{"id":785,"date":"2010-01-14T00:00:00","date_gmt":"2010-01-14T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/litci.org\/pt\/2010\/01\/14\/perspectivas-de-uma-crise-que-esta-longe-de-acabar\/"},"modified":"2010-01-14T00:00:00","modified_gmt":"2010-01-14T00:00:00","slug":"perspectivas-de-uma-crise-que-esta-longe-de-acabar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2010\/01\/14\/perspectivas-de-uma-crise-que-esta-longe-de-acabar\/","title":{"rendered":"Perspectivas de uma crise que est\u00e1 longe de acabar"},"content":{"rendered":"<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\">Quando, em Setembro de 2008, rebentou de forma clara a crise econ\u00f4mica mundial, afirmamos que esta era uma crise global do capitalismo, a maior desde 1929. Hoje, sabe-se que a recess\u00e3o nos Estados Unidos come\u00e7ou, na verdade, no final de 2007, mas os mesmos governos imperialistas e organismos internacionais que tentaram ocult\u00e1-la at\u00e9 Setembro de 2008 tratam-na, agora, como coisa do passado.<?xml:namespace prefix = o ns = \"urn:schemas-microsoft-com:office:office\" \/><o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\">No segundo e terceiro trimestres de 2009, existiu uma recupera\u00e7\u00e3o parcial da economia em alguns dos centros imperialistas, que se estendeu a outros pa\u00edses. A recupera\u00e7\u00e3o \u00e9 claramente parcial. Em rela\u00e7\u00e3o a 2009, as economias imperialistas registraram uma redu\u00e7\u00e3o substancial: a OCDE (Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico) aponta para uma diminui\u00e7\u00e3o de 4,9% do Produto Interno Bruto (PIB) da Alemanha, de 2,3% do produto franc\u00eas e de 4,8% da economia italiana. As previs\u00f5es do Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI) para a It\u00e1lia indicam uma queda de 2% do PIB em 2009.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\">Com base nessa recupera\u00e7\u00e3o parcial da economia, surgiram v\u00e1rias afirma\u00e7\u00f5es e muita propaganda de que a crise acabou ou, pelo menos, que o pior j\u00e1 passou. Apesar disso, ainda que se tente apresentar a recupera\u00e7\u00e3o em curso como o fim da crise, esta n\u00e3o resolve os problemas estruturais que est\u00e3o na raiz da crise global. Por isso, o nosso diagn\u00f3stico n\u00e3o mudou: estamos diante da mais grave crise mundial desde 1929.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><strong><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\">I. A mais grave crise desde 1929<o:p><\/o:p><\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\">V\u00e1rios aspectos nos levam a manter esta caracteriza\u00e7\u00e3o, contrariando a propaganda imperialista. Vejamos que aspectos s\u00e3o esses.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><b style=\"mso-bidi-font-weight: normal\"><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\">1.<\/span><\/b><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"> Trata-se de uma crise cujo epicentro est\u00e1 nos Estados Unidos e que arrastou todos os centros imperialistas. O \u00faltimo trimestre de 2008 e o primeiro de 2009 estiveram marcados por uma queda livre da economia internacional, com \u00edndices semelhantes aos da depress\u00e3o de 1929. Os dados das economias dos EUA, do Jap\u00e3o e da Inglaterra demonstraram-no com n\u00fameros que assinalam uma queda do PIB industrial acima dos 10%. Tivemos uma recess\u00e3o mundial partindo dos principais centros imperialistas, fazendo com que 2009 venha a ser o primeiro ano, desde 1945, em que o PIB mundial ter\u00e1 um crescimento negativo. Esta recess\u00e3o confirmou-se pela continuidade da recess\u00e3o mundial na ind\u00fastria automobil\u00edstica e no setor imobili\u00e1rio dos EUA e de alguns dos principais pa\u00edses imperialistas. A partir de Setembro de 2008, os analistas da burguesia e os governos de todo o mundo atuaram com base nessa caracteriza\u00e7\u00e3o para evitar a qualquer custo uma depress\u00e3o.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><b style=\"mso-bidi-font-weight: normal\"><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\">2.<\/span><\/b><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"> \u00c9 necess\u00e1rio reafirmar que n\u00e3o se trata de uma simples crise financeira, mas de uma crise oriunda das contradi\u00e7\u00f5es estruturais do sistema capitalista: a sua raiz est\u00e1 na tend\u00eancia decrescente da taxa de lucro, como ocorre em toda crise capitalista c\u00edclica. Por\u00e9m, n\u00e3o se trata de uma crise c\u00edclica comum. Em primeiro lugar, porque estamos na fase imperialista do capitalismo, e, em particular, porque estamos num momento em que as caracter\u00edsticas parasit\u00e1rias da fase imperialista foram agravadas, principalmente pela hiperacumula\u00e7\u00e3o do capital especulativo, que assumiu nas \u00faltimas d\u00e9cadas um grau in\u00e9dito. A queda da taxa de lucro combinou-se com essa hiperacumula\u00e7\u00e3o de capital especulativo, deixando o sistema financeiro mundial quebrado.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><b style=\"mso-bidi-font-weight: normal\"><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\">3.<\/span><\/b><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"> Uma das quest\u00f5es estruturais mais graves, que indica a profundidade da crise, \u00e9 a superprodu\u00e7\u00e3o, que afeta mundialmente ramos industriais chaves. H\u00e1 um excesso de capacidade produtiva nos principais setores industriais, como o automobil\u00edstico, e que ainda n\u00e3o foi resolvido. Os mecanismos utilizados para combater a queda livre rumo \u00e0 depress\u00e3o n\u00e3o resolveram essa contradi\u00e7\u00e3o, que impede uma recupera\u00e7\u00e3o da taxa de lucros que permita superar a crise.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><?xml:namespace prefix = st1 ns = \"urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags\" \/><st1:metricconverter w:st=\"on\" ProductID=\"4. A\"><b style=\"mso-bidi-font-weight: normal\"><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\">4.<\/span><\/b><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"> A<\/span><\/st1:metricconverter><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"> crise explodiu e assumiu um car\u00e1ter especialmente grave por combinar-se com uma grave crise pol\u00edtica no centro do imperialismo. A derrota do projeto Bush de &#8220;guerra contra o terror&#8221; e a crise pol\u00edtica resultante detonaram a crise econ\u00f4mica e determinaram a sua profundidade nos EUA. Assim, no momento em que a crise come\u00e7ou, n\u00e3o havia no centro do imperialismo um comando com credibilidade, o que agregou um grau de improvisa\u00e7\u00e3o e uma falta de confian\u00e7a na resposta que o Estado norte-americano deu no terceiro trimestre de 2008. Esse fator foi importante para marcar o car\u00e1ter explosivo da crise mundial no momento em que esta irrompeu.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><b style=\"mso-bidi-font-weight: normal\"><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\">5.