{"id":78354,"date":"2024-01-25T15:48:23","date_gmt":"2024-01-25T15:48:23","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=78354"},"modified":"2024-01-25T15:48:25","modified_gmt":"2024-01-25T15:48:25","slug":"velhas-recordacoes-muito-atuais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2024\/01\/25\/velhas-recordacoes-muito-atuais\/","title":{"rendered":"Velhas recorda\u00e7\u00f5es muito atuais"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Buenos Aires, uma tarde de outubro, 1985.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Em um sobrado discreto, de frente para o Parque Centen\u00e1rio, funcionava a sede da LIT. Eu estava no secretariado da LIT, para trabalhar junto a ningu\u00e9m menos que Nahuel Moreno.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Por: Eduardo Almeida<\/p>\n\n\n\n<p>Para mim, o \u201cvelho\u2019 era um mito. N\u00e3o vou falar de sua trajet\u00f3ria pol\u00edtica, das pol\u00eamicas que acompanhei. Vou falar da pessoa com quem convivi, do homem por tr\u00e1s do mito.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O velho era uma simpatia. Aliava um conhecimento enciclop\u00e9dico a uma simplicidade bem humorada sempre presente. Entrava na fila do almo\u00e7o, como todos n\u00f3s. Sentava-se a mesa e muitas vezes nos v\u00edamos perante uma aula sobre a hist\u00f3ria africana ou sobre as caracter\u00edsticas biol\u00f3gicas de alguma esp\u00e9cie. Quase sempre a conversa descambava para uma piada. Me surpreendi vendo Moreno fazendo gra\u00e7a sobre ele mesmo. Ele sabia rir de si pr\u00f3prio, como da primeira elei\u00e7\u00e3o em que participou e utilizou como programa o da Comuna de Paris.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse tra\u00e7o da personalidade estava ligado a algo profundo. Moreno fazia da autocr\u00edtica um instrumento decisivo. Nisso, seguia a Lenin que tinha o mesmo m\u00e9todo. O velho se ria dos dirigentes que \u201cnunca erravam\u201d, que \u00e9 uma marca registrada de quase todos os dirigentes da esquerda, por seu car\u00e1ter de classe.<\/p>\n\n\n\n<p>Quem interv\u00e9m na luta de classes, inevitavelmente comete erros. Debater coletivamente seus pr\u00f3prios erros \u00e9 um instrumento muito importante para a corre\u00e7\u00e3o e aprendizagem. Quem n\u00e3o aprende de seus erros, n\u00e3o se enriquece.<\/p>\n\n\n\n<p>Conheci, ainda que superficialmente, os outros grandes dirigentes trotsquistas da gera\u00e7\u00e3o de Moreno, como Mandel e Lambert. Eram muito diferentes. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mandel era um intelectual t\u00edpico das universidades europeias, inteligente e arrogante. Ele fez contribui\u00e7\u00f5es interessantes sobre economia marxista. E disse in\u00fameras barbaridades pol\u00edticas e te\u00f3ricas como a capitula\u00e7\u00e3o ao guerrilheirismo ou a afirma\u00e7\u00e3o de que a burocracia sovi\u00e9tica nunca comandaria um processo de restaura\u00e7\u00e3o do capitalismo. Erros grav\u00edssimos com consequ\u00eancias desastrosas para gera\u00e7\u00f5es de militantes. Desconhe\u00e7o qualquer autocr\u00edtica s\u00e9ria de Mandel.<\/p>\n\n\n\n<p>Lambert, al\u00e9m de arrogante era grosseiro como um burocrata sindical. Eu fui convidado a um congresso da OSI (a organiza\u00e7\u00e3o no Brasil ligada a Lambert), em que ele fez um contrainforme e destruiu o documento pol\u00edtico apresentado pelo dirigente nacional do partido. Depois disso, literalmente ditou outro documento perante todos os delegados. Nesse congresso a OSI girou de uma pol\u00edtica sect\u00e1ria em rela\u00e7\u00e3o ao PT (que foi progressivo em seus in\u00edcios) para uma capitula\u00e7\u00e3o aberta a dire\u00e7\u00e3o do PT. Isso acabou por destruir essa organiza\u00e7\u00e3o. Sem nenhuma autocr\u00edtica, nenhum debate s\u00e9rio.<\/p>\n\n\n\n<p>O instrumento da autocr\u00edtica \u00e9 t\u00e3o parte do legado leninista como o centralismo democr\u00e1tico. A dire\u00e7\u00e3o do PSTU, que aprendeu com Moreno, vive fazendo autocriticas, muitas vezes duras. Foi assim com o pouco caso dado a luta contra as opress\u00f5es no passado, com a elabora\u00e7\u00e3o te\u00f3rica, com a proletariza\u00e7\u00e3o. Essas autocr\u00edticas nunca geraram crises, sempre ajudaram a fortalecer o partido, corrigir suas rotas.