{"id":78309,"date":"2024-01-18T13:46:11","date_gmt":"2024-01-18T13:46:11","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=78309"},"modified":"2024-01-18T13:46:16","modified_gmt":"2024-01-18T13:46:16","slug":"preparar-a-resistencia-ao-governo-arevalo-herrera","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2024\/01\/18\/preparar-a-resistencia-ao-governo-arevalo-herrera\/","title":{"rendered":"Preparar a resist\u00eancia ao governo Ar\u00e9valo-Herrera"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Um golpe de estado institucional fracassado<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Entre 14 e 15 de janeiro, Bernardo Arevalo e Karin Herrera, do partido Semilla, assumiram o governo da Guatemala. A cerim\u00f4nia formal de transfer\u00eancia de poderes foi adiada quase 10 horas, n\u00e3o por raz\u00f5es t\u00e9cnicas, at\u00e9 o \u00faltimo minuto as for\u00e7as pol\u00edticas aliadas a Alejandro Giammattei e conhecidas na Guatemala como \u201cEl Pacto de Corruptos\u201d tentaram impedir que Ar\u00e9valo e Herrera chegassem \u00e0 presid\u00eancia.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Por: PT \u2013 Costa Rica<\/p>\n\n\n\n<p>Nos dias 14 e 15 de janeiro, manifestaram-se as diferentes formas da crise pol\u00edtica que a Guatemala vive desde a inesperada vit\u00f3ria eleitoral do partido Semilla no primeiro turno, em meados de 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda no dia 14 de janeiro, a mesa diretora cessante do Congresso, controlada por Giammattei e apoiada por ordem do juiz Freddy Orellana, tentou impedir a forma\u00e7\u00e3o de uma nova mesa diretora do Congresso. O seu objetivo era impedir que o novo Congresso empossasse Ar\u00e9valo e Herrera.<\/p>\n\n\n\n<p>A manobra envolveu deixar alguns deputados da UNE (2), CABAL (1) sem credenciais e declarar Semilla como inexistente e os seus 23 deputados como independentes, impedindo-os de chegar ao controle do Congresso. A manobra fracassou porque Semilla e seus aliados no Congresso conseguiram recuperar sua situa\u00e7\u00e3o jur\u00eddica e manter o controle do Congresso, obtendo 92 votos em 160 deputados. Este congresso foi o que empossou Ar\u00e9valo e Herrera, ao bater da meia-noite, sem a presen\u00e7a de Alejandro Giammattei.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>As for\u00e7as que atuaram em 14 de janeiro.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O boicote \u00e0 forma\u00e7\u00e3o da nova mesa do Congresso foi a mais recente das muitas manobras que o \u201cPacto de Corruptos\u201d tentou utilizar; esta fac\u00e7\u00e3o da oligarquia utilizou o poder judici\u00e1rio, o minist\u00e9rio p\u00fablico e um setor da pol\u00edcia para tentar anular o primeiro turno das elei\u00e7\u00f5es, ilegalizar Semilla, sequestrar material eleitoral, impedir a transfer\u00eancia eleitoral, no que foi sem d\u00favida uma tentativa de conseguir um golpe de estado institucional e o estabelecimento na Guatemala de um regime bonapartista e ditatorial semelhante ao salvadorenho e nicaraguense. Os nomes pr\u00f3prios associados a esta tentativa de golpe s\u00e3o: Consuelo Porras, Freddy Orellana, Rafael Currichiche e Alejandro Giammattei.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora esta aposta pol\u00edtica tenha conseguido enfraquecer e comprometer profundamente o governo Ar\u00e9valo-Herrera, n\u00e3o atingiu o seu objetivo golpista. Tr\u00eas fatores centrais foram combinados para evit\u00e1-lo: 1) a mobiliza\u00e7\u00e3o popular e democr\u00e1tica dos jovens, das mulheres e dos povos ind\u00edgenas, 2) a pol\u00edtica do imperialismo norte-americano e europeu de recha\u00e7ar o golpe e apostar na \u201cestabilidade democr\u00e1tica\u201d e 3) o acordo de um setor da oligarquia para governar junto com Ar\u00e9valo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A mobiliza\u00e7\u00e3o popular.