{"id":78711,"date":"2024-04-05T22:00:18","date_gmt":"2024-04-05T22:00:18","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=78711"},"modified":"2024-04-05T22:00:21","modified_gmt":"2024-04-05T22:00:21","slug":"palestina-seis-meses-de-genocidio-e-resistencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2024\/04\/05\/palestina-seis-meses-de-genocidio-e-resistencia\/","title":{"rendered":"Palestina: Seis meses de Genoc\u00eddio e Resist\u00eancia"},"content":{"rendered":"\n<p><em>O genoc\u00eddio de palestinos de Gaza promovido pelo Estado de Israel completa seis meses em 8 de abril. O genoc\u00eddio se revela n\u00e3o apenas pelos bombardeios devastadores que destru\u00edram 70% de todas as edifica\u00e7\u00f5es de Gaza, incluindo ruas, resid\u00eancias, escolas e hospitais, incluindo a infraestrutura de fornecimento de \u00e1gua pot\u00e1vel, energia el\u00e9trica e saneamento b\u00e1sico.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Por: F\u00e1bio Bosco<\/p>\n\n\n\n<p>O genoc\u00eddio tamb\u00e9m se revela pela ocupa\u00e7\u00e3o militar e a execu\u00e7\u00e3o de milhares de palestinos, e pelo impedimento de ingresso de ajuda humanit\u00e1ria de alimentos e medicamentos, submetendo os 2,3 milh\u00f5es de habitantes de Gaza \u00e0 morte por fome e doen\u00e7as, principalmente de crian\u00e7as. Somente em Gaza, 33 mil palestinos foram assassinados pelas for\u00e7as israelenses, a maioria composta por mulheres e crian\u00e7as, al\u00e9m de milhares de desaparecidos sob os escombros das edifica\u00e7\u00f5es. (1)<\/p>\n\n\n\n<p>A agress\u00e3o israelense tamb\u00e9m se verifica na Cisjord\u00e2nia, onde a violenta a\u00e7\u00e3o conjunta de for\u00e7as militares israelenses e colonos sionistas j\u00e1 assassinaram cerca de 400 palestinos e sequestraram mais de 8 mil palestinos entre homens e mulheres, adultos e crian\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p>Na Palestina ocupada em 1948 (denominada pela ONU de Estado de Israel), as for\u00e7as policiais sionistas imp\u00f5em violenta repress\u00e3o sobre os bairros e cidades palestinas, com incurs\u00f5es nas resid\u00eancias, pris\u00f5es de palestinos, proibi\u00e7\u00e3o de qualquer tipo de manifesta\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria ao genoc\u00eddio em Gaza, seja nas ruas seja na internet.<\/p>\n\n\n\n<p>Na cidade de Al-Quds (Jerusal\u00e9m), as for\u00e7as militares israelenses impedem o livre acesso \u00e0 mesquita de Al-Aqsa, antes e durante o m\u00eas sagrado do Ramad\u00e3, que termina no pr\u00f3ximo dia 10 de abril.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos pa\u00edses vizinhos, as for\u00e7as militares israelenses atacam regularmente as cidades libanesas e s\u00edrias, sem uma rea\u00e7\u00e3o proporcional por parte dos governos locais ou do Hezbollah.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Netanyahu e o sionismo s\u00e3o os respons\u00e1veis<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No dia 14 de mar\u00e7o, o senador estadunidense Chuck Schumer, um dos mais destacados pol\u00edticos sionistas de origem judia, defendeu o afastamento do primeiro-ministro israelense Binyamin Netanyahu. Ele alegou que o governo Netanyahu faz mal para o Estado de Israel.