{"id":78781,"date":"2024-04-25T14:13:55","date_gmt":"2024-04-25T14:13:55","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=78781"},"modified":"2024-04-25T14:14:03","modified_gmt":"2024-04-25T14:14:03","slug":"velhas-memorias-muito-atuais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2024\/04\/25\/velhas-memorias-muito-atuais\/","title":{"rendered":"Velhas mem\u00f3rias muito atuais"},"content":{"rendered":"\n<p>(Publicado originalmente em 2017, na edi\u00e7\u00e3o especial de Homenagem aos 30 anos de sua morte, de Conversa\u00e7\u00f5es com Nahuel Moreno)<\/p>\n\n\n\n<p>Por: Eduardo Almeida Neto<\/p>\n\n\n\n<p>Buenos Aires, uma tarde de outubro de 1985.<\/p>\n\n\n\n<p>Numa discreta casa de dois andares, em frente ao Parque Centen\u00e1rio, funcionava a sede da LIT-QI. Eu estava no Secretariado Internacional, para trabalhar ao lado de ningu\u00e9m menos que Nahuel Moreno.<\/p>\n\n\n\n<p>Para mim, o &#8220;velho&#8221; era um mito. N\u00e3o vou falar sobre a sua trajet\u00f3ria pol\u00edtica, sobre as pol\u00eamicas que acompanhei. Vou falar sobre a pessoa com quem convivi, o homem por tr\u00e1s do mito.<\/p>\n\n\n\n<p>O &#8220;velho&#8221; era uma simpatia. Combinava conhecimento enciclop\u00e9dico com a simplicidade e um sentido de humor sempre presente. Fazia parte da fila do almo\u00e7o conosco. Sentava-se \u00e0 mesa e muitas vezes t\u00ednhamos uma palestra sobre a hist\u00f3ria de \u00c1frica ou sobre as caracter\u00edsticas biol\u00f3gicas de alguma esp\u00e9cie. Quase sempre terminava com uma piada.<\/p>\n\n\n\n<p>Fiquei surpreendido por ver o Moreno a rir-se de si pr\u00f3prio. Ele sabia fazer isso, como quando disse que na primeira elei\u00e7\u00e3o em que participou concorreu com o programa da Comuna de Paris.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse tra\u00e7o da sua personalidade estava ligado a algo profundo. Moreno fez da autocr\u00edtica um instrumento decisivo. Nesse aspeto, seguiu Lenin. O &#8220;velho&#8221; ria-se dos dirigentes que &#8220;nunca erravam&#8221;, o que era uma marca de quase todos os dirigentes de esquerda, devido ao seu car\u00e1cter de classe.<\/p>\n\n\n\n<p>Quem interv\u00e9m na luta de classes comete inevitavelmente erros. Debater coletivamente os pr\u00f3prios erros \u00e9 importante para aprender e corrigir. Quem n\u00e3o aprende com os seus erros n\u00e3o se enriquece.<\/p>\n\n\n\n<p>Conheci, embora superficialmente, outros grandes dirigentes trotskistas da gera\u00e7\u00e3o de Moreno, como Mandel e Lambert. Eles eram muito diferentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Mandel era um t\u00edpico intelectual das universidades europeias, inteligente e arrogante. Deu contribui\u00e7\u00f5es interessantes sobre a economia marxista. Cometeu grandes barbaridades pol\u00edticas e te\u00f3ricas, como a capitula\u00e7\u00e3o perante a guerrilha ou a afirma\u00e7\u00e3o de que a burocracia sovi\u00e9tica nunca lideraria a restaura\u00e7\u00e3o do capitalismo. Foram erros muito graves, com consequ\u00eancias desastrosas para gera\u00e7\u00f5es de militantes. N\u00e3o conhe\u00e7o nenhuma autocr\u00edtica de Mandel.<\/p>\n\n\n\n<p>Lambert, para al\u00e9m de pedante, era grosseiro, como um burocrata sindical. Fui convidado para um congresso da OSI (a organiza\u00e7\u00e3o no Brasil ligada a Lambert), onde ele fez um contra informe que destruiu o documento apresentado pela dire\u00e7\u00e3o nacional do partido. Nesse congresso, a OSI passou de uma pol\u00edtica sect\u00e1ria em rela\u00e7\u00e3o ao PT (progressivo no seu in\u00edcio) para uma capitula\u00e7\u00e3o aberta \u00e0 sua dire\u00e7\u00e3o. Isso acabou por destruir a organiza\u00e7\u00e3o. Nunca houve autocr\u00edtica.