{"id":78730,"date":"2024-04-10T00:04:25","date_gmt":"2024-04-10T00:04:25","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=78730"},"modified":"2024-04-10T00:04:28","modified_gmt":"2024-04-10T00:04:28","slug":"a-verdadeira-face-de-daniel-noboa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2024\/04\/10\/a-verdadeira-face-de-daniel-noboa\/","title":{"rendered":"A verdadeira face de Daniel Noboa"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Publicamos este artigo da Revista Crisis de 2 de abril \u00faltimo. \u201cCrisis\u201d \u00e9 uma revista digital, que nasceu com o objetivo de apresentar uma nova refer\u00eancia de esquerda no Equador. Com esta publica\u00e7\u00e3o concretizamos a colabora\u00e7\u00e3o entre as duas m\u00eddias, atrav\u00e9s do interc\u00e2mbio de artigos.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A Rep\u00fablica Bananeira est\u00e1 em plena implementa\u00e7\u00e3o. <strong>O manual de convencer o povo de que ele pr\u00f3prio \u00e9 o inimigo interno, al\u00e9m de desviar a aten\u00e7\u00e3o p\u00fablica para as causas e n\u00e3o as origens da problem\u00e1tica estrutural, parecem posicionar a dinastia bananeira como problema e ant\u00eddoto do estado de viol\u00eancia autoinduzida no qual o Equador se encontra <\/strong>neste momento. Ap\u00f3s uma diminui\u00e7\u00e3o relativa dos \u00edndices de viol\u00eancia no in\u00edcio do \u201cPlano F\u00eanix\u201d e tantos t\u00edtulos estrondosos que a classe capitalista inventa para justificar suas cortinas de fuma\u00e7a, <strong>a problem\u00e1tica estrutural da viol\u00eancia nas m\u00e3os da burguesia, como tamb\u00e9m suas consequ\u00eancias, continuam sendo as mesmas. <\/strong>O deus mercado, faminto de coca\u00edna e recursos prim\u00e1rios- extrativos \u2013 assegura seus mercados de subst\u00e2ncias em forma de ouro puro e ouro em p\u00f3.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O Equador se tornou o primeiro exportador de coca\u00edna a n\u00edvel mundial, al\u00e9m de recrudescer a viol\u00eancia extrativista, ligada \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o de ouro, prata, cobre, zinco e coltan. <\/strong><strong>Embora os produtos n\u00e3o pare\u00e7am ter correspond\u00eancia, seus destinos, mercados e l\u00f3gicas que os entrela\u00e7am na trama do capital transnacional, s\u00e3o os mesmos. O Equador serve de mercado barato de subst\u00e2ncias \u2013 extrativas em si mesmas \u2013 no varejo. Enquanto se exporta ouro em lingotes e em p\u00f3, os produtos prediletos de import\u00e2ncia s\u00e3o as armas e a viol\u00eancia. O Equador se converteu \u2013 t\u00e3o somente em poucos anos \u2013 em centro de pulsa\u00e7\u00e3o dos mercados de morte do capitalismo.<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em meio \u00e0 trama transnacional e ao alarido medi\u00e1tico que a burguesia local deu para a declara\u00e7\u00e3o de Conflito Armado Interno, nem a militariza\u00e7\u00e3o nem o toque de recolher de cerca de tr\u00eas meses, parecem parar a viol\u00eancia ou o neg\u00f3cio il\u00edcito. <strong>As bananeiras continuam exportando seu produto predileto \u2013 ouro branco \u2013 imiscu\u00eddo em seus carregamentos regulares de banana, e <\/strong>somente no feriado da Semana Santa, foram registrados cerca de 140 mortes violentas \u2013 em um lapso de tr\u00eas dias.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ao retornar do feriado de P\u00e1scoa, a viol\u00eancia explode de forma cotidiana, generalizada e estrutural, indiferente ao alarde das autoridades burguesas.