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta afirma\u00e7\u00e3o cont\u00e9m uma verdade e uma mentira. \u00c9 verdade que o genoc\u00eddio em Gaza desmascarou a imagem positiva de Israel em quase todo o mundo (pa\u00edses importantes como a R\u00fassia e a \u00cdndia ainda s\u00e3o exce\u00e7\u00f5es), incluindo os Estados Unidos e a Europa ocidental. Sem o apoio de cora\u00e7\u00f5es e mentes em todo o mundo, o Estado sionista caminha para seu fim. (2)<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, \u00e9 ilus\u00f3rio dissociar a a\u00e7\u00e3o genocida de Netanyahu da natureza genocida do Estado sionista. O Estado de Israel sem Netanyahu continuaria sendo um Estado que aplica pol\u00edticas de limpeza \u00e9tnica e apartheid contra o povo palestino. (3)<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 importantes mobiliza\u00e7\u00f5es sionistas contra Netanyahu dentro da Palestina ocupada de importantes setores opositores entre eles os capitalistas israelenses preocupados com o impacto do genoc\u00eddio sobre seus neg\u00f3cios, a classe m\u00e9dia de origem europeia de Tel Aviv, familiares dos presos israelenses em Gaza, setores do establishment militar e das ag\u00eancias de seguran\u00e7a Mossad e Shin Bet, e at\u00e9 mesmo dos sionistas de esquerda. (4)<\/p>\n\n\n\n<p>Ao mesmo tempo, a ampla maioria da popula\u00e7\u00e3o judia israelense defende as pol\u00edticas genocidas. Os bombardeios devastadores sobre Gaza foram apoiados por 94% da popula\u00e7\u00e3o israelense de origem judia. O bloqueio da ajuda humanit\u00e1ria \u00e9 apoiado por 72% dos judeus israelenses. (5)<\/p>\n\n\n\n<p>O pr\u00f3prio Benny Gantz, o pol\u00edtico sionista mais popular entre os israelenses e tamb\u00e9m o candidato do governo Biden para substituir Netanyahu, defende interromper toda a ajuda humanit\u00e1ria at\u00e9 que o Hamas entregue os presos israelenses. Por isso, Netanyahu busca sua sobreviv\u00eancia pol\u00edtica se apresentando como o \u00fanico pol\u00edtico israelense capaz de enfrentar as press\u00f5es dos Estados Unidos e dos pa\u00edses europeus e impedir o cessar-fogo e a cria\u00e7\u00e3o de um mini-estado palestino em Gaza e a Cisjord\u00e2nia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Biden Genocida<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A melhor defini\u00e7\u00e3o para a pol\u00edtica do presidente estadunidense Joe Biden foi dada pelos manifestantes que interrompem suas atividades eleitorais aos gritos de \u201cGenocide Joe!\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde o in\u00edcio do genoc\u00eddio, Biden enviou 100 cargas com armamentos para Israel (uma a cada dois dias) e pediu ao Congresso USD 14 bilh\u00f5es adicionais para ajuda militar \u00e0 Israel, al\u00e9m dos USD 3,8 bilh\u00f5es enviados em armas por ano. A carga mais recente inclui 25 jatos F-35A (os mais modernos produzidos no mundo), 1800 bombas MK 84 de 925 quilos e 500 bombas MK 82 de 227 quilos.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, Biden suspendeu o financiamento \u00e0 ag\u00eancia da ONU de ajuda aos refugiados palestinos (UNRWA), que \u00e9 a principal fonte de ajuda humanit\u00e1ria aos palestinos, e conseguiu o apoio de seus aliados Canad\u00e1, Austr\u00e1lia, Reino Unido, Alemanha, It\u00e1lia, Holanda, Su\u00ed\u00e7a, Finl\u00e2ndia, Est\u00f4nia, Jap\u00e3o, \u00c1ustria e Rom\u00eania para fazer o mesmo.