{"id":78585,"date":"2024-03-05T11:52:57","date_gmt":"2024-03-05T11:52:57","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=78585"},"modified":"2024-03-05T11:53:00","modified_gmt":"2024-03-05T11:53:00","slug":"lutar-pelo-salario-e-derrotar-o-plano-de-milei-e-o-fmi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2024\/03\/05\/lutar-pelo-salario-e-derrotar-o-plano-de-milei-e-o-fmi\/","title":{"rendered":"Lutar pelo sal\u00e1rio e derrotar o plano de Milei e o FMI"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Uma onda de greves salariais por sindicato varre o pa\u00eds e parece alastrar-se, no quadro da amea\u00e7a de uma nova greve geral em sectores da CGT. Ferrovi\u00e1rios, Sa\u00fade, Portu\u00e1rios, Aeroportu\u00e1rios, professores est\u00e3o em luta, entre outros.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Por: PSTU-Argentina<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto isso, surgiu uma forte crise pol\u00edtica entre o presidente, os governadores e o Parlamento, em rela\u00e7\u00e3o ao corte de verbas de Milei para as prov\u00edncias, que culminou no enfrentamento com o governador de Chubut.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 hora de aproveitar as fissuras que se abrem entre os \u201cde cima\u201d, para impulsionar a luta oper\u00e1ria e popular at\u00e9 derrotar Milei e o plano do FMI.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ataque brutal<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Depois que a tentativa da Lei \u00d4nibus fracassou devido \u00e0s diferen\u00e7as entre os setores capitalistas, Milei continua com a \u201cmotosserra\u201d ligada.<\/p>\n\n\n\n<p>Todos os partidos patronais concordaram com o conte\u00fado geral dessa Lei, que expressava as reivindica\u00e7\u00f5es ao conjunto da grande burguesia. Mas n\u00e3o tanto quando se tratava de ver quais setores seriam afetados. Por esse motivo, eles foram \u201cpodando\u201d at\u00e9 que ficasse inutiliz\u00e1vel para o projeto de Milei.<\/p>\n\n\n\n<p>A resposta do presidente, com infla\u00e7\u00e3o de 53% em dois meses, foi n\u00edtida: \u201cfazemos o ajuste de qualquer forma\u201d. Aumentos de mais de 300% nos transportes em dias, aumentos escalonados nos servi\u00e7os e uma humilha\u00e7\u00e3o da CGT ao fixar o Sal\u00e1rio M\u00ednimo em 200 mil pesos sem sentar para negociar (quando a cesta b\u00e1sica est\u00e1 perto de um milh\u00e3o). Suspens\u00f5es e fechamentos de empresas, n\u00e3o entrega de alimentos nas cozinhas comunit\u00e1rias, cessa\u00e7\u00e3o de planos sociais, entre outras medidas. \u00c9 o pre\u00e7o que n\u00f3s trabalhadores pagamos pela trai\u00e7\u00e3o da CGT, que depois da greve e mobiliza\u00e7\u00e3o de 24 de janeiro empacou, deixando as coisas nas m\u00e3os do Parlamento, quando era evidente que estavam reunidas as condi\u00e7\u00f5es para uma derrota do governo nas m\u00e3os da classe oper\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Junto com isso, e como \u201cvingan\u00e7a\u201d pela n\u00e3o vota\u00e7\u00e3o (que definiu como uma \u201ctrai\u00e7\u00e3o\u201d), iniciou um corte geral nos fundos que a Na\u00e7\u00e3o fornece \u00e0s prov\u00edncias por diferentes conceitos. Ao mesmo tempo, desencadeou uma enxurrada de insultos a governadores, deputados e senadores, incluindo \u201csubornadores e ladr\u00f5es\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Crise pol\u00edtica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No \u00e2mbito destes cortes, n\u00e3o transferiu fundos de 13,5 mil milh\u00f5es de pesos que correspondiam a Chubut como coparticipa\u00e7\u00e3o, e que representam um ter\u00e7o das suas receitas.<\/p>\n\n\n\n<p>O Governador Ignacio Torres enfrentou essa decis\u00e3o, amea\u00e7ando cortar o fornecimento de petr\u00f3leo \u201cfechando a torneira\u201d que alimenta as exporta\u00e7\u00f5es de petr\u00f3leo bruto. Fez isso no quadro de uma enorme mobiliza\u00e7\u00e3o oper\u00e1ria em Comodoro Rivadavia, com 20.000 trabalhadores nas ruas, gra\u00e7as ao convite do secret\u00e1rio-geral petroleiro, \u201cLoma\u201d \u00c1vila, deputado do JxC, o mesmo partido macrista de Torres[1] .