<\/span><\/b><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"> Frente \u00e0 nova situa\u00e7\u00e3o da luta de classes aberta com essa derrota, o imperialismo norte-americano mudou de t\u00e1tica. Com Obama, passou a tentar derrotar a insurrei\u00e7\u00e3o das massas com m\u00e9todos centrados nas negocia\u00e7\u00f5es, acordos de &#8220;paz&#8221; enganadores e processos eleitorais, isto \u00e9, com o que chamamos m\u00e9todos de rea\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica. Como parte dessa nova t\u00e1tica, o imperialismo passou a trabalhar com os governos de colabora\u00e7\u00e3o de classes (aos que chamamos governos de frente popular) para conter a rea\u00e7\u00e3o do movimento de massas. Dessa forma, utilizou a autoridade desses governos frente \u00e0s massas para dar nova vida aos organismos internacionais do imperialismo, como o FMI. Essa mesma rela\u00e7\u00e3o serve ao imperialismo para apresentar uma nova cara &#8220;multilateral&#8221;, como ocorreu com o G-20, que substituiu o G-8, ao incluir os &#8220;emergentes&#8221; no grupo.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><strong><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\">Em que a crise atual se diferencia da de 1929?<o:p><\/o:p><\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\">As caracter\u00edsticas estruturais acima descritas conferem total validade \u00e0 compara\u00e7\u00e3o com a crise de 1929. Contudo, passado um ano da irrup\u00e7\u00e3o mais evidente da crise &#8211; ap\u00f3s a quebra do banco de investimentos Lehman Brothers nos EUA &#8211; \u00e9 necess\u00e1rio precisar alguns elementos que diferenciam a crise atual da anterior. Estas diferen\u00e7as surgem da atual configura\u00e7\u00e3o do sistema capitalista mundial e das pol\u00edticas dos Estados, que tiveram consequ\u00eancias no desenvolvimento da crise, em seu ritmo e na forma em que esta se manifestou at\u00e9 agora.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\">A primeira quest\u00e3o \u00e9 que, ainda que os n\u00fameros como os da queda inicial do PIB e da ind\u00fastria, em particular, aproximaram-se ou superaram 1929 nos EUA e nos pa\u00edses centrais, como Alemanha, Jap\u00e3o e Inglaterra, n\u00e3o se chegou a entrar diretamente numa depress\u00e3o, nem esta \u00e9 a hip\u00f3tese mais prov\u00e1vel para os pr\u00f3ximos meses.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\">Por que se conseguiu evitar, at\u00e9 o momento, uma situa\u00e7\u00e3o mais depressiva? Em primeiro lugar, ao contr\u00e1rio de 1929, os Estados imperialistas fizeram de tudo para salvar o sistema financeiro, as maiores empresas e, assim, evitar a qualquer custo a depress\u00e3o, ainda que \u00e0 custa de um endividamento colossal e in\u00e9dito. Desde o neoliberalismo, o papel do Estado vinha sendo decisivo para sustentar o capital financeiro e suas caracter\u00edsticas especulativas.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\">A partir dessa localiza\u00e7\u00e3o, a maneira de enfrentar a crise foi diferente da de 1929. Desta vez, os Estados funcionaram como companhias de seguros, em \u00faltima inst\u00e2ncia, de todo o sistema financeiro, inclusive dos fundos <i>hedge<\/i> [<i>fundos que n\u00e3o se submetem a qualquer tipo de regulamenta\u00e7\u00e3o, n\u00e3o sendo, inclusive, obrigados a divulgar publicamente o montante que disp\u00f5em em carteira<\/i>] e de todo tipo de especuladores.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\">Gastou-se a impens\u00e1vel soma de US$ 24 trilh\u00f5es, empobrecendo os pa\u00edses, comprometendo as gera\u00e7\u00f5es futuras, mas impedindo a continuidade da queda livre que representaram os dois primeiros trimestres de recess\u00e3o e que sobreviesse uma depress\u00e3o logo a seguir. Isso impediu uma explos\u00e3o mundial generalizada. Ap\u00f3s dois trimestres de queda do PIB, com n\u00fameros semelhantes aos de 1929, o ritmo da queda diminuiu e at\u00e9 houve uma pequena recupera\u00e7\u00e3o nos EUA, Alemanha e Jap\u00e3o, ainda que bastante fr\u00e1gil. Este aspecto \u00e9 fundamental, pois teve consequ\u00eancias na din\u00e2mica concreta da evolu\u00e7\u00e3o da crise, ainda que n\u00e3o resolva os problemas estruturais da crise global.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\">Por agora, as medidas tamb\u00e9m evitaram n\u00fameros similares aos de 1929 com rela\u00e7\u00e3o ao desemprego e \u00e0 mis\u00e9ria. Isso n\u00e3o quer dizer que n\u00e3o haja graves ataques aos trabalhadores, mas que ainda n\u00e3o s\u00e3o similares aos de 1929-1933. Os n\u00fameros do desemprego nos EUA s\u00e3o impressionantes, pois saltaram de 4,5% para 10,2% num ano. Na Espanha, tamb\u00e9m houve um salto no desemprego, at\u00e9 alcan\u00e7ar 19%. N\u00e3o foi assim na Alemanha, onde o desemprego cresceu apenas cerca de 0,5%, chegando a 8,2%. Os n\u00fameros em Fran\u00e7a foram de 8% a 10%. S\u00e3o cifras que indicam um ataque grave aos trabalhadores, mas \u00e9 bom recordar que, no auge da crise de 1929, o desemprego nos EUA chegou a bater nos 30% e que na Alemanha, em setores como o metal\u00fargico, alcan\u00e7ou 45%. Hoje, os n\u00fameros n\u00e3o s\u00e3o do mesmo calibre. No 3\u00ba trimestre de 2009, o desemprego na Uni\u00e3o Europeia como um todo estava em volta dos 9%.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\">O colch\u00e3o social preexistente nos pa\u00edses imperialistas centrais permitiu amortecer parte das consequ\u00eancias sociais da crise, em particular na Europa. Isso explica porque hoje n\u00e3o vemos filas de desempregados para receber um prato de sopa, como registraram fotos e filmes sobre a crise de 1929. H\u00e1 um aumento importante da fome nos EUA e das fam\u00edlias desalojadas de suas casas: os \u00edndices s\u00e3o os piores dos \u00faltimos 26 anos. Mas, diferente de 1929, o Estado norte-americano est\u00e1 dotado de uma maior rede de prote\u00e7\u00e3o, como a da distribui\u00e7\u00e3o de cupons de alimentos. No caso dos EUA, o colch\u00e3o social, apesar de inferior ao da Europa, ajuda a impedir situa\u00e7\u00f5es extremas.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\">\u00c9 importante destacar que quando falamos em amortecimento das contradi\u00e7\u00f5es sociais n\u00e3o estamos dizendo que essa prote\u00e7\u00e3o exista para todos, pois estas medidas n\u00e3o alcan\u00e7am o conjunto da classe trabalhadora. Com a crise, os sectores mais explorados &#8211; como os imigrantes na Europa e nos EUA, as mulheres e as minorias raciais &#8211; passam a ser ainda mais marginalizados. Os imigrantes s\u00e3o os principais alvos das demiss\u00f5es, e ainda por cima n\u00e3o t\u00eam direitos nem acesso aos servi\u00e7os sociais e s\u00e3o frequentemente v\u00edtimas das deporta\u00e7\u00f5es. Os \u00edndices de desemprego desses setores cresceram velozmente desde a eclos\u00e3o da crise, como foi o caso na constru\u00e7\u00e3o civil na Espanha e nos EUA.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\">A pol\u00edtica do imperialismo ainda n\u00e3o est\u00e1 totalmente definida, mas, at\u00e9 agora, ao menos nos pa\u00edses centrais, optou-se por fazer ataques parciais, por setores, e em tempos diferentes, isto \u00e9, n\u00e3o atacar com a mesma intensidade todos os setores de uma s\u00f3 vez, mas sim faz\u00ea-lo de forma mais gradual, contrapondo medidas compensat\u00f3rias que possam absorver as tens\u00f5es provenientes dos ataques consumados. Ou seja, realizar ataques, mas buscando n\u00e3o provocar explos\u00f5es sociais. Al\u00e9m da rede de prote\u00e7\u00e3o social, algumas medidas foram ampliadas para dar alguma esperan\u00e7a aos demitidos. O subs\u00eddio aos desempregados foi ampliado <st1:PersonName w:st=\"on\" ProductID=\"em toda Europa\">em toda Europa<\/st1:PersonName>, e, nos EUA, Obama estendeu o seu pagamento por mais 5 meses para os que foram demitidos no \u00faltimo ano e meio. Na Europa Ocidental, alertados pela explos\u00e3o da Gr\u00e9cia em fins de 2008 e pelos movimentos grevistas em Fran\u00e7a, foram tomadas v\u00e1rias medidas para evitar a ocorr\u00eancia de novas explos\u00f5es desse mesmo calibre.