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>De todos os elementos, o que \u201cchutou o tabuleiro\u201d foi a mobiliza\u00e7\u00e3o popular, durante 105 dias com altos e baixos houve elementos de mobiliza\u00e7\u00e3o popular, em outubro de 2023 viveu-se o auge da mobiliza\u00e7\u00e3o popular com uma centena de bloqueios em todo o pa\u00eds. Os bloqueios foram desmantelados com uma combina\u00e7\u00e3o de provoca\u00e7\u00f5es policiais, repress\u00e3o e press\u00e3o do CACIF (o sindicato dos empres\u00e1rios).<\/p>\n\n\n\n<p>A partir da\u00ed houve um decl\u00ednio na mobiliza\u00e7\u00e3o, que continuou na forma de vig\u00edlias em frente ao minist\u00e9rio p\u00fablico e outras manifesta\u00e7\u00f5es, mas o elemento central foi o povo que nunca se desmobilizou completamente. A transfer\u00eancia de poderes, que \u00e9 um momento formal nas democracias burguesas, foi poss\u00edvel porque houve \u201cin situ\u201d uma mobiliza\u00e7\u00e3o popular que desativou a manobra de 14 de janeiro, rompeu cercos policiais, pressionou o parlamento e sem d\u00favida encorajou Semilla a enfrentar a manobra que Giamattei preparou no congresso.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, a principal tarefa do governo social-democrata de Ar\u00e9valo \u00e9 desativar o movimento popular, \u201cdevolv\u00ea-lo \u00e0 casa\u201d, para que n\u00e3o seja um fator ativo na pol\u00edtica como est\u00e1 sendo h\u00e1 105 dias. Esta conclus\u00e3o \u00e9 essencial para a esquerda e para o movimento popular guatemalteco compreenderem; qualquer possibilidade de avan\u00e7ar com medidas democr\u00e1ticas e sociais \u00e9 manter a independ\u00eancia absoluta do governo de Ar\u00e9valo e Herrera, desde o primeiro minuto.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A rea\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O outro elemento chave \u00e9 o geopol\u00edtico, a atitude do imperialismo americano, europeu e das suas institui\u00e7\u00f5es como a ONU e a OEA. Ar\u00e9valo apostou sobretudo nesse apoio, e n\u00e3o na mobiliza\u00e7\u00e3o popular, como seu principal aliado. Os Estados Unidos e a Uni\u00e3o Europeia t\u00eam tr\u00eas focos centrais de aten\u00e7\u00e3o: a Ucr\u00e2nia, Gaza e o I\u00eamen que est\u00e3o todos a atravessar crises pol\u00edticas profundas que lhes custam milh\u00f5es de d\u00f3lares. \u00c9 aqui que reside toda a sua aten\u00e7\u00e3o na pol\u00edtica externa e na pol\u00edtica interna do governo dos EUA que se prepara para uma elei\u00e7\u00e3o, onde Joe Biden come\u00e7a como perdedor nas pesquisas.<\/p>\n\n\n\n<p>Perante esta situa\u00e7\u00e3o, a pol\u00edtica do imperialismo estadunidense e europeu \u00e9 uma pol\u00edtica de rea\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica para manter a estabilidade da regi\u00e3o, raz\u00e3o pela qual os dois imperialismos toleraram duas ditaduras (El Salvador e Nicar\u00e1gua) mas n\u00e3o aceitaram uma tentativa de golpe na Guatemala, parece-nos que \u00e9 porque era uma aposta muito arriscada que poderia desestabilizar politicamente toda a regi\u00e3o (a Guatemala \u00e9 o principal pa\u00eds do Istmo) e provavelmente irradiaria para o sul do M\u00e9xico.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 por isso que os Estados Unidos e a OEA foram t\u00e3o categ\u00f3ricos em que se permitisse que a dupla Ar\u00e9valo-Herrera chegasse ao poder.