{"id":78776,"date":"2024-04-23T03:10:05","date_gmt":"2024-04-23T03:10:05","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=78776"},"modified":"2024-04-23T03:10:08","modified_gmt":"2024-04-23T03:10:08","slug":"ucrania-o-debate-continua-como-deter-a-invasao-russa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2024\/04\/23\/ucrania-o-debate-continua-como-deter-a-invasao-russa\/","title":{"rendered":"Ucr\u00e2nia, o debate continua: Como deter a invas\u00e3o russa?"},"content":{"rendered":"\n<p><em>H\u00e1 alguns dias publicamos um artigo polemizando com um grupo de intelectuais que se autodefinem como \u201cacad\u00eamicos marxistas (ou radicais)\u201d, signat\u00e1rios de um \u201cChamado a uma mobiliza\u00e7\u00e3o internacional contra todas as guerras do capital\u201d e que se definem \u201ccontra os dois lados da guerra da Ucr\u00e2nia\u201d<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/ucrania-continua-el-debate-como-detener-la-invasion-rusa\/#_ftn1\">[1]<\/a>. Este chamado foi lan\u00e7ado ao completar dois anos da invas\u00e3o russa.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Por: Alicia Sagra<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse artigo propomos que essa posi\u00e7\u00e3o na Ucr\u00e2nia, de fato, favorecia a invas\u00e3o colonialista russa, j\u00e1 que chamava o povo e os oper\u00e1rios ucranianos a n\u00e3o resistirem, ou seja, a aceitarem a ocupa\u00e7\u00e3o de seus opressores hist\u00f3ricos. Diz\u00edamos, al\u00e9m disso, que essa proposta de acabar com a resist\u00eancia ucraniana, coincide com a posi\u00e7\u00e3o de um setor do imperialismo que tenta convencer a Ucr\u00e2nia a ceder parte de seu territ\u00f3rio para assim alcan\u00e7ar a paz, proposta rejeitada pelo setor mais progressivo da realidade, os oper\u00e1rios ucranianos, que s\u00e3o o cora\u00e7\u00e3o da resist\u00eancia e n\u00e3o querem aceitar a imposi\u00e7\u00e3o do opressor russo.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos signat\u00e1rios desse chamado, o intelectual argentino Aldo Casas<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/ucrania-continua-el-debate-como-detener-la-invasion-rusa\/#_ftn2\">[2]<\/a>, &nbsp;escreveu o seguinte coment\u00e1rio (no Facebook) sobre nosso artigo:<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cContra as guerras interimperialistas, revolu\u00e7\u00e3o social; pelo cessar imediato das hostilidades, a retirada das tropas russas do territ\u00f3rio da Ucr\u00e2nia e o fim das agress\u00f5es da OTAN em todo o mundo. Guerra \u00e0s guerras do capital\u201d.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Onde est\u00e1 a guerra interimperialista?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Quando Lenin definia a Primeira Guerra Mundial como imperialista, n\u00e3o se contentava apenas em dar a defini\u00e7\u00e3o, mas dava tamb\u00e9m todos os elementos para mostrar que essa defini\u00e7\u00e3o estava correta. E partia do que era evidente para todo aquele que quisesse ver a realidade: havia dois lados em confronto: um liderado pela Inglaterra, o outro liderado pela Alemanha. Esse confronto era evidente, soldados alem\u00e3es e de seus pa\u00edses aliados, enfrentavam soldados ingleses, franceses, russos\u2026Existiam combates a\u00e9reos entre os dois lados. Os hospitais estavam cheios de feridos, mutilados, mortos, pertencentes \u00e0 Entente<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/ucrania-continua-el-debate-como-detener-la-invasion-rusa\/#_ftn3\">[3]<\/a>&nbsp;e \u00e0 Tr\u00edplice Alian\u00e7a<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/ucrania-continua-el-debate-como-detener-la-invasion-rusa\/#_ftn4\">[4]<\/a>, etc. etc. E o objetivo desse confronto era a disputa do mundo entre eles, por isso eram falsas as alega\u00e7\u00f5es da \u201cdefesa da p\u00e1tria\u201d que uns e outros faziam.<\/p>\n\n\n\n<p>Onde est\u00e1, hoje, a guerra interimperialista a que Aldo Casas se refere? Como faz men\u00e7\u00e3o \u00e0 invas\u00e3o russa \u00e0 Ucr\u00e2nia e aos ataques da OTAN, e o chamado que assina se define contra os dois lados em confronto na guerra da Ucr\u00e2nia, subentende-se que essa guerra seria entre a R\u00fassia e a OTAN.