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\">Na Europa Oriental houve uma s\u00e9rie de sucessivas explos\u00f5es sociais protagonizadas por trabalhadores e desempregados na Litu\u00e2nia, Let\u00f4nia, Est\u00f4nia e Bulg\u00e1ria e uma greve geral na Hungria, chegando a provocar a queda de governos, como na Let\u00f4nia. A Uni\u00e3o Europeia e o FMI passaram a elaborar planos de socorro para v\u00e1rios pa\u00edses da regi\u00e3o, como Ucr\u00e2nia, Hungria e os pa\u00edses B\u00e1lticos. O principal objetivo desses planos era salvar os bancos europeus metidos at\u00e9 o pesco\u00e7o nas d\u00edvidas desses pa\u00edses, pois a banca europeia tinha cerca de 1,5 trilh\u00f5es de euros investidos na Europa Central e Oriental, segundo a revista <i>The Economist<\/i>. Esses planos evitaram a fuga desenfreada de capitais e, at\u00e9 agora, tamb\u00e9m impediram novas rebeli\u00f5es, sob as condi\u00e7\u00f5es de aplicar dur\u00edssimas medidas sob a supervis\u00e3o do FMI.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><strong><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\">II. Os BRICs e a crise<o:p><\/o:p><\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\">Desde a eclos\u00e3o da atual crise mundial, muito se discutiu sobre o papel dos chamados pa\u00edses emergentes, em especial aqueles conhecidos pela sigla BRIC (Brasil, R\u00fassia, \u00cdndia e China). Afirmou-se que poderiam compensar as perdas dos pa\u00edses imperialistas <st1:PersonName w:st=\"on\" ProductID=\"em recess?o. Em\">em recess\u00e3o. Em<\/st1:PersonName> especial, fez-se de forma apressada teorias sobre o novo papel econ\u00f4mico da China. Disse-se que a China seria a nova pot\u00eancia que substituiria os EUA na hegemonia mundial e se afirmou que os BRICs de conjunto poderiam evitar a crise e ser a locomotiva da economia mundial. A realidade demonstrou que isso era imposs\u00edvel porque todas essas economias eram totalmente dependentes do capital imperialista e dos mercados dos pa\u00edses centrais. Todos os BRICs entraram em crise e foram parte dela, inclusive a China, que apesar de n\u00e3o haver entrado em recess\u00e3o, registrou uma desacelera\u00e7\u00e3o importante de sua economia.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\">A China gera ilus\u00f5es devido ao tamanho do seu parque industrial e por ser a grande exportadora para as pot\u00eancias imperialistas, a chamada &#8220;f\u00e1brica do mundo&#8221;. Por\u00e9m, por maior que seja a produ\u00e7\u00e3o industrial chinesa, n\u00e3o pode superar os limites estruturais da localiza\u00e7\u00e3o subalterna da China na divis\u00e3o internacional do trabalho. Nos computadores, carros de passeio e outros bens produzidos na China aparecem as mesmas marcas de transnacionais que estamos acostumados a ver nos mercados europeus, dos EUA e da Am\u00e9rica Latina: GM, Volkswagen, Toyota, Sony, Panasonic, Toshiba, etc.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\">Na China, no final de 2008 e in\u00edcio de 2009, houve uma queda importante, sem chegar a uma recess\u00e3o, ou n\u00fameros de queda na atividade que foram equivalentes a uma recess\u00e3o para o pa\u00eds (na China, n\u00fameros inferiores a 6% por ano significam tens\u00f5es sociais fortes e desemprego massivo, com consequ\u00eancias similares \u00e0s de uma recess\u00e3o nos centros imperialistas). Houve cortes profundos na ind\u00fastria chinesa de bens de consumo n\u00e3o dur\u00e1veis (brinquedos, t\u00eaxteis) no in\u00edcio de 2009, com rea\u00e7\u00f5es sociais contra o fechamento de f\u00e1bricas e o n\u00e3o pagamento dos direitos e sal\u00e1rios, muito preocupantes para a ditadura chinesa. A queda do \u00edndice de crescimento de 9% para 6% ao ano mostrou ao PC chin\u00eas que surgia a possibilidade de uma ruptura social.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\">Frente a isso, o governo chin\u00eas tamb\u00e9m lan\u00e7ou pacotes de aux\u00edlios gigantescos, com ao menos US$ 600 bilh\u00f5es em cr\u00e9ditos para casas, carros e mais de <\/span><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\">US$ 1,3 trilh\u00f5es<span style=\"COLOR: black\"> dos bancos chineses para investimentos em infra-estrutura, equipamentos e novas f\u00e1bricas, o que propiciou \u00e0 economia um ritmo mais intenso. Depois de baixar para cerca de 6%, o crescimento retornou aos 9%, e se calcula uma taxa de crescimento em torno de 8% para o ano de 2009. Voltaremos aos problemas que isso est\u00e1 a gerar na parte final deste artigo, mas adiantamos que, como nos pa\u00edses imperialistas, o efeito deste mega-pacote est\u00e1 a dar sinais crescentes de uma gigantesca bolha.<o:p><\/o:p><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\">Neste marco, houve um enfraquecimento relativo da manifesta\u00e7\u00e3o da crise na China, com repercuss\u00e3o nos demais pa\u00edses &#8220;emergentes&#8221;, como Brasil ou Argentina, que exportam produtos agr\u00edcolas e minerais para a China. Com essa diferen\u00e7a no tempo e na intensidade, os &#8220;emergentes&#8221; puderam ser um fator de amortecimento da crise, pois a sua taxa de lucro bem superior manteve a produ\u00e7\u00e3o em n\u00edveis maiores que os dos pa\u00edses imperialistas, evitando uma queda ainda mais acentuada da produ\u00e7\u00e3o mundial e servindo de mercado para outros pa\u00edses emergentes, que tamb\u00e9m tiveram uma queda menor. Eles foram parte da crise, mas este diferencial serviu como fator de amortecimento. Entre os BRICs, a exce\u00e7\u00e3o foi a R\u00fassia, que caiu em velocidade vertiginosa (em torno de 15%) no in\u00edcio de 2009, junto com a economia europeia e norte-americana, refletindo a queda violenta do pre\u00e7o do petr\u00f3leo e do g\u00e1s. Em <st1:metricconverter w:st=\"on\" ProductID=\"2009, a\">2009, a<\/st1:metricconverter> R\u00fassia deve ter uma queda do PIB de 8,5%, e s\u00f3 no final de 2009 come\u00e7ou a recuperar-se, acompanhando a recupera\u00e7\u00e3o parcial dos centros imperialistas que fizeram subir, junto com a especula\u00e7\u00e3o, os pre\u00e7os das &#8220;commodities&#8221;, como o petr\u00f3leo.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\">No Brasil, a queda foi menor que nos pa\u00edses imperialistas. E a economia, depois de sofrer uma queda importante no final de 2008 e come\u00e7o de 2009, interrompendo cinco anos de crescimento, recuperou-se paralelamente aos centros imperialistas, aproveitando-se da demanda chinesa e tamb\u00e9m das medidas governamentais: socorro financeiro estatal para as empresas quebradas, medidas para estimular o consumo, como redu\u00e7\u00e3o de impostos (IPI) para autom\u00f3veis, eletrodom\u00e9sticos, e cr\u00e9dito direto ao consumidor, al\u00e9m de obras de infra-estrutura. Pode ser que chegue ao final do ano com uma pequena varia\u00e7\u00e3o no PIB, estancamento, pequena queda ou inclusive um pequeno crescimento.