<\/p>\n\n\n\n<p>Recebeu imediatamente o apoio dos demais governadores do pa\u00eds, de todas as matizes pol\u00edticas, aprofundando a crise pol\u00edtica e transformando-a em crise institucional: \u00e0s disputas com a Justi\u00e7a e o Poder Legislativo, junta agora uma divis\u00e3o entre o Executivo Nacional e o das prov\u00edncias.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre eles, os governadores que respondem a Mauricio Macri, o que indica que a \u201cmovimenta\u00e7\u00e3o\u201d teve o seu aval. Isto representa uma ruptura entre Macri e Bullrich (que ficou do lado de Milei) que lutam pela lideran\u00e7a do Pro, e um baque na unifica\u00e7\u00e3o entre o partido de Milei e o Pro.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora Milei aceitou uma decis\u00e3o judicial e transferiu os fundos. No entanto, a crise continua.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Nenhuma confian\u00e7a nos governadores e seus partidos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Torres mostrou-se ao pa\u00eds como um \u201cher\u00f3i\u201d. No entanto, \u00e9 uma armadilha. Nesses mesmos dias, afirmou em notici\u00e1rio LN+: \u201cConcordo 90% com Javier Milei\u201d. Ele apoiou a Lei \u00d4nibus no Congresso e est\u00e1 disposto a aderir ao brutal ajuste. Apenas est\u00e1 disputando os interesses dos setores patronais da sua prov\u00edncia, bem como o \u00eaxito do seu governo, agente das grandes empresas petrol\u00edferas, pesqueiras e latifundi\u00e1rios, e das empresas de minera\u00e7\u00e3o que pretendem estabelecer-se na prov\u00edncia. .<\/p>\n\n\n\n<p>Ele reivindicou \u201cseus milh\u00f5es\u201d, mas reduziu os sal\u00e1rios do Estado e defendeu a reforma trabalhista. Esse dinheiro que n\u00e3o lhe foi transferido n\u00e3o \u00e9 nada em rela\u00e7\u00e3o ao que poderia arrecadar aumentando progressivamente os impostos sobre as multinacionais que saqueiam os recursos da prov\u00edncia, arrasam o ambiente e em poucos anos v\u00e3o embora, deixando pobreza, destrui\u00e7\u00e3o e oper\u00e1rios desempregados.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o afeta e n\u00e3o afetar\u00e1, como o peronismo, os lucros das grandes multinacionais. Ele quer esses pesos, a servi\u00e7o do projeto antioper\u00e1rio de seus patr\u00f5es e da entrega das riquezas do nosso pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>O mesmo vale para os governadores que o apoiaram. Qualquer que seja o partido a que perten\u00e7am, eles defendem os interesses capitalistas nas suas prov\u00edncias. Milei est\u00e1 certo quando os chama de \u201csubornadores e ladr\u00f5es\u201d, mas ele \u00e9 igual.<\/p>\n\n\n\n<p>Os trabalhadores e o povo pobre de todo o pa\u00eds (e de Chubut) precisam de uma pol\u00edtica independente, da classe oper\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso do petr\u00f3leo, n\u00e3o se trata de amea\u00e7ar \u201cfechar a torneira\u201d por um tempinho. Trata-se de colocar a riqueza ao servi\u00e7o das necessidades de todo o povo argentino, atrav\u00e9s da expropria\u00e7\u00e3o imediata de todas as empresas, sob o controlo dos trabalhadores e das comunidades que ali vivem.<\/p>\n\n\n\n<p>Junto com a nacionaliza\u00e7\u00e3o do subsolo, e tamb\u00e9m do solo e dos recursos do mar, expropriando os latif\u00fandios e as empresas pesqueiras internacionais, juntamente com os seus s\u00f3cios &nbsp;nacionais, para que haja alimentos baratos e de qualidade para todos os habitantes do nosso pa\u00eds .<\/p>\n\n\n\n<p>Tudo isto no \u00e2mbito de um plano de emerg\u00eancia para trabalhadores. O primeiro passo para isso \u00e9 derrotar o plano de Milei e do FMI, derrotando o seu governo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por uma nova greve nacional e um plano de luta<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Temos que apoiar e unir todas as lutas em um \u00fanico plano de luta nacional at\u00e9 derrotarmos o governo, suas leis, e conseguirmos um aumento geral dos sal\u00e1rios de toda a classe oper\u00e1ria e dos aposentados com um m\u00ednimo igual \u00e0 cesta familiar reajustada mensalmente e automaticamente pela infla\u00e7\u00e3o. Junto com isso, medidas que garantam trabalho para todos.