<\/p>\n\n\n\n<p>No Conselho de Seguran\u00e7a, Biden vetou 4 resolu\u00e7\u00f5es pelo cessar-fogo e recentemente se absteve de uma resolu\u00e7\u00e3o pelo cessar-fogo que os Estados Unidos consideram de cumprimento n\u00e3o obrigat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Frente \u00e0 perda da opini\u00e3o p\u00fablica dentro e fora dos Estados Unidos, Biden trabalha para salvar a imagem de Israel e sua campanha eleitoral. Biden n\u00e3o se op\u00f5e \u00e0 agress\u00e3o militar israelense, mas entende que esta deve ser efetuada de tal forma a confundir a opini\u00e3o p\u00fablica e reduzir a mobiliza\u00e7\u00e3o internacional contr\u00e1ria ao genoc\u00eddio particularmente nos Estados Unidos, Europa e pa\u00edses \u00e1rabes. Para isso, Biden pressiona Netanyahu a focar em a\u00e7\u00f5es militares que assassinem um n\u00famero menor de palestinos, e que permitam o ingresso de ajuda humanit\u00e1ria suficiente para evitar a morte em massa de palestinos por fome. Al\u00e9m disso, Biden quer que o governo israelense se declare a favor da paz com os palestinos e da solu\u00e7\u00e3o de dois estados abrindo negocia\u00e7\u00f5es com a colaboracionista Autoridade Nacional Palestina.<\/p>\n\n\n\n<p>Frente \u00e0 oposi\u00e7\u00e3o de Netanyahu a qualquer destas medidas, Biden faz discursos e a\u00e7\u00f5es simb\u00f3licas. Entre estas est\u00e1 o retorno do financiamento da UNRWA por alguns de seus aliados como a Austr\u00e1lia, o Canad\u00e1 e o Jap\u00e3o, a absten\u00e7\u00e3o no conselho de seguran\u00e7a da ONU em 25 de mar\u00e7o e o an\u00fancio da constru\u00e7\u00e3o de um porto improvisado em Gaza que se constitui em uma solu\u00e7\u00e3o ilus\u00f3ria e que na verdade serve para proteger os interesses das empresas de energia estadunidenses. (6)<\/p>\n\n\n\n<p>O impacto de seu apoio ao genoc\u00eddio em Gaza pode ser decisivo para sua performance nas elei\u00e7\u00f5es nacionais. Seu opositor, Donald Trump, se apresentava como aquele que colocaria fim \u00e0 guerra e ao Hamas. Recentemente, Trump defendeu que Israel pare sua guerra em Gaza antes de perder sua reputa\u00e7\u00e3o internacional.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pa\u00edses imperialistas procuram disfar\u00e7ar o apoio \u00e0 Israel<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A impopularidade do genoc\u00eddio impacta a posi\u00e7\u00e3o dos principais pa\u00edses europeus. O Reino Unido, a Fran\u00e7a e a Alemanha mant\u00eam o apoio incondicional \u00e0 Israel, mas procuram se distanciar do genoc\u00eddio em curso em Gaza.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso mais emblem\u00e1tico \u00e9 o da Alemanha. Em uma mudan\u00e7a brusca, 69% da opini\u00e3o p\u00fablica alem\u00e3 n\u00e3o considera que a a\u00e7\u00e3o militar de Israel em Gaza seja justificada. A ministra de rela\u00e7\u00f5es exteriores Annalena Baerbock afirmou que a situa\u00e7\u00e3o em Gaza \u00e9 um inferno e que o direito humanit\u00e1rio internacional tem que ser seguido. Apesar disso, o governo alem\u00e3o mant\u00e9m a exporta\u00e7\u00e3o de armas (\u00e9 o segundo maior exportador ap\u00f3s os Estados Unidos), o corte do financiamento \u00e0 UNRWA e a persegui\u00e7\u00e3o contra refugiados \u00e1rabes. (7)<\/p>\n\n\n\n<p>Putin tamb\u00e9m apoia Israel e mant\u00e9m um acordo com Netanyahu que permite a Israel bombardear o territ\u00f3rio s\u00edrio toda semana sem qualquer impedimento por parte das duas bases russas na S\u00edria e de suas baterias antia\u00e9reas. Mas Putin aproveita a hipocrisia da posi\u00e7\u00e3o de Biden para desgast\u00e1-lo, e ocultar o genoc\u00eddio que ele pr\u00f3prio conduz na Ucr\u00e2nia ao conscientemente buscar o fim do povo ucraniano e sua cultura.