<\/p>\n\n\n\n<p>A autocr\u00edtica \u00e9 t\u00e3o parte do legado leninista quanto o centralismo democr\u00e1tico. A dire\u00e7\u00e3o do PSTU, que aprendeu com Moreno, vive fazendo autocr\u00edticas, muitas vezes duras. Foi assim com a pouca import\u00e2ncia que demos \u00e0 luta contra as opress\u00f5es do passado, \u00e0 elabora\u00e7\u00e3o da teoria, \u00e0 proletariza\u00e7\u00e3o. Essas autocr\u00edticas nunca geraram crises, sempre ajudaram a fortalecer o partido, a orientar os seus caminhos.<\/p>\n\n\n\n<p>A maioria da esquerda nem sequer faz balan\u00e7os s\u00e9rios. Passa de uma atividade para outra sem sequer tentar perceber o que est\u00e1 certo e o que est\u00e1 errado. O PTS passou de um partido sect\u00e1rio a uma adapta\u00e7\u00e3o eleitoral sem nenhuma discuss\u00e3o profunda, sem nenhuma autocr\u00edtica. Essas organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o aprendem com seus erros. Hoje est\u00e3o em ascens\u00e3o, mas preparam grandes crises.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Moreno e a moral<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Acompanhei Moreno em muitas pol\u00eamicas, internas e externas, grandes e pequenas. Nunca o vi caluniar ningu\u00e9m. Isso tamb\u00e9m tem a ver com uma carater\u00edstica de nossa corrente. O &#8220;morenismo&#8221; n\u00e3o inclui apenas a defesa de um programa, a aud\u00e1cia na disputa pela lideran\u00e7a. Inclui a moral prolet\u00e1ria. Essa moral solid\u00e1ria que nasce espontaneamente nos piquetes e leva os ativistas a defenderem-se uns aos outros contra a pol\u00edcia e os patr\u00f5es, independentemente das correntes pol\u00edticas que cada um apoia. A moral revolucion\u00e1ria que educa os novos militantes para o fato de que &#8220;n\u00e3o vale tudo&#8221; na luta pol\u00edtica. Mesmo na luta contra o reformismo ou a burguesia, a cal\u00fania n\u00e3o \u00e9 v\u00e1lida.<\/p>\n\n\n\n<p>A cal\u00fania foi introduzida como m\u00e9todo de luta pol\u00edtica pelo estalinismo. Infelizmente, tornou-se parte da pr\u00e1tica da maioria das correntes de esquerda. Este veneno tem o seu pre\u00e7o, porque os novos militantes s\u00e3o educados no &#8220;vale tudo&#8221;, e depois isso \u00e9 utilizado nas lutas internas t\u00edpicas das seitas est\u00e9reis. A cal\u00fania pode ser utilizada para ganhar uma discuss\u00e3o, para ajudar a destruir um quadro ou uma organiza\u00e7\u00e3o. Mas n\u00e3o constr\u00f3i nada de s\u00f3lido em termos revolucion\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>O &#8220;velho&#8221; deu o seu exemplo pessoal, formou os quadros com a moral. H\u00e1 valores simples, humanos, como dizer a verdade, ser solid\u00e1rio com os seus camaradas, que s\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>negadas diariamente pelo capitalismo. Moreno trouxe a educa\u00e7\u00e3o moral como contraponto a isso na vida dos militantes.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Saber ouvir<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O &#8220;velho&#8221; me impressionou por outra carater\u00edstica: ele sabia ouvir.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0s vezes, ele me perguntava sobre o Brasil ou minha opini\u00e3o sobre algum assunto. E me ouvia, muitas vezes sem dizer nada. Fazia isso com v\u00e1rios quadros. Muitas vezes eu o vi numa discuss\u00e3o, defendendo explicitamente o que um companheiro tinha dito, que \u00e0s vezes era de base. Numa pol\u00eamica, procurava sempre ouvir, compreender a posi\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria. Qual era o seu centro, para evitar falsas pol\u00eamicas, ou se havia algo que pudesse ser incorporado.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo de elabora\u00e7\u00e3o pol\u00edtica de um partido \u00e9 coletivo ou \u00e9 muito fraco e unilateral. Ainda mais numa \u00e9poca como a que vivemos.