<\/p>\n\n\n\n<p>Se for assim, onde est\u00e3o os soldados da OTAN enfrentando os soldados russos? Onde est\u00e3o os combates a\u00e9reos entre a OTAN e a R\u00fassia? Onde est\u00e3o os feridos e mortos da OTAN?<\/p>\n\n\n\n<p>Aldo diz: \u201cpelo fim dos ataques da OTAN\u201d. Certamente que somos contra os ataques que a OTAN fizer, mas, quais s\u00e3o os ataques da OTAN na guerra da qual estamos falando?<\/p>\n\n\n\n<p>Nada disso existe, porque n\u00e3o existe uma guerra entre a R\u00fassia e a OTAN. O que todo mundo pode ver \u00e9 o confronto entre soldados russos e soldados ucranianos, avi\u00f5es russos bombardeando o territ\u00f3rio ucraniano, mortos e feridos russos e ucranianos\u2026Portanto, para qualquer um que queira ver a realidade tal qual \u00e9, o que existe \u00e9 uma guerra entre a R\u00fassia e a Ucr\u00e2nia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Qual \u00e9 o car\u00e1ter dessa guerra?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Lenin dizia que nem todas as guerras s\u00e3o iguais e que <em>\u201ca explica\u00e7\u00e3o do car\u00e1ter da guerra \u00e9, para um marxista, premissa indispens\u00e1vel que permite resolver o problema de sua atitude perante ela\u201d <\/em>e, acrescentava:<em> \u201cmas, para elucidar, \u00e9 necess\u00e1rio, antes de tudo, determinar quais s\u00e3o as condi\u00e7\u00f5es objetivas e a situa\u00e7\u00e3o concreta da guerra em quest\u00e3o.\u201d<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/ucrania-continua-el-debate-como-detener-la-invasion-rusa\/#_ftn5\"><strong>[5]<\/strong><\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o estamos falando em geral, mas de uma guerra concreta, a que est\u00e1 se desenvolvendo na Ucr\u00e2nia. Aldo Casas reconhece que h\u00e1 uma invas\u00e3o russa, que historicamente teve (salvo o curto per\u00edodo do estado oper\u00e1rio russo dirigido por Lenin)<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/ucrania-continua-el-debate-como-detener-la-invasion-rusa\/#_ftn6\">[6]<\/a>&nbsp; uma pol\u00edtica de opress\u00e3o sobre essa na\u00e7\u00e3o. Perante essa invas\u00e3o por um pa\u00eds e um ex\u00e9rcito, qualitativamente mais fortes, existe uma resist\u00eancia ucraniana, que tem um grande componente oper\u00e1rio e popular.<\/p>\n\n\n\n<p>Pelo que, voltamos a repetir, estamos diante de uma guerra colonizadora por parte da R\u00fassia e uma guerra de resist\u00eancia, de liberta\u00e7\u00e3o nacional por parte da Ucr\u00e2nia.<\/p>\n\n\n\n<p>Tal como j\u00e1 dissemos no artigo que Aldo Casas comentou, seria infantil pensar que, em uma guerra de tal magnitude, desenvolvida no meio da Europa, o imperialismo ianque e os imperialismos europeus n\u00e3o interviessem. At\u00e9 na revolu\u00e7\u00e3o russa de fevereiro de 1917, as principais pot\u00eancias imperialistas da \u00e9poca<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/ucrania-continua-el-debate-como-detener-la-invasion-rusa\/#_ftn7\">[7]<\/a> interviram. Mas isso n\u00e3o muda o car\u00e1ter da guerra da Ucr\u00e2nia, assim como n\u00e3o mudou o car\u00e1ter da revolu\u00e7\u00e3o de fevereiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Consequentemente, trata-se do tipo de guerra que Lenin diz que s\u00e3o justas e necess\u00e1rias, e que todo revolucion\u00e1rio tem o dever de apoiar.<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/ucrania-continua-el-debate-como-detener-la-invasion-rusa\/#_ftn8\">[8]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o aceitar isso, implica um desconhecimento ao direito do povo ucraniano de defender a soberania e a integridade territorial de seu pa\u00eds, independentemente de qu\u00e3o reacion\u00e1rio seu governo seja. E por conseguinte, constitui, de fato, um apoio ao pa\u00eds opressor.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como deter a invas\u00e3o russa<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Casas exige, <em>\u201ca retirada das tropas russas do territ\u00f3rio da Ucr\u00e2nia\u201d<\/em>. Como pensa alcan\u00e7\u00e1-la? Convencendo Putin? Com uma resolu\u00e7\u00e3o da ONU?