<\/p>\n\n\n\n<p>A China defende o cessar-fogo, mas mant\u00e9m todos os acordos com o Estado de Israel e se op\u00f5e \u00e0 a\u00e7\u00e3o dos iemenitas houthis que bloqueiam o estreito de Bab al-Mandeb na entrada do mar vermelho em solidariedade aos palestinos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Francesca Albanese e a Corte Internacional de Justi\u00e7a<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No dia 26 de mar\u00e7o, a combativa relatora especial da ONU para direitos humanos nos territ\u00f3rios palestinos ocupados em 1967 Francesca Albanese, apresentou seu relat\u00f3rio chamado \u201cAnatomia de um Genoc\u00eddio\u201d no qual afirma que os atos do Estado de Israel em Gaza podem ser caracterizados como genoc\u00eddio ao realizar tr\u00eas atos vetados pela Conven\u00e7\u00e3o para a Preven\u00e7\u00e3o e a Repress\u00e3o do Crime de Genoc\u00eddio adotada pela ONU em 1948: o assassinato de membros do grupo; os s\u00e9rios danos corporais ou mentais aos membros do grupo; infligir deliberadamente ao grupo condi\u00e7\u00f5es de vida para provocar a sua destrui\u00e7\u00e3o f\u00edsica, total ou parcialmente.<\/p>\n\n\n\n<p>Albanese cita ainda o bloqueio da ajuda humanit\u00e1ria e os discursos p\u00fablicos das autoridades israelenses de desumaniza\u00e7\u00e3o dos palestinos, o que \u00e9 fundamental para caracterizar um genoc\u00eddio. Ela afirma ainda que o genoc\u00eddio em curso \u00e9 parte do processo de limpeza \u00e9tnica e apartheid praticado pelo Estado de Israel contra os palestinos h\u00e1 sete d\u00e9cadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Seguindo as orienta\u00e7\u00f5es do direito internacional, Albanese pediu em seu relat\u00f3rio o embargo de armas a Israel e a aplica\u00e7\u00e3o de san\u00e7\u00f5es por parte dos pa\u00edses membros da ONU. (8)<\/p>\n\n\n\n<p>Dois dias depois, apesar deste contundente relat\u00f3rio dirigido \u00e0 comiss\u00e3o de direitos humanos da ONU, a Corte Internacional de Justi\u00e7a se limitou a exigir do Estado de Israel o ingresso irrestrito de ajuda humanit\u00e1ria, com a abertura de mais pontos de ingresso na faixa de Gaza. Exigiu ainda que as for\u00e7as israelenses se abstenham de atos genocidas\u2026 Nada falou sobre o cessar-fogo nem sobre a sa\u00edda imediata das tropas israelenses de Gaza, muito menos sobre embargo de armas contra Israel, medidas essas necess\u00e1rias para viabilizar a ajuda humanit\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A cumplicidade dos regimes \u00e1rabes e a resist\u00eancia popular<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A regra entre os regimes \u00e1rabes tem sido: \u201creprima seu povo, mas fale da Palestina\u201d. Antes do genoc\u00eddio em Gaza, apenas tr\u00eas pa\u00edses da Liga \u00c1rabe n\u00e3o estavam em processo de normaliza\u00e7\u00e3o de rela\u00e7\u00f5es com Israel: o Kuwait, a Tun\u00edsia e a Arg\u00e9lia.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde a contra ofensiva do Hamas em 7 de outubro passado, os processos de normaliza\u00e7\u00e3o est\u00e3o paralisados, mas os regimes \u00e1rabes se limitam a pedir o cessar-fogo e uma solu\u00e7\u00e3o duradoura para a quest\u00e3o palestina. Ao mesmo tempo, buscam tirar vantagem da crise. O regime eg\u00edpcio cobra entre 5 a 10 mil d\u00f3lares para que um palestino possa sair de Gaza. A Arabia Saudita busca um acordo de seguran\u00e7a com os Estados Unidos e tecnologia nuclear.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Os regimes s\u00edrio e liban\u00eas fecham os olhos para os ataques israelenses a seus pa\u00edses.