<\/strong>&nbsp; Vivemos um feriado com massacres abundantes \u2013 tr\u00eas em Guayas, dois em Manab\u00ed -, um aumento em mortes violentas, sequestros e assassinos de aluguel.&nbsp;<strong> O Equador representa o pa\u00eds com mais mortes violentas em todo o continente \u2013 cerca de 40 mortes para cada 100.000 habitantes em 2023-, o que \u00e9 aproveitado pelas classes dominantes e parasit\u00e1rias para impor uma cortina de fuma\u00e7a diante da imposi\u00e7\u00e3o neoliberal. <\/strong>Assim, neste 1 de abril entrou em vigor o aumento de 15% do IVA- Imposto sobre Valor Agregado-, al\u00e9m de um aumento nos pre\u00e7os dos combust\u00edveis, como o diesel, a gasolina extra e ecopa\u00eds, assim como o g\u00e1s liquefeito de uso dom\u00e9stico. <strong>Aumentos que contentam unicamente os bolsos do FMI.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Adicionalmente, nos seis meses seguintes, ser\u00e1 implementada uma pol\u00edtica progressiva de choque econ\u00f4mico, focada em eliminar completamente os subs\u00eddios aos combust\u00edveis. <\/strong>Assim, em um per\u00edodo de seis meses, a gasolina extra passaria a $3 e o diesel a $2.40. Paralelamente, a burguesia espera \u201camortecer\u201d o choque de pre\u00e7os dos alimentos, <strong>inundando o mercado equatoriano com produtos \u2013 subsidiados \u2013 da China. O TLC -Tratado de Livre Com\u00e9rcio \u2013 com a China entrar\u00e1 em vigor em 1 de maio, dando um tiro de miseric\u00f3rdia na classe trabalhadora do campo.<\/strong> Ao mesmo tempo, mediante a consulta e referendo de 21 de abril, o Estado tentar\u00e1 baratear o custo do trabalho para a classe capitalista, liberando as contribui\u00e7\u00f5es ao seguro social e aposentadorias\/pens\u00f5es p\u00fablicas. <strong>A burguesia est\u00e1 orquestrando um golpe nevr\u00e1lgico contra a classe trabalhadora.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O endividamento externo n\u00e3o parece dar respiro no Equador. Em somente 4 meses depois assumir a presid\u00eancia, <strong>Noboa anunciou um endividamento adicional do Estado equatoriano em 3 bilh\u00f5es extra, situando a d\u00edvida externa \u2013 p\u00fablica como privada \u2013 em torno de USD 88 bilh\u00f5es, ou quase 90% do Produto Interno Bruto do Equador. <\/strong><strong>Sem d\u00favida que os interesses de Noboa como de toda sua classe parasit\u00e1ria, s\u00e3o converter o Estado em uma entidade em quebra, provocando um <\/strong><em>default <\/em><em>ou uma situa\u00e7\u00e3o de n\u00e3o pagamento em poucos anos.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O estado de exce\u00e7\u00e3o foi renovado por 30 dias em 7 de mar\u00e7o passado, o que significa que <strong>em 7 de abril culminar\u00e3o os primeiros 90 dias da execu\u00e7\u00e3o real do Plano F\u00eanix em territ\u00f3rio nacional. <\/strong>Junto com a declara\u00e7\u00e3o do estado de exce\u00e7\u00e3o, Noboa decretou tamb\u00e9m o reconhecimento do Conflito Armado Interno \u2013 CAI-, mesmo que tentou \u2013 e conseguiu por um breve per\u00edodo de tempo \u2013 enganar a popula\u00e7\u00e3o sobre as verdadeiras raz\u00f5es por tr\u00e1s desta declara\u00e7\u00e3o. <strong>Uma distor\u00e7\u00e3o da realidade, cuidadosamente orquestrada a partir do Estado, e sustentada pelas corpora\u00e7\u00f5es de comunica\u00e7\u00e3o, conseguiram gerar um estado de p\u00e2nico coletivo, que rapidamente passou a ser um choque.