00e3o obrigados a caminhar incessantemente.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde outubro de 2023, mais de um milh\u00e3o de pessoas tiveram de se deslocar de uma \u00e1rea para outra, dentro de Gaza, lutando pela sobreviv\u00eancia. Com os ataques de Israel em Rafah, no Sul de Gaza, as fam\u00edlias tiveram de voltar \u00e0 regi\u00e3o central, completamente destru\u00edda.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Estudantes na luta<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Apesar da repress\u00e3o dos governos e das dire\u00e7\u00f5es das universidades, al\u00e9m da viol\u00eancia policial, os estudantes seguem acampados em diferentes locais dos EUA exigindo o fim das rela\u00e7\u00f5es das institui\u00e7\u00f5es de ensino com Israel.<\/p>\n\n\n\n<p>Com os acampamentos tamb\u00e9m crescendo em diversos pa\u00edses da Europa, tamb\u00e9m foram registrados epis\u00f3dios de repress\u00e3o na \u00faltima semana. Em Amsterdam, na Holanda, os alunos fizeram barricadas para evitar que a pol\u00edcia se aproximasse do local do protesto.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 mesmo uma escavadeira foi utilizada pela pol\u00edcia para abrir caminho contra os manifestantes e 125 alunos foram presos na capital holandesa.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Brasil deve romper!<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>No Brasil, os protestos seguem exigindo que Lula rompa todas as rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas, militares e comerciais do pa\u00edscom Israel. Na semana passada, estudantes da USP se somaram \u00e0s manifesta\u00e7\u00f5es da juventude que ocorrem pelo mundo e tamb\u00e9m realizaram um acampamento na universidade para exigir o fim de conv\u00eanios com o sionismo.<\/p>\n\n\n\n<p>Recentemente a press\u00e3o pelo desinvestimento tamb\u00e9m pressionou o Ex\u00e9rcito brasileiro, que suspendeu, pelo menos num primeiro momento, o contrato de compra de blindados israelenses ap\u00f3s press\u00e3o de ativistas.<\/p>\n\n\n\n<p>A CSP-Conlutas defende que \u00e9 preciso ir al\u00e9m. Tamb\u00e9m \u00e9 necess\u00e1rio romper com o regime sionista diplomaticamente e pressionar para que Israel sofra com as san\u00e7\u00f5es internacionais. em diferentes esferas.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se pode assistir a um genoc\u00eddio de bra\u00e7os curzados. Todos as ruas no dia 15, para mais uma vez, exigir o direito de existir do povo palestino.<\/p>\n\n\n\n<p>Pelo fim do estado racista e do apartheid imposto por Israel. Por uma palestina livre, laica e democr\u00e1tica. Do Rio ao Mar!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O drama vivido pelos palestinos tem um marco inicial. O in\u00edcio da persegui\u00e7\u00e3o, dos assassinatos, do roubo das terras que ainda hoje fazem v\u00edtimas em Gaza e na Cisjord\u00e2nia chama-se Nakba, o termo \u00e1rabe para trag\u00e9dia, e ela come\u00e7ou em 15 de maio de 1948. 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