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na \u00faltima semana de mar\u00e7o, as for\u00e7as israelenses bombardearam Sayyidah Zaynab, no sul de Damasco, e Alepo, a maior cidade da S\u00edria, onde mais de 40 pessoas morreram. Em 1 de abril, a embaixada do Ir\u00e3 em Damasco foi bombardeada e, entre os mortos est\u00e3o os generais da Guarda Revolucion\u00e1ria Isl\u00e2mica Mohammad Reza Zahedi e Mohammad Hadi Haji Rahimi. O regime s\u00edrio se limitou a protestos diplom\u00e1ticos, enquanto as for\u00e7as militares russas que possuem duas bases militares no pa\u00eds nada fizeram. O regime iraniano prometeu vingar as mortes em mensagem conjunta com mil\u00edcias ligadas ao Ir\u00e3.<\/p>\n\n\n\n<p>No L\u00edbano, os ataques israelenses s\u00e3o di\u00e1rios e j\u00e1 atingiram v\u00e1rias cidades no pa\u00eds, desde Sour (Tiro), Naqoura e Nabatiye, no Sul, at\u00e9 Beirute (onde assassinaram um importante dirigente do Hamas no in\u00edcio de janeiro) e Baalbek no vale do Bekaa. O Hezbollah tem respondido com ataques limitados \u00e0 regi\u00e3o fronteiri\u00e7a. O l\u00edder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, reafirmou seu apoio moral aos palestinos, mas alertou que s\u00f3 atacar\u00e1 Israel se Israel atacar o L\u00edbano\u2026<\/p>\n\n\n\n<p>A Autoridade Palestina n\u00e3o \u00e9 diferente. Apesar do genoc\u00eddio em Gaza e da violenta ocupa\u00e7\u00e3o na Cisjord\u00e2nia, Mahmoud Abbas mantem a coopera\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a com o Estado sionista e nomeou um novo primeiro ministro de confian\u00e7a do imperialismo estadunidense para tentar trazer a faixa de Gaza para seu controle.<\/p>\n\n\n\n<p>A \u00fanica for\u00e7a \u00e1rabe que apoia efetivamente os palestinos s\u00e3o os iemenitas Houthis, que s\u00e3o o poder de fato nas \u00e1reas mais povoadas do I\u00eamen e que bloquearam a passagem de embarca\u00e7\u00f5es pelo estreito de Bab al-Mandeb, uma das principais rotas comerciais do mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 as massas \u00e1rabes expressam sua solidariedade com a Palestina. A vanguarda neste momento \u00e9 o povo jordaniano que realiza manifesta\u00e7\u00f5es di\u00e1rias em torno da embaixada israelense e que criticam abertamente o regime mon\u00e1rquico. (9)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Palestinos na resist\u00eancia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A resist\u00eancia palestina segue ativa na faixa de Gaza. Os combatentes do Hamas e organiza\u00e7\u00f5es aliadas regularmente fazem opera\u00e7\u00f5es contra as for\u00e7as sionistas apesar de que estas possuem ampla superioridade b\u00e9lica, garantida pelas armas enviadas por pa\u00edses imperialistas ocidentais, particularmente pelos Estados Unidos. Outra face da resist\u00eancia palestina em Gaza \u00e9 sua popula\u00e7\u00e3o que est\u00e1 enfrentando todo tipo de viol\u00eancia militar, falta de alimentos, rem\u00e9dios e moradias, e mesmo assim segue apoiando as a\u00e7\u00f5es da resist\u00eancia palestina.