<\/p>\n\n\n\n<p>A maioria da esquerda sequer faz balan\u00e7os s\u00e9rios. Emendam uma atividade na outra, sem sequer se preocupar em entender os acertos e erros. O Partido Obrero, da Argentina, \u00e9 dirigido por Altamira, um t\u00edpico dirigente que \u201cn\u00e3o se equivoca\u201d, que se julga um Lenin redivivo. Ou o PTS, que girou de um partido sect\u00e1rio \u00e0 adapta\u00e7\u00e3o eleitoral sem nenhuma discuss\u00e3o profunda, nenhuma autocr\u00edtica. Essas organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o aprendem com seus erros. Est\u00e3o em ascenso nos dias de hoje, mas preparam grandes crises.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Moreno e a moral<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Acompanhei Moreno em in\u00fameras pol\u00eamicas, internas e externas, maiores e menores. Jamais vi o velho caluniar algu\u00e9m. Isso tamb\u00e9m tinha a ver com uma carater\u00edstica da corrente. O \u201cmorenismo\u201d n\u00e3o inclui s\u00f3 a defesa de um programa, a aud\u00e1cia na disputa pela dire\u00e7\u00e3o. Inclui a moral prolet\u00e1ria. Essa moral solid\u00e1ria que nasce espontaneamente nos piquetes de greve e leva os ativistas a defenderem um ou outro da pol\u00edcia e dos patr\u00f5es, independente das correntes pol\u00edticas que defendam. A moral revolucionaria que educa os novos militantes de que n\u00e3o vale tudo na luta pol\u00edtica. Mesmo ao lutar contra o reformismo ou a burguesia n\u00e3o vale a cal\u00fania.<\/p>\n\n\n\n<p>A cal\u00fania foi introduzida como m\u00e9todo de luta pol\u00edtica pelo stalinismo. Infelizmente, se incorporou a pr\u00e1tica da maioria das correntes da esquerda. Esse veneno depois cobra seu pre\u00e7o, porque se educam os novos militantes nesse vale tudo, isso depois \u00e9 usado nas lutas internas t\u00edpicas das seitas est\u00e9reis. Pode-se ganhar uma discuss\u00e3o, ajudar a destruir um quadro ou uma organiza\u00e7\u00e3o com uma cal\u00fania. Mas n\u00e3o se constr\u00f3i nada s\u00f3lido em termos revolucion\u00e1rios. Os quadros educados nesse m\u00e9todo, depois o utilizam<\/p>\n\n\n\n<p>O velho dava seu exemplo pessoal e formava os quadros com uma moral. Existem valores simples e humanos como falar a verdade, ser solid\u00e1rios com os companheiros que s\u00e3o negados cotidianamente no dia a dia do capitalismo. Moreno trazia a educa\u00e7\u00e3o moral como um contraponto a isso na vida dos militantes.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Saber escutar<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O velho me impressionou por outra caracter\u00edstica: sabia escutar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ele por vezes me perguntava sobre Brasil ou minha opini\u00e3o sobre algum tema. E me ouvia, muitas vezes sem falar nada. S\u00f3 escutava. Fazia isso com v\u00e1rios quadros. Muitas vezes o vi, em uma discuss\u00e3o, reivindicando explicitamente o que disse um companheiro, por vezes de base. Em uma polemica, sempre buscava ouvir e entender a posi\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria. Qual era seu centro, para evitar polemicas falsas. Se existia algo que pudesse ser incorporado.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo de elabora\u00e7\u00e3o pol\u00edtica de um partido \u00e9 coletivo ou ent\u00e3o \u00e9 fraqu\u00edssimo e unilateral. Mais ainda em uma \u00e9poca como a que vivemos. N\u00e3o temos nenhum Lenin, nenhum Trotsky, nenhum Sverdlov em nenhuma das organiza\u00e7\u00f5es que se reivindicam revolucion\u00e1rias. A elabora\u00e7\u00e3o coletiva \u00e9 ainda mais importante. &nbsp;Saber escutar \u00e9 fortalecer o coletivo. Saber escutar faz com que os que s\u00e3o ouvidos se sintam integrados.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanta diferen\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o aos dirigentes que adoram ser ouvidos, mas n\u00e3o sabem escutar. Que se irritam ao ouvir uma interven\u00e7\u00e3o melhor que a sua.<\/p>\n\n\n\n<p>Aos que adoram falar palavras dif\u00edceis para que as pessoas admirem sua intelig\u00eancia, sem nenhuma preocupa\u00e7\u00e3o se foi ou n\u00e3o entendido.