<\/p>\n\n\n\n<p>No dia 10 de janeiro, na reuni\u00e3o do Conselho Permanente da Organiza\u00e7\u00e3o dos Estados Americanos, Alejandro Giammattei disse: \u201cUm governo (\u2026) unilateralmente e sem permitir a possibilidade de defesa contra as acusa\u00e7\u00f5es contra ele, ousou suspender o visto a mais de 100 deputados do Congresso da Rep\u00fablica, simplesmente porque cumpriram o seu dever.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>No dia seguinte, 11 de janeiro, Brian A. Nichols, Subsecret\u00e1rio de Estado dos EUA para Assuntos do Hemisf\u00e9rio Ocidental, respondeu: \u201cDe acordo com a lei dos EUA, temos a obriga\u00e7\u00e3o de sancionar aqueles que impedem a democracia ou promovem a corrup\u00e7\u00e3o. Temos visto atos de corrup\u00e7\u00e3o cometidos por um n\u00famero preocupante de membros do Congresso da Guatemala e fomos for\u00e7ados a agir para promover a transi\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica na Guatemala.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Atrav\u00e9s de press\u00f5es diplom\u00e1ticas e de san\u00e7\u00f5es pessoais a algumas dezenas de pol\u00edticos, os Estados Unidos tentaram sinalizar que n\u00e3o concordavam com os esfor\u00e7os de Giammattei para permanecer no poder, mas n\u00e3o iriam mais longe.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos pa\u00edses coloniais como na Am\u00e9rica Central, a possibilidade do triunfo de um golpe autorit\u00e1rio requer a vontade do imperialismo norte-americano de o promover, tolerar ou encobrir. N\u00e3o existiam neste momento condi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas para isso, mas isso n\u00e3o significa que n\u00e3o ocorrer\u00e3o no futuro. N\u00e3o se pode descartar que dentro de alguns meses a direita guatemalteca tente algum tipo de golpe suave semelhante ao que derrubou Castillo no Peru e que foi aplaudido e tolerado em todo o continente. O imperialismo n\u00e3o se importa se \u00e9 com ditaduras ou com democracia burguesa, a \u00fanica coisa que lhe interessa s\u00e3o as melhores condi\u00e7\u00f5es para explorar o nosso povo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Um governo com elementos de concilia\u00e7\u00e3o de classes<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O terceiro elemento, e o que explica porque o imperialismo e um setor da oligarquia guatemalteca consideram vi\u00e1vel o governo Ar\u00e9valo-Herrera, \u00e9 porque se trata de um governo com caracter\u00edsticas de colabora\u00e7\u00e3o de classes, o que permitir\u00e1 tentar acalmar a mobiliza\u00e7\u00e3o e a indigna\u00e7\u00e3o popular.<\/p>\n\n\n\n<p>O governo Ar\u00e9valo conta com uma ministra ind\u00edgena, a ministra do Trabalho Miriam Roquel, e tamb\u00e9m tem como aliada a representante do Winaq-URNG, Sonia Guti\u00e9rrez Raguay, como parte da Mesa Diretora do novo congresso. Todos estes personagens est\u00e3o profundamente integrados no establishment guatemalteco, mas aos olhos da direita recalcitrante eles s\u00e3o \u201ca esquerda\u201d. O gabinete tamb\u00e9m traz pol\u00edticos profissionais de Semilla e de setores independentes, dando a imagem de \u201crenova\u00e7\u00e3o\u201d e \u201cprofissionalismo t\u00e9cnico\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas o verdadeiro tom do governo \u00e9 dado pelos ministros provenientes dos partidos pol\u00edticos tradicionais e da CACIF. Por exemplo, Carlos Ramiro Mart\u00ednez Alvarado, Ministro das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores, fez parte do gabinete de Giammattei e fez parte de numerosos governos, o que garante que a pol\u00edtica externa n\u00e3o se desvia dos ditames do Departamento de Estado ianque. Francisco Jim\u00e9nez, Ministro do Interior, fez parte do gabinete de \u00c1lvaro Colom em 2008.