<\/p>\n\n\n\n<p>Na Cisjord\u00e2nia, o povo palestino segue se manifestando apesar da violenta repress\u00e3o israelense, tanto do ex\u00e9rcito como dos colonos nazisionistas. Na Palestina ocupada em 1948, houve pequenas mobiliza\u00e7\u00f5es duramente reprimidas. Em Al-Quds (Jerusal\u00e9m) h\u00e1 uma situa\u00e7\u00e3o explosiva ao redor da mesquita de Al-Aqsa cujo livre acesso \u00e9 dificultado pelas for\u00e7as militares israelenses. Os palestinos da di\u00e1spora (que vivem refugiados fora da Palestina ocupada) t\u00eam participado intensamente das mobiliza\u00e7\u00f5es de solidariedade em todo o mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>Em meio a esta situa\u00e7\u00e3o extremamente dif\u00edcil, a popula\u00e7\u00e3o palestina est\u00e1 se politizando e tirando conclus\u00f5es. \u00c9 o que mostra as pesquisas de opini\u00e3o entre os palestinos de Gaza e da Cisjord\u00e2nia. Por um lado, 83% dos palestinos est\u00e3o satisfeitos com os iemenitas Houthis e 56% com o Qatar. Por outro lado, o n\u00edvel de satisfa\u00e7\u00e3o com o Hezbollah (48%), Ir\u00e3 (30%), Jord\u00e2nia (22%) e Egito (12%) s\u00e3o minorit\u00e1rios. (10)<\/p>\n\n\n\n<p>A mesma pesquisa mostra ainda que o apoio \u00e0 contra ofensiva de 7 de outubro (71%) e ao Hamas (52%) continua alto, ao passo que a maioria dos palestinos querem a ren\u00fancia de Mahmoud Abbas (84%) e a dissolu\u00e7\u00e3o da Autoridade Nacional Palestina (58%).<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m cresceu o apoio \u00e0 solu\u00e7\u00e3o de dois estados (45% no total, 62% em Gaza e 34% na Cisjord\u00e2nia), mas 52% dos palestinos continuam se opondo \u00e0 solu\u00e7\u00e3o de dois estados. 24% apoiam a forma\u00e7\u00e3o de um estado democr\u00e1tico de israelenses e palestinos com direitos iguais. 33% entendem que a prioridade \u00e9 o direito de retorno dos refugiados palestinos \u00e0s suas casas de onde foram expulsos desde a forma\u00e7\u00e3o do Estado de Israel em 1948. O meio mais popular para conquistar qualquer destes objetivos segue sendo a resist\u00eancia armada (46%) em alternativa \u00e0s negocia\u00e7\u00f5es com Israel (25%) ou \u00e0 resist\u00eancia pac\u00edfica (18%).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A vitoriosa batalha por cora\u00e7\u00f5es e mentes<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As fortes mobiliza\u00e7\u00f5es pela palestina em todo o mundo, particularmente nos Estados Unidos, Europa, pa\u00edses \u00e1rabes e de maioria mu\u00e7ulmana, tem sido o principal ponto de apoio dos palestinos em sua luta pela emancipa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Somadas \u00e0 resist\u00eancia palestina, a solidariedade internacional tem conquistado cora\u00e7\u00f5es e mentes da maioria dos povos e ampliado o isolamento de Israel. Essa press\u00e3o leva v\u00e1rios pa\u00edses a exigir o cessar fogo e o ingresso irrestrito de ajuda humanit\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O in\u00edcio do fim do Estado de Israel?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>V\u00e1rios elementos apontam para uma crise hist\u00f3rica do Estado de Israel.<\/p>\n\n\n\n<p>O genoc\u00eddio israelense em Gaza se tornou, ao lado da invas\u00e3o da Ucr\u00e2nia pela R\u00fassia, em motor e s\u00edmbolo da crise na ordem mundial, ao evidenciar o enfraquecimento do imperialismo hegem\u00f4nico, os Estados Unidos, ampliando as disputas inter-imperialistas.<\/p>\n\n\n\n<p>O apoio incondicional ao Estado de Israel por parte do imperialismo europeu est\u00e1 fortemente questionado pela crescente press\u00e3o popular por medidas parciais contra Israel tais como o boicote \u00e0 produtos de assentamentos israelenses, a suspens\u00e3o da exporta\u00e7\u00e3o de armas e o reconhecimento do Estado Palestino.