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Uma rela\u00e7\u00e3o s\u00e9ria com a teoria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Acompanhei uma parte da elabora\u00e7\u00e3o de Moreno sobre as revolu\u00e7\u00f5es que derrubaram as ditaduras na Am\u00e9rica Latina. Moreno tinha uma rela\u00e7\u00e3o com a teoria que \u00e9 um exemplo para n\u00f3s. Em primeiro lugar pela import\u00e2ncia dada ao estudo e elabora\u00e7\u00e3o te\u00f3rica.<\/p>\n\n\n\n<p>Acho que foi a rela\u00e7\u00e3o de Moreno com a teoria que possibilitou que o MAS argentino, sob a dire\u00e7\u00e3o de Moreno, sobrevivesse a press\u00e3o brutal do peronismo, assim como a LIT tenha sobrevivido a press\u00e3o do chavismo e dos governos do PT. Enganam-se os que vem em Moreno s\u00f3 a aud\u00e1cia no aproveitamento das oportunidades, da disputa pela dire\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. O velho foi, em primeiro lugar, um apaixonado pela teoria e o programa. Foi isso deu solidez a LIT enquanto ele vivia.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje predomina na esquerda uma indig\u00eancia te\u00f3rica brutal. Muitas das correntes de esquerda se contentam em buscar citas dos cl\u00e1ssicos para justificar sua pol\u00edtica. N\u00e3o \u00e9 por acaso que os reformistas n\u00e3o elaboram nada de novo. S\u00f3 terminam por reeditar os reformistas cl\u00e1ssicos como Kautsky e Berstein, ainda que n\u00e3o o reconhe\u00e7am.<\/p>\n\n\n\n<p>Basta ver as \u201celabora\u00e7\u00f5es\u201d de Pablo Iglesias ou das correntes do PSOL para verificar isso.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa indig\u00eancia atinge tamb\u00e9m o trotsquismo.&nbsp; O PTS argentino tem no CEIP um ponto forte pela publica\u00e7\u00e3o dos livros de Trotsky. Mas sua elabora\u00e7\u00e3o te\u00f3rica pr\u00f3pria \u00e9 nula. Agora est\u00e1 come\u00e7ando a trilhar o caminho te\u00f3rico do gramscianismo. Esse foi o caminho seguido por 99% do reformismo.<\/p>\n\n\n\n<p>Existem ainda as correntes que tomam os cl\u00e1ssicos como imut\u00e1veis, sem elaborar nada de novo. Moreno n\u00e3o fazia isso. Quando era o caso, dizia que Trotsky estava errado, sem nenhuma vacila\u00e7\u00e3o. A coragem intelectual se aliava a seriedade na discuss\u00e3o te\u00f3rica. Foi assim na interpreta\u00e7\u00e3o das revolu\u00e7\u00f5es do p\u00f3s guerra.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao mesmo tempo tinha a seriedade de preservar a estrutura b\u00e1sica do pensamento dos cl\u00e1ssicos, t\u00e3o renegados pelos \u201cmodernos \u201c reformistas.<\/p>\n\n\n\n<p>A postura te\u00f3rica de Moreno \u00e9 uma de suas maiores contribui\u00e7\u00f5es. N\u00e3o s\u00f3 seus aportes ao marxismo como sua interpreta\u00e7\u00e3o das revolu\u00e7\u00f5es do p\u00f3s guerra e sua elabora\u00e7\u00e3o sobre as revolu\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas que derrubam ditaduras. Mas sua postura s\u00e9ria de como elaborar teoria, sem medo de corrigir os cl\u00e1ssicos, sem a impaci\u00eancia dos que buscam o \u201cnovo\u201d e reeditam o que de mais velho existe que \u00e9 o reformismo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Lembran\u00e7as de uma passeata triste<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Contagem, Brasil, Janeiro de 1987. A campainha da porta toca insistente. Abro a porta. Um velho camarada, chorando, me diz: \u201cMorreu, ele morreu\u201d. Tento entender o que ele diz, mas ele s\u00f3 repetia: \u201cMorreu, morreu\u201d. Depois de alguns minutos, consegui saber que Moreno estava morto. Meu mundo caiu. Tive uma dura sensa\u00e7\u00e3o de orfandade.<\/p>\n\n\n\n<p>No mesmo dia, conseguimos viajar para Buenos Aires. O clima na dire\u00e7\u00e3o do MAS argentino e da LIT era de perplexidade e temor em rela\u00e7\u00e3o ao futuro. Nosso dirigente tinha morrido. E n\u00e3o tinha nenhuma alternativa de dire\u00e7\u00e3o constru\u00edda.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Durante a madrugada, por algum tempo fiz parte da guarda de honra do corpo de Moreno. Olhei para o caix\u00e3o e, pensei no futuro. Nada de bom me surgiu.