<\/p>\n\n\n\n<p>Essa frase por si s\u00f3 \u00e9 apenas declamat\u00f3ria, uma sauda\u00e7\u00e3o \u00e0 bandeira, porque a \u00fanica forma de acabar com a invas\u00e3o russa \u00e9 com um qualitativo fortalecimento militar da resist\u00eancia ucraniana, em armas e em tudo o que precisar para derrotar o ex\u00e9rcito invasor e, com uma grande mobiliza\u00e7\u00e3o de massas na R\u00fassia, contra a guerra, pelo retorno das tropas.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas isso \u00e9 o oposto do que prop\u00f5em Aldo e o <em>Chamado<\/em> que assinou. Sua proposta de \u201cn\u00e3o \u00e0 guerra\u201d, \u201cpelo cessar imediato das hostilidades\u201d, \u00e9 um chamado aos trabalhadores e ao povo ucraniano a n\u00e3o enfrentar o invasor e por isso, ocorre essa concord\u00e2ncia com o setor do imperialismo que mencionamos mais acima.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse <em>Chamado<\/em> aos trabalhadores e ao povo ucraniano, independentemente das inten\u00e7\u00f5es, \u00e9 reacion\u00e1rio. O fato dos trabalhadores russos se mobilizarem exigindo de Putin o cessar das hostilidades \u00e9 altamente progressivo. Mas, somos totalmente contra exigir da resist\u00eancia ucraniana que cesse as hostilidades enquanto a invas\u00e3o russa avan\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Aldo Casas apela \u00e0 \u201crevolu\u00e7\u00e3o social\u201d, acredita que a melhor forma de avan\u00e7ar para a revolu\u00e7\u00e3o social na Ucr\u00e2nia, \u00e9 chamar os oper\u00e1rios a se entregarem frente ao invasor?<\/p>\n\n\n\n<p>O que existe de mais progressivo hoje na Ucr\u00e2nia, \u00e9 essa classe oper\u00e1ria que luta militarmente contra o opressor russo, ao mesmo tempo em que enfrenta os ataques de Zelensky \u00e0s suas condi\u00e7\u00f5es de vida.<\/p>\n\n\n\n<p>Um exemplo disto, s\u00e3o os mineiros de Kryvyi Rih, desde os primeiros dias da guerra os principais quadros do sindicato foram para a frente de batalha. O sindicato tem tr\u00eas mil filiados, dos quais um ter\u00e7o est\u00e1 combatendo o invasor. E ao mesmo tempo, a partir do sindicato, enfrentam as leis que n\u00e3o protegem os trabalhadores e a manuten\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio que ganhavam nas f\u00e1bricas para os combatentes e a manuten\u00e7\u00e3o de todas as conquistas sociais que o governo est\u00e1 atacando. Eles n\u00e3o t\u00eam confian\u00e7a em Zelensky, se organizam independentemente dele, com certeza, n\u00e3o t\u00eam qualquer rela\u00e7\u00e3o com a OTAN. Somente com eles, com os trabalhadores que enfrentam o invasor com um crit\u00e9rio de classe, se pode avan\u00e7ar para a revolu\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n\n\n\n<p>E isso n\u00e3o ser\u00e1 alcan\u00e7ado com declara\u00e7\u00f5es bomb\u00e1sticas como \u201c<em>Guerra \u00e0s guerras do capital\u201d<\/em>, as famosas \u201cfrases revolucion\u00e1rias\u201d das quais Lenin dizia que n\u00e3o d\u00e3o qualquer resposta \u00e0 realidade concreta.<\/p>\n\n\n\n<p>A forma de avan\u00e7ar para a revolu\u00e7\u00e3o social, para o poder oper\u00e1rio, \u00e9 responder aos desafios que os trabalhadores enfrentam hoje, o que concretamente significa colocar-se ao seu lado na luta contra o invasor russo, chamando a n\u00e3o ter nenhuma confian\u00e7a em Zelensky e enfrentando suas pol\u00edticas antioper\u00e1rias. Assim, poderemos avan\u00e7ar no caminho da organiza\u00e7\u00e3o independente e revolucion\u00e1ria dos trabalhadores ucranianos.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/ucrania-continua-el-debate-como-detener-la-invasion-rusa\/#_ftnref1\">[1]<\/a>&nbsp; Chamada para uma jornada de mobiliza\u00e7\u00e3o internacional contra as guerras do capital. &nbsp;https:\/\/www.facebook.com\/share\/p\/f8p9yeChebBig17Q\/?mibextid=xfxF2i<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/ucrania-continua-el-debate-como-detener-la-invasion-rusa\/#_ftnref2\">[2]<\/a>&nbsp;Aldo Casas, antrop\u00f3logo, membro do conselho editorial da revista Herramienta. At\u00e9 inicios da d\u00e9cada de 90 integrou nossa corrente morenista. Foi dirigente do PST e do Velho MAS, da Argentina.