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><strong><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\">III. A hegemonia norte-americana n\u00e3o tem advers\u00e1rios \u00e0 altura<o:p><\/o:p><\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\">V\u00e1rios autores previram a decad\u00eancia da hegemonia norte-americana devido \u00e0 crise. Falava-se em competidores como a Europa, e, em particular, da ascens\u00e3o da China a grande pot\u00eancia iria substituir os EUA. Apesar da grave crise pol\u00edtica aberta com a derrota do Plano Bush de &#8220;guerra contra o terror&#8221; e da grave crise econ\u00f4mica mundial com epicentro nos EUA, n\u00e3o vemos no horizonte nenhuma hip\u00f3tese de uma nova pot\u00eancia hegem\u00f4nica que substitua os EUA na condu\u00e7\u00e3o da ordem mundial. Nem os pa\u00edses europeus t\u00eam condi\u00e7\u00f5es para isso, j\u00e1 que a Alemanha atua essencialmente como s\u00f3cia dos EUA e n\u00e3o tem nenhum projeto de afront\u00e1-los, e o mesmo se passa com a Fran\u00e7a; tampouco os emergentes, sejam China ou R\u00fassia, t\u00eam condi\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas e pol\u00edticas para assumir esse papel. Porque o seu crescimento est\u00e1 diretamente relacionado com a produ\u00e7\u00e3o das empresas imperialistas localizadas em seus pa\u00edses e de uma depend\u00eancia econ\u00f4mica cada vez maior do imperialismo.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\">O reflexo desta situa\u00e7\u00e3o estrutural \u00e9 que, com a substitui\u00e7\u00e3o de Bush por Obama, mudou a situa\u00e7\u00e3o de vazio na resposta imperialista \u00e0 crise. O novo chefe, Obama, entrou com a sua proposta de &#8220;multilateralidade&#8221;, isto \u00e9, de coordenar as respostas com os demais imperialismos e, inclusive, com os BRICs, sob a \u00e9gide dos EUA, e foi plenamente apoiado. Essa pol\u00edtica imp\u00f4s-se a partir das reuni\u00f5es de c\u00fapula do G-20, quando as propostas europeias foram sendo adaptadas \u00e0s dos EUA. A coordena\u00e7\u00e3o internacional da resposta frente \u00e0 crise mostra uma vez mais que os demais imperialismos buscam negociar e influenciar no marco da aceita\u00e7\u00e3o da hegemonia dos EUA. O papel da China no chamado duo China-Am\u00e9rica com os EUA \u00e9 totalmente subordinado e comprova essa situa\u00e7\u00e3o de hegemonia norte-americana sem competidores \u00e0 altura.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\">O papel de Lula nas reuni\u00f5es e articula\u00e7\u00f5es internacionais orquestradas pelos EUA e o protagonismo que lhe foi concedido nas entrevistas de divulga\u00e7\u00e3o do G-20 s\u00e3o a express\u00e3o da necessidade de mostrar ao mundo uma ordem mais consensual entre imperialistas e pa\u00edses dependentes e dar uma prova da sintonia do Brasil com a pol\u00edtica dos EUA, adaptada \u00e0 sua nova forma &#8220;multilateral&#8221;.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><strong><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\">Europa<o:p><\/o:p><\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\">O papel secund\u00e1rio do imperialismo europeu ficou evidente na medida em que n\u00e3o h\u00e1 um Estado \u00fanico, nem condi\u00e7\u00f5es de disputar a fundo com os EUA. Os pa\u00edses europeus s\u00e3o ref\u00e9ns da pol\u00edtica dos EUA, como ficou claro nas reuni\u00f5es do G-20. O papel real da Uni\u00e3o Europeia \u00e9 ser uma plataforma conjunta do ataque aos povos europeus. O insignificante or\u00e7amento da Uni\u00e3o Europeia debilita a possibilidade de uma a\u00e7\u00e3o coordenada europeia tanto na \u00e1rea econ\u00f4mica quanto social. A UE continua sendo necess\u00e1ria para cumprir o papel de centralizar o ataque aos povos europeus, para atacar os direitos sociais e continua sendo um bra\u00e7o auxiliar do principal imperialismo, por exemplo, no Afeganist\u00e3o.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\">Se a Uni\u00e3o Europeia n\u00e3o possui nem de longe a capacidade financeira e militar norte-americana, \u00e9 incapaz de ser uma alternativa de disputa da hegemonia da hegemonia, por outro lado, os Estados nacionais imperialistas europeus cumpriram um papel important\u00edssimo nas a\u00e7\u00f5es de cada uma das pot\u00eancias imperialistas europeias em socorro aos seus bancos quebrados e empresas com perdas acumuladas. Todos abandonaram imediatamente o equil\u00edbrio or\u00e7ament\u00e1rio que foi a obsess\u00e3o da Uni\u00e3o Europeia desde o tratado de Maastricht para socorrer a qualquer custo os seus bancos e especuladores, comprometendo os or\u00e7amentos de todos os pa\u00edses por anos. Tamb\u00e9m em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s grandes transnacionais, o lema foi salva\u00e7\u00e3o a todo custo. O exemplo maior foi o ramo do autom\u00f3vel. Praticamente todos os pa\u00edses da zona euro lan\u00e7aram planos de subs\u00eddio ao consumo de autom\u00f3veis. Muitos socorreram as empresas em crise com empr\u00e9stimos subsidiados e descontos generosos aos consumidores pagos pelos estados, tanto no que respeita aos aux\u00edlios como em subs\u00eddios para o consumo.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\">Alemanha e Fran\u00e7a, em particular, os dois pa\u00edses com mais &#8220;gordura&#8221; acumulada, se empenharam em salvar as empresas do ramo autom\u00f3vel, mas tamb\u00e9m, preocupadas com a crise social, trataram de proteger os &#8220;seus postos de trabalho&#8221;. No caso da Opel, a pol\u00edtica foi evitar ao m\u00e1ximo cortes na Alemanha: o governo alem\u00e3o forneceu um bilh\u00e3o de euros para financiar a compra da Opel pela Magna (opera\u00e7\u00e3o agora anulada pela GM) e no acordo com os sindicatos metal\u00fargicos tratou de minimizar as demiss\u00f5es massivas na Alemanha, enquanto orientava o enceramento de posto de trabalho em outros pa\u00edses da Europa. Este foi o mesmo plano do governo franc\u00eas de Sarkozy, no caso da Renault: deu grandes subs\u00eddios aos propriet\u00e1rios da Renault e pressionou para que fechassem a sua f\u00e1brica na Rom\u00eania e n\u00e3o na Fran\u00e7a. E tanto um como o outro aumentaram o tempo de concess\u00e3o do subs\u00eddio aos desempregados.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><strong><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\">A resposta da classe oper\u00e1ria e das massas<o:p><\/o:p><\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\">No <i>Marxismo Vivo<\/i> n\u00famero 20 alert\u00e1vamos sobre uma vis\u00e3o facilitista, ao confundir a crise com a resposta revolucion\u00e1ria da classe. H\u00e1 que ter em conta a inseguran\u00e7a da classe para sair \u00e0 luta sob a condu\u00e7\u00e3o de dire\u00e7\u00f5es oportunistas, que desviam as lutas e apelam \u00e0 concilia\u00e7\u00e3o. Efetivamente, apesar de importantes lutas, como as da Gr\u00e9cia, em Dezembro de 2008 e as greves gerais na Fran\u00e7a, em Janeiro, e uma s\u00e9rie de greves em Inglaterra e It\u00e1lia, a resposta da classe n\u00e3o teve a mesma dimens\u00e3o dos ataques que recebeu. \u00c9 preciso acrescentar um outro aspecto que jogou um papel para enfraquecer a resposta da classe: a pol\u00edtica gota a gota da burguesia, apoiada na mentira, no medo e no colch\u00e3o social que amortecia as consequ\u00eancias da crise, com a colabora\u00e7\u00e3o direta das dire\u00e7\u00f5es burocr\u00e1ticas.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\">A resist\u00eancia das massas era a \u00fanica forma de enfrentar a crise. Sem d\u00favida, essa resposta dependia de elementos pol\u00edticos, como o papel dos governos e das dire\u00e7\u00f5es do movimento de massas. A realidade demonstrou que outros fatores tiveram muito peso, como a inseguran\u00e7a gerada pela crise, que levou \u00e0 aus\u00eancia de resposta dos trabalhadores, sob o impacto da situa\u00e7\u00e3o e da aus\u00eancia de uma dire\u00e7\u00e3o, pelo menos classista, que estivesse disposta a combater os ataques da burguesia e dos governos. Por isso, n\u00e3o houve uma resposta autom\u00e1tica. O papel das dire\u00e7\u00f5es sindicais e pol\u00edtica foi importante para conter ou impedir que o movimento de massas sa\u00edsse \u00e0 luta, apostando tudo nas negocia\u00e7\u00f5es, num contexto de aceita\u00e7\u00e3o dos ataques que o capital empreendeu.