<\/strong>&nbsp; Os altos n\u00edveis de criminalidade, junto com o abandono estatal e o aprofundamento do neoliberalismo, geraram o campo perfeito para impor um estado de choque pela for\u00e7a. <strong>Mesmo que \u2013 por um breve per\u00edodo de tempo \u2013 justificasse a militariza\u00e7\u00e3o dos espa\u00e7os p\u00fablicos, a brutalidade policial\/militar e a criminaliza\u00e7\u00e3o da pobreza.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As cenas de militares e policiais executando castigos desproporcionais e humilhantes, a persegui\u00e7\u00e3o a jovens racializados de setores populares viralizaram nos primeiros dias da declara\u00e7\u00e3o do CAI, assim como os discursos facistoides que o justificavam ou inclusive promoviam. <strong>Pouco a pouco, o discurso da luta contra o crime organizado foi se diluindo, demonstrando a realidade: 1.o Estado e suas institui\u00e7\u00f5es est\u00e3o permeadas pelo crime organizado; e 2. A inten\u00e7\u00e3o do estado de exce\u00e7\u00e3o e declara\u00e7\u00e3o do CAI escondem por tr\u00e1s de si, uma guerra implac\u00e1vel contra a organiza\u00e7\u00e3o popular.<\/strong>&nbsp; 90 dias depois do estado de exce\u00e7\u00e3o decretado e CAI, n\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o foram reduzidos os n\u00fameros de criminalidade, mas os homic\u00eddios, os sequestros e extors\u00f5es aumentaram, a situa\u00e7\u00e3o das pris\u00f5es \u00e9 cada vez pior com v\u00e1rias PPLs- Pessoas Privadas de Liberdade &#8211; desaparecidas dentro dos centros penitenci\u00e1rios e com zero acesso a direitos e contato com suas fam\u00edlias. &nbsp;<strong> O que se sustentou foi a criminaliza\u00e7\u00e3o e a persegui\u00e7\u00e3o \u00e0s pessoas pobres e organizadas.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A semana passada terminou com uma arremetida estatal de mais de 15 dias contra camponeses\/as e povo ind\u00edgenas em Palo Quemado e Las Pampas em Cotopaxi, que, al\u00e9m de deixar pelo menos tr\u00eas companheiros em estado grave com progn\u00f3stico reservado, dezenas de outros gravemente feridos\/as, v\u00e1rias crian\u00e7as traumatizadas e pelo menos 70 pessoas criminalizadas sob a figura de terrorismo; <\/strong><strong>ajudou a demonstrar a verdadeira funcionalidade das For\u00e7as Armadas no controle interno, e da Pol\u00edcia em total impunidade. Em Palo Quemado e Las Pampas, os aparatos repressivos demonstraram de fato a quem s\u00e3o servis: a empresa privada e os interesses da burguesia no poder. <\/strong>Da mesma forma, ficou demonstrada a impunidade da qual gozam os aparatos repressivos na capital, com uma repress\u00e3o desproporcional no plant\u00e3o em solidariedade com ambas par\u00f3quias na cidade de Quito, em 28 de mar\u00e7o passado. <strong>At\u00e9 onde se sabe, n\u00e3o existe nenhuma a\u00e7\u00e3o disciplinar ou san\u00e7\u00e3o sobre nenhum agente da ordem pela brutalidade aplicada em Palo Quemado e Las Pampas, s\u00f3 impunidade.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A escalada de viol\u00eancia n\u00e3o deve ser lida s\u00f3 a partir dos \u00edndices de criminalidade, mas tamb\u00e9m a partir da permissividade que as for\u00e7as da ordem t\u00eam agora para exercer viol\u00eancia e brutalidade contra o povo e a classe trabalhadora. <\/strong><strong>Nos \u00faltimos 90 dias, o governo bananeiro n\u00e3o conseguiu \u2013 nem tentou \u2013 combater o crime organizado fora e dentro do Estado, pelo contr\u00e1rio, refor\u00e7ou com mais poder e impunidade, as duas institui\u00e7\u00f5es mais permeadas pelo narcotr\u00e1fico: a Pol\u00edcia Nacional e o Ex\u00e9rcito. <\/strong><strong>Ao mesmo tempo, iniciam os confrontos com l\u00edderes populares como <\/strong>Leonidas Iza,&nbsp;<strong>em um exerc\u00edcio de poder evidentemente autorit\u00e1rio por parte de Noboa, que atua na presid\u00eancia exatamente como o que \u00e9: um menino rico com tra\u00e7os de mafioso e birras incontrol\u00e1veis.