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas destacam-se especialmente os dois ministros, ligados ao CACIF, o poderoso sindicato empresarial. Jazm\u00edn de la Vega: <em>\u201cfoi deputada do Partido de Avanzada Nacional (PAN), durante o governo de \u00c1lvaro Arz\u00fa, e \u00e9 uma profissional da C\u00e2mara de Constru\u00e7\u00e3o da Guatemala, sindicato dos construtores associado ao CACIF\u201d, (\u2026) A pr\u00f3xima ministra de Energia e Minas, [ser\u00e1] Anayt\u00e9 Guardado, diretora executiva da influente Associa\u00e7\u00e3o de Geradores de Energias Renov\u00e1veis \u200b\u200b(AGER). Entidade privada, sem fins lucrativos, que re\u00fane os principais geradores de energia, maioritariamente hidroel\u00e9ctricas\u201d [<\/em>1].<\/p>\n\n\n\n<p>Anayt\u00e9 Guardado, como agente das grandes empresas extrativas, \u00e9 respons\u00e1vel por continuar a pol\u00edtica de espolia\u00e7\u00e3o e pilhagem das riquezas das comunidades ind\u00edgenas, que se opuseram fortemente aos projetos hidroel\u00e9tricos e mineiros na Guatemala. Miriam Roquel e Sonia Guti\u00e9rrez Ragua ter\u00e3o que apelar \u00e0s pr\u00f3prias comunidades ind\u00edgenas para \u201cconfiarem no governo da mudan\u00e7a\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O que fazer?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As se\u00e7\u00f5es da Liga Internacional dos Trabalhadores consideram que o mais importante \u00e9 discutir esta caracteriza\u00e7\u00e3o do novo governo e estas perspectivas com os setores de vanguarda juvenis, ind\u00edgenas e populares que foram o cora\u00e7\u00e3o da mobiliza\u00e7\u00e3o popular guatemalteca, a fim de levantar a necessidade de um programa e de um partido revolucion\u00e1rio na Guatemala, que possa orientar o movimento popular nas suas reivindica\u00e7\u00f5es e evitar os enganos do novo governo de concilia\u00e7\u00e3o de classes.<\/p>\n\n\n\n<p>O programa revolucion\u00e1rio na Guatemala deve come\u00e7ar como m\u00ednimo convocando a Assembleia Nacional Constituinte para apagar as velhas institui\u00e7\u00f5es e levantar a necessidade de uma reforma agr\u00e1ria com conte\u00fado campon\u00eas e ind\u00edgena, a defesa dos recursos naturais e dos servi\u00e7os p\u00fablicos, e a nacionaliza\u00e7\u00e3o das empresas estrat\u00e9gicas. da Guatemala.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"696\" height=\"464\" src=\"http:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Guatemala.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-78310\" srcset=\"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Guatemala.jpg 696w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Guatemala-300x200.jpg 300w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Guatemala-150x100.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 696px) 100vw, 696px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Karin Herrera, vice-presidente da Guatemala, sorri para Sonia Raguay, representante eleita pelo partido Winaq, durante a inaugura\u00e7\u00e3o. Foto: Edwin Berci\u00e1n. Retirado de https:\/\/www.no-ficcion.com\/projects\/bernardo-arevalo-al-pueblo-de-guatemala<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>________________________________________<\/p>\n\n\n\n<p>[1] https:\/\/www.no-ficcion.com\/projects\/quienes-forman-el-gabinete-de-bernardo-arevalo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um golpe de estado institucional fracassado Entre 14 e 15 de janeiro, Bernardo Arevalo e Karin Herrera, do partido Semilla, assumiram o governo da Guatemala. 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