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\">O caso da GM nos Estados Unidos ficou como um s\u00edmbolo desse papel nefasto das dire\u00e7\u00f5es sindicais. A UAW (o sindicato dos trabalhadores das f\u00e1bricas de autom\u00f3veis do EUA) entregou os postos de trabalho de 21 mil trabalhadores e conquistas de 50 anos para &#8220;salvar a empresa&#8221; e se fizeram s\u00f3cios na dire\u00e7\u00e3o da multinacional em total acordo com os seus propriet\u00e1rios e com o governo Obama.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\">Na Am\u00e9rica Latina, tampouco, houve uma rea\u00e7\u00e3o proporcional aos ataques. Por\u00e9m, o elemento de desigualdade na manifesta\u00e7\u00e3o da crise fez com que nos pa\u00edses onde houve uma express\u00e3o menor em termo de demiss\u00f5es, como no Brasil, a recupera\u00e7\u00e3o parcial permitisse lutas salariais importantes, o que em outra situa\u00e7\u00e3o seria muito mais dif\u00edcil. \u00c9 preciso acompanhar essa tend\u00eancia, pois podem aparecer cen\u00e1rios nestes e em outros pa\u00edses, que combinem a luta contra a maior explora\u00e7\u00e3o, fruto da crise, com a defesa dos postos de trabalho. A recupera\u00e7\u00e3o parcial em curso hoje pode gerar um cen\u00e1rio em que haja lutas econ\u00f4micas e uma resist\u00eancia forte nesses pa\u00edses, pois, ao n\u00e3o haver desemprego em escala catastr\u00f3fica, o aumento do ritmo de trabalho e das redu\u00e7\u00f5es dos sal\u00e1rios e dos direitos empurram o movimento a entrar em luta para impedir que suas condi\u00e7\u00f5es de vida sofram uma queda mais acentuada, como ocorreu no Brasil e, com mais for\u00e7a ainda, na Argentina.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\">H\u00e1 uma expectativa que a classe oper\u00e1ria fosse o centro das lutas mundiais no per\u00edodo imediatamente posterior ao arrebentar da crise. Mas, ainda que hajam existido importantes lutas oper\u00e1rias na Europa e em outras regi\u00f5es, foram os setores populares que estiveram \u00e0 frente das mobiliza\u00e7\u00f5es mais importantes que polarizaram o mundo, como os ind\u00edgenas no Peru, as grandes mobiliza\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas contra o regime iraniano, a resist\u00eancia contra o golpe em Honduras e a intensifica\u00e7\u00e3o da guerra de liberta\u00e7\u00e3o nacional no Afeganist\u00e3o, com sua extens\u00e3o ao Paquist\u00e3o. O fato de que a classe oper\u00e1ria n\u00e3o fosse a vanguarda se deveu \u00e0 sua situa\u00e7\u00e3o de inseguran\u00e7a e \u00e0 a\u00e7\u00e3o das dire\u00e7\u00f5es, combinando os temores e algumas media\u00e7\u00f5es nos ataques.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\">A consci\u00eancia das massas em rela\u00e7\u00e3o ao sistema capitalista teve um avan\u00e7o, pois houve um impacto com as demiss\u00f5es, a exposi\u00e7\u00e3o das fraudes do sistema financeiro, os privil\u00e9gios escandalosos dos banqueiros e a pr\u00f3pria discuss\u00e3o sobre a crise mundial. Mas n\u00e3o houve uma ruptura das massas com o sistema capitalista, como logo evidenciaram as elei\u00e7\u00f5es europeias. Possivelmente isso ocorreu porque as consequ\u00eancias imediatas foram menos agudas para a vida das pessoas. Ent\u00e3o, nesse marco, pareceu existir uma expectativa de que as medidas aplicadas pelos governos imperialistas e frente populistas resolvessem a crise sem necessidade de um confronto radical.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\">Por exemplo, as elei\u00e7\u00f5es europeias e alem\u00e3s mostraram que os eleitores ainda mant\u00eam o apoio aos governos de direita ou centro direita, castigando muito mais a social-democracia &#8211; com algumas exce\u00e7\u00f5es onde j\u00e1 era governo. Isto \u00e9, ainda n\u00e3o se deu um salto de qualidade na consci\u00eancia contra o sistema, provavelmente pela aus\u00eancia de uma a\u00e7\u00e3o contundente das massas trabalhadoras at\u00e9 agora. O outro elemento decisivo para que a consci\u00eancias das massas n\u00e3o tenha se aprofundado em rela\u00e7\u00e3o ao sistema capitalista foi a n\u00e3o exist\u00eancia de uma dire\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria reconhecida mundialmente que fizesse esta campanha. Pelo contr\u00e1rio, predominou a pol\u00edtica de concilia\u00e7\u00e3o social impulsionada pelas burocracias sindicais e pol\u00edticas em todo o mundo.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\">Por outro lado, v\u00e1rios elementos indicam um aumento muito importante da preocupa\u00e7\u00e3o com o futuro do emprego e do n\u00edvel de vida, que aponta no sentido do desencanto crescente com o capitalismo. Houve avan\u00e7os importantes na consci\u00eancia, h\u00e1 um espa\u00e7o maior para a den\u00fancia do sistema, dos lucros e da explora\u00e7\u00e3o capitalista, mas ainda n\u00e3o uma mudan\u00e7a generalizada para uma consci\u00eancia anticapitalista nas massas.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><strong><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\">As perspectivas da crise econ\u00f4mica e da situa\u00e7\u00e3o mundial<o:p><\/o:p><\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\">Apesar da recupera\u00e7\u00e3o em curso, a pol\u00edtica utilizada pelo imperialismo para dar uma sa\u00edda capitalista \u00e0 atual crise n\u00e3o conseguiu reverter a tend\u00eancia a um longo per\u00edodo de queda da economia mundial imperialista. Pelo contr\u00e1rio, acumulou e agravou v\u00e1rias contradi\u00e7\u00f5es em escala in\u00e9dita:<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><st1:metricconverter w:st=\"on\" ProductID=\"1. A\"><b style=\"mso-bidi-font-weight: normal\"><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\">1. <\/span><\/b><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\">A<\/span><\/st1:metricconverter><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"> primeira \u00e9 que o mecanismo da gigantesca interven\u00e7\u00e3o do Estado na economia para salvar os neg\u00f3cios da burguesa gera um enorme d\u00e9ficit p\u00fablico e um empobrecimento geral dos pa\u00edses. Isso significa, em m\u00e9dio prazo, a necessidade de cortar gastos sociais e gerar ataques aos trabalhadores. E se combina com a possibilidade de choques inter-burgueses para disputar as reservas reduzidas do pr\u00f3prio estado. &#8220;O d\u00e9ficit p\u00fablico dos pa\u00edses imperialistas est\u00e1 explodindo. Nos EUA, o Escrit\u00f3rio de Or\u00e7amento do Congresso calcula que os juros da d\u00edvida nacional v\u00e3o crescer em dez anos dos 172 bilh\u00f5es de d\u00f3lares deste ano para 800 bilh\u00f5es anualmente. O d\u00e9ficit p\u00fablico dos pa\u00edses da zona euro superar\u00e1 1 trilh\u00e3o de euros entre 2009 e 2010. De acordo com a OCDE, o d\u00e9ficit passar\u00e1 de 7,5% para 11,7% em 2010 e para 10,3% nos EUA. A d\u00edvida p\u00fablica chegar\u00e1 a cerca de 85% do PIB europeu em 2010 e deve alcan\u00e7ar 140% do PIB das economias imperialistas em apenas cinco anos, segundo o FMI. Essa festa ter\u00e1 que ser paga um dia com cortes nos servi\u00e7os sociais e no servi\u00e7o p\u00fablico. Isso \u00e9 o que j\u00e1 dizem os analistas mais s\u00e9rios.&#8221;(1) Obama acaba de declarar, em sua visita \u00e0 China, que, se n\u00e3o se resolve o gigantesco d\u00e9ficit, haver\u00e1 uma nova recess\u00e3o. E essa situa\u00e7\u00e3o mina a capacidade dos Estados para enfrentar uma nova explos\u00e3o de bolhas.