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00c9 precisamente neste contexto que se inicia a campanha pela consulta popular e referendo, onde s\u00e3o propostas 11 perguntas divididas em blocos, <\/strong><strong>que, por um lado, tentam institucionalizar e perpetuar a presen\u00e7a de militares no controle interno, e portanto, os abusos e viola\u00e7\u00f5es sistem\u00e1ticas aos direitos humanos <\/strong><strong>e coletivos. Por outro lado, tenta tamb\u00e9m radicalizar a explora\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora, com a pergunta sobre o trabalho por horas, <\/strong><strong>que definitivamente aprofunda a precariza\u00e7\u00e3o na qual a classe trabalhadora j\u00e1 vive. O \u00faltimo eixo legal, em troca tenta impor uma forma de exercer o Direito <\/strong><strong>no qual pouco a pouco se v\u00e3o perdendo garantias em sua execu\u00e7\u00e3o, retirando mecanismos de a\u00e7\u00e3o legais \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o popular e aos movimentos sociais, ao retirar poder \u00e0 Corte Constitucional. Ou seja, \u00e9 uma consulta e referendo focados inequivocadamente em reestruturar a vida social de todos e todas, impondo a militariza\u00e7\u00e3o, a superexplora\u00e7\u00e3o do trabalho e afastar ainda mais o pouco Direito a que temos acesso como povo.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s <strong>tr\u00eas meses da encena\u00e7\u00e3o teatral de um autoatentado provocado pela pr\u00f3pria classe exploradora no pa\u00eds, s\u00e3o revelados os verdadeiros interesses de Noboa no poder: apertar a classe trabalhadora, enquanto se militariza e persegue aqueles que resistem ou se organizam.<\/strong> Daniel Noboa leva o projeto de explora\u00e7\u00e3o burguesa a um novo n\u00edvel, aprofundando uma libera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e comercial agressiva, enquanto precariza os direitos coletivos, trabalhistas e territoriais, tudo para acrescentar a acumula\u00e7\u00e3o do grande capital. <strong>Em 21 de abril vote tudo N\u00c3O.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Revista Crisis. 2 de abril de 2024.\u00a0<a href=\"https:\/\/www.revistacrisis.com\/editorial\/la-verdadera-cara-de-daniel-noboa?fbclid=IwAR3wIDDULvdGgtSgjO94mE9gUQNoUKtFGECOLtffshSTJz8g76wVka3utsI_aem_ATa3xn_QEj-dFUemVV4Oig8mkB-B9PjTUEZZ2aCD1rEl2cgc3avlcc4bYf9I6uooj1I\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/www.revistacrisis.com\/editorial\/la-verdadera-cara-de-daniel-noboa?fbclid=IwAR3wIDDULvdGgtSgjO94mE9gUQNoUKtFGECOLtffshSTJz8g76wVka3utsI_aem_ATa3xn_QEj-dFUemVV4Oig8mkB-B9PjTUEZZ2aCD1rEl2cgc3avlcc4bYf9I6uooj1I<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: L\u00edlian Enck<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Publicamos este artigo da Revista Crisis de 2 de abril \u00faltimo. \u201cCrisis\u201d \u00e9 uma revista digital, que nasceu com o objetivo de apresentar uma nova refer\u00eancia de esquerda no Equador. 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