&nbsp; N\u00e3o temos Lenine, nem Trotsky, nem Sverdlov em nenhuma das organiza\u00e7\u00f5es que se dizem revolucion\u00e1rias. A elabora\u00e7\u00e3o coletiva \u00e9 ainda mais importante. Saber escutar \u00e9 refor\u00e7ar o coletivo. Saber ouvir faz com que aqueles que s\u00e3o ouvidos se sintam integrados.<\/p>\n\n\n\n<p>Que diferen\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o aos l\u00edderes que gostam de ser ouvidos, mas n\u00e3o sabem ouvir. Irritam-se quando ouvem uma interven\u00e7\u00e3o melhor do que a sua. Aqueles que gostam de dizer palavras dif\u00edceis para que as pessoas admirem a sua intelig\u00eancia, sem se preocuparem se foram compreendidos ou n\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Uma rela\u00e7\u00e3o s\u00e9ria com a teoria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Acompanhei parte da discuss\u00e3o de Moreno sobre as revolu\u00e7\u00f5es que derrubaram as ditaduras da Am\u00e9rica Latina. Moreno tinha uma rela\u00e7\u00e3o com a teoria que \u00e9 um exemplo para n\u00f3s. Em primeiro lugar, pela import\u00e2ncia dada ao estudo, \u00e0 elabora\u00e7\u00e3o te\u00f3rica.<\/p>\n\n\n\n<p>Acho que foi a rela\u00e7\u00e3o de Moreno com a teoria que possibilitou que o partido argentino, sob a lideran\u00e7a de Moreno, sobrevivesse \u00e0 press\u00e3o do peronismo, assim como a LIT sobreviveu \u00e0 press\u00e3o do chavismo e dos governos do PT.<\/p>\n\n\n\n<p>Enganam-se aqueles que veem em Moreno apenas a ousadia em aproveitar as oportunidades, na disputa da lideran\u00e7a pol\u00edtica. O &#8220;velho&#8221; era, antes de tudo, um apaixonado pela teoria e pelo programa. Era isso que dava solidez \u00e0 LIT enquanto ele estava vivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, uma brutal indig\u00eancia te\u00f3rica domina a esquerda. Muitas das correntes contentam-se em procurar cita\u00e7\u00f5es dos cl\u00e1ssicos para justificar a sua pol\u00edtica. N\u00e3o \u00e9 por acaso que os reformistas n\u00e3o elaboram nada de novo. Acabam apenas por reeditar os reformistas cl\u00e1ssicos como Kautsky e Berstein, mesmo que n\u00e3o o reconhe\u00e7am.<\/p>\n\n\n\n<p>Basta ver as &#8220;elabora\u00e7\u00f5es&#8221; de Pablo Iglesias ou as do PSOL para constatar isso.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa indig\u00eancia tamb\u00e9m atinge o trotskismo. O PTS argentino tem um ponto forte no CEIP, atrav\u00e9s da publica\u00e7\u00e3o de livros de Trotsky. Mas sua pr\u00f3pria elabora\u00e7\u00e3o te\u00f3rica \u00e9 nula. Agora come\u00e7a a trilhar o caminho do gramscianismo. Esse foi o caminho seguido por 99% do reformismo.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 correntes que tomam os cl\u00e1ssicos como imut\u00e1veis, sem elaborar nada de novo. Moreno n\u00e3o fez isso. Se era o caso, dizia que Trotsky estava errado, sem nenhuma hesita\u00e7\u00e3o. A coragem intelectual uniu-se \u00e0 seriedade na discuss\u00e3o te\u00f3rica. Foi assim na interpreta\u00e7\u00e3o das revolu\u00e7\u00f5es do p\u00f3s-guerra.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao mesmo tempo, teve a seriedade de preservar a estrutura b\u00e1sica dos cl\u00e1ssicos, t\u00e3o renegada pelos reformistas &#8220;modernos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>A localiza\u00e7\u00e3o te\u00f3rica de Moreno \u00e9 uma das suas maiores contribui\u00e7\u00f5es. N\u00e3o apenas suas contribui\u00e7\u00f5es ao marxismo, como sua interpreta\u00e7\u00e3o das revolu\u00e7\u00f5es do p\u00f3s-guerra e sua elabora\u00e7\u00e3o sobre as revolu\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas que derrubaram ditaduras, mas sua metodologia para elaborar teoria, sem medo de corrigir os cl\u00e1ssicos, sem a impaci\u00eancia dos que buscam o &#8220;novo&#8221; reeditando o que h\u00e1 de mais antigo, o reformismo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mem\u00f3rias de uma triste marcha<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Contagem, Brasil, janeiro de 1987. A campainha toca insistentemente. Abro a porta. Um velho camarada, chorando, diz-me: &#8220;morreu, morreu&#8221;. Tento entender, mas ele s\u00f3 repete &#8220;ele morreu, ele morreu&#8221;. Passados alguns minutos, entendi que Moreno estava morto. Meu mundo caiu. Tive uma dura sensa\u00e7\u00e3o de orfandade.