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><st1:metricconverter w:st=\"on\" ProductID=\"2. A\"><b style=\"mso-bidi-font-weight: normal\"><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\">2.<\/span><\/b><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"> A<\/span><\/st1:metricconverter><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"> segunda contradi\u00e7\u00e3o \u00e9 que, justamente porque a interven\u00e7\u00e3o do Estado cumpriu o papel de amortecer a crise, n\u00e3o se chegou nem de longe a queimar o capital excedente existente. Portanto, \u00e9 prov\u00e1vel uma nova crise de superprodu\u00e7\u00e3o num per\u00edodo mais curto que o existente entre as crises anteriores. Os \u00faltimos dados da ind\u00fastria automobil\u00edstica confirmam a superprodu\u00e7\u00e3o, ainda depois das medidas de corte da GM nos EUA. A Toyota entrou num per\u00edodo de perdas, e chegou a perder o 1\u00ba lugar na produ\u00e7\u00e3o mundial neste trimestre para a Volkswagen. A GM retomou a Opel avisando que vai despedir mais de 10 mil trabalhadores europeus. A f\u00e1brica russa Autovaz, com 100 mil trabalhadores, sofre um ataque profundo e o objetivo de seus propriet\u00e1rios \u00e9 cortar dezenas de postos de trabalho.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><b style=\"mso-bidi-font-weight: normal\"><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\">3.<\/span><\/b><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"> Ainda que exista uma recupera\u00e7\u00e3o neste pr\u00f3ximo per\u00edodo, esta tende a ser mais d\u00e9bil, porque n\u00e3o se baseia numa real recupera\u00e7\u00e3o da taxa de lucro, mas, fundamentalmente, na inje\u00e7\u00e3o de capital por parte do Estado. Para recuperar em escala suficiente a taxa de lucro, s\u00e3o necess\u00e1rias as medidas t\u00edpicas que Marx assinalava <st1:PersonName w:st=\"on\" ProductID=\"em O Capital\">em <i style=\"mso-bidi-font-style: normal\">O Capital<\/i><\/st1:PersonName> e que a hist\u00f3ria do capitalismo comprovou: o fechamento de empresas e f\u00e1bricas, o rebaixamento dos sal\u00e1rios e o corte de direitos em escala massiva, o saque ainda maior das riquezas das na\u00e7\u00f5es, isto \u00e9, fazer com que os trabalhadores e povos paguem o pre\u00e7o da crise para conseguir dirigir-se para uma recupera\u00e7\u00e3o.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><st1:metricconverter w:st=\"on\" ProductID=\"4. A\"><b style=\"mso-bidi-font-weight: normal\"><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\">4.<\/span><\/b><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"> A<\/span><\/st1:metricconverter><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"> tend\u00eancia especulativa do capital financeiro n\u00e3o se reverteu, pelo contr\u00e1rio, a recupera\u00e7\u00e3o mostra que esta \u00e9 uma caracter\u00edstica inerente ao capitalismo imperialista, que se acentuou qualitativamente nestas \u00faltimas d\u00e9cadas. As bolhas anteriores n\u00e3o foram resolvidas e se est\u00e3o acumulando novas. A revista <i>Newsweek<\/i> de 5 de Novembro adverte, no artigo principal de capa &#8220;Alerta: J\u00e1 estamos numa nova bolha&#8221;, que, dos <\/span><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\">US$ 194 trilh\u00f5es<span style=\"COLOR: black\"> em pap\u00e9is e t\u00edtulos sem sustenta\u00e7\u00e3o, haviam sido resolvidos apenas 16 trilh\u00f5es com os sucessivos pacotes de salvamento. Existem, portanto, 178 trilh\u00f5es a resolver! O mais prov\u00e1vel, inclusive, \u00e9 que a especula\u00e7\u00e3o aumente no caso de ampliar-se o per\u00edodo de recupera\u00e7\u00e3o, porque os bancos passaram a especular com o capital investido pelo Estado. Isso j\u00e1 se manifesta nos EUA, com um crescimento muito r\u00e1pido das Bolsas nos \u00faltimos meses, sem base na economia real, que est\u00e1 sendo motivo de alarme por parte dos economistas burgueses como Nouriel Roubini. (2)<o:p><\/o:p><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\">A quebra da Dubai World &#8211; a empresa oficial do emirado, envolvida numa bolha especulativa e que foi salva pelo bando de Abu Dhabi -, em Novembro, foi um alerta. Da mesma forma que a queda do valor dos t\u00edtulos da d\u00edvida da Gr\u00e9cia e da Espanha indica os muitos esqueletos guardados no fundo dos arm\u00e1rios de v\u00e1rios pa\u00edses, inclusive de algumas das na\u00e7\u00f5es imperialistas mais envolvidas na especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria e financeira. A possibilidade de quebras, como ocorreu na Isl\u00e2ndia, golpeou a economia inglesa, amea\u00e7ou v\u00e1rios bancos europeus, com a virtual quebra dos pa\u00edses b\u00e1lticos e da Europa Oriental, socorridos pelo FMI e a Uni\u00e3o Europeia, volta a impor-se como uma hip\u00f3tese da realidade. At\u00e9 a Inglaterra est\u00e1 sob suspeita dos investidores. E assim pode haver corridas especulativas que desequilibrem economias de grande peso na situa\u00e7\u00e3o mundial.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><b style=\"mso-bidi-font-weight: normal\"><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\">5.<\/span><\/b><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"> Ainda que haja uma recupera\u00e7\u00e3o nestes pr\u00f3ximos dois ou tr\u00eas trimestres, ou ainda que esta recupera\u00e7\u00e3o chegue a durar um ou dois anos, a tend\u00eancia a um aumento da explora\u00e7\u00e3o e do desemprego continuar\u00e1, porque a burguesia utilizar\u00e1 todos os mecanismos de extra\u00e7\u00e3o da mais-valia absoluta para tentar recuperar a taxa de lucro. Em <st1:metricconverter w:st=\"on\" ProductID=\"2009, a\">2009, a<\/st1:metricconverter> taxa de desemprego na It\u00e1lia dever\u00e1 superar, a n\u00edvel nacional, os 9% da Uni\u00e3o Europeia. Nos EUA, em Outubro, haviam sido destru\u00eddos 190.000 postos de trabalho, e o \u00edndice &#8220;oficial&#8221; de desemprego subiu para 10,2% (o mais alto de 1983). Se se considera os subempregados, a cifra iria para 17%. O pr\u00f3prio governo norte-americano alerta que 2010 deve ser um ano de algo desemprego, mesmo com a recupera\u00e7\u00e3o.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><b style=\"mso-bidi-font-weight: normal\"><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\">6.<\/span><\/b><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"> Os BRICs acumulam cada vez mais problemas. China e \u00cdndia tiveram uma crise mais curta, mas os problemas acumulados s\u00e3o graves. Apesar de a China haver escapado de uma recess\u00e3o e recuperado inclusive um crescimento acima de 8%, quase 9% neste trimestre, o mega pacote de subs\u00eddios e cr\u00e9dito ao consumo (cerca de US$ 600 bilh\u00f5es, mais US$ 1,3 trilh\u00f5es de inje\u00e7\u00e3o dos bancos estatais na economia, segundo alguns c\u00e1lculos) fez-se \u00e0 custa de uma poss\u00edvel super-bolha no mercado imobili\u00e1rio e no cr\u00e9dito. Os economistas que acompanham a economia chinesa acreditam na possibilidade desta bolha &#8220;desinflar&#8221; em 2010, especialmente se a recupera\u00e7\u00e3o dos EUA n\u00e3o sustentar uma volta ao consumo dos produtos chineses pelos norte-americanos. As exporta\u00e7\u00f5es chinesas n\u00e3o recuperaram o n\u00edvel de 2008. Isto \u00e9, o que foi at\u00e9 agora um fator de amortecimento pode ser um fator de explos\u00e3o que depende de como caminhe a recupera\u00e7\u00e3o nos mercados imperialistas.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><b style=\"mso-bidi-font-weight: normal\"><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\">7.