<\/p>\n\n\n\n<p>A CGT tem que parar de falar e agir. Eles t\u00eam que romper os seus pactos de trai\u00e7\u00e3o com a patronal, os poderes do governo e o peronismo, clamando por um verdadeiro plano de luta.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o podemos confiar nos dirigentes para tomarem a iniciativa. N\u00e3o o far\u00e3o, ou tomar\u00e3o uma medida isolada, porque o que os preocupa s\u00e3o os seus privil\u00e9gios (como o financiamento das obras sociais).<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 preciso preparar a partir de cada local de trabalho assembleias que unam a todos e todas, que superem a divis\u00e3o entre aqueles que votaram em uns e outros (no final, todos vivemos com um sal\u00e1rio miser\u00e1vel). Explicar repetidamente que a \u00fanica maneira de conseguir algo \u00e9 lutando. Que temos de enfrentar os dirigentes vendidos, porque eles n\u00e3o o fazem. Que temos que nos coordenar e organizar a partir de baixo para superar as dire\u00e7\u00f5es que freiam.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o podemos resignar-nos \u00e0 mis\u00e9ria, a trabalhar o m\u00eas inteiro, por um sal\u00e1rio miser\u00e1vel. Devemos construir um plano de luta vigoroso at\u00e9 triunfarmos.<\/p>\n\n\n\n<p>Eles s\u00f3 poder\u00e3o alcan\u00e7ar o seu projeto derrotando a classe oper\u00e1ria. Por isso reprimem aposentados, professores, trabalhadores, estudantes, todo mundo. Espancam e prendem.<\/p>\n\n\n\n<p>A classe oper\u00e1ria, os sindicatos, as comiss\u00f5es internas t\u00eam que tomar em suas m\u00e3os a defesa dos que sejam presos ou processados. Liberdade para todos os presos! Desprocessamento dos lutadores!<\/p>\n\n\n\n<p>Temos que chamar a base das for\u00e7as de seguran\u00e7a \u00e0 desobedi\u00eancia, como dizem os nossos companheiros de Comodoro: <em>\u201cTemos que exigir que a pol\u00edcia fique do lado dos trabalhadores e n\u00e3o do lado das multinacionais e dos governos que as servem. As for\u00e7as policiais devem decidir se est\u00e3o com o povo ou contra ele, as bases da pol\u00edcia devem decidir se v\u00e3o reprimir o povo&#8230;\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>E preparar-se para nos defender, para que n\u00e3o nos derrotem pela viol\u00eancia: se nos atacarem, temos todo o direito de nos defender, de enfrent\u00e1-los! Temos o direito de lutar pelo que \u00e9 nosso!<\/p>\n\n\n\n<p>Desta forma prepararemos uma luta dos trabalhadores independente, a partir de baixo, que n\u00e3o depende dos dirigentes que sempre nos entregam.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Uma sa\u00edda de fundo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto enfrentamos o governo e o seu plano, as assembleias e reuni\u00f5es devem servir-nos para debater as medidas de fundo que necessitamos. \u00c9 verdade que como est\u00e1vamos n\u00e3o pod\u00edamos continuar. \u00c9 evidente que a \u201cmudan\u00e7a\u201d que Milei prop\u00f5e \u00e9 pior.<\/p>\n\n\n\n<p>Precisamos de uma mudan\u00e7a de fundo, uma mudan\u00e7a que mude as coisas. A \u201cmotosserra\u201d deve ser manejada pela classe trabalhadora, acabando com os privil\u00e9gios da classe capitalista. Para isso \u00e9 necess\u00e1rio preparar uma grande rebeli\u00e3o, uma verdadeira revolu\u00e7\u00e3o oper\u00e1ria e popular, que rompa com o FMI, exproprie os grandes capitalistas e inicie o caminho para o socialismo, o \u00fanico sistema econ\u00f4mico que pode acabar com as priva\u00e7\u00f5es para come\u00e7ar a viver uma vida que vale a pena ser vivida.<\/p>\n\n\n\n<p>Por tudo isto precisamos de um grande partido revolucion\u00e1rio. O PSTU est\u00e1 a servi\u00e7o da constru\u00e7\u00e3o desse partido, convidamos voc\u00ea a se juntar a esta tarefa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma onda de greves salariais por sindicato varre o pa\u00eds e parece alastrar-se, no quadro da amea\u00e7a de uma nova greve geral em sectores da CGT. Ferrovi\u00e1rios, Sa\u00fade, Portu\u00e1rios, Aeroportu\u00e1rios, professores est\u00e3o em luta, entre outros. 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