<\/p>\n\n\n\n<p>A perda do apoio majorit\u00e1rio das massas em todo o mundo para suas a\u00e7\u00f5es de limpeza \u00e9tnica e apartheid, associado \u00e0 perda da hegemonia demogr\u00e1fica dentro do territ\u00f3rio hist\u00f3rico da Palestina, \u00e9 um primeiro passo para o in\u00edcio do fim do Estado de Israel. (11)<\/p>\n\n\n\n<p>Mas a batalha n\u00e3o est\u00e1 ganha. O imperialismo hegem\u00f4nico e setores sionistas mais conscientes trabalham para afastar Netanyahu e salvar a imagem do Estado de Israel, sem qualquer mudan\u00e7a de conte\u00fado em sua natureza racista. Al\u00e9m disso, o suprimento irrestrito de armas pelos pa\u00edses imperialistas garante uma ampla superioridade b\u00e9lica aos sionistas, e o apoio diplom\u00e1tico imperialista opera pela normaliza\u00e7\u00e3o com os regimes \u00e1rabes.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, Netanyahu n\u00e3o est\u00e1 morto. Isolado no mundo e impopular em Israel, Netanyahu se apoia nas massas israelenses judias para seguir o genoc\u00eddio em Gaza e os massacres di\u00e1rios na Cisjord\u00e2nia. Al\u00e9m disso, Netanyahu investe na regionaliza\u00e7\u00e3o da guerra promovendo ataques ao L\u00edbano e \u00e0 S\u00edria, com provoca\u00e7\u00f5es diretas ao regime iraniano.<\/p>\n\n\n\n<p>Desta forma, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel prever o resultado final. Ao contr\u00e1rio, ainda est\u00e3o \u201crolando os dados\u201d. A luta palestina enfrenta tr\u00eas inimigos: o Estado de Israel e seus patrocinadores imperialistas; os regimes \u00e1rabes; e a burguesia palestina expressa no colaboracionismo da Autoridade Nacional Palestina. Todos eles est\u00e3o mais fracos e desprestigiados, mas seguem ativos.<\/p>\n\n\n\n<p>Para avan\u00e7ar rumo \u00e0 derrota militar de Israel e ao fim do Estado sionista, \u00e9 necess\u00e1ria a eclos\u00e3o da terceira Intifada palestina em toda a Palestina (Gaza, Cisjord\u00e2nia, Al-Quds\/Jerusal\u00e9m e territ\u00f3rios palestinos ocupados em 1948), uma nova onda de revolu\u00e7\u00f5es no mundo \u00e1rabe e a manuten\u00e7\u00e3o e amplia\u00e7\u00e3o das mobiliza\u00e7\u00f5es de solidariedade em todo o mundo. A resist\u00eancia palestina em Gaza e na Cisjord\u00e2nia, as fortes mobiliza\u00e7\u00f5es na Jord\u00e2nia, o bloqueio do mar vermelho pelos Iemenitas Houthis, e as mobiliza\u00e7\u00f5es multitudin\u00e1rias na Europa e nos Estados Unidos s\u00e3o passos nessa dire\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Falta ainda um partido revolucion\u00e1rio palestino que recupere a estrat\u00e9gia abandonada pela esquerda palestina de uma revolu\u00e7\u00e3o oper\u00e1ria e popular em toda a regi\u00e3o contra Israel e os regimes \u00e1rabes, expressa no slogan \u201cO caminho para Al Quds\/Jerusal\u00e9m passa por Am\u00e3, Beirute, Cairo e Damasco\u201d. Esse partido ter\u00e1 que ser constru\u00eddo no calor da resist\u00eancia palestina.<\/p>\n\n\n\n<p>Desta forma, a resist\u00eancia palestina com o apoio das revolu\u00e7\u00f5es \u00e1rabes, da solidariedade internacional, e dos judeus antissionistas, poder\u00e1 conquistar uma Palestina livre, laica e democr\u00e1tica, do rio ao mar, e uma Federa\u00e7\u00e3o de Rep\u00fablicas Socialistas \u00c1rabes.