<\/span><\/b><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"> Existe atualmente uma d\u00e9bil recupera\u00e7\u00e3o da economia e o fecho de um ciclo curto iniciado em 2007 e que alcan\u00e7ou o seu \u00e1pice entre Setembro de 2008 e o primeiro trimestre de 2009. Um trecho do artigo de Eduardo Almeida, j\u00e1 mencionado, sintetiza bem as tend\u00eancias mais prov\u00e1veis: <i style=\"mso-bidi-font-style: normal\">&#8220;Frente \u00e0s duas hip\u00f3teses que levantamos, hoje nos parece muito mais prov\u00e1vel a segunda, quer dizer, n\u00e3o a depress\u00e3o direta como a de 1929, mas uma recess\u00e3o seguida de recupera\u00e7\u00f5es fr\u00e1geis e outras graves crises posteriores&#8221;.<\/i> (3) Ainda assim, a hip\u00f3tese depressiva n\u00e3o est\u00e1 descartada, mas vai depender da evolu\u00e7\u00e3o das bolhas financeiras, assim como da China, da situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do imperialismo e da luta de classes. Para sintetizar a tend\u00eancia mais geral do per\u00edodo aberto em 2007\/2008, trabalhamos com a hip\u00f3tese de um per\u00edodo mais longo ou uma onda descendente: &#8220;Uma onda recessiva longa, que pode durar 10, 15 ou 20 anos. Se se confirma esta hip\u00f3tese, significa um per\u00edodo longo em que podem ocorrer recupera\u00e7\u00f5es parciais e, ao mesmo tempo, novos ciclos de crescimento, mas fr\u00e1geis e seguidos de novas e maiores crises&#8221;. (4)<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><b style=\"mso-bidi-font-weight: normal\"><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\">8.<\/span><\/b><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"> Para &#8220;sanear&#8221; o sistema, encontrar um novo ponto de equil\u00edbrio e ajustar o tamanho do setor financeiro e produtivo, o capitalismo imperialista necessita realizar uma enorme queima de capitais. At\u00e9 agora, por raz\u00f5es pol\u00edtica, optou por deter esta queima e encher novamente as bolhas. Ao faz\u00ea-lo, conseguiu abreviar o ciclo curto descendente e iniciar uma &#8220;recupera\u00e7\u00e3o&#8221;. Por\u00e9m, o fez ao custo de preparar futuras e piores explos\u00f5es, como prognosticam os analistas mais s\u00e9rios e, inclusive, as institui\u00e7\u00f5es financeiras mundiais, como o BIS (Bank for International Settlements).<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><b style=\"mso-bidi-font-weight: normal\"><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\">9.<\/span><\/b><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"> Independente da forma que a burguesia v\u00e1 utilizar, o imperialismo e as burguesias necessitam atacar a classe oper\u00e1ria e os povos para sair da crise: necessitam do rebaixamento dos sal\u00e1rios e direitos, queima de capitais, demiss\u00f5es, assalto \u00e0s riquezas e espolia\u00e7\u00e3o dos povos. H\u00e1 uma necessidade de um ataque muito maior para recuperar a taxa de lucro e p\u00f4r a economia no caminho da recupera\u00e7\u00e3o suficiente para superar a crise. De que maneira podem impor este ataque? Esta \u00e9 a grande quest\u00e3o que est\u00e1 sendo discutida nos gabinetes dos governos e das grandes empresas capitalistas. Mas \u00e9 necess\u00e1rio sublinhar que n\u00e3o h\u00e1 como sair da crise estendendo ao infinito o socorro estatal. A sua \u00fanica sa\u00edda estrutural para a crise \u00e9 a queima de capitais, o rebaixamento de sal\u00e1rios e direitos, as demiss\u00f5es, o saque e a espolia\u00e7\u00e3o dos povos. Os ataques j\u00e1 consumados, os \u00edndices de desemprego dos EUA e da Europa, os expedientes de regula\u00e7\u00e3o do emprego (<i>lay-off<\/i>), a diminui\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho com redu\u00e7\u00e3o salarial; o fechamento de f\u00e1bricas como as da GM dos EUA, o aumento da fome e das perdas de direitos sociais demonstram qual \u00e9 a solu\u00e7\u00e3o do capitalismo para a crise.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><b style=\"mso-bidi-font-weight: normal\"><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\">10<\/span><\/b><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\">. Os problemas centrais para o imperialismo continuam sendo os pol\u00edticos, sobretudo a guerra no Afeganist\u00e3o-Paquist\u00e3o e tamb\u00e9m a interven\u00e7\u00e3o militar no Iraque. At\u00e9 agora, o imperialismo n\u00e3o conseguiu encontrar uma forma de sair destes pa\u00edses e est\u00e1, portanto, tendo que lutar em duas guerras em meio a uma profunda crise econ\u00f4mica. No marco geral da crise econ\u00f4mica, a continuidade e at\u00e9 o incremento do esfor\u00e7o de guerra (Afeganist\u00e3o) \u00e9 um elemento de aumento do d\u00e9ficit p\u00fablico, perdas de homens e capital, crise nas For\u00e7as Armadas e debilitamento do governo dos EUA, que j\u00e1 se expressou nas \u00faltimas elei\u00e7\u00f5es regionais e na queda da popularidade de Obama.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><b style=\"mso-bidi-font-weight: normal\"><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\">11.<\/span><\/b><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"> Em nossa opini\u00e3o, para enfrentar estas situa\u00e7\u00f5es pol\u00edticas &#8211; frente \u00e0 necessidade de impor os planos de ataque aos trabalhadores e povos e, em especial, nas situa\u00e7\u00f5es de guerra -, o imperialismo continuar\u00e1 a apelar \u00e0 arma da rea\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica. Como parte desta t\u00e1ctica, aumentar\u00e1 a sua pol\u00edtica de estabelecer acordos com governos de Frente Popular para que colaborem com a pol\u00edtica imperialista. Essa nova t\u00e1tica se manifesta tanto ao n\u00edvel da pol\u00edtica dos acordos de paz como na utiliza\u00e7\u00e3o deles para impor \u00e0s massas as diretrizes econ\u00f4micas do imperialismo para a crise, tal como o refor\u00e7o do FMI atrav\u00e9s de mecanismos como o G-20. Nesse novo papel do G-20, governos e dirigentes dos pa\u00edses semicoloniais, como Lula, cumprem um papel decisivo. N\u00e3o por casualidade, ele foi chamado por Obama de &#8220;the man&#8221; por sua grande import\u00e2ncia para instrumentalizar a pol\u00edtica do imperialismo em lugares como Haiti ou para favorecer a negocia\u00e7\u00e3o em situa\u00e7\u00f5es cr\u00edticas como Honduras. \u00c9 necess\u00e1rio denunciar a pol\u00edtica de rea\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica, a pol\u00edtica de acordos de paz e de chamar \u00e0s mesas de negocia\u00e7\u00e3o as dire\u00e7\u00f5es para que entreguem tudo, como ocorreu em Honduras, onde, tanto Lula como Ch\u00e1vez e Zelaya intervieram para impor a negocia\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Jos\u00e9 de Costa Rica, que desarmou a resist\u00eancia e permitiu a perman\u00eancia dos golpistas.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><st1:metricconverter w:st=\"on\" ProductID=\"12. A\"><b style=\"mso-bidi-font-weight: normal\"><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\">12.<\/span><\/b><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"> A<\/span><\/st1:metricconverter><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"> presen\u00e7a de Obama \u00e0 frente do imperialismo norte-americano personifica esta nova t\u00e1tica. A sua tomada de posse significou um al\u00edvio para o imperialismo e permitiu come\u00e7ar a superar a profunda crise pol\u00edtica aberta em sua condu\u00e7\u00e3o com a derrota do Plano Bush. O seu papel \u00e0 frente do G-<st1:metricconverter w:st=\"on\" ProductID=\"20, a\">20, a<\/st1:metricconverter> imposi\u00e7\u00e3o dos planos dos EUA sobre os demais imperialismos em base a um aparente &#8220;consenso&#8221; tiveram um efeito no ordenamento das respostas dos imperialistas e do conjunto dos pa\u00edses chamados emergentes, determinando a orienta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e econ\u00f4mica global.