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/ucrania-continua-el-debate-como-detener-la-invasion-rusa\/#_ftnref3\">[3]<\/a>&nbsp;Alian\u00e7a da Inglaterra, Fran\u00e7a e R\u00fassia na primeira guerra mundial<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/ucrania-continua-el-debate-como-detener-la-invasion-rusa\/#_ftnref4\">[4]<\/a>&nbsp;Alian\u00e7a da Alemanha, \u00c1ustria-Hungria e It\u00e1lia formada em 1882. Na Primeira Guerra Mundial se enfrentou com a Entente. Em 1915, a It\u00e1lia saiu da Tr\u00edplice Alian\u00e7a e passou a integrar a Entente.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/ucrania-continua-el-debate-como-detener-la-invasion-rusa\/#_ftnref5\">[5]<\/a>&nbsp;Lenin,&nbsp;<em>O socialismo e a guerra<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/ucrania-continua-el-debate-como-detener-la-invasion-rusa\/#_ftnref6\">[6]<\/a>&nbsp;Per\u00edodo que foi de 1917 a 1923.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/ucrania-continua-el-debate-como-detener-la-invasion-rusa\/#_ftnref7\">[7]<\/a>&nbsp;Lenin, Cartas de longe, Primeira carta, mar\u00e7o 1917<em>&nbsp;\u201cTodo o curso dos acontecimentos na revolu\u00e7\u00e3o de fevereiro-mar\u00e7o mostra nitidamente que as embaixadas inglesa e francesa, com seus agentes e suas \u201cinflu\u00eancias\u201d, que levavam muito tempo fazendo os esfor\u00e7os mais desesperados para impedir os acordos \u201cseparados\u201d e uma paz separada entre Nicolau II (esperamos e faremos o necess\u00e1rio para que seja o \u00faltimo) e Guilherme II, organizaram diretamente um compl\u00f4 com os outubristas e os democratas constitucionalistas, com parte do generalato e da oficialidade do ex\u00e9rcito, sobretudo, da guarni\u00e7\u00e3o de Petersburgo, para depor Nicolau Romanov. Se a revolu\u00e7\u00e3o triunfou t\u00e3o rapidamente e de uma forma t\u00e3o radical \u2013 em apar\u00eancia e \u00e0 primeira vista \u2013 \u00e9, unicamente, porque devido a uma situa\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica original ao extremo, se fundiram, com \u201cunanimidade\u201d not\u00e1vel, correntes absolutamente diferentes, interesses de classe absolutamente heterog\u00eaneos, aspira\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e sociais absolutamente opostas. A saber: a conspira\u00e7\u00e3o dos imperialistas anglo-franceses, que empurraram Miliukov, Guchkov e Cia. a tomar o poder para continuar a guerra imperialista, para continu\u00e1-la com maior encarni\u00e7amento e tenacidade, para assassinar novos milh\u00f5es de oper\u00e1rios e camponeses da R\u00fassia, a fim de dar Constantinopla\u2026aos Guchkov, a S\u00edria\u2026 aos capitalistas franceses, a Mesopot\u00e2mia\u2026aos capitalistas ingleses, etc. Isto por um lado. E por outro, um profundo movimento prolet\u00e1rio e das massas do povo (todos os setores pobres da popula\u00e7\u00e3o da cidade e do campo), movimento de car\u00e1ter revolucion\u00e1rio, por p\u00e3o, paz e pela verdadeira liberdade\u201d.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/ucrania-continua-el-debate-como-detener-la-invasion-rusa\/#_ftnref8\">[8]<\/a>&nbsp;Lenin, O Socialismo e a guerra,&nbsp;<em>\u201cSe, por exemplo, amanh\u00e3, o Marrocos declarasse guerra \u00e0 Fran\u00e7a, a \u00cdndia \u00e0 Inglaterra, P\u00e9rsia ou China \u00e0 R\u00fassia, etc., estas guerras seriam guerras \u201cjustas\u201d, guerras \u201cdefensivas\u201d, qualquer que fosse o pa\u00eds que atacasse primeiro, e todo socialista desejaria a vit\u00f3ria dos Estados oprimidos, dependentes, com direitos prejudicados, na luta contra as \u201cgrandes\u201d pot\u00eancias opressoras, escravizadoras, espoliadoras\u2026\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: L\u00edlian Enck<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 alguns dias publicamos um artigo polemizando com um grupo de intelectuais que se autodefinem como \u201cacad\u00eamicos marxistas (ou radicais)\u201d, signat\u00e1rios de um \u201cChamado a uma mobiliza\u00e7\u00e3o internacional contra todas as guerras do capital\u201d e que se definem \u201ccontra os dois lados da guerra da Ucr\u00e2nia\u201d[1]. 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