<\/p>\n\n\n\n<p>No mesmo dia, conseguimos viajar para Buenos Aires. O ambiente na dire\u00e7\u00e3o do MAS argentino e da LIT era de perplexidade e de receio pelo futuro. Nosso l\u00edder tinha morrido. E n\u00e3o havia uma dire\u00e7\u00e3o alternativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante as primeiras horas da manh\u00e3, fiz parte da guarda de honra durante algum tempo. Olhei para o caix\u00e3o de Moreno e pensei no futuro. N\u00e3o me ocorreu nada de bom.<\/p>\n\n\n\n<p>Olhando para tr\u00e1s, podemos agora ver claramente o motivo da apreens\u00e3o de todos n\u00f3s. Moreno partia num momento delicado da esquerda mundial. O MAS argentino era a principal organiza\u00e7\u00e3o trotskista do mundo. Mas toda a confus\u00e3o ideol\u00f3gica causada pelo processo em curso no Leste Europeu j\u00e1 se prenunciava. Passar por esse per\u00edodo sem Moreno era um salto no escuro.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas ruas de Buenos Aires, uma marcha trotskista cantava: &#8220;somos los troscos, los troscos de Moreno, somos los troscos del movimento obrero&#8221;. Caminhamos em dire\u00e7\u00e3o ao cemit\u00e9rio de Chacarita com um duplo sentimento: o orgulho de sermos &#8220;morenistas&#8221; e a d\u00favida sobre o futuro.<\/p>\n\n\n\n<p>A d\u00favida revelou-se um pr\u00e9-an\u00fancio do que estava para vir. Os efeitos da confus\u00e3o p\u00f3s-Leste e a adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 democracia burguesa destru\u00edram o MAS e quase destru\u00edram a LIT. Sem Moreno, a nova dire\u00e7\u00e3o da LIT e do MAS n\u00e3o passou no teste da luta de classes em tempos dif\u00edceis.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, o legado de Moreno sobreviveu. A sua posi\u00e7\u00e3o de combate ao reformismo. A sua posi\u00e7\u00e3o de constru\u00e7\u00e3o na classe oper\u00e1ria, a sua moral, a sua atitude em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 teoria, permitiram que a LIT se reconstru\u00edsse.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da crise, a LIT est\u00e1 viva e cada vez mais forte. Ver a nova dire\u00e7\u00e3o oper\u00e1ria do PSTU, com quadros pol\u00edticos oper\u00e1rios capazes \u00e0 frente do partido. Ver uma nova se\u00e7\u00e3o a ser constru\u00edda no Paquist\u00e3o, usando um texto de Moreno (Problemas de Organiza\u00e7\u00e3o) como texto fundador.<\/p>\n\n\n\n<p>A LIT est\u00e1 a reconstruir-se a partir das bases constru\u00eddas por Moreno.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, 30 anos depois da sua morte, posso olhar criticamente para v\u00e1rias das elabora\u00e7\u00f5es de Moreno. Nem sempre estou de acordo agora, como n\u00e3o estive no passado. Mas podemos dizer ao &#8220;velho&#8221; que tudo o que existe hoje na LIT se deve a ele.<\/p>\n\n\n\n<p>A melhor homenagem que podemos fazer a Moreno \u00e9 dizer que ele foi a express\u00e3o da continuidade do marxismo. A rutura deste fio provocaria graves consequ\u00eancias para o futuro. A melhor homenagem que podemos fazer ao &#8220;velho&#8221; \u00e9 dar continuidade \u00e0 sua luta pela constru\u00e7\u00e3o da LIT.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(Publicado originalmente em 2017, na edi\u00e7\u00e3o especial de Homenagem aos 30 anos de sua morte, de Conversa\u00e7\u00f5es com Nahuel Moreno) Por: Eduardo Almeida Neto Buenos Aires, uma tarde de outubro de 1985. Numa discreta casa de dois andares, em frente ao Parque Centen\u00e1rio, funcionava a sede da LIT-QI. 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