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><b style=\"mso-bidi-font-weight: normal\"><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\">13.<\/span><\/b><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"> Frente aos ataques atuais e aos que est\u00e3o por vir, a unidade da classe oper\u00e1ria para enfrentar a ofensiva patronal continua sendo uma necessidade e a principal tarefa da classe trabalhadora. De cada uma das lutas contra o fecho de f\u00e1bricas, contra a perda de direitos, a frente \u00fanica \u00e9 fundamental para resistir e para preparar a contra-ofensiva da classe trabalhadora contra o capital. Isso significa chamar \u00e0 unidade de todas as organiza\u00e7\u00f5es sindicais e populares para lutar contra o ataque da patronal e dos governos, as suas manifesta\u00e7\u00f5es concretas como as demiss\u00f5es, as tentativas de cortar direitos, empregos e sal\u00e1rios. A unidade que se necessita \u00e9 para lutar. Recha\u00e7amos qualquer unidade para salvar governos realizando pactos sociais que as burocracias tentam impulsionar em todos os pa\u00edses.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><b style=\"mso-bidi-font-weight: normal\"><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\">14.<\/span><\/b><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"> O maior obst\u00e1culo para a unidade da classe e para o desenvolvimento de suas mobiliza\u00e7\u00f5es s\u00e3o as dire\u00e7\u00f5es traidoras, sindicais e pol\u00edticas, os governos de Frente Popular ou que tenham autoridade no movimento de massas. N\u00e3o se pode entender a falta de rea\u00e7\u00e3o dos oper\u00e1rios da GM e a aceita\u00e7\u00e3o da perda de conquistas de 50 anos sem ver o papel da dire\u00e7\u00e3o traidora do sindicato UAW e a interven\u00e7\u00e3o direta do governo Obama. Nesse sentido, retomar as lutas poder\u00e1 aprofundar o processo de reorganiza\u00e7\u00e3o da classe, sendo necess\u00e1rio estimul\u00e1-las com todas as for\u00e7as, buscando conformar um terceiro campo classista, oposto aos governos burgueses tradicionais e aos da frente popular.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><st1:metricconverter w:st=\"on\" ProductID=\"15. A\"><b style=\"mso-bidi-font-weight: normal\"><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\">15.<\/span><\/b><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"> A<\/span><\/st1:metricconverter><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"> luta contra a recoloniza\u00e7\u00e3o imperialista, pela independ\u00eancia nacional e as lutas democr\u00e1ticas continuaram a ter um peso decisivo, agravado pela crise econ\u00f4mica mundial. A realidade mostrou que as lutas nos pa\u00edses coloniais e semicoloniais contra o imperialismo continuam a ter grande import\u00e2ncia. As lutas dos povos ind\u00edgenas no Peru e Equador contra a explora\u00e7\u00e3o de suas terras pelas mineradoras transnacionais; a resist\u00eancia em Honduras ao golpe e as grandes mobiliza\u00e7\u00f5es de massas no Ir\u00e3 contra a ditadura dos <i>aiatol\u00e1s<\/i> dominaram a cena em 2009. Estas lutas continuam e a tend\u00eancia \u00e9 que se agravem na medida em que, do ponto de vista capitalista, a sa\u00edda para a crise s\u00e3o os ataques aos trabalhadores, a rapina e o saque aos pa\u00edses semicoloniais e coloniais. O imperialismo tratar\u00e1 de fazer com que esses pa\u00edses e os povos coloniais paguem um alto pre\u00e7o, para acumular a mais-valia necess\u00e1ria para recuperar a taxa de lucros e, assim, reverter \u00e0 crise.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><b style=\"mso-bidi-font-weight: normal\"><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\">16.<\/span><\/b><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"> Nesse marco, a guerra do Afeganist\u00e3o adquire uma import\u00e2ncia cada vez maior como um fator de crise grave para os pa\u00edses imperialistas, em especial os EUA. Este tema tende a dominar ou ter um peso fundamental no ano de 2010. Esta guerra pode terminar como o Vietn\u00e3 de Obama. \u00c9 necess\u00e1rio hierarquizar e dar uma grande import\u00e2ncia a esta luta antiimperialista, exigindo a retirada das tropas da ONU. A alternativa categ\u00f3rica \u00e9 a derrota do imperialismo e a vit\u00f3ria da resist\u00eancia afeg\u00e3 em sua luta para expulsar os agressores, sem prestar qualquer tipo de apoio pol\u00edtico \u00e0 dire\u00e7\u00e3o reacion\u00e1ria da resist\u00eancia, os Talib\u00e3s.<b style=\"mso-bidi-font-weight: normal\"><o:p><\/o:p><\/b><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><strong><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\">Josep Weil<\/span><\/strong><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\">, da Liga Internacional dos Trabalhadores &#8211; Quarta Internacional (LIT-QI)<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\">(1) Extra\u00eddo do artigo de Eduardo Almeida Neto publicado no livro <i>Capitalismo em crise<\/i>.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\">(2) Artigo &#8220;Quanto maior a atual bolha, maior ser\u00e1 a inevitabilidade do seu estouro&#8221;, Folha de S\u00e3o Paulo, 5\/11\/2009.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\">(3) Artigo do <i>Capitalismo em crise,<\/i> j\u00e1 citado.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\">(4) Idem.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\">___________________________________________<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white; mso-line-height-alt: 0pt\" class=spip><span style=\"FONT-FAMILY: Georgia; COLOR: black; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-family: Times\">Fonte: artigo publicado no site do Ruptura\/FER, em 10\/01\/2010<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando, em Setembro de 2008, rebentou de forma clara a crise econ\u00f4mica mundial, afirmamos que esta era uma crise global do capitalismo, a maior desde 1929. Hoje, sabe-se que a recess\u00e3o nos Estados Unidos come\u00e7ou, na verdade, no final de 2007, mas os mesmos governos imperialistas e organismos internacionais que tentaram ocult\u00e1-la at\u00e9 Setembro de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":13,"featured_media":0,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"litci_post_political_author":"","footnotes":""},"categories":[8069],"tags":[],"class_list":["post-785","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nepal"],"fimg_url":false,"categories_names":["Nepal"],"author_info":{"name":"Javier f","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/38f104112503b4b2d43a8972576238b0824db79ccc991f981595fcbc569b0601?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":null,"tagline":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/785","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/13"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=785"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/785\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=785"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=785"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=785"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}