<\/p>\n\n\n\n<p>NOTAS:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" type=\"1\">\n<li><a href=\"https:\/\/litci.org\/pt\/2024\/03\/11\/palestina-a-arma-da-fome-no-genocidio-em-gaza\/\">https:\/\/litci.org\/pt\/2024\/03\/11\/palestina-a-arma-da-fome-no-genocidio-em-gaza\/<\/a><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/news.gallup.com\/poll\/642695\/majority-disapprove-israeli-action-gaza.aspx\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/news.gallup.com\/poll\/642695\/majority-disapprove-israeli-action-gaza.aspx<\/a><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/time.com\/6559293\/morning-consult-israel-global-opinion\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/time.com\/6559293\/morning-consult-israel-global-opinion\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/litci.org\/pt\/2024\/03\/16\/sionismo-sangue-e-pilhagem\/\">https:\/\/litci.org\/pt\/2024\/03\/16\/sionismo-sangue-e-pilhagem\/<\/a><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>&nbsp;&nbsp;<a href=\"https:\/\/litci.org\/pt\/2024\/03\/09\/israel-tudo-se-complica-para-netanyahu\/\">https:\/\/litci.org\/pt\/2024\/03\/09\/israel-tudo-se-complica-para-netanyahu\/<\/a><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/time.com\/6333781\/israel-hamas-poll-palestine\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/time.com\/6333781\/israel-hamas-poll-palestine\/<\/a><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"HE4QxIGUKw\"><a href=\"https:\/\/www.middleeastmonitor.com\/20240131-72-of-israelis-say-aid-deliveries-to-gaza-must-be-stopped-survey-finds\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">72% of Israelis say aid deliveries to Gaza must be stopped, survey finds<\/a><\/blockquote><iframe loading=\"lazy\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;72% of Israelis say aid deliveries to Gaza must be stopped, survey finds&#8221; &#8212; Middle East Monitor\" src=\"https:\/\/www.middleeastmonitor.com\/20240131-72-of-israelis-say-aid-deliveries-to-gaza-must-be-stopped-survey-finds\/embed\/#?secret=z8KYd0gHnm#?secret=HE4QxIGUKw\" data-secret=\"HE4QxIGUKw\" width=\"500\" height=\"282\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/litci.org\/pt\/2024\/03\/27\/porto-de-biden-em-gaza-e-armadilha\/\">https:\/\/litci.org\/pt\/2024\/03\/27\/porto-de-biden-em-gaza-e-armadilha\/<\/a><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/www.nytimes.com\/2024\/03\/29\/world\/europe\/germany-israel-gaza.html?searchResultPosition=3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.nytimes.com\/2024\/03\/29\/world\/europe\/germany-israel-gaza.html?searchResultPosition=3<\/a><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/news.un.org\/en\/story\/2024\/03\/1147976\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/news.un.org\/en\/story\/2024\/03\/1147976<\/a><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/litci.org\/pt\/2024\/03\/29\/forte-apoio-a-palestina-nos-povos-arabes\/\">https:\/\/litci.org\/pt\/2024\/03\/29\/forte-apoio-a-palestina-nos-povos-arabes\/<\/a><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" type=\"1\">\n<li><a href=\"https:\/\/pcpsr.org\/en\/node\/969\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/pcpsr.org\/en\/node\/969<\/a><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" type=\"1\">\n<li><a href=\"https:\/\/www.timesofisrael.com\/jews-now-a-minority-in-israel-and-the-territories-demographer-says\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.timesofisrael.com\/jews-now-a-minority-in-israel-and-the-territories-demographer-says\/<\/a><\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O genoc\u00eddio de palestinos de Gaza promovido pelo Estado de Israel completa seis meses em 8 de abril. 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