<\/p>\n\n\n\n<p>Olhando agora para tr\u00e1s, pode-se ver claramente o motivo da apreens\u00e3o de todos n\u00f3s. Moreno se ia em um momento delicado na esquerda mundial. O MAS argentino era naquele momento a principal organiza\u00e7\u00e3o trotsquista em todo o mundo.&nbsp; Mas j\u00e1 se prenunciava toda a confus\u00e3o ideol\u00f3gica causada pelo processo em curso no leste europeu. Atravessar esse per\u00edodo sem Moreno era um salto no escuro.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas ruas de Buenos Aires, uma passeata&nbsp; trotsquista cantava: \u201csomos los trotscos, los trotscos de Moreno, somos los trotscos del movimento obrero\u201d. And\u00e1vamos em dire\u00e7\u00e3o ao cemit\u00e9rio de Chacarita com um sentimento duplo: o orgulho de ser \u201cmorenistas\u201d&nbsp; e a incerteza em rela\u00e7\u00e3o ao futuro.<\/p>\n\n\n\n<p>A incerteza se mostrou um pren\u00fancio do que ia acontecer. Os efeitos da confus\u00e3o p\u00f3s leste e a adapta\u00e7\u00e3o a democracia burguesa destru\u00edram o MAS, e quase destru\u00edram a LIT. Sem Moreno, a nova dire\u00e7\u00e3o do MAS e da LIT n\u00e3o passaram a prova da luta de classes em um momento muito dif\u00edcil.<\/p>\n\n\n\n<p>Felizmente, no entanto, o legado de Moreno sobreviveu. Sua postura de combate contra o reformismo, sua postura de constru\u00e7\u00e3o na classe oper\u00e1ria, sua moral, sua atitude em rela\u00e7\u00e3o \u00e0&nbsp; teoria possibilitaram que a LIT se reconstru\u00edsse.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da crise, a LIT est\u00e1 viva e se fortalecendo.&nbsp; Ver a nova dire\u00e7\u00e3o oper\u00e1ria do PSTU, com quadros pol\u00edticos oper\u00e1rios capazes a frente do partido. Ver uma nova se\u00e7\u00e3o da LIT se construindo no Paquist\u00e3o e usando um texto de Moreno (quest\u00f5es de organiza\u00e7\u00e3o) como texto fundacional.<\/p>\n\n\n\n<p>A LIT est\u00e1 se reconstruindo a partir dos alicerces constru\u00eddos por Moreno. Hoje, 30 anos ap\u00f3s sua morte, posso olhar com ar cr\u00edtico v\u00e1rias das elabora\u00e7\u00f5es de Moreno. Nem sempre tenho acordo agora, como n\u00e3o tive no passado. Mas podemos dizer ao velho que tudo que existe hoje na LIT se deve a ele.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;A melhor homenagem que podemos fazer a Moreno \u00e9 constatar que ele foi a express\u00e3o da continuidade viva do marxismo. Ter rompido esse elo teria s\u00e9rias consequ\u00eancias em rela\u00e7\u00e3o ao futuro. A melhor homenagem que podemos fazer ao velho \u00e9 dar continuidade a sua luta para constru\u00e7\u00e3o da Lit.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Buenos Aires, uma tarde de outubro, 1985. Em um sobrado discreto, de frente para o Parque Centen\u00e1rio, funcionava a sede da LIT. Eu estava no secretariado da LIT, para trabalhar junto a ningu\u00e9m menos que Nahuel Moreno. Por: Eduardo Almeida Para mim, o \u201cvelho\u2019 era um mito. N\u00e3o vou falar de sua trajet\u00f3ria pol\u00edtica, das [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":78355,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"litci_post_political_author":"","footnotes":""},"categories":[3145,4568],"tags":[2100,918],"class_list":["post-78354","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-nahuel-moreno","category-especial-nahuel-moreno","tag-eduardo-almeida","tag-nahuel-moreno"],"fimg_url":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Moreno-e-edu.jpg","categories_names":["Especial Nahuel Moreno","Nahuel Moreno"],"author_info":{"name":"lena","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/b9eb35b4c023b96c29c4a145a82c6c381b68f2c889c5427106ad5aab6df45b9d?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":null,"tagline":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/78354","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=78354"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/78354\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":78356,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/78354\/revisions\/78356"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/78355"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=78354"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=78354"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=78354"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}